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CIÊNCIA ESPÍRITA, REFLEXÕES FILOSÓFICAS

21 de out de 2011


Fiel leitor este artigo foi cedida pela minha irmã em Cristo Márcia Prata, idealizadora do blog compreendereevoluir.blogspot.com
O material refere-se a um artigo escrito por Nubor Orlando Facure.
Boa leitura e reflexão

Luciano Dudu

Na condenação de Galileu ele foi obrigado a refugiar-se em sua própria casa e renunciar aos princípios científicos que divulgava.
 A Igreja da época estava dando o recado de que não suportaria a perversão dos fundamentos aristotélicos que ela adotava.
 O sistema do mundo criado por Deus correspondia ao que Aristóteles e Ptolomeu haviam decifrado: “Deus, como Ser supremo e onipotente, criou e pôs o mundo em movimento e, desde então, tudo funciona com perfeição e harmonia, com ou sem a sua presença.” “Ele estabeleceu a ordem para o Universo e nada pode mudá-la.”
 “As estrelas que estão fixadas e imóveis nas abóbadas do firmamento são formadas de uma substância divina diferente da que existe no mundo sublunar.”
 “A Terra ocupa o centro do Universo e o Sol, que vai de um extremo ao outro do horizonte, serve de lâmpada que ilumina o céu.”
 “Tudo que é perfeito e escapa ao entendimento humano é obra de Deus.”
 “O círculo é tido como a figura perfeita, submetendo os planetas a uma órbita circular nas suas trajetórias em volta do Sol.”
 “Não há qualquer ligação entre a vida do homem e a dos animais, eles fazem parte da criação apenas para povoarem o mundo.”
 “O Homem conhecido na época era o homem branco, originado de um casal criado no paraíso, de onde foi expulso por ceder à tentação do sexo.”
 “Condenado a viver na Terra, terá de seguir os mandamentos da Lei de Deus, que só a Igreja é competente para revelar, podendo ser salvo ou condenado a penas eternas conforme sua submissão.”
Como doutrina que esclarece o início e o fim do Homem, a Religião da época era um sistema acabado, pronto, e que não admitiria mudanças desnecessárias.
 Seu conteúdo era completo e suficiente para consolar e aliviar nossas dores, ensinar a tolerância aos nossos sofrimentos, justificar a incoerência aparente da Justiça divina e garantir a salvação para os fiéis submissos aos seus sacerdotes.
 As desigualdades também ocorrem por obra e vontade de Deus e não nos compete desafiá-Lo em seus desígnios.
Conseguindo “explicar” os mistérios do mundo e da vida, as concepções religiosas desempenhavam um papel superior ao da ciência iniciante que Galileu inaugurava na época.
 A religião com esse formato fornece segurança, conforta no sofrimento, alivia nossos medos, faz troca com nossos “pecados” e assegura a esperança numa vida futura, onde conseguiremos obter o que a Terra não nos privilegiou.
A Ciência – o estatuto do conhecimento verdadeiro, racionalidade, indeterminação, pensamento livre para criar a sua verdade.
Galileu criou um novo sistema de entendimento do mundo, daí o perigo que ele representava para a Igreja.
Usa o raciocínio matemático para comprovar as teses de Copérnico, deslocando o Sol para o centro e colocando a Terra no cortejo dos planetas ao seu redor.
 Num mundo tido como regular e perfeito ele descobre as irregularidades da superfície lunar onde viu suas crateras.
 Num sistema tido como imutável ele acrescentou luas acompanhando o planeta Júpiter, que não foram descritas por Aristóteles.
Ao mesmo tempo, o alicerce da Igreja via-se abalado por novas descobertas que se sucederam rápidas.
Ticho Brahe testemunhou por dois meses a passagem de uma estrela nova no firmamento, que a Igreja supunha fixo e invariável.
Johanes Kepler comprovou matematicamente que as órbitas dos planetas são elípticas e não círculos perfeitos como se supunha. René Descartes construiu um sistema filosófico que permitiria separar o corpo da Alma, e André Vessálius inaugurou o estudo da anatomia humana num corpo que lhe parecia comportar-se como uma máquina, capaz de mover-se com músculos sem a ajuda do Espírito.
Mais tarde, Isaac Newton, identificou a “força atrativa” que mantém os astros em suas órbitas, que movimenta as águas dos oceanos, no sobe e desce das marés, e provoca a queda dos corpos.
Gradativamente as “forças imateriais” que produziriam o movimento e a ordem do Universo foram reconhecidas como “forças da gravidade”.
As Leis divinas que mantêm a regularidade dos fenômenos físicos foram substituídas por princípios matemáticos. Os “mistérios” que sustentam a vida foram compreendidos como combustão do oxigênio, fermentação dos alimentos ou metabolismo celular. Os “espíritos animais” que transitam pelo corpo humano produzindo seus reflexos e movimentos foram identificados quimicamente como neurotransmissores. A regularidade dos acontecimentos foi violada pelo princípio da incerteza. O determinismo linear de uma causa para cada efeito foi abalado pela casualidade circular em que o padrão de resposta determina a intensidade da causa.
O paradoxo: “ciência como religião” – dogmas, rituais, hierarquia, o sagrado e o profano.
Historicamente a Religião tem base na tradição cultural dos seus seguidores.
Seu conteúdo, que orienta o comportamento dos fiéis, está redigido em textos sagrados que persistem inalterados por séculos.
A linguagem aí empregada é quase sempre simbólica, permitindo interpretações conflitantes.
 Daí a importância do sacerdote e do sistema de hierarquia que os classifica. Entre esses sacerdotes são distribuídas as regalias materiais e o poder divino que os pressupõem representantes de Deus na Terra.
Por outro lado, a construção do saber produzido pela ciência é uma conquista do esforço individual ou de um grupo de pesquisadores. Seus textos, embora redigidos em linguagem técnica, procuram ser o mais claro possível para compreensão dos interessados.
 A verdade é procurada exaustivamente pela observação ou pela experimentação.
Textos escritos ou opiniões pronunciadas por personalidades hierarquicamente destacadas têm importância relativa e, para serem aceitas, precisarão submeter-se a comprovações realizadas por experimentadores independentes.
 O conhecimento científico tem duração relativamente curta, costumam reunir-se em um conjunto de proposições teóricas que constituem um paradigma e, de tempos em tempos, os cientistas envolvem-se na tentativa de proporem novos e mais adequados paradigmas.
A Ciência não deixou de ocupar-se, também, com dilemas que sempre estiveram sob o domínio das religiões. Ela tem, a seu modo, uma proposta para a origem do Universo e da vida na Terra.
 É apropriado para a Ciência pesquisar o mecanismo que desencadeia os fenômenos, como eles acontecem, mais do que tentar explicar por que eles acontecem.
 Ela se ocupa minuciosamente com a causa da dor e muito pouco com o porquê do sofrimento humano. A opção da Ciência é esclarecer, mais do que consolar.
Já é aceito por todos que para fazer ciência é preciso adotar o método científico. Classicamente a pesquisa precisa estar enquadrada na liturgia do método. Usa-se a dedução ou a indução; a observação ou a experimentação.
 Os fenômenos estudados fornecem os elementos que, aplicados a raciocínios matemáticos, fornecem o valor da verdade descoberta.
Algumas proposições científicas já estão de tal forma comprovadas e aceitas que deverão ter a duração eterna das verdades sagradas das religiões - a gravidade existe como força de atração em todo universo - a energia tem valor inviolável, ela se transforma, mas, não se cria nem se perde – o calor tende a se dispersar, assim como toda energia do universo onde a tendência é o caos - a luz é um fenômeno eletromagnético - a matéria visível em todo universo é da mesma natureza da matéria existente na Terra - as moléculas de todas as substâncias estão em constante movimento - a variedade das espécies se deve à evolução pela seleção natural. A Ciência Espírita - Fundamentos teóricos, controle experimental, filosofia espiritualista e conteúdo moral.
O texto da Doutrina Espírita teve início com as revelações transmitidas por Espíritos desencarnados de natureza superior, com o propósito de esclarecerem e orientarem a humanidade.
Os objetos de estudo da Doutrina Espírita incluem o mundo espiritual, os seres que o habitam, suas relações com o mundo material e as consequências dessa relação.
Para o Espiritismo, a grandiosidade do Universo e as leis inteligentes que o governam são provas suficientes para comprovarem a existência de Deus.
Deus é criador de tudo que existe e sua criação é incessante. Na situação evolutiva em que se encontra a humanidade, ainda não temos condições de compreender a origem do Universo e da vida na Terra.
O que se tem como certo é que Deus sempre criou e sempre continuará criando.
Existem dois elementos fundamentais no Universo, o espiritual e o material. O elemento espiritual tem início como “princípio inteligente”. Essa “centelha espiritual” transita do mundo espiritual ao mundo material, ocupando corpos que lhe permitem evoluir na escala da vida inteligente na Terra.
 O Universo é preenchido por um “fluido” de natureza sutil, com propriedades que ainda escapam ao nosso entendimento. É dele que se origina toda a matéria conhecida. As propriedades das substâncias só existem em função desse fluido, e pela sua atuação essas propriedades podem sofrer as mais diversas alterações.
A acidez ou a alcalinidade é dada pela presença desse fluido e, por sua atuação, um copo de água pode curar ou produzir malefícios.
Existe um propósito divino na criação.
 Estamos todos destinados a caminhar pela extensa fieira das existências, na Terra ou em outros mundos, buscando a condição de Espíritos angélicos que um dia atingiremos.
Deus atua por meio de Leis que a inteligência humana irá gradativamente descobrindo. Estamos todos “mergulhados no pensamento de Deus” e nada que ocorre no Universo escapa ao seu consentimento.
 Somos livres para agir e obrigados a arcar com as consequências dos nossos atos. Cada um é responsável pelo seu próprio destino. As Leis morais são pressentidas pela consciência de todos nós e, à medida que a humanidade avançar na sua evolução, o Homem será cada vez mais consciente da aplicação dessas Leis.
O mundo espiritual está permanentemente em íntimo contato com o mundo material. Um e outro processam trocas fluídicas entre si e exercem influência sobre o outro. Essa interferência recíproca é tão intensa que não há como permanecer sem sua convivência. Uma multidão de Espíritos desencarnados transita com cumplicidade em todos os ambientes da Terra. Eles nos acompanham e nós os atraímos compartilhando com eles nossa intimidade.
 Os pensamentos, que frequentemente temos como sendo nossos, são, muitas vezes, o pensamento deles.
 Dentro das Leis divinas está estabelecido que atraímos para nossa companhia aqueles com quem sintonizamos os nossos propósitos. O bem atrai os bons e o mal convive com a ignorância.
Por envolver o mundo espiritual e os Espíritos que aí habitam, não temos controle da comunicação espiritual, e os métodos da ciência humana, seu sistema de controle e experimentação não se aplicam à ciência do Espírito. Entretanto, alguns homens têm em sua constituição uma disposição especial que lhes permite entrar em contato lúcido com os Espíritos desencarnados.
Trata-se do fenômeno da mediunidade, que se registra em todos os povos e em todas as épocas da humanidade.
 A mediunidade é o grande campo de experimentação em que a doutrina espírita se apoia para revelação e comprovação dos seus postulados.
 A expectativa futura é de que no decorrer dos séculos todos os homens possam estar conscientes do seu intercâmbio com o mundo espiritual. Os fenômenos mediúnicos explicam uma série de ocorrências frequentemente tidas como sobrenaturais ou produzidas por uma energia desconhecida.
 A transmissão do pensamento, a visão a distância, as premonições, a xenoglossia, a psicometria, a psicografia e a psicofonia são exemplos já bem estudados e esclarecidos pelo Espiritismo.

Autor do artigo
NUBOR ORLANDO FACURE

Fonte: http://compreendereevoluir.blogspot.com/2011/07/ciencia-espirita-reflexoes-filosoficas.html





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Luciano Dudu