Vídeo de divulgação da História e o Espiritismo

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O Imperador Júlio César renasce como Napoleão Bonarparte

31 de mai de 2010



 Amigo leitor, resolvemos postar essa mensagem ditada pelo espírito Irmão X através da lavra mediúnica do nosso saudoso Chico Xavier. 
Na mensagem o espírito deixa claro que Napoleão Bonaparte é uma das reencarnações do espírito que outrora assumiu a roupagem fisíca do grande imperador Júlio Cesar na Roma Antiga.
Na postagem anterior veremos outra reencarnação do Imperador Júlio Cesár como Rei Francês.
 Boa leitura e vamos refletir sobre o tema.

Kardec e Napoleão

Logo após o Brumário (9 de Novembro de 1799), quando Napoleão se fizera o primeiro Cônsul da República Francesa, reuniu-se, na noite de 31 de Dezembro de 1799, no coração da latinidade, nas esferas Superiores, grande assembléia, de espíritos sábios e benevolentes, para marcarem a entrada significativa do novo século.
Antigas personalidades de Roma Imperial, pontífices e guerreiros das Gálias, figuras notáveis da Espanha, ali se congregavam à espera do expressivo acontecimento.
Legiões dos Césares, com os seus estandartes, falanges de batalhadores do mundo gaulês e grupos de pioneiros da evolução hispânica, associados a múltiplos representantes das Américas, guardavam linhas simbólicas de posição de destaque.
Mas não somente os latinos se faziam representados no grande conclave. Gregos ilustres, lembrando as confabulações da Acrópole gloriosa, israelitas famosos, recordando o Templo de Jerusalém, deputações eslavas e germânicas, grandes vultos da Inglaterra, sábios chineses, filósofos hindus, teólogos budistas, sacrificadores das divindades olímpicas, renomados sacerdotes da Igreja Romana e continuadores de Maomet ali se mostravam, como em vasta convocação de forças da ciência e da cultura da Humanidade.
No concerto das brilhantes delegações que aí formavam, com toda a sua fulguração representativa, surgiam Espíritos de velhos batalhadores do progresso que voltariam à liça carnal ou que a seguiriam, de perto, para o combate à ignorância e a miséria, na laboriosa preparação da nova era da fraternidade e da luz.
No deslumbrante espetáculo da Espiritualidade Superior, com a refulgência de suas almas, achavam-se Sócrates, Platão Aristóteles, Apolônio de Tiana, Orígenes, Hipócrates, Agostinho, Fénelon, Giordano Bruno, Tomás de Aquino, S.Luis de França, Vicente de Paulo, Joana D'Arc, Tereza d'Avila, Catarina de Siena, Bossuet, Spinoza, Erasmo, Mílton, Cristóvão Colombo, Gutenberg, Galileu, Pascal, Swedenborg e Dante Alighieri para mencionar apenas alguns heróis e paladinos da renovação terrestre; e, em planos menos brilhantes, encontravam-se, no recinto maravilhoso, trabalhadores de ordem inferior, incluindo muitos dos ilustres guilhotinados da Revolução, quais Luís XVI, Maria Antonieta, Robespierre, Danton,
Madame Roland, André Chenier, Bailly, Camile Desmoulins, e grandes vultos como Voltaire e Rousseau.
Depois da palavra rápida de alguns orientadores eminentes, invisíveis clarins soaram na direção do plano carnal e, em breves instantes, do seio da noite, que velava o corpo ciclópico do mundo europeu, emergiu, sob a custodia de esclarecidos mensageiros, reduzido cortejo de sombras, que pareciam estranhas e vacilantes, confrontadas com as feéricas irradiações do palácio festivo.
Era um grupo de almas, ainda encarnadas, que, constrangidas pela Organização Celeste, remontavam à vida espiritual, para a reafirmação de compromissos.
À frente, vinha Napoleão, que centralizou o interesse de todos os circunstantes. Era bem o grande corso, com os seus trajes habituais e com o seu chapéu característico.
Recebido por diversas figuras da Roma antiga, que se apressavam em ofercer-lhe apoio e auxilio, o vencedor de Rivoli ocupou radiosa poltrona que, de antemão, lhe fora preparada.
Entre aqueles que o seguiram, na singular excursão, encontravam-se respeitáveis autoridades reencarnadas no Planeta, como Beethoven, Ampère, Fúlton, Faraday, Goethe, João Dálton, Pestalozzi, Pio VII, além de muitos outros campeões da prosperidade e da independência do mundo.
Acanhados no veículo espiritual que os prendia à carne terrestre, quase todos os recém-vindos banhavam-se em lágrimas de alegria e emoção.
O Primeiro-Cônsul da França, porém, trazia os olhos enxutos, não obstante a extrema palidez que lhe cobria a face. Recebendo o louvor de várias legiões, limitava-se a responder com acenos discretos, quando os clarins ressoaram, de modo diverso, como se pusessem a voar para os cimos, no rumo do imenso infinito...
Imediatamente uma estrada de luz, à maneira de ponte levadiça, projetou-se do Céu, ligando-se ao castelo prodigioso, dando passagem a inúmeras estrelas resplendentes.
Em alcançando o solo delicado, contudo, esses astros se transformavam sem seres humanos, nimbados de claridade celestial.
Dentre todos, no entanto, um deles avultava em superioridade e beleza. Tiara rutilante brilhava-lhe na cabeça, como que a aureolar-lhe de bênçãos o olhar magnânimo, cheio de atração e doçura. Na destra, guardava um cetro dourado, a recamar-se de sublimes cintilações...
Musicistas invisíveis, através dos zéfiros que passavam apressados, prorromperam num cântico de hosanas, sem palavras articuladas.
A multidão mostrou profunda reverência, ajoelhando-se muitos dos sábios e guerreiros, artistas e pensadores, enquanto todos os pendões dos vexilários arriavam, silenciosos, em sinal de respeito.
Foi então que o corso se pôs em lágrimas e, levantando-se, avançou com dificuldade, na direção do mensageiro que trazia o báculo de ouro, postando-se genuflexo, diante dele.
O celeste emissário, sorrindo com naturalidade, ergueu-o, de pronto, e procurava abraçá-lo, quando o Céu pareceu abrir-se diante de todos, e uma voz enérgica e doce, forte como a ventania e veludosa como a ignorada melodia da fonte, exclamou para o Napoleão, que parecia eletrizado de pavor e júbilo, ao mesmo tempo:
- Irmão e amigo ouve a verdade, que te fala em meu espirito! Eis-te à frente do apóstolo da fé, que, sob a égide do Cristo, descerrará para a Terra atormentada um novo ciclo de conhecimento...
César ontem, e hoje orientador, rende o culto de tua veneração, ante o pontífice da luz! Renova, perante o Evangelho, o compromisso de auxiliar-lhe a obra renascente!... Aqui se congregam conosco lidadores de todas as épocas. Patriotas de Roma e das Gálias, generais e soldados que te acompanham nos conflitos da Farsália, de Tapso e de Munda, remanescentes das batalhas de Gergóvia e de Alésia aqui te surpreendem com simpatia e expectação...
Antigamente, no trono absoluto, pretendias-te descendente dos deuses para dominar a Terra e aniquilar os inimigos... Agora, porém, o Supremo Senhor concedeu-te por berço uma ilha perdida no mar, para que te não esqueças da pequenez humana e determinou voltasses ao coração do povo que outrora humilhaste e escarneceste, a fim de que lhe garantas a missão gigantesca, junto da Humanidade, no século que vamos iniciar.
Colocado pela Sabedoria Celeste na condição de timoneiro da ordem, no mar de sangue da Revolução, não olvides o mandato para o qual fostes escolhido.
Não acredites que as vitórias das quais fostes investido para o Consulado devam ser atribuídas exclusivamente ao teu gênio militar e político. A Vontade do Senhor expressa-se nas circunstâncias da vida. Unge-te de coragem para governar sem ambição e reger sem ódio. Recorre à oração e à humildade para que te não arrojes aos precipícios da tirania e da violência!...
Indicado para consolidar a paz e a segurança, necessárias ao êxito do abnegado apóstolo que descortinará a era nova, serás visitado pelas monstruosas tentações do poder.
Não te fascines pela vaidade que buscará coroar-te a fronte... Lembra-te de que o sofrimento do povo francês, perseguido pelos flagelos da guerra civil, é o preço da liberdade humana que deves defender, até o sacrifício. Não te macules com a escravidão dos povos fracos e oprimidos e nem enlameies os teus compromissos com o exclusivismo e com a vingança!...
Recorda que, obedecendo a injunções do pretérito, renasceste para garantir o ministério espiritual do discípulo de Jesus que regressa à experiência terrestre, e vale-te da oportunidade para santificar os excelsos princípios da bondade e do perdão, do serviço e da fraternidade do Cordeiro de
Deus, que nos ouve em seu glorificado sólio de sabedoria e de amor!
Se honrares as tuas promessas, terminará a missão com o reconhecimento da posteridade e escalarás horizontes mais altos da vida, mas, se as tuas responsabilidades forem menosprezadas, sombrias aflições amontoar-se-ão sobre as tuas horas, que passarão a ser gemidos escuros em extenso deserto...
Dentro do novo século, começaremos a preparação do terceiro milênio do Cristianismo na Terra.
Novas concepções de liberdade surgirão para os homens, a Ciência erguer-se-á a indefiníveis culminâncias, as nações cultas abandonarão para sempre o cativeiro e o tráfico de criaturas livres e a religião desatará os grilhões do pensamento que, até hoje, encarceram as melhores aspirações da alma no inferno sem perdão!...
Confiamos, pois, ao teu espírito valoroso a governança política dos novos eventos e que o Senhor te abençoe!...
Cânticos de alegria e esperança anunciaram nos céus a chegada do século XIX e, enquanto o Espírito da Verdade, seguido por várias cortes resplandecentes, voltava para o Alto, a inolvidável assembléia se dissolvia...
O apóstolo que seria Allan Kardec, sustentando Napoleão nos braços, conchegou-o de encontro ao peito e acompanhou-o, bondosamente, até religá-lo ao corpo de carne, no próprio leito.
Em 3 de outubro de 1804, o mensageiro da renovação renascia num abençoado lar de Lião, mas o Primeiro-Cônsul da República Francesa, assim que se viu desembaraçado da influência benéfica e protetora do Espírito de Allan Kardec e de seus cooperadores, que retomavam, pouco a pouco, a integração com a carne, confiantes e otimistas, engalanou-se com a púrpura do mando e, embriagado de poder, proclamou-se Imperador, em 18 de maio de 1804, ordenando a Pio VII viesse coroá-lo em Paris.
Napoleão, contudo, convertendo celestes concessões em aventuras sanguinolentas, foi apressadamente situado, por determinação do Alto, na solidão curativa de Santa Helena, onde esperou a morte, enquanto Allan Kardec, apagando a própria grandeza, na humildade de um mestre-escola, muita vez atormentado e desiludido, como simples homem do povo, deu integral cumprimento à divina missão que trazia à Terra, inaugurando a era espírita-cristã, que, gradativamente, será considerada em todos os quadrantes do orbe como a sublime renascença da luz para o mundo inteiro

Livro Cartas e Crônicas - Espírito Irmão X - Psicografia Francisco C. Xavier.


 

Mensagem Psicografada em 1859: Ditada pelo Espírito Júlio Cesar (Imperador)


O imperador Júlio Cesar (100 A.C - 44 A.C)

Amigo Leitor, essa matéria postada, refere-se uma psicografia ditada a um médium em Paris, orientado por Kardec. Em uma das sessões mediúnicas o Espírito que um dia assumiu a roupagem física do Imperador Júlio Cesar, ditou esta mensagem, veja na íntegra.

"Revista Espírita -23 de setembro de 1859. (Méd. Sr. R...)
Até o momento não considerastes a guerra senão sob o ponto de vista material; guerras intestinas, guerras de povos a povos; não tendes jamais visto nisso senão conquistas, escravidão, sangue, morte e ruínas; é tempo de considerá-la sob o ponto de vista moralizador e progressista. A guerra semeia, em sua passagem, a morte e as idéias; as idéias germinam e se engrandecem; o Espírito, depois de se fortalecer na vida Espírita, vem fazê-las frutificar. Não sobrecarregueis, pois, com as vossas maldições, o diplomata que preparou a luta, nem o capitão que conduziu seus soldados à vitória; grandes lutas se preparam: lutas do bem contra o mal, das trevas contra a luz, lutas do espírito de progresso contra a ignorância estacionaria. Esperai com paciência, porque nem vossas maldições, nem vossos louvores, em nada poderiam mudar quanto à vontade de Deus; ele saberá sempre manter ou afastar seus instrumentos do teatro dos acontecimentos, segundo tenham cumprido sua missão, ou que tenham abusado, para servir seus objetivos pessoais, do poder que terão adquirido pelo seu sucesso. Tendes o exemplo do César moderno e do meu. Devi, por várias existências miseráveis e obscuras, expiar minhas faltas, e vivi, pela última vez, na Terra, sob o nome de Louis IX.
Assinado :Júlio Cesar."


Louis IX de França (1226-1270)

Psicografia no Cemitério

28 de mai de 2010

No ano de 1931, desencarnou, em Pedro Leopoldo, um amigo do Chico, católico sincero e pai de família. Chico, já conhecido como espírita e médium, acompanhou o féretro até o cemitério.
Acompanhava o extinto também um sacerdote; finalizando o ato, acerca-se do Chico o Padre e pergunta-lhe:
"- Dizem que você recebe espíritos, Chico, é verdade?"
"- É verdade, estimado reverendo."
"- Você deve tomar todo cuidado, pois o "Tinhoso" usa todos os artifícios para levar ao mal qualquer pessoa..."
"- No entanto, Padre, os espíritos que se servem de meu braço para escrever orientam-me somente para o bem..."
O Padre retirou do interior de um livro que trazia um papel em branco e convidou o Chico:
"- Bem, nós estamos num cemitério, acompanhando um amigo morto. Tente alguma coisa. Vejamos se há aqui algum espírito desejando escrever, pediu o Padre, com ares de ironia...
Humildemente, Chico toma o papel e lápis, coloca-se em concentração sobre a laje de um túmulo; segundos depois, seu braço movimenta-se com espantosa rapidez e escreve:
 ADEUS
O sino plange em terna suavidade,
No ambiente balsâmico da Igreja;
Entre as nuvens, no altar, em tudo adeja
O perfume dos goivos da saudade.

Geme a viuvez, lamenta-se a orfandade;
E a alma que regressa do exílio beija
A luz que resplandece, que viceja,
Na catedral azul da imensidade...

"Adeus, Terra das minhas desventuras...
Adeus, amados meus..." - diz nas alturas...
A alma liberta, o azul do céu singrando...

- Adeus... - choram as rosas desfolhadas.
- Adeus... - clamam as vozes desoladas
De quem ficou no exílio soluçando...

AUTA DE SOUZA
DO LIVRO: Chico Xavier - O Homem, o Médium, o Missionário.

A insônia e a gripe

27 de mai de 2010

Leitor amigo, eu encontrei esse artigo do Dr. Luis Fernando Correia, que trata de um assunto curioso e interessante sobre gripe, como eu durmo menos de 8 horas noite, eu enquadro neste caso.Se alguém conhecer alguma forma de aumentar a quantidade de horas de sono por noite, avise-me ficarei grato.
Leia com atenção:

Dormir pouco, torna o organismo presa fácil da gripe diz estudo:
"Menos de oito horas de sono por dia já aumentam risco de pegar doenças. Substâncias que fortalecem sistema imune são secretadas no repouso. Dormir menos de oito horas por dia torna o organismo vítima fácil do vírus da gripe. Essa foi a conclusão de pesquisadores da Universidade Carnegie Melon, em trabalho publicado na revista" Archives of Internal Medicine" de 12 de janeiro. A quantidade e a qualidade do sono podem afetar o funcionamento do sitstema imunológico, baixando as defesas do corpo. Um grupo de 150 voluntários saudáveis teve sua quantidade e qualidade de sono registrados durante 14 dias. Os especilalistas consideraram o limite de 8 horas de sono como ideal. A qualidade do sono foi avaliada pelo tempo em que os participantes realmente estavam dormindo quando estavam repousando. Após 14 dias os voluntários foram inoculados com o vírus da gripe através de gotas nasais contendo rinovírus. O mecanismo foi escolhido por replicar o que acontece no mundo real. Os sintomas de um quadro gripal tipico apareceram em alguns dos participantes, como esperado.
O cruzamento dos dados mostrou que existe uma relação direta entre o sono e a instalação dos quadros virais. Dormir sete horas ou menos por dia aumenta em quase três vezes a possibilidade da gripe manifestar.
Outro achado importante foi o de que a qualidade do sono também afeta a defesa orgânica. Perder 10% do tempo de qualidade do sono pode aumentar em mais de 5 vezes a chance de ficar gripado quando infectado.
Segundo os pesquisadores, a produção de substâncias que regulam a resposta imunológica, chamadas de citocinas, fica comprometida pela falta de sono".
 Fonte: Luis Fernando Correia , ele é medico e apresentador do programa" Saúde em Foco" da CBN.

Mediunidade Social ( Artigo que percorre a história)

24 de mai de 2010

  MEDIUNIDADE SOCIAL
 Autor: Eugenio Lara
 Conforme a definição de Allan Kardec, o “Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, da origem e do destino dos Espíritos, e de suas relações com o mundo corporal.” (1) Essas relações ocorrem através de um processo de comunicação entre espíritos desencarnados e encarnados, classificado pelo Espiritismo de mediunidade. Para o fundador do Espiritismo, mediunidade é a capacidade que todos os seres humanos possuem de sentir a influência dos seres desencarnados. “Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos. Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns.” (2)
 Essa faculdade se manifesta nas relações interexistenciais e é a responsável pela interação entre os dois mundos, o físico e o extrafísico. A mediunidade surge com o próprio ser humano, é inerente, indissociável, um atributo intrínseco de nosso psiquismo, cujos registros existem desde a pré-história. Todas as grandes religiões da humanidade, em todas as civilizações da Antiguidade, em todos os livros sagrados, da Bíblia ao Alcorão, nos Vedas e nos Upanishades, no Bagavhad Gita, no Livro de Mórmon, no Livro dos Mortos do antigo Egito, dentre outros, observa-se a influência dos Espíritos no mundo corporal.
Com as pesquisas realizadas no século passado, hoje os estudiosos do Espiritismo admitem essa influência, não somente pela via natural, tradicional, na interação comunicacional entre um determinado Espírito e o médium, mas também através de aparelhos eletrônicos, a chamada Transcomunicação Instrumental (TCI), que ao lado da Transcomunicação Mediúnica (TCM), constituem um conjunto de fenômenos inseridos no universo do Processo de Comunicação Mediúnica (PCM).
Segundo a teoria desenvolvida por Kardec em suas experimentações, evidenciada pelas investigações metapsíquicas e parapsicológicas, essa interação entre as duas dimensões ocorre em função da existência de uma matéria sutil, o fluido cósmico universal, conceito semelhante ao prana dos orientais, mais adequadamente definido como energia cósmica, cujas propriedades ainda pouco conhecemos.
É através da manipulação dessa energia que os Espíritos podem influir no mundo corporal e, em contrapartida, os encarnados conseguem obter efeitos impressionantes quando manipulam a energia vital (uma modificação da energia cósmica), cuja fonte se encontra na Natureza, especialmente nos chamados médiuns de efeitos físicos, estabelecendo influenciações na dimensão extrafísica, paralela a nossa. Essa forma de energia, ainda pouco conhecida, “desempenha o papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o Espírito possa exercer ação sobre ela.” (3)
 Além da mediunidade, a reencarnação é um outro portal que permite a influência dos Espíritos no mundo físico. De modo que, segundo a teoria espírita, a mediunidade e a reencarnação são as duas únicas formas de que os Espíritos podem se servir para influir na matéria.
A influência espiritual não se dá somente nas relações interpessoais. Ela ocorre em nível coletivo, social, o que nos leva a pensar a mediunidade em parâmetros que extrapolam as relações localizadas, individuais, seja em um nível eticamente positivo (a inspiração), como também nos processos obsessivos. Allan Kardec admitiu a tese de que a obsessão pode se dar em nível coletivo. “O que um Espírito pode fazer com um indivíduo, vários Espíritos podem fazer com vários indivíduos simultaneamente, dando à obsessão um caráter epidêmico. Um legião de maus Espíritos pode invadir uma localidade, e aí manifestar-se de diversas maneiras. Foi uma epidemia desse gênero que castigou a Judéia no tempo do Cristo.” (4)
 MEDIUNIDADE E SOCIOLOGIA
 O conceito de mediunidade, aplicada no campo sociológico, se alarga, se amplia ao ponto de termos de acrescentar um adjetivo, a fim de qualificar essa modalidade fenomenológica ainda desconsiderada pelas ciências sociais. Mediunidade social foi a expressão cunhada pelo filósofo portenho Humberto Mariotti (5) , em seu livro Parapsicologia e Materialismo Histórico (6) , a partir de estudos por ele realizados sobre a monumental obra Espiritismo Dialético, do também portenho Manuel S. Porteiro. (7)
Mariotti, amiúde mais poeta do que filósofo, vê na mediunidade social o campo propício para a manifestação superior de Espíritos extremamente elevados, o que em sua visionária concepção, daria origem ao que denominou de Espiritocracia. Segundo ele, a mediunidade social seria uma nova faculdade mediúnica, “por meio da qual os fenômenos sociais, políticos e econômicos serão elucidados pelos Grandes Seres, que se comunicarão com a alma do povo para expressar ao Homem e ao Cidadão o verdadeiro significado da existência e das questões sociais.” (8)
A Espiritocracia, conforme o conceito do eminente filósofo portenho, seria uma forma extremamente avançada de democracia mediúnica, onde os tribunos espíritas, através da mediunidade social, realizariam um movimento de intensa transformação ética e comportamental no seio da sociedade, cuja conceituação se constitui numa superação do que Allan Kardec denominou de Aristocracia Intelecto-Moral. (9)
Segundo Mariotti, “a História sempre foi movida pela mediunidade social”, que abrangerá “tanto a tribuna e o orador, como as massas. Em certos momentos, os povos desenvolvem um tipo de mediunidade coletiva, por meio da qual se produzem as revoluções históricas, como a francesa e a russa.” (10)
O Espiritismo, na sua visão, é o único espiritualismo “que possui caracteres mediúnicos; por conseguinte, é ele que deverá dirigir-se aos povos, para que desenvolvam suas qualidades psíquicas e metapsíquicas.” (11)
O pensador espírita francês Léon Denis é também um dos partidários da idéia de que o mundo dos Espíritos não é uma dimensão estática, estagnada e parada no tempo e no espaço. Para ele, “as almas dos mortos não são entidades vagas, indefinidas, como alguns acreditam, pois, atingindo as altas camadas da hierarquia espiritual, elas se convertem em poderes notáveis, em centros de atividades e de vida capazes de exercer uma ação sobre a humanidade terrestre.” (12)
“Pela sugestão magnética, podem influir sobre aquele que escolheram, fazendo nele germinar a idéia matriz e incitá-lo ao ato decisivo que vai coroar sua obra.
“É dessa forma que os invisíveis se envolvem nos atos dos vivos, para a concretização do bem e o cumprimento da justiça eterna”. (13)
Esse envolvimento ativo dos Espíritos, citado por Léon Denis, ocorre, por exemplo, durante os conflitos bélicos, nas guerras. Kardec incluiu essa questão em O Livro dos Espíritos:
541. Durante uma batalha, há Espíritos assistindo os combates e amparando cada um dos exércitos?
“Sim, e que lhes estimulam a coragem.”
“Os antigos figuravam os deuses tomando o partido deste ou daquele povo. Esses deuses eram simplesmente Espíritos representados por alegorias.”
542. Estando, numa guerra, a justiça sempre de um dos lados, como pode haver Espíritos que tomem o partido dos que se batem por uma causa injusta?
“Bem sabeis haver Espíritos que só se comprazem na discórdia e na destruição. Para esses, a guerra é a guerra. A justiça da causa pouco os preocupa.”
543. Podem alguns Espíritos influenciar o general na concepção de seus planos de campanha?
“Sem dúvida alguma. Podem influenciá-lo nesse sentido, como com relação a todas as concepções.”
544. Poderiam maus Espíritos suscitar-lhe planos errôneos com o fim de levá-lo à derrota?
“Podem; mas, não tem ele o livre-arbítrio? Se não tiver critério bastante para distinguir uma idéia falsa, sofrerá as conseqüências e melhor faria se obedecesse, em vez de comandar.”
545. Pode, alguma vez, o general ser guiado por uma espécie de dupla vista, por uma visão intuitiva, que lhe mostre de antemão o resultado de seus planos?
“Isso se dá amiúde com o homem de gênio. É o que ele chama inspiração e o que faz que obre com uma espécie de certeza. Essa inspiração lhe vem dos Espíritos que o dirigem, os quais se aproveitam das faculdades de que o vêem dotado.” (14).
A intervenção dos Espíritos no mundo corporal é um tema extremamente importante no Espiritismo, ao ponto de Kardec dedicar-lhe um capítulo inteiro em O Livro dos Espíritos , cujo mecanismo será analisado em sua obra posterior, O Livro dos Médiuns.
Essa intervenção pode ser oculta ou manifesta, quando evidenciada pelos fenômenos de efeitos físicos. Sofremos a influência dos Espíritos diariamente, a todo instante. Ela se dá em nível individual e coletivo, de modo espontâneo e desorganizado. Ou então, de forma planejada e dirigida, a partir de um projeto, de uma ação coordenada visando determinado objetivo.
O conflito de idéias, de classes, que ocorre em nosso mundo, também existe no mundo dos Espíritos. Por afinidade, grupos de pessoas se aglutinam em torno de uma idéia, formando partidos, movimentos, organizações voltadas para o bem-estar ou para o mal. O crime organizado não existe somente em nosso mundo. Da mesma forma que organizações humanitárias extrafísicas atuam de forma decisiva nos processos sociais, conforme descreve o Espírito André Luiz através da mediunidade de Chico Xavier.
A influência é mútua. Ela é interativa, e não se dá de forma tão unilateral como parece ser quando lemos essa outra pergunta de O Livro dos Espíritos:
459. Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?
“Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem.” (15)
Há quem sustente que nosso mundo é um reflexo do mundo dos Espíritos. Trata-se de uma concepção metafísica, mística, cujos fundamentos estão bem distantes da boa lógica e do bom senso. No entanto, são dois lados de uma mesma moeda. Vivemos em um grande ecossistema (físico e extrafísico) que interage, se interpenetra, mas que na forma, no formato, em sua construção, está sujeito ao nível evolutivo, ao progresso das idéias, ao desenvolvimento tecnológico, a tal ponto que poderíamos, inclusive, inverter a formulação contida nessa questão. Não seriam os homens que dirigem os Espíritos, muito mais do que eles imaginam? Afinal, quer queira ou quer não, a decisão humana, em última instância, estará sempre restrita ao exercício do livre-arbítrio.
JOANA D’ARC E OS ESPÍRITOS
Na história da humanidade, a trajetória de Joana d’Arc (1412-1431) é uma das mais emblemáticas quanto à intervenção dos Espíritos no processo social.
Camponesa simples, analfabeta, criada dentro do,s princípios do catolicismo, Joana começou a ouvir vozes e ter visões a partir dos 12 anos de idade. Na primeira visão, viu uma grande luz e em seguida a aparição de santos. O arcanjo São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida foram as entidades que lhe revelaram uma missão: a de libertar os franceses do jugo inglês.
Esse fato ocorreu durante a Guerra dos Cem Anos, entre Inglaterra e França, que se prolongou por mais de um século (1337 a 1450) e marca uma fase da transição entre o feudalismo e o capitalismo.
Sob a inspiração dos Espíritos, Joana d’Arc convence o rei Carlos VII de sua missão, que lhe outorga o título de “chefe de guerra”, isso com apenas 17 anos. Vestida com uma armadura de guerreiro, espada e um estandarte, lidera um exército de homens envolvidos por seu magnetismo, pela influência dos Espíritos e confiantes na vitória. Joana toma a cidade de Orléans (1929) e as principais bases dos inimigos ingleses. Foi o prenúncio da definitiva expulsão dos ingleses, que somente se daria em 1450, com a vitória final de Carlos VII e a retomada da Normandia.
Mesmo tendo sido ferida em Paris, traída, presa, julgada e queimada como herege pelos ingleses, como uma bruxa, Joana tornou-se um símbolo de liberdade e do patriotismo francês, algo que na época não era muito claro, pois a idéia de nação ainda não estava bem desenvolvida entre os franceses.
O filósofo espírita francês Léon Denis foi um grande admirador dessa formidável heroína. Joana d’Arc, Médium é uma de suas obras mais eloqüentes. Nela, o Druida de Lorena analisa a vida e o martírio dessa excepcional médium, segundo os princípios espíritas. “Joana d’Arc era, pois, um intermediário de dois mundos, um médium poderoso. Por isso foi martirizada, queimada. Tal, em regra, a sorte dos enviados do Alto”. (16)
Até hoje, os fenômenos de vidência, audiência, premonição e clarividência que faziam parte da vida de Joana, desde a pré-adolescência, não são aceitos pelos historiadores. Muito menos a decisiva intervenção dos Espíritos naquela delicada fase da história humana, pois tais acontecimentos contribuíram para que surgisse um contexto propício à vindoura Revolução Francesa, em 1789. (17)
Em uma reunião anual da Academia Americana de Neurologia, realizada em 1990, as pesquisadoras Lydia Bayne e Elizabeth Foote-Smith, da Universidade da Califórnia, em São Francisco, concluíram que a inspiração, as vozes e as visões de Joana eram na verdade uma forma rara de epilepsia. Segundo essas perspicazes cientistas, o ataque epiléptico ao invés de se dar por meio de convulsões, manifesta-se na forma de delírios, de alucinações. Joana sofria então de Apoplexia Parcial Complexa. (18) Cabe lembrar que o médium Francisco Cândido Xavier também foi considerado um epilético por neurologistas e parapsicólogos de batina.
O fato é que essa humilde camponesa, influenciada por vozes e visões, comandou exércitos na Idade Média, numa época em que ser mulher e, ainda mais, guerreira, não era algo comum e muito bem aceito pela sociedade da época, tanto que foi queimada como bruxa. Somente em 1455 a corte eclesiástica reverteu o processo inquisitorial que a incriminou. De mulher-demônio, tornou-se santa, canonizada somente em 1909 pela mesma igreja que a queimou em praça pública. O caso Joana d’Arc até hoje intriga os historiadores. Nenhuma das diversas correntes da História deu conta dessa questão.
Allan Kardec também, como Denis, se interessou por Joana d’Arc. Chegou a comentar na Revista Espírita (1858) uma polêmica obra psicografada pela médium Ermance Dufaux, intitulada A Vida de Joana d’Arc (Ditada por Ela Mesma) (19).
 A médium, que foi colaboradora do fundador do Espiritismo, recebeu a densa obra, repleta de informações históricas, com apenas 14 anos. “Sabemos que os incrédulos farão sempre mil e uma objeções; mas para nós, que vimos a médium operar, a origem do livro não pode ser posta em dúvida”, (20) afirmou Kardec a respeito do interessante livro, lançado em 1858.
RELEITURA DA HISTÓRIA
Mesmo com todas as dificuldades de comprovação do fenômeno mediúnico, a ação dos Espíritos no processo histórico é um componente fundamental para o entendimento de determinados fatos. A partir do conceito de mediunidade social é possível fazer uma releitura da história, amparada não somente na análise da fenomenologia mediúnica, como também em informações advindas dos Espíritos, segundo uma metodologia adequada, conforme os mesmos parâmetros que nortearam Allan Kardec em seus estudos sobre a mediunidade.
Segundo Léon Denis, a intervenção dos Espíritos ocorre de tempos em tempos na vida dos povos, “como nos tempos de Joana d’Arc. As mais das vezes, porém, a ação que exercem permanece obscura, primeiro para salvaguarda da liberdade humana, e, sobretudo, porque, se é indubitável que elas desejam ser conhecidas, não menos certo é quererem que o homem se esforce e se faça apto a conhecê-las.”
E prossegue o filósofo: “Os grandes fatos da História, devidos à intervenção delas, são comparáveis às aberturas que se produzem de súbito entre as nuvens, quando o tempo está sombrio, para nos mostrarem o céu profundo, luminoso, infinito, claros esses que, entretanto, logo se cerram, porque o homem ainda não se acha bastante maduro para apanhar e compreender os mistérios da vida superior.” (21)
Afirma Manuel S. Porteiro que “desde os séculos mais antigos, os mortos têm chamado a atenção dos vivos e já era hora de a ciência dar-se por advertida. Por absurdos ou inverossímeis que pareçam os fenômenos espíritas, não deixam, no entanto, de serem certos e naturais como toda outra manifestação da Natureza e do Espírito que a anima.” “O demônio de Sócrates, a diva de Plotino, a ninfa de Numa, deixaram de ser personagens mitológicos para converterem-se, à luz do Espiritismo, em gênios protetores ou em espíritos vinculados à vida de certos homens, por afetos ou outras diversas razões, capazes, em certos casos, de ser vistos e ainda fotografados, como a Katie King de William Crookes, a Estela de Livermore, a Yolanda de Elisabeth D'Espérance, o Joey de Alexandre Aksakof e o Vicente do dr. Imoda.” (22)
Há uma infinidade de situações provocadas pelos Espíritos que ainda não foram devidamente analisadas pela historiografia oficial. A epopéia do Êxodo, com a libertação do povo judeu por Moisés, sob a inspiração e ação extrafísica de Jeová, o espírito familiar protetor dos hebreus, adotado pelo cristianismo como um Deus universal — o “Senhor dos Exércitos”, que fulminou Sodoma e Gomorra e eventualmente enviava anjos (Espíritos) aos patriarcas, como aquele que lutou corporalmente com Jacó e o que ajudou Tobias a curar seu pai da cegueira, até o evento mediúnico do Pentecostes, um marco na propagação do cristianismo, registrado no Atos dos Apóstolos.
A ação de Krishna e de Espíritos nas tradições descritas no MahaBarata; na cultura céltica, cujos guerreiros eram respeitados pela sua coragem, pela sua fúria. Eles não temiam a morte (os celtas eram reencarnacionistas) e contavam com o auxílio dos guerreiros celtas desencarnados, evocados pelo druida, um mago, poderoso médium iniciado nos mistérios dos fenômenos da natureza.
A Cabana do Pai Tomás, célebre obra escrita pela norte-americana Harriet Beecher Stowe, em 1852, foi uma contundente denúncia da escravatura e serviu como fonte de inspiração para o abolicionismo norte-americano, que culminou com a Guerra da Secessão. Essa obra, um dos grandes clássicos da literatura mundial, foi considerada pelo grande escritor russo Leon Tolstoi como “uma das grandes produções da mente humana”. Pelos relatos da escritora, a obra foi obtida em transe mediúnico, nos moldes semelhantes às obras recebidas pelo médium Chico Xavier. (23)
Alguns anos depois o célebre presidente dos Estados Unidos, Abraão Lincoln, realizaria sessões mediúnicas na Casa Branca, fato esse que até hoje não foi devidamente esclarecido. (24)
Não poderia ficar de fora o que Arthur Conan Doyle chamou de “invasão organizada”. Num espaço de dez anos (de 1848 a 1858) ocorreu uma ação intensa dos Espíritos por meio de fenômenos de poltergeist, raps, materializações etc., em todo o mundo, notadamente na Europa e América do Norte. A América Latina também não passou incólume. No Brasil, principalmente no Ceará, a imprensa registrou o que se convencionou chamar de mesas girantes. De 31 de março de 1848, quando se iniciaram os célebres fenômenos de Hydesville com as irmãs Fox, nos Estados Unidos, até a fundação da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em 1858, o mundo foi invadido pela ação dos Espíritos, em um processo antecipado pelas revelações pessoais do profeta e clarividente sueco Emmanuel Swedenborg, pelo sensitivo escocês Edward Irving e os poderes psíquicos do norte-americano Andrew Jackson Davis.
Enfim, muitos são os fatos históricos a espera de uma releitura à luz do conceito de mediunidade social e dos princípios espíritas. A evolução do ser humano, da sociedade e da história passa necessariamente pela interação entre o físico e o extrafísico, através do fenômeno mediúnico e do fenômeno palingenésico.
Artigo escrito por:
Eugenio Lara, arquiteto e jornalista, é membro-fundador do Centro de Pesquisa e Documentação Espírita (CPDoc), do Instituto Cultural Kardecista de Santos (ICKS) e um dos coordenadores do site Pense - Pensamento Social Espírita.
Notas
(1)   KARDEC, Allan, O Que é o Espiritismo, preâmbulo in Iniciação Espírita, Edicel, 5ª edição, 1979, trad. Joaquim da Silva Sampaio Lobo – São Paulo-SP (Grifo meu).
(2)    KARDEC, Allan, O Livro dos Médiuns, cap. XIV, item 159, pg. 203, FEB, 62ª edição, 1986, trad. J. Herculano Pires – Rio de Janeiro-RJ.
(3)    KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos, 1ª parte, cap. II, q. 27, FEB, 76ª edição, 1995, trad. Guillon Ribeiro – Rio de Janeiro-RJ.
(4)    KARDEC, Allan, Obras Póstumas, 1ª parte, III. A Criação, § 7º Da Obsessão e da Possessão, pág. 45, Edicel, 2ª edição, 1979, trad. Sylvia Mele Pereira da Silva – São Paulo-SP.
Dentro desse critério, podemos considerar o nazismo como um movimento de histeria coletiva, uma obsessão social.
(5)    Humberto Mariotti (1905-1982), poeta, escritor, jornalista, conferencista e intelectual espírita portenho. Foi presidente da Confederação Espírita Argentina (em 1935/1937 e 1963/1967) e também vice-presidente da Confederação Espírita Pan-Americana (Cepa) em duas gestões. Escreveu, dentre outras obras: Dialéctica y Metapsíquica; El Alma de los Animales a Luz de la Filosofia Espírita; En Torno al Pensamiento Filosofico de J. Herculano Pires; Victor Hugo, el Poeta del Más Allá; Los Ideais Espíritas en la Sociedad Moderna.
(6)    Essa obra, editada na Argentina em 1963, foi traduzida pelo filósofo e jornalista J. Herculano Pires nos anos 60 com o nome O Homem e a Sociedade Numa Nova Civilização (Edicel) e relançada com o título original em 1983 pela mesma editora. Ela foi lançada inicialmente no Brasil em plena ditadura militar, daí a mudança estratégica do nome da obra, a fim de evitar problemas com a censura e a repressão ideológica.
(7)    Manuel S. Porteiro (1881-1936), pensador espírita argentino, considerado o fundador da sociologia espírita. Foi presidente da Confederação Espírita Argentina (1934-1935). Escreveu os livros Espiritismo Dialectico (disponível gratuitamente no site PENSE – Pensamento Social Espírita - www.viasantos.com/pense em edição virtual e lançada no Brasil por iniciativa do Centro Espírita José Barroso em 2002, com tradução de José Rodrigues), Concepto Espirita de la Sociologia, Origen de las Ideas Morales e Ama y Espera.
(8)    MARIOTTI, Humberto, Parapsicologia e Materialismo Histórico, 2ª parte, cap. XIX, Edicel, 2ª edição, 1983, trad. J. Herculano Pires – São Paulo-SP.
(9)             Ver Obras Póstumas, Allan Kardec, 1ª parte, As aristocracias.
(10)             MARIOTTI, Humberto, Parapsicologia e Materialismo Histórico, 2ª parte, cap. XIX, pág. 151.
(11)                      MARIOTTI, Humberto, Ibidem
(12)                      DENIS, Léon, O Mundo Invisível e a Guerra, cap. II, pág. 21, Ed. CELD, 1ª edição, 1995, trad. José Jorge – Rio de Janeiro-RJ.
(13)                      DENIS, Léon, Ibidem.
(14)                      KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos, 2ª parte, cap. IX.
(15)                       KARDEC, Allan, Ibidem
(16)                       DENIS, Léon, Joana d’Arc Médium, cap. IV, pág. 67, 11ª edição, 1984, trad. Guillon Ribeiro, ed. FEB.
(17)                       A Revolução Gloriosa, na Inglaterra e a Revolução Norte-Americana também influenciaram decisivamente os ideólogos da Revolução Francesa.
(18)                       Joana d’Arc Ganha Diagnóstico, in O Estado de S. Paulo, 3/5/1990.
(19)                       Essa obra foi lançada no Brasil pela Editora do Lar da Família Universal (LFU) e pela DPL.
(20)                       KARDEC, Allan, Revista Espírita, 1858, pág. 30, trad. Júlio Abreu Filho, Edicel.
(21)                       DENIS, Leon, Joana d’Arc Médium, cap. IV, págs. 64 e 65.
(22)                       PORTEIRO, Manuel S., Espiritismo Dialético, pág. 5, Ed. PENSE, trad. José Rodrigues.
(23)                       MARIOTTI, Humberto, Victor Hugo, Espírita, item 15, Ed. Correio Fraterno, 1ª edição, 1989, trad. Wilson Garcia, São Bernardo do Campo-SP.
MAYNARD, Nettie Colburn, Sessões Espíritas na Casa Branca, 2ª edição, 1981, E

Oração do Pai Nosso - Monsenhor Horta




Caro leitor, essa oração foi psicografada pelo nosso saudoso Chico Xavier, entitulada Oração do Pai Nosso, ditada pelo espírito Monsenhor Horta. 
No inicio do blog, colocamos um vídeo do médium Raul Teixeira, recitando essa belíssima oração.

PAI NOSSO (2)
Pai Nosso, que estás nos Céus,
Na luz dos sóis infinitos,
Pai de todos os aflitos
Deste mundo de escarcéus.
Santificado, Senhor,
Seja o Teu nome sublime,
Que em todo o Universo exprime
Concórdia, ternura e amor.
Venha ao nosso coração
O Teu reino de bondade,
De paz e de claridade
Na estrada da redenção
Cumpra-se Teu mandamento
Que não vacila nem erra,
Nos Céus, como em toda Terra
De luta e de sofrimento.
Evita-nos todo o mal,
Dá-nos o pão do caminho
Feito da luz, no carinho
Do pão espiritual.
Perdoa-nos, meu Senhor,
De iniquidade e de dor.
Os débitos tenebrosos,
De passados escabrosos,
Auxilia-nos também,
Nos sentimentos cristãos,
A amar nossos irmãos
Que vivem longe do bem.
Com a proteção de Jesus,
Livra a nossa alma do erro,
Sobre o mundo de desterro
Distante da vossa luz.
Que vossa ideal igreja
Seja o altar da Caridade
Onde se faça a vontade
De vosso amor...


Assim seja.
Espírito :Monsenhor Horta
Médium; F.C. Xavier 
Livro: Parnasmo Além Túmulo.

Raul Teixeira - Oração Pai Nosso (Monsenhor Horta)

Vencer as tentações

20 de mai de 2010

LIVRO DOS ESPÍRITOS - Questão 909 

"Kardec interroga os Espíritos: “Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações?
Resposta dos Espíritos Venerandos: “Sim, e, freqüentemente, fazendo esforços muito insignificantes. O que lhe falta é à vontade. Ah! Quão poucos dentre vós fazem esforços!”

Comentários Luciano:

No mesmo capítulo do livro dos espíritos, que trata essa questão de número 909, eles dizem: “que o mal é a ausência do bem”. Pois bem, analisando essa frase concluímos que a criatura humana que não está fazendo o bem para alguém, permanece cristalizada na marcha evolutiva, perdendo a oportunidade de melhorar na condição de filho de Deus, praticando, com isso, o mal para si próprio.
Destarte, a reencarnação é o maior presente de Deus para os seus filhos. Mas será que estamos sabendo aproveitar essa dádiva?
Existe uma mensagem do Espírito Albino Teixeira psicografado por Chico Xavier, com o título de “Créditos Espirituais”. A mensagem faz as seguintes considerações: que uma hora tem sessenta minutos, um dia vinte quatro horas, um mês trinta dias e um ano trezentos e sessenta e cinco dias, e ele propõe que se fizermos um ato de bondade por dia a alguém, teremos, no final do ano, trezentos e sessenta e cinco créditos espirituais. A oportunidade de fazer o bem é vasta, mas será porque temos dificuldade em aproveitar? Os espíritos nos ensinam, na mesma obra, que o orgulho e o egoísmo são as maiores chagas que a humanidade possui.
Quando o indivíduo pensa mais em si próprio e esquece-se do próximo perde grandes oportunidades, mesmo em pequenos gestos diários em ajudar alguém, mas geralmente as pessoas não costumam ter tempo para as outras, mesmo aquelas  que ela convive direta ou indiretamente.
Em se tratanto de moradores de cidades maiores, a questão torna-se ainda mais delicada, pois os moradores de metrópoles, possuem um estilo de vida atribulado, com isso  a tendência é do ser humano desenvolver mais o senso de egoísmo, por não encontrarem tempo para os outros, isso está vinculado também com a falta de capacidade da criatura saber administrar seu tempo de forma adequada.
Outro fator que é um grande obstáculo é o "Medo". O Ser as vezes perde a oportunidade de auxiliar o próximo, por receio de sofrer algum tipo de violências urbana;em partes isso é compreensível, mas precisamos aprender a discernir e separar o joio do trigo.
Vivemos em função de adoração mitológica do famoso Deus Cronus, (aquele Deus que no mito é responsável pelo Tempo, daí derivou-se o nome cronômetro), assim vivemos correndo contra o tempo, na maioria das vezes não corremos ao nosso favor, não corremos em busca de fazer uma viagem interior para nos auto-descobrir, conhecer um pouco de nosso íntimo, fazer um balanço do que precisa ser mudado. Essa falta de vontade, de esforçar, está vinculada primeiramente a preguiça espiritual que trazemos, devido a nossa imaturidade espiritual, em nosso entendimento, alguns atenuantes que nos leva a crer que essa preguiça moral e espiritual não é consciente, são os distúrbios espirituais e psicológicos que o Ser carrega.
Não raro encontramos pessoas, com crise de pânico, mergulhadas em insegurança, medos, fobias, outros como: TOC – transtorno obsessivo compulsivo, dentre inúmeros não citados aqui.
  Não temos a pretensão de justificar a falta de esforços insignificantes do Ser Humano para o arrastamento ao mal, mas tentar compreender o que o leva o individuo a agir assim.
Estudando os atenuantes: O medo.
Quanto ao medo, encontramos no mundo dois tipos de pessoas: as que buscam prazer no que faz em suas vidas e as que evitam sofrimento. Como somos espíritos seculares, trazemos, em nosso íntimo, gravado em nosso espírito, refletido em nosso corpo espiritual e exteriorizado na mente material, grandes fobias, traumas, distúrbios psíquicos e espirituais de varias naturezas.
Citaremos aqui outro transtorno o TEPT, existe uma corrente da psicologia que estuda o lado material e psicológico desse problema em questão, o TEPT (transtorno de estresse pós-traumático). Esse transtorno é diagnosticado no caso de pessoas que passaram ou testemunharam algum tipo de fatalidade colocando sua vida em risco, ou de alguém próximo a ela. A criatura desenvolve medos e fobias porque em sua memória ficam registrados acontecimentos e fatos trágicos, dando asas à imaginação, criando hipóteses fatais que poderiam acontecer novamente com ela.
Podemos ir mais adiante levando em consideração que somos espíritos reencarnantes e que possuímos no âmago do ser, as gravações espirituais vivenciadas de outras vidas, seja de virtudes, defeitos e de situações de felicidade ou trágicas.
Esse transtorno que muitas das vezes não alcança a cura pode ter uma origem mais profunda do que apenas os fatos da vida presente, pode ter uma origem de transtornos de outra existência.
Conforme explica Leon Deni “sobre os escaninhos das memórias do espírito”:
“O corpo espiritual não retém somente a prerrogativa de constituir a fonte da misteriosa força plástica da vida, a qual opera a oxidação orgânica; é também ele a sede das faculdades, dos sentimentos, da inteligência e, sobretudo o santuário da memória, em que o ser encontra os elementos comprobatórios da sua identidade, através de todas as mutações e transformações da matéria”.
Fazendo uma comparação com os estudos da corrente psicológica do mundo de hoje que estuda o TEPT.
 Os psicólogos acreditam que a origem do transtorno seja apenas questões existenciais desta vida, mas se formos levarmos em conta as vidas pregressas. Estes transtornos podem estar vinculados a questões existências de outras vidas, mas que no presente, assume o papel de um novo personagem (persona em latim mascara) com outros moldes físicos, com outra roupagem, e com outra história de vida.
Mas este personagem pode de alguma forma receber influência das gravações de sua memória espiritual, de forma inconsciente, deixando vir à tona algum conflito existencial adormecido em seu cerne, podendo, assim, de alguma forma, exteriorizar algo vivenciado em outras vidas.
Com isso, por algum motivo, seja por instinto de conservação ou por outras situações, possivelmente a criatura, por receio e medo, talvez passe toda sua existência nula, não faz o mal, mas também não faz o bem, e deixa de aproveitar a oportunidade de seu progresso. Essa vida de neutralidade pode estar vinculada a grandes fobias e medo de mudar de consciência íntima; é uma questão muito complexa e que cabe mais atenção e estudo.
Quando tratamos da necessidade do auto descobrimento e as maiores dificuldades encontradas no ser humano para colocar em prática os ensinos de Sócrates “conhece a ti mesmo”, e também na pergunta acima citada dos poucos esforços que a criatura faz para melhorar, vamos denominar isso como preguiça psíquica e espiritual, parte desta mesmice pode estar vinculada a questões de outras existências se analisarmos a questão das reminiscências do passado que pode refletir em seu inconsciente.
Kardec trata sobre o do véu do esquecimento concedido por Deus para o espírito que acabara de nascer de novo, ou seja, não se lembra de suas vidas passadas.  Levando em conta sobre “o escaninho da memória” de que Leon Deni retrata que de certa forma pode mesmo de uma forma quase nula, mas deixar impressões espirituais de questões existenciais de outras vidas.
Fica para refletirmos será que o homem não esforça para si melhorar por motivos insignificantes ou será que os conflitos existênciais formam uma barreira maior que as muralhas da China que o impede de sair da cegueira da consciência adormecida e continua vivendo anestesiado nas crises existenciais. Em postagens futuras falaremos um pouco mais sobre a força de vontade , o controle do pensamento,  e como nos educar mentalmente para buscar livrarmos do arrastamento do mal.
Autor: Luciano Oliveira

Mediunidade Responsável

Artigo extraído do site : http://analisesespiritas.blogspot.com/
do bloqueiro : Anderson , Recife, Pernambuco Brasil

 

De maneira sistemática e contínua, vêm-se tornando comuns algumas pseudorrevelações alarmantes, substituindo as figuras mitológicas de Satanás, do Diabo, do Inferno, do Purgatório, por Dragões, Organizações Demoníacas, regiões punitivas atemorizantes, em detrimento do amor e da misericórdia de Deus que vigem em toda parte”. (Vianna de Carvalho [1])

Não é de hoje que o nosso movimento espírita se vê envolvido por pseudorrevelações de espíritos sistemáticos, presunçosos, escrevinhadores mesmo que, à conta de um palavrório técnico, com termos bem escolhidos e apoiados em palavras como Amor e Caridade, vêm se dedicando, de forma insistente, a tornar suas informações e opiniões pessoais em lei.

Contam ainda com a ajuda de médiuns imprevidentes, muitos verdadeiros desconhecedores, ao que parece, dos mais básicos conhecimentos sobre os escolhos resultantes da comunicação entre os dois mundos e, que, fascinados, sabe-se lá por que motivos se fazem intérpretes e porta-vozes destas mistificações grosseiras, que tanto mal fazem ao Espiritismo e ao movimento espírita brasileiro, e, porque não, mundial.

O Espírito Vianna de Carvalho, no trecho citado acima, faz referência direta a personagens que, de forma contínua, somos ‘forçados’ a ver publicados em livros, divulgados em artigos de seus simpatizantes e, que ironia, até presentes em eventos espíritas de grande porte, alguns tentando abordar [ou deformar] a Ciência Espírita. Que tristeza!

Ele ainda afirma que a Doutrina Espírita, “fundamentada em fatos, estudada pela razão e lógica, não admite em suas formulações esclarecedoras quaisquer tipos de superstições, que lhe tisnariam a limpidez dos conteúdos relevantes, muito menos ameaças que a imponham pelo temor, como é habitual em outros segmentos religiosos” [1].

Até porque “certamente existem personificações do Mal além das fronteiras físicas, que se comprazem em afligir as criaturas descuidadas, assim como lugares de purificação depois das fronteiras de cinza do corpo somático, todos, no entanto, transitórios, como ensaios para a aprendizagem do Bem e sua fixação nos painéis da mente e do comportamento” [1].

Vianna ainda esclarece no mesmo artigo que “da mesma forma como não se deve enganar os candidatos ao estudo espírita, a respeito das regiões celestes que os aguardam, desbordando em fantasias infantis, não é correto derrapar em ameaças em torno de fetiches, magias e soluções miraculosas para os problemas humanos” [...] [1].

Reflexões bastante oportunas não? Até porque “a simples mudança mental já proporciona ao indivíduo a conquista do equilíbrio perdido, facultando-lhe a adoção de comportamentos saudáveis que se encontram exarados em O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, verdadeiro tratado de eficiente psicoterapia ao alcance de todos que se interessam pela conquista da saúde integral e da alegria de viver” [1].

É por isso que José Herculano Pires, eminente escritor, jornalista e professor espírita, em texto introdutório inserido em A Gênese, adverte que “não é através de pretensas revelações mediúnicas de Espíritos e médiuns invigilantes e vaidosos, nem de videntes convencidos de suposta investidura missionária, [...] que se fará o progresso do Espiritismo. Por isso, os espíritas dotados de humildade suficiente para reconhecer a sua incompetência espiritual e intelectual para tanto, servem melhor à doutrina e a preservam das deturpações dos invigilantes” [2].

Semelhante conselho é dado por Kardec quando adverte que nunca será demais a prudência, quando se tratar da publicação de semelhantes escritos, pois as utopias e excentricidades que são abundantes nestes, chocam o bom senso, provocando uma impressão muito desagradável nas pessoas que se iniciam, dando uma falsa ideia do Espiritismo e de suas conseqüências, sem contar que dá armas aos adversários do Espiritismo para ridicularizá-lo.

Há entre estas publicações as que, sem serem más e sem provirem de um processo obsessivo, podem ser consideradas como imprudentes, intempestivas e inábeis.

Em conseqüência disto Herculano Pires afirma que é “muito comum este fato, que vem ocorrendo com espantosa intensidade no Brasil, em virtude da propagação da prática espírita sem o desenvolvimento paralelo do conhecimento doutrinário. Por toda parte aparecem publicações inoportunas, desviando a atenção do público dos problemas fundamentais do Espiritismo, excitando a imaginação e o orgulho de médiuns incultos que, ainda em desenvolvimento, se deixam empolgar pela vaidade pessoal, dando atenção aos elogios de companheiros menos avisados e sendo envolvidos por espíritos pseudossábios, sistemáticos, imaginosos. Todo cuidado é pouco neste terreno” [3] (Grifo nosso).

Vale ressaltar que estes Espíritos evitam os maus conselhos por saberem que seriam ignorados, de maneira que os mistificados os defendem sempre, afirmando: “pode ver que eles não dizem nada de mau”. Mas a moral é apenas um acessório, que só serve para iludir e conseguir ser aceito, pois o que mais desejam é dominar e impor as suas ideias, por mais absurdas que pareçam.

Cabe observar ainda que desde a década de 50 temos inúmeros alertas de diversos escritores espíritas, encarnados e desencarnados, sobre este fato e parece-me que o espírita brasileiro, ao invés de aceitar a existência deste problema e se apressar em corrigi-lo, prefere acreditar em um falso protecionismo espiritual, onde eles nos protegeriam de tudo, até de ter o trabalho de analisar os textos vindos do além; sem contar que cabe a nós, e não a eles, os espíritos, conforme nos ensinam passar toda e qualquer informação dos espíritos pelo crivo da razão e da lógica mais severa, no exercício da vivência espírita do dia a dia.

Até porque, “jamais a mediunidade séria estará à serviço dos espíritos zombeteiros, levianos, críticos contumazes de tudo e de todos que não anuem com as suas informações vulgares, devendo tornar-se instrumento de conforto moral e de instrução grave, trabalhando a construção de homens e de mulheres sérios que se fascinem com o Espiritismo e tornem as suas existências úteis e enobrecidas”.

E o antídoto para essa onda de pseudorrevelações é o conhecimento real, lúcido e profundo do Espiritismo. Além da conscientização de que, para que uma informação seja aceita e deixe de ser considerada mera opinião pessoal e se torne hipótese, ou mesmo um princípio, ela necessita ser legitimada pela universalidade do ensino, através de um verdadeiro consenso entre as informações dos Espíritos, por médiuns desconhecidos entre si, de forma espontânea ou mesmo provocada, através das esquecidas e ignoradas evocações, em grupos sérios, solidamente formados, e por médiuns seriamente conscientes de seus papéis como intérpretes, e não autores, das informações dos Espíritos, conforme estabeleceu o Codificador.

“Desse modo [encerra Vianna], utilizando-se da caridade como guia, da oração como instrumento de iluminação e do conhecimento como recurso de libertação, os adeptos sinceros do Espiritismo não se devem deixar influenciar pelo moderno terrorismo de natureza mediúnica, encarregado de amedrontar, quando o objetivo máximo da Doutrina é libertar os seus adeptos, a fim de os tornar felizes”.

Oportunas as palavras deste Espírito, tendo em vista de que vêm acrescentar mais peso às vozes de meros espíritas encarnados, simples mortais que tentam exercitar a atitude crítica em nosso movimento, submetendo ao cadinho da razão e da lógica todas as observações sobre os Espíritos e as suas comunicações.

Encerramos com uma mensagem do Espírito Erasto: “lembrai-vos, ainda, de que, quando uma verdade deve ser revelada à Humanidade, ela é comunicada, por assim dizer, instantaneamente, a todos os grupos sérios que possuem médiuns sérios, e não a este ou àquele, com exclusão dos outros” [4].
Ótimas reflexões e bons estudos!


Bibliografia


[1] Carvalho, Vianna de. Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, no dia 7 de dezembro de 2009, durante o período de realização do XVII Congresso Espírita Nacional, em Calpe, Espanha e publicado em Reformador, edição de março de 2010, p. 9 -11, cujo título é Terrorismo de natureza mediúnica.
[2] Kardec, Allan. A Gênese, os milagres e as predições segundo o Espiritismo. Tradução de Victor Tollendal Pacheco; apresentação e notas de J. Herculano Pires. 21ª edição, São Paulo; LAKE, 2003, p. XIII.
[3] ______________. O Livro dos Médiuns. Tradução da 2ª edição francesa por J. Herculano Pires. São Paulo – LAKE, 2004, cap. XXIII, item 247, nota de rodapé, P. 222.
[4] ______________. O Evangelho segundo o Espiritismo. Tradução de J. Herculano Pires, 61ª edição. São Paulo – LAKE, 2006, cap. XXI, p. 265.

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Luciano Dudu