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DARWIN E ALFRED RUSSEL WALLACE

28 de nov de 2010



Caro leitor, o assunto abordado nessa postagem é  bastante interessante.
Em pesquisas históricas realizadas pelo escritor Licurgo S. de Lacerda Filho, ele fala sobre a vida de um grande homem Alfred R. Wallace, que foi contemporâneo do celebre Charles Darwin.
A pesquisa demonstra que Alfred, foi responsável para estimular Darwin a publicar sua Teoria da Evolução da Espécie.
Alfred tornou-se espiritualista e acreditava em uma evolução além do que era proposto por Darwin na época.
Aprecie o artigo, boa leitura e reflexão.
LUCIANO DUDU 

Evolução da espécie 


Todo estudante do ensino médio já ouviu referencias à famosa teoria da evolução das espécies, mas quase todos creditam a autoria do estudo, exclusivamente ao cientista inglês Charles Robert Darwin (1.809-1.882). 
A verdade é que Darwin teve seu parceiro na formulação de sua teoria, mais do que isto, teve alguém que o impeliu a publicar suas hipóteses. Este alguém compartilhava das mesmas ideias e conclusões, eles até trocavam correspondência sobre o assunto. Esta pessoa, ao publicar suas ideias no manuscrito On The Tendency of Varieties to Depart Indefinitely fron the Original Type encaminhou-o para Darwin. O cientista, após ler aquele estudo, decidiu também publicar sua teoria, fruto de vinte anos de pesquisa, e o fez sobre o título de On the Origin of Species. 
Este alguém que nos referimos foi o naturalista geógrafo e critico social Alfred Russel Wallace (1823-1913), oriundo do país de Gales. 
Apesar do interesse que desperta a Teoria da Evolução das Espécies e os conceitos sobre a seleção natural, que por vezes quer justificar alguns aspectos da evolução como obra do acaso, onde o mais forte conseguiria sempre sobreviver impondo sobre o mais fraco- teoria que descarta a possibilidade de um planejamento divino para a evolução das formas da vida- o que realmente nos interessa é a questão espiritual, na qual se envolveu Alfred R. Wallace. Tal questão transformou-o de um cético materialista em, um espiritualista convicto. 
Sua porta de entrada para o espiritualismo se deu por meio de experiências com o mesmerismo, em 1844. Em seguida Alfred viajou pelos trópicos durante doze anos, inclusive no Amazonas, realizando seus estudos sobre história natural. Nestas viagens tomou contato com os termos, “mesas girantes” e “ espírito batedor”. 
Quando retornou de sua longa viagem, imbuído de grande espírito cientifico, resolveu estudar aqueles assuntos com mais cuidado. 
Em 1.865, realizou suas primeiras experiências em busca de respostas. Para tanto utilizou a Mediunidade da britânica Mary Marshall (1842-1884). Por meio da médium profissional foram obtidos fenômenos envolvendo levitação de mesas e movimento de objetos sem contato, alguns encontros foram realizados em plena luz do dia. Durante o ano de 1867, a médium obteve manifestações envolvendo o Espírito Jonh King. Continuando à sua trajetória, como pesquisador, Alfred descobriu e acompanhou a educação da mediunidade de Agnes Nichol Guppy (...). 
As reuniões com a médium demoveram definitivamente qualquer desconfiança do estudioso nos acontecimentos de origem espiritual. 
Em uma das reuniões com Agnes, ele recebeu uma comunicação de sua mãe, pelo método das batidas. A desencarnada afirmou que estaria presente em uma fotografia a ser tirada pelo médium fotografo inglês Hudson (? -?). Em nossas pesquisas pudemos apurar que Hudson – atenção, não se trata de Willian Hudson Mumler (...). 
Alfred procurou o médium, escolheu todas as posições para a fotografia e concluiu: 

“Estive em três sessões, em todas escolhendo o meu próprio lugar”. De cada vez uma segunda figura apareceu no negativo comigo. A primeira era uma figura masculina, com um punhal; a segunda era um corpo inteiro, aparentemente a alguns pés para o lado e para trás de mim, olhando para baixo para mim e sustentando um ramo de flores. Numa terceira sessão, depois de me colocar e depois que a chapa fora colocada na maquina, pedi que a figura viesse para junto de mim. A terceira chapa mostrou uma figura feminina, de pé, junto e em frente a mim, de modo que o panejamento cobriu a parte inferior de meu corpo. Assisti à revelação de todas as chapas e em cada caso a “figura extra”, começou a aparecer no momento em que o revelador era despejado, enquanto o meu retrato só se tornava visível cerva de vinte segundos depois. 
Não reconheci nenhuma das figuras nos negativos, mas no momento em que tirei as provas, ao primeiro relance a terceira chapa mostrou um inconfundível retrato de minha mãe- como era na atitude e na expressão; não aquela semelhança de um retrato feito em vida, mas algo pensativa, uma semelhança ideal- ainda assim, para mim, uma semelhança inconfundível.” 
O cientista passou então a participar de variadas experimentações, o que levou o periódico Fortnightly Review a convida-lo para escrever um artigo sobre o Espiritualismo, em 1874. Ele escreveu uma matéria sob o titulo A Defence of Modern Spiritualism. 
Ainda citaremos algumas vezes o nome de Alfred Russel Wallace, este admirável vencedor de seus próprios paradigmas (...). 
Devido às suas crenças espiritualistas ele enfrentou diferenças com os seus colegas cientistas. “Alfred acreditava em uma dimensão espiritual da mente, por conta disto Darwin teria ficado indignado e escreveu para o companheiro: Espero que o senhor não tenha assassinado de uma vez o meu filho e o seu”. 
Para Darwin, a quem é dado vulgarmente o crédito exclusivo da famosa teoria, as capacidades cognitivas e mentais do homem eram produtos exclusivo da seleção natural. Ele acreditava na evolução dos seres, mas limitava tal a evolução à condição humana. Alfred aceitava a única verdade: a evolução não tem limites carnais, rompe as barreiras do corpo e segue para as possibilidades infinitas. A nobreza de Alfred pode ser percebida em duas ocasiões , quando remeteu seu manuscrito para Darwin, ao invés de fazê-lo diretamente para a comunidade cientifica, e quando, no final de sua encarnação, afirmou que sua maior conquista tinha sido impelir Darwin publicar seus estudos. 



Fonte:Capitulo 7, terceira parte, os pesquisadores da mediunidade I – múltipla mediunidade, A mediunidade na história humana: surgimento do espiritismo e os pesquisadores da mediunidade I(volume 3), Licurgo S de Lacerda, Araguari MG, Minas Editora. 
Imagem: Google 


A IDENTIDADE HISTÓRICA DE O LIVRO DOS ESPÍRITOS

27 de nov de 2010


Leitor Amigo, eu trouxe em meu blog um artigo para dar continuidade em minhas postagens sobre a história do espiritismo. 
O artigo foi escrito por um grande estudioso da História da Doutrina dos Espíritos, onde ele fala sobre o histórico do livro dos espíritos, publicado na revista Reformador de abril de 2008.Aprecie o artigo e boa leitura. 
Luciano Dudu 


Escrito por: Licurgo Soares de Lacerda Filho 
De que maneira pode o Espiritismo contribuir para o progresso? 
Destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade, ele faz que os homens compreendam onde se encontra seus verdadeiros interesses. (...) 
Esta foi à resposta recebida por Kardec, daquele que se tornou a pergunta 799 de O Livro dos Espíritos. 
A preocupação dos Espíritos superiores estava bem fundamentada, pois era o reflexo de uma situação alarmante que dominava todo o mundo civilizado no meado do século XIX. 
Decepcionado com as amarras descabidas, criadas pelos dogmas estabelecidos pela religião oficial, filósofos e pensadores realizavam uma revisão geral no pensamento humano, influenciando cientistas, políticos, artistas, e significativa parcela da população. 
Entretanto, a transformação que se operava, quase sempre, se revestia o radicalismo dos que se frustravam com os efeitos de velhos paradigmas que se rompiam tão tardiamente. 
Assim as ideias materialistas ganhavam força em todas as sociedades, e o homem se aprofundava no egoísmo social. 
Os espíritos superiores conheciam bem o caminho que seguiria a Humanidade caso fosse conduzida unicamente pela motriz das ideias materialistas. Na antiguidade, no inicio do primeiro milênio, o imperador Otávio Augusto transformara a sua capital, Roma na “Cidade do Mármore”, expressão máxima do domínio da matéria, que terminou por prenunciar a derrocada dos valores humanos, levando o mundo a viver a chamada idade das trevas. 
Mil e oitocentos anos depois, o momento histórico suscitava preocupações. Muitas eram as opiniões que surgiram apregoando a supremacia da matéria . Por não compreender a essência da ação e do pensamento divinos, muitos intelectuais optavam por ignorar as opiniões que conduzissem à espiritualização da Humanidade. 
Independente dos benefícios que possam ter sido obtidos com os novos conceitos que revolucionaram o pensamento de então – que algumas vezes, trouxeram inegáveis benefícios sociais, as doutrinas materialistas provocaram muito mais estragos do que melhoramentos para a vida em sociedade. 
Coube a Kardec intermediar a revelação de uma Nova Luz, o roteiro para a libertação moral e intelectual da Humanidade, enfeixado em O livro dos Espíritos. Era a reação espiritual a tantas mensagens materialistas e imediatas que desviavam o homem de seu caminho natural e acabariam por conduzi-lo em meio a pesados fardos sociais, provocando profundas diferenças que resultaram na miséria moral e material. 
Passado cento e cinquenta anos desde a publicação da obra básica do Espiritismo, o roteiro permanece oculto à grande maioria daqueles que buscam explicações para a vida e para ineficaz procura pela felicidade terrena. 
Cabe a nós espíritas tornar amplamente conhecido este Divino Roteiro, não somente compartilhando as verdades ali contidas, mas essencialmente, vivenciando-as. 

Fonte: Licurgo Soares de Lacerda Filho, Revista Reformador ano 126, nº 2.149, abril de 2008, 150 anos de Fundação da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. 
Imagem: Google 

A MÉDIUM AMÁLIA DOMINGO SOLER

21 de nov de 2010

Em defesa do espiritismo 





Amália Domingo Soler (1835-1909) reencarnou na Andaluzia, região da Espanha, que tinha estado sob o domínio árabe quando da invasão moura à Península Ibérica. 
Os sacrifícios dela exigido quando era criança foram muitos. Antes de nascer ficou órfã de pai, depois teve problemas com a visão logo após o parto, recuperou-se após três meses de vida. Por todas estas dificuldades a sua mãe tornou se uma amiga inseparável. Ao perdê-la, mudou para Madri e lá passou por enormes dificuldades financeiras. Sua vista ficou mais debilitada por conta de esforços com o sérvio de costureira e com a escrita de suas poesias (escrevera seus primeiros versos aos dezoitos anos de idade). Sua procura por reposta que explicassem seu sofrimento a levou a conhecer o periódico espírita El Critério. Iniciava a partir daí a sua missão como divulgadora da Doutrina espírita. Em seguida, uma poesia sua foi incluída na publicação espírita La Revelación. Logo teve o artigo La Fé espiritista publicado pelo El Critério, em 1872. O trabalho funcionou como sua apresentação aos espíritas de Madri que aos poucos a receberam em seus grupos de estudos. Mudou-se para Barcelona em 1876, o convite de um grupo de espíritas daquela cidade conhecido como Circulo La Buena Nueva. Lá ela tornou a apresentar problemas com a visão, ficando quase cega, mas recebeu o amparo de seus confrades e permaneceu a divulgar o Espiritismo. Conheceu Miguel Vives y Vives, falaremos dele no capitulo que recebeu uma mensagem da mãe de Amália. A seguir conheceu o médium Eudaldo Pagés y Comas (? -?), que com ela trabalhou na consecução de sua obra maior Memórias de Padre Germam (Memórias do Padre Germano). O padre mencionado era o seu orientador espiritual, o livro foi publicado em 1880. 
Amália foi chamada para defender o espiritismo contra os ataques efetuados pelo orador católico Vicente de Manterola (? -?), realizada por meio do jornal Gaceta de Cataluña. 
Em 1879, por insistência de seu e protetor material Luis Llach (? -?), presidente do Círculo l Buena Nueva, ela dirigiu o primeiro numero do periódico espírita La Luz Del Porvenir, mas a publicação foi denunciada pelas autoridades eclesiásticas e sua tiragem ficou suspensa por longo período. Neste intervalo ela publicou outro periódico, El Eco De La Verdade, que também foi denunciado, mas terminou por não receber punição. 
Em 1889, o jornal La Luz Del Porvenir, que está sendo novamente publicado, teve de ser encerrado em virtude de questões financeiras. Tal fato não abalou sua vontade e ela continuou escrevendo e remetendo suas obras para o México, Cuba, Itália, Venezuela e Argentina. Como o desencarne de seu amigo e protetor Luis Llach, seguido por Eudaldo Pagés y Comas, que auxiliava em suas obras, ela foi se sentindo esgotada ate o seu desencarne em 29 de abril de 1.909. Deixou uma maravilhosa obra de divulgação espírita que até os dias de hoje sensibiliza corações que estão em busca da verdade espiritual. 

Fonte:Capitulo 17, terceira parte, os pesquisadores da mediunidade I – múltipla mediunidade, A mediunidade na história humana: surgimento do espiritismo e os pesquisadores da mediunidade I(volume 3), Licurgo S de Lacerda, Araguari MG, Minas Editora. 
Imagem: Google 

Memórias do Padre Germano 
Sinopse 
A Federação Espírita Brasileira (FEB) está relançando Memórias do Padre Germano, um dos mais belos romances psicografados é um clássico da literatura espírita. Ditado à médium espanhola Amália Domingo Soler pelo Espírito do padre que dá título à obra, Memórias do Padre Germano é um livro comovente, que mostra como os sentimentos de justiça e de amor ao próximo, quando elevados ao máximo, podem ajudar as criaturas a refazerem seus caminhos. Padre Germano é um exemplo de amor. Espiritualizado, calejado por experiências que lhe feriram o coração sensível, é um sacerdote diferente, que não gosta de ouvir os fiéis em confissão, pois se da conta da extensão da maldade humana; e, nas suas meditações, questiona em silêncio as razões do celibato e da clausura. Em sua tarefa de pastor de almas, não se recusa a orientar criminosos arrependidos, almas atormentadas pela culpa e jovens apaixonados. Um homem cuja grandeza espiritual o colocou a frente de seu tempo. Sem compactuar com os que buscavam o poder material, sofreu pressões e foi alvo de desconfianças e humilhações. Preferiu administrar a paróquia de uma longínqua e obscura aldeia, onde cuidou dos enfermos, das crianças, dos dóceis e dos rebeldes. Na solidão do campo, foi feliz cultivando a simplicidade dos dias que se passavam entre leituras, reflexões, lembranças do rosto da mulher amada, passeios com suas crianças e a companhia de um cão amigo, Sultão. Cada capítulo do livro narra um episódio da vida desse sacerdote tão diferente. Histórias que, ao se juntarem, revelam a grandeza de uma alma que conduziu outras tantas a Deus. 
Livro tradicional que muitos espíritas não conhecem. Vale a pena, lindo, interessantíssimo. Veja o modo como foi produzido. Amália Domingo Sóler diz, no seu prefácio, que as Memórias do Padre Germano começaram a ser publicada a 29 de abril de 1880 no jornal espírita “A Luz do Porvir”, e só depois foram reunidas em livro. Perseguido por seus superiores hierárquicos, Padre Germano viveu desterrado em obscura aldeia, palco de grande parte das histórias aqui relatadas, onde realizou um trabalho notável que engrandeceria qualquer pessoa que pretenda tornar-se cristã na verdadeira acepção do termo. (PP. 11 a 13) 
O Espírito do Padre Germano valeu-se, para ditar suas memórias, de um médium falante inconsciente, auxiliado por alguém que fosse capaz de registrar, sentir, compreender e apreciar o que ele dissesse. Essa a tarefa que coube a Amália Domingo Sóler, o maior vulto do Espiritismo na Espanha, que trabalhou com o médium e o Padre Germano na redação destas Memórias até 10 de janeiro de 1884. (N.R.: Nesta obra, a partir da pág. 367, foi incluído pela Editora da FEB um apêndice intitulado “Recordações”, ditado pelo Espírito do Padre Germano ao médium Chico Xavier e publicado inicialmente no “Reformador”, em fevereiro e março de 1932.) (P. 12).



Fonte: http://www.skoob.com.br/livro/31484
Fonte:http://somosespiritos.blogspot.com/2008/08/memrias-do-padre-germano.html
Imagem: google


PERDÔO-TE 

Sinopse: 
Madre Teresa de Ávila, que viveu na Espanha - 1515/1582 - é a reencarnação de Madalena, contemporânea de Jesus. È o qu se depreende ao ler-se Perdôo-te, a historia das muitas existências de uma entidade singular que escolheu Amália Soler e Eudaldo Pagés para relata-las.As comunicações aconteceram em Gracia, na Espanha, de 1897 a 1899. Eudaldo ditava Amália transcrevia. Os relatos do espírito antecedem a existência de Madalena, reportando-se a tempos imemoriais em que fez parte de uma civilização que teria existido na Atlântida. Interessante o fato de o espírito comunicante nao usar de forma declarada o nome de Madalaena e nem da revolucionária religiosa Teresa de Cepeda y Ahumada, também chamada de Teresa de Ávila ou Teresa de Jesus. Tereza foi canonizada em 1622, quarenta anos apos sua morte. nominá-la em um livro espírita causaria demasiado impacto há cem anos atrás? E quanto a elucidar que as visões e transes de madre Tereza eram simplesmente manifestações mediúnicas? 
Sabe-se que o poder clerical tinha preponderante influência nas esferas governamentais, quando da concepção desta obra, ao final do século XIX, na Espanha. O espiritismo , então era combatido veementemente. 
Fonte: Perdôo-te: Memórias de um Espírito. Recebida psicofonicamente pelo médium Eudaldo Pagés , romance mediúnico de Amália Domingues y Soller , tradução e adaptação : Aristides Coelho Neto. Brasilia : Linha Gráfica Editora ,5ª edição ,1999. 696 pag. 
imagem: google

A MÉDIUM EMMA HARDINGE

18 de nov de 2010




A inglesa Emma Hardinge (1823-1889) foi uma destas mulheres que a despeito de tudo e de todos lutou pela causa espiritualista de forma contundente, apesar da oposição machista que vez por outra tinha que enfrentar. Quando ainda era jovem foi levada pela mãe para Nova York, acompanhando uma companhia de teatro.
Até então Emma, cuja família era protestante, tinha grande aversão pelos fenômenos mediúnicos e pelas idéias dos espiritualistas. Na primeira sessão mediúnica que participou em 1856, fugiu correndo horrorizada. Por fim se adaptou e passou a exercer sua mediunidade.

Como médium ela protagonizou um dos casos mais bem documentados de sua época, quando em transe afirmou que o Navio Pacific tinha naufragado no Oceano Atlântico e que todos os seus passageiros tinham sido mortos. Por conta desta revelação ela foi perseguida pela empresa proprietária da embarcação. Emma afirmou que suas declarações se baseavam em depoimentos de Espíritos desencarnados na tragédia. Por fim todas suas informações foram confirmadas.
Após o incidente ela seguiu suas atividades mediúnicas viajando por todos os lugares dos Estados Unidos, fazendo propaganda do Espiritualismo Moderno e exercendo seus dons.
Voltou para a Inglaterra em 1856, onde escreveu duas grandes obras de cunho espiritualista, Modern American Spiritualim (Espiritualismo Americano Moderno) e Ninetteenth Century Miracles (Milagres do Século Dezenove).
Referindo-se à médium em sua pesquisa Arthur C. Doyle afirmou:
“(...) A série de casos fenomenais era tão grande que Mrs. Britten contou mais de quinhentos exemplos registrados na imprensa nos primeiros anos, o que representa provavelmente algumas centenas de milhares não registrados (...)”.
Em seu país de origem casou-se, tendo mudado seu nome para Emma Hardinge Brittem. Em seguida lançou o jornal de The Two Worlds (Os dois mundos).
Voltemos aos comentários de Artur C Doyle:
“(...) Algumas notas relativamente a Mrs. Brittem podem adequadamente ser aí introduzidas, de vez que nenhuma história do Espiritismo seria completa sem referência a essa notável senhora, que foi chamada o São Paulo feminino do movimento espírita (...)”.
Futuramente ela viajaria para Austrália e a Nova Zelândia, onde lançou, juntamente com seu esposo também espiritualista, as bases de várias sociedades.

Fonte:Capitulo II, terceira parte, os pesquisadores da mediunidade I – múltipla mediunidade, A mediunidade na história humana: surgimento do espiritismo e os pesquisadores da mediunidade I(volume 3), Licurgo S de Lacerda, Araguari MG, Minas Editora.
Imagem: Google

A MEDIUNIDADE NOTÁVEL DE DANIEL DUNGLAS HOMER

17 de nov de 2010


Fiel leitor, trouxemos para nosso estudo, mais um caso notável de mediunidade.
Este caso é contemporâneo a vida de Allan Kardec.
Nós iremos tratar a seguir da vida do médium Mr. Homer.
Allan Kardec se referiu a ele, dentre outras oportunidades, no item 16, do capitulo II (O maravilhoso e sobrenatural), de o livro dos médiuns:
Apreciem a história do médium Mr. Homer.
Boa Leitura.
LUCIANO DUDU



Múltipla mediunidade

Retornemos em nossa cronologia, mais especificamente em 1.833, quando em Currie, lugarejo próximo à cidade de Edimburgo, Escócia, reencarnava Daniel Dunglas Home (1833-1886). Seu pai pertencia à classe operária. Ainda crianças ele foi adotado por uma tia. Quando o menino completou nove anos, ela mudou-se para os Estados Unidos, estabelecendo-se em Connectictu. 
Ainda na adolescência ele teve suas primeiras experiências mediúnicas. Aos dezessete anos, portanto, em 1850 , ocorreram “raps” (batidas) e móveis eram arrastados no ambiente doméstico, sem que conseguissem uma explicação satisfatória. Tal situação levou sua tia, que era presbiteriana, a expulsá-lo alegando que ele tinha trazido o “diabo” para dentro de casa. 
Daniel passou a viver na casa de amigos, sempre mudando. Nos lares em que morou realizava sessões para apresentar suas capacidades mediúnicas. Os historiadores informam que ele jamais cobrou por sessões realizadas embora vivesse de favor. 
Por fim chegou à Nova York e lá foi testado por Judge Robert Hare, pelo juiz Edmonds e o professor David Wells (? -?), lotado em Harvard; os pesquisadores confirmaram sua capacidade de realizar fenômenos mediúnicos, Neste ponto de sua vida, Daniel já realizava cura e levitava, e com o amadurecimento adquirido tinha se tornado uma pessoa simpática e carismática. Com o surgimento de alguns problemas de saúde Daniel procurou ajuda médica e foi diagnosticado tuberculose. Os médicos então sugeriram sua mudança para Inglaterra em busca de profissionais mais preparados para atendê-lo. O médium chegou a Liverpool em abril de 1855. 
Na Inglaterra, apesar de sua precária condição de saúde (o pulmão esquerdo já estava parcialmente comprometido), Daniel encontrou-se de repente no foco das atenções, e, apesar de sua situação financeira limitada, permaneceu fiel à sua consciência. “fui mandado em missão. Essa missão é demonstrar a imortalidade. Nunca recebi dinheiro por isso e jamais o receberei.” 
Por orientação de Mary B. Hayden, a pioneira que levou o espiritualismo moderno dos Estados Unidos para a Inglaterra, sobre a qual nos referimos no capítulo 18, da primeira parte, desta unidade (volume II), Daniel hospedou-se no Cox’s Hotel. O Sr. Cox (? -?) era simpatizante das demonstrações de mediunidade e franqueou seu estabelecimento para as sessões. 
Entre os participantes de uma das primeiras reuniões estava o cientista escocês David Brewster (1781-1868); o advogado, também escocês Henry Peter, conhecido como Lorde Brougham (1.778-1868); o proprietário do imóvel, Sr. Cox e o médium. O cientista depois escreveu uma carta para sua irmã, onde afirmava: 
“Nós quatro sentamo-nos a uma mesa de tamanho retangular, e cuja estrutura nos tinham convidado o examinar. Em pouco tempo a mesa fez esforços e um tremor percorreu os nossos braços; esses movimentos cessavam e recomeçavam ao nosso comando. As mais incontáveis batidas se produziram em várias partes da mesa e esta se ergueu do chão quando não havia mãos sobre ela. Outra mesa maior foi utilizada e produziu os mesmos movimentos (...)” 
“(...) Uma pequena sineta foi posta no chão, sobre o tapete, de boca para baixo; depois de algum tempo ela soou sem que ninguém a tivesse tocado. Acrescenta ele que a sineta veio para ele e se colocou em suas mãos; depois fez o mesmo com Lorde Brougham. E concluiu:” Estas formas as principais experiências. “Não poderíamos explicá-las nem imaginar por que espécie de mecanismo poderiam ter sido produzidas”. 
Depois de sair do hotel, Daniel mudou-se para a casa do rico advogado Jonh S Rymer (? -?), onde foi visitado por Robert Owen, que àquela altura já tinha mudado sua opinião sobre o materialismo. 
Em 1857, Home, depois de passear rapidamente pela Itália, foi para a França. Lá foi convidado por Napoleão III, e com a imperatriz Eugênia, que segurou a mão de um Espírito e nele reconheceu o seu falecido pai materializado, por uma deformidade que ele possuía no dedo. 
Daniel não ficou muito tempo na França, por questões pouco esclarecidas em relação ao seu envolvimento com a nobreza ele teve que sair do país. 
Em seguida foi para a Rússia, tendo sido recebido pelo Czar Alexandre II (1.818-1881), do qual se tornou grande amigo. O Imperador Russo abençoou o casamento de Daniel com Alexandrina de Kroll (? -?). O padrinho de seu casamento foi o novelista Francês Alexandre Dumas – o pai (1802-1870), autor de Os três mosqueteiros. 
Alexandrina contraiu tuberculose de Home e faleceu em 1862. Tempos depois ele se casaria novamente com uma russa de origem nobre, que viria a ser sua biógrafa. 
Novamente Daniel se encontrava em difícil situação financeira. Retornou para os Estados Unidos e tentou a carreira de declamador de textos e poesias, mas, sentindo a pouca possibilidade de sucesso retornou a Inglaterra em 1.866.


Deste retorno extraímos registro de Arthur C. Doyle: 
“No mesmo ano Home foi levantado em casa de Mrs. Miller Gibson, em presença de Lorde e Lady Clarence Paget, tendo o Lorde passado as mãos por baixo de Home, a fim de se certificar do fato. Poucos meses mais tarde, Mr. Wasson, advogado de Liverpool com sete outros, assistiram ao mesmo fenômeno. Diz ele:” Mr. Home atravessou a mesa, passando por cima das cabeças das pessoas sentadas em sua volta. “E acrescenta: Alcancei a sua mão a sete pés do solo e dei cinco ou seis passos enquanto ele flutuava no espaço, acima de mim.” E mais à frente: 
“Em 1866 Mr. E Mrs. Hall Lady Dunsany e Mrs. Sênior; na casa de Mr. Hall viram Home, com o rosto transfigurado e brilhante, ergue-se duas vezes até o teto e deixar uma cruz, feita com lápis, na segunda levitação, de modo a assegura às testemunhas que não eram vitimas de sua própria imaginação”. 
Em 1868, na presença do parlamento escocês James Ludovic Lindsay (1847-1913), depois nomeado Lorde Crawford, abaixo tratado como Lorde Lindsay; do jornalista irlandês Windham Thomas Wyndham-Qin (1841- 1926), depois nomeado Lorde Adare; e o capitão irlandês Charles Bradsteet Wynner (1835-1890); o médium realizou sua mais espantosa sessão, que pela importância que assumiu na história da mediunidade, não podermos deixar de extrair a descrição completa dos fatos do livro História do Espiritismo, de Arthur C. Doyle, a narração dos fatos coube ao Lorde Adare: 
“(...) ocorrência de 16 de dezembro daquele ano, quando em Ashley House, em estado de transe, Home flutuou do quarto para a sala de estar, passando pela janela, a setenta pés acima da rua. Depois de chegar à sala, voltou para o quarto com Lorde Adare e, depois que este observou que não compreendia como Home poderia ter passado pela janela, apenas parcialmente levantada, ele me disse que se afastasse um pouco. Então o seu corpo aparentemente rígido e quase na horizontal. Voltou novamente, com os pés para frente. Tal informação dada por Lorde Adare e Lorde Lindslay. Diante de sua publicação, o Dr. Carpenter, que gozada de uma reputação nada invejável por uma perversa oposição a tudo quanto se relacionava com este assunto, escreveu exultante indicando que havia uma terceira testemunha que não tinha sido ouvida, admitindo sem o menor fundamento que o depoimento do Capitão Wynne seria em sentido contrario. Por fim que um simples cético honesto declara que Mr. Home esteve sentado todo o tempo em sua cadeira, afirmação que apenas pode ser tomada como falsa. Então o Capitão Wynne escreveu corroborando os outros depoimentos e acrescentando: Se o senhor não acredita na prova corroborante de três testemunhas insuspeitas, então será o fim de toda a justiça e das cortes da lei.”


Durante sua estadia na Europa, Daniel recebeu visitas de Allan Kardec e Willian Crookes, falaremos sobre ele no capitulo 13 incluído nesta parte.
Allan Kardec se referiu a ele, dentre outras oportunidades, no item 16, do capitulo II (O maravilhoso e sobrenatural), de o livro dos médiuns: 
“(...) ora a suspensão etérea de corpos graves é um fato explicado pela lei espírita; disso formos pessoalmente testemunha ocular, e o Sr Home, assim como outras pessoas do nosso conhecimento, repetiu muitas vezes o fenômeno produzido por São Cupertino. Portanto, esse fenômeno entra na ordem das coisas naturais”. 
O fato é que Daniel colocou a Europa em clima de euforia. Contudo, ele também encontrou adversários, entre eles o poeta inglês Robert Browing (1812-1889), que chegou a expulsá-la de sua casa e anos depois escreveria o poema Mr. Sludge , the médium ( Sr. Lamaçal, o médium),com cerca de duas mil linhas de impropérios conta o médium aqui estudado. Ao que tudo indica o poeta antipatizara com o Daniel. 
Assim como granjeou adversários no meio intelectual, também os fez entre seus colegas médiuns. Home desconfiava de quase todos os médiuns e mediunidades, particularmente daqueles que faziam suas sessões na escuridão completa, esta sua opinião foi incluída em seu ultimo livro Lights and Shadows of Spiritualism (Luzes e sombras do Espiritualismo). O médium certamente desconhecia que as características mediúnicas de alguns colegas seus requeriam a ausência de luz para que fossem realizados os fenômenos. A única médium que partilhou de sua amizade foi Kate Fox, quando já casada com o Sr. Jencken. 
O médium desencarnou aos cinqüenta três anos de idade de tuberculosa. O pedido da viúva, a prefeitura de Edimburgo construiu , em 1888, um memorial em sua honra. 
Os trechos aqui reproduzidos forma extraídos do livro História do Espiritismo, de Arthur C. Doyle. 

Fonte:Capitulo I, terceira parte, os pesquisadores da mediunidade I – múltipla mediunidade, A mediunidade na história humana: surgimento do espiritismo e os pesquisadores da mediunidade I(volume 3), Licurgo S de Lacerda, Araguari MG, Minas Editora.
Imagem: Google 

MEDIUNIDADE DE TRANSPORTE I

16 de nov de 2010




Caro leitor, trouxemos um assunto interessante, abordado no livro dos médiuns sobre o fenômeno de transporte, o texto que segue abaixo, é uma dissertação de dois espíritos acerca do assunto, explicando para Allan Kardec, como se processa tal fenômeno, e quais os requisitos que o médium necessita ter para ser intermediário deste fenômeno. Estes são fenômenos que atualmente tornarem-se raros. No inicio da Codificação, foi necessário que ocorressem para testar a incredulidade dos homens, comprovar a comunicabilidade dos espíritos, e da influência dos espíritos sobre a matéria.

Tais experimentações na atualidade não se faz mais necessário para comprovação de fatos da influência dos espíritos sobre a matéria, pois com a codificação da doutrina dos espíritos por Allan Kardec, em suas obras conseguimos compreender tais fenômenos que antes eram considerados sobrenaturais e milagres, através de estudos do pentateuco kardequicano, de forma séria, eles  são capazes de nos trazer a lógica e a razão dos fatos e ao discernimento, explicando que sobrenatural não existe.
Apreciem agora a dissertação dos espíritos e Allan Kardec
Boa leitura.
Luciano Dudu



O fenômeno de transporte apresenta uma particularidade notável, e é que alguns médiuns só o obtém em estado sonambúlico, o que facilmente se explica. Há no sonâmbulo um desprendimento natural, uma espécie de isolamento do Espírito e do perispírito, que deve facilitar a combinação dos fluidos necessários. Tal o caso dos transportes de que temos sido testemunha.As perguntas que se seguem foram dirigidas ao Espírito que os operara, mas as respostas se ressentem por vezes da deficiência dos seus conhecimentos. Submetemo-las ao Espírito Erasto, muito mais instruído do ponto de vista teórico, e ele as completou, aditando-lhes notas muito judiciosas. Um é o artista, o outro o sábio, constituindo a própria comparação dessas inteligências um estudo instrutivo, porquanto prova que não basta ser Espírito para tudo saber.


1ª Dize-nos, peço, por que os transportes que acabaste de executar só se produzem estando o médium em estado sonambúlico?

R= “Isto se prende à natureza do médium. Os fatos que produzo, quando o meu está adormecido poderia, produzi-los igualmente com outro médium em estado de vigília.”.

2ª Por que fazes demorar tanto a trazida dos objetos e por que é que avivas a cobiça do médium, excitando-lhe o desejo de obter o objeto prometido?
R= “O tempo me é necessário a preparar os fluidos que servem para o transporte”. Quanto à excitação, essa só tem por fim, as mais das vezes, divertir as pessoas presentes e o “Sonâmbulo.”
Nota de Erasto. O Espírito que responde não sabe mais do que isso; não percebe o motivo dessa cobiça, que ele instintivamente aguça, sem lhe compreender o efeito. Julga proporcionar um divertimento, enquanto que, na realidade, provoca, sem o suspeitar, uma emissão maior de fluido. É uma consequência da dificuldade que o fenômeno apresenta dificuldade sempre maior quando ele não é espontâneo, sobretudo com certos médiuns.
3ª Depende da natureza especial do médium a produção do fenômeno e poderia produzir-se por outros médiuns com mais facilidade e presteza?

R= “A produção depende da natureza do médium e o fenômeno não se pode produzir, senão por meio de naturezas correspondentes. Pelo que toca à presteza, o hábito que adquirimos, comunicando-nos frequentemente com o mesmo médium, nos é de grande vantagem.”.

4ª As pessoas presentes influem alguma coisa no fenômeno?

R= “Quando há da parte delas incredulidade, oposição, muito nos podem embaraçar”. Preferimos apresentar nossas provas aos crentes e a pessoas versadas no Espiritismo.
Não quero, porém, dizer com isso que a má vontade consiga paralisar-nos inteiramente.”.


5ª Onde foste buscar as flores e os confeitos que trouxeste para aqui?
R= “As flores, tomo-as aos jardins, onde bem me parece.”.
6ª E os confeitos? Devem ter feito falta ao respectivo negociante.

R= “Tomo-os onde me apraz. O negociante nada absolutamente percebeu, porque pus outros no lugar dos que tirei.”.

7ª Mas, os anéis têm valor. Onde os foste buscar? Não terás com isso causado prejuízo àquele de quem os tiraste?

R= “Tirei-os de lugares que todos desconhecem e fi-lo por maneira que daí não resultará prejuízo para ninguém.”.
Nota de Erasto. Creio que o fato foi explicado de modo incompleto, em virtude da deficiência da capacidade do Espírito que respondeu. Sim, de fato, pode resultar prejuízo real; mas, o Espírito não quis passar por haver desviado o que quer que fosse. Um objeto só pode ser substituído por outro objeto idêntico, da mesma forma, do mesmo valor. Conseguintemente, se um Espírito tivesse a faculdade de substituir, por outro objeto igual, um de que se apodera, já não teria razão para se apossar deste, visto que poderia dar o de que se iria servir para substituir o objeto retirado.

8ª Será possível trazer flores de outro planeta?


R= “Não; a mim não me é possível.”.
– (A Erasto) Teriam outros Espíritos esse poder?
“Não, isso não é possível, em virtude da diferença dos meios ambientes.”

9ª Poderias trazer-nos flores de outro hemisfério; dos trópicos, por exemplo?

R= “Desde que seja da Terra, posso.”.

10ª Poderias fazer que os objetos trazidos nos desaparecessem da vista e levá-los novamente?

R= “Assim como os trouxe aqui, posso levá-los, à minha vontade.”.

11ª A produção do fenômeno dos transportes não é de alguma forma penosa, não te causa qualquer embaraço?

R= “Não nos é penosa em nada, quando temos permissão para operá-los. Poderia ser-nos grandemente penosa, se quiséssemos produzir efeitos para os quais não estivéssemos autorizados.”.
Nota de Erasto. Ele não quer convir em que isso lhe é penoso, embora o seja realmente, pois que se vê forçado a executar uma operação por assim dizer material.


12ª Quais são as dificuldades que encontras?

R= “Nenhuma outra, além das más disposições fluídicas, que nos podem ser contrárias.”.

13ª Como trazes o objeto? Será segurando-o com as mãos?

R= “Não; envolvo-o em mim mesmo.”.
Nota de Erasto. A resposta não explica de modo claro a operação. Ele não envolve o objeto com a sua própria personalidade; mas, como o seu fluido pessoal é dilatável, combina uma parte desse fluido com o fluido animalizado do médium e é nesta combinação que oculta e transporta o objeto que escolheu para transportar. Ele, pois, não exprime com justeza o fato, dizendo que envolve em si o objeto.

14ª Trazes com a mesma facilidade um objeto de peso considerável, de 50 quilos, por exemplo?

R= “O peso nada é para nós. Trazemos flores, porque agrada mais do que um volume pesado.”.

Nota de Erasto. É exato. Pode trazer objetos de cem ou duzentos quilos, por isso que a gravidade, existente para vós, é anulada para os Espíritos. Mas, ainda aqui, ele não percebe bem o que se passa. A massa dos fluidos combinados é proporcional à dos objetos. Numa palavra, a força deve estar em proporção com a resistência; donde se segue que, se o Espírito apenas traz uma flor ou um objeto leve, é muitas vezes porque não encontra no médium, ou em si mesmo, os elementos necessários para um esforço mais considerável.

15ª Poder-se-ão imputar aos Espíritos certas desaparições de objetos, cuja causa permanece ignorada?

R= “Isso se dá com frequência; com mais frequência do que supondes; mas isso se pode remediar, pedindo ao Espírito que traga de novo o objeto desaparecido.”.
Nota de Erasto. É certo. Mas, às vezes, o que é subtraído, muito bem subtraído fica, pois que para muito longe são levados os objetos que desaparecem de uma casa e que o dono não mais consegue achar. Entretanto, como a subtração dos objetos exige quase que as mesmas condições fluídicas que o trazimento deles reclama, ela só se pode dar com o concurso de médiuns dotados de faculdades especiais. Por isso, quando alguma coisa desapareça, é mais provável que o fato seja devido a descuido vosso, do que à ação dos Espíritos.
16ª Serão devidos à ação de certos Espíritos alguns efeitos que se consideram como fenômenos naturais?

R= “Nos dias que correm, abundam fatos dessa ordem, fatos que não percebeis, porque neles não pensais, mas que, com um pouco de reflexão, se vos tornariam patentes.”.
Nota de Erasto. Não atribuais aos Espíritos o que é obra do homem; mas, crede na influência deles, oculta, constante, a criar em torno de vós mil circunstâncias, mil incidentes necessários ao cumprimento dos vossos atos, da vossa existência.

17ª Entre os objetos que os Espíritos costumam trazer, não haverá alguns que eles próprios possam fabricar, isto é, produzidos espontaneamente pelas modificações que os Espíritos possam operar no fluido, ou no elemento universal?

R= “Por mim, não, que não tenho permissão para isso. Só um Espírito elevado o pode fazer.”.

18ª Como conseguiste outro dia introduzir aqueles objetos, estando fechado o aposento?

R= “Fi-los entrar comigo, envoltos, por assim dizer, na minha substância. Nada mais posso dizer, por não ser explicável o fato.”.

19ª Como fizeste para tornar visíveis estes objetos que, um momento antes, eram invisíveis?

R= “Tirei a matéria que os envolvia.”.
Nota de Erasto. O que os envolve não é matéria propriamente dita, mas um fluido tirado, metade, do perispírito do médium e, metade, do Espírito que opera.  
20ª (A Erasto) Pode um objeto ser trazido a um lugar inteiramente fechado? Numa palavra: pode o Espírito espiritualizar um objeto material, de maneira que se torne capaz de penetrar à matéria?

R= “É complexa esta questão”. O Espírito pode tornar invisíveis, porém, não penetráveis, os objetos que ele transporte; não pode quebrar a agregação da matéria, porque seria a destruição do objeto. Tornando este invisível, o Espírito o pode transportar quando queira e não o libertar senão no momento oportuno, para fazê-lo aparecer. De modo diverso se passam as coisas, com relação aos que compomos. Como nestes só introduzimos os elementos da matéria, como esses elementos são essencialmente penetráveis e, ainda, como nós mesmos penetramos e atravessamos os corpos mais condensados, com a mesma facilidade com que os raios solares atravessam uma placa de vidro, podemos perfeitamente dizer que introduzimos o objeto num lugar que esteja hermeticamente fechado, mas isso somente neste caso.”

Nota. Quanto à teoria da formação espontânea dos objetos, veja-se adiante o capítulo intitulado: Laboratório do mundo invisível.

Fonte: Capitulo V, Das manifestações físicas espontâneas, dissertação de um espírito sobre os transportes, do livro dos médiuns e dos doutrinadores , Allan Kardec, FEB.
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MEDIUNIDADE DE TRANSPORTE - II



Amigo leitor para exemplificarmos parte do capítulo V do livro dos médiuns que trata do assunto fenômeno de transporte, que postamos anteriormente, eu extraí, do livro “Surgimento do espiritismo e os pesquisadores da mediunidade volume I, onde Licurgo S de Lacerda Filho descreve o caso da médium, Agnes Nichol Guppy, que possuía uma faculdade notável, ficaremos com o texto do Sr. Licurgo.
Boa leitura e reflexão.
LUCIANO DUDU


Agnes Nichol Guppy (1850-1917) foi uma médium inglesa portadora de uma das mediunidades preferidas pelos pesquisadores, a de transporte.
Agnes casou-se com o milionário Samuel Guppy (? -?), Mem 1867. Consta que ela era possuidora de temperamento vingativo, a tal ponto que muitos pesquisadores se negaram a  a pesquisar seus incríveis dons mediúnicos. Na mesma época, a médium Florence Cook sobre a qual trataremos no capítulo 13, desta terceira parte foi mais analisada; seu caráter era muito mais dócil que o de Agnes, tal situação despertou o ciúme e a ira de Agnes contra Florence.
A descoberta e a educação da mediunidade de Agnes foram realizadas na presença Alfred R Wallace, o pesquisador a conheceu quando foi visitar uma Irmã. Naquela época , em 1865, ele estava iniciando suas experimentações.
Nas primeiras reuniões com a médium ele observou o movimento de objetos sem contato, mas isto era apenas o começo.
Um dos fatos curiosos apontados pelo investigador foi que Agnes, apesar de possuir proporções avantajadas levitava com frequência. Em algumas oportunidades foram ouvidos sons musicais sem a presença de instrumentos.
Mas a surpresa ainda viria quando a médium desenvolveu a capacidade de transportar.
Para melhor ilustramos tomamos a liberdade de relatar os seguintes acontecimentos extraídos do livro “Mulheres Médiuns”, de Carlos Bernardo Loureiro, esclarecemos que as reuniões eram realizadas em recinto fechado:
“Por vezes incontáveis, grande quantidade de flores e frutos cuja origem se desconhecia totalmente, era lançada em cima da mesa de reuniões. Além da abundância, ela atendia aos pedidos específicos. As irmãs da médium solicitavam o fenômeno e eram atendidas quase sempre”.
“Quando um amigo do Dr. Wallace pediu um girassol, uma espécime de 72 centímetros de caule, com terra ao redor das suas raízes, caiu sobre a mesa.”
“Certa vez, na casa de Sargeant Cox, uma grande quantidade de flores de estufas foram lançadas”. Estava presente, na ocasião, a Princesa Margarida de Nápoles que desejou receber amostras de cactos espinhentos. Seu estranho pedido foi atendido prontamente e vários cactos caíram sobre a mesa.
Os espinhos tiveram de ser colhidos com pinça. Acompanharam a solicitação de urtigas picantes e flores alvas bastante malcheirosas que tiveram que ser queimadas posteriormente. A Duquesa de Aprino, que também estava presente, desejou receber areia de praia. Imediatamente, espalhou-se pelo ambiente, não só a areia solicitada, como água salgada e estrela do mar ainda vivas. O espantoso desse fenômeno é que o mar estava a cerca de 3.600 metros do local da casa onde se realizavam as sessões. Tais fenômenos, porém, não eram raros. Frequentemente, enguias vivas e lagostas eram trazidas para a câmara escura das sessões.
“Caso curioso no cão das folhagens aportadas é que elas chegaram queimadas e tostadas. Explicou o dirigente espiritual da médium que isso era devido a Eletricity was the potent nipper (A potente tesoura usada fora à eletricidade).”
Mas não nos determos apenas nestes episódios, mais surpresas vieram, e, para aumentar a credibilidade, a médium passou a aturar na presença da luz, apenas necessidade de um local escurecido para onde eram transportados os objetos solicitados:
“Em certa ocasião, durante a sessão com a Sra. Guppy na casa da Sra. Berry, um gato branco e um cão maltês que pertenciam à médium, foram transportados para a sala de reuniões. Além desses, três patos já preparados para entrarem no forno foram trazidos pelo grupo. A seguir, uma enxurrada de borboletas caiu do teto sobre os presentes.”
“Numa outra sessão, uma chuva de penas de pato caiu formando um monte de vários centímetros.”
“Todavia, o acontecimento mais impressionante da sua carreira de médium foi o seu próprio transporte da sua casa em Highbury para a Rua Lamb’s Candui, nº 61. Encontravam-se a uma distância uma da outra, de mais de 4.800 metros. Tal fato ocorreu devido a um pedido inconsequente e quase por brincadeira de um senhor chamado Harrison. A Sra. Guppy se encontrava em sua casa em Londres, organizando a contabilidade doméstica e, ao escrever a palavra cebola, foi transportada, subitamente, em estado de transe profundo, meio despido e sem sapatos, e colocada sobre a mesa da sala de reuniões. Estavam presentes, além dos seus protegidos, Frank Heme e Charles Willian, oito participantes. E ela apareceu segurando o livro-caixa e de camisola”.
Após o desencarne de Samuel Guppy, Agnes curiosamente casou-se com Willian Volckmam (? -?); ele agarrara a materialização do espírito Katie King, realizada por meio da mediunidade de Florence Cook, contra quem Agnes voltara suas “baterias”- esse episódio está registrado no capitulo 13, incluindo nesta parte. O objetivo de Willian, ao agarrar a materialização, foi o de provar sua crença de que ambas eram a mesma pessoa, obviamente que tal tentativa redundou num flagrante fracasso.
Fonte: Capitulo VIII – Transportes Extraordinários, A mediunidade na história humana: surgimento do espiritismo e os pesquisadores da mediunidade I( volume 3), Licurgo S de Lacerda, Araguari MG, Minas Editora, 2005.
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YVONE PEREIRA FALA DE FATOS MEDIUNICOS INÉDITOS

9 de nov de 2010



Material extraído do livro Pelos caminhos da mediunidade Serena
Em agosto de 1975, o extinto periódico carioca Obreiro do Bem, publicou mais uma entrevista de Yvone Pereira..
 

Obreiros do Bem:
Poderia narrar-nos um ou alguns acontecimentos de sua mediunidade que não estejam contindos em Recordações da mediunidade e Devassando o invisível?

Yvone Pereira:

 

– De fato, há alguns acontecimentos bastante interessantes, um deles em especial, porque, até hoje, eu mesma não compreendo exatamente o que se passou.

O Primeiro Caso:
 
Eu havia lido no jornal a respeito do suicídio de uma moça de dezessete anos, ocorrido na estação Deodoro. A moça chamava-se Jurema, nome que ainda mantenho em meu caderno de preces, aos mais ou menos vinte anos. Essa moça, arrimo de família, por dificuldade da vida, atirou-se na frente de um comboio, na referida estação. Condoí-me profundamente, tomei-lhe o nome e principiei a orar. Uns dois meses depois eu fui convidada pelo Dr. Bezerra de Menezes (os guias espirituais não nos impõem em nada..) e, em corpo astral, vi-me na estação de Deodoro, como se esperasse o trem passar. Sobre a linha puder ver um vulto branco, uma espécie de forma humana, que estava como se fora uma massa sem ossos, algo muito esquisito, que não posso bem precisar. A moça, que reconheci ser Jurema, esta mais afastada, já desesperada... Quando o trem parasse, fui instruída a atirar-me na frente dele para retirar aquela massa, aquele volume e atirá-la sobre a moça. Foi o que fiz: quando o trem chegou lancei-me à sua frente, tomei daquele vulto e atirei-o sobre ela. Recordo=me ainda não se tratar de composição elétrica, porque senti perfeitamente a quentura da maquina em meu corpo, e acordei banhada de suor. Antes, porém , quando lancei sobre Jurema aquela massa, ela emitiu um grito, desesperada e desmaiou. Nada mais eu pude ver, senão que os espíritos, orientados pelo Dr. Bezerra, recolheram-na nos braços e afastaram-se. O que foi que peguei, não o sabe; até hoje não posso explicar esse fenômeno. Sei apenas que aconteceu um caso desses com Chico Xavier, que teve de mergulhar em uma lagoa, tirar esse tal volume, que estava ao lado de uma ossada, trazê-lo à superfície e lançá-lo sobre o espírito que estava em ânsias. Calculo que isso seja energia vital, è só o que posso dizer.


O segundo caso:

 O segundo caso, não relatado nos dois livros já editados, passou-me em Juiz de Fora. Morava em um sobrado, dormindo num quarto que tinha duas sacadas que davam para a rua, e, uma noite, como fizesse intenso calor, dormi com as janelas abertas. Calculo que, pelas duas horas da madrugada, encontrei-me em semi-transe , vendo perfeitamente Charles no meio do quarto( o semi-transe propicia muito a lembranças do que se passa conosco durante o sono, porque, nele, vivemos duas vidas, tanto a do corpo como a do espírito) . Nessa ocasião conversei com Charles como o espírito mais belo que havia visto (foi quando reparei que ele traz no dedo anular um anel de médico). Pulei da cama, com extraordinária rapidez, para poder abraçá-lo; ele, porém recuou, não permitindo que eu concluísse meu intento. Colocou-se próximo à janela. Eu, então, avancei a direção à janela, com o que ele recuou ainda mais, ficando suspenso no ar. Eu, muito aflita, muito emocionada, debrucei-me sobre o peitoril... E acordei, sobre a sacada, inteiramente debruçadas... Fiquei muito desgostosa de não poder abraçá-lo, mas retornei ao leito, sem poder dormir de novo. Passados uns dez ou quinze minutos, ele volta – só lhe ouço a voz – e diz-me:
-Minha filha levante e feche as janelas. E nunca mais durma com as janelas abertas, porque isso é muito perigoso para você.
 

O terceiro caso:

O Terceiro caso envolve esplendia lição de vigilância e oração. Eu morava em Belo Horizonte e fui convidada por determinada casa espírita para presidir sessões de desenvolvimento de médiuns. Confesso não ser favorável a sessões de desenvolvimento de médiuns, senão as de caráter teórico, envolvendo tão somente a estudos. Mas, embora o conselho do Dr. Bezerra de Menezes tenha sido o que eu lá não fosse, considerei o convite muito gentil e, em respeito à amizade que voltava ao presidente da instituição, insisti em comparecer. Lembro-me bem de que Ra o dia de São Jorge, 23 de abril de 1957, numa terça feira, O horário da reunião era 19 horas. Ora estranhamente, durante o dia, não peguei no Evangelho, não fiz uma prece, absolutamente nada... Senti raiva o dia inteiro, sem saber de quê, o sem perceber o porquê; ao invés de estudar obras doutrinarias, fui costurar... Costurar roupa preta, diga-se mais... Durante o dia inteiro, vi um vulto preto ao meu lado.. e não desconfiei de nada. Por volta das cinco horas da tarde, fui preparar-me para ir, mais para noite, à instituição, e fui escolher logo um vestido preto para vestir ... Coloquei-o sobre o leito, com o intuito de chamar minha sobrinha , que era a dona da casa, porque a residência não poderia ficar aberta e sem ninguém em seu interior. A casa era de fundo, com um longo corredor de pedra e lajes pelo qual deveria eu passar. Quando comecei a penetrá-lo vi, perto de mim, um vulto que me pegou pelo pescoço, mais pela parte da nuca, arrastou-me e atirou-me, com uma força medonha, de encontro a um portão que abria para a rua.
Levei um tombo verdadeiramente desastrado, e quando caí, ainda puder ver o espírito saltar por cima de mim (era uma mulher, com roupa de operaria, cheia de fiapos de algodão), e num gesto debochado e de pouco caso, com o indicador e o médio das duas mãos, lançar para traz as mechas de cabelos, seguir para a rua e sumir. Desnecessário dizer que fraturei o braço e tiver ocasião de ver-lhe contraparte fluídica. Comecei estonteadamente, a querer firmar-me para levantar, o que é óbvio, não consegui. Tive forças para chamar pelo marido de minha sobrinha e desfaleci. Contaram-me que fui levado para o pronto socorro. Isso tudo dia 23 de abril. No dia 27 do mesmo mês, estava eu orando, sentada numa cadeira de balanço, com o braço engessado, quando ouvi a voz do Dr. Bezerra , dizendo:
- Minha filha, eu avisei a você que não fosse. Você sofreu o mínimo para não sofrer o máximo.Depois, concluí que a sessão a que iria presidir era pesadíssima > havia cento e vinte médiuns desenvolvendo faculdades. Eu não teria condições de enfrentar um trabalho desses. Em seguida, vi Charles, que veio buscar-me, e mostrou-me todas as cenas de “Nas voragens do pecado” (quando se trata de romances, costumo ver, por antecipação, todas as cenas). Consolei-me, conformei-me e compreendi que o acontecera comigo fora pura falta de oração e de vigilância. Sofri efetivamente o mínimo para não sofrer o máximo: esse máximo talvez fosse uma obsessão.
 

Fonte: Pelos caminhos da Mediunidade Serena/ Yvone do Amaral Pereira – 1ª Ed., 1ª reimp. – São Paulo, SP: Lachâtre, 2007, pag.37-41.
Imagem: Google.


Yvone Pereira e a psicografia de uma trilogia mediúnica

8 de nov de 2010



Material extraído do livro Pelos caminhos da mediunidade Serena
Em agosto de 1975, o extinto periódico carioca Obreiro do Bem, publicou mais uma entrevista de Yvone Pereira. Uma entrevista histórica, em que a pupila de Charles fala sobre os primeiros contatos com o espírito Camilo Castelo Branco e da recepção dos três livros que relatam experiências reencarnatórias suas. Conta também, três casos ocorridos com a mediunidade, caso que não estão relacionados em nenhuma de suas obras.

Obreiros do Bem – Reportando-se a outra série de livros seus mais especificamente, nas Voragens do Pecado, O cavaleiro de Numiers, e o Drama de Bretanha, que nos poderia dizer sobre as circunstâncias de captação desses livros?


Yvone Pereira
O mais interessante nessa série de três livros é o fato de que eu comecei a recebê-la de trás para diante, ou seja, do último da série para o primeiro, logo depois que terminei os trabalhos finais de Memórias de um suicida. Primeiro, escrevi o drama de Bretanha, que fecha o ciclo, depois chegou O cavaleiro de Numiers, o elo principal da corrente; mas, só no ano de 1959 foi escrito Nas Voragens do pecado, o primeiro da série como já disse.Na verdade, só vim a me perceber de que isso havia acontecido quando recebi ordens de Charles para revisar, junto com os mentores, O drama de Bretanha. Todos esses livros – menos Nas voragens do pecado, foram originalmente, escritos em blocos de papel manilha, rosa ou amarelo, ou papel de pão, papel pardo, que eu juntava, visto que sempre vivi em extrema dificuldade financeira; conseguia o papel, ajeitava-o, passava–o a ferro e utilizava-o na escrita dos livros. Como o lápis não tinha bom desempenho sobre papel desses tipos, eu resolvi escrever com caneta. Isso, aparentemente sem importância, foi à salvação da série, principalmente de O drama de Bretanha e o Cavaleiro de Numiers, porque trinta anos depois de escritos, já estando o papel puído, a sombra do lápis já teria desaparecido, mas a caneta resistiu à ação do tempo.

Sinopse dos livros citados:

Nas Voragens do Pecado (Rio de Janeiro: FEB, 1960. 317p.)
Primeiro volume de uma trilogia ditada pelo espírito Charles, relata a trágica história do massacre dos huguenotes na Noite de São Bartolomeu (23 de Agosto de 1572), Esse romance foi ambientado na França por volta do ano de 1572 que relata a luta dos seguidores da reforma luterana e calvinista. Descreve a trama de duas mulheres unidas num processo de vingança e posterior obsessão contra o responsável pelo massacre de seus entes amados. Juras de amor, ódios e traições, exemplos de honradez e elevada moral, tudo se entremeia num fascinante enredo urdido em torno da célebre e terrível "Noite de São Bartolomeu". durante uma encarnação anterior da médium na personalidade de Ruth-Carolina de la Chapelle

O Cavaleiro de Numiers (Rio de Janeiro: FEB, 1976. 216p.)
Segundo volume da trilogia, ele mostra a encarnação da médium, ainda na França, na personalidade de Berth de Sourmeville. É um romance dramático, cheio de emoção, guiando o leitor pelos intrincados caminhos das reações humanas. O poder criativo do autor espiritual é incontestável: nas narrativas misturam-se o amo, a revolta, o ódio, a alegria, a dor, a coragem e tantos outros fatores que compõem os aspectos da vida no mundo físico. A história de desenrola na França de Luís XIV, no auge do Absolutismo e das ilusões do poder temporal, envolvendo espíritos que reencarnaram em conjunto para se auxiliarem mutuamente. Oslances de heroísmo e dedicação de alguns se mesclam aos decessos de outros, fazendo prever a futura aplicação da Lei de Causa e Efeito. Mostra o bom e deficiente aproveitamento das oportunidades, gerando vitórias libertadoras ou fracassos que serão corrigidos em novas reencarnações. Encerra um mundo de ensinamentos aplicáveis ao grande processo evolutivo da alma.


O Drama da Bretanha (Rio de Janeiro: FEB, 1974. 206p.)
Terceiro volume, ele Ilustra como a médium, agora como Andrea de Guzman, não consegue suportar os embates de sua expiação e se suicida por afogamento.
Inicia-se com a descrição do local, Costas da Bretanha, província da França, por volta do término da Primeira Guerra Mundial, narrando a história de Andrea, vítima de processo obsessivo, e rejeitada pelos pais, tendo a seu lado o irmão, seu protetor em diversas existências. 

Fonte: Pelos caminhos da Mediunidade Serena/ Yvone do Amaral Pereira – 1ª Ed., 1ª reimp. – São Paulo, SP: Lachâtre, 2007, pag.36-37.
Imagem: Google.

Leia com atenção

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Caso haja algum problema de utilização em meu blog de algum material de sua autoria, entre em contato para que eu proceda a retirada.
Luciano Dudu