Vídeo de divulgação da História e o Espiritismo

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POR QUE HISTÓRIA E ESPIRITISMO ?

15 de jun de 2010


 Tempus regit actum

È uma expressão jurídica latina que significa literalmente o tempo rege o ato, no sentido que as coisas jurídicas se regem pela lei da época em que ocorreram.

Estimado Leitor, você deve ficar refletindo por que abordo assuntos históricos fazendo uma ligação com religião, mais especificamente com a Doutrina dos Espíritos.Extrai do Livro "Consolador" ditado por Emmanuel para o saudoso Chico Xavier, parte de um capítulo que chama Ciências combinadas. Com base nas perguntas respondidas logo abaixo pelo Benfeitor, acredito que ficará claro o motivo que uso história e espiritismo conjuntamente. Espero que esteja gostando da forma que estou abordando. Conto com sua colaboração deixando comentários sobre os assuntos  postados. Os comentários servirão de análise para os temas postados caso necessite de revisão e até mesmo para futuros assuntos a serem tratados. Agora fiquem com as falas do Espírito Venerando Emannuel, boa noite.  

Luciano Dudu


CIÊNCIAS COMBINADAS

Do Livro Consolador :
Questão de nº 80 - As chamadas ciências combinadas, entre as quais a História, a Geologia e a Geografia, surgiram no mundo tão só pelo esforço dos Espíritos aqui encarnados?
Resposta de Emmanuel:
Indiretamente, as criaturas humanas têm recebido, em todas as épocas, a cooperação do plano espiritual para a edificação dos seus valores mais legítimos.
As chamadas ciências combinadas são expressões do mesmo quadro de conhecimentos humanos, com igual convergência para a sabedoria integral, no plano infinito. A História, como a conheceis, não é uma estatística dos acontecimentos do planeta através das palavras? Todas elas são processos evolutivos para os valores intelectuais do homem, a caminho das conquistas definitivas de sua personalidade imortal.
 

   




Questão de nº81 - Nos planos espirituais a história das civilizações terrestres é conhecida nas mesmas características em que a conhecemos através dos narradores humanos?
Resposta de Emmanuel:
A descrição dos fatos é aproximadamente a mesma; todavia, os métodos de apreciação dos acontecimentos e das situações divergem de maneira quase absoluta. Muitas vezes os heróis nos livros da Terra são entidades misérrimas na esfera espiritual. Verifica-se, então, o contrário. Conhecemos Espíritos altíssimos que vieram do mundo cobertos de virtudes gloriosas, e que não constam de nenhuma lembrança da Humanidade. Os altares e as galerias patrióticas da
Terra foram sempre comprometidos pela política rasteira das paixões. Poucos heróis do planeta fazem jus a esse título no mundo da verdade. É por essa razão que a história do orbe sendo exata, no concernente à descrição e à cronologia, é ilegítima no que se refere à justiça e à sinceridade.


 





Questão de nº 82 – Os falsos julgamentos da História agravam a situação dos que se desprendem do mundo, na qualidade de heróis, sem que o sejam?

Resposta de Emmanuel:
As exéquias solenes, os necrológios brilhantes, os pomposos adjetivos que se concedem aos "mortos", em troca do ouro da posição convencional que deixaram, afligem os que partiram pela morte, de maneira intraduzível. Penosa
Situação de angústia se estabelece para esses Espíritos sofredores e perturbados, que se envergonham de si mesmos, experimentando a mais funda repugnância pelas homenagens recebidas. Cessada essa fase do julgamento insincero do mundo, frequentemente se poderá observar a incoerência dos homens. O "antigo herói" volta ao orbe com as vestes do mendigo ou do proletário rude, aprendendo nas lágrimas silenciosas a compor os cânticos do dever e do trabalho santificantes; todavia, ninguém o vê, porque, na história do mundo, em todos os tempos, o homem sempre incensou a tirania e raramente fixou o olhar inquieto na flor carinhosa e humilde da virtude.
Fonte:

Material extraído do Livro "Consolador – Emmanuel/ F.C.Xavier

ESTUDO DA REVOLUÇÃO FRANCESA A LUZ DA DOUTRINA ESPÍRITA

9 de jun de 2010




A Bandeira Nacional da França  " a tricolor"
Tricolor em três faixas veritcais ( azul, branca e vermelha), simboliza a Revolução Francesa (1789).
Sendo que o azul representa o poder legislativo, o branco o poder executivo, e o vermelho o povo.
Os três "dividindo", igual o poder. Lembrando o lema francês, as cores representam também Liberdade( Liberté), Igualdade,(Égalité) e Fraternidade ( Fraternité).

Conheça um pouco da Revolução Francesa, e o marco que ela foi para a humanidade.
Leia os post abaixos e bons estudos

Luciano Oliveira

A Nova Era - Fénelon

8 de jun de 2010

Estimado Leitor, tomamos a liberdade de postar uma instrução do espírito Fénelon, ditado em Paris em 1861 e publicado no Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo I intitulado "Não vim destruir a lei" item 10.

Gostaria que lessem esta instrução e refletissem a cerca do que  irei escrever na próxima postagem.
Tenho como objetivo comentar sobre esta mensagem de bom ânimo do espírito a todos nós e principalmente para os Franceses da época do "Período pós-revolução francesa".
Boa Leitura .



Instrução dos espíritos 

10. "Um dia, Deus, em sua inesgotável caridade, permitiu que o homem visse a verdade varar as trevas. Esse dia foi o do advento do Cristo. Depois da luz viva, voltaram as trevas.
Após alternativas de verdade e obscuridade, o mundo novamente se perdia. Então, semelhantemente aos profetas do Antigo Testamento, os Espíritos se puseram a falar e a vos advertir. O mundo está abalado em seus fundamentos; reboará o trovão. Sede firmes! O Espiritismo é de ordem divina, pois que se assenta nas próprias leis da Natureza, e estai certos de que tudo o que é de ordem divina tem grande e útil objetivo.
O vosso mundo se perdia; a Ciência, desenvolvida à custa do que é de ordem moral, mas conduzindo-vos ao bem-estar material, redundava em proveito do espírito das trevas. Como sabeis, cristãos, o coração e o amor têm de caminhar unidos à Ciência. O reino do Cristo, ah! passados que são dezoito séculos e apesar do sangue de tantos mártires, ainda não veio. Cristãos, voltai para o Mestre, que vos quer salvar. Tudo é fácil àquele que crê e ama; o amor o enche de inefável alegria. Sim, meus filhos, o mundo está abalado; os bons Espíritos vo-lo dizem sobejamente; dobrai vos à rajada que anuncia a tempestade, a fim de não serdes derribados, isto é, preparai-vos e não imiteis as virgens loucas, que foram apanhadas desprevenidas à chegada do esposo. A revolução que se apresta é antes moral do que material. Os grandes Espíritos, mensageiros divinos, sopram a fé, para que todos vós, obreiros esclarecidos e ardorosos, façais ouvir a vossa voz humilde, porquanto sois o grão de areia; mas, sem grãos de areia, não existiriam as montanhas. Assim, pois, que estas palavras - "Somos pequenos" - careçam para vós de significação. A cada um a sua missão, a cada um o seu trabalho. Não constrói a formiga o edifício de sua república e imperceptíveis animálculos não elevam continentes?Começou a nova cruzada. Apóstolos da paz universal, que não de uma guerra, modernos São Bernardos , olhai e marchai para frente; a lei dos mundos é a do progresso".


Fénelon. (Poitiers,1861 .)

O início da Revolução Francesa


Revolução Francesa capítulo -1/8
"Questão de nº 55 do livro Consolador.
A desigualdade verificada entre as classes sociais, no universo dos bens terrenos, perdurará nas épocas do porvir?
Resposta o Benfeitor Emanuel:
A desigualdade social é o mais elevado testemunho da verdade da reencarnação, mediante a qual cada espírito tem sua posição definida de regeneração e resgate. Nesse caso, consideramos que a pobreza, a miséria, a guerra, a ignorância, como outras calamidades coletivas, são enfermidades do organismo social, devido à situação de prova da quase generalidade dos seus membros. Cessada a causa patogênica com a iluminação espiritual de todos em Jesus Cristo; a moléstia coletiva estará eliminada dos ambientes humanos."

Comentários de Luciano:
O espírito Fénelon, que ditou a instrução dos espíritos intitulada "Nova Era", foi em sua última existência François Fénelon, que desencarnou em 1715. François foi um teólogo católico que sempre se preocupou com as questões sociais e religiosas do mundo.
Ele começa sua instrução mostrando que Jesus trouxe os ensinos da máxima "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao Próximo como a ti mesmo", e que depois da partida do Cristo a humanidade teve dificuldade de colocar seus ensinamentos em prática de forma absoluta, caindo nas trevas da consciência e dos vícios morais e materiais. E que com o passar dos séculos o homem comprometeu-se cada vez mais dizendo que era em prol de um ideal.
Eu convido aos irmãos para refletirem sobre essa instrução que Fénelon ditou na cidade francesa de Poitiers em 1861 tem como um de seus objetivos levar uma mensagem de bom ânimo para as pessoas da época, principalmente os franceses; Essa mensagem além de ser muito profunda, dá para fazermos uma analise com relação a visão histórica da época. Essa mensagem ocorreu em período de : Ascensão e Quedas da França no século anterior, posto que no período de 05 de Maio de 1789 até 09 de novembro de 1799 houve uma grande alteração no quadro político, social e espiritual da França, marcando os anais históricos como uma Era de muito sangue, carnificina, manchando a memória da Europa, espalhando o Terror e o medo para o Mundo.
Essa mensagem de bom ânimo complementa outras passagens do Evangelho Segundo Espiritismo, onde os Espíritos Venerandos explicam que Jesus disse: "Eu não vim destruir a lei, mas cumpri-la"... E, em outro momento, quando ele trata do consolador prometido e diz: "e eu rogarei a meu Pai e ele vos enviará outro Consolador, a fim de que fique eternamente convosco".
Fazendo uma analise apenas nos fatos da época  os franceses estavam sequiosos de fé, esperança para uma vida mais pacífica, e precisavam de um consolo para libertar sua memória do medo e do Terror que a revolução Francesa trouxe.

Além de que essa mensagem é muito atual também serve de consolo para todos nós que vivemos em busca de uma condição espiritual mais serena e tranquila,ela nos dá bom animo e esperança.
Sobre os dados históricos da época eu farei uma explanação sobre o que foi a Revolução Francesa".
Iniciou-se com a revolução a Idade Contemporânea que tinha como meta abolir a servidão e os direitos feudais, foram promulgados, então, os princípios universais de Liberdade, Igualdade, Fraternidade (Liberté, Egalité, Fraternité), frase criada por Rousseau.
Para conseguir tais mudanças a França passou por um período fatídico, ela passou por várias repúblicas, um período ditatorial, uma monarquia constitucional e dois impérios que, conseqüentemente, foi cercada de Guerras entre nações e até guerras civis.
No livro "A Caminho da Luz", o espírito Emmanuel nos diz que:
"A independência americana acendera o mais vivo entusiasmo no ânimo dos franceses, humilhados pelas mais prementes dificuldades, depois do extravagante reinado de Luis XV".
"O fluxo desenfreado e os abusos do clero e da nobreza, em proporções espantosas, haviam ambientado todas as idéias livres e nobres dos enciclopedistas e dos filósofos, no coração torturado do povo. A situação das classes proletárias e dos lavradores caracterizava-se pela mais hedionda miséria".
A França do século XIX atravessava sérios problemas sociais, econômicos e religiosos, evidenciando que tudo não passou de grandes provas coletivas que se acentuavam a cada dia da revolução.
A população burguesa (comerciantes e trabalhadores) estava cansada de ser avassalada por altos impostos, começava, então, a surgir líderes do povo que fundariam, na época de Luis XVI, o terceiro Partido.
Na postagem de numero 2/8 iremos numerar enumerar os mais importantes líderes da revolução francesa
Desça com a barra de rolagem que você encontrará a continuação R.F. 2/8

Autor: Luciano Oliveira

O revolucionário Danton – Um dos responsáveis pela Constituinte

Revolução Francesa 2/8
"Questão de nº 65 do livro Consolador
O homem que guarda responsabilidade nos cargos públicos da Terra responde, no plano espiritual, pelas ordens que cumpre e faz cumprir?
Resposta do Benfeitor Emanuel:
A responsabilidade de um cargo público, pelas suas características morais, é sempre mais importante que a concedida por Deus sobre um patrimônio material. Daí a verdade que, na vida espiritual, o depositário do bem público responderá sempre pelas ordens expedidas pela sua autoridade, nas tarefas da Terra."

Comentários de Luciano:
Georges Jacques Danton, advogado francês, foi um dos Pais da Revolução, no meu ponto de vista; foi um francês de grandes valores, tornou-se um líder das massas populares, apesar de ter desvirtuado um pouco de seus ideais no auge da revolução, acabou tomando ciência da necessidade de resgatar seus antigos valores iluministas com muita bravura até seus últimos dias de existência terrena.
Tornou-se membro da sociedade dos amigos da Constituição, um dos fundadores do Partido Jacobino que representava os menos favorecidos.
Fez parte na promulgação da Assembléia Constituinte de 1789, fez parte da proclamação da República contra o reinado de Luis XVI e de Maria Antonieta, que não tinham grandes preocupações com a população miserável. Naquela época, o valor da moeda era a farinha com que se confeccionava o pão que matava a fome da população. Foram tempos difíceis e inflacionários onde o preço da farinha chegou a ser assustador, fazendo com que a população pobre não pudesse nem confeccionar seu pobre pão, existe até uma fala de Maria Antonieta que diz: "Se o povo não tem pão, que eles comam bolo", isso fez com que a população criasse mais animosidade contra a rainha de um casamento arranjando para fortalecer a aliança entre a Prússia e a França, ela jamais teve preocupação com o povo francês.
Como a criatura humana traz em seu íntimo instintos primitivos, os líderes republicanos, para dar mostra de seu poder, tomaram medidas grotescas: para oficializar a Proclamação da República, seria necessário guilhotinar o rei Luis XVI e Maria Antonieta. O intuito era deixar claro para o povo que o poder opressor e injusto da monarquia estaria extinto com a morte de ambos.
Pouco tempo depois, o revolucionário jacobino Danton acabou sendo substituído por outro revolucionário, o Dr. Robespierre, escolhido por seu partido.
A substituição deu-se porque Danton defendia posições mais moderadas, como a "reação dos burgueses contra a Lei do Preço Máximo". A partir de então, Danton se tornou personagem coadjuvante da revolução e retornou para sua terra natal.
Danton voltou a ter um papel importante na Revolução quando se sentiu no dever de defender as verdadeiras idéias revolucionárias que foram deturpadas pelos jacobinos pós-governo Danton.
Sua volta triunfal como líder dos opressores deu-se no período do governo de Robespierre, ele voltou à França na condição de cidadão, mas como um líder partidário, e começou a confabular contra o governo tirano da época. Seu objetivo era defender os ideais da revolução contra a opressão da "Era do Terror" implantado pelo seu sucessor Robespierre.
Danton também era um grande formador de opinião e voltou a ter o favoritismo da classe opressora que continuava na miséria mesmo depois da queda de Luis XVI. As promessas dos jacobinos à população foram meias-verdades, pois a miséria permanecia.
Danton tentou convencer o povo de que os ideais da revolução foram adulterados, com isso Robespierre sentiu-se obrigado a confabular uma falsa conspiração, deixando Danton como um desertor ativista; o objetivo do verdugo era colocar fim à vida dele.
Após muitos dias de julgamento e rebeliões em Paris, Danton acabou condenado à morte por conspiração e, assim, morreu guilhotinado juntamente com mais 14 revolucionários que lutavam contra as idéias de Robespierre que espalhara o Terror e morte a mais de 40.000 franceses que foram considerados "personas non gratas e contra revolucionários".
Antes de morrer, Danton pediu para que sua cabeça fosse exposta ao povo para que todos guardassem em sua memória aquela cena de injustiça e falsidade, antes de ser decapitado lamentou morrer antes de Robespierre.
Mediante fatos históricos, dá para perceber com clareza que Danton, apesar de ter participado do processo da extinção da monarquia, foi comparsa em muitas mortes, mas quando a Era do Terror espalhou-se, notamos que a voz de Deus clamou em sua consciência e fez com que ele sentisse necessidade de se redimir. Ele acabou dando sua vida na condição de espírito abnegado para colocar fim às insanidades da Era do Terror. Sua morte serviria para mostrar ao povo que a Era do Terror foi além dos limites da revolução, que estava ceifando a vida até de seus fundadores.
Desça com a barra de rolagem que você encontrará a continuação R.F. 3/8.
 
Autor: Luciano Oliveira

 

O revolucionário Robespierre “A ERA DO TERROR”


Revolução Francesa 3/8
"Questão de nº 348 do livro Consolador
Onde a causa da indiferença dos homens pela fraternidade sincera, observando se que há geralmente em todos grandes entusiasmos pela hegemonia material de seus grupos, suas cidades, clubes e agremiações onde se verifique a evidência pessoal?
Resposta do Benfeitor Emanuel :
É que as criaturas, de um modo geral, ainda têm muito da tribo, encontrando se encarcerados nos instintos propriamente humanos, na luta das posições e das aquisições, dentro de um egoísmo quase feroz, como se guardassem consigo, indefinidamente, as heranças da vida animal. Todavia; é preciso recordar que, após a eclosão desses entusiasmos, há sempre o gosto amargo da inutilidade no íntimo dos espíritos desiludidos da precária hegemonia do mundo, instante esse em que a alma experimenta a dilatação de suas tendências profundas para o "mais alto". Nessa hora, a fraternidade conquista uma nova expressão no íntimo da criatura, a fim de que o Espírito possa alçar o grande vôo para os mais gloriosos destinos."

Comentários de Luciano:
Maximilien François Robespierre, advogado francês, foi um grande estudioso do direito e acabou tornando-se um grande prosélito das idéias Iluministas. Um homem com grande poder de oratória, um grande formador de opinião que era capaz de convencer as massas com suas opiniões.

 
Emmanuel cita no livro "A Caminho da Luz" que líderes franceses não conseguiram prosseguir com sua missão de levar projetos de melhoria e progresso para o povo francês, comprometendo toda uma coletividade. Líderes tais como: Marat e Robespierre que faziam parte do clube dos jacobinos.
Eu acredito que no início da revolução eles eram dotados de ideais nobres, tinham sede de liberdade de um poder monárquico e clerical repressivo. Porque Robespierre foi um dos poucos defensores, na época, do sufrágio universal e da igualdade dos direitos, defendendo a abolição da escravidão e as associações populares.
Ele defendia que "a mesma autoridade divina que ordena aos reis serem justos, proíbe aos povos serem escravos".
Ele lutou incansavelmente para que houvesse mudanças no governo clerical e dizia:
"Se a existência de Deus, se a imortalidade da alma não fossem senão sonhos, ainda assim seriam a mais bela de todas as concepções do espírito humano".
Infelizmente, a partir do momento que tais revolucionários tomaram o poder não conseguiram levar adiante seus ideais nobres, ficando à mercê do materialismo citado por Fénelon na instrução dos espíritos; os conhecimentos intelectuais e da ciência da época ofuscaram os verdadeiros ideais de igualdade, liberdade e fraternidade.
Espíritos encarnados que não conseguiram lidar com uma grande prova que é "Governar uma Nação de forma justa e humilde" acabaram enveredando por caminhos trevosos do materialismo, vaidade, da astúcia e da maldade.
No ápice da Era do Terror, tais governantes tentaram instituir o descristianismo, criado pelo líder Marat, gerando assim a Deusa da República Radical. O objetivo era desmoralizar a Santa Madre Igreja.

Desça com a barra de rolagem que você encontrará a continuação R.F. 4/8.

Autor: Luciano Oliveira

O revolucionário Marat


Revolução Francesa 4/8
"Questão de nº 62 do livro Consolador
Pergunta: O "não matarás" alcança o caçador que mata por divertimento e o carrasco que extermina por obrigação?
Resposta do Benfeitor Emanuel :
À medida que evolverdes no sentimento evangélico; compreendereis que todos os matadores se encontram em oposição ao texto sagrado. No grau dos vossos conhecimentos atuais, entendeis que somente os assassinos que matam por perversidade estão contra a lei divina. Quando avançardes mais no caminho, aperfeiçoando o aparelho social, não tolerareis o carrasco, e, quando estiverdes mais espiritualizados, enxergando nos animais os irmãos inferiores de vossa vida, a classe dos caçadores não terá razão de ser. Lendo, os nossos conceitos, recordareis os animais daninhos e, no íntimo, haveis de ponderar sobre a necessidade do seu extermínio. É possível, porém, que não vos lembreis dos homens daninhos e ferozes. O caluniador não envenena mais que o toque de uma serpente? Com frieza a maquinaria da guerra incompreensível não é mais impiedosa que o leão selvagem?...
Ponderemos essas verdades e reconheceremos que o homem espiritual do futuro, com a luz do Evangelho na inteligência e no coração, terá modificado o seu ambiente de lutas, auxiliando igualmente os esforços evolutivos de seus companheiros do plano inferior, na vida terrestre".

Comentários de Luciano

Jean-Paul Marat era médico, filósofo, teorista político e cientista, mais conhecido como jornalista radical e político da Revolução Francesa. Possuía um trabalho respeitado por seu caráter impetuoso e sua postura descompromissada do novo governo, mas que se tornou um aliado de Robespierre.

Milhares de pessoas foram guilhotinadas graças às publicações caluniosas e falsas feitas em seu jornal, confabulando contra os caluniados e acusando-os de contra-revolucionários. Cerca de 40.000 pessoas foram guilhotinadas naquela época.

Autor: Luciano Oliveira

Marie-Anne Charlotte Corday d'Armon


Um fato histórico aconteceu em julho de 1793
                                                         Charlotte na casa de Marat
Revolução Francesa 5/8 

Comentários de Luciano:
Era uma moça devota das idéias iluministas católicas que, sentindo-se revoltada com a Era do Terror, arquitetou um plano com o intuito de colocar um fim ao movimento.
Charlotte dirigiu-se até a residência do líder Marat. Utilizando-se de uma estratégia, disse que era portadora de uma lista de nomes de contra-revolucionários para entregar ao líder. Devido a problemas de saúde, Marat quase não estava saindo de casa e constantemente estava em seus aposentos, imerso em uma banheira para seus tratamentos medicinais devido a uma doença de pele que adquiriu quando vivia refugiado nos esgotos da França em épocas de monarquia.
Charlotte então pegou uma faca e cravou no coração de Marat que veio a desencarnar. O pintor Davi retratou a cena em um quadro, fazendo com que Marat fosse endeusado pelos franceses na posterioridade.
Charlotte foi acusada pela morte de Marat e levada à guilhotina de forma resignada, com muita bravura. Ela sentia que seu ato poderia colocar fim a tanta crueldade na França... Ledo engano da moça, pois isso não mudou o quadro trágico francês.
Eu fico pensando sobre o que motivou Charlotte a cometer o assassinato de Marat, seria ela uma louca? Ou era um espírito que outrora foi um revolucionário e que nesta existência francesa teria que nascer nos bastidores, como determinação das leis de ação e reação, para que cumprisse as Leis Divinas? Talvez um espírito que vivera toda a sua existência tolhida de suas reminiscências revolucionárias...
Pelo quadro histórico que a nação vivia da Era do Terror, provavelmente o espírito de Charlotte teve fortes reminiscências de seu passado, que estão gravadas no escaninho da memória, conforme assevera Leon Denis.
Então, ela passou a nutrir uma vontade inexplicável de fazer justiça para o povo e acabou cometendo este ato insano?
Será que este espírito deveria ter passado por várias provas e situações de guerras e revoltas em outras vidas para ter a coragem de colocar sua vida em jogo a fim de tentar salvar o seu povo da Era do Terror?
Não estou querendo transformá-la em heroína e nem justificar o assassinato que ela cometeu, mas porque ela teria feito isto? Fica aqui uma interrogação para refletirmos.
                                                        Marat Morto - pintura de Davi
 
Desça com a barra de rolagem que você encontrará a continuação R.F. 5/8.
Autor: Luciano Oliveira

A invenção da Guilhotina diminui o sofrimento dos executados


Revolução Francesa 6/8
"Questão de nº 63 do livro Consolador
Pergunta: Considerando a determinação positiva do "não julgueis", como poderemos discernir do mal, sem julgamento?-
Resposta do Benfeitor Emanuel:
Entre julgar e discernir, há sempre grande distância. O ato de julgar para a especificação de conseqüência definitiva pertence à autoridade divina, porém, o direito da análise está instituído para todos os Espíritos, de modo que, discernindo o bem e o mal, o erro e a verdade, possam as criaturas traçar as diretrizes do seu melhor caminho para Deus."

Comentários: Luciano
O aparelho conhecido como Guilhotina voltou a ser usado na época da Revolução Francesa para aplicar a pena de morte por decapitação aos contra-revolucionários e aos conspiradores.
No meu ponto de vista, a guilhotina foi um mal necessário, explicarei porque penso assim:
As barbáries aconteciam, as execuções se davam das seguintes formas:
O réu poderia ter como sentença o enforcamento, entretanto, o réu teria uma morte agonizante e demorada, ou o réu poderia ter como sentença ser morto a golpes de machado que na maioria das vezes trazia muito sofrimento, porque apenas um golpe não ceifava a vida do suposto criminoso.
O médico francês Joseph Igance Guillotin, que viveu por volta de 1738 a 1814, achava os métodos de execução muito desumanos e foi inspirado a criar um aparelho onde a morte era rápida e quase indolor, porque a pessoa não agonizava, daí nasceu a Guilhotina. Guillotin estimava que a instantaneidade da punição era a condição necessária e absoluta de uma morte decente.

Desça com a barra de rolagem que você encontrará a continuação R.F. 6/8.
Autor: Luciano Oliveira


Foto de Guilhotan

A morte de Maximilien Robespierre


Revolução Francesa 7/8
 
"Questão de nº 64 do livro Consolador
Pergunta: Em face da lei dos homens, quando em presença do processo criminal, deve dar-se o voto condenativo, em concordância com o processo-crime, ou absolver o réu em obediência ao "não julgueis"?
Resposta do Benfeitor Emanuel:
Na esfera de nossas experiências, considerarmos que, à frente dos processos humanos, ainda quando as suas peças sejam condenatórias, deve-se recordar a figura do Cristo junto da pecadora apedrejada, pois que Jesus estava também perante um júri. "Quem estiver sem pecado atire a primeira pedra" – é a sentença que deveria lembrar, sempre, a nossa situação comum de Espíritos decaídos, para não condenar esse ou aquele dos nossos semelhantes. "Vai e não peques mais" – deve ser a nossa norma de conduta dentro do próprio coração, afastando-se a erva do mal que nele viceje. Nos processos públicos, a autoridade judiciária, como peça integrante da máquina do Estado no desempenho de suas funções especializadas, deve saber onde se encontra o recurso conveniente para o corretivo ou para a reeducação do organismo social, mobilizando, nesse mister, os valores de sua experiência e de suas responsabilidades. Individualmente, porém, busquemos aprender que se podemos "julgar" alguma coisa, julguemo-nos, sempre, em primeiro lugar, como o irmão mais próximo daquele a quem se atribui um crime ou uma falta, a fim de estarmos acordes com Aquele que é a luz dos nossos corações. Nas horas comuns da existência, procuremos a luz evangélica para analisar o erro e a verdade, discernir o bem e o mal; todavia, no instante dos julgamentos definitivos, entreguemos os processos A Deus, que, antes, de nós, saberá sempre o melhor caminho da regeneração dos seus filhos trabalhadores."

Comentários de Luciano:
Voltando ao outro líder Maximilien, ele era um líder nato, possuía o dom da oratória, conseguia fazer discernir o verbo, mas com o tempo começou – ao invés de usar o verbo para construir uma nova nação republicana – a disseminar o terror e pânico através de seus discursos, coagindo a população e fazendo os civis acreditarem que seu governo ditador era o melhor que eles poderiam ter conquistado.
Aqueles civis que não comungassem dos mesmos ideais revolucionários deveriam ser guilhotinados.

  Em "A Caminho da Luz", Emmanuel diz o seguinte:
"A lei da compensação é uma das maiores e mais vivas realidades do Universo. Sob as suas disposições sábias e justas, a cidade de Paris teria de ser, ainda por muito tempo, o teatro de trágicos acontecimentos. Foi assim que se instalou o hediondo tribunal revolucionário e a chamada junta da salvação pública, com os mais sinistros espetáculos do patíbulo. A consciência da França viu-se envolvida em trevas espessas. A tirania de Robespierre ordenou a matança de numerosos companheiros e de muitos homens honestos e dignos".
Caro leitor, reportando agora a instrução do espírito Fénelon, nós conseguimos enxergar com clareza sua opinião quando ele diz: "O vosso mundo se perdia; a Ciência, desenvolvida à custa do que é de ordem moral, mas conduzindo-vos ao bem-estar material, redundava em proveito do espírito das trevas. Como sabeis cristãos, o coração e o amor têm de caminhar unidos à Ciência. O reino do Cristo, ah! Passados que são dezoito séculos e apesar do sangue de tantos mártires, ainda não veio".
Os lideres esquerdistas revoltosos conseguiram convencer o povo de que havia necessidades urgentes de mudanças no governo. Foi criado o terceiro poder que acabou aniquilando o Poder Monárquico.
A revolução foi necessária para que se abrissem novos horizontes tanto para a França como também para o mundo, mas daí, leitor amigo, faço a seguinte pergunta:
- Será que era necessária tanta barbárie para o início da Idade Contemporânea?
Mesmo diante da revolução, a miséria permanecia entre o povo. Não seria isso uma reação das ações realizadas por aquele povo que matava de uma forma abrupta, levando uma vida um tanto insana?
Tais líderes incutiram na mente do povo ideais de um mundo melhor. Infelizmente, falava-se muito em igualdade, liberdade e fraternidade, mas naquela época poucos desfrutariam disso. A classe menos favorecida continuava na mesma situação de miséria e penúria de antes.
É importante ressaltarmos a responsabilidade que um líder tem ao apresentar propostas e novos ideais para uma coletividade. O Benfeitor Espiritual Emmanuel nos diz que: "Nós somos responsáveis por aquilo que plasmamos na mente dos outros".
Que pode ser de boas idéias ou más idéias, a responsabilidade é proporcional à gravidade dos atos e fatos.
Com base na citação do benfeitor Emmanuel, em meus parcos conhecimentos creio que tais líderes franceses possuem uma responsabilidade maior com relação à barbárie que acontecia, pois eram formadores de opinião. A carnificina não acontecia apenas pelas mãos do governo, até mesmo os civis achavam-se no direito de tirar a vida de pessoas com quem não tinham boas relações e convivência.
Esses assassinatos civis não raro ficavam impunes, os algozes não eram penalizados com uma pena justa, não existia uma grande preocupação com as questões sociais e humanitárias.
Era aplicado nesta época as leis do Direito Penal Medieval, que tinha como objetivo mensurar mais os crimes contra a igreja e o Rei. A justiça era aplicada, na maioria das vezes, quando o indivíduo conspirava contra a igreja e o poder monárquico. O principio básico era castigar este réu atribuindo-lhe penas pesadas.
Por outro lado, os crimes que aconteciam entre civis muitas vezes não eram levados em conta. O cidadão que cometia o crime, diante do julgamento utilizava-se, em sua defesa, da alegação de que o assassinato deu-se porque a outra parte era um contra-revolucionário, desta forma os juízes concediam a absolvição para o criminoso.
Quando o individuo não compactuava com os mesmos ideais do Governo e da Igreja, não era levado em conta seu histórico de conduta moral e civil. O mesmo era considerado criminoso de uma forma implacável e as penas e o tratamento que o réu recebia pelo crime possuía uma similaridade ao da época da Delegação Divina.
Tais crimes tinham conotação de crimes divinos. E com a chegada do absolutismo apenas incrementou um pouco mais as punições, que agora estendia a crimes contra a revolução.
A Revolução Francesa foi um divisor de águas porque após este período o Direito Penal começou a ter bases mais sólidas, um grande criminalista e economista italiano Cesare Bonesana, em sua obra publicada em 1764 intitulada "Dos Delitos e das Penas", fazia fortes condenações ao sistema penal da época, principalmente os processos secretos, torturas, conspirações e a desigualdade das penas em função de diferenças de classe social. A partir de então começa a ser revista a questão do Direito e foram criados fundamentos jurídicos da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, do documento que era a base da Revolução Francesa surge então o Pensamento Penal Moderno.
Vejo com clareza que apesar da Revolução Francesa ter sido um grande símbolo da carnificina da história, essas atrocidades trouxeram benefícios posteriores.
No período pós-revolução, os grandes pensadores e legisladores de todo o mundo tiveram a preocupação de criar um sistema penal, igualitário e justo que acabaria abrangendo toda a humanidade.
Em se tratando de Justiça Divina, as coisas mudam um pouco de contexto. A Justiça dos homens está muito aquém de equiparar-se às Leis Divinas.
Diante da Justiça Divina qualquer criatura responde por seus atos, quer seja por pequenas ações ou até mesmo as hediondas.

 

 
Desça com a barra de rolagem que você encontrará a continuação R.F. 8/8.
Autor: Luciano Oliveira

Por que a França foi o Berço da Doutrina Espírita


 
Revolução Francesa 8/8
"Questão de nº 349 do Consolador:
Pergunta: Fraternidade e igualdade podem, na Terra, merecer um só conceito?
Resposta do Benfeitor Emanuel: Já observamos que o conceito igualitário absoluto é impossível no mundo, dada a heterogeneidade das tendências, sentimentos e posições evolutivas no círculo da individualidade. A fraternidade, porém, é a lei da assistência mútua e da solidariedade comum, sem a qual todo progresso, no planeta, seria praticamente impossível".

 
"Questão de nº 54 do Consolador:
Pergunta: Com a difusão da luz espiritual, alargará o homem a noção de pátria, de modo a abranger no mesmo nível todas as nações do mundo?
Resposta do Benfeitor Emanuel:
A luz espiritual dará aos homens um conceito novo de pátria, de maneira a proscrever-se o movimento destruidor pelos canhões e balas homicidas. Quando isso se verifique, o homem aprenderá a valorizar o berço em que nasceu, pelo trabalho e pelo amor, destruindo-se concomitantemente as fronteiras materiais; e dando lugar à era nova da grande família humana, em que as raças serão substituídas pelas almas e em que a pátria será honrada, não com a morte, mas com a vida bem aplicada e bem vivida."

 
Comentário de Luciano:
Levanto uma questão que acredito ser verdadeira: como já estudamos aqui o histórico dos líderes revolucionários, eu acredito que no caso dos lideres governamentais, sejam daquela época ou até os da atualidade, percebo que eles possuem uma responsabilidade muito grande perante as Leis Divinas.
Quando um líder consegue persuadir um grupo de pessoas que ficam cegas através de seu proselitismo, ele ensina que é necessário o escândalo surgir através de mortes, guerras e revoluções, tal líder assume assim uma grande dívida perante a Justiça Divina.
Trazendo em foco os líderes estudados nesta postagem: Danton, Robespierre, Marat dentre outros homens que foram autores da revolução francesa, traremos à tona para análise e reflexão a seguinte pergunta do livro dos espíritos:

"Questão 781, pergunta feita aos espíritos Venerandos:
Tem o homem o poder de paralisar a marcha do progresso?

Resposta dos espíritos: Não, mas tem, às vezes, o de embaraçá-la.

"Questão 781-a - Que se deve pensar dos que tentam deter a marcha do progresso e fazer que a Humanidade retrograde?

Resposta dos espíritos: Pobres seres, que Deus castigará! Serão levados de roldão pela torrente que procuram deter.""

Com a morte de Danton e dos 14 revolucionários, e com a Era do Terror evidenciada, em 1794 a política francesa passa por mais uma reviravolta, Robespierre e seus seguidores já haviam perdido todo prestígio e acabaram perdendo o poder.
Muitos militantes do poder dos girondinos que sobreviveram à Era do Terror fizeram aliança com os deputados da planície, articularam um golpe. Em 27 de julho de 1794, o 9 termidor, de acordo com o calendário revolucionário francês, a Convenção, em uma manobra rápida e estratégia, derrubou Robespierre e seus partidários.
Ele foi executado juntamente com os seus, na guilhotina que ele mesmo adotou para ceifar tantas vidas em nome da revolução.
Como já citamos, a revolução francesa foi necessária.
Eu tenho certeza de que a Espiritualidade Maior não designou que tal barbárie acontecesse em busca da Igualdade, Liberdade e Fraternidade. Se formos buscar no livro "O Céu e Inferno", compilado por Kardec, veremos no capítulo "Penas Futuras" que matar em nome de tais ideais não livrará a criatura de expiar tais "erros tenebrosos de passados escabrosos de iniquidade e de dor", como diria Monsenhor Horta em Parnaso Além-Túmulo.
E concluímos que tais provas poderão ser resgatadas de duas formas:
Poderá ocorrer através de resgates individuais ou coletivos, de acordo com a gravidade do ato. Será por isso que Fénelon vem pedir bom ânimo na instrução "Nova Era"?
Ainda sobre a Revolução Francesa, a culpa das atrocidades é primeiramente dos líderes e, em segunda instância, do povo que acreditou que as idéias de Robespierre, Marat e outros eram um mal necessário.
Após um breve estudo sobre a revolução francesa, sobre a mensagem de Fénelon,
concluímos com
os motivos que levaram a Espiritualidade Maior a escolher a França como o berço da codificação. Há três possíveis motivos que corroboram o fato de ter sido a França o berço da codificação da Doutrina dos Espíritos:


  1. Naquela época, na França reencarnaram espíritos vinculados com compromissos intelectuais, sociais, filosóficos, científicos, entretanto, a França tornava-se o "centro cultural do mundo ocidental", e a divulgação de uma nova doutrina religiosa vindo daquele país iria gerar grande repercussão em todo o globo.


  2. Na mensagem intitulada "Kardec e Napoleão", dita pelo espírito Humberto de Campos ao nosso saudoso Chico Xavier, deixa claro que Napoleão Bonaparte é a reencarnação do Imperador Caio Julio Cesar, antigo ditador Romano, e que na mesma época nas Gálias, região onde hoje se encontra a França, vivera Allan Kardec, naquela época muitos espíritos compromissados com o Cristo reencarnaram para auxiliar na codificação, direta ou indiretamente.


  3. Ambos os espíritos voltaram na França com compromissos de levar a luz para um povo. Kardec conseguiu de forma íntegra seguir com seus compromissos espirituais, codificando uma doutrina que iria trazer um bem para toda uma coletividade, enquanto Napoleão Bonaparte acabou desvirtuando-se de seu compromisso espiritual devido à ganância, o poder, enveredando para os caminhos equivocados que não do bem.
A Revolução Francesa, desenvolvendo o bem precioso da liberdade, e Kardec, codificando a Doutrina dos Espíritos, fornecem à humanidade uma nova cosmovisão do indivíduo, da sociedade e dos mundos que nos circulam, propiciando-nos o consolo da vida após a morte, e indicando-nos o caminho para uma vivência mais útil e harmoniosa.
Autor : Luciano Oliveira


Leia com atenção

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Luciano Dudu