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JEANNE d'ARC - REVISTA ESPÍRITA

7 de jan de 2011




Revista Espírita dezembro de 1867, Allan Kardec


Parte 4/11


JEANNE d'ARC E SEUS COMENTADORES.

Jeanne d'Arc é uma das grandes figuras da França, que se levanta na história como um imenso problema, e, ao mesmo tempo como um protesto vivo contra a incredulidade.

É digno de nota que, neste tempo de ceticismo, foram os adversários mais obstinados do maravilhoso que se esforçaram por exaltar a memória dessa heroína quase lendária; obrigados a folhear nesta vida cheia de mistérios, se vêem constrangidos a reconhecer a existência de fatos que só as leis da matéria não poderiam explicar, porque tirando-se esses fatos, Jean d'Arc não é mais do que uma mulher corajosa, como se as vê sempre.
Provavelmente, não foi sem uma razão de oportunidade que a atenção pública foi chamada sobre este assunto neste momento; foi um meio, como um outro, de abrir o caminho às idéias novas.
Jeanne d'Arc não é nem um problema, nem um mistério para os Espíritas; é um tipo eminente de quase todas as faculdades medianímicas, cujos efeitos, como uma multidão de outros fenômenos, se explica pelos princípios da Doutrina, sem que seja necessário procurar-lhes a causa no sobrenatural. Ela é a brilhante confirmação do Espiritismo, do qual foi um de seus mais eminentes precursores, não por suas informações, mas pelos fatos, tanto quanto por suas virtudes, que denotam nela um Espírito superior. Propomo-nos fazer, a este respeito, um estudo especial, desde que nossos trabalhos no-lo permitam; à espera disto não é inútil conhecer a maneira pela qual suas faculdades são encaradas pelos comentadores. O artigo seguinte foi tirado do Propagateur de Lille, de 17 de agosto de 1867.
"Sem dúvida, nossos leitores recordam que este ano, na festa de aniversário do levante do cerco de Orléans, o Sr. abade Freppel pediu, com uma humilde e generosa audácia, a canonização de nossa Jeanne d'Arc. Lemos hoje na Bibliothèque de l'École dês Chartes um excelente artigo do Sr. Natalis de Wailly, membro da Académie dês Inscriptions, que, a propósito da Jeanne d'Arc de Sr. Wallon, das suas conclusões e as da verdadeira ciência sobre a história sobrenatural daquela que foi, ao mesmo tempo, uma heroína da Igreja e da França.
Os argumentos do Sr. de Wailly são bem feitos para encorajar as esperanças do Sr. abade Freppel e os nossos. - Léon Gautier (Monde)."
“Não há muitos personagens que tenham sido, mais do que Jeanne d’Arc, alvo da contradição dos contemporâneos e da posteridade; no entanto, deles não há cuja vida seja mais simples e melhor conhecida”. “Saída de repente da obscuridade, ela não aparece em cena senão para ali cumprir um papel maravilhoso, que logo atrai a atenção de todos”. É uma jovem, hábil somente para fiar e costurar, que se pretende enviada de Deus para vencer os inimigos da França. No início, ela não tem senão um pequeno número de partidários devotados, que crêem em sua palavra; os hábeis desconfiam e lhe fazem obstáculo: cedem, enfim, e Jeanne d'Arc pode alcançar as vitórias que havia predito. Logo ela arrasta até Reims um rei incrédulo e ingrato, que a trai no momento em que ela se prepara para vencer Paris, que a abandona quando ela cai prisioneira na mão dos Ingleses, que nem tenta mesmo protestar, nem proclamá-la inocente quando ela vai expirar por ele. No dia de sua morte, não foram, pois, somente os inimigos que a declararam apóstata, idolatra, pudica, ou os amigos fiéis que a veneravam como uma santa; havia também os ingratos que a esqueceram, sem falar dos indiferentes que não se incomodaram com ela, e as pessoas hábeis que se gabavam de não ter jamais acreditado em sua missão ou de não ter acreditado senão pela metade.

"Todas essas contradições, no meio das quais Jeanne d'Arc teve que viver e morrer, lhe sobreviveram e a acompanharam através dos séculos. Entre o vergonhoso poema de Voltaire e eloqüente história do Sr. Wallon, as opiniões mais diversas se produziram; e se todos concordam hoje em respeitar esta grande memória, pode-se dizer que, sob a admiração comum se escondem ainda profundas divergências. Com efeito, quem lê ou escreve a história de Jeanne d'Arc, vai erguer em face de si um problema que a crítica moderna não gosta de encontrar, mas que lá se impõe como uma necessidade. Este problema é o caráter sobrenatural que se manifesta no conjunto dessa vida extraordinária, e mais especialmente em certos fatos particulares.
"Sim, a questão do milagre se põe, inevitavelmente, na vida de Jeanne d'Arc; ela embaraçou mais de um escritor e provocou freqüentemente estranhas respostas.

O Sr. Wallon pensou, com razão, que o primeiro dever de um historiador de Jeanne d'Arc era de não evitar esta dificuldade: abordá-la de frente, e explicá-la pela intervenção miraculosa de Deus. Tentarei mostrar que esta solução está perfeitamente conforme as regras da crítica histórica.

“As provas metafísicas sobre as quais se pode apoiar a possibilidade do milagre, escapam ou desagradam a certos espíritos; mas a história não tem que fazer essas provas”. Sua missão não é estabelecer teorias; é de constatar os fatos, e registrar todos aqueles que lhe apareçam como certos. Que um fato miraculoso ou inexplicável deva ser verificado com mais atenção, ninguém o contestará; por conseqüência também, o mesmo fato, mais atentamente verificado do que o outro adquire, de alguma sorte, um maior grau de certeza.

Raciocinar de outro modo é violar todas as regras da crítica, e transportar mal a propósito à história os preconceitos da metafísica. Não há argumentação contra a possibilidade de um milagre, que dispensa examinar as provas históricas de um fato miraculoso, e de admiti-las quando são de natureza a produzirem a convicção num homem de bom senso e de boa fé. Ter-se-á mais tarde o direito de procurar para esse fato uma explicação que satisfaça tal ou tal sistema científico; mas, antes de tudo, e a qualquer coisa que chegue a existência do fato deve ser reconhecida, quando repousa sobre provas que satisfazem às regras da crítica histórica.

"Há, sim ou não, fatos desta natureza na história de Jeanne d'Arc?

Descubra na postagem 5/11

Fonte: Revista Espírita- Dezembro de 1867, Allan Kardec

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Luciano Dudu