Vídeo de divulgação da História e o Espiritismo

.

.

Seja bem vindo

Seja bem vindo

Mapa

free counters

Total de visualizações de página

Seguidores

A MEDIUNIDADE NOTÁVEL DE DANIEL DUNGLAS HOMER

17 de nov de 2010


Fiel leitor, trouxemos para nosso estudo, mais um caso notável de mediunidade.
Este caso é contemporâneo a vida de Allan Kardec.
Nós iremos tratar a seguir da vida do médium Mr. Homer.
Allan Kardec se referiu a ele, dentre outras oportunidades, no item 16, do capitulo II (O maravilhoso e sobrenatural), de o livro dos médiuns:
Apreciem a história do médium Mr. Homer.
Boa Leitura.
LUCIANO DUDU



Múltipla mediunidade

Retornemos em nossa cronologia, mais especificamente em 1.833, quando em Currie, lugarejo próximo à cidade de Edimburgo, Escócia, reencarnava Daniel Dunglas Home (1833-1886). Seu pai pertencia à classe operária. Ainda crianças ele foi adotado por uma tia. Quando o menino completou nove anos, ela mudou-se para os Estados Unidos, estabelecendo-se em Connectictu. 
Ainda na adolescência ele teve suas primeiras experiências mediúnicas. Aos dezessete anos, portanto, em 1850 , ocorreram “raps” (batidas) e móveis eram arrastados no ambiente doméstico, sem que conseguissem uma explicação satisfatória. Tal situação levou sua tia, que era presbiteriana, a expulsá-lo alegando que ele tinha trazido o “diabo” para dentro de casa. 
Daniel passou a viver na casa de amigos, sempre mudando. Nos lares em que morou realizava sessões para apresentar suas capacidades mediúnicas. Os historiadores informam que ele jamais cobrou por sessões realizadas embora vivesse de favor. 
Por fim chegou à Nova York e lá foi testado por Judge Robert Hare, pelo juiz Edmonds e o professor David Wells (? -?), lotado em Harvard; os pesquisadores confirmaram sua capacidade de realizar fenômenos mediúnicos, Neste ponto de sua vida, Daniel já realizava cura e levitava, e com o amadurecimento adquirido tinha se tornado uma pessoa simpática e carismática. Com o surgimento de alguns problemas de saúde Daniel procurou ajuda médica e foi diagnosticado tuberculose. Os médicos então sugeriram sua mudança para Inglaterra em busca de profissionais mais preparados para atendê-lo. O médium chegou a Liverpool em abril de 1855. 
Na Inglaterra, apesar de sua precária condição de saúde (o pulmão esquerdo já estava parcialmente comprometido), Daniel encontrou-se de repente no foco das atenções, e, apesar de sua situação financeira limitada, permaneceu fiel à sua consciência. “fui mandado em missão. Essa missão é demonstrar a imortalidade. Nunca recebi dinheiro por isso e jamais o receberei.” 
Por orientação de Mary B. Hayden, a pioneira que levou o espiritualismo moderno dos Estados Unidos para a Inglaterra, sobre a qual nos referimos no capítulo 18, da primeira parte, desta unidade (volume II), Daniel hospedou-se no Cox’s Hotel. O Sr. Cox (? -?) era simpatizante das demonstrações de mediunidade e franqueou seu estabelecimento para as sessões. 
Entre os participantes de uma das primeiras reuniões estava o cientista escocês David Brewster (1781-1868); o advogado, também escocês Henry Peter, conhecido como Lorde Brougham (1.778-1868); o proprietário do imóvel, Sr. Cox e o médium. O cientista depois escreveu uma carta para sua irmã, onde afirmava: 
“Nós quatro sentamo-nos a uma mesa de tamanho retangular, e cuja estrutura nos tinham convidado o examinar. Em pouco tempo a mesa fez esforços e um tremor percorreu os nossos braços; esses movimentos cessavam e recomeçavam ao nosso comando. As mais incontáveis batidas se produziram em várias partes da mesa e esta se ergueu do chão quando não havia mãos sobre ela. Outra mesa maior foi utilizada e produziu os mesmos movimentos (...)” 
“(...) Uma pequena sineta foi posta no chão, sobre o tapete, de boca para baixo; depois de algum tempo ela soou sem que ninguém a tivesse tocado. Acrescenta ele que a sineta veio para ele e se colocou em suas mãos; depois fez o mesmo com Lorde Brougham. E concluiu:” Estas formas as principais experiências. “Não poderíamos explicá-las nem imaginar por que espécie de mecanismo poderiam ter sido produzidas”. 
Depois de sair do hotel, Daniel mudou-se para a casa do rico advogado Jonh S Rymer (? -?), onde foi visitado por Robert Owen, que àquela altura já tinha mudado sua opinião sobre o materialismo. 
Em 1857, Home, depois de passear rapidamente pela Itália, foi para a França. Lá foi convidado por Napoleão III, e com a imperatriz Eugênia, que segurou a mão de um Espírito e nele reconheceu o seu falecido pai materializado, por uma deformidade que ele possuía no dedo. 
Daniel não ficou muito tempo na França, por questões pouco esclarecidas em relação ao seu envolvimento com a nobreza ele teve que sair do país. 
Em seguida foi para a Rússia, tendo sido recebido pelo Czar Alexandre II (1.818-1881), do qual se tornou grande amigo. O Imperador Russo abençoou o casamento de Daniel com Alexandrina de Kroll (? -?). O padrinho de seu casamento foi o novelista Francês Alexandre Dumas – o pai (1802-1870), autor de Os três mosqueteiros. 
Alexandrina contraiu tuberculose de Home e faleceu em 1862. Tempos depois ele se casaria novamente com uma russa de origem nobre, que viria a ser sua biógrafa. 
Novamente Daniel se encontrava em difícil situação financeira. Retornou para os Estados Unidos e tentou a carreira de declamador de textos e poesias, mas, sentindo a pouca possibilidade de sucesso retornou a Inglaterra em 1.866.


Deste retorno extraímos registro de Arthur C. Doyle: 
“No mesmo ano Home foi levantado em casa de Mrs. Miller Gibson, em presença de Lorde e Lady Clarence Paget, tendo o Lorde passado as mãos por baixo de Home, a fim de se certificar do fato. Poucos meses mais tarde, Mr. Wasson, advogado de Liverpool com sete outros, assistiram ao mesmo fenômeno. Diz ele:” Mr. Home atravessou a mesa, passando por cima das cabeças das pessoas sentadas em sua volta. “E acrescenta: Alcancei a sua mão a sete pés do solo e dei cinco ou seis passos enquanto ele flutuava no espaço, acima de mim.” E mais à frente: 
“Em 1866 Mr. E Mrs. Hall Lady Dunsany e Mrs. Sênior; na casa de Mr. Hall viram Home, com o rosto transfigurado e brilhante, ergue-se duas vezes até o teto e deixar uma cruz, feita com lápis, na segunda levitação, de modo a assegura às testemunhas que não eram vitimas de sua própria imaginação”. 
Em 1868, na presença do parlamento escocês James Ludovic Lindsay (1847-1913), depois nomeado Lorde Crawford, abaixo tratado como Lorde Lindsay; do jornalista irlandês Windham Thomas Wyndham-Qin (1841- 1926), depois nomeado Lorde Adare; e o capitão irlandês Charles Bradsteet Wynner (1835-1890); o médium realizou sua mais espantosa sessão, que pela importância que assumiu na história da mediunidade, não podermos deixar de extrair a descrição completa dos fatos do livro História do Espiritismo, de Arthur C. Doyle, a narração dos fatos coube ao Lorde Adare: 
“(...) ocorrência de 16 de dezembro daquele ano, quando em Ashley House, em estado de transe, Home flutuou do quarto para a sala de estar, passando pela janela, a setenta pés acima da rua. Depois de chegar à sala, voltou para o quarto com Lorde Adare e, depois que este observou que não compreendia como Home poderia ter passado pela janela, apenas parcialmente levantada, ele me disse que se afastasse um pouco. Então o seu corpo aparentemente rígido e quase na horizontal. Voltou novamente, com os pés para frente. Tal informação dada por Lorde Adare e Lorde Lindslay. Diante de sua publicação, o Dr. Carpenter, que gozada de uma reputação nada invejável por uma perversa oposição a tudo quanto se relacionava com este assunto, escreveu exultante indicando que havia uma terceira testemunha que não tinha sido ouvida, admitindo sem o menor fundamento que o depoimento do Capitão Wynne seria em sentido contrario. Por fim que um simples cético honesto declara que Mr. Home esteve sentado todo o tempo em sua cadeira, afirmação que apenas pode ser tomada como falsa. Então o Capitão Wynne escreveu corroborando os outros depoimentos e acrescentando: Se o senhor não acredita na prova corroborante de três testemunhas insuspeitas, então será o fim de toda a justiça e das cortes da lei.”


Durante sua estadia na Europa, Daniel recebeu visitas de Allan Kardec e Willian Crookes, falaremos sobre ele no capitulo 13 incluído nesta parte.
Allan Kardec se referiu a ele, dentre outras oportunidades, no item 16, do capitulo II (O maravilhoso e sobrenatural), de o livro dos médiuns: 
“(...) ora a suspensão etérea de corpos graves é um fato explicado pela lei espírita; disso formos pessoalmente testemunha ocular, e o Sr Home, assim como outras pessoas do nosso conhecimento, repetiu muitas vezes o fenômeno produzido por São Cupertino. Portanto, esse fenômeno entra na ordem das coisas naturais”. 
O fato é que Daniel colocou a Europa em clima de euforia. Contudo, ele também encontrou adversários, entre eles o poeta inglês Robert Browing (1812-1889), que chegou a expulsá-la de sua casa e anos depois escreveria o poema Mr. Sludge , the médium ( Sr. Lamaçal, o médium),com cerca de duas mil linhas de impropérios conta o médium aqui estudado. Ao que tudo indica o poeta antipatizara com o Daniel. 
Assim como granjeou adversários no meio intelectual, também os fez entre seus colegas médiuns. Home desconfiava de quase todos os médiuns e mediunidades, particularmente daqueles que faziam suas sessões na escuridão completa, esta sua opinião foi incluída em seu ultimo livro Lights and Shadows of Spiritualism (Luzes e sombras do Espiritualismo). O médium certamente desconhecia que as características mediúnicas de alguns colegas seus requeriam a ausência de luz para que fossem realizados os fenômenos. A única médium que partilhou de sua amizade foi Kate Fox, quando já casada com o Sr. Jencken. 
O médium desencarnou aos cinqüenta três anos de idade de tuberculosa. O pedido da viúva, a prefeitura de Edimburgo construiu , em 1888, um memorial em sua honra. 
Os trechos aqui reproduzidos forma extraídos do livro História do Espiritismo, de Arthur C. Doyle. 

Fonte:Capitulo I, terceira parte, os pesquisadores da mediunidade I – múltipla mediunidade, A mediunidade na história humana: surgimento do espiritismo e os pesquisadores da mediunidade I(volume 3), Licurgo S de Lacerda, Araguari MG, Minas Editora.
Imagem: Google 

0 comentários:

Postar um comentário

Leia com atenção

Leia com atenção

Nota de esclarecimento

As imagens contidas neste blog, são retiradas do banco de imagens da rede web.
Agradeço a todos que compartilham na rede tais imagens e até mesmo textos.
Caso haja algum problema de utilização em meu blog de algum material de sua autoria, entre em contato para que eu proceda a retirada.
Luciano Dudu