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REI HENRIQUE III E O FENÔMENO MEDIUNICO

7 de jul de 2011



Amigo leitor, trouxemos em nosso blog essa matéria interessante que foi publica na Revista Espírita de 07 de Julho de 1865, onde trata sobre um fenômeno mediúnico que envolve o já desencarnado Rei Henrique III, e um instrumento musical denominado Espineta. 
Espineta é um instrumento musical de cordas beliscadas, dotado de teclado, da família dos cravos. As cordas são beliscadas com uma pena de ave. 
Seu uso foi muito difundido na Europa, paralelamente ao do cravo, desde o final do século XV até o século XVIII. Cravo e espineta eram praticamente sinônimos, na França. Na região de Flandres, no século XVII, um virginal era chamado "espineta". 

Agora, vamos conhecer um pouco da vida do Rei Henrique III da França. 


Henrique III de Valois (19 de Setembro de 1551 — 2 de Agosto de 1589), em francês Henri III de Valois, de nome de batismo Edouard Alexandre foi o quarto filho de Henrique II e Catarina de Médicis. 
Em 1578 fundou a Ordem do Espírito Santo, também conhecida como Ordem dos Cavaleiros do Espírito Santo que foi uma ordem de cavalaria subordinada à monarquia francesa. [1] 
Ele foi considerado o responsável por levar as finanças do reino à ruína. 
Em 1 de agosto de 1589, ele foi apunhalado por um fanático católico chamado Jacques Clément, logo após assassinar Henrique de Guise durante a Guerra dos 3 Henriques, e morre no dia seguinte. Quem lhe sucede é Henrique IV, seu primo. Procedido por Sigismundo II Rei da Polônia 1573-155 e sucedido por Estevão I e Procedido por Carlos IX, Rei da França 1574-589 sucedido por Henrique IV. 

Fonte: Wikipedia.org 
Imagem : Google 


Caro leitor amigo, vamos  apreciar agora o material retirado da Revista Espírita de 07 de julho de 1865, que deixa evidenciado um fenômeno de comunicação espiritual.
Boa leitura e reflexão.
LUCIANO DUDU



Revista Espírita, ANO NO. 7 JULHO 1865 


ÁRIA E PALAVRAS DO REI HENRI III 


O Grand Journal de 4 de junho de 1865 relata o fato seguinte: 

'Todos os editores e todos os amadores da música de Paris conhecem o Sr. N. G. Bach, aluno de Zimmermann, primeiro prêmio de piano do Conservatório, no concurso de 1819, um de nossos professores de piano mais estimados e mais honrados, bisneto do grande Sébastian Bach, de quem carrega dignamente o nome ilustre. 

"Informado por nosso amigo comum, Sr. Dollingen, administrador do Grand Journal, que o apartamento do Sr. N. G. Bach fora o teatro de um verdadeiro prodígio na noite de 5 de maio último, pedi a Dollingen para me conduzir à casa do Sr. Bach, e fui acolhido no 8 da rua Castellane com uma delicada cortesia. 
É inútil acrescentar, penso que foi depois de ter obtido a autorização expressa do herói desta história maravilhosa que me permito contá-la aos meus leitores. 
“No dia 4 de maio último, o Sr. Léon Bach, que é um curioso substituto de um artista, trouxe ao seu pai um cravo admiravelmente esculpido”. 
Depois de longas e minuciosas procuras, o Sr. Bach descobriu, sobre uma tábua interior, o estado civil do instrumento; ele data do mês de abril de 1564, e foi fabricado em Roma. 
“O Sr. Bach passa uma parte do dia na contemplação de seu precioso cravo”. Nele pensava ao se deitar; quando o sono veio fechar sua pálpebra, nele pensava ainda. 
"Não há, pois, que se espantar que tivesse tido o sonho seguinte: 
“No mais profundo de seu” sono, o Sr. Bach viu aparecer na cabeceira de seu leito um homem que tinha umas longas borlas, os sapatos arredondados na ponta, com grossas barbas em cima, um culote muito grande, uma roupa antiga com mangas colantes com abertura no alto, com pequena gola ao redor do pescoço, com a cabeça coberta com um chapéu pontudo de bordas grandes. 
"Esse personagem se abaixou para o Sr. Bach e lhe fez este discurso: 
“O cravo que possuis me pertenceu”. 
Frequentemente, serviu-me para distrair meu senhor o rei Henri III. Quando ele era muito jovem, compôs uma ária com palavras que gostava de cantar e que eu lhe toquei muitas vezes. 

Essa ária e essa palavra às compôs lembrando-se de uma mulher que encontrou numa partida de caça e da qual se tornou apaixonado. 
Afastaram-na dele; foi-lhe dito que ela foi envenenada, e o rei com. 
Isso teve uma grande dor. Cada vez que estava triste, cantarolava esse romance. Então, para distraí-lo eu tocava no meu cravo uma sarabanda de minha composição de que ele gostava muito. 
Também eu confundia sempre esses dois trechos e não deixava de tocá-los um depois do outro. “Vou fazer-te ouvi-los.” 

“Então o homem do sonho se aproximou do cravo, fez alguns acordes e cantou a ária com tanta expressão que o Sr. Bach despertou todo em lágrimas”. Acendeu uma vela, olhou a hora, e constatou que eram duas horas depois da meia-noite e não tardou a dormir de novo. 
“Está aqui o extraordinário começo”. “No dia seguinte pela manhã, em seu despertar, o Sr. Bach, não ficou mediocremente surpreso de encontrar, sobre sua cama, uma página de música coberta com uma escrita muito fina e notas microscópicas”. 
Foi com dificuldade, e com ajuda de um binóculo, que o Sr. Bach, que é muito míope, chegou a se reconhecer no meio desses rabiscos. 
"Logo em seguida, o bisneto de Sébastian sentou-se em seu piano e decifrou o trecho. 

O romance, as palavras e a sarabanda estavam exatamente conformes com. 
Aqueles que o homem do sonho lhe havia feito ouvir durante seu sonho! 
“Ora, o Sr. Bach não é sonâmbulo; ora, jamais escreveu um único verso em sua vida e as regras da prosódia lhe são completamente estranhas”. 
“Eis o refrão e as três canções tais como as copiamos no manuscrito”. Conservamos sua ortografia que, diga-se de passagem, não é de nenhum modo familiar ao Sr. Bach. 


Eu perdi aquela Por quem tinha tanto amor; 
Ela tão bela Tinha por mim cada dia
Carinho novo e novo desejo. 
Oh! Sim, sem ela, 
Me é preciso morrer! 
Um dia, durante uma caçada distante, 
Eu a vi pela primeira vez, 
E acreditei ver um anjo na planície 
Quando tornei-me o mais feliz dos reis! 
Eu daria, certamente, todo o meu reino 
Para revê-la ainda um único instante; 
Junto dela sentado debaixo de um humilde colmo 
Para sentir meu coração bater admirando-a. 
Triste e enclausurada, oh! minha pobre bela, 
Ficou longe de mim durante seus últimos dias. 
Ela não sente mais sua pena cruel; 
Neste mundo, ai de mim! eu sofro sempre


"Neste romance lamentoso, assim como na sarabanda alegre que segue, a ortografia musical não é menos arcaica do que a ortografia literária. 
As chaves são feitas de modo diferente do que se tem o hábito de indicá-las em nossos dias. 
O baixo é escrito num tom e o canto num outro. O Sr. Bach teve a cortesia de me fazer ouvir esses dois trechos, que são de uma melodia simples, ingênua e penetrante. 
De resto, nossos leitores não tardarão em poder julgá-las com conhecimento de causa. 
Elas estão nas mãos dos gravadores e aparecerão no correr da semana na casa do editor Legouix, boulevard Poissonnière, n- 27. 

"O jornal da Estoile nos informa que o rei Henri III teve uma grande paixão por Marie de Clèves, marquesa de Isles, morta na flor da idade numa abadia, em 15 de outubro de 1574. 
Não seria "a pobre bela triste e enclausurada", da qual faz menção em suas copias? 
O mesmo jornal nos informa também que um músico italiano, chamado Baltazarine, veio à França nessa época e que foi um dos favoritos do rei. O cravo pertenceu a Baltazarine? 
Foi o Espírito de Baltazarine quem escreveu o romance e a sarabanda? - Mistério que não ousamos aprofundar." 

ALBÉRIC SECOND


Fonte: Revista Espírita de 1865, publicada por Allan Kardec
Imagem: Google

2 comentários:

San Vieira disse...

Muito bom! Parabéns pela informação...bem interessante!

ArtFoto By Sirlei Passos disse...

Sempre gostei de músicas com cravo....e música clássica não posso ouvi-las que logo desabou a chorar....nunca tinha me interessado por nenhum assunto sobre Henrique.....Meu Filho se chama Henrique....nasceu 19Outubro 2010 Eu nasci 19 novembro 1974....nos tivemos entre a vida e a morte e todos os médicos disseram que somos um milagre......Nossa achei tanta coincidência....ótima matéria....

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