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Vídeo de divulgação da História e o Espiritismo

DIVALDO FALA SOBRE OBRAS ANTI DOUTRINARIAS

CURIOSIDADES DA MEDIUNIDADE DE GABRIEL DELANNE

17/01/2012


Fiel leitor, extraímos da Revista Espírita, esta publicação feita por Allan Kardec, quando ele fala da mediunidade em crianças, contado uma história real ,ocorrida com o espírita Gabriel Delanne, em sua fase de juventude.
Boa Leitura.
Luciano Dudu

 "VOSSOS FILHOS E VOSSAS FILHAS PROFETIZARÃO"

Autor : Allan Kardec

O Sr. Delanne, que muitos de nossos leitores já conhecem, tem um filho com a idade

de oito anos. 
Esse menino que ouve a cada instante falar de Espiritismo em sua família, e que freqüentemente assiste às reuniões dirigidas por seu pai e sua mãe, assim se achou

iniciado em boa hora na Doutrina, e, às vezes surpreende com a justeza com a qual

raciocina os princípios.
Isto nada tem de surpreendente, uma vez que é o eco das idéias nas quais foi embalado, também não é o objetivo desse artigo; o que o trouxe na matéria do fato que vamos reportar, é que tem seu propósito nas circunstâncias atuais.

As reuniões do Sr. Delanne são graves, sérias e mantidas com uma ordem perfeita, como devem ser todas aquelas às quais se quer fazer tirar frutos. Se bem que as comunicações escritas ali tenham o primeiro lugar, ocupa-se também acessoriamente, e a título de instrução complementar, de manifestações físicas e tiptológicas, mas como ensinamento, e jamais como objeto de curiosidade. Dirigidas com método e recolhimento, e sempre apoiadas em algumas explicações teóricas, estão nas condições desejadas para levar a convicção pela impressão que elas produzem. É em tais condições que as manifestações físicas são realmente úteis; elas falam ao Espírito e impõem silêncio à zombaria; sente-se em presença de um fenômeno do qual se entrevê a profundeza, e que se afasta até da idéia do gracejo. Se essas espécies de manifestações, das quais se tem tanto abusado, tivessem sempre se apresentado dessa maneira, em lugar de ser como divertimento e pretexto de questões fúteis, a crítica não as teria taxado de malabarismos; infelizmente, freqüentemente, não se tem senão lhe dado ensejo.
O filho do Sr. Dalanne se associa freqüentemente a essas manifestações, e influenciado pelo bom exemplo, as considera como coisa séria.

Um dia se achava na casa de uma pessoa de seu conhecimento, jogavam no pátio da casa com sua pequena prima, com idade de cinco anos, dois pequemos garotos, um de sete anos outro de quatro.
Uma senhora moradora no térreo, convidou-os a entrar em sua casa, e lhes deu bombons. As crianças, como delas se pensa bem, não se fizeram de rogadas.

Essa senhora disse ao filho do Sr. Delanne: 
Como te chamas, meu filho?
-Resp. Eu me chamo Gabriel senhora ( amigo leitor é Gabriel Dellane),
 
- Que faz teu pai? 
-Resp. Senhora, meu pai é Espírita. 
-Eu não conheço essa profissão.
- Resp. Mas, senhora, isso não é uma profissão; meu pai não é pago por isso; ele o faz com desinteresse e para fazer o bem aos homens. 
- Meu homenzinho, não sei o que quereis dizer. 
- Resp. Como! jamais ouvistes falar das mesas girantes? 
- Pois bem, meu amigo, eu muito gostaria que teu pai viesse aqui para fazê-las girar. 
- Resp. É inútil, senhora, tenho a força de fazê-las girar eu mesmo.
-Então, queres tentar, e me fazer ver como se procede? 
-Resp. De bom grado, senhora.

Dito isto, sentou-se junto de uma mesinha de salão, e fez colocar seus três pequenos companheiros, e hei-los todos os quatro pousando seriamente suas mãos em cima.
Gabriel fez uma evocação de um tom muito sério e com recolhimento; apenas terminou-a, com a grande estupefação da senhora e das crianças, a mesa se levantou e bateu com força.
- Perguntai, senhora, disse Gabriel, quem vem responder pela mesa. - A vizinha interroga, e a mesa soletra as palavras: teu pai. - Essa senhora torna-se pálida de emoção. Ela continua:
Pois bem! meu pai, quereis me dizer se devo enviar a carta que acabo de escrever? 
- A mesa respondeu: Sim, sem falta. 
- Para me provar que és bem tu, meu bom pai, quem está aqui, gostaria que me dissésseis há quantos anos morrestes?
-A mesa bateu logo oito golpes bem acentuados.
Era justo o número de anos. - Gostarias de me dizer teu nome e o da cidade onde morreste? 
- A mesa soletrou esses dois nomes.

As lágrimas jorraram dos olhos dessa senhora que não pôde continuar, tanto foi alterada

por essa revelação e dominada pela emoção.

Seguramente, este fato desafia toda suspeição de preparação do instrumento, de idéia preconcebida, e de charlatanismo. Não se pode mais colocar os dois nomes soletrados à conta do acaso.
Duvidamos muito que essa senhora teria recebido uma tal impressão numa das sessões dos Srs. Davenport, ou qualquer outro do mesmo gênero.

De resto, não é a primeira vez que a mediunidade se revela nas crianças, na intimidade

das famílias.
Não é isso o cumprimento desta palavra profética: Vossos filhos e vossas filhas profetizarão. (Atos dos Apóstolos, cap. II, v. 17.)



Fonte: Revista Espírita , Outubro de 1865, IDE, SP.

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REVISTA SER ESPÍRITA

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A metade da laranja
Nas bancas, a 18.ª edição da revista SER Espírita
Editorial - Todos sabem: relacionamentos amorosos trazem inúmeros desafios. Desde o momento do primeiro encontro até a hora em que a união é concretizada – seja com o tradicional casamento, seja apenas com a decisão do casal – várias dúvidas aparecem. Será que estou me relacionando com a pessoa mais adequada para mim? Como melhorar o relacionamento? Existe uma “pessoa ideal”? Existe a chamada “alma gêmea”?
Depois, com a decisão tomada de, finalmente, unir as ‘escovas de dentes’, aparece a outra dúvida: o que fazer para celebrar este momento? Será que preciso celebrá-lo mesmo? Como? Para os espíritas, as dúvidas são ainda maiores, já que para a Doutrina Espírita não há cerimônias. Após a união, então, surgem os desafios do dia a dia, que se tornam ainda mais intensos quando se vive junto com outra pessoa.
A SER Espírita traz na sua primeira edição de 2012 uma reportagem de Capa sobre relacionamentos afetivos. A reportagem sobre “almas gêmeas”, que está apresentada na seção Contextualização dessa edição, tenta responder aos leitores um pouco sobre as indagações que frequentemente são feitas sobre esse conceito, também questionado pela Doutrina Espírita.
Em todos os relacionamentos, ambas as partes devem estar atentas à satisfação do outro. Abrir mão de vez em quando em busca da satisfação de seu companheiro, portanto, não é tão difícil quanto se imagina. Deixar de lado as críticas destrutivas, lembrar ao outro o que há nele de mais positivo, buscar melhorar comportamentos, ser mais paciente, ser menos orgulhoso em relação às suas pretensões e, sobretudo, deixar o amor tomar conta do relacionamento são dicas preciosas para quem pretende manter uma união equilibrada e que possa contribuir com o aprendizado da dupla e também de quem está em volta.
Na Entrevista desta edição da SER Espírita, a importância de deixar a passividade de lado, em todos os setores da sociedade, é o assunto tratado pelo ex-presidente da Associação dos Divulgadores do Espiritismo (Abrade), Gezsler Carlos West.
Então, nesse ano que se inicia, a SER Espírita deixa um convite a você: vamos arregaçar as mangas e agir sempre com amor em tudo que fizermos?
Leia também nesta edição - Artigos, crônica, mensagem do espírito Leocádio José Correia, dicas de filmes e audiobooks. Além, das questões respondidas sobre Deus e Jesus; envie suas perguntas para a gente (faleconosco@serespirita.com.br).
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