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EM DEFESA DE ALLAN KARDEC POR YVONE AMARAL PEREIRA

10 de jan de 2012


Amigo leitor, ao reler o livro “Pelos caminhos da mediunidade serena”, que é uma bela obra de entrevistas com a médium Yvone Amaral Pereira, eu deparei com um tópico interessante que chamou bastante atenção e gostaria de compartilhar com todos vocês que acompanham nosso trabalho. 
Ela faz um apelo a todos espíritas, com relação a pureza doutrinaria, e sobre acontecimentos que desde 1978 já rodeava o movimento espírita no que tange a especulações sobre modernizar a doutrina espírita e ainda alguns já afirmavam que Allan Kardec estava ultrapassado. 
Na entrevista, ela demonstra preocupação, mas isto não foi surpresa para mim; conhecendo um pouco do trabalho desta grande servidora espírita, que foi e continua sendo no plano espiritual, uma verdadeira médium seguidora das bases de Allan Kardec e de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Todo tempo da entrevista fica muito claro que ela sempre zelou como médium espírita, para exercer sua missão dentro dos postulados doutrinários de forma correta e séria. 
Passaram 34 anos desta entrevista da abnegada médium, onde ela menciona tais fatos, e infelizmente temos noticias de uma vertente no movimento espírita, que comungam da tal renovação dos postulados espíritas, que ela cita, trazendo com isso cizânia no movimento Espírita. Algo que chateia grande parte de nós, que preocupamos com a causa Espírita e com o futuro da Doutrina dos Espíritos.
Eu particularmente fico muito surpreso de ter noticias de alguns assuntos abordados em obras psicografadas que de certa forma vêem trazer “novas revelações” sem o aval de tais assuntos nas obras basilares.
Ao reportar sobre este assunto, isto me traz recordações ao estudar a história do espiritismo, quando deparei com um personagem celebre da época de Allan Kardec.
Ele era advogado da corte Francesa, de nome Jean Baptiste Roustaing, personagem que comentaremos futuramente ao relatar a história do espiritismo.
Esse personagem  que de certa forma trouxe uma grande cizânia ao movimento espírita da época e em séculos posteriores com sua obra, Os quatros Evangelhos de Roustaing, As revelações da revelação, segundo ele e a sua médium exclusiva por espíritos como Mateus, Marcos, Lucas e João e coordenado nada menos por Móises.
Porém esse assunto será abordado em outra oportunidade e com muita cautela para não gerar polêmica, que não é nosso intuito e nunca será.
Voltando ao assunto tratado por Yvone Amaral Pereira, tenho apenas que comentar que  achei muito comovente o seu apelo, e demonstra sua grandeza e o verdadeiro amor a causa espírita.
Eu espero que gostem , fiquem agora com Yvone Amaral Pereira.
Boa Leitura 
Luciano Dudu



(...) "Quero fazer um pedido encarecidamente, em nome dos guias espirituais e, atém em nome de Jesus: pelo amor de Deus, meus irmãos velem pela doutrina! A doutrina precisa ser reconstituída porque há muita intervenção anti-doutrinária; estão fazendo uma mistura muito prejudicial! Há uma coisa que peço sempre a todos os espíritas amigos: zelar pela doutrina, não deixar que sejam infiltrados nela assuntos que não são doutrinários. 
A doutrina espírita é a reconstituição do cristianismo. È uma educação, para o mundo inteiro. Temos de zelar por ela, pelos ensinamentos que recebermos puros dos espíritos.
È esse o apelo que eu faço a todos os irmãos que me ouviram em nome de Jesus, durante todo o ano de 1978, com os meus votos de felicidade e o meu abraço fraterno"
Material extraído da página de n° 76 do livro Pelos caminhos da Mediunidade Serena, editora Lachâtre.
Continuando nossas pesquisas das entrevistas da abnegada médium Yvone encontramos na pagina do mesmo livro de n° 167 intitulado, “EM DEFESA DE KARDEC”, artigo que já já havia sido publicado no Anuário Espírita de 1965. Confiram:
Muito frequentemente, ouvimos adeptos do Espiritismo, declararem, não sabemos, baseados em que autoridade, que os códigos firmados por Allan Kardec foram “ultrapassados”, por obras espíritas modernas, incluindo também Léon Denis, a par do Codificador nesse conceito irreverente. 
Mesmo alguns espíritas de certa circunspeção têm afirmado tal à novidade de suas tribunas, incorrendo, portanto, em melindrosa responsabilidade perante a doutrina.
 No entanto, bastará pequeno raciocínio para observamos que, nem Allan Kardec, nem Léon Denis foram ultrapassados agora, e nem serão tão cedo, assim como não foi o Evangelho , que há dois mil anos, aos homens o mais perfeito código de moral até hoje conhecido, código que, não obstante ainda não é acatado pelos próprios cristãos, com poucas exceções visto que a própria Terra, com seus prejuízos de planeta inferior, não comporta por enquanto, a prática integral de tão elevados, princípios. E não poderia Allan Kardec estar ultrapassado, porque ainda não apareceram, depois dele, no mundo inteiro obras melhores que as por ele firmadas, sobre o mesmo assunto.
A humanidade, por sua vez, ainda não foi despertada pelos ensinamentos que os livros deles apresentam, e os próprios espíritas os conhecem tão poucos que, no próprio movimento espírita, são eles ainda desconhecidos nas suas mais belas e significativas expressões.
Conhecemos até mesmo médiuns, cuja instrução doutrinaria, se limita a uma única leitura de o evangelho segundo o espiritismo, e orientadores de sessões que apenas leram (dizemos leram e não estudaram) uma só vez o livro dos Espíritos, desconhecendo completamente as demais obras clássicas que com elas formam a estrutura doutrinária espírita; não assimilaram os dois compêndios lidos e por isso consideram superado o grande codificador, porque se integraram some nas obras modernas, as quais, conquanto excelentes, apenas irradiam detalhes extraídos da base já revelada. Isso acontece até meso com presidentes de centros e oradores o que vem a ser de suma gravidade. Se quisermos raciocinar serenamente, sem paixões nem ideias pessoais, constataremos que os nobres espíritos incumbidos da instrução aos humanos assim não pensam. 
Consideram antes Allan Kardec o mestre terreno ainda credenciado para tudo quanto voluteie em torno do espiritismo, tanto assim que tudo quanto escrevem ou ditam aos seus médiuns é baseado nos códigos kardecistas, vazados deles e neles inspirados sendo todas as teses apontadas a desenvolver em suas produções as mesmas estudadas por Kardec, além daquelas também colhidas no Evangelho Cristão.
 Allan Kardec poderá ter sido ampliado, talvez completado nos seus ensinamentos pela obra ditada do espaço visto ele próprio haver afirmado que apenas estabelecida os primeiros passos doutrinários mas ultrapassados não
Mesmo assim vemos que essa ampliação, esses complementos são inteiramente assentados em duas obras porque, se não o forem, estarão deslocados, serão ilógicos e suspeitos , o próprio raciocínio os repele diante da leitura desconexa que apresentam, como sucede a várias obras que não logram o apoio da maioria dos leitores justamente pela ausência da dita base kardecista.
Precisamos refletir que Allan Kardec somente será superado no dia em que ele mesmo aparecer na Terra, reencarnado para prosseguir o assunto ou outro à altura do mandato insigne, e quando já a maioria dos espíritas, pelo menos, tiver adquirido amplo conhecimento da revelação por ele obtida dos espíritos superiores.
Os códigos Kardecistas serão sempre surpreendentes novidades para aqueles que os consultarem pela primeira vez, como o nascimento de Jesus Nazareno de Belém de Judá é novidade para aquele que no fato presta atenção , não obstante o dito fato haver se passado há quase dois mil anos. 
Se os próprios espíritas desconhecem as verdadeiras bases da doutrina que professam, como ousaremos declarar superada a obra de Kardec? Essa obra é imortal como imortal é o Evangelho, uma vez que ambos são revelações divinas e sempre existirão cérebros e corações necessitados de renovação e esclarecimento através deles . 
Por enquanto é, com efeito, a fonte kardecista a única habilitada em assuntos de espiritismo capaz de expandir renovações para o futuro, visto ser o alicerce de quanto existe a respeito, até agora. O mais que podermos aceitar é que, em futuro talvez próximo a obra de Allan Kardec, poderá sofrer uma revisão uma vez que ele próprio preveniu esse acontecimento.
Para os espíritas, pois Kardec ainda é o grande desconhecido, dado a minoria que o conhece plenamente. 
Ele tratou de ciência, de filosofia e de moral e tais matérias, de sua grandeza, não podem ser apenas lidas uma ou duas vezes, mas estudadas continuadamente, com método analítico, observação acurada, amor e perseverança a fim de serem bem compreendidas e praticadas , e não interpretadas e sofismada , como vemos acontecer de quando em vez..

 Yvone Amaral Pereira. 





Fonte: Pelos caminhos da mediunidade serena, Editora Lachâtre
Imagem ; Google




4 comentários:

Angela Fonseca disse...

Luciano Dudu, nos livros de Inácio Ferreira, psicografados por Carlos A. Bacelli, levanta-se a possibilidade de um complô semelhante em relação a Chico Xavier, na tentativa de desacreditar sua obra de amor e entrega ao Evangelho de Jesus. Acredito que será sempre assim: como a nossa doutrina espírita hoje coaduna-se com a ciência, formando um binômio há muito pleiteado de unir conhecimento científico e religião, há conspirações sendo levadas adiante pelos irmãos sofredores das Trevas, que, como dizem, trabalham contra o Cordeiro e seus seguidores. O importante é nos mantermos conectados com o Bem, para fazermos face aos ataques da Escuridão. Gostei muito desta postagem. Um abraço, Angela
http://noticiasdacozinha.blogspot.com

sambacafepoesia disse...

Eu sempre estudei Kardec, seus livros estao na minha cabeceira.Eu vejo tambem tantas outras doutrinas que estao estudando Kardec... talvez sejam so os espiritolicos que estao querendo superar kardec...sinto muito.

Egdemberguer Magalhaes disse...

Boa Tarde,
Obrigado Dudu, e Patricia Soares,
Abraços Fraternos,

JOAO BATISTA SIQUEIRA GOMES disse...

Estou ligado ao estudo da Doutrina Espírita desde meus 15 anos, quando comecei a frequentar uma Mocidade Espírita. Desde entâo, posso dizer que a obra dos Espíritos, codificada por Kardec, enfeixa o que de melhor se pode e deve estudar. Tenho agora 62 anos, e esta recordaçâo de D. Yvonne do Amaral Pereira, tem para mim um valor especial, pois a têmpera de aço desta personalidade ímpar mostrou-me que a Doutrina nâo se pode compactuar com leviandades derivadas do egoísmo crônico dos que, além de nâo querer mudar, desejam carregar outros para seu caos particular. Para eles, lembremos o paradigma básico da Doutrina: "Forada Caridade nâo há salvaçâo", e a regra Áurea de Jesus Cristo, exarada pelos Espíritos nas obras básicas: " Faça aos outros o que queres que te façam", consagrando o bem como virtude ativa e nâo inercial. Estudemos, sim, Kardec e Jesus, sim, pois só estarâo ultrapassados quando nos tornarmos exemplos vivos de suas mensagens.

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