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A Visão Espírita sobre FATALIDADE

28 de set de 2014

FLORES

 

Amigo Leitor, resolvemos trazer nesta postagem um assunto, cercado de muitas dúvidas.

A Visão Espírita da fatalidade.

Extraimos da Revista Espírita, perguntas formuladas ao Espírito São Luis, e publicada na Revista Espírita por Allan Kardec.

O espirito se posiciona de uma forma assertiva no que tange a acidentes e fatalidades, futuramente abordaremos novamente sobre tal assunto, resposta trazida por outros espíritos, e outros estudiosos da Doutrina dos Espíritas.

Boa Leitura e reflexão

R.E. Março 1858

Conforme o desejo de nosso correspondente, dirigimos as perguntas seguintes ao Espírito de São Luís que gosta de se comunicar conosco todas as vezes que há uma instrução útil para dar

.
1. Quando um perigo iminente ameaça alguém, é um Espírito que dirige o perigo, e quando dele escapa, é um outro Espírito que o afasta?


Resp. Quando um Espírito se encarna, escolhe uma prova; escolhendo-a se faz uma espécie de destino, que não pode mais conjurar, uma vez que a ele está submetido; falo de provas físicas. Conservando o Espírito no seu livre arbítrio, sobre o bem e o mal, é sempre o senhor para suportar ou repelir a prova; um bom Espírito, vendo-o enfraquecer, pode vir em sua ajuda, mas não pode influir, sobre ele, de maneira a dominar a sua vontade. Um Espírito
mau, quer dizer, inferior, mostrando-lhe, exagerando-lhe um perigo físico, pode abalá-lo e amedrontá-lo, mas, a vontade do Espírito encarnado não fica menos livre de todo entrave.


2. Quando um homem está no ponto de perecer por acidente, me parece que o livre arbítrio nisso não vale nada. Pergunto, pois, se é um mau Espírito que provoca esse acidente, que dele é, de algum modo, o agente; e, no caso em que se livra do perigo, se um bom Espírito veio em sua ajuda.


Resp. O bom Espírito ou o mau Espírito não pode senão sugerir bons ou maus pensamentos,

segundo a sua natureza. O acidente está marcado no destino do homem. Quando a tua vida é posta em perigo, trata-se de uma advertência que tu mesmo a desejaste, a fim de te
desviares do mal e de te tomares melhor. Quando tu escapas desse perigo, ainda sob a influência do perigo que correste, pensas mais ou menos fortemente, segundo a ação mais ou menos forte dos bons Espíritos, em te tomares melhor. O mau Espírito sobrevindo (digo mau
subentendendo que o mal ainda está nele), pensas que escaparás do mesmo modo de outros perigos e deixas, de novo, tuas paixões se desencadearem.


3. A fatalidade que parece presidir aos destinos materiais de nossas vidas seria, pois, ainda o efeito do nosso livre arbítrio?


Resp. Tu mesmo escolheste tua prova: quanto mais ela é rude, melhor tu a suportes, mais tu te elevas. Aqueles que passam sua vida em abundância e na felicidade humana, são Espíritos frouxos que permanecem estacionários. Assim, o número dos infortunados sobrepuja em muito o dos felizes desse mundo, tendo em vista que os Espíritos procuram, em maior parte, a prova que lhes será a mais frutífera. Eles vêem muito bem a futilidade de vossas grandezas
e de vossas alegrias. Aliás, a vida mais feliz é sempre agitada, sempre perturbada, não seria isso senão pela ausência da dor.

4. Compreendemos perfeitamente essa doutrina, mas isso não nos explica se certos Espíritos têm uma ação direta sobre a causa material do acidente. Suponhamos que no momento em que um homem passa sobre uma ponte, essa ponte se desmorona. Que impeliu o homem a passar nessa ponte?

Resp. Quando um homem passa sobre uma ponte que deve se romper, não é um Espírito que o conduz a passar nessa ponte, é o instinto do seu destino que para lá o leva.


5. O que fez desmoronar a ponte?


Resp. As circunstâncias naturais. A matéria tem nelas suas causas de destruição. No caso do qual se trata o Espírito, tendo necessidade de recorrer a um elemento estranho à sua natureza para mover as forcas naturais, recorrerá antes à intuição espiritual. Assim tal ponte
adiante se rompe, a água tendo desconjuntado as pedras que a compõe, a ferrugem tendo corroído a corrente que a suspenda, o Espírito, digo eu, ensinará antes ao homem para que
passe por essa ponte do que fazer romper uma outra sob seus passos. Aliás, tendes uma prova material do que eu adianto: qualquer acidente que chegue sempre naturalmente, quer dizer, de causas que se ligam umas as outras, e se conduzem insensivelmente.


6. Tomemos um outro caso no qual a destruição da matéria não seja a causa do acidente. Um homem mal intencionado atira sobre mim, a bala me roça, não me atinge. Um Espírito benevolente pode tê-la desviado?

Resp. Não.


Allan Kardec, Revista Espirita Março, 1858

KARDEC FALA DA MEDIUNIDADE DO SR. D.D. HOME.

Dhome3

Revista Espírita, fevereiro de 1858

O senhor Home


Os fenômenos realizados pelo senhor Home produziram tanto mais sensações porque vieram confirmar as narrações maravilhosas chegadas de além-mar, e a cuja veracidade se ligou
uma certa desconfiança. Ele nos mostrou que, deixando de lado a maior possibilidade ao exagero, deles restou o bastante para confirmar a realidade de fatos cumprindo-se fora de todas as leis conhecidas.
Tem-se falado do senhor Home em sentidos muito diversos, e confessamos que seria preciso muito para que todo o mundo lhe fosse simpático, uns por espírito de sistema, outros por ignorância.
Queremos mesmo admitir, nestes últimos, uma opinião conscienciosa, pela falta de terem podido constatar os fatos por si mesmos; mas se, nesse caso, a dúvida é permitida, uma hostilidade sistemática e apaixonada está sempre deslocada.

Em todo o estado de processo, julgar o que não se conhece é uma falta de lógica, o de apreciar sem provas é um esquecimento das conveniências. Façamos, por um instante, abstração da intervenção dos Espíritos, e não vejamos, nos fatos narrados, senão simples fenômenos físicos.

Quanto mais esses fatos sejam estranhos, mais merecem atenção. Explicai-os como quiserdes, mas não os contesteis a prior/, se não quiserdes fazer duvidar do vosso julgamento.

O que deve espantar, e o que nos parece mais anormal ainda do que os fenômenos em questão, é de ver esses mesmos que debateram, sem cessar, contra a oposição de certos corpos sábios com relação às idéias novas, que lhes lançam, incessantemente, à face, e isso em termos os menos circunspectos, os dissabores suportados pelos autores das mais importantes descobertas, Fulton, Jenner e Galileu, que citam a toda hora, eles mesmos caírem num defeito semelhante, eles que dizem, com razão, que há poucos anos ainda, quem houvesse falado em se corresponder, em alguns segundos, de um canto do mundo ao outro, teria passado por insensato.

Se crêem no progresso, do qual se dizem apóstolos, que sejam, pois,
coerentes consigo mesmos, e não atraiam para si a censura que endereçam aos outros de negarem o que não compreendem.


Voltemos ao senhor Home. Chegado a Paris no mês de outubro de 1855, encontrou-se, desde o início, lançado no mundo mais elevado, circunstância que deveria ter imposto mais circunspeção no julgamento que se lhe fez, porque quanto mais o mundo é elevado e
esclarecido, menos é suspeito de estar sendo benevolentemente enganado por um aventureiro.

Mesmo essa posição tem suscitado comentários. Pergunta-se quem é o senhor Home. Para viver neste mundo, para fazer viagens custosas, diz-se, é necessário que se tenha fortuna.

Se não a tem, é preciso que seja sustentado por pessoas poderosas.
Alinhavaram-se, sobre esse tema, mil suposições, uma mais ridícula do que as outras.

O que não se disse também de sua irmã que ele veio procurar, há um ano mais ou menos; era, dizia-se, um médium mais poderoso do que ele; os dois deveriam realizar prodígios de fazerem empalidecer os de Moisés.

Mais de uma vez, perguntas nos foram dirigidas a esse respeito; eis a nossa resposta.
O senhor Home, vindo à França, não se dirigiu ao público; ele não ama e nem procura a publicidade. Se tivesse vindo com objetivo de especulação, teria corrido o país solicitando a propaganda em sua ajuda; teria procurado todas as ocasiões de se promover, ao passo que 

as evita; teria posto um preço às suas manifestações, ao passo que ele não pede nada a ninguém.

Malgrado a sua reputação, o senhor Home não é, pois, o que se pode chamar um homem público, sua vida privada só pertence a ele. Do momento que nada pede, ninguém tem o direito de inquirir como vive, sem cometer uma indiscrição.

É sustentado por pessoas poderosas? Isso não nos diz respeito; tudo o que podemos dizer é que, nessa sociedade de
elite, conquistou simpatias reais e fez amigos devotados, ao passo que a um prestidigitador diverte-se se o paga, e tudo está dito.

Não vemos no senhor Home senão uma coisa: um homem dotado de uma faculdade notável. O estudo dessa faculdade é tudo o que nos interessa, e tudo o que deve interessar a quem não esteja movido unicamente pelo sentimento da curiosidade.

A história ainda não abriu, sobre ele, o livro dos seus segredos; até lá ele não pertence senão à ciência.

Quanto à sua irmã, eis a verdade: é uma criança de onze anos, que foi conduzida a Paris para a sua educação, da qual está encarregada uma ilustre pessoa. Sabe com dificuldade em que consiste a faculdade do seu irmão.

É bem simples, como se vê, bem prosaico para os apreciadores do maravilhoso.
Agora, por que o senhor Home veio à França? Não foi para procurar fortuna, como acabamos de provar. Foi para conhecer o país? Ele não o percorre; sai pouco, e não tem, de modo algum, os hábitos de um turista.

O motivo patente foi o conselho dos médicos, que acreditaram o ar da Europa necessário à sua saúde, mas os fatos mais naturais,
freqüentemente, são providenciais.

Pensamos, pois, que se veio foi porque deveria para aqui vir. A França, ainda na dúvida no que concerne às manifestações espíritas, tinha necessidade de que um grande lance fosse cunhado; o senhor Home foi quem recebeu essa missão, e quanto mais o lance tocou alto, mais teve de ressonância.

A posição, o crédito, as luzes daqueles que o acolheram, e que ficaram convencidos pela evidência dos fatos, abalaram as
convicções de uma multidão de pessoas, mesmo entre aquelas que não puderam ser testemunhas oculares.

A presença do senhor Home, pois, terá sido um poderoso auxiliar para a propagação das idéias espíritas; se não convenceu a todo o mundo, lançou sementes que frutificarão tanto mais quanto os próprios médiuns se multiplicarão.

Essa faculdade, como,aliás, já o dissemos, não é um privilégio exclusivo; ela existe em estado latente, e em
diversos graus, numa multidão de indivíduos, não esperando senão uma ocasião para se desenvolver; o princípio está em nós pelo próprio efeito da nossa organização; está na Natureza; todos nós temo-lo em germe, e não está longe o dia em que veremos os médiuns surgirem de todos os pontos, no nosso meio, em nossas famílias, no pobre como no rico, a fim de que a verdade seja conhecida por todos, porque, segundo o que nos está anunciado, é
uma nova era, uma nova fase que começa para a Humanidade. A evidência e a vulgarização
dos fenômenos espíritas darão um novo curso às idéias morais, como o vapor deu um novo curso à indústria.
Se a vida privada do senhor Home deve estar fechada às investigações de uma indiscreta
curiosidade, há certos detalhes que podem, a justo título, interessar o público, e que é mesmo inútil conhecer pela apreciação dos fatos.
O senhor Daniel Dunglas Home nasceu em 15 de março de 1833, perto de Edimbourg. Tem, pois, hoje, 24 anos.

Descende da antiga e nobre família dos Dunglas da Escócia, outrora
soberana. É um jovem de talhe mediano, louro, cuja fisionomia melancólica nada tem de excêntrico; é de compleição muito delicada, de costumes simples e suaves, de um caráter afável e benevolente sobre o qual o contato das grandezas não lançou nem arrogância e nem ostentação.

Dotado de uma excessiva modéstia, jamais exibiu a sua maravilhosa faculdade,jamais falou de si mesmo, e se, na expansão da intimidade, conta coisas que lhe são pessoais, é com simplicidade, e jamais com a ênfase própria das pessoas com as quais a malevolência procura compará-lo. Vários fatos íntimos, que são do nosso conhecimento pessoal, provam nele nobres sentimentos e uma grande elevação de alma; nós o constatamos com tanto maior prazer quanto se conhece a influência das disposições morais sobre a natureza das manifestações.
Os fenômenos maravilhosos dos quais o senhor Home é o instrumento involuntário, têm sido, por vezes, contados por amigos muito zelosos, com um entusiasmo exagerado, do qual se apodera a malevolência.

Tais que sejam, não poderiam ter necessidade de uma amplificação,
mais nociva do que útil à causa. Sendo o nosso objetivo o estudo sério de tudo o que se liga à ciência espírita, nos limitaremos na estrita realidade dos fatos constatados por nós mesmos ou pelas testemunhas oculares, mais dignas de fé.

Poderemos, pois, comentá-los com a certeza de não raciocinar sobre coisas fantásticas.
O senhor Home é um médium do gênero daqueles que produzem manifestações ostensivas, sem excluir, por isso, as comunicações inteligentes; mas as suas predisposições naturais lhe dão, para as primeiras, uma aptidão mais especial. Sob a sua influência, os mais estranhos ruídos se fazem ouvir, o ar se agita, os corpos sólidos se movem, se erguem, se transportam de um lugar a outro através do espaço, instrumentos de música fazem ouvir sons melodiosos,
seres do mundo extra-corpóreo aparecem, falam, escrevem e, freqüentemente, vos abraçam até causar dor.

Ele mesmo foi visto, várias vezes, em presença de testemunhas oculares, elevado sem sustentação a vários metros de altura.
Do que nos foi ensinado sobre a classe dos Espíritos que produzem, em geral, essas espécies de manifestações, não seria preciso disso concluir que o senhor Home não está em relação senão com a classe ínfima do mundo espírita. Seu caráter e as qualidades morais que o
distinguem, devem, ao contrário, granjear-lhe a simpatia dos Espíritos superiores; ele não é, para estes últimos, senão um instrumento destinado a abrir os olhos dos cegos por meios
enérgicos, sem estar, por isso, privado de comunicações de uma ordem mais elevada.

É uma missão que aceitou; missão que não está isenta nem de tribulações e nem de perigos, mas que cumpre com resignação e perseverança, sob a égide do Espírito de sua mãe, seu
verdadeiro anjo guardião.
A causa das manifestações do senhor Home é inata nele; sua alma, que parece não prenderse ao corpo senão por fracos laços, tem mais afinidade pelo mundo espírita do que pelo
mundo corpóreo; por isso, ela se separa sem esforços, e entra, mais facilmente do que em outros, em comunicação com os seres invisíveis. Essa faculdade se revelou nele desde a mais
tenra infância, Com a idade de seis meses, seu berço se balançava inteiramente sozinho, na ausência da sua babá, e mudava de lugar. Nos seus primeiros anos, era tão débil que tinha
dificuldade para se sustentar; sentado sobre um tapete, os brinquedos que não podia alcançar, vinham, eles mesmos, colocar-se ao seu alcance.Com três anos teve as suas
primeiras visões, mas não lhes conservou a lembrança. Tinha nove anos quando a sua família foi se fixar nos Estados Unidos; aí os mesmos fenômenos continuaram com uma intensidade
crescente, à medida que avançava em idade, mas a sua reputação, como médium, não se estabeleceu senão em 1850, por volta da época em que as manifestações espíritas começaram a se tornar populares nesse país.

Em 1854, veio para a Itália, nós o dissemos, por sua saúde; espanta Florença e Roma com verdadeiros prodígios. Convertido à fé católica,
nessa última cidade, tomou a obrigação de romper as suas relações com o mundo dos Espíritos. Durante um ano, com efeito, seu poder oculto parece tê-lo abandonado; mas como esse poder estava acima da sua vontade, ao cabo desse tempo, assim como lhe havia
anunciado o Espírito de sua mãe, as manifestações se reproduziram com uma nova energia.
Sua missão estava traçada; deveria distinguir-se entre aqueles que a Providência escolheu para nos revelar, por sinais patentes, a força que domina todas as grandezas humanas.
Se o senhor Home não fora, como o pretendem certas pessoas que julgam sem ter visto, senão um hábil prestidigitador, teria sempre, sem nenhuma dúvida, à sua disposição peças
em sua sacola, ao passo que não é senhor de produzi-los à vontade. Ser-lhe-ia, pois,
impossível ter sessões regulares, porque, freqüentemente, seria no momento em que teria necessidade que a sua faculdade lhe faltaria Os fenômenos se manifestam, algumas vezes, espontaneamente, no momento em que menos são esperados ao passo que, em outras, se é impotente para provocá-los, circunstância pouco favorável a quem quisesse fazer exibições em horas fixadas. O fato seguinte, tomado entre mil, disso é uma prova.

Desde há mais de quinze dias, o senhor Home não tinha podido obter nenhuma manifestação, quando, estando a almoçar na casa de um dos seus amigos, com duas ou três outras pessoas do seu
conhecimento, os golpes se fazem súbito ouvir nas paredes, nos móveis e no teto.

Parece,disse, que voltam. O senhor Home, nesse momento, estava sentado no sofá com um amigo.
Um doméstico traz a bandeja de chá e se apressa em colocá-la sobre a mesa situada no meio do salão; esta, embora fosse pesada, se eleva subitamente e se destaca do solo em 20 a 30 centímetros de altura, como se tivesse sido atraída pela bandeja; apavorado, o criado deixa-a escapar, e a mesa, de um pulo, se atira em direção do sofá e vem cair diante do senhor Home e seu amigo, sem que nada do que estava em cima tivesse se desarrumado. Esse fato,
sem contradita, não é o mais curioso daqueles que teríamos a relatar, mas apresenta essa particularidade, digna de nota, de ter se produzido espontaneamente, sem provocação, num círculo íntimo, onde nenhum dos assistentes, cem vezes testemunhas de fatos semelhantes,tinha necessidade de novos testemunhos; seguramente, não era o caso para o senhor Home de mostrar as suas habilidades, se habilidades havia. Num próximo artigo, citaremos outras
manifestações.

ALLAN KARDEC, REVISTA ESPIRITA, FEVEREIRO DE 1858,

KARDEC FALA DA MEDIUNIDADE DE ERMANCE DUFAUX


Revista Espírita, janeiro de 1858

LIVRO: História de Joana D'Arc dita por ela mesma, à Srta. ERMANCE DUFAUX.

ermance dufaux

Amigo Leitor, extraimos da Revista Espírita de 1858, um dos artigos publicados por Allan Kardec, onde ele fala da faculdade mediunica de uma das médiuns que participou da codificação a Srta Dufaux, e recorrermos ao livros dos médiuns onde ele conceitua uma das variedades, falando de suas especificações no que tange aos médiuns escreventes:

Médiuns historiadores: os que revelam aptidão especial para as explanações históricas. Esta faculdade, como todas as demais, independe dos conhecimentos do médium, porquanto não é raro verem-se pessoas sem instrução e até crianças tratar de assuntos que lhes não estão ao alcance.Variedade rara dos médiuns positivos.

R.E. Janeiro de 1858

“É uma questão que, freqüentemente, nos colocamos, o saber se os Espíritos, que respondem,com mais ou menos precisão, às perguntas que se lhe dirigem, poderiam fazer um trabalho de grande fôlego.

A prova disso está na obra da qual falamos; porque, ali, não se trata mais de uma série de perguntas e de respostas; é uma narração completa e seguida, como a teria feito um historiador, e contendo uma multidão de detalhes, pouco ou nada conhecidos, sobre a vida da heroína.

Àqueles que poderiam crer que a senhorita Dufaux é inspirada pelos seus conhecimentos pessoais, responderemos que ela escreveu esse livro com a idade de catorze anos; que havia recebido a instrução que recebem todas as jovens de boa família, educadas
com cuidado, mas, mesmo que tivesse ela uma memória fenomenal, não é nos livros clássicos que se podem buscar os documentos íntimos que se encontrariam, talvez dificilmente, nos arquivos do tempo. Os incrédulos, nós o sabemos, terão, sempre, mil objeções a fazer; mas, para nós que vimos o médium na obra, a origem do livro não poderia causar nenhuma dúvida. ,
Se bem que a faculdade da senhorita Dufaux se preste à evocação de qualquer Espírito, do que tivemos prova, por nós mesmos, nas comunicações pessoais que nos transmitiu, sua especialidade é a história.

 Ela escreveu, do mesmo modo, a de Luís XI e a de Carlos VIII, que serão publicadas como a de Joana D'Arc.

Apresentou-se, nela, um fenômeno bastante curioso.

Ela era, no princípio, muito bom médium psicógrafo, escrevendo com uma grande facilidade; pouco a pouco, tornou-se médium falante, e, à medida que essa faculdade se desenvolveu, a primeira enfraqueceu; hoje, ela escreve pouco, ou muito dificilmente, mas, o que há de bizarro, é que, falando, tem necessidade de um lápis à mão, simulando escrever; é preciso uma terceira pessoa para reunir as suas palavras, como as da Sibila. Do mesmo modo que todos os médiuns favorecidos pelos bons Espíritos, não recebeu senão comunicações de uma ordem elevada!
Teremos ocasião de voltar sobre a história de Joana D'Arc, para explicar os fatos de sua vida, relativos às suas relações com o mundo invisível, e citaremos o que disse, ao seu intérprete, de mais notável a esse respeito. (19 volume, in - 12; 3 fr. Dentti, Palais-Ro-yal.)”.

Boa reflexão e até a proxima

ALLAN KARDEC – REVISTA ESPIRITA – JANEIRO DE 1958, direitos autores da FEB.

 

COMUNICAÇÃO MEDIUNICA DO PINTOR NICOLAS POUSSIN

29 de jun de 2014

O Realismo e o Idealismo em pintura

(Sociedade Espírita de Paris - Médium, Sr. A. Didier.)

COMUNICAÇÃO I

Nicolas_Poussin_-_L'enlèvement_des_Sabines,_1637-38

 

A pintura é uma arte que tem por objetivo retratar as cenas terrestres mais belas e mais elevadas, e imitar, algumas vezes, muito simplesmente a Natureza pela magia da verdade.
É uma arte que, por assim dizer, não tem limites, sobretudo em vossa época. A arte, de vossos dias, não deve ser somente a personalidade; deve ser, se posso assim me exprimir,
a compreensão de tudo o que esteve na história, e as exigências da cor local, longe de entravar a personalidade e a originalidade do artista, estendem suas vistas, formam e depuram seu gosto, e lhes fazem criar obras interessantes para a arte e para aqueles que nela querem ver uma civilização tombada, idéias esquecidas.

A pintura, dita histórica, de vossas escolas não está, em relação com as exigências do século; e ouso dize-lo, há mais de futuro para um artista, em suas pesquisas individuais sobre a arte e sobre a história, do que nesse caminho onde comecei, diz-se, a colocar o pé.

Não há senão uma coisa que não possa salvar a arte em vossa época, é um novo impulso e uma nova escola que, aliando os dois princípios que se diz tão contrários: o realismo e o idealismo, compelem as pessoas jovens a compreender que se os mestres são assim chamados, é que viviam com a Natureza, e que sua poderosa imaginação inventava ali onde era preciso inventar, mas obedecia ali onde era preciso obedecer.
Para muitas pessoas ignorantes da ciência e da arte, as disposições, freqüentemente, trocam o saber e a observação; também se vêem, de todas as partes, em vossa época, homens de uma imaginação muito interessante, é verdade, de artistas mesmo, mas pintores, de nenhum modo; aqueles não serão contados na história senão como muito engenhosos desenhistas.

A rapidez no trabalho, a pronta entrega do pensamento, adquirem se pouco a pouco pelo estudo e pela prática, e embora possua essa imensa faculdade de tornar rápido, é preciso ainda lutar, e sempre lutar. No vosso século materialista, a arte, não digo em todos os pontos, muito alegremente, se materializa ao lado dos esforços, verdadeiramente surpreendentes, de homens célebres da pintura moderna. Por que essa tendência? É o que indicarei numa próxima comunicação.

COMUNICAÇÃO II


Para bem compreender a pintura, como disse em minha última comunicação, seria preciso ir da prática à idéia, da idéia à prática. Passei a minha vida, quase inteira, em Roma; quando contemplava as obras dos mestres, esforçava-me por compreender, em meu
Espírito, a ligação íntima, as relações e a harmonia do idealismo mais elevado e do realismo mais real.

Raramente vi uma obra-prima que não reunisse esses dois grandes princípios; nela havia o ideal e o sentimento da expressão ao lado de uma verdade tão brutal que dizia em mim mesmo: está bem aí a obra do espírito humano; está bem aí a obra objetivada e pensada primeiro; estão bem aí a alma e o corpo: é a vida inteiramente. Via que os mestres, brandos em suas idéias, em sua compreensão, o estavam em suas formas, em suas cores, em seus efeitos; a expressão de suas cabeças era incerta e a de seus movimentos banal e sem grandeza.

É preciso uma longa iniciação na Natureza para bem compreender seus segredos, seus caprichos e suas sublimidades.

Não é pintor quem quer; além do trabalho da observação, que é imenso, é preciso lutar em seu cérebro e na prática contínua da arte; é preciso, num momento dado, trazer, à obra que se quer produzir, os instintos e o sentimento das coisas adquiridas e das coisas pensadas, em uma palavra, sempre esses dois grandes princípios: alma e corpo.


Espírito : NICOLAS POUSSIN.

 

BIOGRAFIA DE  NICOLAS POUSSIN

Nicolas Poussin Self-Portrait 1649

Pintor francês, principal autor clássico do período Barroco, trabalhou quase exclusivamente em Roma.

Nasceu em Les Andelys, Normandia, França, em Junho de 1594;
morreu em Roma em 19 de Novembro de 1665
.

Nascido numa aldeia do vale do Sena, no Norte de França, era filho de lavradores. Educado localmente foi com a visita do pintor Quentin Varin (1570-1634) à sua vila, em 1612, que o seu interesse pela arte foi despertado. Decidido a ser pintor foi estudar para Rouen e mais tarde para Paris. Não tendo encontrado professores de qualidade, devido à sua pobreza e ignorância, estudou com pintores de pouca qualidade. Devido às dificuldades regressou à casa paterna, doente e humilhado.

Voltou a Paris um ano depois, mas com outro objectivo, o de ir para Roma estudar, já que a cidade era a capital do mundo artístico. Com a ajuda de Giambattista Marino, poeta da corte de Maria de Médicis, conseguiu alcançar o seu objectivo em 1624.

O poeta encomendou a Poussin uma série de desenhos para ilustrarem as Metamorfoses de Ovídio. Entretanto Poussin ia tentando os vários estilos de pintura utilizados pelos artistas de Roma. A sua principal obra nesta época foi uma obra para um altar da Basílica de S. Pedro, O Martírio de Santo Erasmo, realizada em 1629. A obra não foi bem acolhida pela comunidade artística, o que levou Nicolas Poussin a virar-se para temas da mitologia clássica e de Torquato Tasso, sendo influenciado pelo pintor veneziano Ticiano. Até 1640, ano em que volta a França por um curto espaço de tempo, o artista aproxima-se deliberadamente do modelo de Rafael e da antiguidade romana, começando a criar o classicismo que marcará todo o resto da sua obra.

O seu trabalho em Roma atraiu a atenção da corte francesa, e o cardeal de Richelieu, ministro de Luís XIII, convenceu Poussin a regressar a França. As obras encomendadas não tinham a ver com as suas qualificações, e o que realizou não foi bem recebido, o que o obrigou a deixar Paris em 1642, regressando a Roma.

As suas obras dos anos 40 e 50 tratam de momentos de crises ou de difícil escolha moral, e os seus heróis são aqueles que rejeitam o vício e os prazer, pela virtude e pela razão. As suas paisagens mostra que a natureza desordenada submetida à ordem geométrica, sendo que as árvores se tornam quase suportes arquitectónicos.

No início da década de 60 do século, a saúde Nicolas Poussin degradou-se tendo vindo a morrer em 1665.

Erasmo.

Obra : O Martírio de Santo Erasmo

Referência

1-Kardec Allan, Revista Espírita , Março de 1862, pag 79, 80.

2- http://www.arqnet.pt/portal/biografias/poussin.html

3-Imagem Google

 

ALLAN KARDEC - O FILME

19 de dez de 2013





Com o lançamen­to, em outubro, do livro “Kardec – a biografia”, do jor­nalista Marcel Sou­to Maior, outras boas notícias co­meçaram a ganhar publicidade. Den­tre elas, a de maior destaque, talvez, seja a de que em outubro de 2014, quando se comemora os 210 anos de nascimento de Allan Kardec (1804- 1869), sua vida estará sendo contada nas telas, tal como ocorreu, em abril de 2010, com Chico Xavier, que, no ano do seu centenário, virou um filme com direção do experiente Daniel Filho e sucesso de público, com quase 3,5 milhões de expec­tadores em todo o país.
Repetindo a fórmula de “Chico Xa­vier – o filme”, inspirado no livro “As vidas de Chico Xavier” (1994), também de Souto Maior (teve mais de 1 milhão de exemplares vendidos), “Kardec – o filme” (título ainda provisório) deverá se apoiar neste novo biográfico do jornalista, lan­çado no mercado com primeira edição de cem mil exemplares.
A direção do novo longa já está nas mãos de Wagner de Assis, que, poucos meses após o filme sobre Chico, conse­guiu levar mais de 4 milhões de pessoas aos cinemas para ver “Nosso Lar”, adap­tação de uma das mais conhecidas obras psicografadas pelo médium mineiro, de­sencarnado em 2002. Assis também par­ticipa do roteiro de “Kardec – o filme”, juntamente com L. G. Bayão, tendo como produtora a Conspiração Filmes, respon­sável por “Gonzaga – de pai para filho” (2012).
“Nosso filme é um recorte da vida dele (Allan Kardec). Vamos nos concen­trar na transformação do homem comum no maior estudioso do tema no século XIX” – explica Assis, que, em recente entrevista ao jornal “O Globo”, confessou ter encaminhado um convite ao ator Tony Ramos para protagonizar o filme, mas aguarda resposta.
Nessa nova leva de produções espí­ritas são ainda esperados outros dois lan­çamentos. São eles, o já pronto, “Je suis Kardec”, de Ricardo Carvalho, e, em fase de pré-produção, “Liberté”, dirigido pelo francês Karim Soumaïla e produzido pelo brasileiro Ricardo Rihan, da Lighthouse, que emplacou, em 2011, “As mães de Chi­co Xavier”, também inspirado em livro de Souto Maior (“Por trás do véu de Ísis”).
“Estamos vivendo o momento Kar­dec. As iniciativas que estão surgindo em torno do nome dele são complementares, darão visibilidade à obra dele, assim como os filmes relacionados ao trabalho de Chi­co Xavier” – declarou Rihan, que segue negociando algumas parcerias com produ­toras francesas. “Nosso documentário tem um viés investigativo, tem o objetivo de procurar respostas para entender por que Kardec é desconhecido na França e mui­to estudado e seguido no Brasil. Cerca de 40% do filme será rodado na França. Uma parceria francesa garante exibição em ca­nais comerciais por lá.

Fonte: Serviço Espírita de Informações, edição dez/2013 de nº 2231

 site: www.boletimsei.com.br -
Imagem : Google

O ESPÍRITISMO DE ALLAN KARDEC AOS DIAS ATUAIS

1 de nov de 2013

Ó

ESPIRITISMO E HISTÓRIA - REVISTA INTERNACIONAL DE ESPIRITISMO

19 de out de 2013




 
Autor: Pedro Franco Barbosa
 

 A importância e necessidade do estudo da historia do espiritismo, são demonstradas, à saciedade, por seu caráter de “síntese essencial dos conhecimentos humanos”, o que o leva a englobar aspectos do saber e da criatura na área da ciência da filosofia e da religião.

Como escreveu Aldo Vannucchi, in “Filosofia e ciências humanas” (1979).

“Ciência, Filosofia e Religião, facilmente se relacionam, buscando auto-compreender-se e auto-realizar-se, o homem vê na ciência um caminho aberto.

 “Para prolongá-lo, até as ultimas explicações, pode lançar Mão da Filosofia, mas esse caminho parece não se concluir nunca se não se procura a luz da religião.”

É preciso, entretanto, considerar a História em seu sentido atual, subjetivo, de “estudo dos acontecimentos humanos, que se sucedem no tempo, em suas causas e efeitos e em seu significado último” (Batista Mondin, in “Introdução à Filosofia”- O problema histórico (Ed. Paulinas).

 É a historia normativa, oferecendo lições, orientando o homem, pra melhor compreensão do passado, a refletir-se no presente, e de sua missão na vida, quando esclarece e interpreta o fato histórico.

Em se objetivando essa explicação correta do fenômeno histórico há que se aplicar o método histórico em seu estudo como demonstra o professor João Alfredo Libânio Guedes, em seu “curso didático da História” (2ª Ed. 1975).

“Mas, em que consiste esse método histórico? Para maior clareza de explicação, podemos dividi-los em três etapas.

1-    A investigação das causas e dos seus antecedentes do evento

2-    A caracterização, nos traços essenciais, do significado do evento no momento histórico

3-    As conseqüências imediatas ou mediatas do evento (pag. 133).

 
Segundo o materialismo histórico, os sucessos humanos têm uma causa apenas econômica, enquanto o realismo histórico cristão mostra que “a história desenvolve-se segundo um plano determinado, pelo encontro de duas vontades livres, a de Deus e do Homem, e que apesar dos desvios humanos, a história prossegue sempre em direção a destinos mais altos (Batista Mondin, obra citada).

A respeito afirma outro filosofo Basave Del Valle, in Filosofia do Homem, Cap. XI:

(...) Deus não pode falhar na realizar de seus fins, providenciais... O fim da historia será em qualquer caso o que Deus quis,... Há uma harmonia geral preestabelecida, impossível de anular devido aos desvios dos homens. A historia em conclusão é obra de Deus e obra dos homens, sob a condução suprema da providencia, a livre atividade humana é forjadora da historia.

Esse, acreditamos, deva ser o entendimento espírita, alias muito bem exporto por Hermínio Correia de Miranda, em “arquivos espirituais da independência do Brasil”, artigo publicado em Reformador, setembro 1962.

“É assim que os poderes espirituais fazem a historia, escrevendo-a primeiro na memória e no coração dos serem que de vem, por assim dizer, materializá-la no plano humano. Há falhas, às vezes, porque os Espíritos não são constrangidos, são convidados. Fica-lhes o livre arbítrio e, por isso, estão sujeitos a deslizes que põem retardar o programa, mas nunca invadir o objetivo superior traçado no mundo espiritual.

Há, portanto, um providencial ismo, no processo histórico, não porem, absoluto, mas que termina por prevalecer em suas linhas mestras.

Com esse entendimento e a Revelação que nos vem da Espiritualidade maior, podemos examinar sucessos históricos espirituais, e, em particular, os espíritas, indicando-lhes o porquê ou as cauãs e antecedentes, sua essência ou seu significado e suas conseqüências.

Como exemplo, apresentamos o esquema seguinte, com referencia à terceira revelação, que Irmãos mais atilados poderão completar ou modificar:   
 

TERCEIRA REVELAÇÃO
 

 As causas antecedentes:

·         Planejamento espiritual superior, e permanente

·         Evolução espiritual da humanidade, apta a compreensão dos seus ensinamentos;

·         Missionário preparado para a tarefa

 
Significado do evento ou sucesso no momento histórico.

·         Complemento do ciclo de revelações espirituais, alertando o homem quanto a sua condição e responsabilidade do Espírito imoral, dotado de razão, inteligência e livre-arbítrio.

·         Desperta mento das consciências com o “episodio de Hydesville e das mesas girantes

·         Advento da Era do Espírito.
 

CONSEQUENCIAS IMEDIATAS:

 A codificação do espiritismo (um tríplice conhecimento: cientifico filosófico e moral religioso). Uma nova filosofia de vida, um diferente comportamento ético-religioso.


CONSEQUENCIAS MEDIATAS :

Preparo, reforma moral e regeneração do homem pela mensagem espírita, com vista ao terceiro milênio.
 

Fonte: Revista Internacional do Espiritismo, publicado em 09/1990, Pedro Franco Barbosa, pag. 230 e 231.
Imagem: Google

MUNDO DE PROVAS E EXPIAÇÕES

12 de out de 2013




As épocas de transição na Humanidade. (Sociedade Espírita de Paris, 19 de junho de 1863. - Médium, Sr. Alfred Didier.)

Os séculos de transição na história da Humanidade se assemelham a vastas planícies semeadas de monumentos misturados confusamente sem harmonia, e a harmonia mais pura, a mais justa, existe no detalhe e não no conjunto.

Os séculos abandonados pela fé, pela esperança, são sombrias páginas em que a Humanidade, trabalhada pela dúvida, se mina surdamente nas civilizações aperfeiçoadas, para chegar a uma reação que, o mais freqüentemente, as levaria, para substituí-las por outras civilizações.

Os pesquisadores do pensamento, mais do que os sábios, aprofundam na nossa época, no ecletismo racional, esses misteriosos encadeamentos da história, essas trevas, essa uniformidade lançada como nevoeiros e nuvens espessas sobre civilizações há pouco tempo vivazes e férteis.

Estranho destino dos povos! É quase no nascimento do Cristianismo, é nas mais opulentas cidades, sedes dos maiores bispados do Oriente e do Ocidente, que os estragos da decadência começam; é no próprio meio da civilização, do esplendor inteligente das artes, das ciências, da literatura e dos ensinos sublimes do Cristo, que começa a confusão das idéias, as dissensões religiosas; é no próprio berço da Igreja romana, orgulhosa e soberba do sangue dos mártires, que a heresia, gerada pelos dogmas supersticiosos e as hierarquias eclesiásticas, se insinuam como uma serpente iminente para morder no coração a Humanidade e lhe infiltrar nas veias, no meio de desordens políticas e sociais, o mais terrível e o mais profundo de todos os flagelos: a dúvida.

Esta vez a queda é imensa, a apatia religiosa dos padres, unida aos fanáticos heresiarcas, tira toda a força à política, todo amor ao país, e a Igreja do Cristo se torna humana, mas não mais humanitária.
E inútil aqui, creio, apoiar sobre as relações assustadoras dessa época com a nossa; vivendo ao mesmo tempo com as tradições do Cristianismo e com a esperança do futuro, os mesmos abalos sacodem nossa velha civilização, as mesmas idéias são partilhadas, e a mesma dúvida atormenta a Humanidade, sinais precursores da renovação social e moral que se prepara. Ah! orai, Espíritas, vossa época atormentada e blasfematória e uma rude época, que os Espíritos vêm instruir e encorajar.

Ditado por LAMENNAIS.

O ÍNICIO DA CODIFICAÇÃO ESPÍRITA

1 de mai de 2013








Amigo leitor, já falamos em postagens anteriores um pouco sobre ”O mundo em que viveu Allan Kardec”, é chegado o momento de falar de uma forma direta deste homem que em nossa opinião é um Espírito altamente evoluído e preparado.
No século XIX, reencarna um Espírito muito evoluído , que recebeu o nome de Hippolyte Léon Denizard Rivail, mais tarde foi conhecido como Allan Kardec.
Em uma análise criteriosa sobre a vida dele, percebe-se claramente que elle foi enviado pela Espiritualidade Maior na condição  de um Espírito Missionário do Cristo, e com seu papel definido, entretanto estava sujeito de falir em sua missão diante de uma série de fatores da época.
No inicio do trabalho da codificação Allan Kardec esbarrou com uma oposição ferrenha, tanto no campo religioso como no campo filosófico, mas felizmente ele obteve êxito em sua missão, graça ao belo trabalho dos Espíritos Superiores, com abordagens assertivas em toda obra e pelas refutações elegantes feitas por Allan Kardec ao seus opositores em matérias escritas na Revista Espírita.
Tudo isso antecedeu num século de mudança, em detrimento da Revolução Francesa; nós aproveitamos o ensejo para convidarmos o Amigo Leitor para refletir sobre alguns pontos que acreditamos serem pontos cruciais que colaboraram para que Consolador Prometido fosse instalado na França primeiramente:

 Naquela época, na França reencarnaram espíritos vinculados com compromissos intelectuais, sociais, filosóficos, científicos, entretanto, a França tornava-se o "centro cultural do mundo ocidental", e a divulgação de uma nova Doutrina religiosa vindo daquele país iria gerar grande repercussão em todo o globo.

Na mensagem intitulada "Kardec e Napoleão", ditada pelo espírito Humberto de Campos ao nosso saudoso médium Chico Xavier, deixa claro que Napoleão Bonaparte é a reencarnação do Imperador Caio Júlio César, antigo ditador Romano, e que na mesma época nas Gálias, região onde hoje se encontra a França, vivera o druida Allan Kardec.

No século XIX muitos Espíritos compromissados com o Cristo reencarnaram para auxiliar na Codificação, direta ou indiretamente.
Ambos os espíritos Kardec e Napoleão voltaram a reencarnar para levarem para a França uma luz para aquele povo. Kardec conseguiu de forma íntegra seguir com seus compromissos espirituais, codificando uma Doutrina que iria trazer um bem para toda uma coletividade, enquanto Napoleão Bonaparte acabou desvirtuando-se de seu compromisso espiritual devido à ganância, o poder, enveredando para os caminhos equivocados que não do bem.

A Revolução Francesa, desenvolvendo o bem precioso da liberdade, e Kardec, codificando a Doutrina dos Espíritos, fornecem à humanidade uma nova cosmovisão do indivíduo, da sociedade e dos mundos que nos circulam, propiciando-nos o consolo da vida após a morte, e indicando-nos o caminho para uma vivência mais útil e harmoniosa.



Para que a codificação acontecesse um dos fatores facilitadores foi o inicio da liberdade de expressão religiosa no século XIX imposto pelo Governo. Tudo já programada pela Providência Divina .
Emmanuel retrata com muita propriedade este fato:

(...) Muitas reformas, porém, se haviam verificado após os movimentos sanguinolentos iniciados em 89. Mormente na França, semelhantes renovações foram mais vastas e numerosas. Além de se beneficiar o governo de Luís XVIII com as imitações do sistema inglês, vários princípios liberais da Revolução foram adotados, tais como a igualdade dos cidadãos perante a lei, a liberdade de cultos, estabelecendo-se, a par de todas as conquistas políticas e sociais, um regime de responsabilidade individual no mecanismo de todos os departamentos do Estado. A própria Igreja, habituada a todas as arbitrariedades na sua feição dogmática, reconheceu a limitação dos seus poderes junto das massas, resignando-se com a nova situação . (...)
Em uma série de postagens anteriores, citamos uma das figuras importantes desta época, e que trouxe uma grande colaboração indiretamente para que todo processo ocorre-se o Educador Pestalozzi “ O Pai Espiritual de Rivail”.
Segundo o saudoso filosofo espírita Herculano Pires:
“Pestallozzi foi o guia seguro que levou o menino Denizard Rivail ao desenvolvimento segundo a expressão kantiana, de toda a sua perfectibilidade possível”.

Nós comungamos da idéia de alguns escritores espíritas que defendem a idéia de que o Sr. Hippolyte Leon Denizard Rivail e Pestalozzi reencarnaram no mesmo tempo com grandes missões nas lides educacionais, e que mais tarde toda vivência e herança cultural deixada do Ancião para Rivail teve uma grande colaboração para que ele realizasse a codificação da Doutrina dos Espíritos. É perceptível o método racional e catedrático de expor os assuntos nas obras codificadas por Allan Kardec, e que assemelha-se o método Pestalozziano.
Emmanuel no livro A Caminho da Luz, mostra a responsabilidade deste Espírito missionário que é Allan Kardec :

(...) A tarefa de Allan Kardec era difícil e complexa. Competia-lhe reorganizar o edifício desmoronado da crença, reconduzindo a civilização às suas profundas bases religiosas.
O Século XIX foi tomado pelo materialismo, apesar de encontrarmos na história alguns pontos isolado de alguns vultos históricos de Alta Espiritualidade , que de certa forma vieram preparar o terreno para que o Consolador Prometido instalasse naquela época.

Observando a Europa do Século XIX encontraremos muitas barreiras que Allan Kardec encontrou para dar inicio em teu trabalho de Codificador , o escritor Brito Farias, narra em sua obra “O Mundo interior” que:
(...) A Terceira Revelação chegava na "hora H". O século XIX vivia a filosofia do desespero, e o nada era a "suprema libertação" que todos esperavam.
O criticismo, o positivismo, o materialismo e o pessimismo reduziam a vida a uma simples agregação de matéria, que com a morte se extinguiria. Como justificar a vida, se o nada era o fim de tudo?
Portanto, viver era um contrassenso, uma aberração da Natureza.
Todos esses sistemas de filosofia negativista eram a consequência inevitável, fatal, da corrupção mesma da Igreja, "corrupção de que resultava, a um só tempo, a decadência da fé nas almas cristãs, e a reação dos espíritos independentes, interessados na obra da civilização e ávidos do conhecimento da verdade" (...).

Dando sequencia nessa linha de raciocínio vamos extrair um trecho de uma obra do celebre Lamennais, o famoso filósofo e teólogo francês na primeira metade do século XIX em Apud L ‘Illustration, 1869, pp. 237/8. “Afirma que então se vivia a praga do século, a indiferença em matéria de Religião.”

Outro filosofo suíço Charles Sebrktan, no século XIX vem dizer:
(...) No meio de todo esse caos, desse século de tempestade e de enfraquecimento, que se faz devorar pelo ceticismo e maldiz seu mal, sem querer curá-lo (...).
Ao refletirmos sobre esses pequenos trechos destes confiáveis autores, temos uma percepção de como viviam as pessoas daquela época e como a humanidade se encontrava com a fé abalada e com os valores morais invertidos.

Emmanuel na obra A Caminho da Luz nos diz:
(...)“Cumpre-nos assinalar as dolorosas provas da França, depois dos seus excessos na Revolução e nas campanhas napoleônicas. Depois das revoluções de 1830 e 1848, mediante as quais se efetuam penosos resgates por parte dos indivíduos e das coletividades, surge a guerra franco-prussiana de 1870.
A grande nação latina, por causas somente conhecidas no plano espiritual, é esmagada e vencida pela orgulhosa Alemanha de Bismarck, que, por sua vez, embriagada e cega no triunfo, ia fazer jus às dores amargas de 1914 -1918.
Paris, que assistira com certa indiferença às dores dos condenados do Terror, comparecendo aos espetáculos tenebrosos do cadafalso e aplaudindo os opressores, sofre miséria e fome em 1870, antes de cair em poder dos impiedosos inimigos, em 28 de janeiro de 1871.
As imposições políticas do imperador Guilherme, em Versalhes, e as amarguras coletivas do povo francês nos dias da derrota, significam o resgate dos desvios da grande nação latina.
Uma humanidade que já estava com suas esperanças quase findadas, diante de tanta incredulidade, incertezas, duvida existenciais , e uma fé abalada.
As religiões existentes daquela época não conseguiam trazer as respostas que as pessoas buscavam. A criatura humana estava sequiosa de esperança, cheia de descontentamento da miséria social, das questões políticas, que envolvia um grande jogo de interesses pessoal da classe dominante.


Ao lermos o Livro Evangelho Segundo Espiritismo, vamos encontrar diversas instruções dos Espíritos, onde eles trazem conforto, aconselhamento, e lenitivo para “os irmãos” evidentemente que todas lições servem para todos nós no dias atuais, mas se reportarmos para o século XIX e pela situação que os Franceses viviam , veremos que todas lições caem como uma luva para aquele povo que vivia sem esperança. Para sua apreciação vamos colocar  alguns trechos para compararmos com a situação da época.
Segue abaixo trechos do E.S.E.

Justiça das aflições.
(...)Mas, então, pergunta-se: por que sofrem uns mais do que outros? Por que nascem uns na miséria e outros na opulência, sem coisa alguma haverem feito que justifique essas posições? Por que uns nada conseguem, ao passo que a outros tudo parece sorrir? Todavia, o que ainda menos se compreende é que os bens e os males sejam tão desigualmente repartidos entre o vício e a virtude; e que os homens virtuosos sofram, ao lado dos maus que prosperam. A fé no futuro pode consolar e infundir paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus.

O Duelo
(...)Há crime no homicídio em duelo; a vossa própria legislação o reconhece. Ninguém tem o direito, em caso algum, de atentar contra a vida de seu semelhante: é um crime aos olhos de Deus, que vos traçou a linha de conduta que tendes de seguir.Adolfo, bispo de Argel. (Marmande, 1861.)

Não vim destruir a Lei
(...) Sim, meus filhos, o mundo está abalado; os bons Espíritos vo-lo dizem sobejamente; dobraivos à rajada que anuncia a tempestade, a fim de não serdes derribados,Fénelon. (Poitiers, 1861.)


A França deparava com uma situação de descontentamento social e espiritual. Os dogmas religiosos existentes já não nutriam espiritualmente aquele povo que esperava depois da Revolução Francesa, a tão dita: “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”.
Os franceses esperavam encontrar uma luz no fim do túnel, “Fiat Lux”, e com o advento do Consolador Prometido “A luz se fez”.

A LUZ SE FEZ

Tudo começou com a invasão organizada dos Espíritos Superiores trazendo a lume a Codificação da Doutrina dos Espíritos, coordenada pelo Mestre Lionês Hypollite Leon Denizar Rivail, que ficaria conhecido mundialmente e pela eternidade como o Sr.Allan Kardec.



Começara nesse momento uma nova fase, aquela prometida por Jesus:
“Se me amais, guardai os meus mandamentos, e eu rogarei a meu Pai e ele vos enviará outro Consolador, a fim de que fique eternamente convosco: - O espírito da Verdade, que o não pode receber, porque o não vê e absolutamente o não conhece”. Mas, quanto a vós, conhecê-lo-eis, porque ficará convosco e estará em vós. – Porém, O Consolador, que é o Santo Espírito que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará recordar tudo o que vos tenho dito (São João 14:15 a 17:26),


O que motivou Allan Kardec a fazer a codificação da Doutrina dos Espíritos?
Qual era a base religiosa de Rivail? E o que o motivou a conhecer as famosas correntes Espiritualistas da época?
Allan Kardec tinha convicção no trabalho proposto pelos Espíritos, que era a codificação da Doutrina?
Quem foi os participantes deste trabalho de codificação?
Como foi a escolha dos médiuns que contribuíram para que o trabalho acontecesse? Como foi a análise das comunicações feita por Allan Kardec e como foi seu critério de análise das psicografias?
Como foi a reação da igreja católica na época com a codificação da Doutrina dos Espíritos?

A Terceira revelação encerrou-se”... “Com o Ultimo segundo do dia de 18 de abril de 1857...”
“(...) Tudo quanto Allan Kardec, investido de sua nobre missão e inspirada pelo Alto pelo Espírito da Verdade, escreveu a partir desse derradeiro segundo, sem exceção – acrescenta (p. XXVIII)-, foi feito segundo os fundamentos lançados por ordem e sob o ditado do primeiro Livro dos Espíritos mas de conformidade com o critério humano do Missionário.

As respostas para essas indagações logo acima, serão apresentadas em breve em nosso blog, onde daremos continuidade na série de postagens “O inicio da Codificação da Doutrina Espírita”.

LUCIANO DUDU

UM CONVITE A REFLEXÃO: VERDADE OU FALSAS VERDADES?

17 de fev de 2013

GOSTEI

O amigo leitor talvez esteja pensando, porque o título do artigo" Verdade, ou falsas Verdades? e talvez esteja achando pretensão de minha parte usar esse título, não se preocupe eu não tenho o intuito de achar que estou com a verdade absoluta, foi apenas uma forma de convidar, para refletirmos sobre um assunto específico, que vem acontecendo no Movimento Espírita, e qual o critério que está sendo usado para a publicação de livros ditos Espíritas?
De quem a responsabilidade de tais publicações?
Eu poderia ir além e jogar a seguinte questão : O que as Federativas Espiritas têm feito, e qual a preocupação delas diante dessa problemática?
No que tange as federativas eu vou abster-me de comentar, pois eu não sou membro e não me acho no direito de opinar sobre isso, mas eu fico curioso para saber, em meus poucos conhecimentos, eu ainda não vi como elas atuam com essa situação delicada de publicações anti-doutrinarias que acabam recebendo o título de obras espíritas, apesar de não serem, apenas foram ditadas por um espírito, e não vi um trabalho direto de esclarecimento aos espiritas sobre o assunto. Pode até existir esse tipo de trabalho, porém eu não conheço ainda, caso algum leitor conheça e possa trazer o assunto para mim, eu ficarei imensamente grato e feliz.
Esse é  um assunto delicado, porque não podemos estar na condição de apontar o dedo e dizer, isso é ou não é espirita, pois estaríamos retrogradando a idade antiga de uma cultura  religiosa cristão, que se achava no direito de impor sua crença.
O Espiritismo jamais usaria artifícios como esses da antiguidade para equacionar essa problemática, temos a liberdade de pensar e agir, mas isso não exime nossa responsabilidade em quanto espíritas de divulgar obras anti- doutrinárias

VERDADE

Então vamos continuar o assunto em voga , eu abordei a questão falsas verdades,  de uma forma geral em caráter lato senso, mas o amigo leitor pode fazer uma reflexão dos fatos, e fazer uma análise em caráter "estrito senso", no que tange a Obras Espíritas.
Eu utilizo as redes sociais, e deparo com postagens que me deixa reflexivo diante do que as pessoas pensam, acreditam. Não estou julgando e nem criticando, mas expondo meu ponto de vista.
Somos todos livres de pensar e omitir opiniões dos fatos.
Porém não devemos esquecer que cada um é responsável pelas ações que comete e principalmente por aquilo que dissemina como “verdade”.
“Nós “temos o livre arbítrio para fazer o que quisermos, mas lembremos da famosa fala:” Nem tudo que é me é licito me convém”.
Vou citar um exemplo típico que é a utilização da rede social mais conhecida mundialmente, que é o FACEBOOK.
Foram inúmeras vezes que eu  deparei com fotos de Victor Hugo, Machado de Assis, de muitas personalidades que engrandeceram a história da humanidade, eu não posso deixar de citar aqui até mesmo foto de Chico Xavier, com trechos de frases atribuídas a tais personalidades, e que são compartilhadas nestas redes.
Muitas das vezes eu fui procurar descobrir se realmente foram ditas por eles, e PASMEM! Não era de autoria de tais personalidades. Eu fico pensando o que leva uma criatura a espalhar isso sem ter conhecimento dos fatos, primeiramente? Seria falta de ânimo e estudar e procurar saber se realmente são de autoria da pessoa? E por comungar da idéia da frase resolveu compartilhar dando sua fé que tal frase fora dita por aquele grande vulto histórico, independente da autoria que se dá ao autor ? Apesar de frases serem verborrágicas e prolixas , sem um conteúdo edificante.
Isso nos faz recordar um fala de Kardec na revista espírita

"Uma coisa pode ser excelente em si mesma, muito boa para servir de instrução pessoal, mas o que deve ser entregue ao público exige condições especiais.
Infelizmente o homem é propenso a imaginar que tudo o que lhe agrada deve agradar aos outros.
O mais hábil pode enganar-se; o importante é enganar-se o menos possível.
Há Espíritos que se comprazem em fomentar essa ilusão em certos médiuns; por isso nunca seria demais recomendar a estes últimos que não confiassem em seu próprio julgamento."


A rede WEB facilitou muito a forma de comunicação das pessoas, propiciou a todos que usam a internet a terem informações em tempo real .
Meu perfil no FACEBOOK,  possui um grande número de usuários adeptos da doutrina dos espíritos, e as vezes me deparo com tanta mensagem anti doutrinária, postada por usuário intitulado espíritas  e fico apenas pensando:
“ Nós somos responsáveis pelo que plasmamos na mente dos outros”- Emmanuel, será que todos conhecem esta frase?

Vai aqui uma sugestão, ao recebermos mensagens de cunhos espíritas ou espiritualistas, que tal passarmos pelo crivo da razão? e não aceitarmos “mensagens SPAM” como verdade.
Lembrando a frase : " mais vale rejeitar dez verdades do que admitir uma única mentira, uma única teoria falsa" - Erastos ( O livro dos médiuns parte II cap. XX -30)
Destarte vale ressaltar que devemos usar um filtro ANTI-SPAM em nossa razão lógica do que realmente é conhecimento e do que não passa apenas de uma informação “SPAM” (BANAL E FÚTIL).
Vamos explicar o que é um SPAM.
SPAM, geralmente é aquele tipo de mensagem que você recebe em sua caixa de e-mail, de algo que você não sabe por que veio parar lá e na nem utilidade para você, pois não vai agregar nada de positivo em sua vida.
Essa troca de informações pela WEB e pelas redes sociais é algo interessante, mas deve ser utilizado com cautela.
Caso seja usado de uma forma benéfica pode trazer grandes benefícios na troca de informações, porém usado de forma incorreta pode deturpar grandes verdades.
È desta forma que fica consolidada a manipulação de massas, dos que se baseia nesse tipo de veículo.
Isso acontece não apenas na WEB, mas na TV e em todas as formas de comunicações existentes, que é levado para o POVO.
Como o perfil LUCIANO DUDU no FACEBOOK, ele foi criado com o intuito de propiciar uma troca de conhecimento, o perfil possui um grande volume de pessoas de todas as crenças, raças, nacionalidades, e todos são respeitados em seu espaço.
Ao navegar por esta rede rede  citada, é muito comum vermos postagens dos chamados INTELECTUAIS DE MASSA ESPIRITAS, trazendo fatos ditos inéditos, de obras lançadas e com intuito de divulgar o trabalho, deixam a sinopse da obra, e não raro uma grande legião de seguidores endeusa tais escritores e comungam da mesma idéia.
Habitualmente encontro em tais trechos divulgados materiais anti-doutrinários, por aí já não me desperta o interesse em comprar a obra para meu acervo pessoal, porém como eu sou voluntário  em uma biblioteca espírita da instituição onde eu  frequento, sempre tenho que estar atento com as novas obras lançadas, e busco sempre ler e analisar os  livros que chegam como doações para nosso acervo, que são títulos e autores que ainda não conhecemos, ou mesmo, quando o livro é de um autor conhecido, porém que traz um assunto “polêmico”, eu busco  ler o livro, com intuito de repassar para a difusão doutrinária da casa, para verificar se a obra irá fazer parte de nosso acervo ou não, pois sabemos que nenhum médium está isento de falhas e mistificações.
Como disse anteriormente não estou aqui com intuito de julgar ninguém, mas eu fico preocupado sobre tais fatos, o que motiva a esses seguidores a endeusarem o escritor?  Será falta de uma base doutrinaria segura? Ou seria estágio de consciência da criatura?
Na minha opinião, geralmente a cegueira, é falta de discernimento de determinados fatos ditos como inéditos, seja no campo espiritual, seja no campo político ou social, essa cegueira  tem uma mesma origem a falta de conhecimento sólido.
Quando a criatura fica a mercê de tais verdades,  é porque não temos uma opinião formada ou uma bagagem de conhecimento necessária para formar uma e quando isso acontece, aceita as opiniões alheias e passa a tê-las como verdade absoluta.
Sabemos também que muitos espíritas e simpatizantes desta doutrina,  de uma maneira geral, não tem muito interesse em se aprofundar na base kardequiana, e usam como desculpas pela falta de interesse pelas obras da codificação que a doutrina é evolutiva e progressista,  e que precisamos renovar as idéias e pensamentos, e com tais falas acabam desprezando a base que é  a obra de ALLAN KARDEC.
 O que me motivou a escrever esse artigo, foi após assistir  um vídeo onde o médium Divaldo P Franco, opinava  sobre as obras anti-doutrinarias,  mas infelizmente , eu na consigo acessar mais este vídeo, pois onde eu acessava o vídeo ele foi tirado do ar, e não sei o que motivaram a providenciar a retirada.

Voltando ao assunto de verdades ou falsas verdades:

Esse tipo de mentalidade que propicia que tais fatos expostos acima aconteçam, é lamentável.
Allan Kardec publicou um artigo onde ele mostra como foi feito a analise das comunicações recebidas, como passar pelo crivo para não ser publicado coisas falsas que iriam prejudicar a codificação da doutrina dos Espíritos.
Leia um trecho do que ele diz sobre mensagem anti doutrinárias:
"A apreciação crítica deste exame nos fornecerá matéria para algumas reflexões, que cada um poderá tirar proveito.
Em grande número encontramo-las notoriamente más, no fundo e na forma, evidente produto de Espíritos ignorantes, obsessores ou mistificadores e que juram pelos nomes mais ou menos pomposos com que se revestem.
Publicá-las teria sido dar armas à crítica. Circunstância digna de nota é que a quase totalidade das comunicações dessa categoria emana de indivíduos isolados, e não de grupos.
Só a fascinação os poderia levar a tomá-las a sério e impedir que vissem o lado ridículo. Como se sabe, o isolamento favorece a fascinação, ao passo que as reuniões encontram controle na pluralidade das opiniões."
Eu tenho uma opinião formada do que acontece hoje no movimento espírita brasileiro, sobre a enxurradas de livros ditos como mediúnicos, porém com falta de base doutrinaria.
Eu acredito que isso está muito vinculado com nossa questão cultural, além do estágio de consciência de cada criatura humana, que parte para um coletivo.
Eu vou citar outro ramo que não seja a religião, mas que a forma de disseminação de idéias é bem similar e que ocorre o mesmo processo de manipulação de mentes, existe uma similaridade nas formas. O amigo leitor vai espantar-se na comparação mas é a pura verdade, pense comigo :  Eu comparo com a questão da política de nosso país.
A palavra política é bem mais amplas do que as vezes compreendemos:
O termo política é derivado do grego antigo πολιτεία (politeía), que indicava todos os procedimentos relativos à pólis, ou cidade-Estado. Por extensão, poderia significar tanto cidade-Estado quanto sociedade, comunidade, coletividade e outras definições referentes à vida urbana.
Política compreende arte de guiar ou influenciar o modo de administrar  um povo pela influência de opinião pública.
Então vamos às comparações:
O Brasil está como está, com toda corrupção, e grandes crises no âmbito social, econômico, é por culpa exclusivamente nossa, de permitir tudo isso, votando em pessoas sem escrúpulos para ser nossos representas desta nação.
  Por não sabermos escolher as pessoas que vão nos administrar ou representar como nação.
Tais políticos são eleitos com votos angariados com falsas promessas e falsos discursos, sem lógica e sem razão lógica e sem conhecimento , e o povo acaba acreditando , não por inocência mas por  uma questão de educação e cultura, algo que falta no brasileiro.
O Brasil ocupa o 53º lugar em educação, entre 65 países avaliados (PISA). Mesmo com o programa social que incentivou a matrícula de 98% de crianças entre 6 e 12 anos, 731 mil crianças ainda estão fora da escola (IBGE).
O analfabetismo funcional de pessoas entre 15 e 64 anos foi registrado em 28% no ano de 2009 (IBOPE); 34% dos alunos que chegam ao 5º ano de escolarização ainda não conseguem ler (Todos pela Educação); 20% dos jovens que concluem o ensino fundamental, e que moram nas grandes cidades, não dominam o uso da leitura e da escrita (Todos pela Educação).
Eu acho lamentável e preocupante como anda a questão educacional e cultural em nosso país, eu apenas citei este dados para entendermos melhor como funciona a manipulação de massa seja no campo político, social ou até mesmo nos segmentos religiosos.
Uma comunidade religiosa, só é guiado por falsos profetas dentro do seu movimento por preguiça dos adeptos de angariar conhecimentos sólidos ou por falta de oportunidades de educação.
Os astutos aproveitam de sua ignorância doutrinaria para inserir pseudo conhecimentos para ser tido como verdades.
Veja como tudo isso é perigoso:  A falta de conhecimento fica muito mais fácil manipular um grupo que se encontra alienado.
Uma forma eficaz de combater a praga da mistificação é o estudo das bases sólidas das obras de Kardec e obras complementares de médiuns ditos como sérios no movimento espírita.
O assunto em voga, me fez lembrar um grande escritor George Orwell (1903 - 1950), um autor conhecido pela sua forma humorada , mas de uma grande profundidade sobre o que tange a questões de injustiças sociais
Ele foi autor do livro e "A revolução dos bichos", "1984”, "Burmese days" e "Keep the aspidistra  flying” retratou de forma brilhante nas duas primeiras obras citadas acima, como seria uma população manipulada.
Muitos dizem que Orwell morreu por ter escrito o livro "1984" (fica aqui a indicação de uma obra não espírita para seu enriquecimento cultural)
Neste a população fica proibida de ter pensamentos e tem como autoridade o "grande irmão ou The big brother" (governo) e são observada 24 horas por câmeras em todas as casas, coincidência? Como resumo, o livro alerta e relembra o valor e poder do pensamento.
FALSO
CONCLUSÃO:

A única maneira de não terminarmos como marionetes nas mãos daqueles que tem o monopólio da informação ou dos pseudo sábios, neste caso que citei os “pseudo-sabios-espiritas”, e fazendo uma alusão ao livro de Orwell é buscando o conhecimento espírita kardequiano, nunca deixemos de PENSAR com LÓGICA E RAZÃO e aproveito a oportunidade para deixar um conselho de Allan Kardec publicado na revista espírita:
“(...)Por aí pode julgar-se da necessidade de não publicar inconsideradamente tudo quanto vem dos Espíritos, se quisermos atingir o objetivo a que nos propomos, tanto do ponto de vista material quanto do efeito moral e da opinião que os indiferentes possam fazer do Espiritismo.
“(...)Toda precaução é pouca para evitar as publicações lamentáveis.
Em tais casos, mais vale pecar por excesso de prudência, no interesse da causa.
Em suma, publicando comunicações dignas de interesse, faz-se uma coisa útil.
Publicando as que são fracas, insignificantes ou más, faz-se mais mal do que bem. Uma consideração não menos importante é a da oportunidade.
Algumas há cuja publicação seria intempestiva e, por isso mesmo, prejudicial. Cada coisa deve vir a seu tempo.
Várias das que nos são dirigidas estão neste caso e, conquanto muito boas, devem ser adiadas.
Quanto às outras, acharão seu lugar conforme as circunstâncias e o seu objetivo (...)”
Boa reflexão do tema
LUCIANO DUDU
FONTE: (Texto de Allan Kardec, transcrito de Revue Spirite, maio de 1863).
http://www.brasilescola.com/educacao/educacao-no-brasil.htm

Leia com atenção

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Luciano Dudu