Vídeo de divulgação da História e o Espiritismo

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UMA LIÇÃO DE CHICO XAVIER

30 de ago de 2010


Item 12 – FRATERNIDADE REAL

Pergunta – Chico Xavier, tem algum fato em sua experiência mediúnica que o tenha obrigado a pensar mais seriamente na fraternidade humana?

Resposta de Chico Xavier
 – Todas as mensagens que temos recebido durante o tempo de nossas singelas atividades na seara mediúnica, nos impelem a compreendermos a necessidade de esforço para que cheguemos à fraternidade, sentida, mas respeitando o tempo dos telespectadores, e pedimos sua permissão, lembraremos aqui um fato, de muita significação, que ocorreu em minha vida. Creio, não deveria levantar qualquer lance autobiográfico, mas é preciso que recorra a um deles para explicar a lição que recebi. Em 1939, desencarnou-se um de meus irmãos, José Cândido Xavier, deixando sob nossa responsabilidade, a viúva com dois filhinhos. A viúva de meu irmão era uma moça extraordinária, humilde e bondosa. Em 1941, ela foi acometida de grave distúrbio mental. O assunto é longo e vou resumir para que não venhamos a tomar muito tempo. Depois de alguns meses em que a viúva de meu irmão – que sempre consideramos nossa irmã muito do coração – estava conosco em casa, doente, o caso agravou-se requerendo internação numa casa de saúde mental, o que foi providenciado em Belo Horizonte, com o auxílio de médicos amigos, da cidade de meu nascimento – Pedro Leopoldo – perto da capital de Minas Gerais. Acompanhei minha cunhada, a quem sempre dispensei muita consideração e carinho e, ao interná-la na casa de saúde mental, observei o estado de muitos enfermos que ali estavam, naturalmente, abrigados, com muita segurança, proteção e assistência. Voltei para casa com o coração muito abatido. Era noite. O segundo filho de minha cunhada, com meu irmão, era uma criança paralítica. A criança chorava e eu me enterneci muito ao ver o pequenino sem a presença materna. Sentei-me e comecei a orar. As lágrimas vieram-me aos olhos, ao lembrar meu irmão desencarnado muito moço ainda, a viúva tão cedo também, numa prova tão difícil! Na incapacidade de dar a ela a assistência precisa, senti que minha dor era muito grande! Achegou-se, então, a mim, o Espírito de nosso amigo Emmanuel. Perguntou-me porque chorava. Contei-lhe que, naquela hora eu me enternecia muito por ver minha
cunhada numa casa de saúde mental em condições assim precárias. – Não! disse ele – você está chorando por seu orgulho ferido; você, aqui, tem sido instrumento para cura de alguns casos de obsessão, para a melhoria de muitos desequilibrados. Quando aprouve ao Senhor, que a provação viesse debaixo de seu teto, você está com o coração amargurado, ferido, porque foi obrigado a recorrer à assistência médica o que, aliás, é muito natural. Uma casa de saúde mental, um sanatório, um hospício, é uma casa de Deus. Você não deve ficar
assim. Disse-lhe, então, que concordava e pedi-lhe como espírito benfeitor, que trouxesse a minha cunhada de volta ao lar, pois a criança, o seu segundo filho era paralítico e
aquele choro atestava a falta que o pequenino sentia dela. Ela voltaria – afirmou-me. Mas aquele “Ela voltaria” poderia ser depois de muito tempo – o que de fato aconteceu só depois de dois anos. – Eu queria que ela voltasse depressa – disse a ele impaciente. – Imaginemos a Terra – respondeu-me – como sendo o Palácio da Justiça, e ela como sendo uma pessoa incursa em determinada sentença da justiça. Eu sou seu advogado e você é serventuário no Palácio da Justiça. Nós estamos aqui para rasgar ou cumprir o processo?
– Para cumprir – respondi. Continuei, porém, chorando por observar o assunto ser mais grave do que pensava. – Por que você continua chorando? – disse ele. Querendo me agastar, muito indevidamente, porque a minha atitude era desrespeitosa, diante de um amigo espiritual tão grande e tão generoso, disse-lhe: – Estou chorando porque, afinal de contas, o senhor precisa saber que ela é minha irmã! – Eu me admiro muito – respondeu-me – porque, antes dela, você tinha lá dentro naquela casa, trezentas irmãs e nunca vi você ir lá chorar por nenhuma. A dor Xavier não é maior que a dor Almeida, do que a dor Pires, do que a dor Soares, a dor de toda a família que tem um doente. Se você quer mesmo seguir a doutrina que professa, ao invés de chorar por sua cunhada, tome o seu lugar ao lado da criança que está doente, precisando de calor humano. Substitua nossa irmã, exercendo, assim, a fraternidade. – Foi uma lição que não posso esquecer!

Fonte: Livro Instruções Psicofônicas - F. C. Xavier - Espíritos  Diversos
Imagem - Google


A MEDIUNIDADE DE CHICO XAVIER

Item 46 – MEDIUNIDADE COM JESUS

Pergunta  – Como entende você a mediunidade espírita com Jesus?

Resposta de Chico Xavier :

 – Para mim, e digo isso apenas com respeito à minha pobre e apagada pessoa, mediunidade espírita com Jesus tem sido um processo de iluminação, pelo qual, quanto mais os Bons Espíritos escrevem e se comunicam por meu intermédio, mais evidentes se tornam os meus defeitos e inferioridades, não só perante os outros como também diante de mim mesmo.
Compreendo, desse modo, que mediunidade com Jesus para mim tem sido um encontro progressivo e constante comigo mesmo, em que a luz dos Amigos Espirituais me mostra, sem violência, quanto preciso ainda aprender e trabalhar para melhorar-me.


item 7 – MEDIUNIDADE CONSCIENTE

Pergunta : O Sr. tem conhecimento das mensagens recebidas no exato momento, em que a recebe, ou somente depois as lê?

Resposta de Chico Xavier:
 – Normalmente, eu não tenho conhecimento do assunto. Leio a mensagem quanto
qualquer leitor. Agora, sobre a produção da mensagem, existem horários estabelecidos pelos
amigos espirituais. A determinadas horas, temos sessões públicas, a determinadas horas temos encontros espirituais particulares para a formação de livros. Fico então sabendo que
vamos ter esses encontros. Alias o teor da mensagem eu só conheço depois de recebida.

Fonte: Livro Instruções Psicofônicas - F. C. Xavier - Espíritos  Diversos
Imagem - Google

MEDIUNIDADE E SERVIÇO - CHICO XAVIER

item 13 – MEDIUNIDADE E SERVIÇO

Pergunta- Compreendendo que, Chico Xavier, começou você com a mediunidade em 1927, como consegue perserverar com a mesma idéia no espaço dos últimos 41 anos?


Resposta de Chico Xavier:
 – Desde o princípio da mediunidade, os espíritos me habituaram à convivência com eles. Acredito que isso ocorreu dessa convivência pois, desde os cinco anos de idade, quando perdi minha mãe no plano material, sinto-me em contacto com os espíritos desencarnados.
A princípio na Igreja Católica e depois, mais tarde, desde 1927, no Espiritismo propriamente considerado. Creio que foi a convivência com os amigos espirituais. Eles – como por misericórdia me controlaram, me ajudaram a compreender a obrigação de atendê-los. Desse modo, essa perseverança não é devida a mim mas à influência deles.

 Fonte: Livro Instruções Psicofônicas - F. C. Xavier - Espíritos  Diversos
Imagem - Google

MEDIUNIDADE GRATUITA

Item 8 – O SALÁRIO DA MEDIUNIDADE

P – Então quem trabalha tanto e trabalhou tanto até agora, nada recebe pelo seu
trabalho?

Resposta de Chico Xavier
- Graças a Deus, nunca entrou em nossas cogitações receber qualquer remuneração pelos livros psicografados, que os nossos amigos espirituais consideram como sendo um depósito sagrado. Mas é preciso que eu me explique. Tenho tido uma compensação muito maior que
aquela que pudesse vir ao meu encontro através do dinheiro: é a compensação da amizade.
O Espiritismo e a mediunidade trouxeram-me amigos tão queridos, que me dispensam tanto carinho, que eu me considero muito mais feliz com estes tesouros do coração, como se tivesse milhões à minha disposição.

Fonte: Livro Instruções Psicofônicas - F. C. Xavier - Espíritos  Diversos
Imagem - Google

O TRANSE MEDIUNICO EM CHICO XAVIER

Item 10 – IMPRESSÕES NO TRANSE MEDIÚNICO

P– Quais as suas impressões quando está psicografando um dos romances de Emmanuel ou um livro de André Luiz, por exemplo?

Resposta de Chico Xavier 
Em verdade eu não sei as palavras, não tenho conhecimento do desenvolvimento verbal daquilo que o amigo espiritual está escrevendo, mas eu me sinto dentro do clima do livro que eles estão escrevendo. Por exemplo: quando nosso amigo espiritual, Emmanuel, começou a escrever o livro “Há dois mil anos”, em 1938, comecei a ver uma cidade, depois vim a saber que era Roma. Havia jardins na cidade e aquilo me conturbou um pouco, causou-me um certo assombro. Tendo perguntado, disse-me que estava escrevendo com ele como com alguém debaixo de uma “hipnose branda”; eu estava no seu pensamento conquanto não soubesse as palavras que ele escrevia. E assim tem sido até hoje.


Fonte: Livro Instruções Psicofônicas - F. C. Xavier - Espíritos  Diversos
Imagem - Google

CHICO XAVIER - LEVADO A COLÔNIA " NOSSO LAR"

24 de ago de 2010


9 – "A CIDADE "NOSSO LAR"
P – O Espírito de André Luiz descreveu experiência de sua vida na condição de
desencarnado,numa cidade espiritual em seu livro, exatamente este que aqui está,traduzido para o japonês ("Nosso Lar"). Como médium o senhor pode atestar cidades como esta, fora do plano terrestre?

Resposta de Chico Xavier :
 Eu não posso transferir a minha certeza àqueles que me ouvem, mas posso dizer que, em 1943, quando o espírito de André Luiz começou a escrever por nosso intermédio senti grande estranheza com o que ele ditava e escrevia.
Certa noite, tomadas as providências necessárias, segundo a orientação de Emmanuel, ele próprio e André Luiz me levaram a determinada parte, a determinado bairro da cidade de “Nosso Lar”. Posso dizer que fui em desdobramento espiritual na chamada zona hospitalar da cidade. Foi para mim uma excursão espiritual inesquecível, como se eu desfrutasse os favores de um espírito liberto.
Mas, eu preciso explicar aos telespectadores que fui em função de serviço, naturalmente, assim como um animal – no tempo em que não tínhamos automóvel, locomotiva e avião – um animal que servia a professores para determinados tempos de viagem.
Vi muita coisa maravilhosa sem compreender tudo ou entender muito pouco, porque fui em função de serviço, não por mérito.

Fonte: Livro Instruções Psicofônicas - F. C. Xavier - Espíritos  Diversos
Imagem - Google

O SUICÍDIO E AS LEIS DE CAUSA E EFEITO



Caro Leitor, apesar de nosso foco ser mais sobre "história, mediunidade, e fatos sobre histórico das religiões". Neste último mês tenho trazido postagens diferentes, abordando alguns artigos instrutivos para todos nós, dentro da temática espírita.
Chico Xavier sempre nos ensina muito, quando temos oportunidade de ler suas entrevistas, eu particularmente fico muito reflexivo.
Sua vivência sempre na busca constante da exemplificação do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, nos faculta refletirmos sobre os temas abordados por ele.
Chico sempre foi muito sábio e fora que era inspirado pelos benfeitores espirituais o tempo todo, para nos dar lição de vida, e plantar a sementinha do conhecimento em cada um de nós.
Ficaremos agora com as questões do item 4 e 5 do livro Instruções Piscofônicas, abordando o assunto suicídio. É um tema pesado, mas que precisamos estudar e repensar em nossas vidas. Principalmente na atual conjuntura que está sendo lançando o filme Nosso Lar, recordamos dos instantes iniciais do livro quando André Luiz estava no Umbral e começa a ser chamada de suicida pelos espíritos que o perturbam. Ele afirmava com veemência para todos que não havia atentado contra sua própria vida, mas na seqüência do livro nos capítulos posteriores aprendemos com os benfeitores de Nosso Lar que existem outras formas de suicídio que não seja o “Suicídio Direto".
Boa leitura e reflexão.
Luciano Dudu

ITEM 4 – OS SUICIDAS
P – Na sua vida mediúnica, Chico Xavier, conheceu amigos suicidas reencarnados?

Resposta de Chico Xavier:

Alguns. Tendo começado a tarefa mediúnica em 1927, há quase 41 anos, tive tempo suficiente para observar alguns casos e posso dizer que todos aqueles que viram reencarnados, depois do atentado contra eles mesmos, traziam consigo os sinais, os reflexos da leviandade que haviam perpetrado.
Contudo, devemos respeitar os suicidas como criaturas extremamente sofredoras que, muitas vezes, perderam o controle das próprias emoções, raiando para o desrespeito a si próprio.
Os resultados do suicídio acabam sempre impressos naqueles que o perpetram; desse modo, a dois companheiros que se suicidaram com bala no ouvido – e que revi, no espaço, depois de 10 anos – vi-os reencarnados na condição de crianças retardadas num estado de extrema idiotia.
Outro companheiro que se suicidou, com o veneno, renasceu como uma criança que trazia já o câncer na garganta, tendo desencarnado pouco tempo depois.
Os espíritos me explicaram que muitas vezes, o suicida, em se reencarnando como que destrói os tecidos do novo corpo; a desencarnação, ou a morte propriamente considerada, ocorre logo depois do nascimento ou algum tempo depois. Ai; então, o espírito estará em condições de aprender quanto vale a vida; deseja viver, mas não consegue, conseguindo, enfim, depois de grande esforço.

ITEM 5 – SUICÍDIO E SOFRIMENTO

P – Aproveitando a oportunidade de seu profundo conhecimento da matéria, nós perguntamos: os espíritos acham que os sofrimentos do suicidas decorrem de um castigo e Deus?

Resposta de Chico Xavier: 
Não. Não decorrem de um castigo de Deus, porque Deus é a Misericórdia
Infinita, a Justiça Perfeita. Emmanuel sempre me explica e outros amigos espirituais, lecionando sobre o assunto também explicam, que, quando atentamos contra o nosso corpo, na Terra, ferimos as estruturas do nosso corpo espiritual. Infringimos a nós mesmos essas punições.
Se malbaratarmos o crânio com um tiro, estamos destruindo determinados recursos do nosso cérebro espiritual; se nos envenenamos, perturbamos determinados centros de nossa alma; se nos projetamos de grande altura, estamos, também, perturbando os ligamentos, as estruturas, as conexões de nosso corpo espiritual e permanecemos no além com os resultados do suicídio para depois, ao reencarnarmos na Terra, trazermos as conseqüências em nosso próprio corpo.

Fonte: Livro Instruções Piscofônicas - Francisco Cândido Xavier ditado por Espíritos diversos, item 4 e 5; Imagem- (Google)

JORNAL IDE ENTREVISTA RENATO PIETRO SOBRE NOSSO LAR

22 de ago de 2010


Entrevista com Renato Prieto sobre o filme: Nosso Lar a ser publicada no Jornal Espírita Ideal do Instituto de Difusão
Espírita IDE de Juiz de Fora.
1) Renato como foi para você o processo de seleção para protagonizar o filme e como se sentiu quando teve a confirmação do seu nome para o papel?
Resp; Quando começaram os contatos da produção do filme e diretor
Wagner de Assis..fui informado que pensavam em mim e na possibilidade de protagonizar Nosso Lar..fiquei muito feliz.mas também sabia que por questões de mercado / logística / tipo físico /idade…etc..as coisas poderiam caminhar para outros lados. Me foi proposto um treinamento (3 meses)..neste período precisavam que eu emagrecesse de 15 a 20 quilos..emagreci 18..depois de alguns testes de imagem..decidiram que eu representaria o André Luiz..fiquei muito feliz e honrado..
2) Quanto tempo durou as filmagens? Pode precisar as datas de início e término?
Resp; o treinamento foi do meio de mês de março até junho.. as filmagens de julho até o inicio de setembro…
3) Conta-se que o cenário do Hospital do Ministério da Regeneração onde André Luiz realizou seu primeiro trabalho em Nosso Lar, tem uma história interessante sobre local de refazimento de atores e técnicos. Pode nos dizer sobre suas experiências naquele local e o que de fato ocorreu ali enquanto filmavam? Você também se beneficiou dele?
Resp; trabalhávamos de 16/18h dia..nas cenas do umbral para eu ficar pronto em média 5h..claro, muitos ficavam cansados…na hora do almoço ou intervalo..muitos aproveitavam para descansar nas camas do cenário/hospital e o que começou a se observar..devido a vários relatos da equipe..é que ao retornarem as suas tarefas todas voltavam refeitos / tranqüilos e dispostos…mas o que mais observei e acho que este foi o maior fenômeno….não tivemos nenhum problema, tudo correu com muito equilíbrio e tranqüilidade e respeito…
4) Com certeza você é um médium com tarefas no campo da arte. Enquanto filmava como se sentia enquanto médium? Houve algum momento especial em se tratando de presenças espirituais?
Resp:presença dos amigos espirituais sempre…mas é preciso também compreender que eu tinha muitas tarefas e precisava manter muita concentração…ensaios..decorar textos…cenas novas..então eu fazia o seguinte..me entregava amorosamente nas mãos dos amigos espirituais sempre pedindo proteção..mas atento as minhas obrigações diárias..concentrado..não ficava incomodando os protetores..eu sabia que eles estavam ai..cada um fazendo a sua parte e respeitando a individualidade e responsabilidades.MUITAS!!!
5) Qual a cena que mais o marcou?
Resp:cada uma tem a sua particularidade..mas gosto muito das cenas com a família/filhos..umbral..cenas do André Luiz com a mãe..muito emocionantes.
6) Os trabalhos da filmagem fluíram normalmente ou aconteceram momentos de tensão que quase nos desanimam perante a missão a cumprir?
Resp; como disse acima fluíram com muita tranquilidade. e sem desanimo…se a missão foi entregue nas nossas mãos não podíamos falhar ou desapontar há quem nos entregou.
7) Valeu a pena viver esta experiência? Por quê?
Resp: costumo dizer que servir é honra que nos compete..experiência única..sou muito grato ..afinal agora o nosso André Luiz passa ter uma imagem construida em cima do meu corpo de ator..funde-se as imagens Renato Prieto X André Luiz..que honra e que responsabilidade..não é ?
8-Viver André Luiz com certeza vai imortalizá-lo no cinema espírita mundial. Como ficam as emoções do ator e do homem Renato Prieto?
Resp: meu amigo, são tantas as emoções..parodiando Roberto Carlos..
Nunca perguntei o porque entregaram a mim esta responsabilidade..pensei..se me entregaram é porque confiam.então vou me entregar mais ainda..e também é a realização de mais um sonho..quem me conhece sabe que o que sempre mais sonhei foi na divulgação da nossa doutrina espírita em larga escala.principalmente fora dos meios espíritas…vou continuar fazendo de tudo para continuar merecendo esta promoção de responsabilidades.
9) Algum outro trabalho já está a caminho no cinema ou no teatro que divulgam a Doutrina Espírita?
Resp:estou viajando com o espetáculo A MORTE É PIADA!
Participando de muitos debates..entrevistas..e pré estréias..agora a responsabilidade é de todos..se Nosso Lar fizer um grande sucesso não tenho dúvidas outros filmes serão realizados pelas mesma equipe.
10) Você estará em Juiz de Fora no próximo dia 24 de setembro para apresentar a Peça Teatral: A Morte é uma Piada. Pode nos falar um pouco sobre ela?
Resp;costumo dizer que este espetáculo é o meu recreio..cantamos belas canções: Milton nascimento/Roberto Carlos/Noel rosa.textos para refletir / emocionar e muito humor…
11) Como tem sido a aceitação perante o público brasileiro?
Resp: como estou na estrada há mais de 25 anos..12 espetáculos diferentes assistidos por mais de 5.6 milhões de pessoas..estamos colhendo frutos e sempre com muito sucesso.
12) Qual sua palavra final?
Resp:não tenhamos pressa, mas não percamos tempo..esta é a hora
Vamos unir todas as forças e fazer do filme NOSSO LAR um divisor de águas na história do cinema brasileiro..FAÇA A SUA PARTE!
Obrigado Renato. Sou o Guaraci de Lima Silveira, também autor e diretor teatral de Juiz de Fora. Também na luta pela divulgação da nossa doutrina nos palcos e tribunas espíritas. Quero muito parabenizá-lo. Com certeza foi escolhido a dedo por Jesus. Muita Paz meu irmão

Fonte :http://renatoprieto.wordpress.com/2010/08/23/entrevista-com-renato-prieto-sobre-o-filme-nosso-lar-pelo-jornal-espirita-ideal-do-ide/

Imagem : Google

RENATO PRIETO - INTERPRETA ANDRÉ LUIZ EM NOSSO LAR

21 de ago de 2010




Renato Prieto Astro de ‘Nosso lar’, novo candidato a blockbuster nacional, faz sucesso em peças de temática espírita Plantão | Publicada em 20/08/2010 às 08h22m Rodrigo Fonseca RIO – É difícil pensar em alguém melhor do que um ator visto por 5,5 milhões de pagantes em 12 peças de temática espírita desde 1982 para protagonizar o longa-metragem “Nosso lar”, adaptação do best-seller homônimo, psicografado por Chico Xavier, com estreia agendada para 3 de setembro. Esse ator se chama Renato Prieto, um capixaba cinquentão que, há 28 anos ininterruptos, encontra plateias abarrotadas de gente (inclusive leigos e céticos nos assuntos do além) ao subir ao palco. Neste fim de semana, Prieto chegará ao Teatro América, na Tijuca, onde estrela a peça “A morte é uma piada”, às 19h, preparado para encontrar as 276 poltronas do espaço lotadas.
Tem sido assim desde 1982, quando ele contracenou com Lúcio Mauro e Felipe Carone em “Além da vida”, um fenômeno teatral com quase dois milhões de ingressos vendidos. Em seguida veio “E a vida continua”, com 800 mil espectadores. Aos poucos, de espetáculo em espetáculo, Prieto passou a ser visto como o popstar da ala sobrenatural das artes cênicas no Brasil. Não é à toa a sua escalação para um candidato a blockbuster apontado como o filme mais caro do cinema nacional desde a Retomada. Seu orçamento: US$ 10 milhões, o equivalente a R$ 17,5 milhões. E sem um real de dinheiro público. Antes dele, “Lula, o filho do Brasil”, orçado em cerca de R$ 16 milhões, era considerado o campeão de custo no país. – O cinema é uma frente nova – diz Prieto, escalado pelo cineasta Wagner de Assis para interpretar o médico André Luiz, espírito que teria narrado a trama de “Nosso lar” a Chico Xavier.
- Porém, mesmo sem fazer novela, sou parado na rua todo dia por pessoas que me conhecem do teatro. E não são só de salas da Gávea ou do Centro. Há mais de 25 anos estou acostumado a me apresentar para pessoas que não têm acesso aos palcos. Faço peça em lona cultural, em escola pública, onde for. Mesmo se o lugar não tiver estrutura, eu levo equipamento meu para lá. Foi garimpando que criei credibilidade. E é essa credibilidade que me permite viver de teatro.
Diretor de “A cartomante” (2004), Wagner de Assis contou com um time de peso em “Nosso lar”, a começar pelo compositor americano Philip Glass. Indicado ao Oscar por “Kundun” (1997), “As horas” (2002) e “Notas sobre um escândalo” (2006), Glass compôs a trilha sonora. A fotografia é do suíço Ueli Steiger (“O dia depois de amanhã”). Os efeitos especiais usados para delinear o mundo dos espíritos para onde André Luiz vai após morrer consumiram cerca de cem técnicos da produtora canadense Intelligent Creatures, que fez “Watchmen” (2009) e “A fonte da vida” (2006).
Mas, para o papel central de um elenco que reúne Othon Bastos, Chica Xavier, Paulo Goulart e Werner Schünemann, Wagner preferiu um estreante. Ou quase, já que Prieto, nos anos 80, fez pontas em “Bar Esperança” (1982), filmes dos Trapalhões e curtas. ” Se gosta de cinema, veja o filme sem se preocupar com o tema. Veja, e depois a gente discute ” – Como essa história, que vem de um best-seller, é muito conhecida, eu precisava de um rosto novo para contá-la. Mas tinha que ser um rosto com experiência no tema. É claro que, para certa fatia do público, a plateia espírita, Renato é um nome forte – diz o diretor, cujo filme estreia com a responsabilidade de manter em alta a bilheteria de um filão aberto por “Bezerra de Menezes – O diário de um espírito”, visto por meio milhão de pessoas em 2008, e por “Chico Xavier”, recordista nacional do ano, com 3,4 milhões de pagantes.
Formado na década de 70 pelo Conservatório Nacional de Teatro (atual UniRio), Prieto participou de um workshop ministrado no Rio pelo polonês Jerzy Grotowski (1933-1999), cuja teoria do “teatro pobre” (ou teatro ritual) põe o trabalho psicofísico dos atores acima de adornos de vestuário ou cenografia. Também no Rio, ingressou numa oficina teatral aplicada pelo ator e cineasta americano Robert Lewis (1909-1997), que lecionou para Marlon Brando e Montgomery Clift no The Actors Studio. A disciplina e a aptidão para o improviso desenvolvidas nas aulas de Grotowski e Lewis treinaram Prieto para encarar os desafios de “Nosso lar”, como perder 18 quilos em 45 dias ou encarar quase sete horas de maquiagem para as cenas do umbral, dimensão em que espíritos sem evolução purgam seu erros.
- Vou ao cinema duas, três vezes por semana – diz Prieto. – Qualquer coisa do Brian DePalma, eu assisto. Vejo tudo do Ralph Fiennes. No Brasil, dos filmes recentes, destaco “Estômago” e “Cinema, aspirinas e urubus”. Se eu tivesse que dizer alguma coisa sobre “Nosso lar” para pessoas sem interesse pela questão espírita, diria: “Se gosta de cinema, veja o filme sem se preocupar com o tema. Veja, e depois a gente discute.” O preconceito com a temática é forte. No teatro, mesmo com o público que eu tenho, não consigo captar recursos. Mas o que investimos volta com a venda de ingressos. Sempre – conta o ator, espírita assumido, cujos espetáculos, oriundos da literatura religiosa, são adaptados e encenados por Cyrano Rosalém. – O Renato tem um apego ao teatro que o torna especial – diz o ator Ary Fontoura, que o conheceu no início da carreira. – Logo que chegou ao Rio, ele fez muito teatro infantil antes de enveredar pelas peças místicas. Desde o início tinha uma vontade férrea de galgar posições criativas no teatro. Perseverança nunca lhe faltou. Espero que trilhe um caminho no cinema para alimentar sua tenacidade. A devoção de Prieto ao palco atraiu fãs: – Foi o próprio Chico Xavier quem pediu a Augusto Cesar Vanucci e a mim que iniciássemos o teatro espírita brasileiro. Chico psicografava textos e enviava pra gente – lembra o ator Lúcio Mauro. – Depois que Vanucci morreu (em 1992) e Felipe Carone, nosso colega, adoeceu, Renato, o mais novo entre nós, pediu para dar sequência ao projeto. Ele teve talento para reunir atores, levantar produções e sobreviver de peças espíritas.
- Meu colega no Conservatório Nacional de Teatro, o Renato é ousado ao aplicar ferramentas dramáticas a um trabalho de conscientização – diz Ricardo Schnezter, dublador de Al Pacino há 20 anos. – Com carisma, aborda a doutrina espírita de forma racional. Há quem considere o trabalho de Prieto uma catequese kardecista. Mas ele discorda: – Desde menino, por fenômenos que vivi, tenho interesse por assuntos espirituais. Mas, na arte, o que me move é o desafio de tocar num assunto polêmico. Comecei com Tennessee Williams, os clássicos, Nelson Rodrigues, mas persisto numa trajetória por uma arte que oferece respostas. O trabalho em “Nosso lar” não é de incorporação. É composição de ator. Um ator que vê no mundo espírita um meio de falar de redenção. E de ser feliz.

SESSÕES MEDIÚNICAS - ANDRÉ LUIZ



Amigo Leitor eu retirei esse material de um livro muito instrutivo e de fácil leitura , chamado "Instruções Psicofônicas, no item quarenta e seis o título  é sobre "Sessão Mediúnica".
Vamos ler atentamente sobre a instrução dada pelo benfeitor  André Luiz e refletiremos sobre o papel de cada participante de uma reunião mediunica.
Boa Leitura e reflexão

LUCIANO DUDU


Instrução Psicofônica - item 46 SESSÃO MEDIÚNICA
 
Na noite de 27 de janeiro de 1955, finda a laboriosa tarefa de socorro aos irmãos desencarnados em sofrimento, o nosso amigo espiritual André Luiz compareceu e ofertou-nos os interessantes apontamentos para a condução de sessões mediúnicas, que passamos a transcrever.Amigos, cooperando, de algum modo, em nossas tarefas, registraremos hoje algumas notas, que supomos de real interesse para as nossas sessões mediúnicas habituais.

1º — Acenda a luz do amor e da oração no próprio espírito se você deseja ser útil aos sofredores desencarnados. 

2º — Receba a visita do companheiro extraviado nas sombras, nele abraçando com sinceridade um irmão do caminho.
 
3º — Não exponha as chagas do comunicante infeliz à curiosidade pública, auxiliando-o em ambiente privado como se você estivesse socorrendo um parente enfermo na intimidade do próprio lar.
 
4º — Não condene, nem se encolerize.

5º — Não critique, nem fira.

6º — Não fale da morte ao Espírito que a desconhece, clareando-lhe a estrada com paciência, para que ele descubra a realidade por si próprio.

7º — Converse com precisão e carinho, substituindo as preciosas divagações e os longos discursos pelo sentimento de pura fraternidade.

8º — Coopere com o doutrinador e com o médium, endereçando-lhes pensamentos e vibrações de auxílio, compreensão e simpatia, sem reclamar deles soluções milagrosas.

9º — Não olvide, a distância, o equilíbrio, a paz e a alegria, a fim de que o irmão sofredor encontre o equilíbrio, a paz e a alegria em você.

10º — Não se esqueça de que toda visita espiritual é muito importante, recordando que, no socorro prestado por nós a quem sofre, estamos recebendo da vida o socorro que nos é necessário, a erguer-se em nós por ensinamento valioso, que devemos assimilar, na regeneração ou na elevação de nosso próprio destino. 
André Luiz
 

Retirando-se André Luiz, o nosso companheiro José Xavier controlou as faculdades do médium e anunciou-nos a presença do poeta Cruz e Souza, recomendando-nos alguns instantes de oração e silêncio. Com efeito, como de outras vezes, alterou-se a expressão mediúnica e, daí a momentos, o novo visitante declamou em voz alta e firme:
 
AO VIAJANTE DA FÉ 
Vara o trilho espinhoso, estreito e duro,
 
E embora te magoe o peito aflito,
 
Torturado na sede do Infinito,
 
Guarda contigo o amor sublime e puro.
 
Martirizado, exânime e inseguro,
 
Ninguém perceba a angústia de teu grito.
 
Sangrem-te os pés nos serros de granito,
 
Segue, antevendo a glória do futuro.
 
Lembra o Cristo da Luz, grande e sozinho,
 
E, entre as sarças e as pedras do caminho,
 
Sobe, olvidando o báratro medonho...
 
Somente sobe ao Céu ilimitado
 
Quem traz consigo, exangue e torturado,
 
O próprio coração na cruz do sonho.
 
Cruz e Souza

Fonte: Item 46 do Livro Instruções Piscofônicas -  Francisco Cândido Xavier ditado por Espiritos diversos, imagem (google)

OS ESPÍRITOS E O ESPIRITISMO

18 de ago de 2010

ASSUNTOS HUMANOS
(Entrevista concedida ao repórter Saulo Gomes da TV Tupi, canal 4, de São Paulo, em 6 de maio de 1968, gravada na Comunhão Espírita Cristã, em Uberaba (MG). Foi ao ar, pela primeira vez, a 14 de maio, e após sua apresentação inicial foi reclamada para exibição em quase todas as capitais de Estado. Nessa reportagem, pela primeira vez no vídeo, o médium psicografou linda página de Emmanuel, intitulada "Auxiliarás por amor".
Transcrita do "Anuário Espírita", 1969.)
 
1 – OS ESPIRITOS E O ESPIRITISMO

P – Mestre Chico Xavier, como é que os espíritos consideram o Espiritismo? Como
uma Ciência experimental ou uma religião?

 
Resposta do Chico: De início queremos agradecer aos nossos amigos da TV Tupi, canal 4, de São Paulo, na pessoa de nosso caro entrevistador, Saulo Gomes, a atenção que nos dispensa, proporcionando-nos, a alegria da presente visita à nossa Comunhão Espírita Cristã, aqui em Uberaba. Desejamos, também, com a permissão dos amigos, saudar e agradecer a atenção dos amigos telespectadores. Pedimos licença, ainda, para falarmos do entusiasmo com que nosso entrevistador a nós se referiu. Conhecemos nossa total desvalia e sabemos que as palavras do nosso caro Saulo Gomes nascem da sua generosidade, por méritos que não possuímos. Feita essa ressalva, confessamo-nos ante um inquérito afetivo muito sério, que nos chama a grande responsabilidade, pois, entendemos estarmos diante de ouvintes que procuram a verdade.
...Confesso que, antes de me sentar aqui para a entrevista, pedi aos nossos amigos espirituais, especialmente ao nosso Emmanuel, que dirige nossas atividades mediúnicas desde 1931, que me ajudassem, pois, não tenho o dom da palavra, e me amparassem para que eu errasse o menos possível, nas respostas. Conto, assim, com o perdão de todos.
 
Os nossos amigos espirituais nos afirmam que apesar do Espiritismo englobar experimentações científicas valiosas para a Humanidade, devemos considerá-lo como doutrina que revive a Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, interpretado em sua pureza e em sua simplicidade para os nossos dias. De nossa parte consideramos o Espiritismo como religião, em vista das conseqüências morais que a Doutrina Espírita apresenta para a nossa vida e para o nosso trabalho.


Fonte: Livro  Entrevistas F. C. Xavier/ Emmanuel

REENCARNAÇÕES DE EMMANUEL

Comentários de Luciano Dudu:
Estimado leitor, eu gosto muito do livro de onde retirei este artigo sobre Emmnauel e Chico Xavier.
Eu acompanho a vida de Chico Xavier desde a minha época de mocidade, e isso faz muito tempo rs. 
Quando eu residia em Tupaciguara MG, e tive o privilégio  de frequentar  o Centro Espírita  Amor e Fé, eu costumava brincar  com os confrades e dizer que  além de ser kardecista eu era CHIQUISTA.
Em toda oportunidade que era convidado para fazer preleções nas casas espíritas da cidade eu nunca deixava de contar um caso do saudoso Chico Xavier. 
Eu resolvi  compartilhar com vocês um texto do médico Dr Elias Barbosa, um grande amigo de Chico Xavier que também residia em Uberaba.
Eu recomendo a leitura do livro " Entrevistas F. C . Xavier/ Emmanuel 
Boa leitura e reflexão
Luciano Dudu
Segue abaixo texto do Dr. Elias Barbosa.
 "Vai para mais de um lustro, dirigimo-nos ao médium Francisco Cândido Xavier,
observando:
– Chico, dentro de alguns meses, terei material para formar um volume de Chico
Xavier, ele mesmo.
E o nosso amigo anotou:
– O que é isso, meu caro? Não existe Chico Xavier, ele mesmo. Se é que eu tenha
que existir, será Chico Xavier/Emmanuel, porque, de mim mesmo, em matéria de
edificação espiritual, nada posso subscrever de vez que o nosso benfeitor da Vida
Maior é que nos supervisiona a organização medianímica. Seria eu mais do que
ousado se lhe subtraísse o nome em qualquer expressão construtiva, que nos
saísse dos recursos verbais, seja no transe propriamente mediúnico, tanto quanto
em quaisquer outras circunstâncias.
Deixamos que o tempo corresse, e nunca mais nos referimos ao assunto com o
médium, até que, há poucas semanas, a direção do ANUÁRIO ESPIRITA, de
Araras, Estado de São Paulo, solicitou-lhe permissão para que se organizasse um
volume com algumas de suas entrevistas, todas ainda não lançadas em livro, e
algumas transmitidas em emissoras do interior mineiro e de S. Paulo, praticamente
inéditas para o restante do País.
Houve permissão pare o cometimento, desde que a volume fosse apresentado como
tarefa mediúnica, e eis agora o livro pronto, absolutamente pronto para estudo e
contentamento de todos nós, os leitores.
O índice de nomes e assuntos, ao final do volume, guarda a finalidade de orientar os
estudiosos da Doutrina Espírita, facilitando consulta rápida, sobre os mais variados
assuntos abordoados com rara felicidade.
As notas de rodapé, sucintas ao máximo, foram co-locadas com vistas à
documentação das peças que compõem o volume, fixando principalmente, as fontes
de publicação e os nomes dos entrevistadores.
FRANCISCO CÂNDlDO XAVIER, que desde 1932, após o lançamento do "Parnaso
de Além-Túmulo", vem sendo manchete de jornais e revistas brasileiros, e de muitas
publicações estrangeiras, nasceu em Pedro Leopoldo, Minas Gerais, a 2 de Abril de
1916. EMMANUEL, ao tempo de Jesus, se chamou Públio Lentulus e ao que se
sabe, foi a única autoridade que efetuou perfeita descrição dele, o Cristo, através de
célebre carta (1), publicada em numerosas línguas, autêntica obra-prima no gênero;
pessoalmente encontrou-o, solicitando-lhe auxílio na cura de uma filha enferma (2);
desencarnou em Pompéia, no ano de 79, vítima das lavas do Vesúvio, e anos
depois, reencarnou na Judéia, desenvolvendo-se-lhe grande parte da vida, em
defeso, já não mais sob a toga de orgulhoso senador romano e sim na estremenho
do modesto escravo Nestório, que, na idade madura, participava das reuniões
secretas dos cristãos nas Catacumbas de Roma (3).
Estamos informados de que foi ele próprio, EMMANUEL, o mentor espiritual que
todos respeitamos, que, em 18 de Outubro de 1517, em Sanfins, Entre-Douro-e-
Minho, Portugal, renasceu com o nome de MANOEL DA NÓBREGA (4), filho do
desembargador Baltazar da Nóbrega e sobrinho de um Chanceler do Pais, quando
reinava D. Manoel I, o "Venturoso“, para cumprir a excelsa missão de preparar com
outros missionários religiosos daquele tempo a fundação cristã do Brasil.
Inteligência privilegiada, ingressou na Universidade de Salamanca, Espanha, aos
dezessete de idade, e com vinte e um, inscreve-se na Faculdade de Cânones da
Universidade de Coimbra, freqüentando as aulas de direito canônico e de filosofia; a
14 de Junho de 1541, em plena mocidade, recebe a láurea doutoral, sendo, então
considerado "doutíssimo Padre Manoel da Nóbrega" pelo Doutor Martim Azpilcueta
Navarro.
E tão importante se torna a tarefa do primeiro escritor brasileiro, no dizer de Antonio
Soares Amora (5), em plagas brasileiras, que José Mariz de Moraes chega a afirmar:
"D. João III, Tomé de Souza e Nóbrega são os primeiros fundadores do Brasil : um
deu a lei, o outro o braço e o outro a fé, à Pátria menina e a menina de seus olhos"
(6). Com efeito, segundo o Padre Antônio Fernandes, SJ., "o Padre Manoel da
Nóbrega é o principal fundador de São Paulo. Foi ele quem estudou e escolheu o
local, quem se entendeu com João Ramalho, Tibiriçá e Caiubi, quem inaugurou ali a
catequese e a aldeia nova; quem nomeou o pessoal dirigente e docente do Colégio
e lhe designou o dia da abertura". (7)
Como sabemos, a fundação da Metrópole Nobreguense se deu a 25 de Janeiro de
1554. A propósito, pergunta o ilustre historiador paulista Tito Lívio Ferreira "Por que
teria Padre Manoel da Nóbrega escolhido esse dia para fundar a cidade de São
Paulo dentro de uma Escola, fato ímpar na História do Mundo? Porque 25 de janeiro
é o dia da Conversão do Apóstolo São Paulo. Nesse casa, é um ato deliberado de
sua vontade. E a homenagem prestada pelo discípulo ao mestre – ao mestre cuja
palavra, cujo entusiasmo, cuja ação, servem de modelo, norma e guia ao discípulo.
E a homenagem do universitário Manoel da Nóbrega ao universitário Paulo de
Tarso, numa sala de aula, dentro de uma Capela. E por isso mesmo sintetizei, neste
final de soneto por in escrito, esse momento glorioso da fundação da Metrópole
Nobreguense :
E assim Manuel da Nóbrega fundaste,sob o sinal de Cristo e numa Escola,
esta SÃO PAULO DE PIRATININGA." (8)
Para concluir nossas observações em torno do fundador de São Paulo, o grande
Estado que hoje mais lhe divulga as páginas enviadas do Além, pedimos vênia para
transcrever as palavras com que o historiador paulista a cuja autoridade recorremos
nestes apontamentos, encerra a obra citada : "Padre Manoel da Nóbrega fundara o
Colégio do Rio de Janeiro. Dirige-o com o entusiasmo de sempre. A 16 de outubro
de 1570, visita artigos e principais moradores. Despede-se de todos, porque está,
informa, de partida para a sua Pátria. Os amigos estranham-lhe os gestos.
Perguntam-lhe para onde vai. Ele aponta para o Céu. No dia seguinte, já não se
levanta. Recebe a Extrema Unção. Na manhã de 18 de outubro de 1570, no próprio
dia de seu aniversário, quando completava 53 anos, com 21 anos ininterruptos de
serviços ao Brasil, cujos alicerces construiu, morre o fundador de São Paulo. E as
últimas palavras de Manoel da Nóbrega são: "Eu vos dou graças, meu Deus,
Fortaleza minha, Refúgio meu, que marcastes de antemão este dia para a minha
morte, e me destes a perseverança na minha religião até esta hora". E morreu sem
saber que havia sido nomeado, pela segunda vez, Provincial da Companhia de
Jesus na Brasil, a terra de sua vida, paixão e morte. (9)
Sobre Chico Xavier, conquanto já existam várias obras a respeito de sua vida e obra
mediúnica, queremos apenas acrescentar o seguinte : depois de quarenta e cinco
anos de contínua atividade mediúnica, Chico Xavier é o mesmo dos primeiros dias,
no que tange à fidelidade a Jesus e a Allan Kardec; não obstante venha recebendo
mil e uma homenagens (10), principalmente após o lançamento da centésima obra
psicografada, de inúmeras comunidades brasileiras, ele permanece o mesmo Chico
Xavier dos tempos bicudos de perseguição aberta – humilde, dentro de sua
autenticidade de que sempre deu mostras, desde a mais tenra idade física, no atual
período reencarnatório; Chico Xavier, ele mesmo, inconfundível, profundamente
humano, apesar de viver na condição de ponte entre a Terra e a Espiritualidade
Superior; entusiasta do progresso tecnológico e das reivindicações sadias da
juventude, apaixonado pelas realizações da Ciência, defensor de todas as correntes
religiosas e ardoroso batalhador da Doutrina Espírita, constituindo-se em exemplo
vivo do Espírita evangélico por excelência, homem inter-existente, no dizer de
J.Herculano Pires (11).
Se o leitor conseguir alcançar os resultados positivos que atingimos com o
manusear dos originais da presente obra, damo-nos, editores e nós, por satisfeitos
com a nossa tarefa, rogando-lhe, porém, desculpas pelo senões que decerto
venham a existir ao longo de todo o livro, ao mesmo tempo que auguramos feliz
viagem através do território fértil das Entrevistas que ora lhe colocamos nas mãos".
 
ELIAS BARBOSA
Uberaba, 5 de Dezembro de 1971.
Fontes de Elias Barbosa :
(1) Cf. Almerinda Rodrigues de Melo, “Para Conhecer e Amar Jesus”, 2.a edição,
1936, autorizada por D. Duarte Leopoldo e prefaciado por Carolina Ribeiro; e
Reynaldo Kunts Busch. “Padre Manoel da Nóbrega, Missionário e Educador”, São
Paulo, 1970, pág. 28 (2) Nota do próprio Emmanuel, em seu livro "Há Dois Mil
Anos”.
(3) Cf. Emmanuel, “50 Anos Depois".
(4) Informação do próprio Emmanuel, em vários comunicados através do médium
Xavier.
(5) “História da Literatura Brasileira”, Edição Saraiva, 1957, pág. 25, Apud Clóvis
Tavares, “Trinta Anos com Chico Xavier”, Edição Calvário, "o Paulo, 1967, pág. 209
(6) Apud Tito Lívio Ferreira, “0óbrega e Anchieta em São Paulo de Piratininga“
(Edição comemorativa do IV Centenário da Morte da Padre Manoel da Nóbrega),
Conselho Estadual de Cultura, São Paulo, (prefácio datado de maio de 1970), pág.
43.
(7) Idem, Ibidem, pág. 47.
(8) Tito Lívio Ferreira, Op. cit., pág. 47.
(9) Tito Lívio Ferreira, Op. cit., pág. 102. Além das 49 referências bibliográficas
citadas por Tito Lívio Ferreira, às págs. 105-106, ousamos acrescentar as seguintes,
para os estudiosos espíritas: Clovis Tavares, “Amor e Sabedoria de Emmanuel“,
Edição Calvário, São Paulo, 1970; Reynaldo Kunts Busch, "Padre Manoel da
Nóbrega, Missionário e Educador“, São Paulo, 1970.
(10) O povo de Pedro Leopoldo, sob o amparo da Câmara Municipal, em decisão de
27 de Outubro de 1971, quer prestar a Chico Xavier excepcionais homenagens em
praça pública, entusiasmado com a repercussão que obteve o "Pinga-Fogo" de 27-7-
71, na TV Tupi, Canal 4 de São Paulo, homenagens essas que o médium, sem
alterar o seu trabalho do dia-a-dia, agradeceu sem aceitar.
(11) Cf. J. Herculano Pires, "O Ser e a Serenidade" (Ensaio de Ontologia
Interexistencial), Edicel, São Paulo, MCMLXVI; e Irmão Saulo, "Diário de S. Paulo",
21-11-71, seção "Chico Xavier pede licença (Um Aparte do Além nos Diálogos da
Terra)", "Chico Xavier na PUC".

Fonte: Texto extaído do livro : Entrevistas: Francisco Cândido Xavier / Emmanuel

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Luciano Dudu