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A morte de Maximilien Robespierre

8 de jun de 2010


Revolução Francesa 7/8
 
"Questão de nº 64 do livro Consolador
Pergunta: Em face da lei dos homens, quando em presença do processo criminal, deve dar-se o voto condenativo, em concordância com o processo-crime, ou absolver o réu em obediência ao "não julgueis"?
Resposta do Benfeitor Emanuel:
Na esfera de nossas experiências, considerarmos que, à frente dos processos humanos, ainda quando as suas peças sejam condenatórias, deve-se recordar a figura do Cristo junto da pecadora apedrejada, pois que Jesus estava também perante um júri. "Quem estiver sem pecado atire a primeira pedra" – é a sentença que deveria lembrar, sempre, a nossa situação comum de Espíritos decaídos, para não condenar esse ou aquele dos nossos semelhantes. "Vai e não peques mais" – deve ser a nossa norma de conduta dentro do próprio coração, afastando-se a erva do mal que nele viceje. Nos processos públicos, a autoridade judiciária, como peça integrante da máquina do Estado no desempenho de suas funções especializadas, deve saber onde se encontra o recurso conveniente para o corretivo ou para a reeducação do organismo social, mobilizando, nesse mister, os valores de sua experiência e de suas responsabilidades. Individualmente, porém, busquemos aprender que se podemos "julgar" alguma coisa, julguemo-nos, sempre, em primeiro lugar, como o irmão mais próximo daquele a quem se atribui um crime ou uma falta, a fim de estarmos acordes com Aquele que é a luz dos nossos corações. Nas horas comuns da existência, procuremos a luz evangélica para analisar o erro e a verdade, discernir o bem e o mal; todavia, no instante dos julgamentos definitivos, entreguemos os processos A Deus, que, antes, de nós, saberá sempre o melhor caminho da regeneração dos seus filhos trabalhadores."

Comentários de Luciano:
Voltando ao outro líder Maximilien, ele era um líder nato, possuía o dom da oratória, conseguia fazer discernir o verbo, mas com o tempo começou – ao invés de usar o verbo para construir uma nova nação republicana – a disseminar o terror e pânico através de seus discursos, coagindo a população e fazendo os civis acreditarem que seu governo ditador era o melhor que eles poderiam ter conquistado.
Aqueles civis que não comungassem dos mesmos ideais revolucionários deveriam ser guilhotinados.

  Em "A Caminho da Luz", Emmanuel diz o seguinte:
"A lei da compensação é uma das maiores e mais vivas realidades do Universo. Sob as suas disposições sábias e justas, a cidade de Paris teria de ser, ainda por muito tempo, o teatro de trágicos acontecimentos. Foi assim que se instalou o hediondo tribunal revolucionário e a chamada junta da salvação pública, com os mais sinistros espetáculos do patíbulo. A consciência da França viu-se envolvida em trevas espessas. A tirania de Robespierre ordenou a matança de numerosos companheiros e de muitos homens honestos e dignos".
Caro leitor, reportando agora a instrução do espírito Fénelon, nós conseguimos enxergar com clareza sua opinião quando ele diz: "O vosso mundo se perdia; a Ciência, desenvolvida à custa do que é de ordem moral, mas conduzindo-vos ao bem-estar material, redundava em proveito do espírito das trevas. Como sabeis cristãos, o coração e o amor têm de caminhar unidos à Ciência. O reino do Cristo, ah! Passados que são dezoito séculos e apesar do sangue de tantos mártires, ainda não veio".
Os lideres esquerdistas revoltosos conseguiram convencer o povo de que havia necessidades urgentes de mudanças no governo. Foi criado o terceiro poder que acabou aniquilando o Poder Monárquico.
A revolução foi necessária para que se abrissem novos horizontes tanto para a França como também para o mundo, mas daí, leitor amigo, faço a seguinte pergunta:
- Será que era necessária tanta barbárie para o início da Idade Contemporânea?
Mesmo diante da revolução, a miséria permanecia entre o povo. Não seria isso uma reação das ações realizadas por aquele povo que matava de uma forma abrupta, levando uma vida um tanto insana?
Tais líderes incutiram na mente do povo ideais de um mundo melhor. Infelizmente, falava-se muito em igualdade, liberdade e fraternidade, mas naquela época poucos desfrutariam disso. A classe menos favorecida continuava na mesma situação de miséria e penúria de antes.
É importante ressaltarmos a responsabilidade que um líder tem ao apresentar propostas e novos ideais para uma coletividade. O Benfeitor Espiritual Emmanuel nos diz que: "Nós somos responsáveis por aquilo que plasmamos na mente dos outros".
Que pode ser de boas idéias ou más idéias, a responsabilidade é proporcional à gravidade dos atos e fatos.
Com base na citação do benfeitor Emmanuel, em meus parcos conhecimentos creio que tais líderes franceses possuem uma responsabilidade maior com relação à barbárie que acontecia, pois eram formadores de opinião. A carnificina não acontecia apenas pelas mãos do governo, até mesmo os civis achavam-se no direito de tirar a vida de pessoas com quem não tinham boas relações e convivência.
Esses assassinatos civis não raro ficavam impunes, os algozes não eram penalizados com uma pena justa, não existia uma grande preocupação com as questões sociais e humanitárias.
Era aplicado nesta época as leis do Direito Penal Medieval, que tinha como objetivo mensurar mais os crimes contra a igreja e o Rei. A justiça era aplicada, na maioria das vezes, quando o indivíduo conspirava contra a igreja e o poder monárquico. O principio básico era castigar este réu atribuindo-lhe penas pesadas.
Por outro lado, os crimes que aconteciam entre civis muitas vezes não eram levados em conta. O cidadão que cometia o crime, diante do julgamento utilizava-se, em sua defesa, da alegação de que o assassinato deu-se porque a outra parte era um contra-revolucionário, desta forma os juízes concediam a absolvição para o criminoso.
Quando o individuo não compactuava com os mesmos ideais do Governo e da Igreja, não era levado em conta seu histórico de conduta moral e civil. O mesmo era considerado criminoso de uma forma implacável e as penas e o tratamento que o réu recebia pelo crime possuía uma similaridade ao da época da Delegação Divina.
Tais crimes tinham conotação de crimes divinos. E com a chegada do absolutismo apenas incrementou um pouco mais as punições, que agora estendia a crimes contra a revolução.
A Revolução Francesa foi um divisor de águas porque após este período o Direito Penal começou a ter bases mais sólidas, um grande criminalista e economista italiano Cesare Bonesana, em sua obra publicada em 1764 intitulada "Dos Delitos e das Penas", fazia fortes condenações ao sistema penal da época, principalmente os processos secretos, torturas, conspirações e a desigualdade das penas em função de diferenças de classe social. A partir de então começa a ser revista a questão do Direito e foram criados fundamentos jurídicos da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, do documento que era a base da Revolução Francesa surge então o Pensamento Penal Moderno.
Vejo com clareza que apesar da Revolução Francesa ter sido um grande símbolo da carnificina da história, essas atrocidades trouxeram benefícios posteriores.
No período pós-revolução, os grandes pensadores e legisladores de todo o mundo tiveram a preocupação de criar um sistema penal, igualitário e justo que acabaria abrangendo toda a humanidade.
Em se tratando de Justiça Divina, as coisas mudam um pouco de contexto. A Justiça dos homens está muito aquém de equiparar-se às Leis Divinas.
Diante da Justiça Divina qualquer criatura responde por seus atos, quer seja por pequenas ações ou até mesmo as hediondas.

 

 
Desça com a barra de rolagem que você encontrará a continuação R.F. 8/8.
Autor: Luciano Oliveira

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