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A morte de Maximilien Robespierre

8 de jun de 2010


Revolução Francesa 7/8
 
"Questão de nº 64 do livro Consolador
Pergunta: Em face da lei dos homens, quando em presença do processo criminal, deve dar-se o voto condenativo, em concordância com o processo-crime, ou absolver o réu em obediência ao "não julgueis"?
Resposta do Benfeitor Emanuel:
Na esfera de nossas experiências, considerarmos que, à frente dos processos humanos, ainda quando as suas peças sejam condenatórias, deve-se recordar a figura do Cristo junto da pecadora apedrejada, pois que Jesus estava também perante um júri. "Quem estiver sem pecado atire a primeira pedra" – é a sentença que deveria lembrar, sempre, a nossa situação comum de Espíritos decaídos, para não condenar esse ou aquele dos nossos semelhantes. "Vai e não peques mais" – deve ser a nossa norma de conduta dentro do próprio coração, afastando-se a erva do mal que nele viceje. Nos processos públicos, a autoridade judiciária, como peça integrante da máquina do Estado no desempenho de suas funções especializadas, deve saber onde se encontra o recurso conveniente para o corretivo ou para a reeducação do organismo social, mobilizando, nesse mister, os valores de sua experiência e de suas responsabilidades. Individualmente, porém, busquemos aprender que se podemos "julgar" alguma coisa, julguemo-nos, sempre, em primeiro lugar, como o irmão mais próximo daquele a quem se atribui um crime ou uma falta, a fim de estarmos acordes com Aquele que é a luz dos nossos corações. Nas horas comuns da existência, procuremos a luz evangélica para analisar o erro e a verdade, discernir o bem e o mal; todavia, no instante dos julgamentos definitivos, entreguemos os processos A Deus, que, antes, de nós, saberá sempre o melhor caminho da regeneração dos seus filhos trabalhadores."

Comentários de Luciano:
Voltando ao outro líder Maximilien, ele era um líder nato, possuía o dom da oratória, conseguia fazer discernir o verbo, mas com o tempo começou – ao invés de usar o verbo para construir uma nova nação republicana – a disseminar o terror e pânico através de seus discursos, coagindo a população e fazendo os civis acreditarem que seu governo ditador era o melhor que eles poderiam ter conquistado.
Aqueles civis que não comungassem dos mesmos ideais revolucionários deveriam ser guilhotinados.

  Em "A Caminho da Luz", Emmanuel diz o seguinte:
"A lei da compensação é uma das maiores e mais vivas realidades do Universo. Sob as suas disposições sábias e justas, a cidade de Paris teria de ser, ainda por muito tempo, o teatro de trágicos acontecimentos. Foi assim que se instalou o hediondo tribunal revolucionário e a chamada junta da salvação pública, com os mais sinistros espetáculos do patíbulo. A consciência da França viu-se envolvida em trevas espessas. A tirania de Robespierre ordenou a matança de numerosos companheiros e de muitos homens honestos e dignos".
Caro leitor, reportando agora a instrução do espírito Fénelon, nós conseguimos enxergar com clareza sua opinião quando ele diz: "O vosso mundo se perdia; a Ciência, desenvolvida à custa do que é de ordem moral, mas conduzindo-vos ao bem-estar material, redundava em proveito do espírito das trevas. Como sabeis cristãos, o coração e o amor têm de caminhar unidos à Ciência. O reino do Cristo, ah! Passados que são dezoito séculos e apesar do sangue de tantos mártires, ainda não veio".
Os lideres esquerdistas revoltosos conseguiram convencer o povo de que havia necessidades urgentes de mudanças no governo. Foi criado o terceiro poder que acabou aniquilando o Poder Monárquico.
A revolução foi necessária para que se abrissem novos horizontes tanto para a França como também para o mundo, mas daí, leitor amigo, faço a seguinte pergunta:
- Será que era necessária tanta barbárie para o início da Idade Contemporânea?
Mesmo diante da revolução, a miséria permanecia entre o povo. Não seria isso uma reação das ações realizadas por aquele povo que matava de uma forma abrupta, levando uma vida um tanto insana?
Tais líderes incutiram na mente do povo ideais de um mundo melhor. Infelizmente, falava-se muito em igualdade, liberdade e fraternidade, mas naquela época poucos desfrutariam disso. A classe menos favorecida continuava na mesma situação de miséria e penúria de antes.
É importante ressaltarmos a responsabilidade que um líder tem ao apresentar propostas e novos ideais para uma coletividade. O Benfeitor Espiritual Emmanuel nos diz que: "Nós somos responsáveis por aquilo que plasmamos na mente dos outros".
Que pode ser de boas idéias ou más idéias, a responsabilidade é proporcional à gravidade dos atos e fatos.
Com base na citação do benfeitor Emmanuel, em meus parcos conhecimentos creio que tais líderes franceses possuem uma responsabilidade maior com relação à barbárie que acontecia, pois eram formadores de opinião. A carnificina não acontecia apenas pelas mãos do governo, até mesmo os civis achavam-se no direito de tirar a vida de pessoas com quem não tinham boas relações e convivência.
Esses assassinatos civis não raro ficavam impunes, os algozes não eram penalizados com uma pena justa, não existia uma grande preocupação com as questões sociais e humanitárias.
Era aplicado nesta época as leis do Direito Penal Medieval, que tinha como objetivo mensurar mais os crimes contra a igreja e o Rei. A justiça era aplicada, na maioria das vezes, quando o indivíduo conspirava contra a igreja e o poder monárquico. O principio básico era castigar este réu atribuindo-lhe penas pesadas.
Por outro lado, os crimes que aconteciam entre civis muitas vezes não eram levados em conta. O cidadão que cometia o crime, diante do julgamento utilizava-se, em sua defesa, da alegação de que o assassinato deu-se porque a outra parte era um contra-revolucionário, desta forma os juízes concediam a absolvição para o criminoso.
Quando o individuo não compactuava com os mesmos ideais do Governo e da Igreja, não era levado em conta seu histórico de conduta moral e civil. O mesmo era considerado criminoso de uma forma implacável e as penas e o tratamento que o réu recebia pelo crime possuía uma similaridade ao da época da Delegação Divina.
Tais crimes tinham conotação de crimes divinos. E com a chegada do absolutismo apenas incrementou um pouco mais as punições, que agora estendia a crimes contra a revolução.
A Revolução Francesa foi um divisor de águas porque após este período o Direito Penal começou a ter bases mais sólidas, um grande criminalista e economista italiano Cesare Bonesana, em sua obra publicada em 1764 intitulada "Dos Delitos e das Penas", fazia fortes condenações ao sistema penal da época, principalmente os processos secretos, torturas, conspirações e a desigualdade das penas em função de diferenças de classe social. A partir de então começa a ser revista a questão do Direito e foram criados fundamentos jurídicos da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, do documento que era a base da Revolução Francesa surge então o Pensamento Penal Moderno.
Vejo com clareza que apesar da Revolução Francesa ter sido um grande símbolo da carnificina da história, essas atrocidades trouxeram benefícios posteriores.
No período pós-revolução, os grandes pensadores e legisladores de todo o mundo tiveram a preocupação de criar um sistema penal, igualitário e justo que acabaria abrangendo toda a humanidade.
Em se tratando de Justiça Divina, as coisas mudam um pouco de contexto. A Justiça dos homens está muito aquém de equiparar-se às Leis Divinas.
Diante da Justiça Divina qualquer criatura responde por seus atos, quer seja por pequenas ações ou até mesmo as hediondas.

 

 
Desça com a barra de rolagem que você encontrará a continuação R.F. 8/8.
Autor: Luciano Oliveira

Por que a França foi o Berço da Doutrina Espírita


 
Revolução Francesa 8/8
"Questão de nº 349 do Consolador:
Pergunta: Fraternidade e igualdade podem, na Terra, merecer um só conceito?
Resposta do Benfeitor Emanuel: Já observamos que o conceito igualitário absoluto é impossível no mundo, dada a heterogeneidade das tendências, sentimentos e posições evolutivas no círculo da individualidade. A fraternidade, porém, é a lei da assistência mútua e da solidariedade comum, sem a qual todo progresso, no planeta, seria praticamente impossível".

 
"Questão de nº 54 do Consolador:
Pergunta: Com a difusão da luz espiritual, alargará o homem a noção de pátria, de modo a abranger no mesmo nível todas as nações do mundo?
Resposta do Benfeitor Emanuel:
A luz espiritual dará aos homens um conceito novo de pátria, de maneira a proscrever-se o movimento destruidor pelos canhões e balas homicidas. Quando isso se verifique, o homem aprenderá a valorizar o berço em que nasceu, pelo trabalho e pelo amor, destruindo-se concomitantemente as fronteiras materiais; e dando lugar à era nova da grande família humana, em que as raças serão substituídas pelas almas e em que a pátria será honrada, não com a morte, mas com a vida bem aplicada e bem vivida."

 
Comentário de Luciano:
Levanto uma questão que acredito ser verdadeira: como já estudamos aqui o histórico dos líderes revolucionários, eu acredito que no caso dos lideres governamentais, sejam daquela época ou até os da atualidade, percebo que eles possuem uma responsabilidade muito grande perante as Leis Divinas.
Quando um líder consegue persuadir um grupo de pessoas que ficam cegas através de seu proselitismo, ele ensina que é necessário o escândalo surgir através de mortes, guerras e revoluções, tal líder assume assim uma grande dívida perante a Justiça Divina.
Trazendo em foco os líderes estudados nesta postagem: Danton, Robespierre, Marat dentre outros homens que foram autores da revolução francesa, traremos à tona para análise e reflexão a seguinte pergunta do livro dos espíritos:

"Questão 781, pergunta feita aos espíritos Venerandos:
Tem o homem o poder de paralisar a marcha do progresso?

Resposta dos espíritos: Não, mas tem, às vezes, o de embaraçá-la.

"Questão 781-a - Que se deve pensar dos que tentam deter a marcha do progresso e fazer que a Humanidade retrograde?

Resposta dos espíritos: Pobres seres, que Deus castigará! Serão levados de roldão pela torrente que procuram deter.""

Com a morte de Danton e dos 14 revolucionários, e com a Era do Terror evidenciada, em 1794 a política francesa passa por mais uma reviravolta, Robespierre e seus seguidores já haviam perdido todo prestígio e acabaram perdendo o poder.
Muitos militantes do poder dos girondinos que sobreviveram à Era do Terror fizeram aliança com os deputados da planície, articularam um golpe. Em 27 de julho de 1794, o 9 termidor, de acordo com o calendário revolucionário francês, a Convenção, em uma manobra rápida e estratégia, derrubou Robespierre e seus partidários.
Ele foi executado juntamente com os seus, na guilhotina que ele mesmo adotou para ceifar tantas vidas em nome da revolução.
Como já citamos, a revolução francesa foi necessária.
Eu tenho certeza de que a Espiritualidade Maior não designou que tal barbárie acontecesse em busca da Igualdade, Liberdade e Fraternidade. Se formos buscar no livro "O Céu e Inferno", compilado por Kardec, veremos no capítulo "Penas Futuras" que matar em nome de tais ideais não livrará a criatura de expiar tais "erros tenebrosos de passados escabrosos de iniquidade e de dor", como diria Monsenhor Horta em Parnaso Além-Túmulo.
E concluímos que tais provas poderão ser resgatadas de duas formas:
Poderá ocorrer através de resgates individuais ou coletivos, de acordo com a gravidade do ato. Será por isso que Fénelon vem pedir bom ânimo na instrução "Nova Era"?
Ainda sobre a Revolução Francesa, a culpa das atrocidades é primeiramente dos líderes e, em segunda instância, do povo que acreditou que as idéias de Robespierre, Marat e outros eram um mal necessário.
Após um breve estudo sobre a revolução francesa, sobre a mensagem de Fénelon,
concluímos com
os motivos que levaram a Espiritualidade Maior a escolher a França como o berço da codificação. Há três possíveis motivos que corroboram o fato de ter sido a França o berço da codificação da Doutrina dos Espíritos:


  1. Naquela época, na França reencarnaram espíritos vinculados com compromissos intelectuais, sociais, filosóficos, científicos, entretanto, a França tornava-se o "centro cultural do mundo ocidental", e a divulgação de uma nova doutrina religiosa vindo daquele país iria gerar grande repercussão em todo o globo.


  2. Na mensagem intitulada "Kardec e Napoleão", dita pelo espírito Humberto de Campos ao nosso saudoso Chico Xavier, deixa claro que Napoleão Bonaparte é a reencarnação do Imperador Caio Julio Cesar, antigo ditador Romano, e que na mesma época nas Gálias, região onde hoje se encontra a França, vivera Allan Kardec, naquela época muitos espíritos compromissados com o Cristo reencarnaram para auxiliar na codificação, direta ou indiretamente.


  3. Ambos os espíritos voltaram na França com compromissos de levar a luz para um povo. Kardec conseguiu de forma íntegra seguir com seus compromissos espirituais, codificando uma doutrina que iria trazer um bem para toda uma coletividade, enquanto Napoleão Bonaparte acabou desvirtuando-se de seu compromisso espiritual devido à ganância, o poder, enveredando para os caminhos equivocados que não do bem.
A Revolução Francesa, desenvolvendo o bem precioso da liberdade, e Kardec, codificando a Doutrina dos Espíritos, fornecem à humanidade uma nova cosmovisão do indivíduo, da sociedade e dos mundos que nos circulam, propiciando-nos o consolo da vida após a morte, e indicando-nos o caminho para uma vivência mais útil e harmoniosa.
Autor : Luciano Oliveira


O Imperador Júlio César renasce como Napoleão Bonarparte

31 de mai de 2010



 Amigo leitor, resolvemos postar essa mensagem ditada pelo espírito Irmão X através da lavra mediúnica do nosso saudoso Chico Xavier. 
Na mensagem o espírito deixa claro que Napoleão Bonaparte é uma das reencarnações do espírito que outrora assumiu a roupagem fisíca do grande imperador Júlio Cesar na Roma Antiga.
Na postagem anterior veremos outra reencarnação do Imperador Júlio Cesár como Rei Francês.
 Boa leitura e vamos refletir sobre o tema.

Kardec e Napoleão

Logo após o Brumário (9 de Novembro de 1799), quando Napoleão se fizera o primeiro Cônsul da República Francesa, reuniu-se, na noite de 31 de Dezembro de 1799, no coração da latinidade, nas esferas Superiores, grande assembléia, de espíritos sábios e benevolentes, para marcarem a entrada significativa do novo século.
Antigas personalidades de Roma Imperial, pontífices e guerreiros das Gálias, figuras notáveis da Espanha, ali se congregavam à espera do expressivo acontecimento.
Legiões dos Césares, com os seus estandartes, falanges de batalhadores do mundo gaulês e grupos de pioneiros da evolução hispânica, associados a múltiplos representantes das Américas, guardavam linhas simbólicas de posição de destaque.
Mas não somente os latinos se faziam representados no grande conclave. Gregos ilustres, lembrando as confabulações da Acrópole gloriosa, israelitas famosos, recordando o Templo de Jerusalém, deputações eslavas e germânicas, grandes vultos da Inglaterra, sábios chineses, filósofos hindus, teólogos budistas, sacrificadores das divindades olímpicas, renomados sacerdotes da Igreja Romana e continuadores de Maomet ali se mostravam, como em vasta convocação de forças da ciência e da cultura da Humanidade.
No concerto das brilhantes delegações que aí formavam, com toda a sua fulguração representativa, surgiam Espíritos de velhos batalhadores do progresso que voltariam à liça carnal ou que a seguiriam, de perto, para o combate à ignorância e a miséria, na laboriosa preparação da nova era da fraternidade e da luz.
No deslumbrante espetáculo da Espiritualidade Superior, com a refulgência de suas almas, achavam-se Sócrates, Platão Aristóteles, Apolônio de Tiana, Orígenes, Hipócrates, Agostinho, Fénelon, Giordano Bruno, Tomás de Aquino, S.Luis de França, Vicente de Paulo, Joana D'Arc, Tereza d'Avila, Catarina de Siena, Bossuet, Spinoza, Erasmo, Mílton, Cristóvão Colombo, Gutenberg, Galileu, Pascal, Swedenborg e Dante Alighieri para mencionar apenas alguns heróis e paladinos da renovação terrestre; e, em planos menos brilhantes, encontravam-se, no recinto maravilhoso, trabalhadores de ordem inferior, incluindo muitos dos ilustres guilhotinados da Revolução, quais Luís XVI, Maria Antonieta, Robespierre, Danton,
Madame Roland, André Chenier, Bailly, Camile Desmoulins, e grandes vultos como Voltaire e Rousseau.
Depois da palavra rápida de alguns orientadores eminentes, invisíveis clarins soaram na direção do plano carnal e, em breves instantes, do seio da noite, que velava o corpo ciclópico do mundo europeu, emergiu, sob a custodia de esclarecidos mensageiros, reduzido cortejo de sombras, que pareciam estranhas e vacilantes, confrontadas com as feéricas irradiações do palácio festivo.
Era um grupo de almas, ainda encarnadas, que, constrangidas pela Organização Celeste, remontavam à vida espiritual, para a reafirmação de compromissos.
À frente, vinha Napoleão, que centralizou o interesse de todos os circunstantes. Era bem o grande corso, com os seus trajes habituais e com o seu chapéu característico.
Recebido por diversas figuras da Roma antiga, que se apressavam em ofercer-lhe apoio e auxilio, o vencedor de Rivoli ocupou radiosa poltrona que, de antemão, lhe fora preparada.
Entre aqueles que o seguiram, na singular excursão, encontravam-se respeitáveis autoridades reencarnadas no Planeta, como Beethoven, Ampère, Fúlton, Faraday, Goethe, João Dálton, Pestalozzi, Pio VII, além de muitos outros campeões da prosperidade e da independência do mundo.
Acanhados no veículo espiritual que os prendia à carne terrestre, quase todos os recém-vindos banhavam-se em lágrimas de alegria e emoção.
O Primeiro-Cônsul da França, porém, trazia os olhos enxutos, não obstante a extrema palidez que lhe cobria a face. Recebendo o louvor de várias legiões, limitava-se a responder com acenos discretos, quando os clarins ressoaram, de modo diverso, como se pusessem a voar para os cimos, no rumo do imenso infinito...
Imediatamente uma estrada de luz, à maneira de ponte levadiça, projetou-se do Céu, ligando-se ao castelo prodigioso, dando passagem a inúmeras estrelas resplendentes.
Em alcançando o solo delicado, contudo, esses astros se transformavam sem seres humanos, nimbados de claridade celestial.
Dentre todos, no entanto, um deles avultava em superioridade e beleza. Tiara rutilante brilhava-lhe na cabeça, como que a aureolar-lhe de bênçãos o olhar magnânimo, cheio de atração e doçura. Na destra, guardava um cetro dourado, a recamar-se de sublimes cintilações...
Musicistas invisíveis, através dos zéfiros que passavam apressados, prorromperam num cântico de hosanas, sem palavras articuladas.
A multidão mostrou profunda reverência, ajoelhando-se muitos dos sábios e guerreiros, artistas e pensadores, enquanto todos os pendões dos vexilários arriavam, silenciosos, em sinal de respeito.
Foi então que o corso se pôs em lágrimas e, levantando-se, avançou com dificuldade, na direção do mensageiro que trazia o báculo de ouro, postando-se genuflexo, diante dele.
O celeste emissário, sorrindo com naturalidade, ergueu-o, de pronto, e procurava abraçá-lo, quando o Céu pareceu abrir-se diante de todos, e uma voz enérgica e doce, forte como a ventania e veludosa como a ignorada melodia da fonte, exclamou para o Napoleão, que parecia eletrizado de pavor e júbilo, ao mesmo tempo:
- Irmão e amigo ouve a verdade, que te fala em meu espirito! Eis-te à frente do apóstolo da fé, que, sob a égide do Cristo, descerrará para a Terra atormentada um novo ciclo de conhecimento...
César ontem, e hoje orientador, rende o culto de tua veneração, ante o pontífice da luz! Renova, perante o Evangelho, o compromisso de auxiliar-lhe a obra renascente!... Aqui se congregam conosco lidadores de todas as épocas. Patriotas de Roma e das Gálias, generais e soldados que te acompanham nos conflitos da Farsália, de Tapso e de Munda, remanescentes das batalhas de Gergóvia e de Alésia aqui te surpreendem com simpatia e expectação...
Antigamente, no trono absoluto, pretendias-te descendente dos deuses para dominar a Terra e aniquilar os inimigos... Agora, porém, o Supremo Senhor concedeu-te por berço uma ilha perdida no mar, para que te não esqueças da pequenez humana e determinou voltasses ao coração do povo que outrora humilhaste e escarneceste, a fim de que lhe garantas a missão gigantesca, junto da Humanidade, no século que vamos iniciar.
Colocado pela Sabedoria Celeste na condição de timoneiro da ordem, no mar de sangue da Revolução, não olvides o mandato para o qual fostes escolhido.
Não acredites que as vitórias das quais fostes investido para o Consulado devam ser atribuídas exclusivamente ao teu gênio militar e político. A Vontade do Senhor expressa-se nas circunstâncias da vida. Unge-te de coragem para governar sem ambição e reger sem ódio. Recorre à oração e à humildade para que te não arrojes aos precipícios da tirania e da violência!...
Indicado para consolidar a paz e a segurança, necessárias ao êxito do abnegado apóstolo que descortinará a era nova, serás visitado pelas monstruosas tentações do poder.
Não te fascines pela vaidade que buscará coroar-te a fronte... Lembra-te de que o sofrimento do povo francês, perseguido pelos flagelos da guerra civil, é o preço da liberdade humana que deves defender, até o sacrifício. Não te macules com a escravidão dos povos fracos e oprimidos e nem enlameies os teus compromissos com o exclusivismo e com a vingança!...
Recorda que, obedecendo a injunções do pretérito, renasceste para garantir o ministério espiritual do discípulo de Jesus que regressa à experiência terrestre, e vale-te da oportunidade para santificar os excelsos princípios da bondade e do perdão, do serviço e da fraternidade do Cordeiro de
Deus, que nos ouve em seu glorificado sólio de sabedoria e de amor!
Se honrares as tuas promessas, terminará a missão com o reconhecimento da posteridade e escalarás horizontes mais altos da vida, mas, se as tuas responsabilidades forem menosprezadas, sombrias aflições amontoar-se-ão sobre as tuas horas, que passarão a ser gemidos escuros em extenso deserto...
Dentro do novo século, começaremos a preparação do terceiro milênio do Cristianismo na Terra.
Novas concepções de liberdade surgirão para os homens, a Ciência erguer-se-á a indefiníveis culminâncias, as nações cultas abandonarão para sempre o cativeiro e o tráfico de criaturas livres e a religião desatará os grilhões do pensamento que, até hoje, encarceram as melhores aspirações da alma no inferno sem perdão!...
Confiamos, pois, ao teu espírito valoroso a governança política dos novos eventos e que o Senhor te abençoe!...
Cânticos de alegria e esperança anunciaram nos céus a chegada do século XIX e, enquanto o Espírito da Verdade, seguido por várias cortes resplandecentes, voltava para o Alto, a inolvidável assembléia se dissolvia...
O apóstolo que seria Allan Kardec, sustentando Napoleão nos braços, conchegou-o de encontro ao peito e acompanhou-o, bondosamente, até religá-lo ao corpo de carne, no próprio leito.
Em 3 de outubro de 1804, o mensageiro da renovação renascia num abençoado lar de Lião, mas o Primeiro-Cônsul da República Francesa, assim que se viu desembaraçado da influência benéfica e protetora do Espírito de Allan Kardec e de seus cooperadores, que retomavam, pouco a pouco, a integração com a carne, confiantes e otimistas, engalanou-se com a púrpura do mando e, embriagado de poder, proclamou-se Imperador, em 18 de maio de 1804, ordenando a Pio VII viesse coroá-lo em Paris.
Napoleão, contudo, convertendo celestes concessões em aventuras sanguinolentas, foi apressadamente situado, por determinação do Alto, na solidão curativa de Santa Helena, onde esperou a morte, enquanto Allan Kardec, apagando a própria grandeza, na humildade de um mestre-escola, muita vez atormentado e desiludido, como simples homem do povo, deu integral cumprimento à divina missão que trazia à Terra, inaugurando a era espírita-cristã, que, gradativamente, será considerada em todos os quadrantes do orbe como a sublime renascença da luz para o mundo inteiro

Livro Cartas e Crônicas - Espírito Irmão X - Psicografia Francisco C. Xavier.


 

Mensagem Psicografada em 1859: Ditada pelo Espírito Júlio Cesar (Imperador)


O imperador Júlio Cesar (100 A.C - 44 A.C)

Amigo Leitor, essa matéria postada, refere-se uma psicografia ditada a um médium em Paris, orientado por Kardec. Em uma das sessões mediúnicas o Espírito que um dia assumiu a roupagem física do Imperador Júlio Cesar, ditou esta mensagem, veja na íntegra.

"Revista Espírita -23 de setembro de 1859. (Méd. Sr. R...)
Até o momento não considerastes a guerra senão sob o ponto de vista material; guerras intestinas, guerras de povos a povos; não tendes jamais visto nisso senão conquistas, escravidão, sangue, morte e ruínas; é tempo de considerá-la sob o ponto de vista moralizador e progressista. A guerra semeia, em sua passagem, a morte e as idéias; as idéias germinam e se engrandecem; o Espírito, depois de se fortalecer na vida Espírita, vem fazê-las frutificar. Não sobrecarregueis, pois, com as vossas maldições, o diplomata que preparou a luta, nem o capitão que conduziu seus soldados à vitória; grandes lutas se preparam: lutas do bem contra o mal, das trevas contra a luz, lutas do espírito de progresso contra a ignorância estacionaria. Esperai com paciência, porque nem vossas maldições, nem vossos louvores, em nada poderiam mudar quanto à vontade de Deus; ele saberá sempre manter ou afastar seus instrumentos do teatro dos acontecimentos, segundo tenham cumprido sua missão, ou que tenham abusado, para servir seus objetivos pessoais, do poder que terão adquirido pelo seu sucesso. Tendes o exemplo do César moderno e do meu. Devi, por várias existências miseráveis e obscuras, expiar minhas faltas, e vivi, pela última vez, na Terra, sob o nome de Louis IX.
Assinado :Júlio Cesar."


Louis IX de França (1226-1270)

Psicografia no Cemitério

28 de mai de 2010

No ano de 1931, desencarnou, em Pedro Leopoldo, um amigo do Chico, católico sincero e pai de família. Chico, já conhecido como espírita e médium, acompanhou o féretro até o cemitério.
Acompanhava o extinto também um sacerdote; finalizando o ato, acerca-se do Chico o Padre e pergunta-lhe:
"- Dizem que você recebe espíritos, Chico, é verdade?"
"- É verdade, estimado reverendo."
"- Você deve tomar todo cuidado, pois o "Tinhoso" usa todos os artifícios para levar ao mal qualquer pessoa..."
"- No entanto, Padre, os espíritos que se servem de meu braço para escrever orientam-me somente para o bem..."
O Padre retirou do interior de um livro que trazia um papel em branco e convidou o Chico:
"- Bem, nós estamos num cemitério, acompanhando um amigo morto. Tente alguma coisa. Vejamos se há aqui algum espírito desejando escrever, pediu o Padre, com ares de ironia...
Humildemente, Chico toma o papel e lápis, coloca-se em concentração sobre a laje de um túmulo; segundos depois, seu braço movimenta-se com espantosa rapidez e escreve:
 ADEUS
O sino plange em terna suavidade,
No ambiente balsâmico da Igreja;
Entre as nuvens, no altar, em tudo adeja
O perfume dos goivos da saudade.

Geme a viuvez, lamenta-se a orfandade;
E a alma que regressa do exílio beija
A luz que resplandece, que viceja,
Na catedral azul da imensidade...

"Adeus, Terra das minhas desventuras...
Adeus, amados meus..." - diz nas alturas...
A alma liberta, o azul do céu singrando...

- Adeus... - choram as rosas desfolhadas.
- Adeus... - clamam as vozes desoladas
De quem ficou no exílio soluçando...

AUTA DE SOUZA
DO LIVRO: Chico Xavier - O Homem, o Médium, o Missionário.

A insônia e a gripe

27 de mai de 2010

Leitor amigo, eu encontrei esse artigo do Dr. Luis Fernando Correia, que trata de um assunto curioso e interessante sobre gripe, como eu durmo menos de 8 horas noite, eu enquadro neste caso.Se alguém conhecer alguma forma de aumentar a quantidade de horas de sono por noite, avise-me ficarei grato.
Leia com atenção:

Dormir pouco, torna o organismo presa fácil da gripe diz estudo:
"Menos de oito horas de sono por dia já aumentam risco de pegar doenças. Substâncias que fortalecem sistema imune são secretadas no repouso. Dormir menos de oito horas por dia torna o organismo vítima fácil do vírus da gripe. Essa foi a conclusão de pesquisadores da Universidade Carnegie Melon, em trabalho publicado na revista" Archives of Internal Medicine" de 12 de janeiro. A quantidade e a qualidade do sono podem afetar o funcionamento do sitstema imunológico, baixando as defesas do corpo. Um grupo de 150 voluntários saudáveis teve sua quantidade e qualidade de sono registrados durante 14 dias. Os especilalistas consideraram o limite de 8 horas de sono como ideal. A qualidade do sono foi avaliada pelo tempo em que os participantes realmente estavam dormindo quando estavam repousando. Após 14 dias os voluntários foram inoculados com o vírus da gripe através de gotas nasais contendo rinovírus. O mecanismo foi escolhido por replicar o que acontece no mundo real. Os sintomas de um quadro gripal tipico apareceram em alguns dos participantes, como esperado.
O cruzamento dos dados mostrou que existe uma relação direta entre o sono e a instalação dos quadros virais. Dormir sete horas ou menos por dia aumenta em quase três vezes a possibilidade da gripe manifestar.
Outro achado importante foi o de que a qualidade do sono também afeta a defesa orgânica. Perder 10% do tempo de qualidade do sono pode aumentar em mais de 5 vezes a chance de ficar gripado quando infectado.
Segundo os pesquisadores, a produção de substâncias que regulam a resposta imunológica, chamadas de citocinas, fica comprometida pela falta de sono".
 Fonte: Luis Fernando Correia , ele é medico e apresentador do programa" Saúde em Foco" da CBN.

Mediunidade Social ( Artigo que percorre a história)

24 de mai de 2010

  MEDIUNIDADE SOCIAL
 Autor: Eugenio Lara
 Conforme a definição de Allan Kardec, o “Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, da origem e do destino dos Espíritos, e de suas relações com o mundo corporal.” (1) Essas relações ocorrem através de um processo de comunicação entre espíritos desencarnados e encarnados, classificado pelo Espiritismo de mediunidade. Para o fundador do Espiritismo, mediunidade é a capacidade que todos os seres humanos possuem de sentir a influência dos seres desencarnados. “Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos. Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns.” (2)
 Essa faculdade se manifesta nas relações interexistenciais e é a responsável pela interação entre os dois mundos, o físico e o extrafísico. A mediunidade surge com o próprio ser humano, é inerente, indissociável, um atributo intrínseco de nosso psiquismo, cujos registros existem desde a pré-história. Todas as grandes religiões da humanidade, em todas as civilizações da Antiguidade, em todos os livros sagrados, da Bíblia ao Alcorão, nos Vedas e nos Upanishades, no Bagavhad Gita, no Livro de Mórmon, no Livro dos Mortos do antigo Egito, dentre outros, observa-se a influência dos Espíritos no mundo corporal.
Com as pesquisas realizadas no século passado, hoje os estudiosos do Espiritismo admitem essa influência, não somente pela via natural, tradicional, na interação comunicacional entre um determinado Espírito e o médium, mas também através de aparelhos eletrônicos, a chamada Transcomunicação Instrumental (TCI), que ao lado da Transcomunicação Mediúnica (TCM), constituem um conjunto de fenômenos inseridos no universo do Processo de Comunicação Mediúnica (PCM).
Segundo a teoria desenvolvida por Kardec em suas experimentações, evidenciada pelas investigações metapsíquicas e parapsicológicas, essa interação entre as duas dimensões ocorre em função da existência de uma matéria sutil, o fluido cósmico universal, conceito semelhante ao prana dos orientais, mais adequadamente definido como energia cósmica, cujas propriedades ainda pouco conhecemos.
É através da manipulação dessa energia que os Espíritos podem influir no mundo corporal e, em contrapartida, os encarnados conseguem obter efeitos impressionantes quando manipulam a energia vital (uma modificação da energia cósmica), cuja fonte se encontra na Natureza, especialmente nos chamados médiuns de efeitos físicos, estabelecendo influenciações na dimensão extrafísica, paralela a nossa. Essa forma de energia, ainda pouco conhecida, “desempenha o papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o Espírito possa exercer ação sobre ela.” (3)
 Além da mediunidade, a reencarnação é um outro portal que permite a influência dos Espíritos no mundo físico. De modo que, segundo a teoria espírita, a mediunidade e a reencarnação são as duas únicas formas de que os Espíritos podem se servir para influir na matéria.
A influência espiritual não se dá somente nas relações interpessoais. Ela ocorre em nível coletivo, social, o que nos leva a pensar a mediunidade em parâmetros que extrapolam as relações localizadas, individuais, seja em um nível eticamente positivo (a inspiração), como também nos processos obsessivos. Allan Kardec admitiu a tese de que a obsessão pode se dar em nível coletivo. “O que um Espírito pode fazer com um indivíduo, vários Espíritos podem fazer com vários indivíduos simultaneamente, dando à obsessão um caráter epidêmico. Um legião de maus Espíritos pode invadir uma localidade, e aí manifestar-se de diversas maneiras. Foi uma epidemia desse gênero que castigou a Judéia no tempo do Cristo.” (4)
 MEDIUNIDADE E SOCIOLOGIA
 O conceito de mediunidade, aplicada no campo sociológico, se alarga, se amplia ao ponto de termos de acrescentar um adjetivo, a fim de qualificar essa modalidade fenomenológica ainda desconsiderada pelas ciências sociais. Mediunidade social foi a expressão cunhada pelo filósofo portenho Humberto Mariotti (5) , em seu livro Parapsicologia e Materialismo Histórico (6) , a partir de estudos por ele realizados sobre a monumental obra Espiritismo Dialético, do também portenho Manuel S. Porteiro. (7)
Mariotti, amiúde mais poeta do que filósofo, vê na mediunidade social o campo propício para a manifestação superior de Espíritos extremamente elevados, o que em sua visionária concepção, daria origem ao que denominou de Espiritocracia. Segundo ele, a mediunidade social seria uma nova faculdade mediúnica, “por meio da qual os fenômenos sociais, políticos e econômicos serão elucidados pelos Grandes Seres, que se comunicarão com a alma do povo para expressar ao Homem e ao Cidadão o verdadeiro significado da existência e das questões sociais.” (8)
A Espiritocracia, conforme o conceito do eminente filósofo portenho, seria uma forma extremamente avançada de democracia mediúnica, onde os tribunos espíritas, através da mediunidade social, realizariam um movimento de intensa transformação ética e comportamental no seio da sociedade, cuja conceituação se constitui numa superação do que Allan Kardec denominou de Aristocracia Intelecto-Moral. (9)
Segundo Mariotti, “a História sempre foi movida pela mediunidade social”, que abrangerá “tanto a tribuna e o orador, como as massas. Em certos momentos, os povos desenvolvem um tipo de mediunidade coletiva, por meio da qual se produzem as revoluções históricas, como a francesa e a russa.” (10)
O Espiritismo, na sua visão, é o único espiritualismo “que possui caracteres mediúnicos; por conseguinte, é ele que deverá dirigir-se aos povos, para que desenvolvam suas qualidades psíquicas e metapsíquicas.” (11)
O pensador espírita francês Léon Denis é também um dos partidários da idéia de que o mundo dos Espíritos não é uma dimensão estática, estagnada e parada no tempo e no espaço. Para ele, “as almas dos mortos não são entidades vagas, indefinidas, como alguns acreditam, pois, atingindo as altas camadas da hierarquia espiritual, elas se convertem em poderes notáveis, em centros de atividades e de vida capazes de exercer uma ação sobre a humanidade terrestre.” (12)
“Pela sugestão magnética, podem influir sobre aquele que escolheram, fazendo nele germinar a idéia matriz e incitá-lo ao ato decisivo que vai coroar sua obra.
“É dessa forma que os invisíveis se envolvem nos atos dos vivos, para a concretização do bem e o cumprimento da justiça eterna”. (13)
Esse envolvimento ativo dos Espíritos, citado por Léon Denis, ocorre, por exemplo, durante os conflitos bélicos, nas guerras. Kardec incluiu essa questão em O Livro dos Espíritos:
541. Durante uma batalha, há Espíritos assistindo os combates e amparando cada um dos exércitos?
“Sim, e que lhes estimulam a coragem.”
“Os antigos figuravam os deuses tomando o partido deste ou daquele povo. Esses deuses eram simplesmente Espíritos representados por alegorias.”
542. Estando, numa guerra, a justiça sempre de um dos lados, como pode haver Espíritos que tomem o partido dos que se batem por uma causa injusta?
“Bem sabeis haver Espíritos que só se comprazem na discórdia e na destruição. Para esses, a guerra é a guerra. A justiça da causa pouco os preocupa.”
543. Podem alguns Espíritos influenciar o general na concepção de seus planos de campanha?
“Sem dúvida alguma. Podem influenciá-lo nesse sentido, como com relação a todas as concepções.”
544. Poderiam maus Espíritos suscitar-lhe planos errôneos com o fim de levá-lo à derrota?
“Podem; mas, não tem ele o livre-arbítrio? Se não tiver critério bastante para distinguir uma idéia falsa, sofrerá as conseqüências e melhor faria se obedecesse, em vez de comandar.”
545. Pode, alguma vez, o general ser guiado por uma espécie de dupla vista, por uma visão intuitiva, que lhe mostre de antemão o resultado de seus planos?
“Isso se dá amiúde com o homem de gênio. É o que ele chama inspiração e o que faz que obre com uma espécie de certeza. Essa inspiração lhe vem dos Espíritos que o dirigem, os quais se aproveitam das faculdades de que o vêem dotado.” (14).
A intervenção dos Espíritos no mundo corporal é um tema extremamente importante no Espiritismo, ao ponto de Kardec dedicar-lhe um capítulo inteiro em O Livro dos Espíritos , cujo mecanismo será analisado em sua obra posterior, O Livro dos Médiuns.
Essa intervenção pode ser oculta ou manifesta, quando evidenciada pelos fenômenos de efeitos físicos. Sofremos a influência dos Espíritos diariamente, a todo instante. Ela se dá em nível individual e coletivo, de modo espontâneo e desorganizado. Ou então, de forma planejada e dirigida, a partir de um projeto, de uma ação coordenada visando determinado objetivo.
O conflito de idéias, de classes, que ocorre em nosso mundo, também existe no mundo dos Espíritos. Por afinidade, grupos de pessoas se aglutinam em torno de uma idéia, formando partidos, movimentos, organizações voltadas para o bem-estar ou para o mal. O crime organizado não existe somente em nosso mundo. Da mesma forma que organizações humanitárias extrafísicas atuam de forma decisiva nos processos sociais, conforme descreve o Espírito André Luiz através da mediunidade de Chico Xavier.
A influência é mútua. Ela é interativa, e não se dá de forma tão unilateral como parece ser quando lemos essa outra pergunta de O Livro dos Espíritos:
459. Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?
“Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem.” (15)
Há quem sustente que nosso mundo é um reflexo do mundo dos Espíritos. Trata-se de uma concepção metafísica, mística, cujos fundamentos estão bem distantes da boa lógica e do bom senso. No entanto, são dois lados de uma mesma moeda. Vivemos em um grande ecossistema (físico e extrafísico) que interage, se interpenetra, mas que na forma, no formato, em sua construção, está sujeito ao nível evolutivo, ao progresso das idéias, ao desenvolvimento tecnológico, a tal ponto que poderíamos, inclusive, inverter a formulação contida nessa questão. Não seriam os homens que dirigem os Espíritos, muito mais do que eles imaginam? Afinal, quer queira ou quer não, a decisão humana, em última instância, estará sempre restrita ao exercício do livre-arbítrio.
JOANA D’ARC E OS ESPÍRITOS
Na história da humanidade, a trajetória de Joana d’Arc (1412-1431) é uma das mais emblemáticas quanto à intervenção dos Espíritos no processo social.
Camponesa simples, analfabeta, criada dentro do,s princípios do catolicismo, Joana começou a ouvir vozes e ter visões a partir dos 12 anos de idade. Na primeira visão, viu uma grande luz e em seguida a aparição de santos. O arcanjo São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida foram as entidades que lhe revelaram uma missão: a de libertar os franceses do jugo inglês.
Esse fato ocorreu durante a Guerra dos Cem Anos, entre Inglaterra e França, que se prolongou por mais de um século (1337 a 1450) e marca uma fase da transição entre o feudalismo e o capitalismo.
Sob a inspiração dos Espíritos, Joana d’Arc convence o rei Carlos VII de sua missão, que lhe outorga o título de “chefe de guerra”, isso com apenas 17 anos. Vestida com uma armadura de guerreiro, espada e um estandarte, lidera um exército de homens envolvidos por seu magnetismo, pela influência dos Espíritos e confiantes na vitória. Joana toma a cidade de Orléans (1929) e as principais bases dos inimigos ingleses. Foi o prenúncio da definitiva expulsão dos ingleses, que somente se daria em 1450, com a vitória final de Carlos VII e a retomada da Normandia.
Mesmo tendo sido ferida em Paris, traída, presa, julgada e queimada como herege pelos ingleses, como uma bruxa, Joana tornou-se um símbolo de liberdade e do patriotismo francês, algo que na época não era muito claro, pois a idéia de nação ainda não estava bem desenvolvida entre os franceses.
O filósofo espírita francês Léon Denis foi um grande admirador dessa formidável heroína. Joana d’Arc, Médium é uma de suas obras mais eloqüentes. Nela, o Druida de Lorena analisa a vida e o martírio dessa excepcional médium, segundo os princípios espíritas. “Joana d’Arc era, pois, um intermediário de dois mundos, um médium poderoso. Por isso foi martirizada, queimada. Tal, em regra, a sorte dos enviados do Alto”. (16)
Até hoje, os fenômenos de vidência, audiência, premonição e clarividência que faziam parte da vida de Joana, desde a pré-adolescência, não são aceitos pelos historiadores. Muito menos a decisiva intervenção dos Espíritos naquela delicada fase da história humana, pois tais acontecimentos contribuíram para que surgisse um contexto propício à vindoura Revolução Francesa, em 1789. (17)
Em uma reunião anual da Academia Americana de Neurologia, realizada em 1990, as pesquisadoras Lydia Bayne e Elizabeth Foote-Smith, da Universidade da Califórnia, em São Francisco, concluíram que a inspiração, as vozes e as visões de Joana eram na verdade uma forma rara de epilepsia. Segundo essas perspicazes cientistas, o ataque epiléptico ao invés de se dar por meio de convulsões, manifesta-se na forma de delírios, de alucinações. Joana sofria então de Apoplexia Parcial Complexa. (18) Cabe lembrar que o médium Francisco Cândido Xavier também foi considerado um epilético por neurologistas e parapsicólogos de batina.
O fato é que essa humilde camponesa, influenciada por vozes e visões, comandou exércitos na Idade Média, numa época em que ser mulher e, ainda mais, guerreira, não era algo comum e muito bem aceito pela sociedade da época, tanto que foi queimada como bruxa. Somente em 1455 a corte eclesiástica reverteu o processo inquisitorial que a incriminou. De mulher-demônio, tornou-se santa, canonizada somente em 1909 pela mesma igreja que a queimou em praça pública. O caso Joana d’Arc até hoje intriga os historiadores. Nenhuma das diversas correntes da História deu conta dessa questão.
Allan Kardec também, como Denis, se interessou por Joana d’Arc. Chegou a comentar na Revista Espírita (1858) uma polêmica obra psicografada pela médium Ermance Dufaux, intitulada A Vida de Joana d’Arc (Ditada por Ela Mesma) (19).
 A médium, que foi colaboradora do fundador do Espiritismo, recebeu a densa obra, repleta de informações históricas, com apenas 14 anos. “Sabemos que os incrédulos farão sempre mil e uma objeções; mas para nós, que vimos a médium operar, a origem do livro não pode ser posta em dúvida”, (20) afirmou Kardec a respeito do interessante livro, lançado em 1858.
RELEITURA DA HISTÓRIA
Mesmo com todas as dificuldades de comprovação do fenômeno mediúnico, a ação dos Espíritos no processo histórico é um componente fundamental para o entendimento de determinados fatos. A partir do conceito de mediunidade social é possível fazer uma releitura da história, amparada não somente na análise da fenomenologia mediúnica, como também em informações advindas dos Espíritos, segundo uma metodologia adequada, conforme os mesmos parâmetros que nortearam Allan Kardec em seus estudos sobre a mediunidade.
Segundo Léon Denis, a intervenção dos Espíritos ocorre de tempos em tempos na vida dos povos, “como nos tempos de Joana d’Arc. As mais das vezes, porém, a ação que exercem permanece obscura, primeiro para salvaguarda da liberdade humana, e, sobretudo, porque, se é indubitável que elas desejam ser conhecidas, não menos certo é quererem que o homem se esforce e se faça apto a conhecê-las.”
E prossegue o filósofo: “Os grandes fatos da História, devidos à intervenção delas, são comparáveis às aberturas que se produzem de súbito entre as nuvens, quando o tempo está sombrio, para nos mostrarem o céu profundo, luminoso, infinito, claros esses que, entretanto, logo se cerram, porque o homem ainda não se acha bastante maduro para apanhar e compreender os mistérios da vida superior.” (21)
Afirma Manuel S. Porteiro que “desde os séculos mais antigos, os mortos têm chamado a atenção dos vivos e já era hora de a ciência dar-se por advertida. Por absurdos ou inverossímeis que pareçam os fenômenos espíritas, não deixam, no entanto, de serem certos e naturais como toda outra manifestação da Natureza e do Espírito que a anima.” “O demônio de Sócrates, a diva de Plotino, a ninfa de Numa, deixaram de ser personagens mitológicos para converterem-se, à luz do Espiritismo, em gênios protetores ou em espíritos vinculados à vida de certos homens, por afetos ou outras diversas razões, capazes, em certos casos, de ser vistos e ainda fotografados, como a Katie King de William Crookes, a Estela de Livermore, a Yolanda de Elisabeth D'Espérance, o Joey de Alexandre Aksakof e o Vicente do dr. Imoda.” (22)
Há uma infinidade de situações provocadas pelos Espíritos que ainda não foram devidamente analisadas pela historiografia oficial. A epopéia do Êxodo, com a libertação do povo judeu por Moisés, sob a inspiração e ação extrafísica de Jeová, o espírito familiar protetor dos hebreus, adotado pelo cristianismo como um Deus universal — o “Senhor dos Exércitos”, que fulminou Sodoma e Gomorra e eventualmente enviava anjos (Espíritos) aos patriarcas, como aquele que lutou corporalmente com Jacó e o que ajudou Tobias a curar seu pai da cegueira, até o evento mediúnico do Pentecostes, um marco na propagação do cristianismo, registrado no Atos dos Apóstolos.
A ação de Krishna e de Espíritos nas tradições descritas no MahaBarata; na cultura céltica, cujos guerreiros eram respeitados pela sua coragem, pela sua fúria. Eles não temiam a morte (os celtas eram reencarnacionistas) e contavam com o auxílio dos guerreiros celtas desencarnados, evocados pelo druida, um mago, poderoso médium iniciado nos mistérios dos fenômenos da natureza.
A Cabana do Pai Tomás, célebre obra escrita pela norte-americana Harriet Beecher Stowe, em 1852, foi uma contundente denúncia da escravatura e serviu como fonte de inspiração para o abolicionismo norte-americano, que culminou com a Guerra da Secessão. Essa obra, um dos grandes clássicos da literatura mundial, foi considerada pelo grande escritor russo Leon Tolstoi como “uma das grandes produções da mente humana”. Pelos relatos da escritora, a obra foi obtida em transe mediúnico, nos moldes semelhantes às obras recebidas pelo médium Chico Xavier. (23)
Alguns anos depois o célebre presidente dos Estados Unidos, Abraão Lincoln, realizaria sessões mediúnicas na Casa Branca, fato esse que até hoje não foi devidamente esclarecido. (24)
Não poderia ficar de fora o que Arthur Conan Doyle chamou de “invasão organizada”. Num espaço de dez anos (de 1848 a 1858) ocorreu uma ação intensa dos Espíritos por meio de fenômenos de poltergeist, raps, materializações etc., em todo o mundo, notadamente na Europa e América do Norte. A América Latina também não passou incólume. No Brasil, principalmente no Ceará, a imprensa registrou o que se convencionou chamar de mesas girantes. De 31 de março de 1848, quando se iniciaram os célebres fenômenos de Hydesville com as irmãs Fox, nos Estados Unidos, até a fundação da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em 1858, o mundo foi invadido pela ação dos Espíritos, em um processo antecipado pelas revelações pessoais do profeta e clarividente sueco Emmanuel Swedenborg, pelo sensitivo escocês Edward Irving e os poderes psíquicos do norte-americano Andrew Jackson Davis.
Enfim, muitos são os fatos históricos a espera de uma releitura à luz do conceito de mediunidade social e dos princípios espíritas. A evolução do ser humano, da sociedade e da história passa necessariamente pela interação entre o físico e o extrafísico, através do fenômeno mediúnico e do fenômeno palingenésico.
Artigo escrito por:
Eugenio Lara, arquiteto e jornalista, é membro-fundador do Centro de Pesquisa e Documentação Espírita (CPDoc), do Instituto Cultural Kardecista de Santos (ICKS) e um dos coordenadores do site Pense - Pensamento Social Espírita.
Notas
(1)   KARDEC, Allan, O Que é o Espiritismo, preâmbulo in Iniciação Espírita, Edicel, 5ª edição, 1979, trad. Joaquim da Silva Sampaio Lobo – São Paulo-SP (Grifo meu).
(2)    KARDEC, Allan, O Livro dos Médiuns, cap. XIV, item 159, pg. 203, FEB, 62ª edição, 1986, trad. J. Herculano Pires – Rio de Janeiro-RJ.
(3)    KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos, 1ª parte, cap. II, q. 27, FEB, 76ª edição, 1995, trad. Guillon Ribeiro – Rio de Janeiro-RJ.
(4)    KARDEC, Allan, Obras Póstumas, 1ª parte, III. A Criação, § 7º Da Obsessão e da Possessão, pág. 45, Edicel, 2ª edição, 1979, trad. Sylvia Mele Pereira da Silva – São Paulo-SP.
Dentro desse critério, podemos considerar o nazismo como um movimento de histeria coletiva, uma obsessão social.
(5)    Humberto Mariotti (1905-1982), poeta, escritor, jornalista, conferencista e intelectual espírita portenho. Foi presidente da Confederação Espírita Argentina (em 1935/1937 e 1963/1967) e também vice-presidente da Confederação Espírita Pan-Americana (Cepa) em duas gestões. Escreveu, dentre outras obras: Dialéctica y Metapsíquica; El Alma de los Animales a Luz de la Filosofia Espírita; En Torno al Pensamiento Filosofico de J. Herculano Pires; Victor Hugo, el Poeta del Más Allá; Los Ideais Espíritas en la Sociedad Moderna.
(6)    Essa obra, editada na Argentina em 1963, foi traduzida pelo filósofo e jornalista J. Herculano Pires nos anos 60 com o nome O Homem e a Sociedade Numa Nova Civilização (Edicel) e relançada com o título original em 1983 pela mesma editora. Ela foi lançada inicialmente no Brasil em plena ditadura militar, daí a mudança estratégica do nome da obra, a fim de evitar problemas com a censura e a repressão ideológica.
(7)    Manuel S. Porteiro (1881-1936), pensador espírita argentino, considerado o fundador da sociologia espírita. Foi presidente da Confederação Espírita Argentina (1934-1935). Escreveu os livros Espiritismo Dialectico (disponível gratuitamente no site PENSE – Pensamento Social Espírita - www.viasantos.com/pense em edição virtual e lançada no Brasil por iniciativa do Centro Espírita José Barroso em 2002, com tradução de José Rodrigues), Concepto Espirita de la Sociologia, Origen de las Ideas Morales e Ama y Espera.
(8)    MARIOTTI, Humberto, Parapsicologia e Materialismo Histórico, 2ª parte, cap. XIX, Edicel, 2ª edição, 1983, trad. J. Herculano Pires – São Paulo-SP.
(9)             Ver Obras Póstumas, Allan Kardec, 1ª parte, As aristocracias.
(10)             MARIOTTI, Humberto, Parapsicologia e Materialismo Histórico, 2ª parte, cap. XIX, pág. 151.
(11)                      MARIOTTI, Humberto, Ibidem
(12)                      DENIS, Léon, O Mundo Invisível e a Guerra, cap. II, pág. 21, Ed. CELD, 1ª edição, 1995, trad. José Jorge – Rio de Janeiro-RJ.
(13)                      DENIS, Léon, Ibidem.
(14)                      KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos, 2ª parte, cap. IX.
(15)                       KARDEC, Allan, Ibidem
(16)                       DENIS, Léon, Joana d’Arc Médium, cap. IV, pág. 67, 11ª edição, 1984, trad. Guillon Ribeiro, ed. FEB.
(17)                       A Revolução Gloriosa, na Inglaterra e a Revolução Norte-Americana também influenciaram decisivamente os ideólogos da Revolução Francesa.
(18)                       Joana d’Arc Ganha Diagnóstico, in O Estado de S. Paulo, 3/5/1990.
(19)                       Essa obra foi lançada no Brasil pela Editora do Lar da Família Universal (LFU) e pela DPL.
(20)                       KARDEC, Allan, Revista Espírita, 1858, pág. 30, trad. Júlio Abreu Filho, Edicel.
(21)                       DENIS, Leon, Joana d’Arc Médium, cap. IV, págs. 64 e 65.
(22)                       PORTEIRO, Manuel S., Espiritismo Dialético, pág. 5, Ed. PENSE, trad. José Rodrigues.
(23)                       MARIOTTI, Humberto, Victor Hugo, Espírita, item 15, Ed. Correio Fraterno, 1ª edição, 1989, trad. Wilson Garcia, São Bernardo do Campo-SP.
MAYNARD, Nettie Colburn, Sessões Espíritas na Casa Branca, 2ª edição, 1981, E

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Luciano Dudu