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A Nova Era - Fénelon

8 de jun de 2010

Estimado Leitor, tomamos a liberdade de postar uma instrução do espírito Fénelon, ditado em Paris em 1861 e publicado no Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo I intitulado "Não vim destruir a lei" item 10.

Gostaria que lessem esta instrução e refletissem a cerca do que  irei escrever na próxima postagem.
Tenho como objetivo comentar sobre esta mensagem de bom ânimo do espírito a todos nós e principalmente para os Franceses da época do "Período pós-revolução francesa".
Boa Leitura .



Instrução dos espíritos 

10. "Um dia, Deus, em sua inesgotável caridade, permitiu que o homem visse a verdade varar as trevas. Esse dia foi o do advento do Cristo. Depois da luz viva, voltaram as trevas.
Após alternativas de verdade e obscuridade, o mundo novamente se perdia. Então, semelhantemente aos profetas do Antigo Testamento, os Espíritos se puseram a falar e a vos advertir. O mundo está abalado em seus fundamentos; reboará o trovão. Sede firmes! O Espiritismo é de ordem divina, pois que se assenta nas próprias leis da Natureza, e estai certos de que tudo o que é de ordem divina tem grande e útil objetivo.
O vosso mundo se perdia; a Ciência, desenvolvida à custa do que é de ordem moral, mas conduzindo-vos ao bem-estar material, redundava em proveito do espírito das trevas. Como sabeis, cristãos, o coração e o amor têm de caminhar unidos à Ciência. O reino do Cristo, ah! passados que são dezoito séculos e apesar do sangue de tantos mártires, ainda não veio. Cristãos, voltai para o Mestre, que vos quer salvar. Tudo é fácil àquele que crê e ama; o amor o enche de inefável alegria. Sim, meus filhos, o mundo está abalado; os bons Espíritos vo-lo dizem sobejamente; dobrai vos à rajada que anuncia a tempestade, a fim de não serdes derribados, isto é, preparai-vos e não imiteis as virgens loucas, que foram apanhadas desprevenidas à chegada do esposo. A revolução que se apresta é antes moral do que material. Os grandes Espíritos, mensageiros divinos, sopram a fé, para que todos vós, obreiros esclarecidos e ardorosos, façais ouvir a vossa voz humilde, porquanto sois o grão de areia; mas, sem grãos de areia, não existiriam as montanhas. Assim, pois, que estas palavras - "Somos pequenos" - careçam para vós de significação. A cada um a sua missão, a cada um o seu trabalho. Não constrói a formiga o edifício de sua república e imperceptíveis animálculos não elevam continentes?Começou a nova cruzada. Apóstolos da paz universal, que não de uma guerra, modernos São Bernardos , olhai e marchai para frente; a lei dos mundos é a do progresso".


Fénelon. (Poitiers,1861 .)

O início da Revolução Francesa


Revolução Francesa capítulo -1/8
"Questão de nº 55 do livro Consolador.
A desigualdade verificada entre as classes sociais, no universo dos bens terrenos, perdurará nas épocas do porvir?
Resposta o Benfeitor Emanuel:
A desigualdade social é o mais elevado testemunho da verdade da reencarnação, mediante a qual cada espírito tem sua posição definida de regeneração e resgate. Nesse caso, consideramos que a pobreza, a miséria, a guerra, a ignorância, como outras calamidades coletivas, são enfermidades do organismo social, devido à situação de prova da quase generalidade dos seus membros. Cessada a causa patogênica com a iluminação espiritual de todos em Jesus Cristo; a moléstia coletiva estará eliminada dos ambientes humanos."

Comentários de Luciano:
O espírito Fénelon, que ditou a instrução dos espíritos intitulada "Nova Era", foi em sua última existência François Fénelon, que desencarnou em 1715. François foi um teólogo católico que sempre se preocupou com as questões sociais e religiosas do mundo.
Ele começa sua instrução mostrando que Jesus trouxe os ensinos da máxima "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao Próximo como a ti mesmo", e que depois da partida do Cristo a humanidade teve dificuldade de colocar seus ensinamentos em prática de forma absoluta, caindo nas trevas da consciência e dos vícios morais e materiais. E que com o passar dos séculos o homem comprometeu-se cada vez mais dizendo que era em prol de um ideal.
Eu convido aos irmãos para refletirem sobre essa instrução que Fénelon ditou na cidade francesa de Poitiers em 1861 tem como um de seus objetivos levar uma mensagem de bom ânimo para as pessoas da época, principalmente os franceses; Essa mensagem além de ser muito profunda, dá para fazermos uma analise com relação a visão histórica da época. Essa mensagem ocorreu em período de : Ascensão e Quedas da França no século anterior, posto que no período de 05 de Maio de 1789 até 09 de novembro de 1799 houve uma grande alteração no quadro político, social e espiritual da França, marcando os anais históricos como uma Era de muito sangue, carnificina, manchando a memória da Europa, espalhando o Terror e o medo para o Mundo.
Essa mensagem de bom ânimo complementa outras passagens do Evangelho Segundo Espiritismo, onde os Espíritos Venerandos explicam que Jesus disse: "Eu não vim destruir a lei, mas cumpri-la"... E, em outro momento, quando ele trata do consolador prometido e diz: "e eu rogarei a meu Pai e ele vos enviará outro Consolador, a fim de que fique eternamente convosco".
Fazendo uma analise apenas nos fatos da época  os franceses estavam sequiosos de fé, esperança para uma vida mais pacífica, e precisavam de um consolo para libertar sua memória do medo e do Terror que a revolução Francesa trouxe.

Além de que essa mensagem é muito atual também serve de consolo para todos nós que vivemos em busca de uma condição espiritual mais serena e tranquila,ela nos dá bom animo e esperança.
Sobre os dados históricos da época eu farei uma explanação sobre o que foi a Revolução Francesa".
Iniciou-se com a revolução a Idade Contemporânea que tinha como meta abolir a servidão e os direitos feudais, foram promulgados, então, os princípios universais de Liberdade, Igualdade, Fraternidade (Liberté, Egalité, Fraternité), frase criada por Rousseau.
Para conseguir tais mudanças a França passou por um período fatídico, ela passou por várias repúblicas, um período ditatorial, uma monarquia constitucional e dois impérios que, conseqüentemente, foi cercada de Guerras entre nações e até guerras civis.
No livro "A Caminho da Luz", o espírito Emmanuel nos diz que:
"A independência americana acendera o mais vivo entusiasmo no ânimo dos franceses, humilhados pelas mais prementes dificuldades, depois do extravagante reinado de Luis XV".
"O fluxo desenfreado e os abusos do clero e da nobreza, em proporções espantosas, haviam ambientado todas as idéias livres e nobres dos enciclopedistas e dos filósofos, no coração torturado do povo. A situação das classes proletárias e dos lavradores caracterizava-se pela mais hedionda miséria".
A França do século XIX atravessava sérios problemas sociais, econômicos e religiosos, evidenciando que tudo não passou de grandes provas coletivas que se acentuavam a cada dia da revolução.
A população burguesa (comerciantes e trabalhadores) estava cansada de ser avassalada por altos impostos, começava, então, a surgir líderes do povo que fundariam, na época de Luis XVI, o terceiro Partido.
Na postagem de numero 2/8 iremos numerar enumerar os mais importantes líderes da revolução francesa
Desça com a barra de rolagem que você encontrará a continuação R.F. 2/8

Autor: Luciano Oliveira

O revolucionário Danton – Um dos responsáveis pela Constituinte

Revolução Francesa 2/8
"Questão de nº 65 do livro Consolador
O homem que guarda responsabilidade nos cargos públicos da Terra responde, no plano espiritual, pelas ordens que cumpre e faz cumprir?
Resposta do Benfeitor Emanuel:
A responsabilidade de um cargo público, pelas suas características morais, é sempre mais importante que a concedida por Deus sobre um patrimônio material. Daí a verdade que, na vida espiritual, o depositário do bem público responderá sempre pelas ordens expedidas pela sua autoridade, nas tarefas da Terra."

Comentários de Luciano:
Georges Jacques Danton, advogado francês, foi um dos Pais da Revolução, no meu ponto de vista; foi um francês de grandes valores, tornou-se um líder das massas populares, apesar de ter desvirtuado um pouco de seus ideais no auge da revolução, acabou tomando ciência da necessidade de resgatar seus antigos valores iluministas com muita bravura até seus últimos dias de existência terrena.
Tornou-se membro da sociedade dos amigos da Constituição, um dos fundadores do Partido Jacobino que representava os menos favorecidos.
Fez parte na promulgação da Assembléia Constituinte de 1789, fez parte da proclamação da República contra o reinado de Luis XVI e de Maria Antonieta, que não tinham grandes preocupações com a população miserável. Naquela época, o valor da moeda era a farinha com que se confeccionava o pão que matava a fome da população. Foram tempos difíceis e inflacionários onde o preço da farinha chegou a ser assustador, fazendo com que a população pobre não pudesse nem confeccionar seu pobre pão, existe até uma fala de Maria Antonieta que diz: "Se o povo não tem pão, que eles comam bolo", isso fez com que a população criasse mais animosidade contra a rainha de um casamento arranjando para fortalecer a aliança entre a Prússia e a França, ela jamais teve preocupação com o povo francês.
Como a criatura humana traz em seu íntimo instintos primitivos, os líderes republicanos, para dar mostra de seu poder, tomaram medidas grotescas: para oficializar a Proclamação da República, seria necessário guilhotinar o rei Luis XVI e Maria Antonieta. O intuito era deixar claro para o povo que o poder opressor e injusto da monarquia estaria extinto com a morte de ambos.
Pouco tempo depois, o revolucionário jacobino Danton acabou sendo substituído por outro revolucionário, o Dr. Robespierre, escolhido por seu partido.
A substituição deu-se porque Danton defendia posições mais moderadas, como a "reação dos burgueses contra a Lei do Preço Máximo". A partir de então, Danton se tornou personagem coadjuvante da revolução e retornou para sua terra natal.
Danton voltou a ter um papel importante na Revolução quando se sentiu no dever de defender as verdadeiras idéias revolucionárias que foram deturpadas pelos jacobinos pós-governo Danton.
Sua volta triunfal como líder dos opressores deu-se no período do governo de Robespierre, ele voltou à França na condição de cidadão, mas como um líder partidário, e começou a confabular contra o governo tirano da época. Seu objetivo era defender os ideais da revolução contra a opressão da "Era do Terror" implantado pelo seu sucessor Robespierre.
Danton também era um grande formador de opinião e voltou a ter o favoritismo da classe opressora que continuava na miséria mesmo depois da queda de Luis XVI. As promessas dos jacobinos à população foram meias-verdades, pois a miséria permanecia.
Danton tentou convencer o povo de que os ideais da revolução foram adulterados, com isso Robespierre sentiu-se obrigado a confabular uma falsa conspiração, deixando Danton como um desertor ativista; o objetivo do verdugo era colocar fim à vida dele.
Após muitos dias de julgamento e rebeliões em Paris, Danton acabou condenado à morte por conspiração e, assim, morreu guilhotinado juntamente com mais 14 revolucionários que lutavam contra as idéias de Robespierre que espalhara o Terror e morte a mais de 40.000 franceses que foram considerados "personas non gratas e contra revolucionários".
Antes de morrer, Danton pediu para que sua cabeça fosse exposta ao povo para que todos guardassem em sua memória aquela cena de injustiça e falsidade, antes de ser decapitado lamentou morrer antes de Robespierre.
Mediante fatos históricos, dá para perceber com clareza que Danton, apesar de ter participado do processo da extinção da monarquia, foi comparsa em muitas mortes, mas quando a Era do Terror espalhou-se, notamos que a voz de Deus clamou em sua consciência e fez com que ele sentisse necessidade de se redimir. Ele acabou dando sua vida na condição de espírito abnegado para colocar fim às insanidades da Era do Terror. Sua morte serviria para mostrar ao povo que a Era do Terror foi além dos limites da revolução, que estava ceifando a vida até de seus fundadores.
Desça com a barra de rolagem que você encontrará a continuação R.F. 3/8.
 
Autor: Luciano Oliveira

 

O revolucionário Robespierre “A ERA DO TERROR”


Revolução Francesa 3/8
"Questão de nº 348 do livro Consolador
Onde a causa da indiferença dos homens pela fraternidade sincera, observando se que há geralmente em todos grandes entusiasmos pela hegemonia material de seus grupos, suas cidades, clubes e agremiações onde se verifique a evidência pessoal?
Resposta do Benfeitor Emanuel :
É que as criaturas, de um modo geral, ainda têm muito da tribo, encontrando se encarcerados nos instintos propriamente humanos, na luta das posições e das aquisições, dentro de um egoísmo quase feroz, como se guardassem consigo, indefinidamente, as heranças da vida animal. Todavia; é preciso recordar que, após a eclosão desses entusiasmos, há sempre o gosto amargo da inutilidade no íntimo dos espíritos desiludidos da precária hegemonia do mundo, instante esse em que a alma experimenta a dilatação de suas tendências profundas para o "mais alto". Nessa hora, a fraternidade conquista uma nova expressão no íntimo da criatura, a fim de que o Espírito possa alçar o grande vôo para os mais gloriosos destinos."

Comentários de Luciano:
Maximilien François Robespierre, advogado francês, foi um grande estudioso do direito e acabou tornando-se um grande prosélito das idéias Iluministas. Um homem com grande poder de oratória, um grande formador de opinião que era capaz de convencer as massas com suas opiniões.

 
Emmanuel cita no livro "A Caminho da Luz" que líderes franceses não conseguiram prosseguir com sua missão de levar projetos de melhoria e progresso para o povo francês, comprometendo toda uma coletividade. Líderes tais como: Marat e Robespierre que faziam parte do clube dos jacobinos.
Eu acredito que no início da revolução eles eram dotados de ideais nobres, tinham sede de liberdade de um poder monárquico e clerical repressivo. Porque Robespierre foi um dos poucos defensores, na época, do sufrágio universal e da igualdade dos direitos, defendendo a abolição da escravidão e as associações populares.
Ele defendia que "a mesma autoridade divina que ordena aos reis serem justos, proíbe aos povos serem escravos".
Ele lutou incansavelmente para que houvesse mudanças no governo clerical e dizia:
"Se a existência de Deus, se a imortalidade da alma não fossem senão sonhos, ainda assim seriam a mais bela de todas as concepções do espírito humano".
Infelizmente, a partir do momento que tais revolucionários tomaram o poder não conseguiram levar adiante seus ideais nobres, ficando à mercê do materialismo citado por Fénelon na instrução dos espíritos; os conhecimentos intelectuais e da ciência da época ofuscaram os verdadeiros ideais de igualdade, liberdade e fraternidade.
Espíritos encarnados que não conseguiram lidar com uma grande prova que é "Governar uma Nação de forma justa e humilde" acabaram enveredando por caminhos trevosos do materialismo, vaidade, da astúcia e da maldade.
No ápice da Era do Terror, tais governantes tentaram instituir o descristianismo, criado pelo líder Marat, gerando assim a Deusa da República Radical. O objetivo era desmoralizar a Santa Madre Igreja.

Desça com a barra de rolagem que você encontrará a continuação R.F. 4/8.

Autor: Luciano Oliveira

O revolucionário Marat


Revolução Francesa 4/8
"Questão de nº 62 do livro Consolador
Pergunta: O "não matarás" alcança o caçador que mata por divertimento e o carrasco que extermina por obrigação?
Resposta do Benfeitor Emanuel :
À medida que evolverdes no sentimento evangélico; compreendereis que todos os matadores se encontram em oposição ao texto sagrado. No grau dos vossos conhecimentos atuais, entendeis que somente os assassinos que matam por perversidade estão contra a lei divina. Quando avançardes mais no caminho, aperfeiçoando o aparelho social, não tolerareis o carrasco, e, quando estiverdes mais espiritualizados, enxergando nos animais os irmãos inferiores de vossa vida, a classe dos caçadores não terá razão de ser. Lendo, os nossos conceitos, recordareis os animais daninhos e, no íntimo, haveis de ponderar sobre a necessidade do seu extermínio. É possível, porém, que não vos lembreis dos homens daninhos e ferozes. O caluniador não envenena mais que o toque de uma serpente? Com frieza a maquinaria da guerra incompreensível não é mais impiedosa que o leão selvagem?...
Ponderemos essas verdades e reconheceremos que o homem espiritual do futuro, com a luz do Evangelho na inteligência e no coração, terá modificado o seu ambiente de lutas, auxiliando igualmente os esforços evolutivos de seus companheiros do plano inferior, na vida terrestre".

Comentários de Luciano

Jean-Paul Marat era médico, filósofo, teorista político e cientista, mais conhecido como jornalista radical e político da Revolução Francesa. Possuía um trabalho respeitado por seu caráter impetuoso e sua postura descompromissada do novo governo, mas que se tornou um aliado de Robespierre.

Milhares de pessoas foram guilhotinadas graças às publicações caluniosas e falsas feitas em seu jornal, confabulando contra os caluniados e acusando-os de contra-revolucionários. Cerca de 40.000 pessoas foram guilhotinadas naquela época.

Autor: Luciano Oliveira

Marie-Anne Charlotte Corday d'Armon


Um fato histórico aconteceu em julho de 1793
                                                         Charlotte na casa de Marat
Revolução Francesa 5/8 

Comentários de Luciano:
Era uma moça devota das idéias iluministas católicas que, sentindo-se revoltada com a Era do Terror, arquitetou um plano com o intuito de colocar um fim ao movimento.
Charlotte dirigiu-se até a residência do líder Marat. Utilizando-se de uma estratégia, disse que era portadora de uma lista de nomes de contra-revolucionários para entregar ao líder. Devido a problemas de saúde, Marat quase não estava saindo de casa e constantemente estava em seus aposentos, imerso em uma banheira para seus tratamentos medicinais devido a uma doença de pele que adquiriu quando vivia refugiado nos esgotos da França em épocas de monarquia.
Charlotte então pegou uma faca e cravou no coração de Marat que veio a desencarnar. O pintor Davi retratou a cena em um quadro, fazendo com que Marat fosse endeusado pelos franceses na posterioridade.
Charlotte foi acusada pela morte de Marat e levada à guilhotina de forma resignada, com muita bravura. Ela sentia que seu ato poderia colocar fim a tanta crueldade na França... Ledo engano da moça, pois isso não mudou o quadro trágico francês.
Eu fico pensando sobre o que motivou Charlotte a cometer o assassinato de Marat, seria ela uma louca? Ou era um espírito que outrora foi um revolucionário e que nesta existência francesa teria que nascer nos bastidores, como determinação das leis de ação e reação, para que cumprisse as Leis Divinas? Talvez um espírito que vivera toda a sua existência tolhida de suas reminiscências revolucionárias...
Pelo quadro histórico que a nação vivia da Era do Terror, provavelmente o espírito de Charlotte teve fortes reminiscências de seu passado, que estão gravadas no escaninho da memória, conforme assevera Leon Denis.
Então, ela passou a nutrir uma vontade inexplicável de fazer justiça para o povo e acabou cometendo este ato insano?
Será que este espírito deveria ter passado por várias provas e situações de guerras e revoltas em outras vidas para ter a coragem de colocar sua vida em jogo a fim de tentar salvar o seu povo da Era do Terror?
Não estou querendo transformá-la em heroína e nem justificar o assassinato que ela cometeu, mas porque ela teria feito isto? Fica aqui uma interrogação para refletirmos.
                                                        Marat Morto - pintura de Davi
 
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Autor: Luciano Oliveira

A invenção da Guilhotina diminui o sofrimento dos executados


Revolução Francesa 6/8
"Questão de nº 63 do livro Consolador
Pergunta: Considerando a determinação positiva do "não julgueis", como poderemos discernir do mal, sem julgamento?-
Resposta do Benfeitor Emanuel:
Entre julgar e discernir, há sempre grande distância. O ato de julgar para a especificação de conseqüência definitiva pertence à autoridade divina, porém, o direito da análise está instituído para todos os Espíritos, de modo que, discernindo o bem e o mal, o erro e a verdade, possam as criaturas traçar as diretrizes do seu melhor caminho para Deus."

Comentários: Luciano
O aparelho conhecido como Guilhotina voltou a ser usado na época da Revolução Francesa para aplicar a pena de morte por decapitação aos contra-revolucionários e aos conspiradores.
No meu ponto de vista, a guilhotina foi um mal necessário, explicarei porque penso assim:
As barbáries aconteciam, as execuções se davam das seguintes formas:
O réu poderia ter como sentença o enforcamento, entretanto, o réu teria uma morte agonizante e demorada, ou o réu poderia ter como sentença ser morto a golpes de machado que na maioria das vezes trazia muito sofrimento, porque apenas um golpe não ceifava a vida do suposto criminoso.
O médico francês Joseph Igance Guillotin, que viveu por volta de 1738 a 1814, achava os métodos de execução muito desumanos e foi inspirado a criar um aparelho onde a morte era rápida e quase indolor, porque a pessoa não agonizava, daí nasceu a Guilhotina. Guillotin estimava que a instantaneidade da punição era a condição necessária e absoluta de uma morte decente.

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Autor: Luciano Oliveira


Foto de Guilhotan

A morte de Maximilien Robespierre


Revolução Francesa 7/8
 
"Questão de nº 64 do livro Consolador
Pergunta: Em face da lei dos homens, quando em presença do processo criminal, deve dar-se o voto condenativo, em concordância com o processo-crime, ou absolver o réu em obediência ao "não julgueis"?
Resposta do Benfeitor Emanuel:
Na esfera de nossas experiências, considerarmos que, à frente dos processos humanos, ainda quando as suas peças sejam condenatórias, deve-se recordar a figura do Cristo junto da pecadora apedrejada, pois que Jesus estava também perante um júri. "Quem estiver sem pecado atire a primeira pedra" – é a sentença que deveria lembrar, sempre, a nossa situação comum de Espíritos decaídos, para não condenar esse ou aquele dos nossos semelhantes. "Vai e não peques mais" – deve ser a nossa norma de conduta dentro do próprio coração, afastando-se a erva do mal que nele viceje. Nos processos públicos, a autoridade judiciária, como peça integrante da máquina do Estado no desempenho de suas funções especializadas, deve saber onde se encontra o recurso conveniente para o corretivo ou para a reeducação do organismo social, mobilizando, nesse mister, os valores de sua experiência e de suas responsabilidades. Individualmente, porém, busquemos aprender que se podemos "julgar" alguma coisa, julguemo-nos, sempre, em primeiro lugar, como o irmão mais próximo daquele a quem se atribui um crime ou uma falta, a fim de estarmos acordes com Aquele que é a luz dos nossos corações. Nas horas comuns da existência, procuremos a luz evangélica para analisar o erro e a verdade, discernir o bem e o mal; todavia, no instante dos julgamentos definitivos, entreguemos os processos A Deus, que, antes, de nós, saberá sempre o melhor caminho da regeneração dos seus filhos trabalhadores."

Comentários de Luciano:
Voltando ao outro líder Maximilien, ele era um líder nato, possuía o dom da oratória, conseguia fazer discernir o verbo, mas com o tempo começou – ao invés de usar o verbo para construir uma nova nação republicana – a disseminar o terror e pânico através de seus discursos, coagindo a população e fazendo os civis acreditarem que seu governo ditador era o melhor que eles poderiam ter conquistado.
Aqueles civis que não comungassem dos mesmos ideais revolucionários deveriam ser guilhotinados.

  Em "A Caminho da Luz", Emmanuel diz o seguinte:
"A lei da compensação é uma das maiores e mais vivas realidades do Universo. Sob as suas disposições sábias e justas, a cidade de Paris teria de ser, ainda por muito tempo, o teatro de trágicos acontecimentos. Foi assim que se instalou o hediondo tribunal revolucionário e a chamada junta da salvação pública, com os mais sinistros espetáculos do patíbulo. A consciência da França viu-se envolvida em trevas espessas. A tirania de Robespierre ordenou a matança de numerosos companheiros e de muitos homens honestos e dignos".
Caro leitor, reportando agora a instrução do espírito Fénelon, nós conseguimos enxergar com clareza sua opinião quando ele diz: "O vosso mundo se perdia; a Ciência, desenvolvida à custa do que é de ordem moral, mas conduzindo-vos ao bem-estar material, redundava em proveito do espírito das trevas. Como sabeis cristãos, o coração e o amor têm de caminhar unidos à Ciência. O reino do Cristo, ah! Passados que são dezoito séculos e apesar do sangue de tantos mártires, ainda não veio".
Os lideres esquerdistas revoltosos conseguiram convencer o povo de que havia necessidades urgentes de mudanças no governo. Foi criado o terceiro poder que acabou aniquilando o Poder Monárquico.
A revolução foi necessária para que se abrissem novos horizontes tanto para a França como também para o mundo, mas daí, leitor amigo, faço a seguinte pergunta:
- Será que era necessária tanta barbárie para o início da Idade Contemporânea?
Mesmo diante da revolução, a miséria permanecia entre o povo. Não seria isso uma reação das ações realizadas por aquele povo que matava de uma forma abrupta, levando uma vida um tanto insana?
Tais líderes incutiram na mente do povo ideais de um mundo melhor. Infelizmente, falava-se muito em igualdade, liberdade e fraternidade, mas naquela época poucos desfrutariam disso. A classe menos favorecida continuava na mesma situação de miséria e penúria de antes.
É importante ressaltarmos a responsabilidade que um líder tem ao apresentar propostas e novos ideais para uma coletividade. O Benfeitor Espiritual Emmanuel nos diz que: "Nós somos responsáveis por aquilo que plasmamos na mente dos outros".
Que pode ser de boas idéias ou más idéias, a responsabilidade é proporcional à gravidade dos atos e fatos.
Com base na citação do benfeitor Emmanuel, em meus parcos conhecimentos creio que tais líderes franceses possuem uma responsabilidade maior com relação à barbárie que acontecia, pois eram formadores de opinião. A carnificina não acontecia apenas pelas mãos do governo, até mesmo os civis achavam-se no direito de tirar a vida de pessoas com quem não tinham boas relações e convivência.
Esses assassinatos civis não raro ficavam impunes, os algozes não eram penalizados com uma pena justa, não existia uma grande preocupação com as questões sociais e humanitárias.
Era aplicado nesta época as leis do Direito Penal Medieval, que tinha como objetivo mensurar mais os crimes contra a igreja e o Rei. A justiça era aplicada, na maioria das vezes, quando o indivíduo conspirava contra a igreja e o poder monárquico. O principio básico era castigar este réu atribuindo-lhe penas pesadas.
Por outro lado, os crimes que aconteciam entre civis muitas vezes não eram levados em conta. O cidadão que cometia o crime, diante do julgamento utilizava-se, em sua defesa, da alegação de que o assassinato deu-se porque a outra parte era um contra-revolucionário, desta forma os juízes concediam a absolvição para o criminoso.
Quando o individuo não compactuava com os mesmos ideais do Governo e da Igreja, não era levado em conta seu histórico de conduta moral e civil. O mesmo era considerado criminoso de uma forma implacável e as penas e o tratamento que o réu recebia pelo crime possuía uma similaridade ao da época da Delegação Divina.
Tais crimes tinham conotação de crimes divinos. E com a chegada do absolutismo apenas incrementou um pouco mais as punições, que agora estendia a crimes contra a revolução.
A Revolução Francesa foi um divisor de águas porque após este período o Direito Penal começou a ter bases mais sólidas, um grande criminalista e economista italiano Cesare Bonesana, em sua obra publicada em 1764 intitulada "Dos Delitos e das Penas", fazia fortes condenações ao sistema penal da época, principalmente os processos secretos, torturas, conspirações e a desigualdade das penas em função de diferenças de classe social. A partir de então começa a ser revista a questão do Direito e foram criados fundamentos jurídicos da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, do documento que era a base da Revolução Francesa surge então o Pensamento Penal Moderno.
Vejo com clareza que apesar da Revolução Francesa ter sido um grande símbolo da carnificina da história, essas atrocidades trouxeram benefícios posteriores.
No período pós-revolução, os grandes pensadores e legisladores de todo o mundo tiveram a preocupação de criar um sistema penal, igualitário e justo que acabaria abrangendo toda a humanidade.
Em se tratando de Justiça Divina, as coisas mudam um pouco de contexto. A Justiça dos homens está muito aquém de equiparar-se às Leis Divinas.
Diante da Justiça Divina qualquer criatura responde por seus atos, quer seja por pequenas ações ou até mesmo as hediondas.

 

 
Desça com a barra de rolagem que você encontrará a continuação R.F. 8/8.
Autor: Luciano Oliveira

Por que a França foi o Berço da Doutrina Espírita


 
Revolução Francesa 8/8
"Questão de nº 349 do Consolador:
Pergunta: Fraternidade e igualdade podem, na Terra, merecer um só conceito?
Resposta do Benfeitor Emanuel: Já observamos que o conceito igualitário absoluto é impossível no mundo, dada a heterogeneidade das tendências, sentimentos e posições evolutivas no círculo da individualidade. A fraternidade, porém, é a lei da assistência mútua e da solidariedade comum, sem a qual todo progresso, no planeta, seria praticamente impossível".

 
"Questão de nº 54 do Consolador:
Pergunta: Com a difusão da luz espiritual, alargará o homem a noção de pátria, de modo a abranger no mesmo nível todas as nações do mundo?
Resposta do Benfeitor Emanuel:
A luz espiritual dará aos homens um conceito novo de pátria, de maneira a proscrever-se o movimento destruidor pelos canhões e balas homicidas. Quando isso se verifique, o homem aprenderá a valorizar o berço em que nasceu, pelo trabalho e pelo amor, destruindo-se concomitantemente as fronteiras materiais; e dando lugar à era nova da grande família humana, em que as raças serão substituídas pelas almas e em que a pátria será honrada, não com a morte, mas com a vida bem aplicada e bem vivida."

 
Comentário de Luciano:
Levanto uma questão que acredito ser verdadeira: como já estudamos aqui o histórico dos líderes revolucionários, eu acredito que no caso dos lideres governamentais, sejam daquela época ou até os da atualidade, percebo que eles possuem uma responsabilidade muito grande perante as Leis Divinas.
Quando um líder consegue persuadir um grupo de pessoas que ficam cegas através de seu proselitismo, ele ensina que é necessário o escândalo surgir através de mortes, guerras e revoluções, tal líder assume assim uma grande dívida perante a Justiça Divina.
Trazendo em foco os líderes estudados nesta postagem: Danton, Robespierre, Marat dentre outros homens que foram autores da revolução francesa, traremos à tona para análise e reflexão a seguinte pergunta do livro dos espíritos:

"Questão 781, pergunta feita aos espíritos Venerandos:
Tem o homem o poder de paralisar a marcha do progresso?

Resposta dos espíritos: Não, mas tem, às vezes, o de embaraçá-la.

"Questão 781-a - Que se deve pensar dos que tentam deter a marcha do progresso e fazer que a Humanidade retrograde?

Resposta dos espíritos: Pobres seres, que Deus castigará! Serão levados de roldão pela torrente que procuram deter.""

Com a morte de Danton e dos 14 revolucionários, e com a Era do Terror evidenciada, em 1794 a política francesa passa por mais uma reviravolta, Robespierre e seus seguidores já haviam perdido todo prestígio e acabaram perdendo o poder.
Muitos militantes do poder dos girondinos que sobreviveram à Era do Terror fizeram aliança com os deputados da planície, articularam um golpe. Em 27 de julho de 1794, o 9 termidor, de acordo com o calendário revolucionário francês, a Convenção, em uma manobra rápida e estratégia, derrubou Robespierre e seus partidários.
Ele foi executado juntamente com os seus, na guilhotina que ele mesmo adotou para ceifar tantas vidas em nome da revolução.
Como já citamos, a revolução francesa foi necessária.
Eu tenho certeza de que a Espiritualidade Maior não designou que tal barbárie acontecesse em busca da Igualdade, Liberdade e Fraternidade. Se formos buscar no livro "O Céu e Inferno", compilado por Kardec, veremos no capítulo "Penas Futuras" que matar em nome de tais ideais não livrará a criatura de expiar tais "erros tenebrosos de passados escabrosos de iniquidade e de dor", como diria Monsenhor Horta em Parnaso Além-Túmulo.
E concluímos que tais provas poderão ser resgatadas de duas formas:
Poderá ocorrer através de resgates individuais ou coletivos, de acordo com a gravidade do ato. Será por isso que Fénelon vem pedir bom ânimo na instrução "Nova Era"?
Ainda sobre a Revolução Francesa, a culpa das atrocidades é primeiramente dos líderes e, em segunda instância, do povo que acreditou que as idéias de Robespierre, Marat e outros eram um mal necessário.
Após um breve estudo sobre a revolução francesa, sobre a mensagem de Fénelon,
concluímos com
os motivos que levaram a Espiritualidade Maior a escolher a França como o berço da codificação. Há três possíveis motivos que corroboram o fato de ter sido a França o berço da codificação da Doutrina dos Espíritos:


  1. Naquela época, na França reencarnaram espíritos vinculados com compromissos intelectuais, sociais, filosóficos, científicos, entretanto, a França tornava-se o "centro cultural do mundo ocidental", e a divulgação de uma nova doutrina religiosa vindo daquele país iria gerar grande repercussão em todo o globo.


  2. Na mensagem intitulada "Kardec e Napoleão", dita pelo espírito Humberto de Campos ao nosso saudoso Chico Xavier, deixa claro que Napoleão Bonaparte é a reencarnação do Imperador Caio Julio Cesar, antigo ditador Romano, e que na mesma época nas Gálias, região onde hoje se encontra a França, vivera Allan Kardec, naquela época muitos espíritos compromissados com o Cristo reencarnaram para auxiliar na codificação, direta ou indiretamente.


  3. Ambos os espíritos voltaram na França com compromissos de levar a luz para um povo. Kardec conseguiu de forma íntegra seguir com seus compromissos espirituais, codificando uma doutrina que iria trazer um bem para toda uma coletividade, enquanto Napoleão Bonaparte acabou desvirtuando-se de seu compromisso espiritual devido à ganância, o poder, enveredando para os caminhos equivocados que não do bem.
A Revolução Francesa, desenvolvendo o bem precioso da liberdade, e Kardec, codificando a Doutrina dos Espíritos, fornecem à humanidade uma nova cosmovisão do indivíduo, da sociedade e dos mundos que nos circulam, propiciando-nos o consolo da vida após a morte, e indicando-nos o caminho para uma vivência mais útil e harmoniosa.
Autor : Luciano Oliveira


O Imperador Júlio César renasce como Napoleão Bonarparte

31 de mai de 2010



 Amigo leitor, resolvemos postar essa mensagem ditada pelo espírito Irmão X através da lavra mediúnica do nosso saudoso Chico Xavier. 
Na mensagem o espírito deixa claro que Napoleão Bonaparte é uma das reencarnações do espírito que outrora assumiu a roupagem fisíca do grande imperador Júlio Cesar na Roma Antiga.
Na postagem anterior veremos outra reencarnação do Imperador Júlio Cesár como Rei Francês.
 Boa leitura e vamos refletir sobre o tema.

Kardec e Napoleão

Logo após o Brumário (9 de Novembro de 1799), quando Napoleão se fizera o primeiro Cônsul da República Francesa, reuniu-se, na noite de 31 de Dezembro de 1799, no coração da latinidade, nas esferas Superiores, grande assembléia, de espíritos sábios e benevolentes, para marcarem a entrada significativa do novo século.
Antigas personalidades de Roma Imperial, pontífices e guerreiros das Gálias, figuras notáveis da Espanha, ali se congregavam à espera do expressivo acontecimento.
Legiões dos Césares, com os seus estandartes, falanges de batalhadores do mundo gaulês e grupos de pioneiros da evolução hispânica, associados a múltiplos representantes das Américas, guardavam linhas simbólicas de posição de destaque.
Mas não somente os latinos se faziam representados no grande conclave. Gregos ilustres, lembrando as confabulações da Acrópole gloriosa, israelitas famosos, recordando o Templo de Jerusalém, deputações eslavas e germânicas, grandes vultos da Inglaterra, sábios chineses, filósofos hindus, teólogos budistas, sacrificadores das divindades olímpicas, renomados sacerdotes da Igreja Romana e continuadores de Maomet ali se mostravam, como em vasta convocação de forças da ciência e da cultura da Humanidade.
No concerto das brilhantes delegações que aí formavam, com toda a sua fulguração representativa, surgiam Espíritos de velhos batalhadores do progresso que voltariam à liça carnal ou que a seguiriam, de perto, para o combate à ignorância e a miséria, na laboriosa preparação da nova era da fraternidade e da luz.
No deslumbrante espetáculo da Espiritualidade Superior, com a refulgência de suas almas, achavam-se Sócrates, Platão Aristóteles, Apolônio de Tiana, Orígenes, Hipócrates, Agostinho, Fénelon, Giordano Bruno, Tomás de Aquino, S.Luis de França, Vicente de Paulo, Joana D'Arc, Tereza d'Avila, Catarina de Siena, Bossuet, Spinoza, Erasmo, Mílton, Cristóvão Colombo, Gutenberg, Galileu, Pascal, Swedenborg e Dante Alighieri para mencionar apenas alguns heróis e paladinos da renovação terrestre; e, em planos menos brilhantes, encontravam-se, no recinto maravilhoso, trabalhadores de ordem inferior, incluindo muitos dos ilustres guilhotinados da Revolução, quais Luís XVI, Maria Antonieta, Robespierre, Danton,
Madame Roland, André Chenier, Bailly, Camile Desmoulins, e grandes vultos como Voltaire e Rousseau.
Depois da palavra rápida de alguns orientadores eminentes, invisíveis clarins soaram na direção do plano carnal e, em breves instantes, do seio da noite, que velava o corpo ciclópico do mundo europeu, emergiu, sob a custodia de esclarecidos mensageiros, reduzido cortejo de sombras, que pareciam estranhas e vacilantes, confrontadas com as feéricas irradiações do palácio festivo.
Era um grupo de almas, ainda encarnadas, que, constrangidas pela Organização Celeste, remontavam à vida espiritual, para a reafirmação de compromissos.
À frente, vinha Napoleão, que centralizou o interesse de todos os circunstantes. Era bem o grande corso, com os seus trajes habituais e com o seu chapéu característico.
Recebido por diversas figuras da Roma antiga, que se apressavam em ofercer-lhe apoio e auxilio, o vencedor de Rivoli ocupou radiosa poltrona que, de antemão, lhe fora preparada.
Entre aqueles que o seguiram, na singular excursão, encontravam-se respeitáveis autoridades reencarnadas no Planeta, como Beethoven, Ampère, Fúlton, Faraday, Goethe, João Dálton, Pestalozzi, Pio VII, além de muitos outros campeões da prosperidade e da independência do mundo.
Acanhados no veículo espiritual que os prendia à carne terrestre, quase todos os recém-vindos banhavam-se em lágrimas de alegria e emoção.
O Primeiro-Cônsul da França, porém, trazia os olhos enxutos, não obstante a extrema palidez que lhe cobria a face. Recebendo o louvor de várias legiões, limitava-se a responder com acenos discretos, quando os clarins ressoaram, de modo diverso, como se pusessem a voar para os cimos, no rumo do imenso infinito...
Imediatamente uma estrada de luz, à maneira de ponte levadiça, projetou-se do Céu, ligando-se ao castelo prodigioso, dando passagem a inúmeras estrelas resplendentes.
Em alcançando o solo delicado, contudo, esses astros se transformavam sem seres humanos, nimbados de claridade celestial.
Dentre todos, no entanto, um deles avultava em superioridade e beleza. Tiara rutilante brilhava-lhe na cabeça, como que a aureolar-lhe de bênçãos o olhar magnânimo, cheio de atração e doçura. Na destra, guardava um cetro dourado, a recamar-se de sublimes cintilações...
Musicistas invisíveis, através dos zéfiros que passavam apressados, prorromperam num cântico de hosanas, sem palavras articuladas.
A multidão mostrou profunda reverência, ajoelhando-se muitos dos sábios e guerreiros, artistas e pensadores, enquanto todos os pendões dos vexilários arriavam, silenciosos, em sinal de respeito.
Foi então que o corso se pôs em lágrimas e, levantando-se, avançou com dificuldade, na direção do mensageiro que trazia o báculo de ouro, postando-se genuflexo, diante dele.
O celeste emissário, sorrindo com naturalidade, ergueu-o, de pronto, e procurava abraçá-lo, quando o Céu pareceu abrir-se diante de todos, e uma voz enérgica e doce, forte como a ventania e veludosa como a ignorada melodia da fonte, exclamou para o Napoleão, que parecia eletrizado de pavor e júbilo, ao mesmo tempo:
- Irmão e amigo ouve a verdade, que te fala em meu espirito! Eis-te à frente do apóstolo da fé, que, sob a égide do Cristo, descerrará para a Terra atormentada um novo ciclo de conhecimento...
César ontem, e hoje orientador, rende o culto de tua veneração, ante o pontífice da luz! Renova, perante o Evangelho, o compromisso de auxiliar-lhe a obra renascente!... Aqui se congregam conosco lidadores de todas as épocas. Patriotas de Roma e das Gálias, generais e soldados que te acompanham nos conflitos da Farsália, de Tapso e de Munda, remanescentes das batalhas de Gergóvia e de Alésia aqui te surpreendem com simpatia e expectação...
Antigamente, no trono absoluto, pretendias-te descendente dos deuses para dominar a Terra e aniquilar os inimigos... Agora, porém, o Supremo Senhor concedeu-te por berço uma ilha perdida no mar, para que te não esqueças da pequenez humana e determinou voltasses ao coração do povo que outrora humilhaste e escarneceste, a fim de que lhe garantas a missão gigantesca, junto da Humanidade, no século que vamos iniciar.
Colocado pela Sabedoria Celeste na condição de timoneiro da ordem, no mar de sangue da Revolução, não olvides o mandato para o qual fostes escolhido.
Não acredites que as vitórias das quais fostes investido para o Consulado devam ser atribuídas exclusivamente ao teu gênio militar e político. A Vontade do Senhor expressa-se nas circunstâncias da vida. Unge-te de coragem para governar sem ambição e reger sem ódio. Recorre à oração e à humildade para que te não arrojes aos precipícios da tirania e da violência!...
Indicado para consolidar a paz e a segurança, necessárias ao êxito do abnegado apóstolo que descortinará a era nova, serás visitado pelas monstruosas tentações do poder.
Não te fascines pela vaidade que buscará coroar-te a fronte... Lembra-te de que o sofrimento do povo francês, perseguido pelos flagelos da guerra civil, é o preço da liberdade humana que deves defender, até o sacrifício. Não te macules com a escravidão dos povos fracos e oprimidos e nem enlameies os teus compromissos com o exclusivismo e com a vingança!...
Recorda que, obedecendo a injunções do pretérito, renasceste para garantir o ministério espiritual do discípulo de Jesus que regressa à experiência terrestre, e vale-te da oportunidade para santificar os excelsos princípios da bondade e do perdão, do serviço e da fraternidade do Cordeiro de
Deus, que nos ouve em seu glorificado sólio de sabedoria e de amor!
Se honrares as tuas promessas, terminará a missão com o reconhecimento da posteridade e escalarás horizontes mais altos da vida, mas, se as tuas responsabilidades forem menosprezadas, sombrias aflições amontoar-se-ão sobre as tuas horas, que passarão a ser gemidos escuros em extenso deserto...
Dentro do novo século, começaremos a preparação do terceiro milênio do Cristianismo na Terra.
Novas concepções de liberdade surgirão para os homens, a Ciência erguer-se-á a indefiníveis culminâncias, as nações cultas abandonarão para sempre o cativeiro e o tráfico de criaturas livres e a religião desatará os grilhões do pensamento que, até hoje, encarceram as melhores aspirações da alma no inferno sem perdão!...
Confiamos, pois, ao teu espírito valoroso a governança política dos novos eventos e que o Senhor te abençoe!...
Cânticos de alegria e esperança anunciaram nos céus a chegada do século XIX e, enquanto o Espírito da Verdade, seguido por várias cortes resplandecentes, voltava para o Alto, a inolvidável assembléia se dissolvia...
O apóstolo que seria Allan Kardec, sustentando Napoleão nos braços, conchegou-o de encontro ao peito e acompanhou-o, bondosamente, até religá-lo ao corpo de carne, no próprio leito.
Em 3 de outubro de 1804, o mensageiro da renovação renascia num abençoado lar de Lião, mas o Primeiro-Cônsul da República Francesa, assim que se viu desembaraçado da influência benéfica e protetora do Espírito de Allan Kardec e de seus cooperadores, que retomavam, pouco a pouco, a integração com a carne, confiantes e otimistas, engalanou-se com a púrpura do mando e, embriagado de poder, proclamou-se Imperador, em 18 de maio de 1804, ordenando a Pio VII viesse coroá-lo em Paris.
Napoleão, contudo, convertendo celestes concessões em aventuras sanguinolentas, foi apressadamente situado, por determinação do Alto, na solidão curativa de Santa Helena, onde esperou a morte, enquanto Allan Kardec, apagando a própria grandeza, na humildade de um mestre-escola, muita vez atormentado e desiludido, como simples homem do povo, deu integral cumprimento à divina missão que trazia à Terra, inaugurando a era espírita-cristã, que, gradativamente, será considerada em todos os quadrantes do orbe como a sublime renascença da luz para o mundo inteiro

Livro Cartas e Crônicas - Espírito Irmão X - Psicografia Francisco C. Xavier.


 

Mensagem Psicografada em 1859: Ditada pelo Espírito Júlio Cesar (Imperador)


O imperador Júlio Cesar (100 A.C - 44 A.C)

Amigo Leitor, essa matéria postada, refere-se uma psicografia ditada a um médium em Paris, orientado por Kardec. Em uma das sessões mediúnicas o Espírito que um dia assumiu a roupagem física do Imperador Júlio Cesar, ditou esta mensagem, veja na íntegra.

"Revista Espírita -23 de setembro de 1859. (Méd. Sr. R...)
Até o momento não considerastes a guerra senão sob o ponto de vista material; guerras intestinas, guerras de povos a povos; não tendes jamais visto nisso senão conquistas, escravidão, sangue, morte e ruínas; é tempo de considerá-la sob o ponto de vista moralizador e progressista. A guerra semeia, em sua passagem, a morte e as idéias; as idéias germinam e se engrandecem; o Espírito, depois de se fortalecer na vida Espírita, vem fazê-las frutificar. Não sobrecarregueis, pois, com as vossas maldições, o diplomata que preparou a luta, nem o capitão que conduziu seus soldados à vitória; grandes lutas se preparam: lutas do bem contra o mal, das trevas contra a luz, lutas do espírito de progresso contra a ignorância estacionaria. Esperai com paciência, porque nem vossas maldições, nem vossos louvores, em nada poderiam mudar quanto à vontade de Deus; ele saberá sempre manter ou afastar seus instrumentos do teatro dos acontecimentos, segundo tenham cumprido sua missão, ou que tenham abusado, para servir seus objetivos pessoais, do poder que terão adquirido pelo seu sucesso. Tendes o exemplo do César moderno e do meu. Devi, por várias existências miseráveis e obscuras, expiar minhas faltas, e vivi, pela última vez, na Terra, sob o nome de Louis IX.
Assinado :Júlio Cesar."


Louis IX de França (1226-1270)

Psicografia no Cemitério

28 de mai de 2010

No ano de 1931, desencarnou, em Pedro Leopoldo, um amigo do Chico, católico sincero e pai de família. Chico, já conhecido como espírita e médium, acompanhou o féretro até o cemitério.
Acompanhava o extinto também um sacerdote; finalizando o ato, acerca-se do Chico o Padre e pergunta-lhe:
"- Dizem que você recebe espíritos, Chico, é verdade?"
"- É verdade, estimado reverendo."
"- Você deve tomar todo cuidado, pois o "Tinhoso" usa todos os artifícios para levar ao mal qualquer pessoa..."
"- No entanto, Padre, os espíritos que se servem de meu braço para escrever orientam-me somente para o bem..."
O Padre retirou do interior de um livro que trazia um papel em branco e convidou o Chico:
"- Bem, nós estamos num cemitério, acompanhando um amigo morto. Tente alguma coisa. Vejamos se há aqui algum espírito desejando escrever, pediu o Padre, com ares de ironia...
Humildemente, Chico toma o papel e lápis, coloca-se em concentração sobre a laje de um túmulo; segundos depois, seu braço movimenta-se com espantosa rapidez e escreve:
 ADEUS
O sino plange em terna suavidade,
No ambiente balsâmico da Igreja;
Entre as nuvens, no altar, em tudo adeja
O perfume dos goivos da saudade.

Geme a viuvez, lamenta-se a orfandade;
E a alma que regressa do exílio beija
A luz que resplandece, que viceja,
Na catedral azul da imensidade...

"Adeus, Terra das minhas desventuras...
Adeus, amados meus..." - diz nas alturas...
A alma liberta, o azul do céu singrando...

- Adeus... - choram as rosas desfolhadas.
- Adeus... - clamam as vozes desoladas
De quem ficou no exílio soluçando...

AUTA DE SOUZA
DO LIVRO: Chico Xavier - O Homem, o Médium, o Missionário.

A insônia e a gripe

27 de mai de 2010

Leitor amigo, eu encontrei esse artigo do Dr. Luis Fernando Correia, que trata de um assunto curioso e interessante sobre gripe, como eu durmo menos de 8 horas noite, eu enquadro neste caso.Se alguém conhecer alguma forma de aumentar a quantidade de horas de sono por noite, avise-me ficarei grato.
Leia com atenção:

Dormir pouco, torna o organismo presa fácil da gripe diz estudo:
"Menos de oito horas de sono por dia já aumentam risco de pegar doenças. Substâncias que fortalecem sistema imune são secretadas no repouso. Dormir menos de oito horas por dia torna o organismo vítima fácil do vírus da gripe. Essa foi a conclusão de pesquisadores da Universidade Carnegie Melon, em trabalho publicado na revista" Archives of Internal Medicine" de 12 de janeiro. A quantidade e a qualidade do sono podem afetar o funcionamento do sitstema imunológico, baixando as defesas do corpo. Um grupo de 150 voluntários saudáveis teve sua quantidade e qualidade de sono registrados durante 14 dias. Os especilalistas consideraram o limite de 8 horas de sono como ideal. A qualidade do sono foi avaliada pelo tempo em que os participantes realmente estavam dormindo quando estavam repousando. Após 14 dias os voluntários foram inoculados com o vírus da gripe através de gotas nasais contendo rinovírus. O mecanismo foi escolhido por replicar o que acontece no mundo real. Os sintomas de um quadro gripal tipico apareceram em alguns dos participantes, como esperado.
O cruzamento dos dados mostrou que existe uma relação direta entre o sono e a instalação dos quadros virais. Dormir sete horas ou menos por dia aumenta em quase três vezes a possibilidade da gripe manifestar.
Outro achado importante foi o de que a qualidade do sono também afeta a defesa orgânica. Perder 10% do tempo de qualidade do sono pode aumentar em mais de 5 vezes a chance de ficar gripado quando infectado.
Segundo os pesquisadores, a produção de substâncias que regulam a resposta imunológica, chamadas de citocinas, fica comprometida pela falta de sono".
 Fonte: Luis Fernando Correia , ele é medico e apresentador do programa" Saúde em Foco" da CBN.

Leia com atenção

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Nota de esclarecimento

As imagens contidas neste blog, são retiradas do banco de imagens da rede web.
Agradeço a todos que compartilham na rede tais imagens e até mesmo textos.
Caso haja algum problema de utilização em meu blog de algum material de sua autoria, entre em contato para que eu proceda a retirada.
Luciano Dudu