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COMUNICAÇÃO MEDIUNICA DO PINTOR NICOLAS POUSSIN

29 de jun de 2014

O Realismo e o Idealismo em pintura

(Sociedade Espírita de Paris - Médium, Sr. A. Didier.)

COMUNICAÇÃO I

Nicolas_Poussin_-_L'enlèvement_des_Sabines,_1637-38

 

A pintura é uma arte que tem por objetivo retratar as cenas terrestres mais belas e mais elevadas, e imitar, algumas vezes, muito simplesmente a Natureza pela magia da verdade.
É uma arte que, por assim dizer, não tem limites, sobretudo em vossa época. A arte, de vossos dias, não deve ser somente a personalidade; deve ser, se posso assim me exprimir,
a compreensão de tudo o que esteve na história, e as exigências da cor local, longe de entravar a personalidade e a originalidade do artista, estendem suas vistas, formam e depuram seu gosto, e lhes fazem criar obras interessantes para a arte e para aqueles que nela querem ver uma civilização tombada, idéias esquecidas.

A pintura, dita histórica, de vossas escolas não está, em relação com as exigências do século; e ouso dize-lo, há mais de futuro para um artista, em suas pesquisas individuais sobre a arte e sobre a história, do que nesse caminho onde comecei, diz-se, a colocar o pé.

Não há senão uma coisa que não possa salvar a arte em vossa época, é um novo impulso e uma nova escola que, aliando os dois princípios que se diz tão contrários: o realismo e o idealismo, compelem as pessoas jovens a compreender que se os mestres são assim chamados, é que viviam com a Natureza, e que sua poderosa imaginação inventava ali onde era preciso inventar, mas obedecia ali onde era preciso obedecer.
Para muitas pessoas ignorantes da ciência e da arte, as disposições, freqüentemente, trocam o saber e a observação; também se vêem, de todas as partes, em vossa época, homens de uma imaginação muito interessante, é verdade, de artistas mesmo, mas pintores, de nenhum modo; aqueles não serão contados na história senão como muito engenhosos desenhistas.

A rapidez no trabalho, a pronta entrega do pensamento, adquirem se pouco a pouco pelo estudo e pela prática, e embora possua essa imensa faculdade de tornar rápido, é preciso ainda lutar, e sempre lutar. No vosso século materialista, a arte, não digo em todos os pontos, muito alegremente, se materializa ao lado dos esforços, verdadeiramente surpreendentes, de homens célebres da pintura moderna. Por que essa tendência? É o que indicarei numa próxima comunicação.

COMUNICAÇÃO II


Para bem compreender a pintura, como disse em minha última comunicação, seria preciso ir da prática à idéia, da idéia à prática. Passei a minha vida, quase inteira, em Roma; quando contemplava as obras dos mestres, esforçava-me por compreender, em meu
Espírito, a ligação íntima, as relações e a harmonia do idealismo mais elevado e do realismo mais real.

Raramente vi uma obra-prima que não reunisse esses dois grandes princípios; nela havia o ideal e o sentimento da expressão ao lado de uma verdade tão brutal que dizia em mim mesmo: está bem aí a obra do espírito humano; está bem aí a obra objetivada e pensada primeiro; estão bem aí a alma e o corpo: é a vida inteiramente. Via que os mestres, brandos em suas idéias, em sua compreensão, o estavam em suas formas, em suas cores, em seus efeitos; a expressão de suas cabeças era incerta e a de seus movimentos banal e sem grandeza.

É preciso uma longa iniciação na Natureza para bem compreender seus segredos, seus caprichos e suas sublimidades.

Não é pintor quem quer; além do trabalho da observação, que é imenso, é preciso lutar em seu cérebro e na prática contínua da arte; é preciso, num momento dado, trazer, à obra que se quer produzir, os instintos e o sentimento das coisas adquiridas e das coisas pensadas, em uma palavra, sempre esses dois grandes princípios: alma e corpo.


Espírito : NICOLAS POUSSIN.

 

BIOGRAFIA DE  NICOLAS POUSSIN

Nicolas Poussin Self-Portrait 1649

Pintor francês, principal autor clássico do período Barroco, trabalhou quase exclusivamente em Roma.

Nasceu em Les Andelys, Normandia, França, em Junho de 1594;
morreu em Roma em 19 de Novembro de 1665
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Nascido numa aldeia do vale do Sena, no Norte de França, era filho de lavradores. Educado localmente foi com a visita do pintor Quentin Varin (1570-1634) à sua vila, em 1612, que o seu interesse pela arte foi despertado. Decidido a ser pintor foi estudar para Rouen e mais tarde para Paris. Não tendo encontrado professores de qualidade, devido à sua pobreza e ignorância, estudou com pintores de pouca qualidade. Devido às dificuldades regressou à casa paterna, doente e humilhado.

Voltou a Paris um ano depois, mas com outro objectivo, o de ir para Roma estudar, já que a cidade era a capital do mundo artístico. Com a ajuda de Giambattista Marino, poeta da corte de Maria de Médicis, conseguiu alcançar o seu objectivo em 1624.

O poeta encomendou a Poussin uma série de desenhos para ilustrarem as Metamorfoses de Ovídio. Entretanto Poussin ia tentando os vários estilos de pintura utilizados pelos artistas de Roma. A sua principal obra nesta época foi uma obra para um altar da Basílica de S. Pedro, O Martírio de Santo Erasmo, realizada em 1629. A obra não foi bem acolhida pela comunidade artística, o que levou Nicolas Poussin a virar-se para temas da mitologia clássica e de Torquato Tasso, sendo influenciado pelo pintor veneziano Ticiano. Até 1640, ano em que volta a França por um curto espaço de tempo, o artista aproxima-se deliberadamente do modelo de Rafael e da antiguidade romana, começando a criar o classicismo que marcará todo o resto da sua obra.

O seu trabalho em Roma atraiu a atenção da corte francesa, e o cardeal de Richelieu, ministro de Luís XIII, convenceu Poussin a regressar a França. As obras encomendadas não tinham a ver com as suas qualificações, e o que realizou não foi bem recebido, o que o obrigou a deixar Paris em 1642, regressando a Roma.

As suas obras dos anos 40 e 50 tratam de momentos de crises ou de difícil escolha moral, e os seus heróis são aqueles que rejeitam o vício e os prazer, pela virtude e pela razão. As suas paisagens mostra que a natureza desordenada submetida à ordem geométrica, sendo que as árvores se tornam quase suportes arquitectónicos.

No início da década de 60 do século, a saúde Nicolas Poussin degradou-se tendo vindo a morrer em 1665.

Erasmo.

Obra : O Martírio de Santo Erasmo

Referência

1-Kardec Allan, Revista Espírita , Março de 1862, pag 79, 80.

2- http://www.arqnet.pt/portal/biografias/poussin.html

3-Imagem Google

 

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Luciano Dudu