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O MÉDIUM E A FÉ - (artigo ampliado)

28 de set de 2010

Amigo Leitor, depois de muito refletir sobre algumas questões referente à nossa rotina diária no campo terreno, e analisando também as tarefas dos medianeiros nas Casas Espíritas, detectamos algumas situações conflitantes que faz parte da maioria de nós encarnados. Daí eu pergunto, será que nós estamos conseguindo lidar com nossos problemas existências sem esmorecer? Será que estamos conseguindo realizar nossa auto ilunimação da forma proposta por Jesus? De que forma, nós na condição de seres em aprendizado da senda do Cristo, estamos lidando com as nossas vitórias ou fracassos das provas existenciais? Será que a maioria de nós estamos conseguindo, nesta existência, acertar mais e errar menos? Encontraremos nas obras codificadas por Allan Kardec as respostas para todas as indagações acima.
Recordando de uma passagem dita por Jesus há mais de dois mil anos atrás, 
retratado pelo evangelista Mateus, em seu evangelho no capitulo XVII, vv. 14 a 20. “Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível – Jesus.
Para nosso melhor entendimento desta passagem, postaremos logo abaixo a “Instrução dos Espíritos”, em o Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo XIX, que vem nos falar sobre a Fé Humana e na Fé Divina.

Analisando os dias atuais, percebemos claramente que grande parte das criaturas reencarnadas, tem um contato direto ou indireto, com notícias ou situações vivenciadas, de violências, criminalidade, maldades, e injustiça.
Dependendo do grau de evolução do encarnado, tais situações podem levar a criatura a desencadear diversos desajustes, seja no âmbito físico ou espiritual.
Isso se dá, pela facilidade de sintonizar com esse emaranhado de fluídos mal sãos, vícios e paixões, fazendo com que abaixe seu padrão vibratório, e conseqüentemente a falta de vigilância da criatura, pode causar enfermidades físicas e espirituais.
Eu os convido a refletirmos sobre, de que forma conseguiremos administrar todas essas questões negativas citadas acima, os conflitos e embates do cotidiano?
E tratando da questão de educação mediúnica, assunto que está sempre em pauta em meu blog, refletiremos em qual seria a forma mais eficaz para nos vigiarmos e conseguirmos desenvolver a mediunidade com serenidade e equilíbrio?

Citaremos nesse material, apenas um dos itens que consideramos determinante para o sucesso de nossa empreitada terrena e o burilamento de nossas faculdades mediúnicas.
Falaremos da Fé, que nos dá força para viver, que nos dá bom ânimo para continuarmos nos embates do dia-a-dia, e que nos norteia e encoraja para desenvolvermos nossas faculdades mediúnicas, a serviço de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Trouxemos esse assunto para estudo por consideramos que ela, a Fé, é força motora que nos rege, para conseguirmos passar sem esmorecer por todos os fatos citados acima. Seja a Fé humana ou Divina.
Destarte é a Fé que nos “alimenta”, e que nos dá coragem para conseguirmos atingir ideais nobres.
Veremos logo abaixo que a fé é um sentimento inato a todos os seres humanos, mas em graus diferentes, dependendo do estágio de consciência moral e espiritual de cada um. E também da forma que lida com a vontade de realizar atos e ações. Para que todo esse processo de realização ocorra é necessário à priori que o homem tenha fé em si próprio, e conseqüentemente na divindade. 

 
Tomamos a liberdade para transcrever um trecho de um artigo escrito por Ana Cristina Campos, publicado na Revista do Espiritismo de nº 40, julho/ setembro de 1998 onde ela diz: 

 
“Todos temos que acreditar nas nossas próprias forças para vencer as dificuldades, para mover as montanhas da indiferença, da angustia, da má vontade, da rotina, das paixões inferiores. A fé traz-nos paciência, calma e o discernimento necessário para enfrentar o futuro, por mais incerto que se apresente. Esta é a fé humana de que precisa toda criatura humana. Se a esta juntarmos a fé divina, que é a alavanca do progresso da humanidade, chegaremos à fé que realiza milagres.”
A fé humana e divina. Se todas as pessoas tivessem consciência da força que trazem em si mesmas e se estivessem dispostas a colocar a sua vontade ao serviço dessa força, seriam capazes de operar prodígios que mais não são que o desenvolvimento harmônico e equilibrado das faculdades humanas.
“Qualquer ser humano que esteja disposto a agir, trabalhando com vontade séria para o bem dos outros, será sempre secundado e ajudado pelos bons espíritos que se preocupam com o destino da humanidade”
Extraído do artigo de Ana Cristina Campos
 


Vamos refletir sobre que vem a ser a Fé.
Segundo o dicionário Priberam da Língua Portuguesa a palavra FÉ significa
fé (latim fides, -ei)
s. f.
1. Adesão absoluta do espírito a aquilo que se considera verdadeiro.
2. Fidelidade. 4. Prova. 5. Crença.
s. m.
6. Décima sétima letra do alfabeto hebraico. 7. Relig. Uma das virtudes teologais.
à fé: por certo, certamente. fazer fé: constituir prova merecer crédito.











Encontraremos no livro Estudos Espíritas, psicografado pelo médium Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joana de Angelis, o item 14 com o título de Fé, destacamos alguns pontos que achamos importantes. 


Conceito de Fé: 
 
" No sentindo comum a crença em algo constitui a fé. Normalmente inata, manifesta-se pelo seu caráter natural em aceitar as coisas e realidades conforme apresentam, sem mais amplas indagações. É inata em todos os homens, constituindo particularmente e especial manifestação do Ser. Ninguém esta isento de sua realidade, porquanto é parte integrante de cada vida.
...Realiza-se, porém, a fé, na sua plenitude, quando é conseqüência da razão...
... Quando honestamente elaborada é calma e fecunda, propiciando equilíbrio físico e psíquico que sustenta a vida humana.
... Psicologicamente exterioriza-se pela busca de fatos, mediante os processos de intuição e da dedução, através do consentimento do intelecto em decorrência de um testemunho.
... Todavia a fé que não produz é semelhante à lâmpada aparatosa que não esparze claridade: é inútil. Assim considerando, assevera Tiago que a fé sem obras é inoperante.
 

A Fé e o Espiritismo: 
Sendo a Doutrina Espírita a religião que estua no fato comprovado da imortalidade, faculta a fé os óleos mantenedores de sua flama, através da consistência dos seus postulados, decorrentes da observação, da confirmação, incontestável e dos conceitos relevantes que lhe constituem a linha ético filosófica de afirmação.
... Constitui força motriz para a caridade- a virtude por excelência-, em cujo labor o espírito se engrandece e alcança a plenitude.
Não foi por outra razão que Allan Kardec, o escolhido para embaixador do Espírito da Verdade, conceituou:
“Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente à razão, em todas as épocas da Humanidade."
Joana de Angelis




Encontraremos no livro ABC da mediunidade, psicografado pelo médium Carlos A. Baccelli, pelo Espírito Odillon Fernandes em outubro de 1994, o item 14 com o título de Fé.
Odillon Fernandes assevera que:

" A fé do medianeiro não deve reduzir-se à crença na imortalidade.
Que ele se prepare para os testemunhos a que inevitavelmente será chamado.
A fé que não age é simples questão de palavras, pois aquele que realmente crê di-lo através de suas atitudes.
A Fé que transporta montanhas é aquela que é capaz de transformar-se em alavanca.
No princípio, é natural que o médium vacile, no entanto não se esqueça de que acima de sua convicção no fenômeno deve estar a sua convicção no bem.
O médium que dúvida de seus propósitos na mediunidade é pior do que aquele que descrê de suas faculdades sensitivas.
Se a convicção sincera induz à ação, a ação sincera produz a convicção.
O médium que não creia em si, não permaneça na expectativa de que os outros creiam.
Não raro, faz parte do quadro provacional do médium ser instrumento de convicção para os que o rodeiam, permanecendo ele mesmo à mercê da dúvida que alimenta a respeito dos próprios recursos medianímicos.
Segundo Allan Kardec, em o Livro dos Médiuns, a fé não é sempre uma condição de rigor para quem deseje ocupar-se da mediunidade.
“Enquanto permaneça na expectativa de seu aprimoramento mediúnico, que o médium trabalhe, confiando nos espíritos que nele confiam".
Odillon Fernandes.


A FÉ HUMANA E A DIVINA


Um Espírito Protetor. (Paris,1863).


E. S. E

12. No homem, a fé é o sentimento inato de seus destinos futuros; é a consciência que ele tem das faculdades imensas depositadas em gérmen no seu íntimo, a princípio em estado latente, e que lhe cumpre fazer que desabrochem e cresçam pela ação da sua vontade. Até ao presente, a fé não foi compreendida senão pelo lado religioso, porque o Cristo a revelou como poderosa alavanca e porque o têm considerado apenas como chefe de uma religião. Entretanto, o Cristo, que operou milagres materiais, mostrou, por esses milagres mesmos, o que pode o homem, quando tem fé, isto é, a vontade de querer e a certeza de que essa vontade pode obter satisfação. Também os apóstolos não operaram milagres, seguindo-lhe o exemplo? Ora, que eram esses milagres, senão efeitos naturais, cujas causas os homens de então desconheciam, mas que, hoje em grande parte se explicam e que pelo estudo do Espiritismo e do Magnetismo se tornarão completamente compreensíveis?

A fé é humana ou divina, conforme o homem aplica suas faculdades à satisfação das necessidades terrenas, ou das suas aspirações celestiais e futuras. O homem de gênio, que se lança à realização de algum grande empreendimento, triunfa se tem fé, porque sente em si que pode e há de chegar ao fim colimado, certeza que lhe faculta imensa força. O homem de bem que, crente em seu futuro celeste, deseja encher de belas e nobres ações a sua existência, haure na sua fé, na certeza da felicidade que o espera, a força necessária, e ainda aí se operam milagres de caridade, de devotamento e de abnegação. Enfim, com a fé, não há maus pendores que se não chegue a vencer. O Magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé posta em ação. É pela fé que ele cura e produz esses fenômenos singulares, qualificados outrora de milagres. Repito: a fé é humana e divina. Se todos os encarnados se achassem bem persuadidos da força que em si trazem, e se quisessem pôr vontade a serviço dessa força, seriam capazes de realizar o que, até hoje, eles chamaram prodígios e que, no entanto, não passa de um desenvolvimento das faculdades humanas. – Um Espírito Protetor. (Paris, 1863.) 


 
Fonte: Kardec, Allan; 1804-1869

- O Evangelho Segundo o Espiritismo; Cap IXI, A Fé que transporta Montanhas, pag 248, item 12; Allan Kardec: tradução J. Herculano Pires 62ª edição; São Paulo- Lake, 2006
- Estudos espíritas, Fé, pág. 113, item 14, Joana de Angelis- Divaldo P. Franco, 6ª ed; Brasília DF- FEB 1982;
- ABC da Mediunidade - pág. 35, item 14, Odilon Fernandes- Carlos A. Baccelli; 1ª ed; Casa editora espírita "Pierre- Paul Didier Uberaba MG 1994.
-Revista do Espiritismo de nº 40, julho/setembro de 1998 - parte do artigo de Ana Cristina Vargas
Imagem - Google.

CHICO XAVIER FALA DO AUTISMO

25 de set de 2010


“Resumos de palestras pronunciadas pelo médium Chico Xavier, nos cultos de evangelho e assistência, aos sábados, em Uberaba, Minas, sob a inspiração e supervisão de Emmanuel.”

Num sábado de 1981
Baccelli:
A lição que passaremos hoje para o papel, não ocorreu propriamente à sombra do frondoso abacateiro onde, habitualmente, Chico Xavier realiza o culto evangélico, em pleno coração da Natureza.

O que iremos narrar, tão fielmente quanto possível, ouvimos num sábado à noite “Grupo Espírita da Prece”, logo após o contato fraterno com os irmãos que residem nas imediações da Mata do Carrinho, o novo local onde as nossas reuniões vespertinas estão sendo realizadas.
Um casal aproximou-se ao Chico, o pai sustentando uma criança de ano e meio nos braços, acompanhando por distinto medico espírita de Uberaba.
A mãe permaneceu a meia distância, em mutismo total, embora com alguma aflição no semblante.
O médico, adiantando-se, explicou o caso ao Chico: a criança, desde que nasceu, sofre sucessivas convulsões, tendo que ficar sob o controle de medicamento, permanecendo dormindo a maior parte do tempo, em consequência, mal consegue engatinhar e não fala.
Após dialogarem durante alguns minutos. O Chico perguntou ao nosso confrade a que diagnostico havia chegado.
- Para mim, trata-se de um caso de autismo – respondeu ele.
O Chico disse que o diagnostico lhe parecia bastante acertado, mas que convinha diminuir o anticonvulsivos mesmo que tal medida, a principio, intensificasse os ataques. Explicou, detalhadamente, as contra indicações do medicamento no organismo infantil. Recomendou passes.
- Vamos orar- concluiu.
O casal saiu visivelmente mais confortado, mas, segurando o braço do médico nosso confrade. Chico Explicou a todos que estavamos ali mais próximos:
- “o autismo”, é um caso muito sério, podendo ser considerado uma verdadeira calamidade. Tanto envolve crianças quanto adultos... Os médiuns também , por vezes, principalmente os solteiros sofrem desse mal, pois que vivem sintonizados com o mundo espiritual, desinteressando-se da Terra.
“É preciso que alguma coisa nos prenda no mundo, porque, senão, perdemos a vontade de permanecer no corpo...”.
E Chico exemplificou com ele mesmo:
-Vejam bem: o que é que me interessa na Terra? A não ser a tarefa mediúnica, nada mais. Dinheiro, eu só quero o necessário para sobreviver casa, eu não tenho o que fazer com mais de uma... Então, eu procuro me interessar pelos meus gatos e meus cachorros. Quando um adoece ou morre, eu choro muito, porque se eu não me ligar em alguma coisa eu deixo vocês...
Ele ainda considerou que, muitos casos de suicídios têm as suas raízes no “autismo”, porque a pessoa vai perdendo o interesse pela vida. Inconscientemente deseja retornar à Pátria Espiritual, e para se libertar do corpo, que considera uma verdadeira prisão, força as portas de saída...
E o Chico falou ao médico:
- È preciso que os pais dessa criança conversem muito com ela, principalmente a mãe. È necessário chamar o espírito para o corpo. Se não agirmos assim, muitos espíritos não permaneceram na carne, porque a reencarnação para eles é muito dolorosa.
Evidentemente que não conseguimos registrar tudo, mas a essência do assunto é o que está exposto aqui.
E ficamos a meditar na complexidade dos problemas humanos e na sabedoria de Chico Xavier.
Quando ele falava de si, ilustrando a questão do “autismo”, sentimo-lo como um pássaro de luz encarcerado numa gaiola de ferro, renunciando à paz da grande floresta para entoar canções de imortalidade aos que caíram, invigilantes, no visgo do orgulho ou no alçapão da perturbação.
Nesta noite, sem dúvida, compreendemos melhor Chico Xavier e o admiramos ainda mais.
De fato, pensando bem, o que é que pode interessar na Terra, a não ser o trabalho missionário em nome do Senhor, ao Espírito que já não pertence mais à sua faixa evolutiva?
O espírito daquela criança sacudia o corpo que convulsionava, na ânsia de libertar-se...
Sem dúvida, era preciso convencer o Espírito a ficar. Tentar dizer-lhe que a Terra não é cruel assim... Que precisamos trabalhar pela melhoria do homem.


Fonte:
Chico Xavier, à sombra do abacateiro/ Carlos Antonio Baccelli- São Paulo: Instituto Divulgação Editora André Luiz, 1986, pag. 8.
Imagem Google.


O EVANGELHO E A MULHER

23 de set de 2010


O EVANGELHO E A MULHER

“Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.” Paulo. (EFÉSIOS, CAPÍTULO 5, VERSÍCULO 28.)

Muita vez, o apóstolo dos gentios tem sido acusado de excessiva severidade para com o elemento feminino. Em alguns trechos das cartas que dirigiu às igrejas, Paulo propôs medidas austeras que, de certo modo, chocaram inúmeros aprendizes. Poucos discípulos repararam, na energia das palavras dele, a mobilização dos recursos do Cristo, para que se fortalecesse a defesa da mulher e dos patrimônios de elevação que lhe dizem respeito.
Com Jesus, começou o legítimo feminismo. Não aquele que enche as mãos de suas expositoras com estandartes coloridos das ideologias políticas do mundo, mas que lhes traça nos corações diretrizes superiores e santificantes.
Nos ambientes mais rigoristas em matéria de fé religiosa, quais o do Judaísmo, antes do Mestre, a mulher não passava de mercadoria condenada ao cativeiro. Vultos eminentes, quais Davi e Salomão, não conseguiram fugir aos abusos de sua época, nesse particular.
O Evangelho, porém, inaugura nova era para as esperanças femininas. Nele vemos a consagração da Mãe Santíssima, a sublime conversão de Madalena, a dedicação das irmãs de Lázaro, o espírito abnegado das senhoras de Jerusalém que acompanham o Senhor até o instante extremo. Desde Jesus, observamos crescente respeito na Terra pela missão feminil. Paulo de Tarso foi o consolidador desse movimento regenerativo. Apesar da energia áspera que lhe assinala as palavras, procurava levantar a mulher da condição de aviltada, confiando-a ao homem, na qualidade de mãe, irmã, esposa ou filha, associada
aos seus destinos e, como criatura de Deus, igual a ele.

Fonte: Extraído do item 93 do livro Pão Nosso - Francisco C. Xavier/ Emmnauel
Imagem : Google

ANSIEDADES


ANSIEDADES

“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” — (1ª EPÍSTOLA A PEDRO, CAPÍTULO 5, VERSÍCULO 7.)

As ansiedades armam muitos crimes e jamais edificam algo de útil na Terra.
Invariavelmente, o homem precipitado conta com todas as probabilidades contra si.
Opondo-se às inquietações angustiosas, falam as lições de paciência da Natureza, em todos os setores do caminho humano. Se o homem nascesse para andar ansioso, seria dizer que veio ao mundo, não na categoria de trabalhador em tarefa santificante, mas por desesperado sem remissão.
Se a criatura refletisse mais sensatamente reconheceria o conteúdo de serviço que os momentos de cada dia lhe podem oferecer e saberia vigiar, com acentuado valor, os patrimônios próprios. 
Indubitável que as paisagens se modificarão incessantemente, compelindonos a enfrentar surpresas desagradáveis, decorrentes de nossa atitude inadequada, na alegria ou na dor; contudo, representa impositivo da lei a nossa obrigação de prosseguir diariamente, na direção do bem. 
A ansiedade tentará violentar corações generosos, porque as estradas terrenas desdobram muitos ângulos obscuros e problemas de solução difícil; entretanto, não nos esqueçamos da receita de Pedro. Lança as inquietudes sobre as tuas esperanças em Nosso Pai Celestial,
porque o Divino Amor cogita do bem-estar de todos nós. Justo é desejar, firmemente, a vitória da luz, buscar a paz com perseverança, disciplinar-se para a união com os planos superiores, insistir por sintonizar-se com as esferas mais altas. Não olvides, porém, que a ansiedade precede sempre a ação de cair.

Fonte: Extraído do item 8 do livro Pão Nosso - Francisco C. Xavier/ Emmnauel 
Imagem : Google

TRANSPLANTES SALVAM VIDAS

21 de set de 2010




Transplantes Salvam Vidas


Autor : José Lucas
Revista de Espiritismo nº. 34 - FEP

Doar órgãos após a morte física é uma atitude que salva vidas. São os transplantes que estão em foco. No entanto, pessoas há que exigem que os seus órgãos não sejam doados. Uma questão polêmica que ganhou atualidade com a nova legislação. Que pensa o espiritismo de tudo isto?
O decreto-lei nº 244794, de 26 de Setembro, que regula a doação de órgãos, põe em prática o regime de doadores potenciais, utilizando o método do consentimento presumido. Todos estão sujeitos a doar os órgãos após a morte do corpo, a não ser que declaremos expressamente que não queremos ser doadores.
Para esse efeito existe o RENNDA (Registro Nacional do Não Doador), em vigor desde 19 de Outubro de 1994, que agrega todos aqueles que não quiserem ser doadores de órgãos.
Em Portugal, há um ano, contavam-se cerca de 30.000 pessoas inscritas no RENNDA, uma média de 24 não dadores por 10.000 habitantes. Destes não-dadores, 55% são mulheres. Na globalidade, os nãos doadores são pessoas entre os 55 e os 74 anos, curiosamente, pessoas que à partida não reúnem condições para doar órgãos.
As prioridades em termos de doação de órgãos, em Portugal, são o rim, a córnea, o fígado e o coração. Presentemente existem cerca de 1.200 pessoas que estão à espera de um rim.
Nas Caldas da Rainha, apenas cerca de 70 pessoas se inscreveram no Centro de Saúde manifestando a sua indisponibilidade para doarem órgãos ou tecidos após a sua morte. No que respeita ao conceito de morte, para o Conselho Nacional de Ética o critério de morte só poderá ser o da morte cerebral.
Após estes dados, certamente muitas questões nos surgem, a maior parte delas do foro ético. Pessoas existem que defendem que a inscrição no regime de doadores deveria ser pela positiva e não pela negativa, isto é, quem quisesse doar inscrever-se-ia. Está mais que provado por toda a Europa que este regime não funciona, pois as pessoas mesmo que concordem com a doação de órgãos não se inscrevem, por negligência na maior parte dos casos. Como a maioria dos doadores são jovens falecidos em acidentes, é lógico é verificar que esses mesmos jovens não têm como perspectiva o desencarne, logo não se inscrevem. Geralmente as pessoas só se sensibilizam para estas questões quando passam por situações em que necessitam de um órgão.
E no caso de uma pessoa que é não doadora precisar repentinamente de um órgão? A resposta mais rápida seria que era "justo" que essa pessoa não recebesse o órgão. No entanto, o não doador, em caso de necessidade receberá sempre o órgão em causa, pois o RENNDA só é utilizado para colheita de órgãos e não para recepção dos mesmos.
Então o melhor é retribuir a oportunidade, ensejando a possibilidade dos seus órgãos serem úteis a alguém, salvando vidas, ao invés de se decomporem inutilmente numa campa de cemitério.
"O António esteve a comer cogumelos. Sentiu-se mal. Foi-lhe diagnosticada uma intoxicação por cogumelos venenosos. Necessitou de um transplante urgente do fígado, caso contrário desencarnaria (faleceria). Felizmente existiu alguém que não foi egoísta ao ponto de pedir para não doar órgãos. Havia um fígado disponível, foi transplantado e hoje leva uma vida normal". O António podia ser qualquer um de nós, uma situação que nos leva a meditar no valor da vida. Imaginemos agora que o António era de raça negra e o doador de raça branca, ou vice-versa. Já reparou que a doação de órgãos irá ajudar a valorizar a vida, desvalorizando os preconceitos rácicos e/ou sociais que porventura existissem?
Há quem advogue que não doa os seus órgãos ou não deixa que os retirem do seu familiar falecido, por uma questão de dignidade. Que importância tem um cadáver (que não é a pessoa, pois a pessoa, o espírito, desliga-se do cadáver quando se dá a morte do corpo físico, demandando outras paragens do plano espiritual) ir dissecada ou não para debaixo da terra? A dignidade e o respeito já nada têm a ver com esta situação. Tudo isto se insere no campo dos preconceitos muda-nos. Além disso, mesmo aquele que decidiu ser não doador para que o seu cadáver não seja retalhado após a morte, entra numa ilusão, pois mesmo que não lhe sejam retirados órgãos para doação ele será obrigatoriamente autopsiado, o que é praticamente a mesma coisa.
De duas uma: ou a vida continua após a morte do corpo físico ou não continua. Se continua, o desencarnado (falecido) sentir-se-á feliz no Além por saber que a sua última contribuição na Terra foi ajudar alguém a viver mais um pouco. Se a vida não continua, que importa à pessoa que morreu (que segundo o materialismo deixa de existir) que o seu cadáver seja dissecado ou não?
Precisamos despir-nos destes preconceitos, tendo em conta os parâmetros de maior generosidade, em termos espirituais.

Divaldo Franco opina
Que os transplantes salvam vidas, já todos sabemos. Que a doação de órgãos é um ato de altruísmo, também. Vamos ver o que pensa deste assunto uma personalidade do movimento espírita mundial, Divaldo Pereira Franco, conferencista de renome.
Tivemos com Divaldo Franco uma conversa sobre a doação de órgãos. Vejamos a sua opinião, nos horizontes que o espiritismo nos abre.

Pergunta JL- No que respeita à doação de órgãos, existe incompatibilidade perispiritual, isto é, entre o corpo espiritual do falecido e o daquele que recebe o órgão?

Divaldo Franco Responde - Na realidade não, porque o perispírito (corpo espiritual) receptor consegue adaptar as futuras células à sua própria organização. Muitas vezes, quando ocorre a rejeição, estamos diante da Lei do Carma, que funciona biologicamente, pois, se assim não fosse, a continuidade dos transplantes daria ao indivíduo a vida imortal na Terra, o que não é possível.

Pergunta J L - Então a rejeição que existe é apenas física?

Divaldo Franco Responde - Exatamente, é física, graças à necessidade da desencarnação (falecimento) do paciente, já que ninguém consegue ludibriar as leis divinas. O êxito, neste campo, invariavelmente, trata-se de uma moratória que a divindade permite seja dada ao receptor, a fim de prolongar a existência com finalidades nobres.
Pergunta JL- O espírito desencarnado (falecido) que ainda está ligado ao corpo sofre com a extracção dos órgãos, poderá ficar ressentido por fazerem isso ao "seu" corpo e envidar por uma perseguição? 
 
Divaldo Franco Responde: Na realidade não, porque aí entram as leis soberanas da misericórdia divina. Consideremos, no passado, os cadáveres de mendigos que eram levados para as faculdades de medicina, a fim de facultarem aos estudantes o conhecimento dos órgãos e as melhores técnicas cirúrgicas para o prolongamento da vida. Aqueles cadáveres eram de pessoas desconhecidas, invariavelmente, que se transformavam sem quererem, em benfeitores da humanidade. No caso da pessoa ser forçada a doar os órgãos, isto pode produzir-lhe um choque emocional, não contra quem vai receber, mas contra as leis, entrando inevitavelmente num bloqueio de consciência, e, pelo bem que vai fazer, mesmo sem o querer, recebe os frutos sempre que necessite desses benefícios que se transformam, para ele, em verdadeira graça de Deus. Só o facto de oferecer órgãos saudáveis a pessoas que estariam a encerrar a sua jornada terrena, já os faz dignos do amparo divino.
Quanto a sentir dores, a acompanhar o processo de sofrimento, é inevitável, tal como aconteceria também na inumação cadavérica, em que ficaria a acompanhar a disjunção molecular, ou na cremação, com o pavor, porque as sensações permanecem. É o que Kardec examina em "O Livro dos Espíritos" quando aborda a perturbação espiritual.

Pergunta JL - No caso das autópsias, o espírito também sofre? 

 
Divaldo Franco Responde - Muitos sofrem. Os sensualistas, os escravos dos prazeres terrestres, sentindo ainda os fluidos materiais, acompanham com horror as cenas, especialmente quando as autópsias são feitas num clima de ironia, de ridículo, de desrespeito pelo ser, por consequência, de desrespeito pelo cadáver. Os espíritos a eles vinculados agridem-se e agridem, desesperam-se e enlouquecem de dor, o que lhes aumenta por consequência o sofrimento.
Mais havia a dizer. Para uma melhor compreensão deste assunto remetemos o leitor para "O Livro dos Espíritos" e "O Céu e o Inferno", de Allan Kardec, que poderão encontrar nas principais livrarias do país.

Autor : José Lucas/Revista de Espiritismo» nº. 34 - FEP


Fonte: material extraído do site:
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/fep/transplantes-salvam.html
Imagem - Google 


DOAÇÃO DE ORGÃOS/TRANSPLANTES


( Entrevista gravada pela TV Tupi, canal 4, de São Paulo, realizada pelo repórter Saulo Gomes com o médium Chico Xavier na Comunhão Espírita Cristã, Uberaba (MG), a 5 de agosto de 196S. Transcrita do "Anuário Espírita", 1969.) 
 

16 – JOÃO BOIADEIRO: CAUSA MORTIS
 
P – Que opinião deram os amigos espirituais sobre a causa da morte de nosso João Boiadeiro, o primeiro doente que recebeu transplante de coração no Brasil?

 
Resposta de F. C Xavier
  A esse respeito ouvi particularmente dois amigos, médicos desencarnados, o Dr. Adolfo Bezerra de Menezes e nosso amigo André Luiz, que foi médico muito distinto do Rio de Janeiro. Os dois guardam a mesma opinião geral, informando que o problema é de rejeição. Portanto, um ponto coincidente com aquele assinalado por todos os grandes mestres, como Zerbini, especialmente, nosso médico brasileiro.



17 – OS TRANSPLANTES E A SUA SEGURANÇA




P – Os mesmos amigos espirituais, no caso, apresentam alguma idéia para segurança e êxito na operação desta natureza? 




Resposta de F. C Xavier
 Esses dois amigos nossos, nos disseram que, por enquanto, é impossível que a Ciência determine a causa destas dificuldades – não vamos dizer fracassos – porque a causa de tudo isso remonta ao corpo espiritual, e não podemos exigir que a Ciência abrace afirmativas nossas, sem experimentação positiva. Mas a Ciência vencera o problema. O Dr. Bezerra de Menezes, que é um grande médico na Espiritualidade Maior, diz que precisamos considerar o problema, por uma questão de deontologia medica, em dupla face: o problema do doador e do receptor. Diz ele que a Ciência Médica aperfeiçoara os processos da chamada ressuscitação cardio-pulmonar-externa, através de massagens mais aperfeiçoadas e equipamento elétrico seguro para a defesa do doador. Feito esse trabalho de defensiva, o eletro encefalograma assinalará o silêncio cerebral, ocorrido com a desencarnação. Passamos, então, ao problema da vitória para o receptor. Diz ele que, não podemos esquecer, a Ciência Médica contornará o problema com os recursos imunológicos mais perfeitos e talvez com o concurso da hipnose com orientação científica, que poderá colaborar muito a Benefício do êxito do receptor. Ele acrescenta, porem, que uma ala muito grande da medicina, com muita propriedade e segurança de atitude, pugna pelo fabrico de órgãos de plásticos e que isso é um problema a ser considerado com urgência para benefício de todos, porque à medida que progredirmos na indústria, vamos dizer, de órgãos de plásticos, nós poderemos diminuir o problema da angústia no campo dos doadores.





18 – A NATURALIDADE DOS TRANSPLANTES 

P – Seria esta, portanto, mestre Chico Xavier, a opinião dos amigos espirituais acerca dos transplante de órgãos ?





Resposta de F. C Xavier
– Justamente. Eles dizem que isso é um problema da Ciência muito legítimo;
assim, como nós utilizamos o motor de um carro, com os demais implementos

estragados, num outro carro que esteja com seus implementos perfeitos mas com o motor inutilizado. Não podemos comparar o homem com o automóvel, mas podemos adotar o símile para compreender que o transplante de órgãos é muito natural e deve ser levado adiante.




P – Os espíritos acreditam que o transplante de órgãos seja contrário às leis naturais? 

Resposta de F. C Xavier
– Não. Eles dizem que, assim como nós aproveitamos uma peça de roupa, que não tem utilidade para determinado amigo, e esse amigo, considerando a nossa penúria material, nos cede essa peca de roupa, é muito natural, ao nos desvencilharmos do corpo físico, venhamos a doar os órgãos prestantes a companheiros necessitados deles que possam utilizá-los com segurança e proveito. 
 


19 – TRANSPLANTES E CORPO ESPIRITUAL 




P – Há uma pergunta que nós queremos ler com muita atenção. Mestre, dizem os espíritos que o corpo físico é uma duplicata do corpo espiritual; no transplante do coração não haverá um choque entre a existência do órgão que permaneceu no corpo astral ao lado do que foi substituído? 

Resposta de F. C Xavier
– Por isso mesmo que o nosso amigo André Luiz considera a rejeição como um problema claramente compreensível, pois o coração do corpo espiritual está presente no receptor. O órgão astral, vamos dizer assim, provoca os elementos da defensiva da corpo, que os recursos imunológicos em futuro próximo, naturalmente, vão sustar ou coibir.



20 – O FENOMENO DA MORTE E A SITUAÇÃO DO DOADOR 

P – Que pensar da situação do doador de órgãos, no momento da morte, uma vez que seu instrumento físico se viu despojado de parte importante? 

Resposta de F. C Xavier
 – E o mesmo que sucede com uma criatura que cede seus recursos orgânicos a um estudo anatômico, sem qualquer repercussão no espírito que se afasta – vamos dizer, de sua cápsula material. O nosso amigo André Luiz considera que, excetuando-se determinados casos de mortes em acidentes e outros casos excepcionais, em que a criatura necessita daquela provação, ou seja, o sofrimento intenso no momento da morte, esta de um modo geral não traz dor alguma porque a demasiada concentração do dióxido de carbono no organismo determina anestesia do sistema nervoso central, diz ele. Estou falando como médium, que ouve esses amigos espirituais; não que eu tenha competência médica para estar aqui, pronunciando-me em termos difíceis.
Eles explicam que o fenômeno da concentração do gás carbônico no organismo alteia o teor da anestesia do sistema nervoso central provocando um fenômeno que eles chamam de acidose. Com a acidose vem a insensibilidade e a criatura não tem estes fenômenos de sofrimento que nós imaginamos. O doador, naturalmente, não tem, em absoluto, sofrimento algum.

21 – O TRABALHO MÉDICO E OS ESPIRITOS 

P – Os espíritos, por acaso, Mestre Chico Xavier, auxiliam doadores e receptores de órgãos, bem assim como as equipes cirúrgicas que se empenham em tão duras tarefas? 

Resposta de F. C Xavier
– Auxiliam e muito. Os espíritos amigos deixem que a missão do médico se reveste de tamanha importância que, ainda mesmo o médico absolutamente materialista está amparado, pelas forças do mundo superior, a beneficio da saúde humana. Nós não podemos esquecer, também, que outros médicos que desencarnaram na Terra, passam a estudar a medicina em outros aspectos, em aspectos mais evoluídos, na mundo espiritual, e se reencarnam com determinadas tarefas. Há tempos ouvi o Espírito de um médico amigo, que conheci muito em Belo Horizonte, e que era devotado à cancerologia. Ele informou-me que, no espaço, está estudando a cancerologia desdobrada em outros aspectos e outros fenômenos, pretendendo se reencarnar dentro em breve tempo, para estar conosco, em princípios do século futuro, aperfeiçoando as técnicas e estudos da cancerologia na Terra. 
 


22 – A MORTE DO DOADOR 

P – Qual a situação de um doador de órgãos após a intervenção cirúrgica, Chico Xavier, uma vez constatada sua desencarnação? 

Resposta de F. C Xavier
– É uma situação pacifica, porquanto, o fenômeno é igual ao daqueles amigos nossos, às vezes jovens que serão, amanhã grandes médicos, grandes anônimos, benfeitores da Humanidade, que cedem suas vísceras a uma sala de anatomia para benefícios dos cientistas.



23 – DOADOR E RECEPTOR NO PLANO ESPIRITUAL 

P – Podemos imaginar um possível encontro entre doador e receptor de órgãos no mundo espiritual – Mestre Chico – como por exemplo, no caso do operário Luiz Ferreira Barros e do boiadeiro Jorro Ferreira da Cunha, agora, também desencarnado? 

Resposta de F. C Xavier
 Acreditamos que eles ganharam, com isso, um mundo de vibrações simpáticas e o reconhecimento, que nós todos devemos a esses dois pioneiros, porque nós não os consideramos como mortos, mas, sim, como espíritos eternos.





24 – SOBREVIDA 

P – Os espíritos falam que uma pessoa que esteja sofrendo agora, está resgatando faltas do passado; no caso de um transplante de órgãos, como este, terá obtido, o enfermo um novo merecimento?




Resposta de F. C Xavier
 – Perfeitamente. Acreditamos, com segurança que os dois se encontraram e
devem desfrutar, entre os amigos espirituais, de uma posição de muita simpatia, pois ambos serviram, no Brasil, para uma experiência demasiadamente importante para a Ciência do nosso país. No caso da receptor, sim. Ele terá adquirido uma sobrevida, determinando moratória de extraordinário valor para ele. O nosso amigo, que foi beneficiado em S. Paulo viveu, segundo notícias que temos, 30 dias, não sei bem. Mas, é uma sobrevida extraordinária para uma criatura que tem muitos negócios, muitos assuntos a realizar e com um mês, com vinte dias, pode solucionar enormes problemas e partir com muita serenidade, muita alegria, para o mundo espiritual. 




P – E no caso – eu peço licença para fazer um desdobramento desta pergunta daquele que não tem muitos negócios, como no caso de João Boiadeiro? 

Resposta de F. C Xavier
 – Nós devemos considerar este homem como um amigo, um benfeitor da Humanidade, que serviu para nós todos, como modelo para uma experiência aproveitável para as criaturas de grandes negócios, que interferem no destino de muita gente.
Fonte: Extraído do livro "Entrevistas Francisco Cândido Xavier / Emmanuel", - Editora Ide 
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SAIBA O QUE É O LIVRO O CÉU E O INFERNO

16 de set de 2010

Noticia Sobre o Livro

Lendo-se este livro com atenção vê-se que a sua estrutura corresponde a um verdadeiro processo de julgamento. Na primeira parte temos a exposição dos fatos que o motivaram e a apreciação judiciosa, sempre serena, dos seus vários aspectos, com a devida acentuação dos casos de infração da lei. Na segunda parte o depoimento das testemunhas. Cada uma delas caracteriza-se por sua posição no contexto processual. E diante dos confrontos necessários o juiz pronuncia a sua sentença definitiva, ao mesmo tempo enérgica e tocada de misericórdia. Estamos ante um tribunal divino. Os homens e suas instituições são acusados e pagam pelo que devem, mas agravantes e atenuantes são levados em consideração à luz de um critério superior.
A 30 de setembro de 1863, como se pode ver em Obras Póstumas, Kardec recebeu dos Espíritos Superiores este aviso: "Chegou a hora de a Igreja prestar contas do depósito que lhe foi confiado, da maneira como praticou os ensinamentos do Cristo, do uso que fez de sua autoridade, enfim do estado de incredulidade a que conduziu os espíritos." Esse julgamento começava com a preliminar constituída pelo O Evangelho Segundo o Espiritismo e devia continuar com O Céu e o Inferno. Dentro de dois anos, em seu número de setembro de 1865, a Revista Espírita publicaria em sua secção bibliográfica a notícia do lançamento do quarto livro de Codificação Espírita: O Céu e o Inferno. Faltava apenas A Génese para completar a obra da Codificação da III Revelação.
Dois capítulos de O Céu e o Inferno foram publicados antecipadamente na Revista: o capítulo intitulado Da Apreensão da Morte, vigorosa peça de acusação, no número de janeiro de 1865, e o capítulo Onde é o Céu, no número de março do mesmo ano. Apareceram ambos como se fossem simples artigos para a Revista, mas o último trazia uma nota final anunciando que ambos pertenciam a uma "nova obra que o Sr. Allan Kardec publicará proximamente".
Em setembro a obra já aparece anunciada como à venda. Kardec declara que, não podendo elogiá-la nem criticá-la, a Revista se limitava a publicar um resumo do seu prefácio, revelando o seu conteúdo.
Os capítulos antecipadamente publicados aparecem, o primeiro com o mesmo título com que saíra e o segundo com o título reduzido para O Céu.
Estava dado o golpe de misericórdia nos dogmas fundamentais da teologia do cristianismo formalista, tipo inegável de sincretismo religioso com que o Cristianismo verdadeiro, essencial e não formal, conseguira penetrar na massa impura do mundo e levedá-la à custa de enormes sacrifícios. Kardec reafirma o caráter científico do Espiritismo. Como ciência de observação a nova doutrina enfrenta o problema das penas e recompensas futuras à luz da História, estabelecendo comparações entre as idealizações do céu e do inferno nas religiões anteriores e nas religiões cristãs, revelando as raízes históricas, antropológicas, sociológicas e psicológicas dessas idealizações e denunciando os absurdos a que chegara a imaginação teológica na formulação dos dogmas cristãos.
O capítulo primeiro de O Céu e o Inferno intitula-se O Futuro e o
Nada. Esse título coloca o leitor em face das duas alternativas fundamentais do espírito. Kardec se revela ao mesmo tempo cartesiano e shakespeariano. É cartesiano quando propõe esta premissa lógica, de agudo realismo: Vivemos, pensamos, agimos; isto é positivo; não é menos certo que morremos. É shakespeariano quando evoca o dilema: Ser ou não ser, els a alternativa. Mas ao mesmo tempo se opõe, com a antecedência de mais de um século, à tese do nada que surgirá ali mesmo, na França, com a filosofia existencial de Jean-Paul Sartre, o teórico da frustração e da nadificaçâo do homem.
O que mais impressiona neste processo jurídico é a objetividade da acusação. Não estamos diante de um tribunal romano, onde as normas do Direito se subordinam às exigências imediatistas do Império, mas perante um tribunal grego do mundo socrático, onde o juiz implacável pergunta a todo instante: o que é isso? e exige definição precisa segundo as leis da maiêutica. Estas comparações não são retóricas, são simplesmente históricas. O processo lógico de Kardec segue as linhas dialéticas da busca socrática da verdade, segundo a exposição platónica. O juiz que pontifica neste tribunal não enverga a toga impura de Anito, mas a túnica de Platão.
A comparação do inferno pagão com o inferno cristão é um dos mais eficazes trabalhos de mitologia comparada que se conhece. A mitologia cristã se revela mais grosseira e cruel que a pagã.
Bastaria isso para justificar o Renascimento. O mergulho da humanidade no sorvedouro medieval levou a natureza humana a um retrocesso histórico só comparável ao do naziascismo em nosso tempo. Os intelectuais materialistas assustaram-se com o retrocesso do homem nos anos 40 do nosso século e puseram em dúvida a teoria da evolução. Se houvessem lido este livro de
Kardec saberiam que a evolução não se processa em linha reta, mas em ascensão espiralada. Os teólogos medievais esta vam racional e moralmente atrasados em relação aos teólogos gregos porque representavam uma vasta camada de população ainda não atingida pelas luzes da cultura helénica. A evolução do homem na Terra está sujeita às vicissitudes da superposição periódica de camadas populacionais inferiores que precisam aflorar na superfície cultural para se beneficiarem. A queda do Império Romano foi um momento de superposição dos bárbaros, que precisavam abeberar-se na cultura clássica. No episódio aparentemente inexplicável do nazi-fascismo tivemos um novo afloramento dos instintos bestiais do homem. Esses instintos ainda estão presentes em nosso undo de após nazismo, mas vão sendo caldeados na ebulição cultural dos nossos dias. Nenhuma imagem explicaria melhor essa situação que a do caldeirão medieval, formulada por Wilhelm Dilthey.
Vemos assim que este livro de Kardec tem muito para ensinar, não só aos espíritas, mas também aos luminares da inteligência neo-pagã que perdem o seu tempo combatendo o Espiritismo, como gregos e romanos combateram inutilmente o Cristianismo. O processo espírita se desenvolve na linha de sequência do processo cristão. A conversão do mundo ainda não se completou. Cabe ao Espiritismo dar-lhe a última demão, como desenvolvimento natural, histórico e profético do Cristianismo em nosso tempo. A leitura e o estudo sistemático deste livro se impõem a espíritas e não-espíritas, a todos os que realmente desejam compreender o sentido davida humana na Terra.
Mesmo entre os espíritas este livro é quase desconhecido. A maioria dos que o conhecem nunca se inteirou do seu verdadeiro significado. Kardec nos dá nas suas páginas o balanço da evolução moral e espiritual da humanidade terrena até os nossos
dias. Mas ao mesmo tempo estabelece as coordenadas da evolução futura. As penas e recompensas de após morte saem do plano obscuro das superstições e do misticismo dogmático para a luz viva da análise racional e da pesquisa científica. É evidente que essa pesquisa não pode seguir o método das ciências de mensuração, pois o seu objeto não é material, mas segue rigorosamente as exigências do espírito científico moderno e contemporâneo. O grave problema da continuidade da vida após a morte despe-se dos aparatos mitológicos para mostrar-se com a nudez da verdade à luz da razãoesclarecida.
Como ciência de observação o Espiritismo nos oferece a análise de Kardec na primeira parte do volume. Como ciência de pesquisa nos oferece a segunda parte, em que vemos Kardec investigar objetivamenfe a situação dos espíritos após a morte. Como ele acentua incessantemente, as penas e recompensas, que são as consequências naturais do comportamento humano na Terra, não aparecem aqui como alegorias ou suposições elaboradas pela mente, mas como o resultado da pesquisa mediúnica, da investigação direta da situação dos espíritos através de suas próprias revelações. E essas revelações não são gratuitas nem colhidas ao acaso, mas provocadas pelo experimentador através de anos de trabalho árduo e paciente. Mais de um século depois de realizado, esse trabalho é hoje sancionado pelas investigações recentes, não só no meio espírita mas também no campo das investigações parapsíquicas.
A imparcialidade de Kardec e o seu amor pela pesquisa, a sua confiança na eficiência da investigação científica transparecem a cada instante. Charles Richet teve razão ao reconhecer a vocação científica do Codificador do Espiritismo. Dando ao inferno e ao céu os seus contornos reais, com base nos resultados de sua investigação, Kardec não repudia o dogma do
purgatório, o mais suspeito da estrutura teológica arbitrária porque introduzido tardiamente no sistema dogmático católico, mas aceita-o e justifica-o. O purgatório é a Terra, o lugar determinado e circunscrito em que purgamos as nossas imperfeições, encarnados ou desencarnados.
A doutrina teológica dos anjos e demônios é submetida também à prova dupla da análise racional e da pesquisa científica. A conclusão é límpida e certa: somos demônios quando estamos saindo da animalidade para a espiritualização e somos anjos quando estamos saindo da humanidade para a angelitude. Mas isso não é uma ideia, uma hipótese, o produto de uma elocubraçáo mental ou de uma interpretação arbitraria de textos sagrados. É o resultado da observação e da pesquisa. Milhares de criaturas espirituais observadas, interrogadas, submetidas à experiência mediúnica forneceram os tipos psicológicos e morais da escala espírita, numa verdadeira classificação psíquica aplicável não só aos espíritos, mas também à tipologia humana.
A importância deste livro é maior do que realmente se pensa. No tocante à Teologia, como procuramos demonstrar em várias notas ao texto, O Céu e o Inferno antecipou de mais de um século as transformações que ora se operam no seio das várias igrejas. Se os teólogos, que pretendem ser homens mais do que homens, como Descartes os classificou, pudessem ter a humildade suficiente para consultá-lo, encontrariam nestas páginas a solução dos seus mais angustiantes problemas.
(São Paulo, 30 de julho de 1973)
J. Herculano Pires

SAIBA O QUE É O LIVRO DOS MEDIUNS

SOBRE ESTA OBRA
 
Este é o segundo volume da Codificação do Espiritismo. Logo após a publicação de O Livro dos Espíritos, obra básica da doutrina, em 1857, Kardec lançou, em 58, um livrinho intitulado Instruções Práticas Sobre as Manifestações Espíritas. Era um ensaio para elaboração de O Livro dos Médiuns, que só pôde aparecer em 1861. Publicado este, Kardec suprimiu aquele. Apesar disso, 62 anos mais tarde, em 1923, Jean Meyer, então diretor da Casa dos Espíritas, resolveu reeditar o Instruções, para circular juntamente com este livro, por considerar aquele livrinho útil à iniciação nas questões mediúnicas. No Brasil, Cairbar Schutel, em sua gráfica de Matão, lançou também o Instruções em nossa língua.
A finalidade deste livro é desenvolver a parte prática da doutrina, em seqüência à exposição teórica do livro básico. Por isso Kardec o considerou "continuação de O Livro dos Espíritos", como se vê no frontispício. Mesmo porque, segundo declara na Introdução, este livro também pertence aos Espíritos. Foram eles que o orientaram na sua elaboração, eles que o reviram e modificaram inteiramente para a segunda edição de 1862, que ficou sendo a definitiva e que serviu para esta tradução.
Apesar de escrito há cento e tantos anos, O Livro dos Médiuns é atualíssimo. Nenhuma outra obra, espírita ou não, sobre a fenomenologia mediúnica, conseguiu superá-lo. É um tratado que tem por fundamento a pesquisa científica e a experiência, além da contribuição teórica dos Espíritos na explicação de vários problemas ainda inacessíveis à pesquisa científica. Essas explicações só eram aceitas por Kardec na medida da sua racionalidade, de acordo com o método de controle rigoroso que estabeleceu para o seu trabalho. Esse método é explicado neste livro e pode ser examinado em minúcias nos relatórios e registros de sessões publicadas na Revista Espírita.
As teorias explicativas dos fenômenos, formuladas por Kardec com os dados de sua investigação e a contribuição dos Espíritos, permanecem ainda como as mais viáveis. Basta um confronto entre essas teorias e as formuladas pelos parapsicólogos atuais para se verificar a solidez das primeiras, até hoje nunca desmentidas, e a fragilidade das segundas. Um exemplo típico é a teoria das aparições, que na atual Parapsicologia constitui um emaranhado de suposições curiosas e nada mais, enquanto neste livro se apresenta fundada em pesquisas, observações, deduções rigorosas e explicações dadas por numerosas entidades espirituais em ocasiões diversas, por meios diversos e com todas as provas de seriedade e coerência exigidas pelo método kardeciano.
Kardec e os Espíritos insistem numa posição ainda pouco compreendida pelos próprios espíritas: a Ciência Espírita teve como vestíbulo as manifestações físicas, mas sua finalidade é moral e suas pesquisas devem desenvolver-se nesse sentido. Provada a sobrevivência espiritual e a comunicabilidade, o Espiritismo deve aprofundar-se na investigação dos processos de comunicação, da situação dos Espíritos após a morte, das leis que regulam as relações permanentes entre os Espíritos e os homens e suas conseqüências nesta vida, e assim por diante.
O leitor deve encarar este livro, portanto, como um tratado superior de fenomenologia para-normal, em que a fase metapsíquica e parapsicológica de pesquisa material estão superadas. O Livro dos Médiuns apresenta a solução dos problemas em que ainda se enredam as pesquisas atuais e convida os estudiosos a avançarem além. Mas tudo isso com critério e métodos científicos, segundo o próprio Richet o reconheceu ao se referir a Kardec no Tratado de Metapsíquica.
O problema está assim colocado: as pesquisas espíritas não se prendem aos fenômenos em si, ao mundo fenomênico ou material, e por isso mesmo exigem métodos diferentes dos utilizados nas ciências físicas. Kardec compreendeu isso em pleno século XIX e elaborou o método especial que lhe permitiu avançar sobre seu
tempo. A prova disso é que toda a pesquisa metapsíquica e parapsicológica nada mais conseguiu, até agora, no tocante aos resultados positivos, do que referendar as teorias deste livro. Para ajudar o leitor e o estudante a verificarem isso, o presente volume apresenta grande quantidade de notas de pé de página com indicações bibliográficas.
J. Herculano Pires

F..C.X E SEU PRIMEIRO CONTATO MEDIUNICO

10 de set de 2010

29 – PRIMEIRO CONTATO COM O MUNDO ESPIRITUAL  
P – Diante das informações que você dá de contatos com os amigos que já não estão mais neste mundo, poderá recordar como nasceu em seu pensamento, a primeira idéia do mundo espiritual?

R – Devo dizer que tenho dito isto em diversas ocasiões e posso reafirmar aqui: a minha idéia com respeito à imortalidade da alma nasceu em meu cérebro quando estava de 4 para cinco anos de idade. Minha mãe era católica e nos ensinar o caminho da oração e da meditação. Em se vendo às portas da morte, sabendo que meu pai estava desempregada, preocupada com seus nove filhos, todos menores, pediu às amigas que se incutissem deles, guardando-os até que meu pai pudesse reavê-los para a lar.
Quando ela me entregou para uma senhora (ela pediu a nove amigas) eu lhe disse:
– Mas minha mãe, a senhora está me dando assim para os outras, a senhora que é tão boa! Nós queremos a senhora tanto bem e está nos entregando assim, mamãe, para os outros? Naquele tempo eu tinha de 4 para 5 anos, mas estou repetindo a cena com meu pensamento ligado ao coração materna. Então ela fez um olhar de muito espanto e disse:
– Não você! Eu já dei 7 crianças e nenhuma reclamou. Você não pode admitir que eu esteja desprezando vocês – falou com dificuldade. Acompanhe Ritinha – era a amiga que se incumbiu de ficar comigo – e procure se comportar bem. Eu vou sair daqui; todo mundo vai dizer que eu morri e não volto mais. Não acredite nisso, mas acredite que sua mãe vai voltar para buscar vocês todos. Eu não vou morrer e se eu demorar muito mandarei uma moça buscar vocês. (isso ela disse compreendendo que meu pai era um homem ainda moço com nove filhos e que era natural que fizesse um segundo casamento como fez).
Você vá com confiança porque eu não vou morrer; eu vou sair daqui carregada –naturalmente ela falava assim para apaziguar o meu coração que sofria muito com aquela perda. No outro dia minha mãe desencarnou. Todo mundo chorava, mas eu confiava na sua palavra.
Fui morar com essa senhora que, apesar de ser uma criatura de qualidades muito nobres, às vezes ficava nervosa. Em meu caso ela ficava nervosa diariamente e, - então, eu apanhava bastante com vara de marmelo.
Minha mãe nos ensinava a prece. Toda noite, entre oito e nove horas, acendia a lamparina de querosene, punha-nos de joelhos para fazermos a prece, pedirmos socorro de Deus e nossa Mãe Santíssima.
Quando aquela senhora saía à passeio, à tarde, com o marido e o sobrinho – que era para ela um filho adotivo – eu corria para debaixo de uma bananeira e começava a rezar, conforme minha mãe me tinha ensinado, as orações de sempre.
Uma tarde – eram mais ou menos 18 horas – eu estava orando, quando voltei-me e vi minha mãe atrás das folhas. Fiquei muito alegre. Na minha cabeça, de 5 anos de idade, não havia problemas. Minha mãe dissera que não iria morrer e que viria me buscar eu não conhecia as dúvidas do povo na Terra, se existe ou não alma.
Abracei minha mãe com aquela alegria, com aquele contentamento! Disse a ela que agora não nos separaríamos mais. Ela, entretanto, disse-me que estava em tratamento, precisava voltar e não podia ficar comigo. Viera cumprir a palavra de que estava comigo. Perguntei-lhe se sabia que eu apanhava; disse estar informada de tudo e que eu devia ter muita paciência; que eu precisava mesmo de apanhar e isso era bom para mim.
Nesse dia, quando ela se despediu, me abençoou. Quando a senhora que tornava conta de mim, voltou, disse a ela:
– Dona Ritinha, eu vi minha mãe, hoje ela veio me ver!
– Meu Deus – disse ela – este menino está ficando louco e, para consertar isso, uma boa surra agora. E, por causa da visão, eu tive uma surra. Começara a luta e o conflito.
Assim, minha primeira idéia foi obtida no seio da Igreja Católica.

Fonte:  lição 29 do livro  Entrevistas F. C. Xavier/ Emmanuel - F. C. Xavier
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BIOGRAFIA DE J. W.V. GOETE E SUA COMUNICAÇÃO MEDIUNICA

7 de set de 2010

                                                                          Goete (mais velho)

Estimado leitor, encontramos na obra “Revista Espírita de 1856”, uma comunicação mediúnica recebida por um dos médiuns que auxiliava Allan Kardec na codificação da doutrina espírita. Tais reuniões aconteciam na Sociedade Parisiense. O nome do (a) médium não é divulgado na Revista Espírita, apenas é colocado na mensagem o nome do Espírito que em sua última existência foi Johan Wolfgan Von Goete.

Essas mensagens publicadas na Revista Espírita eram intituladas “Conversas familiares além-túmulo”. Esta mensagem foi recebida em 25 de Março de 1856, exatamente na data que completava 24 anos do desencarne de Goete. 
Logo abaixo desta postagem encontaremos  mais cinco (5) postagens sobre a vida de Goete, que comprova a exatidão de fatos deixados nesta comunicação mediúnica.
Elas estarão em sequências, caso encontre dificuldade em visualisar a busca, vá até à lateral direita do blog, procure a opção marcadores de postagem, assunto: Goete.
Boa Leitura e reflexão;
Luciano Dudu

COMUNICAÇÃO MEDIUNICA.



P-1. Evocação.
R. Estou convosco.
P-2. Em que situação estais como Espírito: errante ou reencarnado?
R. Errante.
P-3. Estais mais feliz do que quando vivo?
R. Sim, porque estou livre do meu corpo grosseiro, e vejo o que não podia ver.

P-4. Parece-me que não Unheis uma situação infeliz quando vivo; em que consiste a.
Superioridade de vossa situação atual?
R. Acabo de vos dizer; vós, adeptos do Espiritismo, deveis compreender essa situação.

P-5. Qual é a vossa opinião atual sobre Fausto!
R. É uma obra que tinha por objetivo mostrar a vaidade e o vazio da ciência humana, e, por outro lado, exaltar, no que tinha de bom e de puro, o sentimento do amor, e o castigo no que havia de imoral e de mau.
P-6. Foi por certa intuição do Espiritismo que pintastes a influência dos maus Espíritos sobre o homem? Como fostes conduzidos a fazer essa pintura?

R. Eu tinha a lembrança quase exata de um mundo onde via agir a influência dos Espíritos sobre os seres materiais.

P-7. Tínheis, pois, a lembrança de uma existência precedente? -
R. Sim, certamente.

P-8. Poderíeis dizer-nos se essa existência ocorreu na Terra?
R. Não, porque nesta não se via os Espíritos agirem; foi bem num outro.

P-9. Mas, então, uma vez que, nesse mundo, se podiam ver os Espíritos agir, ele deveria ser superior a Terra. Como ocorre que viestes de um mundo superior para um mundo inferior? Havia, pois, queda para vós? Quereis nos explicar isso?

R. Era superior até certo ponto, mas não como entendeis. Os mundos não têm toda a mesma organização, sem serem, por isso, de uma grande superioridade. De resto, sabeis bem que cumpri, entre vós, uma missão que todos não podeis vos dissimular, uma vez que fazeis, ainda, representar minhas obras; não havia queda, uma vez que servi, e sirvo ainda, para a vossa moralização. Apliquei o que poderia ter de superior nesse mundo precedente para castigar as paixões dos meus heróis.

P-10. Sim, ainda se representam vossas obras. Vem-se mesmo de traduzir, em ópera, vosso drama o Fausto. Assististes a essa representação?
R. Sim.

P-11. Quereis nos dar a vossa opinião sobre a maneira pela qual o senhor Gounod interpretou o vosso pensamento por meio da música?
R. Gounod evocou-me sem sabê-lo. Ele me compreendeu muito bem; eu, músico alemão, não o teria feito melhor; ele pensa, talvez, em músico francês.

P-12. Que pensais de Werther?
R. Reprovo agora o desenlace.
P-13. Essa obra não fez muito mal exaltando as paixões?
R. Fez e causou infelicidades.

P-14. Ela foi à causa de muitos suicídios; deles sois responsáveis?
R. Se houve uma influência infeliz, difundida por mim, é bem disso que sofro agora e do que me arrependo.

P- 15. Tínheis, quando vivo, creio uma grande antipatia pelos Franceses; ocorre o mesmo atualmente?
R. Sou muito patriota.

P-16. Estais, ainda, antes ligado a um país do que a outro?
R. Amo a Alemanha em seus pensamentos e em seus costumes quase patriarcais.

P- 17. Poderíes dar-nos a vossa opinião sobre Schiller?
R. Somos irmãos pelo Espírito e pelas missões. Schiller tinha uma alma grande e nobre: suas obras eram-lhe o reflexo; fez menos mal do que eu; é-me muito superior, porque era mais simples e mais verdadeiro.

P-18. Poderíeis dar-nos a vossa opinião sobre os poetas franceses em geral, comparados com os poetas alemães? Isso não é por um vão sentimento de curiosidade, mas para a nossa instrução. Cremos-vos de sentimentos muito elevados para que seja necessário vos pedir fazê-lo sem parcialidade, pondo de lado todo preconceito nacional?
R. Sois muito curiosos, mas vou satisfazer-vos: Os Franceses novos fazem belos poemas, mas colocam mais belas palavras que bons pensamentos; eles deveriam se ligar mais ao coração e menos ao espírito. Falo de modo geral, mas faço algumas exceções em favor de alguns: um grande poeta pobre, entre outros.

P-19. Um nome circula em voz baixa na assembléia, foi desse que quisestes falar?
R. Pobre, ou que o fez.

P- 20. Ficaríamos felizes tendo de vós uma dissertação, sobre assunto de vossa escolha, para nossa instrução. Estais bastante bom para nos ditar alguma coisa?
R. Fá-lo-ei mais tarde e por outros médiuns, evocai-me outra vez.

Fim


Fonte de pesquisa:
Revista Espírita : Compilada por Allan Kardec 1859
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Leia com atenção

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Nota de esclarecimento

As imagens contidas neste blog, são retiradas do banco de imagens da rede web.
Agradeço a todos que compartilham na rede tais imagens e até mesmo textos.
Caso haja algum problema de utilização em meu blog de algum material de sua autoria, entre em contato para que eu proceda a retirada.
Luciano Dudu