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COMPLEXO DE SÍSIFO

19 de abr de 2010


Sísifo, foi um rei Grego que governava uma cidade chamada Corinto. Ele representava o tipo astuto, sábio e, em função das dificuldades que seu reino enfrentava, como falta de água, más colheitas, grande pobreza, um alto custo de vida, misérias.
Ele tinha um grupo de homens sobre seu comando que saqueava os viajantes que por lá passavam para socorrer as misérias da população que estava sob sua tutela. Ele mantinha-se informando de tudo que acontecia em sua cidade-estado, e ainda no Olimpo, morada dos Deuses. Ele soube do rapto da filha de Ásopo, que diante do desespero iria recompensar quem falasse do paradeiro de sua filha Egina. Sísifo procurou Ásopo e disse-lhe que ele tinha notícias de Egina. Contou-lhe que Zeus, o deus maior, raptara Egina, sua filha. Ele somente denunciou o Deus Supremo em troca de uma fonte na sua Corinto. Quando Ásopo foi procurar Zeus exigindo que lhe devolvesse sua filha, o Deus maior não teve como negar, mas exigiu que antes de devolver Ásopo contasse quem fora o seu delator. E Ásopo contou a Zeus que fora Sísifo. O Deus Supremo ficou irado e mandou "Tânato" que é a morte, para procurar Sísifo, trazê-lo e castigá-lo.
Sísifo com toda sua astúcia consegue enganar a morte exaltando sua beleza , enaltecendo-a, deixando-a confusa, dizendo ainda que iria presenteá-la com um belo colar de pérola e platina. A morte recebeu o presente de bom grato, ficando toda envaidecida. Sísifo colocou-o em seu pescoço, porém ela não sabia que era um presente de grego: não era um colar, mas sim uma coleira que aprisionou-a. A prisão da morte equacionou mais um problema de Sífiso.
Logo, ninguém morria o que irritou Hades (o Deus do Submundo, das esferas inferiores) porque seu mundo infernal estava se despovoando.
O Deus Marte, deus da Guerra, foi queixar-se junto a Zeus de que as pessoas não morriam diante das guerras, visto que Tânato estava presa e não tinha ninguém para buscar as pessoas.
Dessa forma, Zeus enviou Mercúrio/Hermes para resgatar a morte que estava aprisionada. Hermes fora escolhido por ser um Deus masculino que traria dificuldades para ser ludibriado por Sísifo.
Assim Hermes libertou Tânato e conseguiu pegar Sísifo, dando-lhe sua sentença de prisão inclemente e que seria levado para julgamento. Como o Rei do Corinto era muito esperto e conseguia safar-se de todos os problemas, ele pediu para Hermes que lhe concedesse a oportunidade de despedir de sua esposa antes de seu último suspiro quando a morte ceifaria sua vida. No momento que abraçara sua esposa de forma afetuosa cochichou em seu ouvido pedindo para que ela não fizesse Exéquias fúnebres a ele, e que não enterrassem seu corpo porque ele voltaria. Assim que morreu e foi levado até o Olimpo para Julgamento, em sua audiência com os deuses de imediato ele disse a Zeus:- Deus supremo misericordioso, eu aqui estou. Como vê, sou uma criatura frágil e também sou um Deus, então tenho direito as Exéquias fúnebres. Meu corpo ainda não foi sepultado na terra e como vê, eu estou sem meu Eidolon ( perispírito). Rogo voltar a Terra e receber todas as homenagens fúnebres de meus súditos e voltarei para o mundo mortos para viver aqui toda eternidade.
Dessa forma, foi concedido-lhe voltar e assim que retornou ao corpo terrestre, ele de imediato fugiu de Corinto juntamente com a mulher, EQUACIONADO MAIS UM DOS SEUS PROBLEMAS transitórios.
Sísifo deixou os Deuses irados, e desesperados. Em assembléia no Olimpo Zeus disse aos outros deuses para não preocuparem visto que ele enviaria desta vez um Deus inclemente impiedoso e duro, do qual Sísifo não poderia escapar mais uma vez. Onde Sísifo estiver e andar o Deus sempre estará com ele, o nome dele é TEMPO, provavelmente era a deusa Geras, já que Cronos, Deus do Tempo, estava aprisionado no Tártaro. Assim foi feito, com o passar dos anos ele envelheceu, a roupagem física ficou gasta, Sísifo adoeceu e morreu, e retornou para o mundo dos Deuses.
Após o seu desencarne, apresentou-se a Zeus, combalido, enverganhado pois havia mentido, triste, fragilizado, em desequilíbrio. Agora Zeus, diante do infeliz, sorriu Vitoriosamente. Havia chegada o momento máximo de sua entrega, e não iria desferir nenhuma punição injusta, mesmo diante de tantos erros cometidos por Sísifo.Então, Zeus levou-o a uma montanha, cujo acume havia uma região plana.
Zeus disse: Eu lhe darei a eternidade e você terá que rolar esta grande pedra montanha acima, até colocá-la no ápice e, assim que lograr seu objetivo, terá a liberdade de sua punição. Zeus chamou duas Erínias (fúrias, deusas menores com tridentes) e as ordenou que à medida que ele se cansasse na subida da montanha, que elas ferissem seu calcanhar de Aquiles para que ele não tivesse repouso e que ele não descansasse diante dessa punição que parecia simples.
Sísifo começou a empurrar à rocha montanha acima e quando chegou próximo ao cume, ela escorregou e voltou para eu ponto de origem. Com isso, ele voltou a empurrá-la e toda vez que se cansava, as fúrias feriam seus calcanhares com tridentes e ele deixava a pedra rolar montanha abaixo.
Conforme o mito, Sísifo continua até os dias de hoje tentando levar a pedra da base ao cume da montanha sem sucesso, sendo esse o seu carma para toda eternidade.
Na próxima postagem, faremos uma comparação do Complexo de Sísifo e a questão comportamental do ser humano à luz da doutrina espírita.
Autor: Luciano de Oliveira

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