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YVONE A PEREIRA - FALA SOBRE PSICOGRAFIA

11 de out de 2010


Fiel leitor, é com uma enorme satisfação que começaremos a postar no blog, entrevistas concedidas pela médium Yvone Amaral Pereira.
São assuntos interessantes, que eu tenho certeza que irá nos auxilair na  compreensão de assuntos relacionados a  mediunidade.A primeira postagem ela irá falar sobre mediunidade de psicografia e  de suas obras psicografadas.  Apreciem as entrevistas  de Yvone Amaral Pereira
Boa Leitura e reflexão.
Luciano Dudu

Material extraído do livro Pelos Caminhos da Mediunidade Serena.

Apesar de Yvone do Amaral Pereira, ser conhecida no movimento espírita desde o ano de 1955, somente em 1972 a imprensa espírita publicaria uma entrevista sua. È que ela era arredia a qualquer publicidade. Não gostava de falar de si mesma, muito menos da sua mediunidade. Quando entrevistada pedia que as perguntas lhe fossem dadas com antecedência para evitar quaisquer exageros. A primeira que trazemos, aqui, é também a primeira entrevista concedida por ela. Publicada na Revista Internacional do Espiritismo, de maio de 1972, revela detalhes sobre a recepção dos livros mediúnicos, a interferência do médium nas comunicações e a relação existente entre parapsicologia, psicologia e espiritismo dentre outros assuntos.
 

RIE- Ao receber a mensagem do além, para seus livros você fica consciente do que escreve ou só reconhece ao terminar? 

Resposta de Yvone Pereira:
  
A obtenção de um livro mediúnico é trabalho árduo, que mobiliza todas as forças mentais e psíquicas do médium a serviço do agente comunicante, pois é transmissão de pensamento a pensamento. Nem todos os médiuns têm a mesma característica para a recepção desse gênero de trabalho. No que me diz respeito, sofro transe pronunciado, embora não completo. Tenho consciência de mim mesma, mas de qualquer rumor exterior me poderá perturbar. Por essa razão, só escrevo altas horas da noite. Vou lendo o que escrevo como se tratasse de um folhetim que me apresentam. O impulso do braço é atordoamento é ligeiro sem ser veloz. Às vezes, ouço o murmúrio do ditado, como se o espírito comunicante falasse aos meus ouvidos, o que facilita a recepção. Se a obra é de difícil captação, como Memória de um suicida e Nas voragens do Pecado, o impulso vibratório do braço é menos rápido. Perco a noção do que me rodeia, mas não de mim mesma; somente me apercebo da tarefa que executo, por isso necessito de silencio e tranquilidade. Às vezes, vejo as cenas que estou descrevendo, mas só me inteiro do conteúdo da obra, verdadeiramente, depois da sua publicação.
 

RIE- Quantas obras já publicou e quais os seus autores?  

Resposta de Yvone:

Publicados tenho apenas onze, mas possuo várias inéditas, esperando oportunidade para virem a lume. Os autores são os espíritos de Adolfo Bezerra de Menezes, Camilo Castelo Branco, Charles, cujo sobrenome ainda eu desconheço, e Léon Tolstoi. Nessas onze obras, estão incluídas as duas constantes do volume “Nas telas do Infinito” e as duas constantes do volume” Dramas da obsessão”.
 
Nota de esclarecimento:
Além de referir-se, aqui, às obras de que melhor será tratado mais a diante, Yvonne também se referia ao livro “Sublimação", contendo contos dos espíritos Charles e Léon Tolstoi, que seria publicado no ano de 1973, um ano depois, portando da presente entrevista. Nas telas do infinito – é composta de duas novelas: “Uma história triste”, de Bezerra de Menezes, e “O tesouro do castelo”, de Camilo Castelo Branco. O livro “Dramas da obsessão” ditado pelo espírito Bezerra de Menezes, divide-se em duas histórias Leonel e os Judeus e A severidade da Lei.
 

RIE- Como e quando começou a psicografar?
 
Resposta de Yvone Pereira:
 
Aos doze anos de idade  eu já escrevia impulsionada pelos espíritos, sem, contudo, ter verdadeira noção do fenômeno. Sou criada em ambiente espírita desde o berço e por isso o fato nunca me impressionou. Sentia indomável impulso no braço e atordoamento, sem, no entanto, se verificar o transe, e isso fora mesmo de sessões práticas. Desejava parar de escrever e não conseguia. O fenômeno parece que se processava pela psicografia mecânica. E via o espírito comunicante, que se nomeava Roberto, afirmando ter vivido na Espanha, pelo século XIX. Nunca procurei desenvolver a mediunidade ou a provoquei. Apresentou-me ela, naturalmente, desde a infância. Apenas procurei imprimir-lhe o rumo conveniente, educando-me na moral evangélica e nas disciplinas recomendadas pela doutrina espírita. E comecei a psicografar livros ainda em minha juventude, recebendo o primeiro convite ao trabalho e as necessárias instruções do espírito Camilo Castelo Branco, que desde minha infância se revelou um grande amigo espiritual. Qualquer entidade que conceda uma obra psicografada convida o médium (não ordena) e fornece instruções. Sem esse convite será difícil, senão impossível, conseguir-se alguma coisa autêntica. Pelo menos é o que acontece comigo.
 

Fonte: Pelos caminhos da Mediunidade Serena/ Yvone do Amaral Pereira – 1ª Ed., 1ª reimp. – São Paulo, SP: Lachâtre, 2007, pag.24-26. Imagem: Google

2 comentários:

Blogger vídeos disse...

Adoro o trabalho dessa mulher, nos deixou obras maravilhosas, quem dera tivéssemos mais Yvonnes nos dias de hoje!.

Dudu parabéns pelo Blog!

Abraços.

julio Cesar Ferreira disse...

Muito esclarecedor esse seu blog, desde que comecei na DE tudo que me deixe mais informado dentro do crivo segundo o LE me deixa mais e mais contente de estar me tornando um espírita!
Abraços

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