Contador de visitas

contador gratuito de visitas

Vídeo de divulgação da História e o Espiritismo

Mapa

free counters

Seguidores

O ÍNICIO DA CODIFICAÇÃO ESPÍRITA

01/05/2013








Amigo leitor, já falamos em postagens anteriores um pouco sobre ”O mundo em que viveu Allan Kardec”, é chegado o momento de falar de uma forma direta deste homem que em nossa opinião é um Espírito altamente evoluído e preparado.
No século XIX, reencarna um Espírito muito evoluído , que recebeu o nome de Hippolyte Léon Denizard Rivail, mais tarde foi conhecido como Allan Kardec.
Em uma análise criteriosa sobre a vida dele, percebe-se claramente que elle foi enviado pela Espiritualidade Maior na condição  de um Espírito Missionário do Cristo, e com seu papel definido, entretanto estava sujeito de falir em sua missão diante de uma série de fatores da época.
No inicio do trabalho da codificação Allan Kardec esbarrou com uma oposição ferrenha, tanto no campo religioso como no campo filosófico, mas felizmente ele obteve êxito em sua missão, graça ao belo trabalho dos Espíritos Superiores, com abordagens assertivas em toda obra e pelas refutações elegantes feitas por Allan Kardec ao seus opositores em matérias escritas na Revista Espírita.
Tudo isso antecedeu num século de mudança, em detrimento da Revolução Francesa; nós aproveitamos o ensejo para convidarmos o Amigo Leitor para refletir sobre alguns pontos que acreditamos serem pontos cruciais que colaboraram para que Consolador Prometido fosse instalado na França primeiramente:

 Naquela época, na França reencarnaram espíritos vinculados com compromissos intelectuais, sociais, filosóficos, científicos, entretanto, a França tornava-se o "centro cultural do mundo ocidental", e a divulgação de uma nova Doutrina religiosa vindo daquele país iria gerar grande repercussão em todo o globo.

Na mensagem intitulada "Kardec e Napoleão", ditada pelo espírito Humberto de Campos ao nosso saudoso médium Chico Xavier, deixa claro que Napoleão Bonaparte é a reencarnação do Imperador Caio Júlio César, antigo ditador Romano, e que na mesma época nas Gálias, região onde hoje se encontra a França, vivera o druida Allan Kardec.

No século XIX muitos Espíritos compromissados com o Cristo reencarnaram para auxiliar na Codificação, direta ou indiretamente.
Ambos os espíritos Kardec e Napoleão voltaram a reencarnar para levarem para a França uma luz para aquele povo. Kardec conseguiu de forma íntegra seguir com seus compromissos espirituais, codificando uma Doutrina que iria trazer um bem para toda uma coletividade, enquanto Napoleão Bonaparte acabou desvirtuando-se de seu compromisso espiritual devido à ganância, o poder, enveredando para os caminhos equivocados que não do bem.

A Revolução Francesa, desenvolvendo o bem precioso da liberdade, e Kardec, codificando a Doutrina dos Espíritos, fornecem à humanidade uma nova cosmovisão do indivíduo, da sociedade e dos mundos que nos circulam, propiciando-nos o consolo da vida após a morte, e indicando-nos o caminho para uma vivência mais útil e harmoniosa.



Para que a codificação acontecesse um dos fatores facilitadores foi o inicio da liberdade de expressão religiosa no século XIX imposto pelo Governo. Tudo já programada pela Providência Divina .
Emmanuel retrata com muita propriedade este fato:

(...) Muitas reformas, porém, se haviam verificado após os movimentos sanguinolentos iniciados em 89. Mormente na França, semelhantes renovações foram mais vastas e numerosas. Além de se beneficiar o governo de Luís XVIII com as imitações do sistema inglês, vários princípios liberais da Revolução foram adotados, tais como a igualdade dos cidadãos perante a lei, a liberdade de cultos, estabelecendo-se, a par de todas as conquistas políticas e sociais, um regime de responsabilidade individual no mecanismo de todos os departamentos do Estado. A própria Igreja, habituada a todas as arbitrariedades na sua feição dogmática, reconheceu a limitação dos seus poderes junto das massas, resignando-se com a nova situação . (...)
Em uma série de postagens anteriores, citamos uma das figuras importantes desta época, e que trouxe uma grande colaboração indiretamente para que todo processo ocorre-se o Educador Pestalozzi “ O Pai Espiritual de Rivail”.
Segundo o saudoso filosofo espírita Herculano Pires:
“Pestallozzi foi o guia seguro que levou o menino Denizard Rivail ao desenvolvimento segundo a expressão kantiana, de toda a sua perfectibilidade possível”.

Nós comungamos da idéia de alguns escritores espíritas que defendem a idéia de que o Sr. Hippolyte Leon Denizard Rivail e Pestalozzi reencarnaram no mesmo tempo com grandes missões nas lides educacionais, e que mais tarde toda vivência e herança cultural deixada do Ancião para Rivail teve uma grande colaboração para que ele realizasse a codificação da Doutrina dos Espíritos. É perceptível o método racional e catedrático de expor os assuntos nas obras codificadas por Allan Kardec, e que assemelha-se o método Pestalozziano.
Emmanuel no livro A Caminho da Luz, mostra a responsabilidade deste Espírito missionário que é Allan Kardec :

(...) A tarefa de Allan Kardec era difícil e complexa. Competia-lhe reorganizar o edifício desmoronado da crença, reconduzindo a civilização às suas profundas bases religiosas.
O Século XIX foi tomado pelo materialismo, apesar de encontrarmos na história alguns pontos isolado de alguns vultos históricos de Alta Espiritualidade , que de certa forma vieram preparar o terreno para que o Consolador Prometido instalasse naquela época.

Observando a Europa do Século XIX encontraremos muitas barreiras que Allan Kardec encontrou para dar inicio em teu trabalho de Codificador , o escritor Brito Farias, narra em sua obra “O Mundo interior” que:
(...) A Terceira Revelação chegava na "hora H". O século XIX vivia a filosofia do desespero, e o nada era a "suprema libertação" que todos esperavam.
O criticismo, o positivismo, o materialismo e o pessimismo reduziam a vida a uma simples agregação de matéria, que com a morte se extinguiria. Como justificar a vida, se o nada era o fim de tudo?
Portanto, viver era um contrassenso, uma aberração da Natureza.
Todos esses sistemas de filosofia negativista eram a consequência inevitável, fatal, da corrupção mesma da Igreja, "corrupção de que resultava, a um só tempo, a decadência da fé nas almas cristãs, e a reação dos espíritos independentes, interessados na obra da civilização e ávidos do conhecimento da verdade" (...).

Dando sequencia nessa linha de raciocínio vamos extrair um trecho de uma obra do celebre Lamennais, o famoso filósofo e teólogo francês na primeira metade do século XIX em Apud L ‘Illustration, 1869, pp. 237/8. “Afirma que então se vivia a praga do século, a indiferença em matéria de Religião.”

Outro filosofo suíço Charles Sebrktan, no século XIX vem dizer:
(...) No meio de todo esse caos, desse século de tempestade e de enfraquecimento, que se faz devorar pelo ceticismo e maldiz seu mal, sem querer curá-lo (...).
Ao refletirmos sobre esses pequenos trechos destes confiáveis autores, temos uma percepção de como viviam as pessoas daquela época e como a humanidade se encontrava com a fé abalada e com os valores morais invertidos.

Emmanuel na obra A Caminho da Luz nos diz:
(...)“Cumpre-nos assinalar as dolorosas provas da França, depois dos seus excessos na Revolução e nas campanhas napoleônicas. Depois das revoluções de 1830 e 1848, mediante as quais se efetuam penosos resgates por parte dos indivíduos e das coletividades, surge a guerra franco-prussiana de 1870.
A grande nação latina, por causas somente conhecidas no plano espiritual, é esmagada e vencida pela orgulhosa Alemanha de Bismarck, que, por sua vez, embriagada e cega no triunfo, ia fazer jus às dores amargas de 1914 -1918.
Paris, que assistira com certa indiferença às dores dos condenados do Terror, comparecendo aos espetáculos tenebrosos do cadafalso e aplaudindo os opressores, sofre miséria e fome em 1870, antes de cair em poder dos impiedosos inimigos, em 28 de janeiro de 1871.
As imposições políticas do imperador Guilherme, em Versalhes, e as amarguras coletivas do povo francês nos dias da derrota, significam o resgate dos desvios da grande nação latina.
Uma humanidade que já estava com suas esperanças quase findadas, diante de tanta incredulidade, incertezas, duvida existenciais , e uma fé abalada.
As religiões existentes daquela época não conseguiam trazer as respostas que as pessoas buscavam. A criatura humana estava sequiosa de esperança, cheia de descontentamento da miséria social, das questões políticas, que envolvia um grande jogo de interesses pessoal da classe dominante.


Ao lermos o Livro Evangelho Segundo Espiritismo, vamos encontrar diversas instruções dos Espíritos, onde eles trazem conforto, aconselhamento, e lenitivo para “os irmãos” evidentemente que todas lições servem para todos nós no dias atuais, mas se reportarmos para o século XIX e pela situação que os Franceses viviam , veremos que todas lições caem como uma luva para aquele povo que vivia sem esperança. Para sua apreciação vamos colocar  alguns trechos para compararmos com a situação da época.
Segue abaixo trechos do E.S.E.

Justiça das aflições.
(...)Mas, então, pergunta-se: por que sofrem uns mais do que outros? Por que nascem uns na miséria e outros na opulência, sem coisa alguma haverem feito que justifique essas posições? Por que uns nada conseguem, ao passo que a outros tudo parece sorrir? Todavia, o que ainda menos se compreende é que os bens e os males sejam tão desigualmente repartidos entre o vício e a virtude; e que os homens virtuosos sofram, ao lado dos maus que prosperam. A fé no futuro pode consolar e infundir paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus.

O Duelo
(...)Há crime no homicídio em duelo; a vossa própria legislação o reconhece. Ninguém tem o direito, em caso algum, de atentar contra a vida de seu semelhante: é um crime aos olhos de Deus, que vos traçou a linha de conduta que tendes de seguir.Adolfo, bispo de Argel. (Marmande, 1861.)

Não vim destruir a Lei
(...) Sim, meus filhos, o mundo está abalado; os bons Espíritos vo-lo dizem sobejamente; dobraivos à rajada que anuncia a tempestade, a fim de não serdes derribados,Fénelon. (Poitiers, 1861.)


A França deparava com uma situação de descontentamento social e espiritual. Os dogmas religiosos existentes já não nutriam espiritualmente aquele povo que esperava depois da Revolução Francesa, a tão dita: “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”.
Os franceses esperavam encontrar uma luz no fim do túnel, “Fiat Lux”, e com o advento do Consolador Prometido “A luz se fez”.

A LUZ SE FEZ

Tudo começou com a invasão organizada dos Espíritos Superiores trazendo a lume a Codificação da Doutrina dos Espíritos, coordenada pelo Mestre Lionês Hypollite Leon Denizar Rivail, que ficaria conhecido mundialmente e pela eternidade como o Sr.Allan Kardec.



Começara nesse momento uma nova fase, aquela prometida por Jesus:
“Se me amais, guardai os meus mandamentos, e eu rogarei a meu Pai e ele vos enviará outro Consolador, a fim de que fique eternamente convosco: - O espírito da Verdade, que o não pode receber, porque o não vê e absolutamente o não conhece”. Mas, quanto a vós, conhecê-lo-eis, porque ficará convosco e estará em vós. – Porém, O Consolador, que é o Santo Espírito que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará recordar tudo o que vos tenho dito (São João 14:15 a 17:26),


O que motivou Allan Kardec a fazer a codificação da Doutrina dos Espíritos?
Qual era a base religiosa de Rivail? E o que o motivou a conhecer as famosas correntes Espiritualistas da época?
Allan Kardec tinha convicção no trabalho proposto pelos Espíritos, que era a codificação da Doutrina?
Quem foi os participantes deste trabalho de codificação?
Como foi a escolha dos médiuns que contribuíram para que o trabalho acontecesse? Como foi a análise das comunicações feita por Allan Kardec e como foi seu critério de análise das psicografias?
Como foi a reação da igreja católica na época com a codificação da Doutrina dos Espíritos?

A Terceira revelação encerrou-se”... “Com o Ultimo segundo do dia de 18 de abril de 1857...”
“(...) Tudo quanto Allan Kardec, investido de sua nobre missão e inspirada pelo Alto pelo Espírito da Verdade, escreveu a partir desse derradeiro segundo, sem exceção – acrescenta (p. XXVIII)-, foi feito segundo os fundamentos lançados por ordem e sob o ditado do primeiro Livro dos Espíritos mas de conformidade com o critério humano do Missionário.

As respostas para essas indagações logo acima, serão apresentadas em breve em nosso blog, onde daremos continuidade na série de postagens “O inicio da Codificação da Doutrina Espírita”.

LUCIANO DUDU

UM CONVITE A REFLEXÃO: VERDADE OU FALSAS VERDADES?

17/02/2013

GOSTEI

O amigo leitor talvez esteja pensando, porque o título do artigo" Verdade, ou falsas Verdades? e talvez esteja achando pretensão de minha parte usar esse título, não se preocupe eu não tenho o intuito de achar que estou com a verdade absoluta, foi apenas uma forma de convidar, para refletirmos sobre um assunto específico, que vem acontecendo no Movimento Espírita, e qual o critério que está sendo usado para a publicação de livros ditos Espíritas?
De quem a responsabilidade de tais publicações?
Eu poderia ir além e jogar a seguinte questão : O que as Federativas Espiritas têm feito, e qual a preocupação delas diante dessa problemática?
No que tange as federativas eu vou abster-me de comentar, pois eu não sou membro e não me acho no direito de opinar sobre isso, mas eu fico curioso para saber, em meus poucos conhecimentos, eu ainda não vi como elas atuam com essa situação delicada de publicações anti-doutrinarias que acabam recebendo o título de obras espíritas, apesar de não serem, apenas foram ditadas por um espírito, e não vi um trabalho direto de esclarecimento aos espiritas sobre o assunto. Pode até existir esse tipo de trabalho, porém eu não conheço ainda, caso algum leitor conheça e possa trazer o assunto para mim, eu ficarei imensamente grato e feliz.
Esse é  um assunto delicado, porque não podemos estar na condição de apontar o dedo e dizer, isso é ou não é espirita, pois estaríamos retrogradando a idade antiga de uma cultura  religiosa cristão, que se achava no direito de impor sua crença.
O Espiritismo jamais usaria artifícios como esses da antiguidade para equacionar essa problemática, temos a liberdade de pensar e agir, mas isso não exime nossa responsabilidade em quanto espíritas de divulgar obras anti- doutrinárias

VERDADE

Então vamos continuar o assunto em voga , eu abordei a questão falsas verdades,  de uma forma geral em caráter lato senso, mas o amigo leitor pode fazer uma reflexão dos fatos, e fazer uma análise em caráter "estrito senso", no que tange a Obras Espíritas.
Eu utilizo as redes sociais, e deparo com postagens que me deixa reflexivo diante do que as pessoas pensam, acreditam. Não estou julgando e nem criticando, mas expondo meu ponto de vista.
Somos todos livres de pensar e omitir opiniões dos fatos.
Porém não devemos esquecer que cada um é responsável pelas ações que comete e principalmente por aquilo que dissemina como “verdade”.
“Nós “temos o livre arbítrio para fazer o que quisermos, mas lembremos da famosa fala:” Nem tudo que é me é licito me convém”.
Vou citar um exemplo típico que é a utilização da rede social mais conhecida mundialmente, que é o FACEBOOK.
Foram inúmeras vezes que eu  deparei com fotos de Victor Hugo, Machado de Assis, de muitas personalidades que engrandeceram a história da humanidade, eu não posso deixar de citar aqui até mesmo foto de Chico Xavier, com trechos de frases atribuídas a tais personalidades, e que são compartilhadas nestas redes.
Muitas das vezes eu fui procurar descobrir se realmente foram ditas por eles, e PASMEM! Não era de autoria de tais personalidades. Eu fico pensando o que leva uma criatura a espalhar isso sem ter conhecimento dos fatos, primeiramente? Seria falta de ânimo e estudar e procurar saber se realmente são de autoria da pessoa? E por comungar da idéia da frase resolveu compartilhar dando sua fé que tal frase fora dita por aquele grande vulto histórico, independente da autoria que se dá ao autor ? Apesar de frases serem verborrágicas e prolixas , sem um conteúdo edificante.
Isso nos faz recordar um fala de Kardec na revista espírita

"Uma coisa pode ser excelente em si mesma, muito boa para servir de instrução pessoal, mas o que deve ser entregue ao público exige condições especiais.
Infelizmente o homem é propenso a imaginar que tudo o que lhe agrada deve agradar aos outros.
O mais hábil pode enganar-se; o importante é enganar-se o menos possível.
Há Espíritos que se comprazem em fomentar essa ilusão em certos médiuns; por isso nunca seria demais recomendar a estes últimos que não confiassem em seu próprio julgamento."


A rede WEB facilitou muito a forma de comunicação das pessoas, propiciou a todos que usam a internet a terem informações em tempo real .
Meu perfil no FACEBOOK,  possui um grande número de usuários adeptos da doutrina dos espíritos, e as vezes me deparo com tanta mensagem anti doutrinária, postada por usuário intitulado espíritas  e fico apenas pensando:
“ Nós somos responsáveis pelo que plasmamos na mente dos outros”- Emmanuel, será que todos conhecem esta frase?

Vai aqui uma sugestão, ao recebermos mensagens de cunhos espíritas ou espiritualistas, que tal passarmos pelo crivo da razão? e não aceitarmos “mensagens SPAM” como verdade.
Lembrando a frase : " mais vale rejeitar dez verdades do que admitir uma única mentira, uma única teoria falsa" - Erastos ( O livro dos médiuns parte II cap. XX -30)
Destarte vale ressaltar que devemos usar um filtro ANTI-SPAM em nossa razão lógica do que realmente é conhecimento e do que não passa apenas de uma informação “SPAM” (BANAL E FÚTIL).
Vamos explicar o que é um SPAM.
SPAM, geralmente é aquele tipo de mensagem que você recebe em sua caixa de e-mail, de algo que você não sabe por que veio parar lá e na nem utilidade para você, pois não vai agregar nada de positivo em sua vida.
Essa troca de informações pela WEB e pelas redes sociais é algo interessante, mas deve ser utilizado com cautela.
Caso seja usado de uma forma benéfica pode trazer grandes benefícios na troca de informações, porém usado de forma incorreta pode deturpar grandes verdades.
È desta forma que fica consolidada a manipulação de massas, dos que se baseia nesse tipo de veículo.
Isso acontece não apenas na WEB, mas na TV e em todas as formas de comunicações existentes, que é levado para o POVO.
Como o perfil LUCIANO DUDU no FACEBOOK, ele foi criado com o intuito de propiciar uma troca de conhecimento, o perfil possui um grande volume de pessoas de todas as crenças, raças, nacionalidades, e todos são respeitados em seu espaço.
Ao navegar por esta rede rede  citada, é muito comum vermos postagens dos chamados INTELECTUAIS DE MASSA ESPIRITAS, trazendo fatos ditos inéditos, de obras lançadas e com intuito de divulgar o trabalho, deixam a sinopse da obra, e não raro uma grande legião de seguidores endeusa tais escritores e comungam da mesma idéia.
Habitualmente encontro em tais trechos divulgados materiais anti-doutrinários, por aí já não me desperta o interesse em comprar a obra para meu acervo pessoal, porém como eu sou voluntário  em uma biblioteca espírita da instituição onde eu  frequento, sempre tenho que estar atento com as novas obras lançadas, e busco sempre ler e analisar os  livros que chegam como doações para nosso acervo, que são títulos e autores que ainda não conhecemos, ou mesmo, quando o livro é de um autor conhecido, porém que traz um assunto “polêmico”, eu busco  ler o livro, com intuito de repassar para a difusão doutrinária da casa, para verificar se a obra irá fazer parte de nosso acervo ou não, pois sabemos que nenhum médium está isento de falhas e mistificações.
Como disse anteriormente não estou aqui com intuito de julgar ninguém, mas eu fico preocupado sobre tais fatos, o que motiva a esses seguidores a endeusarem o escritor?  Será falta de uma base doutrinaria segura? Ou seria estágio de consciência da criatura?
Na minha opinião, geralmente a cegueira, é falta de discernimento de determinados fatos ditos como inéditos, seja no campo espiritual, seja no campo político ou social, essa cegueira  tem uma mesma origem a falta de conhecimento sólido.
Quando a criatura fica a mercê de tais verdades,  é porque não temos uma opinião formada ou uma bagagem de conhecimento necessária para formar uma e quando isso acontece, aceita as opiniões alheias e passa a tê-las como verdade absoluta.
Sabemos também que muitos espíritas e simpatizantes desta doutrina,  de uma maneira geral, não tem muito interesse em se aprofundar na base kardequiana, e usam como desculpas pela falta de interesse pelas obras da codificação que a doutrina é evolutiva e progressista,  e que precisamos renovar as idéias e pensamentos, e com tais falas acabam desprezando a base que é  a obra de ALLAN KARDEC.
 O que me motivou a escrever esse artigo, foi após assistir  um vídeo onde o médium Divaldo P Franco, opinava  sobre as obras anti-doutrinarias,  mas infelizmente , eu na consigo acessar mais este vídeo, pois onde eu acessava o vídeo ele foi tirado do ar, e não sei o que motivaram a providenciar a retirada.

Voltando ao assunto de verdades ou falsas verdades:

Esse tipo de mentalidade que propicia que tais fatos expostos acima aconteçam, é lamentável.
Allan Kardec publicou um artigo onde ele mostra como foi feito a analise das comunicações recebidas, como passar pelo crivo para não ser publicado coisas falsas que iriam prejudicar a codificação da doutrina dos Espíritos.
Leia um trecho do que ele diz sobre mensagem anti doutrinárias:
"A apreciação crítica deste exame nos fornecerá matéria para algumas reflexões, que cada um poderá tirar proveito.
Em grande número encontramo-las notoriamente más, no fundo e na forma, evidente produto de Espíritos ignorantes, obsessores ou mistificadores e que juram pelos nomes mais ou menos pomposos com que se revestem.
Publicá-las teria sido dar armas à crítica. Circunstância digna de nota é que a quase totalidade das comunicações dessa categoria emana de indivíduos isolados, e não de grupos.
Só a fascinação os poderia levar a tomá-las a sério e impedir que vissem o lado ridículo. Como se sabe, o isolamento favorece a fascinação, ao passo que as reuniões encontram controle na pluralidade das opiniões."
Eu tenho uma opinião formada do que acontece hoje no movimento espírita brasileiro, sobre a enxurradas de livros ditos como mediúnicos, porém com falta de base doutrinaria.
Eu acredito que isso está muito vinculado com nossa questão cultural, além do estágio de consciência de cada criatura humana, que parte para um coletivo.
Eu vou citar outro ramo que não seja a religião, mas que a forma de disseminação de idéias é bem similar e que ocorre o mesmo processo de manipulação de mentes, existe uma similaridade nas formas. O amigo leitor vai espantar-se na comparação mas é a pura verdade, pense comigo :  Eu comparo com a questão da política de nosso país.
A palavra política é bem mais amplas do que as vezes compreendemos:
O termo política é derivado do grego antigo πολιτεία (politeía), que indicava todos os procedimentos relativos à pólis, ou cidade-Estado. Por extensão, poderia significar tanto cidade-Estado quanto sociedade, comunidade, coletividade e outras definições referentes à vida urbana.
Política compreende arte de guiar ou influenciar o modo de administrar  um povo pela influência de opinião pública.
Então vamos às comparações:
O Brasil está como está, com toda corrupção, e grandes crises no âmbito social, econômico, é por culpa exclusivamente nossa, de permitir tudo isso, votando em pessoas sem escrúpulos para ser nossos representas desta nação.
  Por não sabermos escolher as pessoas que vão nos administrar ou representar como nação.
Tais políticos são eleitos com votos angariados com falsas promessas e falsos discursos, sem lógica e sem razão lógica e sem conhecimento , e o povo acaba acreditando , não por inocência mas por  uma questão de educação e cultura, algo que falta no brasileiro.
O Brasil ocupa o 53º lugar em educação, entre 65 países avaliados (PISA). Mesmo com o programa social que incentivou a matrícula de 98% de crianças entre 6 e 12 anos, 731 mil crianças ainda estão fora da escola (IBGE).
O analfabetismo funcional de pessoas entre 15 e 64 anos foi registrado em 28% no ano de 2009 (IBOPE); 34% dos alunos que chegam ao 5º ano de escolarização ainda não conseguem ler (Todos pela Educação); 20% dos jovens que concluem o ensino fundamental, e que moram nas grandes cidades, não dominam o uso da leitura e da escrita (Todos pela Educação).
Eu acho lamentável e preocupante como anda a questão educacional e cultural em nosso país, eu apenas citei este dados para entendermos melhor como funciona a manipulação de massa seja no campo político, social ou até mesmo nos segmentos religiosos.
Uma comunidade religiosa, só é guiado por falsos profetas dentro do seu movimento por preguiça dos adeptos de angariar conhecimentos sólidos ou por falta de oportunidades de educação.
Os astutos aproveitam de sua ignorância doutrinaria para inserir pseudo conhecimentos para ser tido como verdades.
Veja como tudo isso é perigoso:  A falta de conhecimento fica muito mais fácil manipular um grupo que se encontra alienado.
Uma forma eficaz de combater a praga da mistificação é o estudo das bases sólidas das obras de Kardec e obras complementares de médiuns ditos como sérios no movimento espírita.
O assunto em voga, me fez lembrar um grande escritor George Orwell (1903 - 1950), um autor conhecido pela sua forma humorada , mas de uma grande profundidade sobre o que tange a questões de injustiças sociais
Ele foi autor do livro e "A revolução dos bichos", "1984”, "Burmese days" e "Keep the aspidistra  flying” retratou de forma brilhante nas duas primeiras obras citadas acima, como seria uma população manipulada.
Muitos dizem que Orwell morreu por ter escrito o livro "1984" (fica aqui a indicação de uma obra não espírita para seu enriquecimento cultural)
Neste a população fica proibida de ter pensamentos e tem como autoridade o "grande irmão ou The big brother" (governo) e são observada 24 horas por câmeras em todas as casas, coincidência? Como resumo, o livro alerta e relembra o valor e poder do pensamento.
FALSO
CONCLUSÃO:

A única maneira de não terminarmos como marionetes nas mãos daqueles que tem o monopólio da informação ou dos pseudo sábios, neste caso que citei os “pseudo-sabios-espiritas”, e fazendo uma alusão ao livro de Orwell é buscando o conhecimento espírita kardequiano, nunca deixemos de PENSAR com LÓGICA E RAZÃO e aproveito a oportunidade para deixar um conselho de Allan Kardec publicado na revista espírita:
“(...)Por aí pode julgar-se da necessidade de não publicar inconsideradamente tudo quanto vem dos Espíritos, se quisermos atingir o objetivo a que nos propomos, tanto do ponto de vista material quanto do efeito moral e da opinião que os indiferentes possam fazer do Espiritismo.
“(...)Toda precaução é pouca para evitar as publicações lamentáveis.
Em tais casos, mais vale pecar por excesso de prudência, no interesse da causa.
Em suma, publicando comunicações dignas de interesse, faz-se uma coisa útil.
Publicando as que são fracas, insignificantes ou más, faz-se mais mal do que bem. Uma consideração não menos importante é a da oportunidade.
Algumas há cuja publicação seria intempestiva e, por isso mesmo, prejudicial. Cada coisa deve vir a seu tempo.
Várias das que nos são dirigidas estão neste caso e, conquanto muito boas, devem ser adiadas.
Quanto às outras, acharão seu lugar conforme as circunstâncias e o seu objetivo (...)”
Boa reflexão do tema
LUCIANO DUDU
FONTE: (Texto de Allan Kardec, transcrito de Revue Spirite, maio de 1863).
http://www.brasilescola.com/educacao/educacao-no-brasil.htm

A ORIGEM DA DOUTRINA DOS ESPÍRITOS PARTE 1

22/10/2012

1- EDUCAÇÃO E ESPIRITISMO A VIDA DE RIVAIL ( ALLAN KARDEC)

15/07/2012


article_image

Amigo leitor, em postagem anterior de nossa autoria, encontraremos no fim do artigo, uma citação do venerando espirito Emanuel que diz:

“Os acontecimentos de uma época fazem parte do processo evolutivo para os valores intelectuais do homem, a caminho das conquistas definitivas de sua personalidade imortal para toda Eternidade” (1)

Diante de inúmeras pesquisas, sobre a História do Espiritismo, realizada por nós outros, deparamos na maioria das vezes, relatos apenas de como foi codificado a Doutrina dos Espíritos, ficando de forma desprivilegiada “o universal cultural”, em que a figura do missionário Allan Kardec fazia parte.

Queremos agradecer a escritora Dra. DORA INCONTRI, por autorizar ao blog História do Espiritismo, para que realizássemos um estudo de seus livros e artigos, para compilarmos esta série de postagem sobre Pestalozzi.

Para compreendermos melhor como se processou, a codificação da Doutrina dos Espíritos voltaremos na história, há mais de um século antes de sua conclusão, onde tentaremos remontar como foi à preparação realizada pela Espiritualidade para que o fim do século XIX recebesse o Consolador Prometido através da invasão organizada dos Espíritos Superiores, compilada por Allan Kardec.

José Herculano Pires, em seu livro “O espírito e o Tempo”, abordando sobre a falange do Consolador, ele relata fatos históricos interessantes onde narra as primeiras experiências do Mestre Rivail com as mesas girantes. Pedimos licença para transcrever uma anotação de Allan Kardec, que está no mesmo livro, onde ele diz:
"Foi nessas reuniões que comecei os meus estudos sérios de Espiritismo, menos por meio de revelações, do que de observações. Apliquei a essa nova ciência, como o fizera até então, o método experimental. Observava cuidadosamente, comparava, deduzia consequências; dos efeitos procurava remontar às causas, por dedução e pelo encadeamento lógico dos fatos, não admitindo por válida uma explicação, senão quando resolvia todas as dificuldades da questão”. (2)
Ao refletirmos sobre esse trecho que foi anotado por Allan Kardec convidamos aos leitores amigos para analisar conosco: - Onde Allan Kardec aprendeu esse critério de analise tão lógico, sensato, racional para dirimir quaisquer dúvidas que surgissem nos fenômenos ditos, comunicações além - tumulo? Como ele conseguiu realizar todo trabalho de investigação dos fenômenos mediúnicos evidenciando fatos verídicos e fatos incorretos? Qual seria a bagagem intelectual que Allan Kardec recebeu para estar apto para tal trabalho?
Recorremos à pergunta 576 do Livro dos Espíritos onde Allan Kardec interroga os espíritos superiores:
Pergunta – Os homens que têm uma missão importante estão predestinados a ela antes de seu nascimento e tem consciência disso?
Resposta dada pelos espíritos foi: “Às vezes, sim, mas, na maior parte das vezes, o ignoram. Ao virem à terra, tem um vago sentimento a respeito; após o nascimento sua missão se desenvolve gradualmente, e de acordo com as circunstâncias. Deus os impulsiona no caminho em que devem cumprir os seus desígnios” (3)
Para exemplificarmos essa resposta, resolvemos citar um fato interessante, ocorrido na vida de Allan Kardec, quando ele ainda tinha duvidava sobre sua missão.
“(...) Em 12 de junho de 1856, os espíritos enviam uma comunicação direcionada a Rivail falando de seu compromisso, de sua responsabilidade, e que ele fora escolhido com a missão de ser o compilador encarnado do trabalho do Consolador Prometido. A princípio ele não tinha aceitado ainda esta tarefa como característica de uma missão pessoal e resolveu questionar o Espirito de Verdade, qual o seu compromisso diante de todo esse trabalho que se iniciava. Porém apenas em 1867, que a mensagem foi comentada, onde Allan Kardec comprova todas as previsões feitas pelo espírito comunicante (...)”.
Na comunicação o Espírito comunicante deixa claro, que Rivail tinha o livre arbítrio para assumir a missão ou não, em caso de desistência ou de falha no trabalho, outro espirito encarnado estaria pronto para assumir e substituí-lo, como prova de incentivo ao assumir o trabalho, os espíritos superiores se comprometeram a dar-lhe toda assistência necessária, para que seu trabalho fosse logrado com êxito, mas o advertiu que a tarefa seria árdua e difícil, não apenas no campo da publicação dos livros, mas que a mensagem trazida do Alto pela invasão organizada, iria fazer com que o codificador encontrasse muitos percalços e inimigos, e apenas a humidade e fé em Deus iria ajudar no êxito de sua missão (...) – (4)
Esta comunicação esta disponível para os meus amigos leitores, no Livro “Obras Póstumas”, Minha iniciação no Espiritismo: Minha missão.
No livro, “Nova Historia do Espiritismo”, o autor Dalmo Duque dos Santos, no capítulo intitulado “O investigador”, ele analisa pontos importantes da missão de Allan Kardec na codificação da doutrina dos Espíritos.
Pedimos licença para transcrever dois parágrafos que deixa evidenciado a importância da herança pedagógica na vida de Rivail / Allan Kardec:
(“...)” A missão de Allan Kardec, foi, essencialmente, um trabalho de comunicação, no aspecto técnico-científico, e muito acentuadamente no aspecto ideológico. Nos seus escritos encontramos sempre a preocupação com o formato da informação, a ser transmitida, com a linguagem, com a mídia a ser utilizada, com o publico alvo, bem como as repercussões e retorno dessas informações, das quais se autodenominava não um autor, mas um portador e membro de uma equipe.
No aspecto técnico percebe-se, claramente, não só sua habilidade de comunicador, herdada da Pedagogia, mostrando sempre um impecável ordenamento na organização e distribuição didática dos temas, mas também a sagacidade de um investigador a desvendar os paradigmas de uma nova ciência, cuja base filosófica, de consequências morais, deve ser informada de maneira adequada para a cética sociedade do seu tempo, e do futuro, aqui aparece seu aspecto ideológico” (5).
Em estudos minuciosos na obra Nova Historia do Espiritismo, o autor comenta na pagina 47 em diante, sobre o contexto político que a França do inicio do século XIX vivia, sobre o julgo de Napoleão Bonaparte aliada com a Igreja católica, trazendo um grande poder de dominação e retaliação no sistema educacional.
As famílias com ideais de liberdade absoluta, que tinham frescas em suas mentes as ideias de Voltaire, e que vislumbrava uma boa educação, enviava seus filhos para estudarem nos países vizinhos. No caso de Rivail sua família optou a envia-lo para Yverdon na Suíça sob a direção de J. H Pestalozzi.
(...) Mas a transferência do menino Rivail para Yverdon não foi um simples capricho de uma família burguesa, e sim uma necessidade ideológica
O pai de Rivail era maçom e a França estava agora sob o regime da intolerância da Concordata entre Bonaparte e Pio VII.
Após a revolução o clero se reerguera com todo fanatismo e sede de vingança contra o liberalismo. Todo o sistema educacional caíra nas mãos dos jesuítas. O ensino foi totalmente modificado; banindo-se do currículo disciplinas essenciais para a boa formação humanista, como o grego, a história, ciências morais e políticas
Comentaremos um pouco sobre o instituto educacional que Rivail frequentou:
(...) O famoso instituto, estruturado nas ideias do seu famoso diretor, teve influência marcante na formação intelectual e moral do jovem estudante Rivail.
Trabalho, solidariedade e tolerância não eram somente conceitos filosóficos de uso intelectual, mas princípios da prática educativa cotidiana (...).
(...) Rivail desenvolveu ali ainda mais sua habilidade para aprender novos idiomas, fator de grande enriquecimento da sua erudição e visão universalista que lhe seria muito útil na difusão do espiritismo, em outras culturas.
(...) Essa vocação para lidar com a diversidade cultural, numa época de nacionalismos radicais e exclusivistas, seria exercida com brilhantismo na Revista Espírita (6)
Referência bibliográfica
(1) – Consolador, O, Emmanuel (Espírito), Xavier, Francisco Cândido (autor), Ed FEB
(2) - Espírito e o Tempo, O, Pires, José Herculano (autor), Editora Paideia.
(4) Obras Póstumas Kardec, Allan (autor), Ribeiro, Guillon (tradutor), Ed. FEB
kardek

2- PESTALOZZI O PAI ESPIRTUAL DE RIVAIL ( ALLAN KARDEC)

pestalozzi

A partir de agora falaremos de um grande vulto contemporâneo de Allan Kardec, que no meu ponto de vista foi uma peça fundamental para que o Professor Rivail tivesse a possibilidade de realizar o sério trabalho de codificar a Doutrina dos Espíritos. Refiro-me ao educador, Johan Heinrch Pestalozzi.
Dora Incontri no DVD “Kardec o Educador”, abordando sobre a vida de Rivail,
menciona citações de Herculano Pires:
"Pestalozzi pode ser considerado como o “Pai Espiritual” de Rivail, da mesma forma que Jean-Jacques Rousseau foi o pai espiritual de Pestalozzi.”.
Lembremos de um fato importante que encontramos em uma obra de Herculano Pires, quando ele fala do trabalho do pedagogo Rivail, que fora muito respeitado na área acadêmica, escreveu alguns livros, porém não deu continuidade nesta área, por ter começado a codificação da doutrina dos Espíritos, uma obra que muito o absorvia.
Veja um dos comentários de Herculano Pires, no livro Pedagogia Espírita:
“O próprio Kardec pretendia escrever uma Pedagogia Geral, como discípulo e continuador de Pestalozzi, que infelizmente não teve tempo de elaborar. Cabe-nos agora enfrentar a tarefa que o mestre deixou por fazer, tanto mais que a realizou em parte na própria Codificação”

TRAÇO BIOGRÁFICO

Pestalozzi é natural de Zurique, na Suíça, em 12 de Janeiro de 1746.Ele era filho de médico e neto de pastor protestante, de família de estirpe social e intelectual e protestante.
Aos cinco anos, órfão, ficou aos cuidados da mãe e de uma fiel criada. Sua família agora era composta pela mãe e por 4 filhos incluindo ele.
Pestalozzi era um sonhador, preocupava muito com a natureza humana e com os necessitados. Ainda estudante, já demonstrava interesse pela causa dos desamparados, participando sempre de movimentos de reforma política e social.
Estudou no o "ColIegium Carolinum”, onde estudou humanidades. Portanto, é igualmente errônea a opinião de que carecesse de educação elevada, posto ele mesmo o afirmasse repetidas vezes. No "Collegium" re­cebeu a influência de uma grande personalidade espiritual, seu professor Bodner, que o pôs em contato com as realidades econômicas e educacionais do povo. Inicia-se na atividade política e social, associando-se a uma sociedade patriótica liberal, depois dissolvida pelo governo (1) Ângela Mara de Barros.

Pestalozzi teve a oportunidade de estudar Filosofia, Direito e Teologia, após seus estudos tornou-se jornalista e escritor, mas apenas no Instituto de Yverdon que ele realmente encontrou o seu verdadeiro objetivo existencial como Educador.
Na Universidade de Zurique associa-se ao poeta Lavater num grupo de reformistas. Gastou parte de sua juventude nas lutas políticas, mas, em 1781, com a morte do amigo e político Bluntschli, abandonou o partido para dedicar-se à causa da educação.

Em um dos livros que escreveu o de nome “O canto do cisne”, ele afirma que” Emilio e o contrato social de Rousseau teve uma influencia decisiva em sua vida, causando grandes mudanças em sua forma de pensar até então.
Pestalozzi torna-se um grande seguidor das obras de Rousseau chega até batizar o seu filho com o nome de Hans Jakob (Jean Jacques). (7)

Pestalozzi conseguiu atingir o chamado Cristianismo essencial, sem rituais, sem dogmas, baseado na lógica, razão e na ética, dedicando toda sua vida em auxiliar a humanidade através da educação aliado a ensinamentos cristãos. (8)

Acreditava que:
(...) “O Cristianismo é pura moralidade, por isso é coisa da individualidade de cada ser humano e ainda: A missão final do Cristianismo, como está revelado na Santa Escritura e proclamado nas páginas da história, parece-me que está no objetivo de levar a cabo a educação da humanidade.
“Tendo como proposta cristã facilitadora a realização plena do Ser de forma autoconstrutiva. Ele entrevê um movimento evolutivo da história e da humanidade, que, não deterministicamente, mas a partir da liberdade humana, poderá levar a uma sociedade melhor(...)”. (8)

Consideramos Johann Hernich Pestalozzi, uma figura notável, que trouxe uma grande contribuição para formação de Rivail.
Podemos afirmar que ele fora um dos espíritos que indiretamente teve uma representatividade na codificação da doutrina dos espíritos, na condição de tutor espiritual de Allan Kardec.
Na condição de educador abriu os campos da intelectualidade para seu discípulo, que recebeu conhecimentos intelectuais necessários para aplicar o método racional e lógico para analise de tais comunicações, conseguindo assim trazer a lume a Doutrina dos Espíritos.

(...)“As diferentes atividades do conhecimento humano se encadeiam pelos séculos. Com maior ou menor espaço de tempo, surgem os inovadores, homens que reflexionam sob influência de outros homens que marcam a história.Nós herdamos, em cada cultura, a ideia de pensadores que nos antecederam, por meio daqueles que se filiam às proposições anteriores, desenvolvendo-se ou contrapondo-se a elas” (9)


Referência bibliográfica

7;9)Em torno de Rivail, Maria Elisa Hillesheim, Bragança Paulista SP, Ed. Lachâtre.

(8) Pedagogia Espírita, um projeto brasileiro e suas raizes- Dora Incontri - Editora Comenius 

IMAGEM: GOOGLE
preview002

3- A HERANÇA CULTURAL DE PESTALOZZI PARA KARDEC




Pestalozzi1818-Lithographie-nach-Hippius-1818-55pr

“(...)Existe uma herança cultural herdada por Rivail, além de Pestalozzi, relembramos a tradição filosófica protestante Europeia, com Jam Amos Comenius (1592-1670), discípulo de Jan Huss, considerado um revolucionário da educação”.

(...)“Comenius pregava uma educação para todas as camadas sociais e abominava os castigos baseados em temores as crianças”. (Dori Incontri / Kardec o Educador.)

Jean Jacques Rousseau (1772-1778), em sua obra clássica o Emílio ele propõe que “O homem nasce bom, mais tarde, por culpa da educação e da sociedade ele degenera”. e diz também que : “ Tudo é certo, saindo das mãos do criador, tudo degenera nas mãos do homem. Ele foi considerado o Copérnico da educação por essa obra.” (10)

HERANÇA CULTURAL

Existe uma ligação histórica de personagens e de ideias, referindo-se a uma herança cultural que Rivail recebe, de seus antecessores.
· “Comenius que viveu no século XVII, Rousseau que vivera no século XVIII, Pestalozzi que viveu no século XVIII e XIX e finalmente Allan Kardec que vivera no século XIX”. (11)

Após estudos minuciosos de tais personagens chegamos à conclusão, que realmente existe esta herança cultural, histórica, e um entrelaçamento de continuidade de ideias, e conseguimos perceber na Revista Espírita artigos escritos por Allan Kardec quando ele emite opiniões sobre determinados assuntos.

Realmente a influência de Comenius foi muito grande na vida de Rousseau, Pestalozzi e na vida de Rivail como educador.

“(...)Pestalozzi fora uma homem muito engajado em seu tempo, foi condecorado como membro honorário da Revolução Francesa, ele mantinha contato com vários filósofos e artistas como Fichthe, Goethe, e tinha uma grande participação na vida política da Europa. Ele era um visionário para sua época” (12)

“(...) Pestalozzi elabora em sua filosofia uma visão integral do homem no que tange a moral, intelectual e físico”.

“Pestalozzi resolve com suas economias adquirir uma fazenda em NEUHOF (1774-1779), para iniciar seu trabalho com crianças pobres em Neuhof, colocando em pratica sua filosofia pedagógica aos necessitados o objetivo era ensinar as crianças a lerem, escreverem, trabalharem, orarem, seu objetivo era acolher os desafortunados .
Ele acreditava que através da educação poderia desenvolver além de uma profissão uma formação moral correta, para aquelas pobres criaturas que muitas delas viviam na orfandade após as guerras e revoluções da época. O projeto da Fazenda- Escola tinha como meta:

Ele pretendia fazer com que ela se auto-sustentasse com base nas atividades desenvolvidas pelos seus alunos. Infelizmente ocorreram vários fatores que propiciaram que seu projeto viesse à falência como: doenças, problemas climáticos, falta de apoio dos políticos da região”.

Pestalozzi depara-se com sua ruína financeira a partir de então.

Encontramos um fato marcante na vida de Pestalozzi, onde ele dá prova de sua grandiosidade espiritual, e seu desapego aos bens terrenos, após ter perdido todo seu dinheiro no investimento da fazenda de NEUHOF, ao ser abordado por um faminto necessitado que pedia esmola, ficou consternado com a situação, e como não tinha dinheiro nenhum para dar ao necessitado, ele tirou as fivelas de pratas de seu sapato e lançou mão ao mendigo, e resolveu atar seus sapatos com palha.(13)

Pestalozzi possuía uma pedagogia Filantrópica e o exemplo acima é uma exemplificação clara de seus atos perante o próximo.

Vamos encontrar um comentário de J Herculano Pires, quando ele fala da Pedagogia Filantrópica de Pestalozzi:

“As obras de assistência correspondem ao dever de fraternidade, que a Doutrina nos desperta, e não deveremos jamais descuidar delas”.
“Mais isso não impede, que cuidemos também da assistência educacional, lembrando-nos da Pedagogia Filantrópica de Pestalozzi, seguida por seu discípulo o Prof. Denizard Rivail, mais tarde como Allan Kardec”.

(...) “Diante a miséria que se encontrava, Pestalozzi foi acolhido por amigos, auxiliando com suas necessidades básicas, nesse ínterin ele teve tempo de escrever outra obra “O Crepúsculo de um eremita”.

O que o fez escrever o sugestivo título Crepúsculo de um eremita, acha em si mesmo a verdade e com a inteira segurança de sua própria identidade, dedica a vida à formação de crianças pobres e ricas, trabalhando por uma educação universal, igualitária e integral. E avisa: “a verdade pura, haurida do íntimo do nosso ser, é a mesma verdade de todos os homens.
 Ela será a verdade unificadora dos que lutam.” (PESTALOZZI, 83:8)

Depois de algum tempo Pestalozzi escreve sua obra mais conhecida Leonardo e Gertrudes, escrito em 04 tomos, que pode ser considerada um romance pedagógico, um romance onde narra a reforma gradual feita primeiro numa casa, depois numa aldeia, frutos dos esforços de uma mulher boa , educadora, religiosa e dedicada ( Gertrudes), o personagem Arner, tenta de todas as formas mudar o contexto social degredado da aldeia
Referência bibliográfica
10;11;12) DVD Allan Kardec - O educador/ Dora Incontri – Filme de Edson Audi
13;)Em torno de Rivail, Maria Elisa Hillesheim, Bragança Paulista SP, Ed. Lachâtre.
Imagem: Google

4- EDUCAÇÃO E ESPIRITISMO


preview002

Compreendemos, através da história, o pensamento de Pestalozzi: a confiança dele em que as pessoas têm gostos em se tornarem boas, apesar das resistências às mudanças, a crença de que toda transformação moral deve partir do sentimento em direção ao bem .

A Revolução Francesa, que teria pouco depois influência direta na administração dos cantões suíços, vem trazer a Pestalozzi mais reflexões sobre as características da natureza humana- o exercício do poder constituído e os impulsos revolucionários das classes mais baixas. (14)

(...)O método de ensino de Pestalozzi :
· “A educação que Pestalozzi dava para as crianças era eficiente, ele tinha preocupação muito grande com a precisão das palavras, do entendimento, ele não queria ter alunos que papagaiassem ideias sem significado ele não gostava de verborragia, falar muita coisa e não falar nada, que ele considerava um falso conhecimento, um verniz de conhecimento sem essência.

  • Percebemos a aplicação desse método adotado por Allan Kardec, em alguns momentos da publicação da obra espírita, quando ele discute conceitos tradicionais como espiritualismo, alma, o que é de fato tais coisas, porque ele preocupava muito com a precisão de conceitos para não gerar ambiguidade ou distorções de entendimento, e nem polêmica, isso foi algo que ele aprendeu com PESTALOZZI.

  • Percebemos certa, familiaridade quando Kardec em sua obra afirma que os Espíritos Superiores falam de forma suscita sem rodeios.

  •  No seu método de ensino ele procurava dar uma educação de uma forma que a criança formasse seu vocabulário, formasse ideias, conceitos a partir de uma experiência vivida na pratica, e sentida intimamente. Ele chamava isso de intuição. Ele achava que a pessoa apenas formava uma ideia correta, precisa de uma coisa, se ela tivesse percebido externa e internamente

  • Sobre a formação de vocabulário, percebemos claramente esse método adotado por Allan Kardec; no inicio da codificação, ele cria palavras para designar coisas como, por exemplo, o nome: ESPIRITISMO, PERISPIRITO.

  •  A criatura humana só é capaz de compreender o amor ao próximo, se ela conseguisse sentir isso. Pestalozzi, preocupava muito com que as palavras tivessem um conteúdo existencial”.( 15)

Referência bibliográfica
14)Em torno de Rivail, Maria Elisa Hillesheim, Bragança Paulista SP, Ed. Lachâtre.
15) DVD Allan Kardec - O educador/ Dora Incontri – Filme de Edson Audi
IMAGEM: GOOGLE

5- PEDAGOGIA ESPÍRITA

200px-Pestalozzi

Há um fato muito interessante narrado por Dora Incontri:
No final do século XVIII, Pestalozzi escreveu a um amigo, de nome Nikolovius que era ministro da educação na Prússia dizendo:

“Que ele se sentia como a voz que clama no deserto, preparando a vinda de alguém que haveria de aparecer depois dele, porque ele entrevia a verdade, mas não conseguia alcança-la inteira.”

Conclui-se que tal fato foi um “rasgo um tanto profético para quem considera Allan Kardec como o portador de uma nova descoberta, codificação do Consolador Prometido”. No sentido de Pestalozzi estar mesmo preparando o caminho do menino Rivail, auxiliando em sua formação para que futuramente sua missão de codificar a doutrina dos Espíritos fosse lograda com êxito.

(...) “O espiritismo é uma proposta, cultural, filosófica, pedagógica sobre tudo, porque primeiro ele encara o homem como ser em permanente evolução”.

“Ele não é herdeiro de um pecado e nem está precisando de intermediação num possível projeto de salvação, ao contrário, estamos engajados num projeto de educação, porque nos somos espíritos em constantes aprendizados, e estamos indo para o caminho da perfeição, e o espiritismo reconhece no ser humano a jurisdição de si mesmo.
Ele é responsável pela sua educação e pela sua evolução, ele não depende de intermediações divinas hierárquicas, religiosas, nada, ele é responsável por si.

Então nenhuma doutrina religiosa, filosófica, cientifica reconhece tanta autonomia no homem quanto o espiritismo, porque essa autonomia não se limita também á vida terrena, e vai, além disso, transcende a autonomia espiritual para eternidade.
 O homem vai construído a si mesmo no decorrer das múltiplas vidas num projeto de educação transcendente, essa é a visão cósmica que o espiritismo propõe.
Kardec colocou implícita em toda obra espírita, essa visão pedagógica, quem estuda a obra Espírita com olhos pedagógicos, consegue notar que existe uma filosofia eminentemente pedagógica. Porém essa pedagogia se transfere para o infinito, a Pedagogia Espírita” (16)

(...) Como se vê, a Educação Espírita aparece no mundo seguindo as mesmas leis que presidiram ao aparecimento e desenvolvimento de todos os sistemas educacionais: Primeiro se formaram os núcleos sociais integrados por uma nova mundividência, depois se manifestaram as exigências de transmissão cultural. Essas exigências, pela sua própria especificidade, exigem por sua vez a teorização educacional que leva à elaboração da Pedagogia Espírita.

“Resta-nos afirmar que a Educação Espírita objetiva, sobretudo, uma forma de Educação Integral e Contínua, abrangendo ao mesmo tempo todo o complexo da personalidade do educando e todas as faixas etárias em que ela se projeta. Sendo o Espiritismo uma doutrina que abrange, em seus três aspectos fundamentais; a Ciência, a Filosofia e a Religião — todas as facetas do homem, visando necessariamente à unificação do Conhecimento, é evidente que a Educação Espírita só pode ser integral e contínua, indo de um extremo a outro da existência humana”.

“Ligada historicamente à linha rousseauniana da Educação Moderna, através de Pestalozzi, de quem Kardec foi discípulo e continuador, a Educação Espírita se entrosa naturalmente nas aspirações e nos objetivos da Pedagogia contemporânea”.

“André Moreil, em sua Vida e Obra de Allan Kardec, mostra-nos que o Prof. Rivail não foi apenas discípulo de Pestalozzi, mas o continuador da obra educacional do mestre: "É interessante notar que a impressão das obras com-pletas de Pestalozzi termina exatamente no ano em que Rivail publicou a sua primeira obra, em 1824.
 Essa coincidência vem provar que uma tocha foi passada de mão para mão. Rivail iria trabalhar durante trinta anos para a educação da juventude francesa, antes de se consagrar, nos seus últimos quinze anos, aos Kardec resume os seis princípios fundamentais do sistema pestalozziano, que empregava em suas obras didáticas e empregará a seguir no ensino espírita:

1) cultivar o espírito natural de observação do educando, chamando-lhe a atenção para os objetos que o rodeiam.
2) Cultivar-lhe a inteligência, seguindo a marcha que possibilite ao aluno descobrir as regras por si próprio.
3) Partir sempre do conhecimento para o desconhecido, do simples para o composto.
4) Evitar toda atitude mecânica, fazendo o aluno compreender o alvo e a
razão de tudo o que faz.
5) Fazê-lo apalpar com os dedos e com a vista todas as realidades.
6) Confiar à memória somente aquilo que já foi captado pela inteligência.
Todos esses dados se encontram na introdução de seu Curso Prático de Aritmética.”

Moreil comenta:

“Os Princípios 3 e 5 parecem ter sido aproveitados palavra por palavra para a elaboração de O Livro dos Médiuns, o que prova a importância extraordinária da fase de Yverdun na vida do futuro fundador do Espiritismo ".
E cita esta observação de Henri Sausse, amigo, companheiro e primeiro biógrafo de Kardec:

"Foi nessa escola que se desenvolveu as idéias que deviam torná-lo um observador atento e meticuloso, um pensador prudente e profundo. princípios do Espiritismo. (17)

Traremos uma citação que evidencia bem a herança cultural que Allan Kardec recebeu de Pestalozzi:

(...) “A primeira característica de O Livro dos Espíritos, nem sempre percebida, é a sua forma didática. Não fosse Kardec um pedagogo, habituado à disciplina pestalozziana, e os Espíritos do Senhor não teriam conseguido na Terra um tão puro reflexo dos seus pensamentos. Mas a didática de Kardec nessa obra não se limita à técnica de ensinar. E uma didática transcendente insuflada pelo espírito, que mais se aproxima da Didática Magna de Comenius do que dos manuais técnicos dos nossos dias.(18)

(...)Kardec realizou o sonho de Pestalozzi: deu ao mundo uma forma viva de ensino que ao mesmo tempo informa e forma, instrui e moraliza. A dinâmica pedagógica de O Livro dos Espíritos teria impedido o desvirtuamento da Educação através do pragmatismo educacional, se porventura os pedagogos do século XX o tivessem encarado com isenção de ânimo e os cientistas, na sua maioria, não se tivessem deixado embriagar pelas teorias materialistas”.

(...) Concluímos : "Há uma Pedagogia Espírita", afirmando que a sua finalidade deve ser a formação das novas gerações para um mundo mais cristão. Este anseio não é somente nosso. Não somos apenas nós, os espíritas, que sentimos a necessidade. de preparar as novas gerações para um mundo novo e melhor.
 A Pedagogia moderna, a partir de Rousseau, e alcançando, em meados do século passado, o seu ponto culminante em Pestalozzi, mestre de Kardec, propõe-se precisamente essa tarefa. A educação do Emílio, em Rousseau, como a educação dos filhos de Gertrudes, em Pestalozzi, representam esforços concretos, e não apenas teóricos, no sentido de uma formação mais adequada do homem, para uma civilização mais humana. O que esse esforço representou, na renovação escolar em todo o mundo, é conhecido até mesmo pelos leigos em questões educacionais e pedagógicas.
 O Espiritismo é a doutrina da Educação por excelência.
 Essa doutrina não se contenta com a formação do cidadão, do gentil-homem, do erudito. Ela nos abre as perspectivas do infinito e pretende, como queria Pestalozzi, fazer de uma criatura um espírito universal, preparando-o para a eternidade. (19)

Referência bibliográfica
16) DVD Allan Kardec - O educador/ Dora Incontri – Filme de Edson Audi
(17;18;19) Pedagogia Espírita, Pires, José Herculano, Ed. Edicel
Imagem: google

SORTEIO DA PROMOÇÃO II ANO DO BLOG HISTORIA DO ESPIRITISMO

04/06/2012





Amigos leitores,
Estamos divulgando o  resultado do sorteio referente a Promoção do Blog HISTORIA DO ESPIRITISMO, 
Conforme combinado, vamos  distribuir  05 ( cinco) livros de cortesia da escritora espiritualista Flávia Neves, seu livro " Expurgo".
Peço para que  os seguidores contemplados do sorteio, envie para o meu e-mail : luciano_dudu_oliveira@hotmail.com.
Com o nome completo, endereço completo.


Em breve você receberá o livro autografado pela escritora via correio.


Parabéns aos ganhadores!


LUCIANO DUDU


137- Lorena Coelho
90-  Mônica França
119- Semiramis Alencar
51- Patricia Smith
89- Wilson Numerologo.


MUSEUS NO GOOGLE- ASSISTA

Leia com atenção

Leia com atenção

EU RECOMENDO

EU RECOMENDO
REVISTA SER ESPIRITA

REVISTA SER ESPÍRITA

A edição atual da revista SER Espírita traz reflexões sobre a Tragédia de Santa Maria - que levou muitos jovens a desencarnarem.

Ficaremos muito contentes e gratos com a divulgação desta edição em vossa rede de contatos por meio do texto e imagem de capa copiados abaixo.

Estamos à disposição para mais informações.

Um abraço carinhoso!

Flavia Zanforlim

faleconosco@serespirita.com.br

facebook.com/revistaserespirita

www.serespirita.com.br

41 3042-9637

Como entender o desencarne de tantos jovens?

Após o choque nacional causado pela tragédia de SANTA MARIA, a revista SER Espírita n.º 23 organizou algumas reflexões sobre a desencarnação em massa e sobre o conceito de resgates coletivos. E assim, nesta edição procuramos responder questões como:

- Como entender o desencarne de tantos jovens?

- Estes jovens estão mesmo resgatando crimes do passado?

- Quem os estaria cobrando?

- Por que atribuímos a Deus princípios humanos de justiça?

- Espíritos desencarnados têm influência em tragédias coletivas?

Saiba mais e veja o resultado da enquete sobre o assunto. A revista SER Espírita está disponível nas principais bancas e livrarias ou por assinatura.

Quem somos - A revista SER Espírita é uma publicação de 12 mil exemplares, da Eslética Editora (uma empresa social que tem como missão provocar uma reflexão contextualizada do Espiritismo, baseada no tripé ciência, filosofia e religião). A revista foi criada em 2008 e recebe contribuições de voluntários de todo Brasil. A distribuição é nacional e feita pela FC Distribuidores S.A. nas principais bancas, livrarias e aeroportos. Toda renda é revertida para a ampliação da divulgação e promoç&atild e;o do bem e do conhecimento.

Nota de esclarecimento

As imagens contidas neste blog, são retiradas do banco de imagens da rede web.
Agradeço a todos que compartilham na rede tais imagens e até mesmo textos.
Caso haja algum problema de utilização em meu blog de algum material de sua autoria, entre em contato para que eu proceda a retirada.
Luciano Dudu