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A RENASCENÇA DO MUNDO E O SEU APOGEU

20 de fev de 2011

O ESPIRITISMO E A ARTE

Capítulo 1



 A útlima Ceia/ Leonardo Da Vinci


-Nos albores do século XV, quando a idade medieval estava prestes a extinguir-se, grandes assembléias espirituais se reúnem nas proximidades do planeta, orientando os movimentos renovadores que, em virtude das determinações do Cristo, deveriam encaminhar o mundo para uma nova era. (1)

Todo esse esforço de regeneração efetuava-se sob o seu olhar misericordioso e compassivo, derramando sua luz em todos os corações. Mensageiros devotados reencarnam no orbe, para desempenho de missões carinhosas e redentoras. (2)

Antigos mestres de Atenas reencarnaram na Itália, espalhando nos departamentos da pintura e da escultura as mais belas jóias do gênio e do sentimento. A Inglaterra e a França preparam-se para a grande missão democrática que o Cristo lhes conferira. (3)

Essa renascença, iniciada do Alto, clareou a Terra em todas as direções. A invenção da imprensa facultava o mais alto progresso no mundo das idéias, criando as mais belas expressões de vida intelectual. (4)

A literatura apresenta uma vida nova e as artes atingem culminâncias que a posteridade não poderia alcançar. Numerosos artífices da Grécia antiga, reencarnados na Itália, deixam traços indeléveis da sua passagem, nos mármores preciosos. (5)

Há mesmo, em todos os departamentos das atividades artísticas, um pronunciado sabor da vida grega, anterior às disciplinas austeras do Catolicismo na idade medieval, cujas regras, aliás, atingiam rigorosamente apenas quem não fosse parte integrante do quadro das autoridades eclesiásticas.(6)


Pintura de Renoir


Fonte : 1-6 : A caminho da luz, Francisco C. Xavier/ Espírito Emmanuel
                   Imagens retiradas do Google

UMA NOVA ERA DA ARTE

O ESPIRITISMO E A ARTE 

Capítulo 2


Teto da Capela Cistina - Micheangelo 


No livro consolador, foi indagado ao benfeitor Emmanuel, na questão de nº 161: 
O Que é arte? 

Emmanuel responde : 

A arte pura é a mais elevada contemplação espiritual por parte das criaturas. 
Ela significa a mais profunda exteriorização do ideal, a divina manifestação desse “mais além” que polariza as esperanças da alma. 
O artista verdadeiro é sempre o “médium” das belezas eternas e o seu trabalho, em todos os tempos, foi tanger as cordas mais vibráteis do sentimento humano, alçando-o da Terra para o Infinito e abrindo, em todos os caminhos a ânsia dos corações para Deus, nas suas manifestações supremas de beleza, de sabedoria, de paz e de amor. (1)


Pintura de Leonardo Da vinci






Um breve histórico do Renascentismo 

Monalisa - Leonardo Da Vinci


Renascimento, Renascença ou Renascentismo são os termos usados para identificar o período da História da Europa aproximadamente entre fins do século XIII e meados do século XVII, 
Nesta época houve uma transformação em diversas áreas da vida humana, extinguindo assim a Idade Média e dando o inicio a uma nova Era. 
Ocorreu assim uma ruptura com as estruturas medievais, percebe-se grandes efeitos em alguns segmentos humanos como nas Artes, na Filosofia e nas Ciências. 
Chamou-se "Renascimento" em virtude da redescoberta e revalorização das referências culturais da antigüidade clássica, que nortearam as mudanças deste período em direção a um ideal humanista e naturalista. O termo foi registrado pela primeira vez por Giorgio Vasarijá no século XVI, mas a noção de Renascimento como hoje o entendemos surgiu a partir da publicação do livro de Jacob Burckhardt A cultura do Renascimento na Itália (1867), onde ele definia o período como uma época de "descoberta do mundo e do homem". (2)

LOCAL DO SURGIMENTO 


                                                       Batismo - Leonardo Da Vinci

                      
O Renascimento cultural manifestou-se primeiro na região italiana da Toscana, tendo como principais centros as cidades de Florença e Siena, de onde se difundiu para o resto da península Itálica e depois para praticamente todos os países da Europa Ocidental, impulsionado pelo desenvolvimento da imprensa por Johannes Gutenberg. A Itália permaneceu sempre como o local onde o movimento apresentou maior expressão, porém manifestações renascentistas de grande importância também ocorreram na Inglaterra,Alemanha, Países Baixos e, menos intensamente, em Portugal e Espanha, e em suas colônias americanas.


O Humanismo pode ser apontado como o principal valor cultivado no Renascimento.
O Humanismo, antes que um corpo filosófico, é um método de aprendizado que faz uso da razão individual e da evidência empírica para chegar às suas conclusões, paralelamente à consulta aos textos originais. 
O Humanismo afirma a dignidade do homem e o torna o investigador por excelência da natureza.
A história confirma que nesse período foram inventados diversos instrumentos científicos, e foram descobertas diversas leis naturais e objetos físicos antes desconhecidos.
A própria face do planeta se modificou nos mapas depois dos descobrimentos das grandes navegações, levando consigo a física, a matemática, a medicina, a astronomia, a filosofia, a engenharia, a filologia e vários outros ramos do saber a um nível de complexidade, eficiência e exatidão sem precedentes, cada qual contribuindo para um crescimento exponencial do conhecimento total, o que levou a se conceber a história da humanidade como uma expansão contínua e sempre para melhor.sentimentos de otimismo, abrindo positivamente o homem para o novo e incentivando seu espírito de pesquisa. (3)


Fonte: 1 :    Livro: Consolador , Francisco C. Xavier / Emmanuel  

           2-3 : http//pt.wikipedia.org/wiki/Renascimento
                   Imagens retiradas do Google


FASES DO RENASCENTISMO

A ARTE E O ESPIRITISMO

Capítulo 3
Pintura de Giotto 
Nota : Giotto: que traz para a pintura noções presentes na escultura, como luz, sombra e volume. É o grande representante do Trecento italiano. Sua arte é considerada ainda medieval.

Emmanuel no livro Consolador na questão de nº172 responde a seguinte pergunta :
Existem, de fato, uma arte antiga e uma arte moderna?

Resposta de Emmnauel:
-A arte envolve com os homens e, representando a contemplação espiritual de quantos a exteriorizam, será sempre a manifestação da beleza eterna, condicionada ao tempo e ao meio de seus expositores. A arte, pois, será sempre uma só, na sua riqueza de motivos, dentro da espiritualidade infinita.
Ponderemos, contudo, que, se existe hoje grande número de talentos com a preocupação excessiva de originalidade, dando curso às expressões mais extravagantes de primitivismo, esses são os cortejadores irrequietos da glória mundana que, mais distanciados da arte legítima, nada mais conseguem que refletir a perturbação dos tempos que passam, apoiando o domínio transitório da futilidade e da força. Eles, porém. Passarão como passam todas as situações incertas de um cataclismo, como zangões da sagrada colméia da beleza divina, que, em vez de espiritualizarem a Natureza, buscam deprimi-la com as suas
concepções extravagantes e doentias. (1)








O Renascentismo se divide em fases conhecidas como : 



· Trecento 



· Quattrocento 



· Alta renascença 



· O cinquecento e o Maneirismo Italiano 







Devido a História da Arte ser bem complexa, daremos uma abordagem maior a partir do período denominado “ Alta Renascença” (2)


Alta Renascença






Rafael: As núpcias da Virgem Maria, 1504.







Uma obra típica da Alta Renascença. Pinacoteca de Brera, Milão, Itália.
A Alta Renascença cronologicamente engloba os anos finais do Quattrocento e as primeiras décadas do Cinquecento, sendo delimitada aproximadamente pelas obras de maturidade de Leonardo da Vinci (a partir de c. 1480)
Foi a fase de culminação do Renascimento, que se dissipou mal foi atingida, mas seu reconhecimento é importante porque ali se cristalizaram ideais que caracterizam todo o movimento renascentista: o Humanismo, a noção de autonomia da arte, a emancipação do artista de sua condição de artesão e equiparação ao cientista e ao erudito, a busca pela fidelidade à natureza, e o conceito de gênio, tão perfeitamente encarnado em Da Vinci, Rafael, Michelangelo
Se a passagem da Idade Média para a Idade Moderna não estava ainda completa, pelo menos estava assegurada sem retorno possível.
Eventos como a descoberta da América e a Reforma Protestante, e técnicas como a imprensa de tipos móveis, transformaram a cultura e a visão de mundo dos europeus, ao mesmo tempo em que a atenção de toda a Europa se voltava para a Itália e seus progressos, com as grandes potências da França, Espanha e Alemanha desejando sua partilha e fazendo dela um campo de batalhas e pilhagens. Com as invasões a arte italiana espalhou sua influência por uma vasta região do continente . (3)






O Cinquecento e o Maneirismo italiano










 Micheangelo 

Nota: Teto da Capela Sistina, “A Sibila Cumana”, “A Sibila Pérsica”, a “Sagrada Família” (Galeria Uffizi – Florença), entre outras. A Capela Sistina foi construída por ordem de Sisto IV (retangular 40 × 13 × 20 altura).
Cinquecento (século XVI) é a derradeira fase da Renascença, quando o movimento se transforma, se expande para outras partes da Europa e Roma sobrepuja definitivamente Florença como centro cultural, especialmente a partir do pontificado de Júlio II. Roma até então não havia produzido grandes artistas renascentistas, e o classicismo havia sido plantado através da presença temporária de artistas de outras partes. Mas com a fixação na cidade de mestres do porte de Rafael, Michelangelo e Bramante formou-se uma escola local, tornando-a o mais rico repositório da arte da Alta Renascença e da sua continuação cinquecentesca, onde a política cultural do papado deu uma feição característica a toda esta fase. Boa parte dessa nova influência romana derivou do desejo de reconstituir a grandeza e a virtude cívica da Roma Antiga, o que se refletiu na intensificação do mecenato e na recriação de práticas sociais e simbólicas que imitavam as da Antiguidade, como os grandes cortejos de triunfo, as festas públicas suntuosas, as representações plásticas e teatrais grandiloquentes, cheias de figuras históricas, mitológicas e alegóricas. (4)


Fonte 1: Livro : Consolador : Francisco C. Xavier / Emmanuel
           2- 4 :      http//pt.wikipedia.org/wiki/Renascimento
                    Imagens retiradas do Google





















O ESPIRITISMO E A ARTE - PINTURA

O ESPIRITISMO E A ARTE 

Capítulo 4
Pintura de Giorgio Vasari

A beleza é um dos atributos divinos. Deus colocou nos seres e nas coisas esse misterioso encanto que nos atrai, nos seduz, nos cativa e enche a alma de admiração, às vezes de entusiasmo. (1)

A arte é a busca, o estudo, a manifestação dessa beleza eterna, da qual aqui na Terra não percebemos senão um reflexo. 
Para contemplá-la em todo o seu esplendor, em todo o seu poder, é preciso subir de grau em grau em direção à fonte da qual ela emana, e esta é uma tarefa difícil para a maioria de nós. 

Ao menos podemos conhecê-la através do espetáculo que o universo oferece aos nossos sentidos, e também através das obras que ela inspira aos homens de talento (2)

A PINTURA NO RENASCENTISMO

Rafael Sanzio – Transfiguração, 
óleo sobre madeira 1499-1502 DC 
Museu do vaticano


Sucintamente, a contribuição maior da pintura do Renascimento foi sua nova maneira de representar a natureza, através de domínio tal sobre a técnica pictórica e a perspectiva, que foi capaz de criar uma eficiente ilusão de espaço tridimensional em uma superfície plana. Tal conquista significou um afastamento radical em relação ao sistema medieval de representação, com sua estaticidade, seu espaço sem profundidade e seu sistema de proporções simbólica, onde os personagens maiores tinham maior importância numa escala que ia do homem até Deus - estabelecendo um novo parâmetro, cujo fundamento era matemático, na hierarquia teológica medieval. A linguagem visual formulada pelos pintores renascentistas foi tão bem sucedida que permanece válida até hoje. (3)

Na Alta Renascença, com Leonardo da Vinci, a técnica do óleo se refinou e penetrou no terreno do sugestivo, ao mesmo tempo em que aliava fortemente arte e ciência. (4)

Com Rafael o sistema classicista de representação visual chegou a um apogeu, e se revelou a doçura, a grandeza solene e a perfeita harmonia. Mas essa fase, de grande equilíbrio formal, não durou muito, logo seria transformada profundamente, dando lugar ao Maneirismo. (5)

Nesta fase Michelangelo, coroando o processo de exaltação do homem, levou-o a uma nova dimensão, a do sobre-humano, abrindo-lhe também as portas do trágico e do patético. Com os maneiristas toda a noção de espaço foi então alterada, a perspectiva se fragmentou em múltiplos pontos de vista, e as proporções da figura humana foram distorcias com finalidades expressivas ou meramente estéticas, formulando-se uma linguagem visual mais dinâmica, vibrátil, subjetiva, dramática e sofisticada. (6)

Pontormo, Veronese, Romano, Tintoretto, Bronzino, e Michelangelo em sua fase madura foram exemplos típicos do Maneirismo plenamente manifesto. (7)

Giorgio Vasari, um pintor e arquiteto maneirista de mérito secundário, também deve ser lembrado por sua importância como biógrafo e historiador da arte, um dos primeiros a reconhecer todo o ciclo renascentista como uma fase de renovação cultural e o primeiro a usar o termo "Renascimento" na bibliografia, em sua enciclopédia Le Vite de' più Eccellenti Pittori, Scultori e Architettori, uma das fontes primárias para o estudo da vida e obra de muitos artistas do período. (8)


Fonte:  1- 2 : A arte no Espiritismo - Leon Denis, FEB
            3-8 : http://pt.wikipedia.org/wiki/Renascimento
                    Imagens extraidas do goolge

A VIDA DE REMBRANDT

A ARTE E O ESPIRITISMO

Capítulo 5 

                     Christ with Woman Taken in Adultery, National Gallery, London



 “Ser artista é desvendar os segredos da vida e alcançar o verbo; é fazer nos traços e cores a luz Suprema.
É fazer soar, nas simples notas, a Canção Divina; é traduzir, em prosa ou verso, o Amor Maior. Ser artista é descobrir dentro de si a Essência Divina e colocá-la na sua arte, que nada é mais do um veículo de expressão, de que se utiliza o Criador para se fazer presente entre nós.”(Rembrandt)  (1)

O papel essencial da arte é expressar a vida com todo seu poder, sua graça e sua beleza. Ora, a vida é movimento. (2)

E aí precisamente reside a principal dificuldade da arte humana, que não pode produzir o movimento senão através da música. As outras artes não podem dele dar senão a ilusão. (3)

A pintura dá a mesma ilusão através do gesto paralisado na tela e pela harmonia das cores, o jogo das perspectivas, a simulação das profundidades e dos horizontes fugidios. (4)

A arte se eleva e progride em todos os graus da escala da vida realizando formas cada vez mais nobres e perfeitas, que se aproximam da fonte divina de eterna beleza. (5)

TRAÇOS BIOGRAFICOS 



Auto retrato de Rembrandt


Rembrandt Harmenszoon Van Rijn foi um importante pintor e gravador holandês. 
É considerado um dos mais importantes pintores do barroco europeu. Nasceu em 15 de julho de 1606 na cidade de Leiden e faleceu em Amsterdam em 4 de outubro de 1669. 
Filho de uma família simples e com muitos irmãos Rembrandt estudou latim quando era criança. Nesta época, já demonstrava grande interesse pela pintura. Jovem, foi matriculado na Universidade de sua cidade natal (Leiden). 
Foi aprendiz do pintor holandês Jacob van Swanenburgh e, pouco depois, abriu seu próprio estúdio de arte em sua cidade. 
Em 1629, seu talento foi descoberto e conseguiu várias encomendas de pinturas para a corte de Hague. 
Nas décadas de 1630 e 1640 seu nome ficou muito conhecido no cenário artístico holandês e europeu. Grande parte de suas obras famosas foi realizada neste período.(6)

O ESTILO ARTÍSTICO DE REMBRANDT



Supper at Emmaus, Louvre, Paris 

Na primeira fase de sua vida artística (1625 – 1630), Rembrandt abordou temas religiosos e alegóricos. Nesta fase, o detalhismo fez muito presente em suas pinturas.
 Na primeira metade da década de 1630, Rembrandt abordou temas mitológicos, cenas da Bíblia e paisagens naturais. Suas obras neste período são marcadas pelo formato ampliado e contraste alto;
 Na década de 1640, o pintor passou a dar um tom mais sombrio às suas pinturas. O formato reduziu de tamanho.
 Na década de 1650, Rembrandt foi para um estilo mais detalhado e fino. Com cores fortes, retratou personagens bíblicos de forma individual.
 Nos últimos anos de sua vida, Rembrandt pintou seu auto retrato.(7)


PRINCIPAIS OBRAS DE REMBRANDT 



Jeremias prevê a destruição de Jerusalém - 1630






- Jeremias prevê a destruição de Jerusalém - 1630


- A Lição de Anatomia do Dr. Tulp - 1632

- A descida da cruz - 1633

- Ronda Noturna - 1642

- Aristóteles com o busto de Homero - 1650

- As Três Cruzes -1653

- O banho de Betsabé - 1654

- Autorretrato com pintura e pincéis - 1660  (8)


Fonte: 1: Rembrandt, Enciclopedia virtual,
           2- 5: O espiritismo na Arte / Leon Denis, FEB
           6- 8 :http://www.suapesquisa.com/biografias/rembrandt.htm
                   Imagens retiradas do google 



A MEDIUNIDADE NO PINTOR RAFAEL

O ESPIRITISMO E A ARTE 

Capítulo 6 
Auto Retrato de Rafael 


Leon Denis recebeu uma orientação mediúnica através da evocação do Espírito que se manifestava como “O Esteta”, no livro O espiritismo na Arte, onde ela fala sob a inspiração. 
Resolvemos transcrever alguns trechos do assunto, onde ele menciona o artista Rafael. 

A arte bem compreendida é poderoso meio de elevação e de renovação. 
É a fonte dos mais puros prazeres da alma; ela embeleza a vida, sustenta e consola nas provas, e traça com antecedência, para o espírito, os caminhos para o céu. (1)

Quase todos aqueles que receberam a sagrada missão de encaminhar as almas para a perfeição esquivaram-se dessa tarefa. 
Tornaram-se culpados de um crime ao se recusarem instruir e iluminar as sociedades e ao perpetuarem a desordem moral e todos os males que recaem sobre a humanidade. 
Assim explicam-se as decadências da arte em nossa época e a ausência de obras fortes.(2) 

Às vezes a inspiração desliza suavemente em nosso intelecto, mistura-se intimamente a nosso próprio pensamento, de tal maneira que se torna impossível distingui-la. 
Outras vezes é uma irrupção repentina, uma invasão cerebral, um sopro que passa sobre nossas frontes e agita-nos com uma espécie de febre. 
Outras vezes, ainda, é como que uma voz interior, tão nítida e tão clara que parece vir de fora para nos falar de coisas graves e profundas. (3)

Uma corrente de forças e de pensamentos agita-se e rola à nossa volta, procurando penetrar nos cérebros humanos dispostos a recebê-los, a assimilá-los, a traduzi-los sob a forma e a medida de suas capacidades, de seu grau de evolução. Alguns o expressam de maneira mais ampla; outros, de modo mais restrito, segundo suas aptidões, segundo a riqueza ou pobreza das expressões que lhes são familiares e os recursos de sua inteligência.(4) 

Dentre os homens de talento, muitos reconheceram essas influências invisíveis. Vários descrevem o estado próximo do transe, no qual a elaboração de uma grande obra os faz mergulhar. Outros falam da onda abrasadora que os penetra, do fogo que corre em suas veias e provoca uma super excitação que lhes centuplica as faculdades. (5)

Em vão procuram às vezes resistir a esse poder que os domina, os subjuga-os e lhes destruiria o envoltório caso ele fosse contínuo. Alguns há que sucumbiram a essa ação soberana e morreram prematuramente, como Rafael, na flor da idade. (6) 

Como se vê, em todos os domínios da arte e do pensamento, os Céus vivificam a Terra. 
Os homens ilustres têm sido, em sua maior parte, médiuns (...),Rafael Sanzio dizia que suas mais belas obras lhe haviam sido inspiradas e apresentadas numa espécie de visão. (7)

Numerosos exemplos o demonstram: a mediunidade genial se assemelha à mediunidade de incorporação. E precedida de uma espécie de transe, que tem sido justamente denominado "a tortura da inspiração". (8)

A mensagem divina não penetra impunemente o ser imortal; impõe-se-lhe de alguma sorte pela violência. 
Uma espécie de febre e um frêmito sagrado se apoderam daquele que o Espírito visita . 
Manifestações, transportes semelhantes aos que agitavam a pítia em sua trípode, anunciam a chegada do deus: Esse Deus! Todos os grandes inspirados - poetas, oradores, músicos, artistas - têm experimentado essa hiperexcitação sibilina, em conseqüência da qual chegaram alguns mesmo a morrer. 
Rafael consumiu-se na flor dos anos. Há jovens predestinados cujo invólucro demasiado frágil não pôde suportar a energia das inspirações super-humanas, e que tombaram, logo ao alvorecer do próprio gênio, como a delicada flor que o primeiro raio de sol atira morta ao chão. (9)

A escola de Athenas                               

Fonte: 1-6 : O Espiritismo na Arte - Leon Denis FEB 
           7-9 : No invisivel - Leon Denis - FEB
                   Imagens retiradas do Google


A VIDA DE RAFAEL SANZI


O ESPIRITISMO E A ARTE    

Capítulo 7

     Rafael Sanzi      

Rafael Sanzi, Urbino, 6 de abril de 1483 — Roma, 6 de abril de 1520),
Frequentemente referido apenas como Rafael, foi um mestre da pintura e da arquitetura da escola de Florença durante o Renascimento italiano, celebrado pela perfeição e suavidade de suas obras.
Urbino era então capital do ducado do mesmo nome e seu pai, Giovanni Santi, pintor de poucos méritos, mas homem culto e bem relacionado na corte do duque Federico da Montefeltro. Transmitiu ao filho, de precoce talento, o amor pela pintura e as primeiras lições do ofício.
Aos dezessete anos (em 1500) Rafael já era considerado um mestre
Com Perugino, Rafael aprendeu a técnica do afresco ou pintura mural.
Em sua primeira obra de realce, O casamento da Virgem (1504), a influência de Perugino evidencia-se na perspectiva e na relação proporcional entre as figuras, de um doce lirismo, e a arquitetura. A disposição das figuras é, no entanto, mais informal e animada que a do mestre.
Em 1504, Rafael se mudou para Siena com o pintor Pinturicchio, a quem ele tinha fornecido desenhos para os afrescos da Libreria Picolomini. De lá foi para Florença atraído pelos trabalhos que estavam sendo realizados, no Palazzo della Signoria, por Leonardo da Vinci e Michelangelo.
Viveu na cidade nos quatro anos seguintes, viajando a outras cidades ocasionalmente.
Em 1507, uma nobre de Perugia lhe encomendou uma "Deposição de Cristo", hoje exposta na Galleria Borghese, em Roma.
No outono de 1504, Rafael foi a Florença, atraído pelos trabalhos que estavam sendo realizados, no Palazzo della Signoria, por Leonardo da Vinci e Michelangelo.
Sob a influência sobretudo da obra de Da Vinci, absorveu a estética renascentista e executou diversas madonas, entre as quais a Madona Esterházy e A Bela Jardineira.
Fez uso das grandes inovações introduzidas na pintura do Renascimento, e de Da Vinci a partir de 1480: o claro-escuro, contraste de luz e sombra que empregou com moderação, e o esfumado, sombreado levemente esbatido, em vez de traços, para delinear as formas.
A influência de Michelangelo, patente na Pietà e na Madona do baldaquino, consistiu sobretudo na exploração das possibilidades expressivas da anatomia humana.
Em Florença, Rafael tornou-se amigo de vários pintores locais, destacando-se Fra Bartolomeo, um proponente do idealismo renascentista. A influência de Fra Bartolomeo o levou a abandonar o estilo suave e gracioso de Perugino e abraçar a grandiosidade e formas mais poderosas.
Na segunda metade de 1508, o Papa Júlio II, encorajado por Donato Bramante, amigo de Rafael e arquiteto do Vaticano, contratou os serviços do pintor.
Aos 25 anos, Rafael ainda estava forjando seu estilo. Contudo logo conquistou a fama e os favores do papa.
Ele começou a ser chamado de o Príncipe dos Pintores.
Nos 12 anos seguintes, Rafael nunca deixou Roma que passou a ser sua segunda nação.
Trabalhou principalmente para Júlio II e seu sucessor, Leão X (filho de Lorenzo de Medici).
Ao final do ano de 1508, ele começou a decoração dos apartamentos de Júlio no Vaticano, os quais, na visão do papa, eram destinados a glorificar o poder da Igreja Romana através da justificação do Humanismo e do Neoplatonismo. Uma série de obras-primas, como a Disputa (ou Discussão do Santíssimo Sacramento) e a Escola de Atenas, pintados na Stanza della Segnatura, o tornou o artista mais procurado da cidade.
Nos doze anos em que permaneceu nessa cidade, incumbiu-se de numerosos projetos de envergadura, nos quais deu mostras de uma imaginação variada e fértil.
Dos afrescos do Vaticano, os mais importantes são a "Disputa" (ou "Discussão do Santíssimo Sacramento") e a "Escola de Atenas", ambos pintados na Stanza della Segnatura.
Já a "Escola de Atenas" é uma alegoria complexa do conhecimento filosófico profano. Mostra um grupo de filósofos de várias épocas históricas ao redor de Aristóteles e Platão, ilustrando a continuidade histórica do pensamento platônico.
Após a morte de Júlio II, em 1513, a decoração dos aposentos pontifícios prosseguiu sob o novo papa, Leão X, até 1517.
Apesar da grandiosidade do empreendimento, cujas últimas partes foram deixadas principalmente por conta de seus discípulos, Rafael, que então se tornara o pintor da moda, assumiu ao mesmo tempo numerosas outras tarefas: criou retratos, altares, cartões para tapeçarias, cenários teatrais e projetos arquitetônicos de construções profanas e igrejas como a de Sant'Eligio degli Orefici.
Tamanho era seu prestígio que, segundo o biógrafo Giorgio Vasari, Leão X chegou a pensar em fazê-lo cardeal.
Rafael continuou o trabalho nos quartos até 1513, sob o governo de Leão X, mas deixou as últimas seções quase que inteiramente sob cuidado de seus pupilos.
Em 1514, com a morte de Bramante, Rafael foi nomeado para suceder-lhe como arquiteto do Vaticano e assumiu as obras em curso na basílica de São Pedro, onde substituiu a planta em cruz grega, ou radial, por outra mais simples, em cruz latina, ou longitudinal.
Sucedeu também a Bramante na decoração das galerias do Vaticano, aí realizando composições de lírica simplicidade que pareciam contrabalançar a aterradora grandeza da capela Sistina pintada por Michelangelo.
Competente pesquisador interessado na antiguidade clássica, Rafael foi designado, em 1515, para supervisionar a preservação de preciosas inscrições latinas em mármore.
Dois aos depois,foi nomeado encarregado geral de todas as antiguidades romanas, para o que executou um mapa arqueológico da cidade. Sua última obra, a "Transfiguração", encomendada em 1517, desvia-se da serenidade típica de seu estilo para prefigurar coordenadas do novo mundo turbulento—o da expressão barroca.
Em conseqüência da profundidade filosófica de muitos de seus trabalhos, a reputação de humanista e pensador neoplatônico de Rafael implantou-se em Roma.
Entre seus amigos havia respeitados homens, como Castiglione e Pietro Aretino, além de muitos artistas. Em 1519, ele projetou os cenários para a comédia I suppositi, de Ludovico Ariosto. Coberto de honrarias, Rafael morreu em Roma em 6 de abril de1520. (1)

POLÍTICA

Detalhes do soldados da ressureição Kinnaird

O prestígio de Rafael até mesmo deu a sua obra um papel na criação e fortalecimento de alianças políticas, como no caso de trabalhos hoje em dia expostos no Museu do Louvre, que foram enviados à corte francesa, e o retrato de Lourenço de Médici para o partido florentino. 
Rafael nunca se casou, ainda que algumas fontes afirmem que em 1514 ele estava noivo de Maria Bibbiena, sobrinha de um cardeal, mas o noivado terminou devido a morte prematura da jovem. 
Diz a lenda que seu grande amor foi "Fornarina" (padeirinha), mas sua existência jamais foi confirmada. 
Segundo Vasari, a morte prematura de Rafael foi causada por excesso de amor.( 2) 


ÚLTIMOS ANOS 

A deposição de Cristo - galeria Borghese Roma


A morte precoce de Rafael, no dia em que completava 37 anos, reforçou a aura mística que rodeava sua figura. Admirado pela aristocracia e pela corte papal, que o viam como o "príncipe dos pintores", foi encarregado pelo Papa Júlio II de decorar com afrescos as salas do Vaticano hoje conhecidas como as stanze de Jesus Cristo. 
Em seus últimos anos (1518-1520), a intervenção do estúdio em seus trabalhos tornou-se mais significativa, como pode se ver em obras como Spasimo da Sicília, para uma igreja de Palermo, e a "Visitação", hoje abrigada pelo Museu do Prado em Madrid. 
Também a decoração do "Quarto de Constantino" no Vaticano foi executada inteiramente por seus pupilos, baseado em desenhos do mestre. Seus últimos trabalhos autorais foram um retrato duplo do Louvre, o pequeno mas monumental "A Visão de Ezequiel" e a "Transfiguração". 
Rafael morreu em Roma no seu aniversário de 37 anos, (alegadamente apenas a algumas semanas depois de Leão X apontá-lo como cardeal), acometido por uma febre após um encontro à meia-noite, e foi profundamente lamentado por todos aqueles que reconheciam sua grandeza. 
Seu corpo repousou por um certo tempo em uma das salas na qual ele havia demonstrado sua genialidade e foi honrado com um funeral público. 
Sua obra Transfiguração precedeu seu corpo durante a procissão fúnebre. 
A "incansável mão da morte" (nas palavras de seu biógrafo) pôs um limite em suas conquistas e privou o mundo de um benefício maior de seus talentos, na idade em que a maioria dos outros homens começa a ser útil. 
Rafael foi enterrado no Panteão de Roma, o mais honorável mausoléu na Itália. 
Em sua tumba foi colocada uma frase de Pietro Bembo em latim que diz: "Aqui jaz Rafael, que fez temer à Natureza por si fosse derrotada, em sua vida, e, uma vez morto, que morresse consigo . (3)

PRINCIPAIS OBRAS

A visão de um cavaleiro

Fonte : 1 - 3:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Rafael_Sanzio
                      Imagens retiradas do google


A VIDA DE PIERRE AUGUSTE RENOIR

O ESPIRITISMO E A ARTE

Capítulo 8




Moullin Galett









No livro Consolador o benfeitor espiritual Emmanuel responde a seguinte pergunta :
162 –Todo artista pode ser também um missionário de Deus?

Resposta de Emmanuel :
-Os artistas, como os chamados sábios do mundo, podem enveredar, igualmente, pelas cristalizações do convencionalismo terrestre, quando nos seus corações não palpite a chama dos ideais divinos, mas, na maioria das vezes, têm sido grandes missionários das idéias, sob a égide do Senhor, em todos os departamentos da atividade que lhes é próprios, como a literatura, a música, a pintura, a plástica.
Sempre que a sua arte se desvencilha dos interesses do mundo, transitórios e perecíveis, para considerar tão somente a luz espiritual que vem do coração uníssono como cérebro, nas realizações da vida, então o artista é um dos mais devotados missionários de Deus, porquanto saberá penetrar os corações na paz da meditação e do silêncio, alcançando o mais alto sentido da evolução de si mesmo e de seus irmãos em humanidade (1)




-“Na vida, os blocos de granito afundam - já as cascas das árvores continuam flutuando. "
“A pintura se aprende nos museus” (2)
Pierre Augusto Renoir









TRAÇOS BIOGRAFICOS


 
                                                           Renoir

Pierre Auguste Renoir foi um importante artista plástico francês.
Fez parte do impressionismo e se destacou por suas lindas pinturas.
Nasceu em 25 de fevereiro de 1841, na cidade francesa de Limoges. Morreu em 3 de dezembro de 1919 em Cagnes-sur-Mer (cidade no sudoeste da França).


Já na infância demonstrou grande interesse pelas artes plásticas. Quando criança, trabalhou como decorador em uma indústria de porcelanas em Paris. Com 18 anos,
Renoir começou a pintar e decorar persianas e leques.
Em 1862, foi estudar na Academia de Belas Artes.


Estudou também na academia do pintor suíço Charles Gabriel Gleyre.
Nesta academia conheceu outros artistas famosos da época como, por exemplo, Claude Monet e Alfred Sisley. De Monet.


Renoir recebeu influência no tratamento da luz, sendo que o trabalho com as cores foi influência recebida de Delacroix.


Seu estilo artístico era marcado pela presença de cores fortes e brilhantes, texturas e linhas harmônicas. O sentimento lírico é outra característica importante nas obras de Renoir. Em suas pinturas prevaleceram as formas humanas individuais, grupos de pessoas e paisagens.

Sua primeira exposição artística ocorreu em Paris, no ano de 1864. Porém, não conseguiu muito reconhecimento. O reconhecimento veio somente em 1874, durante a primeira exposição de artistas da nova escola impressionista. Em 1874, sua pintura Le Moulin de la Galette foi reconhecida como uma grande obra de arte impressionista.


A carreira artística de Renoir foi consolidada com a exposição individual realizada em Paris, na galeria Durand-Ruel, no ano de 1883.

Os últimos 20 anos de vida, Renoir sofreu com sua saúde. Portador de uma doença articular (artrite), o artista continuou pintando com dificuldades. Amarrava o pincel em seu braço para poder realizar suas obras. Mesmo assim, criou trabalhos ricos e importantes. (3)





                    








Principais obras de Renoir



Two Sisters (On the Terrace),

- Mulher com sombrinha (1867)
- O Camarote (1874)
- Le Moulin de la Galette (1876)
- Madame Georges Charpentier e suas filhas (1878)
- Remadores em Chatou (1879)
- Elizabeth e Alice de Anvers (1881)
- A dança em Bougival (1883)
- Mulher amamentando (1886)
- As grandes banhistas (1887)
- Menina com espigas (1888)
- Menina jogando criquet (1892)
- Ao piano (1893)
- Odalisca (1904)
- Retrato de Claude Renoir (1908) (4)






Fonte : 
1 : Livro Consolador - Francisco C. Xavier/ Esp. Emmanuel
2: Citação de Renoir/ Enciclopédia
3- 4: http://www.suapesquisa.com/biografias/renoir.htm
        Imagens retiradas do Google






Leia com atenção

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Luciano Dudu