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DOAÇÃO DE ORGÃOS/TRANSPLANTES

21 de set de 2010


( Entrevista gravada pela TV Tupi, canal 4, de São Paulo, realizada pelo repórter Saulo Gomes com o médium Chico Xavier na Comunhão Espírita Cristã, Uberaba (MG), a 5 de agosto de 196S. Transcrita do "Anuário Espírita", 1969.) 
 

16 – JOÃO BOIADEIRO: CAUSA MORTIS
 
P – Que opinião deram os amigos espirituais sobre a causa da morte de nosso João Boiadeiro, o primeiro doente que recebeu transplante de coração no Brasil?

 
Resposta de F. C Xavier
  A esse respeito ouvi particularmente dois amigos, médicos desencarnados, o Dr. Adolfo Bezerra de Menezes e nosso amigo André Luiz, que foi médico muito distinto do Rio de Janeiro. Os dois guardam a mesma opinião geral, informando que o problema é de rejeição. Portanto, um ponto coincidente com aquele assinalado por todos os grandes mestres, como Zerbini, especialmente, nosso médico brasileiro.



17 – OS TRANSPLANTES E A SUA SEGURANÇA




P – Os mesmos amigos espirituais, no caso, apresentam alguma idéia para segurança e êxito na operação desta natureza? 




Resposta de F. C Xavier
 Esses dois amigos nossos, nos disseram que, por enquanto, é impossível que a Ciência determine a causa destas dificuldades – não vamos dizer fracassos – porque a causa de tudo isso remonta ao corpo espiritual, e não podemos exigir que a Ciência abrace afirmativas nossas, sem experimentação positiva. Mas a Ciência vencera o problema. O Dr. Bezerra de Menezes, que é um grande médico na Espiritualidade Maior, diz que precisamos considerar o problema, por uma questão de deontologia medica, em dupla face: o problema do doador e do receptor. Diz ele que a Ciência Médica aperfeiçoara os processos da chamada ressuscitação cardio-pulmonar-externa, através de massagens mais aperfeiçoadas e equipamento elétrico seguro para a defesa do doador. Feito esse trabalho de defensiva, o eletro encefalograma assinalará o silêncio cerebral, ocorrido com a desencarnação. Passamos, então, ao problema da vitória para o receptor. Diz ele que, não podemos esquecer, a Ciência Médica contornará o problema com os recursos imunológicos mais perfeitos e talvez com o concurso da hipnose com orientação científica, que poderá colaborar muito a Benefício do êxito do receptor. Ele acrescenta, porem, que uma ala muito grande da medicina, com muita propriedade e segurança de atitude, pugna pelo fabrico de órgãos de plásticos e que isso é um problema a ser considerado com urgência para benefício de todos, porque à medida que progredirmos na indústria, vamos dizer, de órgãos de plásticos, nós poderemos diminuir o problema da angústia no campo dos doadores.





18 – A NATURALIDADE DOS TRANSPLANTES 

P – Seria esta, portanto, mestre Chico Xavier, a opinião dos amigos espirituais acerca dos transplante de órgãos ?





Resposta de F. C Xavier
– Justamente. Eles dizem que isso é um problema da Ciência muito legítimo;
assim, como nós utilizamos o motor de um carro, com os demais implementos

estragados, num outro carro que esteja com seus implementos perfeitos mas com o motor inutilizado. Não podemos comparar o homem com o automóvel, mas podemos adotar o símile para compreender que o transplante de órgãos é muito natural e deve ser levado adiante.




P – Os espíritos acreditam que o transplante de órgãos seja contrário às leis naturais? 

Resposta de F. C Xavier
– Não. Eles dizem que, assim como nós aproveitamos uma peça de roupa, que não tem utilidade para determinado amigo, e esse amigo, considerando a nossa penúria material, nos cede essa peca de roupa, é muito natural, ao nos desvencilharmos do corpo físico, venhamos a doar os órgãos prestantes a companheiros necessitados deles que possam utilizá-los com segurança e proveito. 
 


19 – TRANSPLANTES E CORPO ESPIRITUAL 




P – Há uma pergunta que nós queremos ler com muita atenção. Mestre, dizem os espíritos que o corpo físico é uma duplicata do corpo espiritual; no transplante do coração não haverá um choque entre a existência do órgão que permaneceu no corpo astral ao lado do que foi substituído? 

Resposta de F. C Xavier
– Por isso mesmo que o nosso amigo André Luiz considera a rejeição como um problema claramente compreensível, pois o coração do corpo espiritual está presente no receptor. O órgão astral, vamos dizer assim, provoca os elementos da defensiva da corpo, que os recursos imunológicos em futuro próximo, naturalmente, vão sustar ou coibir.



20 – O FENOMENO DA MORTE E A SITUAÇÃO DO DOADOR 

P – Que pensar da situação do doador de órgãos, no momento da morte, uma vez que seu instrumento físico se viu despojado de parte importante? 

Resposta de F. C Xavier
 – E o mesmo que sucede com uma criatura que cede seus recursos orgânicos a um estudo anatômico, sem qualquer repercussão no espírito que se afasta – vamos dizer, de sua cápsula material. O nosso amigo André Luiz considera que, excetuando-se determinados casos de mortes em acidentes e outros casos excepcionais, em que a criatura necessita daquela provação, ou seja, o sofrimento intenso no momento da morte, esta de um modo geral não traz dor alguma porque a demasiada concentração do dióxido de carbono no organismo determina anestesia do sistema nervoso central, diz ele. Estou falando como médium, que ouve esses amigos espirituais; não que eu tenha competência médica para estar aqui, pronunciando-me em termos difíceis.
Eles explicam que o fenômeno da concentração do gás carbônico no organismo alteia o teor da anestesia do sistema nervoso central provocando um fenômeno que eles chamam de acidose. Com a acidose vem a insensibilidade e a criatura não tem estes fenômenos de sofrimento que nós imaginamos. O doador, naturalmente, não tem, em absoluto, sofrimento algum.

21 – O TRABALHO MÉDICO E OS ESPIRITOS 

P – Os espíritos, por acaso, Mestre Chico Xavier, auxiliam doadores e receptores de órgãos, bem assim como as equipes cirúrgicas que se empenham em tão duras tarefas? 

Resposta de F. C Xavier
– Auxiliam e muito. Os espíritos amigos deixem que a missão do médico se reveste de tamanha importância que, ainda mesmo o médico absolutamente materialista está amparado, pelas forças do mundo superior, a beneficio da saúde humana. Nós não podemos esquecer, também, que outros médicos que desencarnaram na Terra, passam a estudar a medicina em outros aspectos, em aspectos mais evoluídos, na mundo espiritual, e se reencarnam com determinadas tarefas. Há tempos ouvi o Espírito de um médico amigo, que conheci muito em Belo Horizonte, e que era devotado à cancerologia. Ele informou-me que, no espaço, está estudando a cancerologia desdobrada em outros aspectos e outros fenômenos, pretendendo se reencarnar dentro em breve tempo, para estar conosco, em princípios do século futuro, aperfeiçoando as técnicas e estudos da cancerologia na Terra. 
 


22 – A MORTE DO DOADOR 

P – Qual a situação de um doador de órgãos após a intervenção cirúrgica, Chico Xavier, uma vez constatada sua desencarnação? 

Resposta de F. C Xavier
– É uma situação pacifica, porquanto, o fenômeno é igual ao daqueles amigos nossos, às vezes jovens que serão, amanhã grandes médicos, grandes anônimos, benfeitores da Humanidade, que cedem suas vísceras a uma sala de anatomia para benefícios dos cientistas.



23 – DOADOR E RECEPTOR NO PLANO ESPIRITUAL 

P – Podemos imaginar um possível encontro entre doador e receptor de órgãos no mundo espiritual – Mestre Chico – como por exemplo, no caso do operário Luiz Ferreira Barros e do boiadeiro Jorro Ferreira da Cunha, agora, também desencarnado? 

Resposta de F. C Xavier
 Acreditamos que eles ganharam, com isso, um mundo de vibrações simpáticas e o reconhecimento, que nós todos devemos a esses dois pioneiros, porque nós não os consideramos como mortos, mas, sim, como espíritos eternos.





24 – SOBREVIDA 

P – Os espíritos falam que uma pessoa que esteja sofrendo agora, está resgatando faltas do passado; no caso de um transplante de órgãos, como este, terá obtido, o enfermo um novo merecimento?




Resposta de F. C Xavier
 – Perfeitamente. Acreditamos, com segurança que os dois se encontraram e
devem desfrutar, entre os amigos espirituais, de uma posição de muita simpatia, pois ambos serviram, no Brasil, para uma experiência demasiadamente importante para a Ciência do nosso país. No caso da receptor, sim. Ele terá adquirido uma sobrevida, determinando moratória de extraordinário valor para ele. O nosso amigo, que foi beneficiado em S. Paulo viveu, segundo notícias que temos, 30 dias, não sei bem. Mas, é uma sobrevida extraordinária para uma criatura que tem muitos negócios, muitos assuntos a realizar e com um mês, com vinte dias, pode solucionar enormes problemas e partir com muita serenidade, muita alegria, para o mundo espiritual. 




P – E no caso – eu peço licença para fazer um desdobramento desta pergunta daquele que não tem muitos negócios, como no caso de João Boiadeiro? 

Resposta de F. C Xavier
 – Nós devemos considerar este homem como um amigo, um benfeitor da Humanidade, que serviu para nós todos, como modelo para uma experiência aproveitável para as criaturas de grandes negócios, que interferem no destino de muita gente.
Fonte: Extraído do livro "Entrevistas Francisco Cândido Xavier / Emmanuel", - Editora Ide 
Imagem - Google

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Luciano Dudu