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A Visão Espírita sobre FATALIDADE

28 de set de 2014

FLORES

 

Amigo Leitor, resolvemos trazer nesta postagem um assunto, cercado de muitas dúvidas.

A Visão Espírita da fatalidade.

Extraimos da Revista Espírita, perguntas formuladas ao Espírito São Luis, e publicada na Revista Espírita por Allan Kardec.

O espirito se posiciona de uma forma assertiva no que tange a acidentes e fatalidades, futuramente abordaremos novamente sobre tal assunto, resposta trazida por outros espíritos, e outros estudiosos da Doutrina dos Espíritas.

Boa Leitura e reflexão

R.E. Março 1858

Conforme o desejo de nosso correspondente, dirigimos as perguntas seguintes ao Espírito de São Luís que gosta de se comunicar conosco todas as vezes que há uma instrução útil para dar

.
1. Quando um perigo iminente ameaça alguém, é um Espírito que dirige o perigo, e quando dele escapa, é um outro Espírito que o afasta?


Resp. Quando um Espírito se encarna, escolhe uma prova; escolhendo-a se faz uma espécie de destino, que não pode mais conjurar, uma vez que a ele está submetido; falo de provas físicas. Conservando o Espírito no seu livre arbítrio, sobre o bem e o mal, é sempre o senhor para suportar ou repelir a prova; um bom Espírito, vendo-o enfraquecer, pode vir em sua ajuda, mas não pode influir, sobre ele, de maneira a dominar a sua vontade. Um Espírito
mau, quer dizer, inferior, mostrando-lhe, exagerando-lhe um perigo físico, pode abalá-lo e amedrontá-lo, mas, a vontade do Espírito encarnado não fica menos livre de todo entrave.


2. Quando um homem está no ponto de perecer por acidente, me parece que o livre arbítrio nisso não vale nada. Pergunto, pois, se é um mau Espírito que provoca esse acidente, que dele é, de algum modo, o agente; e, no caso em que se livra do perigo, se um bom Espírito veio em sua ajuda.


Resp. O bom Espírito ou o mau Espírito não pode senão sugerir bons ou maus pensamentos,

segundo a sua natureza. O acidente está marcado no destino do homem. Quando a tua vida é posta em perigo, trata-se de uma advertência que tu mesmo a desejaste, a fim de te
desviares do mal e de te tomares melhor. Quando tu escapas desse perigo, ainda sob a influência do perigo que correste, pensas mais ou menos fortemente, segundo a ação mais ou menos forte dos bons Espíritos, em te tomares melhor. O mau Espírito sobrevindo (digo mau
subentendendo que o mal ainda está nele), pensas que escaparás do mesmo modo de outros perigos e deixas, de novo, tuas paixões se desencadearem.


3. A fatalidade que parece presidir aos destinos materiais de nossas vidas seria, pois, ainda o efeito do nosso livre arbítrio?


Resp. Tu mesmo escolheste tua prova: quanto mais ela é rude, melhor tu a suportes, mais tu te elevas. Aqueles que passam sua vida em abundância e na felicidade humana, são Espíritos frouxos que permanecem estacionários. Assim, o número dos infortunados sobrepuja em muito o dos felizes desse mundo, tendo em vista que os Espíritos procuram, em maior parte, a prova que lhes será a mais frutífera. Eles vêem muito bem a futilidade de vossas grandezas
e de vossas alegrias. Aliás, a vida mais feliz é sempre agitada, sempre perturbada, não seria isso senão pela ausência da dor.

4. Compreendemos perfeitamente essa doutrina, mas isso não nos explica se certos Espíritos têm uma ação direta sobre a causa material do acidente. Suponhamos que no momento em que um homem passa sobre uma ponte, essa ponte se desmorona. Que impeliu o homem a passar nessa ponte?

Resp. Quando um homem passa sobre uma ponte que deve se romper, não é um Espírito que o conduz a passar nessa ponte, é o instinto do seu destino que para lá o leva.


5. O que fez desmoronar a ponte?


Resp. As circunstâncias naturais. A matéria tem nelas suas causas de destruição. No caso do qual se trata o Espírito, tendo necessidade de recorrer a um elemento estranho à sua natureza para mover as forcas naturais, recorrerá antes à intuição espiritual. Assim tal ponte
adiante se rompe, a água tendo desconjuntado as pedras que a compõe, a ferrugem tendo corroído a corrente que a suspenda, o Espírito, digo eu, ensinará antes ao homem para que
passe por essa ponte do que fazer romper uma outra sob seus passos. Aliás, tendes uma prova material do que eu adianto: qualquer acidente que chegue sempre naturalmente, quer dizer, de causas que se ligam umas as outras, e se conduzem insensivelmente.


6. Tomemos um outro caso no qual a destruição da matéria não seja a causa do acidente. Um homem mal intencionado atira sobre mim, a bala me roça, não me atinge. Um Espírito benevolente pode tê-la desviado?

Resp. Não.


Allan Kardec, Revista Espirita Março, 1858

KARDEC FALA DA MEDIUNIDADE DO SR. D.D. HOME.

Dhome3

Revista Espírita, fevereiro de 1858

O senhor Home


Os fenômenos realizados pelo senhor Home produziram tanto mais sensações porque vieram confirmar as narrações maravilhosas chegadas de além-mar, e a cuja veracidade se ligou
uma certa desconfiança. Ele nos mostrou que, deixando de lado a maior possibilidade ao exagero, deles restou o bastante para confirmar a realidade de fatos cumprindo-se fora de todas as leis conhecidas.
Tem-se falado do senhor Home em sentidos muito diversos, e confessamos que seria preciso muito para que todo o mundo lhe fosse simpático, uns por espírito de sistema, outros por ignorância.
Queremos mesmo admitir, nestes últimos, uma opinião conscienciosa, pela falta de terem podido constatar os fatos por si mesmos; mas se, nesse caso, a dúvida é permitida, uma hostilidade sistemática e apaixonada está sempre deslocada.

Em todo o estado de processo, julgar o que não se conhece é uma falta de lógica, o de apreciar sem provas é um esquecimento das conveniências. Façamos, por um instante, abstração da intervenção dos Espíritos, e não vejamos, nos fatos narrados, senão simples fenômenos físicos.

Quanto mais esses fatos sejam estranhos, mais merecem atenção. Explicai-os como quiserdes, mas não os contesteis a prior/, se não quiserdes fazer duvidar do vosso julgamento.

O que deve espantar, e o que nos parece mais anormal ainda do que os fenômenos em questão, é de ver esses mesmos que debateram, sem cessar, contra a oposição de certos corpos sábios com relação às idéias novas, que lhes lançam, incessantemente, à face, e isso em termos os menos circunspectos, os dissabores suportados pelos autores das mais importantes descobertas, Fulton, Jenner e Galileu, que citam a toda hora, eles mesmos caírem num defeito semelhante, eles que dizem, com razão, que há poucos anos ainda, quem houvesse falado em se corresponder, em alguns segundos, de um canto do mundo ao outro, teria passado por insensato.

Se crêem no progresso, do qual se dizem apóstolos, que sejam, pois,
coerentes consigo mesmos, e não atraiam para si a censura que endereçam aos outros de negarem o que não compreendem.


Voltemos ao senhor Home. Chegado a Paris no mês de outubro de 1855, encontrou-se, desde o início, lançado no mundo mais elevado, circunstância que deveria ter imposto mais circunspeção no julgamento que se lhe fez, porque quanto mais o mundo é elevado e
esclarecido, menos é suspeito de estar sendo benevolentemente enganado por um aventureiro.

Mesmo essa posição tem suscitado comentários. Pergunta-se quem é o senhor Home. Para viver neste mundo, para fazer viagens custosas, diz-se, é necessário que se tenha fortuna.

Se não a tem, é preciso que seja sustentado por pessoas poderosas.
Alinhavaram-se, sobre esse tema, mil suposições, uma mais ridícula do que as outras.

O que não se disse também de sua irmã que ele veio procurar, há um ano mais ou menos; era, dizia-se, um médium mais poderoso do que ele; os dois deveriam realizar prodígios de fazerem empalidecer os de Moisés.

Mais de uma vez, perguntas nos foram dirigidas a esse respeito; eis a nossa resposta.
O senhor Home, vindo à França, não se dirigiu ao público; ele não ama e nem procura a publicidade. Se tivesse vindo com objetivo de especulação, teria corrido o país solicitando a propaganda em sua ajuda; teria procurado todas as ocasiões de se promover, ao passo que 

as evita; teria posto um preço às suas manifestações, ao passo que ele não pede nada a ninguém.

Malgrado a sua reputação, o senhor Home não é, pois, o que se pode chamar um homem público, sua vida privada só pertence a ele. Do momento que nada pede, ninguém tem o direito de inquirir como vive, sem cometer uma indiscrição.

É sustentado por pessoas poderosas? Isso não nos diz respeito; tudo o que podemos dizer é que, nessa sociedade de
elite, conquistou simpatias reais e fez amigos devotados, ao passo que a um prestidigitador diverte-se se o paga, e tudo está dito.

Não vemos no senhor Home senão uma coisa: um homem dotado de uma faculdade notável. O estudo dessa faculdade é tudo o que nos interessa, e tudo o que deve interessar a quem não esteja movido unicamente pelo sentimento da curiosidade.

A história ainda não abriu, sobre ele, o livro dos seus segredos; até lá ele não pertence senão à ciência.

Quanto à sua irmã, eis a verdade: é uma criança de onze anos, que foi conduzida a Paris para a sua educação, da qual está encarregada uma ilustre pessoa. Sabe com dificuldade em que consiste a faculdade do seu irmão.

É bem simples, como se vê, bem prosaico para os apreciadores do maravilhoso.
Agora, por que o senhor Home veio à França? Não foi para procurar fortuna, como acabamos de provar. Foi para conhecer o país? Ele não o percorre; sai pouco, e não tem, de modo algum, os hábitos de um turista.

O motivo patente foi o conselho dos médicos, que acreditaram o ar da Europa necessário à sua saúde, mas os fatos mais naturais,
freqüentemente, são providenciais.

Pensamos, pois, que se veio foi porque deveria para aqui vir. A França, ainda na dúvida no que concerne às manifestações espíritas, tinha necessidade de que um grande lance fosse cunhado; o senhor Home foi quem recebeu essa missão, e quanto mais o lance tocou alto, mais teve de ressonância.

A posição, o crédito, as luzes daqueles que o acolheram, e que ficaram convencidos pela evidência dos fatos, abalaram as
convicções de uma multidão de pessoas, mesmo entre aquelas que não puderam ser testemunhas oculares.

A presença do senhor Home, pois, terá sido um poderoso auxiliar para a propagação das idéias espíritas; se não convenceu a todo o mundo, lançou sementes que frutificarão tanto mais quanto os próprios médiuns se multiplicarão.

Essa faculdade, como,aliás, já o dissemos, não é um privilégio exclusivo; ela existe em estado latente, e em
diversos graus, numa multidão de indivíduos, não esperando senão uma ocasião para se desenvolver; o princípio está em nós pelo próprio efeito da nossa organização; está na Natureza; todos nós temo-lo em germe, e não está longe o dia em que veremos os médiuns surgirem de todos os pontos, no nosso meio, em nossas famílias, no pobre como no rico, a fim de que a verdade seja conhecida por todos, porque, segundo o que nos está anunciado, é
uma nova era, uma nova fase que começa para a Humanidade. A evidência e a vulgarização
dos fenômenos espíritas darão um novo curso às idéias morais, como o vapor deu um novo curso à indústria.
Se a vida privada do senhor Home deve estar fechada às investigações de uma indiscreta
curiosidade, há certos detalhes que podem, a justo título, interessar o público, e que é mesmo inútil conhecer pela apreciação dos fatos.
O senhor Daniel Dunglas Home nasceu em 15 de março de 1833, perto de Edimbourg. Tem, pois, hoje, 24 anos.

Descende da antiga e nobre família dos Dunglas da Escócia, outrora
soberana. É um jovem de talhe mediano, louro, cuja fisionomia melancólica nada tem de excêntrico; é de compleição muito delicada, de costumes simples e suaves, de um caráter afável e benevolente sobre o qual o contato das grandezas não lançou nem arrogância e nem ostentação.

Dotado de uma excessiva modéstia, jamais exibiu a sua maravilhosa faculdade,jamais falou de si mesmo, e se, na expansão da intimidade, conta coisas que lhe são pessoais, é com simplicidade, e jamais com a ênfase própria das pessoas com as quais a malevolência procura compará-lo. Vários fatos íntimos, que são do nosso conhecimento pessoal, provam nele nobres sentimentos e uma grande elevação de alma; nós o constatamos com tanto maior prazer quanto se conhece a influência das disposições morais sobre a natureza das manifestações.
Os fenômenos maravilhosos dos quais o senhor Home é o instrumento involuntário, têm sido, por vezes, contados por amigos muito zelosos, com um entusiasmo exagerado, do qual se apodera a malevolência.

Tais que sejam, não poderiam ter necessidade de uma amplificação,
mais nociva do que útil à causa. Sendo o nosso objetivo o estudo sério de tudo o que se liga à ciência espírita, nos limitaremos na estrita realidade dos fatos constatados por nós mesmos ou pelas testemunhas oculares, mais dignas de fé.

Poderemos, pois, comentá-los com a certeza de não raciocinar sobre coisas fantásticas.
O senhor Home é um médium do gênero daqueles que produzem manifestações ostensivas, sem excluir, por isso, as comunicações inteligentes; mas as suas predisposições naturais lhe dão, para as primeiras, uma aptidão mais especial. Sob a sua influência, os mais estranhos ruídos se fazem ouvir, o ar se agita, os corpos sólidos se movem, se erguem, se transportam de um lugar a outro através do espaço, instrumentos de música fazem ouvir sons melodiosos,
seres do mundo extra-corpóreo aparecem, falam, escrevem e, freqüentemente, vos abraçam até causar dor.

Ele mesmo foi visto, várias vezes, em presença de testemunhas oculares, elevado sem sustentação a vários metros de altura.
Do que nos foi ensinado sobre a classe dos Espíritos que produzem, em geral, essas espécies de manifestações, não seria preciso disso concluir que o senhor Home não está em relação senão com a classe ínfima do mundo espírita. Seu caráter e as qualidades morais que o
distinguem, devem, ao contrário, granjear-lhe a simpatia dos Espíritos superiores; ele não é, para estes últimos, senão um instrumento destinado a abrir os olhos dos cegos por meios
enérgicos, sem estar, por isso, privado de comunicações de uma ordem mais elevada.

É uma missão que aceitou; missão que não está isenta nem de tribulações e nem de perigos, mas que cumpre com resignação e perseverança, sob a égide do Espírito de sua mãe, seu
verdadeiro anjo guardião.
A causa das manifestações do senhor Home é inata nele; sua alma, que parece não prenderse ao corpo senão por fracos laços, tem mais afinidade pelo mundo espírita do que pelo
mundo corpóreo; por isso, ela se separa sem esforços, e entra, mais facilmente do que em outros, em comunicação com os seres invisíveis. Essa faculdade se revelou nele desde a mais
tenra infância, Com a idade de seis meses, seu berço se balançava inteiramente sozinho, na ausência da sua babá, e mudava de lugar. Nos seus primeiros anos, era tão débil que tinha
dificuldade para se sustentar; sentado sobre um tapete, os brinquedos que não podia alcançar, vinham, eles mesmos, colocar-se ao seu alcance.Com três anos teve as suas
primeiras visões, mas não lhes conservou a lembrança. Tinha nove anos quando a sua família foi se fixar nos Estados Unidos; aí os mesmos fenômenos continuaram com uma intensidade
crescente, à medida que avançava em idade, mas a sua reputação, como médium, não se estabeleceu senão em 1850, por volta da época em que as manifestações espíritas começaram a se tornar populares nesse país.

Em 1854, veio para a Itália, nós o dissemos, por sua saúde; espanta Florença e Roma com verdadeiros prodígios. Convertido à fé católica,
nessa última cidade, tomou a obrigação de romper as suas relações com o mundo dos Espíritos. Durante um ano, com efeito, seu poder oculto parece tê-lo abandonado; mas como esse poder estava acima da sua vontade, ao cabo desse tempo, assim como lhe havia
anunciado o Espírito de sua mãe, as manifestações se reproduziram com uma nova energia.
Sua missão estava traçada; deveria distinguir-se entre aqueles que a Providência escolheu para nos revelar, por sinais patentes, a força que domina todas as grandezas humanas.
Se o senhor Home não fora, como o pretendem certas pessoas que julgam sem ter visto, senão um hábil prestidigitador, teria sempre, sem nenhuma dúvida, à sua disposição peças
em sua sacola, ao passo que não é senhor de produzi-los à vontade. Ser-lhe-ia, pois,
impossível ter sessões regulares, porque, freqüentemente, seria no momento em que teria necessidade que a sua faculdade lhe faltaria Os fenômenos se manifestam, algumas vezes, espontaneamente, no momento em que menos são esperados ao passo que, em outras, se é impotente para provocá-los, circunstância pouco favorável a quem quisesse fazer exibições em horas fixadas. O fato seguinte, tomado entre mil, disso é uma prova.

Desde há mais de quinze dias, o senhor Home não tinha podido obter nenhuma manifestação, quando, estando a almoçar na casa de um dos seus amigos, com duas ou três outras pessoas do seu
conhecimento, os golpes se fazem súbito ouvir nas paredes, nos móveis e no teto.

Parece,disse, que voltam. O senhor Home, nesse momento, estava sentado no sofá com um amigo.
Um doméstico traz a bandeja de chá e se apressa em colocá-la sobre a mesa situada no meio do salão; esta, embora fosse pesada, se eleva subitamente e se destaca do solo em 20 a 30 centímetros de altura, como se tivesse sido atraída pela bandeja; apavorado, o criado deixa-a escapar, e a mesa, de um pulo, se atira em direção do sofá e vem cair diante do senhor Home e seu amigo, sem que nada do que estava em cima tivesse se desarrumado. Esse fato,
sem contradita, não é o mais curioso daqueles que teríamos a relatar, mas apresenta essa particularidade, digna de nota, de ter se produzido espontaneamente, sem provocação, num círculo íntimo, onde nenhum dos assistentes, cem vezes testemunhas de fatos semelhantes,tinha necessidade de novos testemunhos; seguramente, não era o caso para o senhor Home de mostrar as suas habilidades, se habilidades havia. Num próximo artigo, citaremos outras
manifestações.

ALLAN KARDEC, REVISTA ESPIRITA, FEVEREIRO DE 1858,

KARDEC FALA DA MEDIUNIDADE DE ERMANCE DUFAUX


Revista Espírita, janeiro de 1858

LIVRO: História de Joana D'Arc dita por ela mesma, à Srta. ERMANCE DUFAUX.

ermance dufaux

Amigo Leitor, extraimos da Revista Espírita de 1858, um dos artigos publicados por Allan Kardec, onde ele fala da faculdade mediunica de uma das médiuns que participou da codificação a Srta Dufaux, e recorrermos ao livros dos médiuns onde ele conceitua uma das variedades, falando de suas especificações no que tange aos médiuns escreventes:

Médiuns historiadores: os que revelam aptidão especial para as explanações históricas. Esta faculdade, como todas as demais, independe dos conhecimentos do médium, porquanto não é raro verem-se pessoas sem instrução e até crianças tratar de assuntos que lhes não estão ao alcance.Variedade rara dos médiuns positivos.

R.E. Janeiro de 1858

“É uma questão que, freqüentemente, nos colocamos, o saber se os Espíritos, que respondem,com mais ou menos precisão, às perguntas que se lhe dirigem, poderiam fazer um trabalho de grande fôlego.

A prova disso está na obra da qual falamos; porque, ali, não se trata mais de uma série de perguntas e de respostas; é uma narração completa e seguida, como a teria feito um historiador, e contendo uma multidão de detalhes, pouco ou nada conhecidos, sobre a vida da heroína.

Àqueles que poderiam crer que a senhorita Dufaux é inspirada pelos seus conhecimentos pessoais, responderemos que ela escreveu esse livro com a idade de catorze anos; que havia recebido a instrução que recebem todas as jovens de boa família, educadas
com cuidado, mas, mesmo que tivesse ela uma memória fenomenal, não é nos livros clássicos que se podem buscar os documentos íntimos que se encontrariam, talvez dificilmente, nos arquivos do tempo. Os incrédulos, nós o sabemos, terão, sempre, mil objeções a fazer; mas, para nós que vimos o médium na obra, a origem do livro não poderia causar nenhuma dúvida. ,
Se bem que a faculdade da senhorita Dufaux se preste à evocação de qualquer Espírito, do que tivemos prova, por nós mesmos, nas comunicações pessoais que nos transmitiu, sua especialidade é a história.

 Ela escreveu, do mesmo modo, a de Luís XI e a de Carlos VIII, que serão publicadas como a de Joana D'Arc.

Apresentou-se, nela, um fenômeno bastante curioso.

Ela era, no princípio, muito bom médium psicógrafo, escrevendo com uma grande facilidade; pouco a pouco, tornou-se médium falante, e, à medida que essa faculdade se desenvolveu, a primeira enfraqueceu; hoje, ela escreve pouco, ou muito dificilmente, mas, o que há de bizarro, é que, falando, tem necessidade de um lápis à mão, simulando escrever; é preciso uma terceira pessoa para reunir as suas palavras, como as da Sibila. Do mesmo modo que todos os médiuns favorecidos pelos bons Espíritos, não recebeu senão comunicações de uma ordem elevada!
Teremos ocasião de voltar sobre a história de Joana D'Arc, para explicar os fatos de sua vida, relativos às suas relações com o mundo invisível, e citaremos o que disse, ao seu intérprete, de mais notável a esse respeito. (19 volume, in - 12; 3 fr. Dentti, Palais-Ro-yal.)”.

Boa reflexão e até a proxima

ALLAN KARDEC – REVISTA ESPIRITA – JANEIRO DE 1958, direitos autores da FEB.

 

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Nota de esclarecimento

As imagens contidas neste blog, são retiradas do banco de imagens da rede web.
Agradeço a todos que compartilham na rede tais imagens e até mesmo textos.
Caso haja algum problema de utilização em meu blog de algum material de sua autoria, entre em contato para que eu proceda a retirada.
Luciano Dudu