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O MÉDIUM EMMANUEL SWEDENBORG É PRECURSOR DO ESPIRITISMO?

18 de jul de 2011



Caro leitor, pedimos licença para o autor do blog autoresespirtasclassicos.com, para postar um artigo muito interessante escrito por ele sobre  a biografia de Emmanuel Swedenborg.
O autor do artigo  fala da importância do médium para os estudos dos fenômenos mediúnicos, e o posicionamento de vários escritores sobre o papel dele como precursor da Doutrina dos Espíritos.
 Futuramente traremos outro material exposto por um estudioso a Historia do Espiritismo sobre o assunto em pauta.
Boa Leitura

LUCIANO DUDU

Um dos precursores do Espiritismo, Swedenborg era um homem culto e de grande inteligência.
Suas visões do mundo espiritual geraram relatos que foram comprovados posteriormente pelos trabalhos de Allan Kardec e André Luiz.

De acordo com uma definição brilhante do Prof. José Herculano Pires no livro O Espírito e o Tempo, o Espiritismo se formou como uma estrela no seio de uma nebulosa e faz parte de uma verdadeira galáxia que se estende até o infinito, abrangendo desde os mundos inferiores até os mais elevados.
Os estudiosos se detiveram, então, na procura do foco de onde teria sido irradiada a elaboração da doutrina espírita propriamente dita e isso remeteu, segundo Sir Arthur Conan Doyle, a Emmanuel Swedenborg.

O célebre escritor inglês disse ainda que a elaboração da doutrina vinha sendo preparada cuidadosamente, mencionando "batedores" e "patrulhas de vanguarda" que prepararam o terreno para uma "invasão espiritual organizada" de nosso mundo. Como não poderia deixar de ser, Swedenborg pode e deve ser considerado o primeiro desses batedores, pois se lançou literalmente na elaboração de uma doutrina, alavancado por sua magnífica cultura e poderosa inteligência. Pode ser considerado como um dos precursores do Espiritismo.

Emmanuel Swedenborg nasceu em Estocolmo, na Suécia, em 1688, portanto, 169 anos antes do lançamento da primeira edição de O Livro dos Espíritos, em 18 de abril de 1857.
Em sua época, foi considerado na Europa como uma pessoa de grande cultura e inteligência. Atuava em várias especialidades, como engenharia de minas, zoologia, anatomia, metalurgia, física e astronomia, destacando-se ainda como homem versado em finanças e política.

Swedenborg foi um dos médiuns mais proeminentes na produção mediúnica e deu inúmeras informações sobre o mundo espiritual, confirmadas posteriormente através do consenso universal, quando foi feita a codificação do Espiritismo. Consta que ele costumava ter visões desde criança, fenômeno que ocorria esporadicamente e que foi se apagando ao atingir a puberdade e a juventude. Entretanto, em abril de 1744, quando estava em Londres, suas forças psíquicas desabrocharam súbita e impetuosamente, permanecendo nesse nível durante muitos anos, até seu desencarne, em 1772, aos 84 anos de idade.


Aparecimento da Mediunidade:

Conan Doyle o chamava de "pai do nosso novo conhecimento dos fenômenos sobrenaturais". Com relação ao desabrochar de sua mediunidade, Swedenborg costumava descrever como ocorria o fenômeno que o mantinha em contato permanente com o mundo espiritual, dizendo que, em uma certa noite, o mundo dos espíritos se abriu para ele, encontrando muitas pessoas de seu conhecimento e de todas as condições. "Desde então, diariamente o Senhor abria os olhos de meu espírito para que eu pudesse ver, perfeitamente desperto, o que se passava no outro mundo e conversar, em plena consciência, com anjos e espíritos", afirmava.

Sobre sua primeira visão espiritual, Swedenborg dizia que "uma espécie de vapor se exalava dos poros do corpo, era um vapor aquoso que caía sobre o tapete". Essa era uma perfeita descrição do ectoplasma, considerado a base dos fenômenos físicos produzidos pelos espíritos.
 Essa substância foi chamada também de ideoplasma, pois toma a forma que o espírito lhe dá instantaneamente.
 No caso do médium, conforme sua descrição, o ideoplasma se transformou em vermes, interpretando como um sinal de que seus guias espirituais lhe desaprovavam o regime alimentar, pois tal fenômeno era acompanhado por um aviso, pela clarividência, de que deveria ser mais cuidadoso a esse respeito.

Mas como Swedenborg interpretava os fenômenos mediúnicos, considerando-se que ainda não havia sido feita a codificação do Espiritismo, que explica cientificamente estes fatos?
 Ele considerava que seus poderes psíquicos se relacionavam com o sistema respiratório, raciocinando que, como o ar atmosférico e o éter nos envolvem, seria possível que algumas pessoas respirassem mais éter do que ar e, assim, alcançassem um estado psíquico mais etéreo.
 É bom lembrar que o sistema indiano do yoga repousa sobre essa mesma idéia.


A missão de Swedenborg:

Tudo indica que a tarefa atribuída a Emmanuel Swedenborg pelos dirigentes espirituais foi de divulgar os conhecimentos que adquirisse em contato com o mundo dos espíritos.
 No entanto, sua mente privilegiada em relação ao nível de inteligência e cultura foi prejudicial em certo sentido, adulterando os resultados do que lhe foi permitido observar nesse mundo além-túmulo e levando-o a querer criar uma teologia própria, não aceitando opiniões contrárias aos seus próprios pontos de vista.
Swedenborg tentou criar uma nova religião fundamentada em suas opiniões pessoais e, infelizmente, por não saber usar o bom senso que sua inteligência lhe proporcionava, fracassou no cumprimento da missão que teria sido confiada pelos espíritos superiores.

Para que fiquem mais claros os motivos que levaram Swedenborg a pretender criar uma teologia própria, vamos tentar explicar suas razões.
Ele conhecia profundamente a Bíblia e a aceitava como sendo a palavra e a verdade de Deus, mas, ao mesmo tempo, fazia uma ressalva, sustentando que o significado do que está escrito é inteiramente diferente de seu sentido evidente e que somente ele, Swedenborg, ajudado pelos anjos, era capaz de entender e transmitir o verdadeiro sentido do que está escrito.
 Entretanto, não devemos tratá-lo como um pretensioso, pois ele era inteligentíssimo e culto.
 Para julgá-lo, o que não devemos fazer de maneira alguma, seria necessário ter também uma mente privilegiada, pois ele seria considerado como um "fora de série".

Desconsiderando sua pretensão de ser o único capaz de interpretar a Bíblia, chega-se à conclusão de que Swedenborg falou a verdade quando disse que o significado do que está escrito é inteiramente diferente de seu sentido óbvio.
 No livro A Caminho da Luz, psicografado por Chico Xavier, Emmanuel, mentor espiritual do médium mineiro, esclarece que o Antigo Testamento é um repositório de conhecimentos secretos dos iniciados do povo judeu e que somente os grandes mestres da raça poderiam interpretá-los fielmente, nas épocas mais remotas.

Portanto, a primeira elaboração teórica de Swedenborg não foi filosófica nem científica, mas teológica.
Ele chegou a construir uma complicada interpretação da Bíblia por meio de um sistema de símbolos, dizendo-se o único detentor da verdade, à qual tinha acesso com o auxílio dos anjos.
 Essa pretensão o levou, naturalmente, à convicção da infalibilidade, ou seja, suas explicações deveriam ser aceitas sem discussões. Swedenborg via o mundo espiritual, conversava com os espíritos, recebia deles instruções diretas e, por isso, julgava-se capaz de explicar tudo, sem maiores preocupações. Tornou-se um místico, distanciando-se da experiência científica a que se dedicava anteriormente.

Essa curiosa posição de Swedenborg o transformou em um elo entre dois períodos da evolução espiritual humana.
 De um lado, temos o horizonte profético, carregado de misticismo, impondo-lhe o seu peso.
De outro, o horizonte civilizado, que abre suas perspectivas em direção ao cenário espiritual. Ele permaneceu no limite desses dois mundos.
Através de sua teologia, firmou-se no passado e com sua doutrina das esferas, que formularia logo a seguir, projetou-se ao futuro. Escrevia seus livros complicados em latim, mas, apesar disso, apresentava uma nova visão do problema espiritual.


Semelhança de Informações:

O que faz Emmanuel Swedenborg ser um precursor do Espiritismo é a sua posição diante do mundo espiritual, que ele considerava de maneira quase positiva.
 Segundo ele, após a morte, os homens vão para esse mundo e não são julgados por tribunais, mas por uma lei que determina as condições nas quais passarão a viver, ou seja, em planos superiores ou inferiores nas diferentes esferas da espiritualidade.
 Para Swedenborg, anjos e demônios nada mais eram do que seres humanos desencarnados em diferentes fases de evolução.

Suas descrições do mundo espiritual se assemelham bastante às que encontramos nas comunicações passadas a Allan Kardec ou recebidas atualmente por nossos médiuns.
 O inferno não é um lugar de castigo eterno, mas um plano inferior do qual os espíritos podem seguir para outros mais elevados, purificando-se.
É impressionante também como suas informações do mundo espiritual são absolutamente semelhantes às que André Luiz nos passou muito tempo depois em seus livros, descrevendo uma das cidades do mundo espiritual e seus habitantes. Swedenborg nos fala da arquitetura, do artesanato, das flores, dos frutos, da arte, da música, da literatura, da ciência, dos esportes etc.
Sustentava também que uma densa nuvem havia se formado ao redor da Terra devido à grosseria psíquica da humanidade e que, de tempos em tempos, ocorria um julgamento e uma limpeza.

Dessa forma, as atitudes proféticas de Swedenborg são indiscutíveis.
 Diante dos fenômenos observados por esse homem extraordinário, dotado de vastos conhecimentos em diversas áreas e interesse por outros ramos científicos, não se coloca posição de crítica, mas de passiva aceitação
. Ele se considerava eleito para uma missão espiritual, senhor de uma revelação pessoal e, portanto, incumbido de ensinar de forma dogmática o que lhe era revelado.
Neste ponto, diferenciava-se de Kardec, que não se julgava um profeta, mas um pesquisador, um observador dos fatos, dos quais deveria deduzir a necessária interpretação de forma racional.

No entanto, tiramos uma importante lição da vida e da obra de Emmanuel Swedenborg:
O Espiritismo está certo em condenar a formulação de teorias pessoais pelos videntes e encarecer a necessidade da metodologia científica para verificação da verdade espiritual.
Swedenborg foi o último dos reveladores pessoais e abriu perspectivas para a nova era, que deveria surgir com Kardec.
 O que vale em sua obra não é a interpretação pessoal dos fatos, mas estes em si, confirmados posteriormente pela observação e pela experimentação espírita, dando aos homens uma concepção nova da vida presente e futura.  



Conheça algumas das informações passadas por Emmanuel Swedenborg que descreu em suas visões do mundo espiritual.

* Somos julgados automaticamente por uma lei espiritual e o resultado é determinado pela soma dos nossos atos durante a vida, de forma que a absolvição ou o arrependimento no leito de morte tem pouco proveito.

* O mundo para onde vamos depois da morte consiste em várias esferas, representando outros tantos graus de luminosidade e felicidade. Cada um de nós irá para aquela que se adapte à nossa condição espiritual.

* Nessas esferas, o cenário e as condições de vida são idênticas às da Terra, assim como a estrutura da sociedade. Existem casas onde vivem famílias, templos onde se praticam cultos religiosos, auditórios onde se realizam reuniões para fins sociais, palácios onde parecem morar os chefes etc.

* A morte é suave, dada a presença de seres celestiais que ajudam os recém-chegados em sua nova existência. Estes passam imediatamente por um período de repouso e alguns reconquistam a consciência em poucos dias, segundo a nossa contagem de tempo.

* Há anjos e demônios, mas não são de ordem diversa da nossa. São seres humanos que tinham vivido na Terra e que são almas retardatárias, como demônios, ou altamente desenvolvidas, como anjos.

* O homem nada perde nem se modifica com a morte. Sob todos os pontos de vista, ainda é um homem, porém, mais perfeito do que quando na matéria. Leva consigo seus hábitos adquiridos, preocupações e preconceitos.

* Todas as crianças são recebidas igualmente, sejam batizadas ou não. Crescem no outro mundo. Jovens lhes servem de mães até chegarem às suas mães verdadeiras.

* Não há penas eternas. Os que se acham no inferno podem trabalhar para sua saída, desde que sintam vontade. Os que se acham no céu trabalham por uma posição mais elevada.

* Aqueles que saem da Terra velhos, decrépitos, doentes e deformados recuperam a juventude e o completo vigor. Os casais continuam juntos se os seus sentimentos recíprocos os atraem, caso contrário, a união fica desfeita.
  
Fonte: 
http://www.autoresespiritasclassicos.com/Autores%20Espiritas%20Classicos%20%20Diversos/Swedenborg/PEQUENA%20BIOGRAFIA%20SWEDENBORG.htm
 Imagem: Google

COMUNICAÇÃO DE UM GOVERNADOR EGIPICIO

9 de jul de 2011



Leitor amigo, trouxemos um material extraída de um dos volumes da Revista Espírita, que era dirigida por Allan Kardec. Trata-se da comunicação mediúnica recebida por um dos médiuns que auxiliava Kardec, tudo indica que era de Ermance .
O espírito identificou-se como Mehmet Ali, que foi vice Rei Egito em 1805 até 1848. Era o Governador do Império Otamano, é conhecida em árabe como  Muḩammad ‘Alī (محمد علي باشا).
Ele teve um grande papel no governo do Egito, muitos o consideram como um dos fundadores do Egito Moderno, realizando mudanças no país, e foi um grande diplomata, crescendo assim os laços do Egito com outros países.
Deixei em vermelho umas perguntas e repostas que achei mais relevantes, quando ele trata das antigas religiões e principalmente do Cristianismo.

Boa leitura,

Luciano Dudu

Méhémet-Ali, antigo paxá do Egito

Revista Espírita, abril de 1858

Comunicação mediunica recebida nas sessões dirigidas por Allan Kardec em 16 de março de 1858.

1. Que vos animou a atender o nosso apelo?

- R. Para vos instruir.

2. Estais contrariado por estar vindo entre nós, e responder às perguntas que desejamos vos endereçar?

- R. Não; as que tiverem por objetivo a vossa instrução, eu consinto.

3. Que prova podeis nos dar da vossa identidade, e como poderemos saber que não é um outro Espírito que toma vosso nome?

- R. De que isso serviria?

4. Sabemos por experiência que Espíritos inferiores, freqüentemente, ostentam nomes supostos, e foi por isso que fizemos esse pedido.

- R. Eles ostentam também as provas; mas o Espírito que toma uma máscara se revela, também ele mesmo, por suas palavras.

5. Sob qual forma e em qual lugar estais entre nós?

- R. Sob a que leva o nome de Méhémet- Ali, perto de Ermance.

6. Estaríeis satisfeito se vos cedêssemos um lugar especial?

- R. Sobre a cadeira vazia.

Nota. Havia, perto dali, uma cadeira vazia à qual não se havia prestado atenção.

7. Tendes uma lembrança precisa da vossa última existência corporal?

- R. Não a tenho ainda

precisa; a morte deixou-me a sua perturbação.

8. Sois feliz?

- R. Não; infeliz.

9. Sois errante ou reencarnado?

- R. Errante.

10. Lembrai-vos o que foste antes de vossa última existência?

- R. Era pobre na Terra; invejei as grandezas terrestres; subi para sofrer.

11. Se pudésseis renascer na Terra, que condições escolheríeis de preferência?

- R. Obscura; os deveres são menores.

12. Que pensais agora da posição que ocupastes em último lugar na Terra?

- R. Vaidade do nada! Quis conduzir homens; soubesse eu conduzir a mim mesmo!

13. Diz-se que a vossa razão esteve alterada, desde há algum tempo; isso é verdade?

- R. Não.

14. A opinião pública aprecia o que fizestes pela civilização do Egito, e vos coloca na posição dos maiores príncipes. Com isso, experimentais satisfação?

- R. Que me importa! A opinião dos homens é o vento do deserto que levanta a poeira.

15. Vedes com prazer vossos descendentes caminharem na mesma senda, e vos interessais por seus esforços?

- R. Sim, uma vez que têm por objetivo o bem comum.

16. Reprovam-se-vos, no entanto, atos de uma grande crueldade: deles vos arrependeis agora?

- R. Eu os expio.

17. Vedes aqueles que haveis feito massacrar?

- R. Sim.

18. Que sentimentos experimentam por vós?

- R. O ódio e a piedade.

19. Desde que haveis deixado esta vida, revistes o sultão Mahmoud?

- R. Sim; em vão fugimos um do outro.

20. Qual sentimento experimentais, um pelo outro, agora?

- R. A aversão.

21. Qual é a vossa posição atual sobre as penas e as recompensas que nos esperam depois da morte?

- R. A expiação é justa.

22. Qual foi o maior obstáculo que tivestes de combater para o cumprimento dos vossos objetivos progressistas?

- R. Eu reinava sobre escravos.

23. Pensais que se o povo que governastes fosse cristão, teria sido menos rebelde à civilização?

- R. Sim; a religião cristã eleva a alma; a religião muçulmana não fala senão à matéria.

24. Quando vivo, vossa fé na religião muçulmana era absoluta? -

- R. Não; eu acreditava num Deus maior.

25. Que pensais disso agora?

- R. Ela não faz os homens.

26. Maomé tinha, segundo vós, uma missão divina?

- R. Sim, mas que a prejudicou.

27. Em que a prejudicou?

- R. Quis reinar.

28. Que pensais de Jesus?

- R. Este veio de Deus.

29. Qual dos dois, Jesus ou Maomé, que, segundo vós, tem feito mais para a felicidade da Humanidade?

- R. Por que o perguntais? Que povo Maomé regenerou? A religião cristã saiu pura das mãos de Deus; a religião maometana é a obra de um homem.

30. Credes uma dessas duas religiões destinada a se apagar de sobre a Terra?

- R. O homem progride sempre; a melhor permanecerá.

31. Que pensais da poligamia, consagrada pela religião maometana?

- R. É um dos laços que retêm na barbárie os povos que a professam.

32. Credes que a submissão da mulher esteja segundo os objetivos de Deus?

- R. Não; a mulher é igual ao homem, uma vez que o Espírito não tem sexo.

33. Diz-se que o povo árabe não pode ser conduzido senão com rigor, não credes que os maus tratos o embrutecem mais do que o submetem?

- R. Sim; é o destino do homem; ele se avilta quando é escravo.

34. Poderíeis nos reportar aos tempos da antigüidade, quando o antigo Egito estava florescente, e nos dizer quais foram as causas da sua decadência moral?

- R. A corrupção dos costumes.

35. Parece que fazeis pouco caso dos monumentos históricos que cobrem o solo do Egito; não compreendemos essa indiferença da parte de um príncipe amigo do progresso.

- R. Que importa o passado! O presente não o substituiria.

36. Consentiríeis em vos explicar mais claramente?

- R. Sim; não seria preciso lembrar ao antigo Egito degradado um passado muito brilhante: não o teria compreendido. Desdenhei o

que me pareceu inútil; não poderia me enganar?

37. Os sacerdotes do antigo Egito tinham conhecimento da Doutrina Espírita? -

R. Era a deles.

38. Recebiam manifestações?

- R. Sim.

39. As manifestações que obtinham os sacerdotes egípcios tinham a mesma fonte das que Moisés obtinha?

- R. Sim, ele foi iniciado por aqueles.

40. Por que as manifestações de Moisés eram mais poderosas o que as dos sacerdotes egípcios?

- R. Moisés queria revelar; os sacerdotes egípcios não tendiam senão a ocultar.

41. Pensais que a doutrina dos sacerdotes Egípcios tinha qualquer relação com a dos Indianos?

- R. Sim; todas as religiões mães estão ligadas entre si por laços quase invisíveis; decorrem de uma mesma fonte.

42. Qual é, das duas religiões, a dos Egípcios e a dos Indianos,

que é a mãe da outra?

- R. Elas são irmãs.

43. Como ocorre que vós, em vossa vida tão pouco esclarecido sobre estas questões, possa respondê-las com tanta profundidade?

- R. Em outras existências as aprendi.

44. No estado errante, em que estais agora, tendes, pois, pleno conhecimento das vossas existências anteriores?

- R. Sim, salvo da última.

45. Haveis, pois, vivido no tempo dos Faraós?

- R. Sim; três vezes vivi sobre o solo egípcio: sacerdote, mendigo e príncipe.

46. Sob qual reinado fostes sacerdote?

- R. É tão antigo! O príncipe era vosso Sesostris.

47. Pareceria, segundo isso, que não progredistes, uma vez que

expiais, agora, os erros da vossa última existência?

- R. Sim, progredi lentamente; era eu perfeito para ser sacerdote?

48. Foi porque fostes sacerdote naquele tempo, que pudestes nos falar, com conhecimento de causa, da antiga religião dos Egípcios?

- R. Sim; mas não sou bastante perfeito para tudo saber; outros lêem no livro do passado como num livro aberto.

49. Poderíeis nos dar uma explicação sobre o motivo da construção das pirâmides?

- R. É muito tarde.

(nota - Eram quase onze horas da noite.)

50. Não vos faremos mais do que essa pergunta; consenti em respondê-la, eu vos peço.

- R. Não, é muito tarde, essa pergunta conduzirá a outras.

51. Teríeis a bondade de nos responder numa outra ocasião?

-R. Eu não me comprometo.

52. Nós vos agradecemos, nada obstante, pela complacência com a qual consentistes em responder às nossas perguntas.

- R. Bem! Eu voltarei.

Fonte: Allan Kardec, Reve Spirite,Journal D'ÉTUDES PSYCHOLOGIQUES-Tradução: SALVADOR GENTILE; Revisão: ELIAS BARBOSA; 1a edição - 1.000 exemplares – 1993 FEB

PROVAS EXPERIMENTAIS POR LEON DENIS

8 de jul de 2011


Fiel leitor, nesta coletânea de artigos do autor Leon Denis, traduzido por  Paulo A Ferreira e revisado por : Lucia F. Ferreira, contendo 18 paginas, sob o título de:  “O porquê da vida”, ele dá uma ênfase explicando assuntos interessantes como: solução racional dos problemas da existência, espírito e matéria, vidas sucessivas, justiça e progresso, o propósito supremo dentre outros temas importantes.
Resolvemos trazer para você meu amigo leitor, o Tema PROVAS EXPERIMENTAIS.
No material ele discorre sobre os problemas da vida, mostra como a Doutrina Espírita traz as explicações necessárias para entender o motivo de estarmos neste mundo, para onde iremos, e uma proposta a ser seguida de comportamento moral e explica sobre reencarnação, lei de causa e efeito, justiça Divina, explica o conceito de Espírito e Matéria.
No capítulo Provas experimentais ele recorda a parte histórica da humanidade na busca da espiritualização e mostra espíritos que transitaram neste Orbe com intuito de auxiliar no progresso da Humanidade na corrente do pensamento e da espiritualização da Humanidade. Ele aborda de uma forma convincente que a Doutrina dos Espíritos, vem trazer o norte que a humanidade precisava, e cita nome de grandes homens contemporâneos à sua época, que estudavam de forma metódica a proposta codificada pelo mestre Allan Kardec.
Fique agora com o autor Leon Denis, trazendo as explicações da Provas Experimentais.
Boa Leitura e reflexão

Luciano Dudu.




“A solução que acabamos de dar aos problemas da vida está baseada na mais rigorosa lógica.
 Está de acordo com as convicções dos grandes gênios da Antiguidade, com os ensinamentos de Sócrates, de Platão, de Orígenes, dos druidas, cujas profundas visões, hoje reconstituídas pela história, têm confundido o espírito humano há vinte séculos.
Ela forma o fundo das filosofias do Oriente. Tem inspirado obras e atos sublimes; nossos pais, os Gauleses, daí tiraram sua indomável coragem, seu desdém pela morte.
Nos tempos modernos, tem sido professada por Jean Reynaud, Henri Martin, Esquirros, Pierre Leroux, Victor Hugo, etc.
Todavia, malgrado seu caráter absolutamente racional, malgrado a autoridade das tradições sobre as quais repousam, essas concepções seriam qualificadas de puras hipóteses e relegadas ao domínio da imaginação, se não pudéssemos assentá-las sobre uma base inquebrantável, sobre experiências diretas e sensíveis, à disposição de todos.
Fatigado das teorias e dos sistemas, o espírito humano, ante toda nova afirmação, reclama hoje por provas. Essas provas da existência da alma, de sua imortalidade, o Espiritualismo experimental nos traz materiais, evidentes. Basta observá-las fria e seriamente, estudando com perseverança os fenômenos psíquicos, para se convencer de sua realidade e de sua importância e para sentir as vastas conseqüências que terão do ponto de vista das transformações sociais, por trazer uma base positiva, um sólido ponto de apoio às leis morais e ao ideal de justiça, sem os quais nenhuma civilização poderia crescer.
As almas dos mortos se revelam aos humanos.
Manifestam sua presença, conversam conosco, nos iniciam nos mistérios das reencarnações, nos esplendores desse porvir que será nosso.
Isto é um fato real, muito pouco conhecido e muito freqüentemente contestado. As Experiências Espíritas têm sido acolhidas com sarcasmo e todos que disso têm se ocupado, desde o início, têm sido achincalhados, ridicularizados, considerados como tolos.
Tal tem sido em todos os tempos o destino das novas idéias, o acolhimento reservado às grandes descobertas. Considera-se como trivial a utilização das mesas girantes; mas as maiores leis do universo, as mais poderosas forças da natureza, não foram reveladas de uma maneira mais imponente.
 Não é graças às experiências feitas com rãs que a eletricidade foi descoberta?
A queda de uma maçã demonstrou a atração universal, e a ebulição de uma marmita, a ação do vapor. Quanto a serem taxados de loucos, os espíritas compartilham nesse ponto a sorte de Salomão de Caus, (2) de Harvey, (3) de Galvani (4) e de tantos outros homens de gênio.
É digno de nota que: a maior parte dos que criticam apaixonadamente esses fenômenos não os têm nem observado nem estudado, ou o têm feito bem superficialmente; ora, entre o número dos que os conhecem e afirmam a sua existência, estão os maiores sábios da época.
 Entre esses estão, na Inglaterra: Sir W. Crookes, membro da Sociedade Real de Londres, físico eminente a quem se deve a descoberta da matéria radiante; Russel Wallace, o adversário de Darwin; Warley, engenheiro chefe dos telégrafos; F. Myers, presidente da Sociedade de Pesquisas Psíquicas; O. Lodge, reitor da
Universidade de Birmingham; na América, o jurisconsulto Edmonds, presidente do Senado; o professor Mappes, da Academia nacional; na Alemanha: o astrônomo Zoellner; na França: Camille Flammarion, o doutor Peul Gibier, aluno de Pasteur, Vacquerie, Eugène Nus, C. Fauvety, o Coronel de Rochas, o professor Charles Richet, membro do Instituto, o doutor Maxwell, procurador geral da Corte de apelação de Bordeaux.
Na Itália o célebre professor Lombroso, que após ter contestado por muito tempo a possibilidade dos fatos espíritas, os estudou e então reconheceu publicamente a realidade. Quanto tem sido dito sobre qual lado teria garantias de ter procedido a um exame sério e a uma madura reflexão! Galileu, àqueles que negavam o movimento da Terra respondia "E por si move!" Crook esse pronuncia assim no assunto dos fatos espíritas: "Eu não disse que isso poderia ser, disse que é”. A verdade, no início qualificada de utopia, acaba sempre por prevalecer.
Constatamos, entretanto que a atitude da imprensa a respeito desses fenômenos está sensivelmente modificada.
 Não se graceja e ridiculariza mais; entrevê-se aí que há qualquer coisa de seriedade.
Os grandes jornais de Paris, O Figaro, o Matin, o Eclair, o Journal, o Petit Parisien, etc., publicam freqüentemente sérios artigos sobre essas matérias.
 A doutrina do espiritualismo experimental se expande no mundo com uma rapidez prodigiosa.
Nos Estados-Unidos, seus adeptos se contam por milhões; na Europa ocidental ela está começando e até nos meios mais afastados, sociedades de investigação se fundam, numerosas publicações aparecem.
 Um instituto metafísico foi fundado em Paris, com o concurso do Estado, para o estudo experimental desses fatos.
O concurso de indivíduos particularmente dotados é indispensável para a obtenção dos fenômenos psíquicos.
Os Espíritos não podem agir sobre os corpos materiais, impressionando nossos sentidos, sem uma provisão de fluidos animais que tomam por empréstimo a indivíduos denominados médiuns.
 Todo o mundo possui rudimentos de mediunidade, que pode ser desenvolvida pelo trabalho e pelo exercício.
A alma, em sua existência de além-túmulo, não está desprovida de forma.
Possui um corpo fluídico, de matéria vaporosa, quintessenciada, chamada perispírito, que preexiste e sobrevive ao corpo material, do qual é ao mesmo tempo a matriz, o modelo e o motor.
 Esse perispírito ou corpo fluídico possui todo um organismo sutil, e é por sua ação, combinada com o fluido vital dos médiuns, que o Espírito se manifesta aos homens, fazendo-os ouvir golpes, deslocando objetos, correspondendo-se por sinais convencionados. Em certos casos, pode mesmo se tornar visível, tangível, produzir a escrita direta, mensagens, e até impressões e moldagens de seu envelope materializado.
Todos esses fatos têm sido observados milhares de vezes pelos sábios para isto designado e por pessoas de toda classe, de todas as idades e de todos os países.
Eles provam experimentalmente a existência, em torno de nós, de um mundo invisível, povoado de almas que deixaram a Terra, entre as quais se encontram as que tínhamos conhecido e amado, e a quem nos juntará um dia.
São elas que nos ensinam a filosofia consoladora e grandiosa da qual esboçamos acima os traços essenciais.
E que se repare bem que essas manifestações, consideradas, por tantos homens - sob o império dos prejulgamentos estreitos - como estranhas, anormais, impossíveis, sempre têm existido. Relacionamentos constantes têm unido o mundo dos Espíritos ao mundo dos vivos.
 A história o comprova. A aparição de Samuel a Saul, o gênio familiar de Sócrates, aqueles do Tasse (5) e de Jérôme Cardan (6), as vozes de Joana d'Arc e tantos outros fatos análogos, procedem das mesmas causas.
 Somente, que eram considerados outrora como sobrenaturais e miraculosos, apresentando-se hoje com um caráter racional, como um conjunto de fatos regidos por leis rigorosas, cujo estudo faz nascer em nós uma convicção profunda, esclarecida.
O mundo invisível não é em realidade senão o prolongamento do mundo visível.
Além dos limites traçados por nossos sentidos, há formas de matéria e de vida das quais a ciência cada vez mais admite a possibilidade, depois que a descoberta da matéria radiante, a aplicação dos raios X, os trabalhos de Hertz sobre a telegrafia sem fio, de Lockyer sobre as nebulosas, aqueles de Becquerel, Curie e de Lebon sobre a radioatividade dos corpos, lhe abriram todo um domínio ignorado da natureza.
Os fatos espíritas, como se vê, longe de serem desprezíveis, constituem umas das maiores revoluções intelectuais e morais que se tem produzido na história do globo.
Eles são o mais sério argumento que se pode opor ao materialismo. A certeza de viver do lado de lá do túmulo, na plenitude de nossas faculdades e de nossa consciência, faz perder o temor da morte.
O conhecimento das situações felizes ou penosas, vividas pelos Espíritos por suas boas ou más ações, tem uma poderosa ação moral. A perspectiva dos progressos infinitos, das conquistas intelectuais, que esperam todos os seres e os conduz para destinos comuns, pode, por si só, aproximar os homens, unindo por laços fraternais.
A doutrina do Espiritismo experimental é a única filosofia positiva que responde a todas as necessidades morais da humanidade”.

Leon Denis.

Fonte: Leon Denis; O Porquê da Vida,Provas Experimentais; traduzido por : Paulo A Ferreira e revisado por : Lucia F. Ferreira
Imagem: Googl

Leia com atenção

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Nota de esclarecimento

As imagens contidas neste blog, são retiradas do banco de imagens da rede web.
Agradeço a todos que compartilham na rede tais imagens e até mesmo textos.
Caso haja algum problema de utilização em meu blog de algum material de sua autoria, entre em contato para que eu proceda a retirada.
Luciano Dudu