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Vídeo de divulgação da História e o Espiritismo

VISÃO DE PERGOLÈSE.

08/07/2011


 

Amigo leitor, trouxemos um material retirada da Revista Espírita, relatando sobre fatos mediunicos interessantes sobre a vida de mais um artista.
Aprecie, boa leitura e reflexão
Luciano Dudu.

Tem sido freqüentemente contado, e todos conhecem o estranho relato da morte de Mozart, cujo Requiem tão célebre foi à última e a incontestável obra-prima.
Crê-se numa tradição napolitana, muito antiga e muito respeitável, muito tempo antes de Mozart, fatos, não menos misteriosos e não menos interessantes, teriam precedido, senão levado, a morte prematura de um grande mestre: Pergolèse.
Essa tradição, eu a recebi da própria boca de um velho camponês do campo de Nápoles, esse país das artes e das recordações; ele a teve de seus avôs e, em seu culto pelo ilustre senhor do qual falava, ele evitava com todo o cuidado nada mudar em seu relato.
Eu o imitarei e vos darei fielmente o que me contou.
"Vós conheceis, disse-me ele, a pequena cidade de Casaria, a alguns quilômetros de Nápoles, foi lá que, em 1704, Pergolèse recebeu a luz.
"Desde a mais tenra idade, o artista do futuro se revelou. Quando sua mãe como o faz todas as nossas, cantarolava junto dele as lendas rimadas de nossos pais, para dormir // bambino, ou, segundo a expressão ingênua das amas de leite napolitanas, a fim de chamarão redor do berço os pequenos anjos do sono (angelini dei sonno), a criança, diz-se, em lugar de fechar os olhos, os tinha bem abertos, fixos e brilhantes; suas pequenas mãos se agitavam e pareciam aplaudir; aos gritos alegres que escapavam de seu peito ofegante, dir-se-ia que essa alma, apenas eclodida, já estremecia aos primeiros ecos de uma arte que deveria um dia cativá-la inteiramente.
"Aos oito anos, Nápoles o admirava como um prodígio, e durante mais de vinte anos a Europa inteira aplaudiu o seu talento e as suas obras.
Ele fez dar à arte musical um passo imenso; lançou, por assim dizer, o germe de uma era nova que deveria logo dar nascimento aos mestres que se chamam Mozart, Méhul, Beethoven, Haydn e os outros; a glória, em uma palavra, cobria a sua fronte com a mais luminosa auréola.
"E, no entanto, sobre essa fronte, dir-se-ia que uma nuvem de melancolia passeava errante e o fazia pender para a terra.
 De tempos em tempos, o olhar profundo do artista se elevava para o céu, como para procurar ali alguma coisa, um pensamento, uma inspiração.
"Quando o questionavam, respondia que uma vaga aspiração enchia sua alma, que no fundo de si mesmo ouvia como os ecos incertos de um canto do céu, que o arrastava e o elevava, mas que não podia agarrar, e que, semelhante ao pássaro que as asas muito fracas não podem levá-lo à sua vontade no espaço, recaía sobre a terra sem ter podido seguir essa suave inspiração.
"Nesse combate, a alma pouco a pouco se esgotava; na mais bela idade da vida, porque ele não tinha então senão trinta e dois anos, Pergolèse parecia já ter sido tocado pelo dedo da morte.
Seu gênio fecundo parecia se tornar estéril desfalecia dia a dia; seus
amigos em vão lhe procuravam a causa e ele mesmo não podia descobri-la.
"Foi neste estado estranho e penoso que passou o inverno de 1735 a 1736.
"Sabeis com que piedade, celebramos aqui, em nossos dias ainda, malgrado o
enfraquecimento da fé, os tocantes aniversários da morte do Cristo; a semana em que a Igreja chama a seus filhos é bem realmente para nós uma semana santa.
Também, em vos reportando à época da fé onde vivia Pergolèse, podeis pensar com que fervor o povo corria em multidão às igrejas para ali meditar as cenas enternecedoras do drama sangrento do Calvário.
"Na sexta-feira santa Pergolèse seguiu a multidão. Em se aproximando do templo, pareceu-lhe que uma calma, há muito tempo desconhecida para ele, se fazia em sua alma, e, quando ultrapassou o portal, sentiu-se como envolvido numa nuvem ao mesmo tempo espessa e luminosa. Logo ele não viu mais nada; um silêncio profundo se fez ao seu redor; depois, diante de seus olhos espantados, e no meio da nuvem onde até agora lhe tinha aparecido ser transportado, ele viu se desenharem os traços puros e divinos de uma virgem inteiramente vestida de branco; ele a viu pousar seus dedos etéreos sobre as
teclas de um órgão, e ouviu como um concerto longínquo de voz melodiosa que insensivelmente se aproximava dele.
 O canto que essas vozes repetiam o enchia de encanto, mas lhe era desconhecido; parecia-lhe que esse canto não era outro senão aquele do qual não havia podido, tão freqüentemente, perceber senão os vagos ecos; essas vozes, eram bem aquelas que, há longos meses, lançavam a perturbação em sua alma e que agora ali traziam uma felicidade completa; sim, esse canto, essas vozes, era bem o sonho que tinha perseguido o pensamento, a inspiração que tinha por tanto tempo procurado inutilmente.
"Mas, enquanto sua alma, levada ao êxtase, bebia a grandes tragos as harmonias simples e celestes desse angélico concerto, sua mão, movida como por uma força misteriosa, se agitava no espaço e parecia traçar, com seu desconhecimento, notas que traduziam os sons que o ouvido escutava.
"Pouco a pouco as vozes se afastaram, a visão desapareceu, a nuvem se
desvaneceu e Pergolèse, abrindo os olhos, viu, escrito por sua mão, sobre o mármore do templo, o canto de uma simplicidade sublime, que deveria imortalizá-lo, o Stabat Mater, que desde esse dia o mundo cristão inteiro repete e admira.
"O artista se levantou, saiu do templo, calmo, feliz, e não mais inquieto e agitado.
Mas, nesse dia, uma nova aspiração se apoderou dessa alma de artista; ela tinha ouvido o canto dos anjos, o concerto dos céus; as vozes humanas e os concertos terrestres não lhe podiam mais bastar. “Essa sede ardente, impulso de um vasto gênio, acabou de esgotar o sopro de vida que lhe restava, e foi assim que, aos trinta e dois anos, na exaltação, na febre, ou antes, no amor sobrenatural de sua arte, Pergolèse encontrou a morte.”
Tal é a narração de meu Napolitano. Isto não sou eu o disse, senão uma tradição; não lhe defendo a autenticidade, e a história não a confirma talvez em todo ponto, mas é ela muito tocante para não se comprazer com o seu relato.

ERNESTLENORDEZ.
(Petit Monteur, 12 de dezembro de 1868.)

Fonte: Revista Espírita, Fevereiro de 1869- publicado sob a direção de Allan Kardec- Décimo Segundo Ano.
Imagem: Google.



Biografia de  Giovanni Battista Pergolesi 

Nascido em : 4 de Janeiro de 1710 – Pozzuoli, 16 de Março de 1736) foi um prolífico compositorviolinista e organista italiano do período Barroco, um dos mais importantes compositores da Opera Buffa.
 Pergolesi também escreveu música sacra e deixou uma das mais importantes versões do Stabat Mater (1736).
 Vários compositores escreveram arranjos no texto da sequência ordinária do Stabat Mater, mas a versão de Pergolesi é a mais usada de todas.
Pergolesi recebeu a encomenda da Confraternità dei Cavalieri di San Luigi di Palazzo (monges da irmandade de San Luigi di Palazzo) para alterar o seu repertório, que antes usava a versão do texto com música de Alessandro Scarlatti.
Nas óperas, Pergolesi começou por escrever intermezzi que seriam tocados nos intervalos de óperas sérias em dois atos, e recebeu apoio de amigos, como, por exemplo, Jean-Philippe Rameau. Também escreveu diversas árias italianas ao estilo canzone, de muito bom gosto lírico.
 
Obra
Estre seus trabalhos cómicos e dramáticos incluem-se:
§  La conversione e morte di San Guglielmo (1731), sua primeira ópera;
§  Lo frate 'nnammorato (O irmão apaixonado, 1732, com um texto Neapolitano )
§  La Serva Padrona (A senhorita servente, que estreou no dia 28 de Agosto de 1733).
§  L'Olimpiade (31 de Janeiro de 1735)
§  Il Flaminio (1735).
§  Querelle des Bouffons (a discussão dos comediantes)
§  Stabat Mater (1736)
§  Sallustia
§  Livieta e Traccolo
§  Adriano na Síria
Pergolesi publicou um catálago de suas óperas, cuja edição ainda se encontra à venda, hoje em dia. A maior parte de seu trabalho estreou em Nápoles, mas L'Olimpiade estreou em Roma. Os trabalhos restantes foram os mais publicados no século XVIII, e muitos foram usados por outros compositores, que fizeram arranjos sobre temas dele. Até Johann Sebastian Bach usou a base do seu Salmo , Tilge, Höchster, meine Sünden, BWV 1083. Outros gêneros de composições de Pergolesi incluem sonatas e concertos para violinos.
Imagem : google

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REVISTA SER ESPÍRITA

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A metade da laranja
Nas bancas, a 18.ª edição da revista SER Espírita
Editorial - Todos sabem: relacionamentos amorosos trazem inúmeros desafios. Desde o momento do primeiro encontro até a hora em que a união é concretizada – seja com o tradicional casamento, seja apenas com a decisão do casal – várias dúvidas aparecem. Será que estou me relacionando com a pessoa mais adequada para mim? Como melhorar o relacionamento? Existe uma “pessoa ideal”? Existe a chamada “alma gêmea”?
Depois, com a decisão tomada de, finalmente, unir as ‘escovas de dentes’, aparece a outra dúvida: o que fazer para celebrar este momento? Será que preciso celebrá-lo mesmo? Como? Para os espíritas, as dúvidas são ainda maiores, já que para a Doutrina Espírita não há cerimônias. Após a união, então, surgem os desafios do dia a dia, que se tornam ainda mais intensos quando se vive junto com outra pessoa.
A SER Espírita traz na sua primeira edição de 2012 uma reportagem de Capa sobre relacionamentos afetivos. A reportagem sobre “almas gêmeas”, que está apresentada na seção Contextualização dessa edição, tenta responder aos leitores um pouco sobre as indagações que frequentemente são feitas sobre esse conceito, também questionado pela Doutrina Espírita.
Em todos os relacionamentos, ambas as partes devem estar atentas à satisfação do outro. Abrir mão de vez em quando em busca da satisfação de seu companheiro, portanto, não é tão difícil quanto se imagina. Deixar de lado as críticas destrutivas, lembrar ao outro o que há nele de mais positivo, buscar melhorar comportamentos, ser mais paciente, ser menos orgulhoso em relação às suas pretensões e, sobretudo, deixar o amor tomar conta do relacionamento são dicas preciosas para quem pretende manter uma união equilibrada e que possa contribuir com o aprendizado da dupla e também de quem está em volta.
Na Entrevista desta edição da SER Espírita, a importância de deixar a passividade de lado, em todos os setores da sociedade, é o assunto tratado pelo ex-presidente da Associação dos Divulgadores do Espiritismo (Abrade), Gezsler Carlos West.
Então, nesse ano que se inicia, a SER Espírita deixa um convite a você: vamos arregaçar as mangas e agir sempre com amor em tudo que fizermos?
Leia também nesta edição - Artigos, crônica, mensagem do espírito Leocádio José Correia, dicas de filmes e audiobooks. Além, das questões respondidas sobre Deus e Jesus; envie suas perguntas para a gente (faleconosco@serespirita.com.br).
Online - Acompanhe também as novidades em seu site (www.serespirita.com.br), confira os novos colunistas, textos inéditos e interações. Neste espaço você também pode fazer assinatura, completar sua coleção de revistas SER Espírita e conhecer novos livros sobre a Doutrina e conhecimentos gerais.
Quem somos - A revista SER Espírita é uma publicação bimestral, de 13 mil exemplares, da Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE), com a missão de provocar uma reflexão contextualizada sobre o Espiritismo, baseado no tripé ciência, filosofia e religião. A revista é elaborada por voluntários de todo Brasil. A distribuição é feita nacionalmente pela Distribuidora Nacional de Publicações (DINAP) nas principais bancas, livrarias e aeroportos.
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