Vídeo de divulgação da História e o Espiritismo

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Mensagem de Bezerra de Menezes

14 de ago de 2010

Fidelidade a Jesus e a Kardec

Estes são dias semelhantes àqueles, quando esteve na Terra, desenvolvendo o seu ministério, o afável mestre Galileu.
Roma assenhoreava-se do mundo e a águia dominadora sobrevoava o cadáver das nações vencidas, nutrindo-se das suas vísceras em decomposição.
Vem Jesus e instaura o poder do amor, superando as contingências transitórias do poder da força. A sua mensagem penetra o sentimento humano e arrebanha milhões de vidas, que se oferecem em holocausto, desde Nero a Diocleciano, durante as dez mais perversas perseguições, demonstrando que o amor supera todas as outras expressões de governança do mundo.
A partir de Constantino, com a oficialização do pensamento cristão junto ao poder temporal que, mais tarde, seria transformada em doutrina do Estado, a mensagem de Jesus empalidece, perdendo o seu brilho e significado para entorpecerse numa trágica organização político-econômica, que distenderá o caos e o infortúnio sobre a Terra por vários séculos.
A partir do concílio de Clermont, em 1095, o papa Urbano II, intoxicado pela volúpia do poder, pretende a governança do Oriente e proclama a Cruzada Popular, logo depois esmagada em um rio de sangue.
De imediato, tocados no seu orgulho e espicaçados pelo ódio, os turcos conquistam Jerusalém em 1096, provocando na Europa a reação que se alargará por 177 anos, através das oito Cruzadas que disseminarão o ódio, o horror, deixando seqüelas que chegaram aos nossos dias, em vitórias e prejuízos para a defesa da sepultura vazia de Jesus. Deverão essas Cruzadas encerrar-se com a conquista de Antioquia em 1270, provocando a reação da Europa que manda a sua última Expedição sob o comando de São Luís, rei de França, que logo depois desencarna no campo de batalha, fazendo com que os exércitos franceses retornem esgotados, abrindo espaço para que o príncipe Eduardo, da Inglaterra, em 1272, firme o término da intolerância de ambos os lados, estabelecendo um armistício.
A noite medieval abre novos fronts de lutas cruéis e injustificáveis em nome do Pastor da docilidade, da energia e do amor, através dos seus tribunais que matam mais do que as guerras anteriormente travadas entre persas e gregos. Até que veio o momento da abnegação com Jan Huss, Jerônimo de Praga, Martinho Lutero, e uma nova era se instaura na Terra, em tentativas continuadas de trazer Jesus definitivamente ao coração humano... E o protestantismo, logo depois, experimenta lutas intestinas, a partir de João Calvino, desintegrando-se e deixando a criatura humana sem segurança para rumar ao reino dos céus. A ciência empírica ensaia os seus passos, as leis da natureza começam a ser penetradas e, logo depois, o pensamento filosófico irrompe triunfante, deixando-se perturbar pela sede de sangue dos abomináveis dias do Terror na França, amante dos ideais da Liberdade, da Igualdade, da Fraternidade, sendo coagidos por esses tormentosos dias com a chegada do Corso que propõe uma nova era e traz Deus de volta à cultura francesa, mediante uma concordata firmada com o Vaticano em 1802. Fascinado pelo poder temporal, Napoleão Bonaparte começa a conquistar a Europa no desequilíbrio de erguer novos Estados, quando se reencarna Allan Kardec, com a missão de restaurar, na sua plenitude, o Evangelho de Jesus e trazer a mensagem pulcra conforme pregada em vida pelo incomparável Rabi e pelos Seus E primeiros apóstolos. Paris é cidade luz, intelectual, e será aí que o sol do Espiritismo irá brilhar, restaurando a ética moral do Evangelho e suportando os camartelos da Ciência autodenominada materialista, da Filosofia cínica e pessimista, conseguindo superálos e abrindo espaço para que o amor pudesse vicejar no coração das criaturas humanas. O século vinte, porém, pertencerá à Ciência e à Tecnologia. Nele, o Espiritismo poderá oferecer os instrumentos hábeis para confirmar a sobrevivência do Espírito à disjunção molecular da carne, para oferecer uma filosofia otimista capaz de tornar feliz a criatura humana, centrada na lei de causa e efeito e, ao mesmo tempo, abrir o Evangelho para cantar a sinfonia incomum das bem-aventuranças,
ensejando, aos excluídos, a luz mirífica do amor e a oportunidade da dignificação. Mas o planeta terrestre é de provas e de expiações porque aqueles que à sua volta se encontram ou que nele estão reencarnados, ainda somos Espíritos inferiores inevitavelmente conduzidos pela lei do progresso e rumamos na direção da plenitude, erguendo a nossa Terra-Mãe à condição de mundo de regeneração. E quando as expectativas se apresentam próprias para que se opere a grande transformação ocorre a chegada de um novo caos, o que não nos constitui surpresa, fazendo desmoronar alguns pilares do materialismo e mostrando a fragilidade das construções temporais sem o selo da Divindade. A grande crise que se abate sobre a Terra de hoje é a mesma crise que dominava a mentalidade daqueles dias quando Jesus cantou a Boa-Nova. É crise de valores morais que somente podem ser modificados quando o Evangelho aquecer os sentimentos e orientar o pensamento das criaturas humanas. Graças ao Espiritismo que é o retorno de Jesus, desenha-se uma Era Nova que se levantará dos escombros dessa geração cúpida e ambiciosa, para fazer reinar na Terra a verdadeira Fraternidade.
...
Nestes dias discutistes em torno dos mecanismos que podem ser aplicados em favor da coletividade sofrida; elaborastes projetos de programas de ação que possam sensibilizar as autoridades que governam o nosso país, estivestes preocupados com a marcha do Movimento Espírita nas terras do cruzeiro do sul; delineastes técnicas e atividades para a ação correta em favor dos dias porvindouros. Não nos esqueçamos, porém, desse trabalho extraordinário junto à criatura humana em si mesma. Pensemos no ser coletivo que é a sociedade, mas não olvidemos os pequenos gestos de amor, de beneficiência, de perdão, de caridade para com aqueles que vivem conosco na intimidade do nosso lar, aqueles com
quem nos relacionamos no trabalho que dá dignidade, no grupo social, onde todos cá e aí estejamos situados para evoluir. Que nos vossos trabalhos respeitáveis e laborados com empenho e abnegação o ser humano em si tenha regime de urgência; que nos voltemos todos para a criatura humana, insegura, aturdida, que segue sem qualquer segurança e sem o norte para onde encaminhar-se.
Meus filhos, necessitamos voltar a Jesus, não nos esqueçamos, em momento algum, de que a adesão à proposta espírita é compromisso de auto-iluminação. Não estranhemos as provas, não relacionemos as dificuldades, não reclamemos a chuva de calhaus ou os espículos do solo que nos ferem os pés. Sem qualquer masoquismo, aquele que elege Jesus compreende que é no sacrifício, filho dileto do amor, que encontrará a sua plenitude. Não temos outro roteiro a seguir senão aquele que foi percorrido pelo incomparável Benfeitor de todos nós. Uni-vos cada vez mais. Que as vossas discussões permaneçam no campo ideológico, respeitando- vos uns aos outros mesmo quando litigantes, e aceitando o resultado da opinião majoritária.
Fidelidade a Jesus e a Allan Kardec é a proposta de sempre nestes 144 anos de divulgação da abençoada Doutrina Espírita. Fiéis aos postulados da Codificação, demos direito aos outros de se movimentarem nos níveis de consciência em que se encontram sem nos perturbarmos com qualquer expressão aguerrida de combate ou de destruição.
O Senhor não deseja a morte do pecador mas o desaparecimento do pecado. Vós – como nós outros – que amais a Jesus, esculpi-O em vosso Espírito, avançando com segurança para os dias de amanhã e apreendendo com as experiências do cotidiano e não repetir equívocos e, quando esses ocorram, a vos levantardes seguindo confiantes porque se o hoje é o nosso dia, amanhã é o momento da nossa paz. Na grande crise moral que se apresenta com as terríveis conseqüências da hecatombe momentânea e de outras que por certo virão, sede vós aqueles que permanecereis em paz, amando a todos, a todos ajudando e tornando-vos, hoje melhor do que ontem, amanhã melhor do que hoje, em luta contínua contra as más inclinações.
Os companheiros Espíritos--Espíritas que mourejaram nesta Casa e outros que vos acompanharam de vossas cidades aqui estão conosco repetindo como nos dias gloriosos do martirológio:
– Ave Cristo! Aqueles que aqui desejamos servir-Te oferecemos as nossas vidas e o nosso amor.
Muita Paz meus filhos, que o Senhor nos prodigalize bênçãos, são os votos do servidor humílimo e paternal, de sempre,
Bezerra
Muita Paz!

(Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo P. Franco, no encerramento
da Reunião Ordinária do Conselho Federativo Nacional, na Sede da Federação
Espírita Brasileira, no dia 11 de novembro de 2001, em Brasília, DF.)
Nota: Texto revisto e título dado pelo Autor espiritual. l
Fonte: Reformador - Ano 119 / Dezembro, 2001 / Nº 2.073

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Luciano Dudu