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REENCARNAÇÕES DE EMMANUEL

18 de ago de 2010

Comentários de Luciano Dudu:
Estimado leitor, eu gosto muito do livro de onde retirei este artigo sobre Emmnauel e Chico Xavier.
Eu acompanho a vida de Chico Xavier desde a minha época de mocidade, e isso faz muito tempo rs. 
Quando eu residia em Tupaciguara MG, e tive o privilégio  de frequentar  o Centro Espírita  Amor e Fé, eu costumava brincar  com os confrades e dizer que  além de ser kardecista eu era CHIQUISTA.
Em toda oportunidade que era convidado para fazer preleções nas casas espíritas da cidade eu nunca deixava de contar um caso do saudoso Chico Xavier. 
Eu resolvi  compartilhar com vocês um texto do médico Dr Elias Barbosa, um grande amigo de Chico Xavier que também residia em Uberaba.
Eu recomendo a leitura do livro " Entrevistas F. C . Xavier/ Emmanuel 
Boa leitura e reflexão
Luciano Dudu
Segue abaixo texto do Dr. Elias Barbosa.
 "Vai para mais de um lustro, dirigimo-nos ao médium Francisco Cândido Xavier,
observando:
– Chico, dentro de alguns meses, terei material para formar um volume de Chico
Xavier, ele mesmo.
E o nosso amigo anotou:
– O que é isso, meu caro? Não existe Chico Xavier, ele mesmo. Se é que eu tenha
que existir, será Chico Xavier/Emmanuel, porque, de mim mesmo, em matéria de
edificação espiritual, nada posso subscrever de vez que o nosso benfeitor da Vida
Maior é que nos supervisiona a organização medianímica. Seria eu mais do que
ousado se lhe subtraísse o nome em qualquer expressão construtiva, que nos
saísse dos recursos verbais, seja no transe propriamente mediúnico, tanto quanto
em quaisquer outras circunstâncias.
Deixamos que o tempo corresse, e nunca mais nos referimos ao assunto com o
médium, até que, há poucas semanas, a direção do ANUÁRIO ESPIRITA, de
Araras, Estado de São Paulo, solicitou-lhe permissão para que se organizasse um
volume com algumas de suas entrevistas, todas ainda não lançadas em livro, e
algumas transmitidas em emissoras do interior mineiro e de S. Paulo, praticamente
inéditas para o restante do País.
Houve permissão pare o cometimento, desde que a volume fosse apresentado como
tarefa mediúnica, e eis agora o livro pronto, absolutamente pronto para estudo e
contentamento de todos nós, os leitores.
O índice de nomes e assuntos, ao final do volume, guarda a finalidade de orientar os
estudiosos da Doutrina Espírita, facilitando consulta rápida, sobre os mais variados
assuntos abordoados com rara felicidade.
As notas de rodapé, sucintas ao máximo, foram co-locadas com vistas à
documentação das peças que compõem o volume, fixando principalmente, as fontes
de publicação e os nomes dos entrevistadores.
FRANCISCO CÂNDlDO XAVIER, que desde 1932, após o lançamento do "Parnaso
de Além-Túmulo", vem sendo manchete de jornais e revistas brasileiros, e de muitas
publicações estrangeiras, nasceu em Pedro Leopoldo, Minas Gerais, a 2 de Abril de
1916. EMMANUEL, ao tempo de Jesus, se chamou Públio Lentulus e ao que se
sabe, foi a única autoridade que efetuou perfeita descrição dele, o Cristo, através de
célebre carta (1), publicada em numerosas línguas, autêntica obra-prima no gênero;
pessoalmente encontrou-o, solicitando-lhe auxílio na cura de uma filha enferma (2);
desencarnou em Pompéia, no ano de 79, vítima das lavas do Vesúvio, e anos
depois, reencarnou na Judéia, desenvolvendo-se-lhe grande parte da vida, em
defeso, já não mais sob a toga de orgulhoso senador romano e sim na estremenho
do modesto escravo Nestório, que, na idade madura, participava das reuniões
secretas dos cristãos nas Catacumbas de Roma (3).
Estamos informados de que foi ele próprio, EMMANUEL, o mentor espiritual que
todos respeitamos, que, em 18 de Outubro de 1517, em Sanfins, Entre-Douro-e-
Minho, Portugal, renasceu com o nome de MANOEL DA NÓBREGA (4), filho do
desembargador Baltazar da Nóbrega e sobrinho de um Chanceler do Pais, quando
reinava D. Manoel I, o "Venturoso“, para cumprir a excelsa missão de preparar com
outros missionários religiosos daquele tempo a fundação cristã do Brasil.
Inteligência privilegiada, ingressou na Universidade de Salamanca, Espanha, aos
dezessete de idade, e com vinte e um, inscreve-se na Faculdade de Cânones da
Universidade de Coimbra, freqüentando as aulas de direito canônico e de filosofia; a
14 de Junho de 1541, em plena mocidade, recebe a láurea doutoral, sendo, então
considerado "doutíssimo Padre Manoel da Nóbrega" pelo Doutor Martim Azpilcueta
Navarro.
E tão importante se torna a tarefa do primeiro escritor brasileiro, no dizer de Antonio
Soares Amora (5), em plagas brasileiras, que José Mariz de Moraes chega a afirmar:
"D. João III, Tomé de Souza e Nóbrega são os primeiros fundadores do Brasil : um
deu a lei, o outro o braço e o outro a fé, à Pátria menina e a menina de seus olhos"
(6). Com efeito, segundo o Padre Antônio Fernandes, SJ., "o Padre Manoel da
Nóbrega é o principal fundador de São Paulo. Foi ele quem estudou e escolheu o
local, quem se entendeu com João Ramalho, Tibiriçá e Caiubi, quem inaugurou ali a
catequese e a aldeia nova; quem nomeou o pessoal dirigente e docente do Colégio
e lhe designou o dia da abertura". (7)
Como sabemos, a fundação da Metrópole Nobreguense se deu a 25 de Janeiro de
1554. A propósito, pergunta o ilustre historiador paulista Tito Lívio Ferreira "Por que
teria Padre Manoel da Nóbrega escolhido esse dia para fundar a cidade de São
Paulo dentro de uma Escola, fato ímpar na História do Mundo? Porque 25 de janeiro
é o dia da Conversão do Apóstolo São Paulo. Nesse casa, é um ato deliberado de
sua vontade. E a homenagem prestada pelo discípulo ao mestre – ao mestre cuja
palavra, cujo entusiasmo, cuja ação, servem de modelo, norma e guia ao discípulo.
E a homenagem do universitário Manoel da Nóbrega ao universitário Paulo de
Tarso, numa sala de aula, dentro de uma Capela. E por isso mesmo sintetizei, neste
final de soneto por in escrito, esse momento glorioso da fundação da Metrópole
Nobreguense :
E assim Manuel da Nóbrega fundaste,sob o sinal de Cristo e numa Escola,
esta SÃO PAULO DE PIRATININGA." (8)
Para concluir nossas observações em torno do fundador de São Paulo, o grande
Estado que hoje mais lhe divulga as páginas enviadas do Além, pedimos vênia para
transcrever as palavras com que o historiador paulista a cuja autoridade recorremos
nestes apontamentos, encerra a obra citada : "Padre Manoel da Nóbrega fundara o
Colégio do Rio de Janeiro. Dirige-o com o entusiasmo de sempre. A 16 de outubro
de 1570, visita artigos e principais moradores. Despede-se de todos, porque está,
informa, de partida para a sua Pátria. Os amigos estranham-lhe os gestos.
Perguntam-lhe para onde vai. Ele aponta para o Céu. No dia seguinte, já não se
levanta. Recebe a Extrema Unção. Na manhã de 18 de outubro de 1570, no próprio
dia de seu aniversário, quando completava 53 anos, com 21 anos ininterruptos de
serviços ao Brasil, cujos alicerces construiu, morre o fundador de São Paulo. E as
últimas palavras de Manoel da Nóbrega são: "Eu vos dou graças, meu Deus,
Fortaleza minha, Refúgio meu, que marcastes de antemão este dia para a minha
morte, e me destes a perseverança na minha religião até esta hora". E morreu sem
saber que havia sido nomeado, pela segunda vez, Provincial da Companhia de
Jesus na Brasil, a terra de sua vida, paixão e morte. (9)
Sobre Chico Xavier, conquanto já existam várias obras a respeito de sua vida e obra
mediúnica, queremos apenas acrescentar o seguinte : depois de quarenta e cinco
anos de contínua atividade mediúnica, Chico Xavier é o mesmo dos primeiros dias,
no que tange à fidelidade a Jesus e a Allan Kardec; não obstante venha recebendo
mil e uma homenagens (10), principalmente após o lançamento da centésima obra
psicografada, de inúmeras comunidades brasileiras, ele permanece o mesmo Chico
Xavier dos tempos bicudos de perseguição aberta – humilde, dentro de sua
autenticidade de que sempre deu mostras, desde a mais tenra idade física, no atual
período reencarnatório; Chico Xavier, ele mesmo, inconfundível, profundamente
humano, apesar de viver na condição de ponte entre a Terra e a Espiritualidade
Superior; entusiasta do progresso tecnológico e das reivindicações sadias da
juventude, apaixonado pelas realizações da Ciência, defensor de todas as correntes
religiosas e ardoroso batalhador da Doutrina Espírita, constituindo-se em exemplo
vivo do Espírita evangélico por excelência, homem inter-existente, no dizer de
J.Herculano Pires (11).
Se o leitor conseguir alcançar os resultados positivos que atingimos com o
manusear dos originais da presente obra, damo-nos, editores e nós, por satisfeitos
com a nossa tarefa, rogando-lhe, porém, desculpas pelo senões que decerto
venham a existir ao longo de todo o livro, ao mesmo tempo que auguramos feliz
viagem através do território fértil das Entrevistas que ora lhe colocamos nas mãos".
 
ELIAS BARBOSA
Uberaba, 5 de Dezembro de 1971.
Fontes de Elias Barbosa :
(1) Cf. Almerinda Rodrigues de Melo, “Para Conhecer e Amar Jesus”, 2.a edição,
1936, autorizada por D. Duarte Leopoldo e prefaciado por Carolina Ribeiro; e
Reynaldo Kunts Busch. “Padre Manoel da Nóbrega, Missionário e Educador”, São
Paulo, 1970, pág. 28 (2) Nota do próprio Emmanuel, em seu livro "Há Dois Mil
Anos”.
(3) Cf. Emmanuel, “50 Anos Depois".
(4) Informação do próprio Emmanuel, em vários comunicados através do médium
Xavier.
(5) “História da Literatura Brasileira”, Edição Saraiva, 1957, pág. 25, Apud Clóvis
Tavares, “Trinta Anos com Chico Xavier”, Edição Calvário, "o Paulo, 1967, pág. 209
(6) Apud Tito Lívio Ferreira, “0óbrega e Anchieta em São Paulo de Piratininga“
(Edição comemorativa do IV Centenário da Morte da Padre Manoel da Nóbrega),
Conselho Estadual de Cultura, São Paulo, (prefácio datado de maio de 1970), pág.
43.
(7) Idem, Ibidem, pág. 47.
(8) Tito Lívio Ferreira, Op. cit., pág. 47.
(9) Tito Lívio Ferreira, Op. cit., pág. 102. Além das 49 referências bibliográficas
citadas por Tito Lívio Ferreira, às págs. 105-106, ousamos acrescentar as seguintes,
para os estudiosos espíritas: Clovis Tavares, “Amor e Sabedoria de Emmanuel“,
Edição Calvário, São Paulo, 1970; Reynaldo Kunts Busch, "Padre Manoel da
Nóbrega, Missionário e Educador“, São Paulo, 1970.
(10) O povo de Pedro Leopoldo, sob o amparo da Câmara Municipal, em decisão de
27 de Outubro de 1971, quer prestar a Chico Xavier excepcionais homenagens em
praça pública, entusiasmado com a repercussão que obteve o "Pinga-Fogo" de 27-7-
71, na TV Tupi, Canal 4 de São Paulo, homenagens essas que o médium, sem
alterar o seu trabalho do dia-a-dia, agradeceu sem aceitar.
(11) Cf. J. Herculano Pires, "O Ser e a Serenidade" (Ensaio de Ontologia
Interexistencial), Edicel, São Paulo, MCMLXVI; e Irmão Saulo, "Diário de S. Paulo",
21-11-71, seção "Chico Xavier pede licença (Um Aparte do Além nos Diálogos da
Terra)", "Chico Xavier na PUC".

Fonte: Texto extaído do livro : Entrevistas: Francisco Cândido Xavier / Emmanuel

1 comentários:

Anônimo disse...

SÓ ACREDITO QUE ELE FOI SENADOR. AGORA AS OUTRAS ENCARNAÇÕES NÃO DOU CRÉDITO. OPINIÃO MINHA!

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Luciano Dudu