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Vencer as tentações

20 de mai de 2010

LIVRO DOS ESPÍRITOS - Questão 909 

"Kardec interroga os Espíritos: “Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações?
Resposta dos Espíritos Venerandos: “Sim, e, freqüentemente, fazendo esforços muito insignificantes. O que lhe falta é à vontade. Ah! Quão poucos dentre vós fazem esforços!”

Comentários Luciano:

No mesmo capítulo do livro dos espíritos, que trata essa questão de número 909, eles dizem: “que o mal é a ausência do bem”. Pois bem, analisando essa frase concluímos que a criatura humana que não está fazendo o bem para alguém, permanece cristalizada na marcha evolutiva, perdendo a oportunidade de melhorar na condição de filho de Deus, praticando, com isso, o mal para si próprio.
Destarte, a reencarnação é o maior presente de Deus para os seus filhos. Mas será que estamos sabendo aproveitar essa dádiva?
Existe uma mensagem do Espírito Albino Teixeira psicografado por Chico Xavier, com o título de “Créditos Espirituais”. A mensagem faz as seguintes considerações: que uma hora tem sessenta minutos, um dia vinte quatro horas, um mês trinta dias e um ano trezentos e sessenta e cinco dias, e ele propõe que se fizermos um ato de bondade por dia a alguém, teremos, no final do ano, trezentos e sessenta e cinco créditos espirituais. A oportunidade de fazer o bem é vasta, mas será porque temos dificuldade em aproveitar? Os espíritos nos ensinam, na mesma obra, que o orgulho e o egoísmo são as maiores chagas que a humanidade possui.
Quando o indivíduo pensa mais em si próprio e esquece-se do próximo perde grandes oportunidades, mesmo em pequenos gestos diários em ajudar alguém, mas geralmente as pessoas não costumam ter tempo para as outras, mesmo aquelas  que ela convive direta ou indiretamente.
Em se tratanto de moradores de cidades maiores, a questão torna-se ainda mais delicada, pois os moradores de metrópoles, possuem um estilo de vida atribulado, com isso  a tendência é do ser humano desenvolver mais o senso de egoísmo, por não encontrarem tempo para os outros, isso está vinculado também com a falta de capacidade da criatura saber administrar seu tempo de forma adequada.
Outro fator que é um grande obstáculo é o "Medo". O Ser as vezes perde a oportunidade de auxiliar o próximo, por receio de sofrer algum tipo de violências urbana;em partes isso é compreensível, mas precisamos aprender a discernir e separar o joio do trigo.
Vivemos em função de adoração mitológica do famoso Deus Cronus, (aquele Deus que no mito é responsável pelo Tempo, daí derivou-se o nome cronômetro), assim vivemos correndo contra o tempo, na maioria das vezes não corremos ao nosso favor, não corremos em busca de fazer uma viagem interior para nos auto-descobrir, conhecer um pouco de nosso íntimo, fazer um balanço do que precisa ser mudado. Essa falta de vontade, de esforçar, está vinculada primeiramente a preguiça espiritual que trazemos, devido a nossa imaturidade espiritual, em nosso entendimento, alguns atenuantes que nos leva a crer que essa preguiça moral e espiritual não é consciente, são os distúrbios espirituais e psicológicos que o Ser carrega.
Não raro encontramos pessoas, com crise de pânico, mergulhadas em insegurança, medos, fobias, outros como: TOC – transtorno obsessivo compulsivo, dentre inúmeros não citados aqui.
  Não temos a pretensão de justificar a falta de esforços insignificantes do Ser Humano para o arrastamento ao mal, mas tentar compreender o que o leva o individuo a agir assim.
Estudando os atenuantes: O medo.
Quanto ao medo, encontramos no mundo dois tipos de pessoas: as que buscam prazer no que faz em suas vidas e as que evitam sofrimento. Como somos espíritos seculares, trazemos, em nosso íntimo, gravado em nosso espírito, refletido em nosso corpo espiritual e exteriorizado na mente material, grandes fobias, traumas, distúrbios psíquicos e espirituais de varias naturezas.
Citaremos aqui outro transtorno o TEPT, existe uma corrente da psicologia que estuda o lado material e psicológico desse problema em questão, o TEPT (transtorno de estresse pós-traumático). Esse transtorno é diagnosticado no caso de pessoas que passaram ou testemunharam algum tipo de fatalidade colocando sua vida em risco, ou de alguém próximo a ela. A criatura desenvolve medos e fobias porque em sua memória ficam registrados acontecimentos e fatos trágicos, dando asas à imaginação, criando hipóteses fatais que poderiam acontecer novamente com ela.
Podemos ir mais adiante levando em consideração que somos espíritos reencarnantes e que possuímos no âmago do ser, as gravações espirituais vivenciadas de outras vidas, seja de virtudes, defeitos e de situações de felicidade ou trágicas.
Esse transtorno que muitas das vezes não alcança a cura pode ter uma origem mais profunda do que apenas os fatos da vida presente, pode ter uma origem de transtornos de outra existência.
Conforme explica Leon Deni “sobre os escaninhos das memórias do espírito”:
“O corpo espiritual não retém somente a prerrogativa de constituir a fonte da misteriosa força plástica da vida, a qual opera a oxidação orgânica; é também ele a sede das faculdades, dos sentimentos, da inteligência e, sobretudo o santuário da memória, em que o ser encontra os elementos comprobatórios da sua identidade, através de todas as mutações e transformações da matéria”.
Fazendo uma comparação com os estudos da corrente psicológica do mundo de hoje que estuda o TEPT.
 Os psicólogos acreditam que a origem do transtorno seja apenas questões existenciais desta vida, mas se formos levarmos em conta as vidas pregressas. Estes transtornos podem estar vinculados a questões existências de outras vidas, mas que no presente, assume o papel de um novo personagem (persona em latim mascara) com outros moldes físicos, com outra roupagem, e com outra história de vida.
Mas este personagem pode de alguma forma receber influência das gravações de sua memória espiritual, de forma inconsciente, deixando vir à tona algum conflito existencial adormecido em seu cerne, podendo, assim, de alguma forma, exteriorizar algo vivenciado em outras vidas.
Com isso, por algum motivo, seja por instinto de conservação ou por outras situações, possivelmente a criatura, por receio e medo, talvez passe toda sua existência nula, não faz o mal, mas também não faz o bem, e deixa de aproveitar a oportunidade de seu progresso. Essa vida de neutralidade pode estar vinculada a grandes fobias e medo de mudar de consciência íntima; é uma questão muito complexa e que cabe mais atenção e estudo.
Quando tratamos da necessidade do auto descobrimento e as maiores dificuldades encontradas no ser humano para colocar em prática os ensinos de Sócrates “conhece a ti mesmo”, e também na pergunta acima citada dos poucos esforços que a criatura faz para melhorar, vamos denominar isso como preguiça psíquica e espiritual, parte desta mesmice pode estar vinculada a questões de outras existências se analisarmos a questão das reminiscências do passado que pode refletir em seu inconsciente.
Kardec trata sobre o do véu do esquecimento concedido por Deus para o espírito que acabara de nascer de novo, ou seja, não se lembra de suas vidas passadas.  Levando em conta sobre “o escaninho da memória” de que Leon Deni retrata que de certa forma pode mesmo de uma forma quase nula, mas deixar impressões espirituais de questões existenciais de outras vidas.
Fica para refletirmos será que o homem não esforça para si melhorar por motivos insignificantes ou será que os conflitos existênciais formam uma barreira maior que as muralhas da China que o impede de sair da cegueira da consciência adormecida e continua vivendo anestesiado nas crises existenciais. Em postagens futuras falaremos um pouco mais sobre a força de vontade , o controle do pensamento,  e como nos educar mentalmente para buscar livrarmos do arrastamento do mal.
Autor: Luciano Oliveira

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