Vídeo de divulgação da História e o Espiritismo

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SISIFO E A ASTÚCIA ( A Luz da Doutrina Espírita)

26 de abr de 2010

"LIVRO DOS ESPIRITOS QUESTAO 919-
Kardec interroga: Qual o meio mais prático e mais eficaz para se melhorar nesta vida, e resistir aos arrastamentos do mal?
Resposta dos Espiritos Venerandos:
- Um sábio da antiguidade vos disse: Conhece-te a ti mesmo. ( socrátes)."

Comentários Luciano:
Hodiernamente, a mitologia grega vem servindo de inspiração para inúmeros estudos psicológicos, pois, através dela, os estudiosos estão utilizando os mitos de forma simbólica, comparando e identificando os personagens com as criaturas humanas e seus problemas comportamentais.
Nesse ínterim, a lenda de Sísifo vem mostrar, de forma clara, alguns pontos da imaturidade humana.
O primeiro observado é a astúcia, a capacidade da criatura humana de enganar, ludibriar o próximo, tirando vantagem da situação que vivência, tentando eliminar suas provas e suas responsabilidades perante o meio social e ao próximo, infringindo as Leis Divinas e até mesmo as Leis Civis, ele busca equacionar seus problemas de forma leviana, com intuito de tirar vantagem e sair ileso diante de atos irresponsáveis que ele cometerá.
Conforme assevera os Espíritos Venerandos, a única forma de corrigir uma falta é cumprindo a Lei da Justiça Divina, que é imutável, suprema, igualitária e justa para todas as criaturas.
O cumprimento de tal Lei tem o objetivo da reparação do mal cometido a alguém, ou a uma coletividade, mas o processo desta reparação é sistemático, passando por alguns estágios anteriores como: Faz mister que o indivíduo tome consciência da má ação cometida, que isso toque em seu íntimo, ao ponto dele sentir remorso, desencadeando o arrependimento que trará até certo desconforto. Dando continuidade ao processo, ele buscará de uma forma humana, sensata, prudente, reparar esse equívoco cometido por ele com intuito de encontrar a paz de espírito (consciência tranquila). Geralmente, todo esse processo traz para o individuo frustrações, amarguras, vergonhas, humilhação e dor moral, cuja é necessária para que o individuo não seja arrastado ao mesmo erro e iniqüidades, o que fortalece sua fé em Deus, o levando a rogar sempre pela não reincidência desta falta.
O individuo talvez não consiga resgatar o seu débito, em uma reencarnação, devido a sua falta de maturidade, pelo motivo de ainda estar em um estágio de consciência embrionário do processo evolutivo. Apesar de ser filho de nosso Pai Maior, às vezes podem faltar-lhe forças interiores, resignação, para passar a prova e se for dotado de uma fé cega dificultaria o ser a ter bom ânimo, e diante de todo processo quando ele chegar ao ápice das provaçoes, possivelmente ele fracassará e cairá no precipício das trevas interiores, por falta de uma fé raciocinada.
Como somos espíritos seculares, o ser equivocado tem toda sua eternidade para começar a galgar a evolução e enfrentar seus problemas frente a frente. Mesmo que a Deusa Tânato (a morte) ceifar sua vida , quando estiver desencarnado no Plano Espiritual (mesmo que sejam nas terras de Hades, umbrais da consciência), terá oportunidade de refletir perante as faltas cometidas, colocará na balança da VIDA, os pós e contras do que fez em sua jornada existencial, daí começa a grande maravilha do Ser, que sai da fase do período “Pré Mágico", para o período de aprendizado e crescimento.
Até mesmo na erraticidade (na vida pós morte), começará o seu questionamento e os porquês de tantas coisas que deveria ter evitado e não evitou, sentindo em seu intimo a necessidade de ser melhor a cada dia e começar a preparar exaustivamente por mais uma etapa de vida, para desta vez conseguir passar no Educandário da Vida, na Escola chamada Planeta Terra.
O espírito em auto descobrimento irá aprender juntamente com seus espíritos tutelares a melhor forma de enfrentar as provas de frente e aprender discernir o Joio do Trigo, será amparado com palavras de amor, bondade, de fortalecimento, que irão lhe auxiliar na sua preparação para mais uma nova jornada física e todo entusiasmado ele crê que conseguirá resgatar seus débitos tenebrosos de passados escabrosos. Ele será orientado pelos seus mentores que conquiste a serenidade e tranqüilidade, porque Deus o perdoará diante de suas faltas, concedendo-o a Dádiva da Reencarnação como instrumento benéfico de correção, para que consiga deixar de lado o HOMEM VELHO Sísifo para transformá-lo no HOMEM NOVO, um espírito condenado a Perfeição.
Autor: Luciano Oliveira

COMPLEXO DE SÍSIFO

19 de abr de 2010


Sísifo, foi um rei Grego que governava uma cidade chamada Corinto. Ele representava o tipo astuto, sábio e, em função das dificuldades que seu reino enfrentava, como falta de água, más colheitas, grande pobreza, um alto custo de vida, misérias.
Ele tinha um grupo de homens sobre seu comando que saqueava os viajantes que por lá passavam para socorrer as misérias da população que estava sob sua tutela. Ele mantinha-se informando de tudo que acontecia em sua cidade-estado, e ainda no Olimpo, morada dos Deuses. Ele soube do rapto da filha de Ásopo, que diante do desespero iria recompensar quem falasse do paradeiro de sua filha Egina. Sísifo procurou Ásopo e disse-lhe que ele tinha notícias de Egina. Contou-lhe que Zeus, o deus maior, raptara Egina, sua filha. Ele somente denunciou o Deus Supremo em troca de uma fonte na sua Corinto. Quando Ásopo foi procurar Zeus exigindo que lhe devolvesse sua filha, o Deus maior não teve como negar, mas exigiu que antes de devolver Ásopo contasse quem fora o seu delator. E Ásopo contou a Zeus que fora Sísifo. O Deus Supremo ficou irado e mandou "Tânato" que é a morte, para procurar Sísifo, trazê-lo e castigá-lo.
Sísifo com toda sua astúcia consegue enganar a morte exaltando sua beleza , enaltecendo-a, deixando-a confusa, dizendo ainda que iria presenteá-la com um belo colar de pérola e platina. A morte recebeu o presente de bom grato, ficando toda envaidecida. Sísifo colocou-o em seu pescoço, porém ela não sabia que era um presente de grego: não era um colar, mas sim uma coleira que aprisionou-a. A prisão da morte equacionou mais um problema de Sífiso.
Logo, ninguém morria o que irritou Hades (o Deus do Submundo, das esferas inferiores) porque seu mundo infernal estava se despovoando.
O Deus Marte, deus da Guerra, foi queixar-se junto a Zeus de que as pessoas não morriam diante das guerras, visto que Tânato estava presa e não tinha ninguém para buscar as pessoas.
Dessa forma, Zeus enviou Mercúrio/Hermes para resgatar a morte que estava aprisionada. Hermes fora escolhido por ser um Deus masculino que traria dificuldades para ser ludibriado por Sísifo.
Assim Hermes libertou Tânato e conseguiu pegar Sísifo, dando-lhe sua sentença de prisão inclemente e que seria levado para julgamento. Como o Rei do Corinto era muito esperto e conseguia safar-se de todos os problemas, ele pediu para Hermes que lhe concedesse a oportunidade de despedir de sua esposa antes de seu último suspiro quando a morte ceifaria sua vida. No momento que abraçara sua esposa de forma afetuosa cochichou em seu ouvido pedindo para que ela não fizesse Exéquias fúnebres a ele, e que não enterrassem seu corpo porque ele voltaria. Assim que morreu e foi levado até o Olimpo para Julgamento, em sua audiência com os deuses de imediato ele disse a Zeus:- Deus supremo misericordioso, eu aqui estou. Como vê, sou uma criatura frágil e também sou um Deus, então tenho direito as Exéquias fúnebres. Meu corpo ainda não foi sepultado na terra e como vê, eu estou sem meu Eidolon ( perispírito). Rogo voltar a Terra e receber todas as homenagens fúnebres de meus súditos e voltarei para o mundo mortos para viver aqui toda eternidade.
Dessa forma, foi concedido-lhe voltar e assim que retornou ao corpo terrestre, ele de imediato fugiu de Corinto juntamente com a mulher, EQUACIONADO MAIS UM DOS SEUS PROBLEMAS transitórios.
Sísifo deixou os Deuses irados, e desesperados. Em assembléia no Olimpo Zeus disse aos outros deuses para não preocuparem visto que ele enviaria desta vez um Deus inclemente impiedoso e duro, do qual Sísifo não poderia escapar mais uma vez. Onde Sísifo estiver e andar o Deus sempre estará com ele, o nome dele é TEMPO, provavelmente era a deusa Geras, já que Cronos, Deus do Tempo, estava aprisionado no Tártaro. Assim foi feito, com o passar dos anos ele envelheceu, a roupagem física ficou gasta, Sísifo adoeceu e morreu, e retornou para o mundo dos Deuses.
Após o seu desencarne, apresentou-se a Zeus, combalido, enverganhado pois havia mentido, triste, fragilizado, em desequilíbrio. Agora Zeus, diante do infeliz, sorriu Vitoriosamente. Havia chegada o momento máximo de sua entrega, e não iria desferir nenhuma punição injusta, mesmo diante de tantos erros cometidos por Sísifo.Então, Zeus levou-o a uma montanha, cujo acume havia uma região plana.
Zeus disse: Eu lhe darei a eternidade e você terá que rolar esta grande pedra montanha acima, até colocá-la no ápice e, assim que lograr seu objetivo, terá a liberdade de sua punição. Zeus chamou duas Erínias (fúrias, deusas menores com tridentes) e as ordenou que à medida que ele se cansasse na subida da montanha, que elas ferissem seu calcanhar de Aquiles para que ele não tivesse repouso e que ele não descansasse diante dessa punição que parecia simples.
Sísifo começou a empurrar à rocha montanha acima e quando chegou próximo ao cume, ela escorregou e voltou para eu ponto de origem. Com isso, ele voltou a empurrá-la e toda vez que se cansava, as fúrias feriam seus calcanhares com tridentes e ele deixava a pedra rolar montanha abaixo.
Conforme o mito, Sísifo continua até os dias de hoje tentando levar a pedra da base ao cume da montanha sem sucesso, sendo esse o seu carma para toda eternidade.
Na próxima postagem, faremos uma comparação do Complexo de Sísifo e a questão comportamental do ser humano à luz da doutrina espírita.
Autor: Luciano de Oliveira

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Luciano Dudu