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O ABADE LACORDAIRE E AS MESAS GIRANTES

6 de dez de 2010


                                                      Retrato de Henri D Lacordaire.
                                                                                         Pintado por Theodore Chassériau, 1840


Extrato de uma carta do abade Lacordaire à senhora Swetchine, datada de Flavigny,em 29 de junho de 1853, tirada de sua correspondência, publicada em 1865. "Vistes girar e ouvistes falar as mesas ? - Eu desdenhei devê-las girar, como uma coisa muito simples, mas eu as ouvi e fiz falar. Elas me disseram coisas bastante notáveis sobre o passado e sobre o presente. Por extraordinário que isto seja, é para um cristão, que crê nos Espíritos, um fenômeno muito vulgar e muito pobre. Em todos os tempos,houve modos mais ou menos bizarros para comunicar-se com os Espíritos; somente antigamente, fazia-se mistério desses procedimentos, como se fazia mistério da química;a justiça, por execuções terríveis, fazia entrar na sombra essas estranhas práticas. Hoje,graças à liberdade dos cultos e à publicidade universal, o que era um segredo se tornou uma fórmula. Talvez também, por essa divulgação, Deus quer proporcionar o desenvolvimento das forças espirituais ao desenvolvimento das forças materiais, a fim de que o homem não esqueça, em presença das maravilhas da mecânica, que há dois mundos incluídos um no outro: o mundos dos corpos e o mundos dos Espíritos. 
"É provável que esse desenvolvimento paralelo irá crescente até o fim do mundo, o que causará um dia o reino do anticristo, onde severa, de uma parte e de outra, para o bem e o mal, o emprego de armas sobrenaturais, e de prodígios assustadores. Com isto não concluo que o Anticristo esteja próximo, porque as operações das quais somos testemunhas, salvo a publicidade, nada têm de mais extraordinário do que o que se via antigamente. Os pobres incrédulos devem estar bastante inquietos com sua razão; mas têm o recurso de tudo crer para escapar à verdadeira fé, e nisto não faltarão. A profundeza dos julgamentos de Deus!" 
O abade Lacordaire escreveu isto em 1853, quer dizer, quase no início das manifestações, numa época em que esses fenômenos eram muito mais um objeto de curiosidade do que um assunto de meditações sérias. Se bem que então não estivessem constituídos nem em ciência nem em corpo de doutrina, tinha-lhe entrevisto a importância, e longe de considerá-los como uma coisa efêmera, previa-lhe o desenvolvimento no futuro. Sua opinião sobre a existência e a manifestação dos Espíritos é categórica; ora, como ele é geralmente tido, por todo o mundo, como uma das altas inteligências deste século, parece difícil alinhá-lo entre os loucos depois de tê-lo aplaudido como homem de grande senso e de progresso. Pode-se, pois, ter o senso comum e crer nos Espíritos. As mesas falantes são, disse ele, "um fenômeno muito vulgar e muito pobre;" muito pobre, com efeito, quanto ao meio de comunicar com os Espíritos, porque se não se tivessem tido outros, o Espiritismo não teria avançado pouco; então conheciam-se apenas os médiuns escreventes, e não se supunha o que iria sair desse meio em aparência tão pueril. Quanto ao reino do Anticristo, Lacordaire não parece se assustar muito com ele, porque não o vê chegar logo. Para ele essas manifestações são providenciais; elas devem perturbar e confundir os incrédulos; ele admira a profundeza dos julgamentos de Deus; não são, pois, a obra do diabo que deve levar a negar a Deus e a não reconhecer o seu poder. O extrato acima da correspondência de Lacordaire foi lido na Sociedade de Paris, na sessão de 18 de janeiro; nessa mesma sessão, o Sr. Morin, um de seus médiuns habituais, adormeceu espontaneamente sob a ação magnética dos Espíritos; era a terceira vez que esse fenômeno se produzia nele, porque habitualmente não dormia senão pela magnetização comum. Em seu sono falou sobre diferentes assuntos, e de vários Espíritos presentes dos quais nos transmitiu o pensamento. Disse entre outras coisas o que se segue: 
"Um Espírito que todos vós conheceis, e que eu conheço também; um Espírito de grande reputação terrestre, elevado na escala intelectual dos mundos, está aqui. Espírita antes do Espiritismo, eu o vi ensinando a Doutrina, não mais como encarnado, mas como Espírito. Eu o vi pregando com a mesma eloqüência, com o mesmo sentimento de convicção íntima, de quando era vivo, o que, certamente, não teria ousado pregar em púlpito abertamente, mas ao que conduziam seus ensinos. Eu o vi pregar a Doutrina aos seus, à sua família, a todos os seus amigos. Eu o vi enfurecer-se, se bem que no estado espiritual, quando encontrava um cérebro refratário, ou uma resistência obstinada às inspirações que ele soprava; sempre vivo e petulante, querendo fazer penetrar a convicção nas inteligências, como se faz penetrar na rocha viva o cinzel empurrado por um vigoroso golpe de martelo. Mas isto não entrava tão depressa; no entanto a sua eloqüência com isto converteu a mais de um. Este Espírito é o do abade Lacordaire. 
"Ele pede uma coisa, não por Espírito de orgulho, não por um interesse pessoal qualquer, mas um interesse de todos e para o bem da Doutrina: a inserção na Revista, daquilo que escreveu há treze anos. Se eu peço esta inserção, diz ele, é por dois motivos; o primeiro é que mostrareis ao mundo que, como o dissestes, pode-se não ser um tolo e crer nos Espíritos. “O segundo é que a publicação dessa primeira citação fará descobrir em meus escritos outras passagens que vos serão assinaladas, como estando de acordo com os princípios do Espiritismo.” 

Fonte: Revista Espírita, fevereiro de 1867, Allan Kardec, Editora Ide, 1ª edição. SP, Brasil 
 Imagem: Google                                       

Traço Biográfico

LACORDAIRE, Jean-Baptiste-Henri E o padre Lacordaire, do qual se trata na Revue Spirite. Houve um outro, irmão deste, também notável, Jean-Theodore Lacordaire, naturalista, professor e jornalista, nascido em 1801 e desencarnado em 1870. Seguramente se trata do primeiro, nascido em 1802 e desencarnado em 1861. Era dominicano, orador brilhante, discípulo de Lamennais, com quem rompeu em 1834. Foi vigário de Notre-Dame e, apos cinco anos de recolhimento, ele entrou para a ordem dominicana, em 1839. Fez parte da Academia Francesa. Suas obras principais foram conferencias diversas, "Vida de S. Domingos" e "Considerações sobre o sistema filosófico de M. de Lamennais". 

Fonte: http://www.espirito.org.br/portal/artigos/geae/tracos-biograficos.html 

As ordens dos Pregadores nascem em 1215, fundada por Domingos de Gusmão, e foi suprimida em França em 1790, na seqüência da Revolução Francesa. 

O interesse de Lacordaire por esta ordem religiosa explica-se pela própria missão e carisma da Ordem que era o de pregar e ensinar, bem como pelas regras de funcionamento, pois que todas as autoridades internas dos dominicanos se baseiam em estruturas democraticamente eleitas e com mandatos previamente limitados temporalmente. 
Foi a partir de 1836 que Lacordaire assume o projeto de restabelecer a Ordem em França. Com esse objetivo utilizará uma estratégia que se poderá qualificar de "moderna", na medida em que se baseava, sobretudo no apoio da opinião pública, bem como na defesa dos direitos do homem e da liberdade de associação. 
Tendo sido eleito em 1830 para o parlamento francês, proferiu diversos discursos inflamados em defesa da liberdade de expressão e de associação, sempre vestido de frade dominicano, o que provocou fortes reações junto dos seus adversários. Foi também um prolixo escritor e conferencista, destacando-se as suas prédicas na Catedral de Notre Damme de Paris, bem como o seu livro História de São Domingos traduzido em várias línguas, que causou um profundo impacto, levando outras regiões da Europa a encetar movimentos de restauração da Ordem Dominicana onde tinha sido extinta. 
Escolhido para a Academia Francesa, ali apenas proferiu o seu discurso de aceitação, falecendo pouco depois. 

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Henri_Dominique_Lacordair

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Luciano Dudu