Vídeo de divulgação da História e o Espiritismo

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DIVALDO FRANCO RESPONDE

8 de jul de 2010



Perg. 1)- Revista de Espiritismo - Quais as possíveis conseqüências para o autor de abusos sexuais?


Divaldo Franco - Todo e qualquer atentado que o homem perpetra gera-lhe em conseqüência distúrbios na área correspondente. É natural, portanto, que os abusos de ordem sexual de uma existência ressurjam em expressão de limite ou de conflito numa nova experiência carnal. Seria difícil definir como se manifestará o impositivo da Lei, já que inúmeros fatores constituem atenuantes ou agravantes, que somente a Consciência Cósmica pode avaliar. Igualmente, os efeitos do mau uso não se dão necessariamente de imediato, tendo-se em vista que não há nos códigos divinos determinações punitivas, mas atitudes que facultam a reparação do equívoco, propondo crescimento interior. A verdade irrefragável é que ninguém viola as leis de equilíbrio sem sofrer-lhe os efeitos dolorosos.


Perg. 2)- RE - Passando o planeta Terra a mundo de regeneração, que alterações terá de fazer ao seu modus vivendi (alimentação, hábitos)?

DF - Naturalmente escapam-nos as ocorrências que terão lugar no porvir da humanidade. O que podemos sentir é que na Era Nova o sofrimento não mais constituirá uma forma de espada de Dâmocles oscilando sobre as nossas cabeças, em ameaça constante de aflição e dor. A Terra terá as suas condições climatéricas mais harmônicas, sem os frios congeladores nem os calores tórridos, porque o próprio planeta experimentará modificações estruturais, facultando aos seus habitantes menos angústias e padecimentos. Da mesma forma, a qualidade moral das pessoas estará modificada para melhor e o relacionamento dos seres estará trabalhado na verdadeira fraternidade. É lógico que a alimentação será mais compatível com o amor aos seres vivos, particularmente os animais, nossos irmãos em processo de evolução, ocupando momentaneamente posição inferior na escala do progresso. A ciência e a tecnologia desenvolverão recursos nutrientes mais consentâneos com a organização fisiológica mais delicada, porquanto menos carregada de vibrações deletérias, tendo-se em vista a psicosfera vigente.

Os hábitos serão saudáveis, a crueldade, as guerras, os ódios, as traições, os crimes, a violência, os ressentimentos, e outros males que caracterizam o nosso atraso moral, passarão a figuras de museu, onde o futuro lerá as páginas primitivas do nosso estágio atual.


Perg. 3)- RE - O problema das vacas loucas poderá ser um alerta para a necessidade do homem investir noutras áreas da alimentação?

DF - Sem dúvida. Estamos a ser convidados a uma análise mais profunda a respeito dos nossos hábitos alimentares, passando a alterar o nosso comportamento nessa como em outras áreas por onde nos movimentamos.

Quando a Divindade deseja modificar a estrutura comportamental dos seres humanos faculta que determinadas ocorrências tenham lugar, de forma que os mesmos se dêem conta da sua fragilidade diante da vida e passem a reflexionar melhor sobre a sua transitória organização física. A Terra dispõe de recursos, alguns ainda inexplorados, para atender às necessidades de todos aqueles que a habitam, sem a necessidade premente dos matadouros...


Perg. 4)- RE - Que acontecerá aos cerca de 30 bilhões de espíritos que são inquilinos da Terra?

DF - As tradições espirituais asseveram que a população do planeta terrestre seria de cerca de 28 bilhões de espíritos que, através dos milênios vêm desenvolvendo as suas aptidões e avançando no rumo da grande luz. Considerando-se a infinidade de mundos no Universo, o processo da evolução não se restringe apenas à Terra. Desse modo, quando adquirirem elevação intelecto-moral poderão continuar no nosso planeta, à medida que ele cresça e se transforme, como poderão habitar outros mundos mais felizes, conforme acentuou Jesus: na Casa do Pai há muitas moradas.

Todo esse processo dá-se através das leis naturais de afinidades e de sintonia. O mundo espiritual superior utiliza os valores que cada espírito possui e, graças à irradiação psíquica, por intermédio de vibrações que se harmonizam são expulsos, qual ocorreu com os nossos primeiros habitantes mais intelectualizados, que teriam vindo de outro sistema, ou são promovidos. Não há repouso, no sentido de paralisia, inutilidade, na obra de Deus.


Perg. 5)- RE - Que ilações tirar do 1.º Congresso Espírita Mundial, que teve como tema «O Centro Espírita»?

DF - Os espíritas descobriram que se encontram em condições de promover o progresso da sociedade, desde que reúnam pessoas de 32 países em Brasília, a fim de estudarem o centro espírita e as suas implicações no conceito social, ampliando os horizontes do trabalho em favor de toda a humanidade.

Verificamos o amadurecimento psicológico com que transitamos no momento, podendo desenvolver um labor de fraternidade e de esclarecimento como dantes jamais houvera acontecido. Atingimos, dessa forma, a fase pressentida por Allan Kardec, na qual o espiritismo contribuiria para a renovação social.


Perg. 6)- RE - Qual será o impacto que o espiritismo terá na sociedade do futuro? Algumas pessoas sonham com a possibilidade do planeta se tornar num centro espírita: não será isso um pouco de presunção?

DF - Como previu o codificador, mudar as paisagens morais do planeta mediante a transformação moral das criaturas, demonstrando-lhes a imortalidade, confirmando-lhe o processo dos renascimentos corporais, mediante os quais se evolui e, por efeito, a vivência de um comportamento perfeitamente concordante com as propostas de Jesus, a respeito do amor. É certo que isso não se dará de um para outro momento, senão pelo processo habitual estabelecido pela própria evolução.

Acredito que a possibilidade de o planeta se tornar num centro espírita não passa de um sonho profundamente fanático, eliminando a hipótese do crescimento moral da criatura sem determinado tipo de rotulagem. O espiritismo preconiza a liberdade de consciência de todos os indivíduos, que podem evoluir também mediante outras filosofias de vida e doutrinas religiosas, desde que sejam coerentes com aquilo em que acreditam, e que se resolvam pela transformação moral para melhor. Allan Kardec ensinou que o espiritismo completa as demais doutrinas religiosas, porque confirma o que elas preconizam nos seus pontos essenciais e completa-as aumentando a fé naqueles que já a possuem, dando-a àqueles que não a têm.


Perg. 7)- RE - Quais são as falhas dos movimentos espíritas, e o que poderiam fazer para remediar essas lacunas?

DF - Seria presunção, de minha parte, colocar-me em posição de apontar erros e falhas nos movimentos espíritas, considerando que somos todos aprendizes da vida e que tudo aquilo que hoje constitui equívoco, logo mais se transforma em experiência, aprendizagem, amadurecimento.

No entanto, o codificador da doutrina asseverou que o maior adversário do espiritismo, capaz de perturbar-lhe a marcha, seria a falta de unidade, assim como Léon Denis escreveu que o espiritismo será o que dele fizerem os homens.


Perg. 8)- RE - Havendo tanta procura de espiritismo e havendo tão pouca preparação no atendimento às pessoas, nos centros, existem alternativas?

DF - Devemos considerar que o movimento espírita é ainda muito jovem, portador, portanto das dificuldades de qualquer ação em começo, não sendo justo exigirmos qualidade superior às possibilidades de pessoas e grupos, talvez ainda desinformados da excelência da doutrina espírita. Por isso mesmo os órgãos federativos empenham-se em melhor qualificar os centros, de modo a poderem atender com mais eficiência àqueles que os buscam. O convite ao estudo sistematizado da doutrina deve ser uma constante nas atividades espíritas, apesar da reação daqueles que se acreditam conhecedores de toda a verdade, o que lhes denota a imensa ignorância.

A melhor maneira, portanto, de auxiliar as pessoas que se dizem desencantadas com determinados centros é convidá-las à vivência correta da mensagem, deixando de lado o que lhes pareça censurável e que as teria decepcionado, sugerindo que, ao invés de beneficiárias, já que possuem tão bem formada visão do conteúdo do espiritismo, passem à condição de benfeitoras. É muito fácil esperar-se bom atendimento, assistência constante; no entanto, dispensá-los a quem chega é muito mais difícil.


Perg. 9)- RE - Está no carma dos terrenos passarem por uma nova guerra mundial?

DF - A ninguém, na Terra, é lícito prever algo desse porte, porquanto o comportamento das pessoas em particular e das nações em geral modifica, a cada instante, o destino do planeta. No entanto, devemos ter sempre em mente que Jesus vela pela nau terrestre e conforme responderam os espíritos ao codificador, a guerra, quando necessária, tem por objetivo promover o progresso, desde que as criaturas, não se permitindo crescer pelo amor, são convidadas a fazê-lo pelo sofrimento que a si mesmas se impõem.


Perg. 10)- RE - Quais são as áreas prioritárias da divulgação doutrinária de um modo geral e em Portugal em particular?

DF - Penso que a divulgação do espiritismo é dever de todos aqueles que o abraçam, como indivíduos ou como associações. Em qualquer lugar onde nos encontremos, aí está a nossa oportunidade de servir, oferecendo com elevação o pão do espírito ao espírito faminto. Ser-me-ia, portanto, muito difícil informar onde, em nosso querido Portugal, esse investimento exigiria maior esforço.


Perg. 12)- RE - Como médium já assistiu ao desenlace de alguém a ponto de o poder descrever?

DF - Na longa jornada mediúnica nesta existência tem-me sido uma constante acompanhar pacientes terminais e vê-los partirem da Terra. Cada caso é uma experiência muito pessoal, variando, dessa forma, de pessoa para pessoa. Entretanto, as ocorrências habituais - quando se trata de indivíduos de conduta saudável, elucidados quanto ao fenômeno da morte - caracterizam-se pela irrestrita confiança em Deus, assistidos pelos bons espíritos, que sempre trazem técnicos em desencarnação para impedirem o choque da desencarnação e que começam o processo do desprendimento, liberando o perispírito pelos chakras menos nobres, que dizem respeito às extremidades do corpo, e, lentamente, culminam com o desvinculamento do coronário. Dá-me, às vezes, a sensação de que o espírito, à semelhança de um balão, ao ser liberado dos pés, pernas, coxas e vai flutuando no ar até ficar totalmente de pé, quando passa a experimentar a nova gravidade, assim recuperando a postura convencional. Alguns permanecem no recinto algo aturdidos, acompanham as exéquias fúnebres, o sepultamento, quando então são conduzidos à erraticidade.

No entanto, quando se trata de pessoas sensualistas, imediatistas, apegadas à matéria, ignorantes da realidade do espírito, assistidas por entidades perversas, o desprendimento é muito diferente e doloroso.

Perg. 13)- RE - Como médium já visitou alguma cidade no plano espiritual?

DF - Quando estava psicografando o livro «Além da Morte», do espírito Otília Gonçalves, ela levou-me a visitar a Colônia Redenção, onde vivia. Essa comunidade encontra-se localizada na área que atende parte da cidade de Salvador, onde resido. Tive o ensejo de constatar que se tratava de uma cidade real com o mesmo aspecto da Terra, sendo, porém, mais nobre e subtil, rica de vida e de beleza. O que me chamou a atenção entre outras ocorrências foi a delicadeza das flores e a sua constituição. Advertiu-me, a amiga espiritual, que ali não se colhiam as flores, senão quando necessário, isto é, quando recém-desencarnados traziam fixados no perispírito determinados sofrimentos que demoravam. Por orientação dos mentores, o recém-chegado podia colher alguma e cheirá-la, ocorrendo, então a desmaterialização da mesma, que se transformava em medicamento balsâmico, sendo aspirada pelo paciente.

A ilação que tirei é que a vida é um todo harmônico, apresentada em diferentes níveis vibratórios, todos porém completando-se no conjunto feliz.


Perg. 14)- RE - Como médium, já efetuaram curas através de si?

DF - Todos os indivíduos, e particularmente os portadores de mediunidade, podem ser instrumentos de cura, quando em sintonia com o Divino Médico através dos seus mensageiros. Nesse aspecto, por várias vezes ocorreram experiências dessa natureza, que a discrição e a proposta de simplicidade recomendada pela doutrina nos conduzem ao silêncio. Suely Caldas Schubert, entretanto, no livro «O Semeador de Estrelas», refere-se a uma ocorrência dessa natureza muito interessante.


Perg. 15)- RE - Já alguma vez psicografou textos ao contrário? Por que fazem isso os espíritos?

DF - A minha primeira experiência nessa área ocorreu na cidade de Uberaba, em 1981, durante um programa de televisão, após ser bombardeado por perguntas de diferentes pessoas convidadas para a entrevista. O espírito Joanna de Ângelis escreveu por meu intermédio em inglês especular, isto é de trás para a frente, a fim de ser lida a mensagem com a ajuda de um espelho. Posteriormente, a façanha se repetiu na cidade de San António, no Texas (EUA), após uma conferência. Mais tarde, novamente em outra cidade, S. Pittesburg, na Florida, depois de outra conferência, mais uma vez, na residência do sr. Salim Haddad, em Elon College, na Carolina do Norte, também nos Estados Unidos da América, num 18 de Abril - data da comemoração do lançamento de «O Livro dos Espíritos». Os amigos espirituais pretendem demonstrar que não se trata de fenômeno anímico ou de telepatia, ou outro qualquer catalogado pelas doutrinas que negam a comunicabilidade dos espíritos, embora isto não signifique uma demonstração absoluta para convencer a quem quer que seja.


Perg. 16)- RE - Tem conhecimento de experiências atuais de cientistas que evidenciem as teses espíritas?

DF - No Brasil o eng.º Hernâni Guimarães Andrade tem imensa documentação em torno dos mais variados fenômenos que oferecem evidências científicas sobre a imortalidade da alma, a reencarnação, a comunicabilidade dos espíritos, sendo dos cientistas mais respeitados da atualidade, nas áreas da parapsicologia, da psicobiofísica, da psicotrónica, e autor de muitas obras portadoras de contribuição insofismável em torno das teses espíritas. Por outro lado, psicólogos de nomeada, psiquiatras valorosos, psicanalistas admiráveis, ao criarem a chamada Quarta Força em psicologia, possuem uma volumosa e incontestável documentação em torno da imortalidade da alma, da comunicação dos espíritos, da reencarnação, das obsessões, que seria fastidioso enumerar.

O doutor Joseph Banks Rhine e a doutora Louise Rhine, considerados pais da parapsicologia, chegaram à conclusão da imortalidade da alma e da sua comunicabilidade, não obstante reconhecendo os fenômenos também como de diferentes ordens.

O célebre astrônomo Carl Sagan defendeu a tese da probabilidade de mundos habitados, utilizando cálculos matemáticos sobre a idade do Universo e o surgimento de vida em outros planetas, conforme ocorreu na Terra.

Perg. 17)- RE - Que notícias nos traz das suas últimas viagens pelo mundo, no último ano e meio?

DF - Há dois anos, embora não tenha visitado Portugal, estive duas vezes nos Estados Unidos, no Canadá, na República Dominicana, em Porto Rico, no Uruguai, na Argentina, no Paraguai, na Bolívia, na Colômbia, no México, na Guatemala, no Equador, na Suíça, por duas vezes em períodos diferentes, na Espanha, participando do seu Minicongresso Espírita na cidade de Réus, visitei também mais cinco cidades, na Áustria, na República Checa, na República Eslava, na Alemanha, na Suécia, na Noruega, na Dinamarca, na Inglaterra, na Escócia... Nos Estados Unidos, em Outubro participei do lançamento da mais moderna tradução ao inglês de «O Livro dos Espíritos», de Allan Kardec, na cidade de Filadélfia, na Praça da Independência, em memorável solenidade. Diversos livros mediúnicos recebidos por meu intermédio foram vertidos ao inglês, ao espanhol, ao esperanto, ao francês e, no corrente ano, além de novas traduções e publicações nos idiomas citados, acrescentamos os que estão sendo lançados em sueco, em checo, em turco, em albanês e em húngaro...

Neste corrente ano já estive na Colômbia, no Peru, nos Estados Unidos, agora em Portugal, devendo seguir à Inglaterra e Escócia, para depois, a partir de Maio, prosseguir pela Suíça, Áustria, República Checa e República Eslava, Alemanha, Suécia, Noruega, Dinamarca, posteriormente Uruguai, Argentina, Paraguai, Bolívia, novamente Estados Unidos, Espanha (para novo Minicongresso Espírita, em Valencia)...

Perg. 18)- RE - Quando se faz fecundação in vitro, pode acontecer que reencarnem espíritos não programados, isto é, reencarnações compulsivas, apenas por afinidade vibratória, quer por vontade dos próprios espíritos, quer por vontade dos espíritos superiores?

DF - Nas soberanas leis do Universo, a palavra acaso é desconhecida. Afirma Joanna de Ângelis que aquilo que consideramos como acaso é resultado de um trabalho muito bem organizado, a fim de ocorrer no momento exato. Porque não se conhecem os mecanismos determinantes de tais acontecimentos, denominam-nos como sendo casuais. Tudo, porém, é causal, exceto a precipitação, a incoerência, a violência e outros males que o indivíduo gera para si mesmo sob a ação do seu livre-arbítrio.

Desse modo, na fecundação in vitro, o espírito que se vai reencarnando certamente está vinculado aos seus futuros pais, como é natural, qual ocorreria no fenômeno da fecundação convencional. Essa afinidade vibratória entre o reencarnante e aqueles que o receberão como filho está estabelecida na Lei, que organiza o evento. Funciona, portanto, por necessidades evolutivas de todos aqueles que se encontram envolvidos no processo da reencarnação.


Perg. 19)- RE - A Federação tem vindo a fazer um esforço notável para se afirmar no contexto social. Que conselho daria aos centros espíritas portugueses, em relação ao movimento?

DF - O Evangelho de Jesus narra uma parábola que pode ser aplicada à ação que devem desenvolver os centros em relação à Federação. Trata-se daquela que se denomina o feixe de varas. Em síntese, propõe que uma vara pode ser partida com facilidade por qualquer pessoa; duas igualmente; três já se fazem mais resistentes, portanto, mais difíceis de serem arrebentadas. No entanto, tratando-se de um feixe, é muito menos provável que alguém as arrebente, senão impossível. Equivale dizer que o indivíduo ou a associação, a sós, são muito vulneráveis a qualquer atentado, seja de natureza cultural, comportamental, ética, ou mesmo mais susceptível de desaparecer ante os desafios normais da vida. No entanto, quando se congregam, formando um todo unificado, adquirem resistência para os embates de vário tipo que têm de enfrentar no seu processo de evolução.

Desse modo, a Federação Espírita Portuguesa é a entidade-máter do movimento espírita neste país, que deve unificar todas as associações, núcleos, centros, a fim de que se torne forte e bem direcionado o trabalho doutrinário, que tem por objeto divulgar e levar à vivência todos aqueles que fazem parte do conjunto que constitui a lição viva da doutrina espírita.

Contribuir, mediante adesão, assistência, participação nas atividades desenvolvidas pela FEP é dever, não só das instituições como também dos espíritas em geral, porquanto, conforme ensinou Jesus, a casa dividida cai. Não é propósito de nenhuma federação espírita uniformizar os espíritas ou o movimento, mas sim unir os adeptos do espiritismo e as casas que se apresentam como espíritas.

Perg. 20)- RE - E aos espíritas em geral?

DF - Temos todos o dever de contribuir para o sucesso dos empreendimentos doutrinários e unificacionistas da Federação de cada um dos nossos países, e, no caso em tela, de Portugal, até porque ela é o resultado do que dela fizermos, especialmente das casas espíritas que a constituem, pois são essas que a formam, dão-lhe vida e sustentação.

Assim, qualquer movimento reacionário tem como meta infeliz conspirar contra o progresso da divulgação do espiritismo e transforma-se em exemplo negativo de comportamento moral daquele que assim proceda.

Perg. 21)- RE - Que dizer aos nossos leitores num momento tão especial como este em que nos visita com redobrada esperança para todos nós?

DF - Allan Kardec foi o jornalista espírita modelar. Em toda a «Revista Espírita», por ele redigida e publicada durante 11 anos e 3 meses, encontramos o exemplo do periodista de bem, sempre voltado para os valores da dignidade e do dever. Jamais utilizou a pena para infamar e nunca perdeu tempo em discussões inúteis. Todo o espaço de que dispunha, aplicou-o para ensinar, corrigir, educar. Quando atacado, esclarecia, sem permitir-se usar as armas da covardia ou da infâmia. Sempre recorreu à lógica e à razão, vendo, no adversário, alguém que merecia respeito, embora não concordando com as suas idéias ou métodos de combate. Estóico, sempre se manteve acima dos seus opositores, vivendo o ideal que esposava como verdadeiro espírita. Nele temos o modelo a seguir, o grande inspirador do jornalista espírita, portador dos excelentes recursos da mensagem de elevação, do pensamento edificante, do roteiro iluminativo. Diríamos aos nossos caros leitores que, não obstante a hora grave que vivemos na Terra, o espiritismo é a grande luz que verte do alto para apagar as sombras teimosas da ignorância e conduzir com segurança as mentes e os corações ao porto da paz.

FONTE:
Revista de Espiritismo, Julho/Setembro de 1998
http://joannadangelis.blogspot.com/

Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho Parte I

2 de jul de 2010



  Caro leitor, foi lamentável a derrota de nossa seleção brasileira no dia 2 de julho, na copa do mundo de 2010.
A grande totalidade da nação brasileira ficou triste e chateada com o resultado de Brasil e Holanda. A tristeza se dá por vivemos em um país que o futebol é uma de suas grandes paixões, no entanto precisamos viver de "Amor em nossos corações ao invés de paixões", convido-o para refletir com relação a tal sentimento.

Tomamos a liberdade de postar em meu blog, nesta madrugada de sábado um artigo do Sr. Sérgio Biagi Gregório, dividindo-o em capítulos, para facilitar nosso estudo e compreensão do tema abordado.

Ele vem nos explicar o motivo que levou o espírito Humberto de Campos psicografar através das mãos abençoadas do saudoso Chico Xavier, o livro "O Brasil, Coração do Mundo e Pátria do Evangelho", considerando nossa nação como tal.

Em uma postagem anterior a está, encontraremos uma entrevista de Divaldo P. Franco, que fala de nosso compromisso espiritual perante o mundo, e fala de reencarnações de espíritos franceses em nosso país, após a transferência do Consolador Prometido para o Brasil.

Ele explica de forma detalhada o que os benfeitores espirituais disseram a ele, sobre o assunto.

Através destes artigos, faremos uma breve viagem pela História de nosso país para termos uma compreensão melhor do assunto.

Boa leitura e reflexão, Brava Gente Brasileira!

Luciano Dudu



INTRODUÇÃO


Escrito por: Sérgio Biagi Gregório


O objetivo deste trabalho é captar a influência do plano espiritual nos processos decisórios de política econômica, principalmente aquela que nos foge da mente quando estudamos a História Econômica do Brasil só pelo aspecto material. Então, procuramos dar como conhecida a história material e tentamos visualizar, resumidamente, a inter-relação dos dois planos da vida, valendo-nos das citações de ordem material somente para uma melhor compreensão da linha mestra que se formou desde o descobrimento do Brasil até os nossos dias.


2. BRASIL, A NOVA PÁTRIA DO EVANGELHO.


Por volta do último quartel do século catorze, Jesus dispôs-se a visitar o planeta Terra, a fim de verificar o processo realizado pela sua doutrina de amor. Após observar que o mundo político, econômico e social do ocidente estava conturbado pelo egoísmo, orgulho e vaidade dos habitantes das grandes potências européias, Jesus, juntamente com Helil, traçam um novo roteiro para o desenvolvimento espiritual dos terráqueos. Para isso, Helil deveria reencarnar em Portugal e direcionar o povo português às conquistas marítimas, com o objetivo de descobrir as terras-virgens da América.

Encarnado no período 1394-1460, como o heróico infante de Sagres, operou a renovação das energias portuguesas, expandindo as suas possibilidades realizadoras para além mar, criando as condições necessárias para o futuro descobrimento da "Pátria do Evangelho", que aconteceu em 1500, por Pedro Álvares Cabral.

Helil, depois do seu desencarne, continuou a luta pela causa do Evangelho. Sua influência espiritual junto a D. Duarte e D. Afonso V não fora marcada pelo êxito, porém, com relação a D. João II, consegue que diversas expedições sejam organizadas e enviadas ao mar.

A grande expedição de Cabral deixou Portugal no dia sete de março de 1500. Em alto mar, as noites do grande expedicionário são povoadas de sonhos sobrenaturais e, insensivelmente, as caravelas inquietas cedem ao impulso de uma orientação imperceptível, desviando os caminhos das Índias para o coração geográfico do Brasil.

Compreendemos, também, que enquanto outros países se fragmentavam o fato do Brasil permanecer com o coração geográfico completo é porque havia realmente a preocupação de Jesus em arrebanhar toda a população, que deveria estar envolta com o lema: "Deus, Cristo e Caridade". (Xavier, 1977, cap. I e II)


Fonte :

Extraido do site :
http://www.ceismael.com.br/artigo/brasil-coracao-mundo.htm
Escrito por : Sérgio Biagi Gregório



Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho Parte II



3. ORIGENS ESPIRITUAIS DO POVO BRASILEIRO

Escrito por : Sérgio Biagi Gregório


Para uma compreensão mais ampla da formação espiritual do povo brasileiro, devemos lembrar que os séculos quinze e dezesseis foram marcados pela influência do "capitalismo comercial", que impulsionou as grandes potências européias ao mar, a fim de colonizar a nova terra. O Brasil, recebe assim, imigrantes das várias regiões do mundo.

Dentro desse quadro, Jesus entregava o comando do Brasil a Ismael, cuja missão era reunir os sedentos de justiça divina (degregados), os simples de coração (índios), os humildes e aflitos (escravos) sob a influência dos missionários para que o alicerce espiritual fosse edificado sobre a rocha firma, de modo que com o passar dos anos não houvesse fragmentação. (Xavier, 1977, cap. III)



4. HOLANDESES, FRANCESES E ESPANHÓIS


Para que pudéssemos ter essa formação mesclada deveríamos aceitar as várias influências das grandes companhias de comércio, cujas sedes se localizavam na Europa, principalmente em França, Holanda e Inglaterra.

Primeiramente vieram os franceses, que encantados com a beleza da Bahia de Guanabara, estabeleceram aí a sua feitoria, onde Villegaignon, com sua mentalidade religiosa e honesta, capta a confiança dos indígenas por três anos, pois em 1558 são expulsos por Mem de Sá.

De 1580 a 1640 recebemos a influência indireta da Espanha, porque como sabemos Portugal ficou sob a direção deste país, desestimulando a colonização das terras brasileiras.

Em 1624, a pretexto da guerra com a Espanha, os holandeses invadem o Brasil, originando cenas dolorosas, porém não organizadas pelas falanges do mundo invisível.

Em 1637, entregava em Pernambuco o General holandês João Maurício, príncipe de Nassau, cuja estada no Brasil fora preparada no plano espiritual com a intenção de desenvolver os germes do amor, respeito, tolerância e liberdade. Assim, os escravos tornam-se livres à sombra de sua bandeira, os índios encontram, no seu coração, o apoio de um nobre e leal amigo e todos obtém um novo clarão de justiça no caminho a seguir.

Em 1661, os holandeses deixam o Brasil sem lutas cruéis, mas ficou a semente da gratidão e do amor por um dos abnegados servidores do Cristo. (Xavier, 1977, cap. VIII)


Fonte :

Extraido do site :
http://www.ceismael.com.br/artigo/brasil-coracao-mundo.htm
Escrito por : Sérgio Biagi Gregório


Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho Parte III




5. A PROCURA DO OURO

Escrito por : Sérgio Biagi Gregório


Sabemos da história econômica que a razão básica da manutenção do domínio político português nas terras brasileiras era a possibilidade de descobrir imensos tesouros de metais preciosos. No plano espiritual, essa missão de expandir o espaço conquistado foi entregue a Fernão Dias Paes, que antes de reencarnar fora consolado por Ismael acerca da causa sinistra do ouro, recebendo instruções de que a procura desse metal seria um fator de desenvolvimento econômico, porque edificar-se-iam cidades e fomentar-se-iam a pecuária e a agricultura.

A missão seria árdua e exigiria o máximo de disciplina e para exemplificá-la viu-se na contingência de enforcar o próprio filho, quando esteve encarnado.

Paralelamente às bandeiras, outros movimentos realizavam-se na busca desse metal, criando um clima de ilusões, ambição e comentários acerca da riqueza, que levava os indivíduos à guerra, às revoluções e às emboscadas tendo como resultado a aflição, o sofrimento e a morte, inclusive com a possibilidade de despovoamento de Portugal. Citamos, como exemplo, a guerra das Emboabas, a Guerra dos Mascates.

Ao mesmo tempo que no plano material estávamos envoltos com um pequeno derramamento de sangue, no plano espiritual, os agentes invisíveis estavam amparando-nos e podemos perceber claramente pelo Tratado de Methuen que, o Brasil, ao transferir a posse do ouro à Inglaterra, vetava as investidas das grandes potências européias que cobiçavam nossas riquezas. (Xavier, 1977, cap. X)

 
Fonte :
Extraido do site :
http://www.ceismael.com.br/artigo/brasil-coracao-mundo.htm
Escrito por : Sérgio Biagi Gregório

Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho Parte IV




6. PRENÚNCIO DA LIBERDADE

 
Escrito por : Sérgio Biagi Gregório


Os preparativos da Revolução Francesa, isto é, as discussões a respeito da liberdade influenciaram sobremaneira a classe dos poucos intelectuais brasileiros, que observando a ganância pelo ouro por parte dos padres — para aumentar o luxo das igrejas, dos magistrados — para aumentar suas fortunas que levariam a Portugal e do fisco — para incrementar a receita de Portugal, resolvem por em prática esses ideais políticos e econômicos.

Dos vários encontros realizados para tal finalidade, escolheu-se a personalidade de Tiradentes para ser o líder do movimento. Os desejos de liberdade foram vetados por autoridades portuguesas tão logo ficaram sabendo do ocorrido, mandando imediatamente extinguir a figura que se sobressaia nas ditas articulações. A morte de Tiradentes do ponto de vista espiritual representava o resgate de delitos cruéis do passado, quando inquisidor da Igreja.

Os estudos e discussões acerca de nossa doutrina mostra-nos que o acaso não existe e que os fatos se sucedem no devido tempo. Assim, verificamos que os intelectuais brasileiros quanto os da França foram precipitados com as reivindicações de liberdade, contrariando a vontade de Deus, o qual prefere que cada qual vença a si mesmo e seja avessos à guerra e à Revolução. Percebemos, mais uma vez, a mão protetora de Ismael, pois enquanto em França assistíamos à perda de muitas vidas, no Brasil tivemos apenas um enforcamento. (Xavier, 1977, cap. XIV)


Fonte :

Extraido do site :
http://www.ceismael.com.br/artigo/brasil-coracao-mundo.htm
Escrito por : Sérgio Biagi Gregório

Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho Parte V




7. A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

Escrito por : Sérgio Biagi Gregório


A conseqüência da Revolução Francesa, para nós, foi a vinda da família real ao Brasil, que seria o estopim inicial de nossa emancipação política, porque D. João VI estando no Brasil começou a tomar resoluções políticas que iriam criar condições de desenvolvimento econômico.

Primeiramente, abrem-se os portos para a livre concorrência com a Inglaterra e, posteriormente, para as nações amigas. Em segundo lugar, declaram-se livres as indústrias nacionais. Mesmo com grande parte da corte colada ao orçamento da despesa, o Brasil caminhava para o alto destino que o eterno lhe assinalara.

D. João VI estava envolto com a mãe demente, esposa desleal, filho perdulário, excesso de despesas administrativas, revolução constitucionalista de Portugal e problemas pessoais de alta responsabilidade, quando teve de voltar a sua Pátria natal, deixando D. Pedro I, como príncipe-regente, o qual deveria cumprir a constituição da junta Revolucionária de Lisboa.

O plano espiritual presidindo a todos os acontecimentos instrui-nos que o problema da liberdade é delicado, sendo preciso formar os Espíritos antes das obras, pois todos os direitos adquiridos exigem responsabilidade e nem sempre estamos aptos a enfrentá-los. Expõe-nos, também, que D. Pedro não era a pessoa indicada para o processo de libertação do povo brasileiro, mas ele encarnava o princípio da autoridade e caberiam ao próprio plano espiritual — povoar suas noites de sonho, a fim de colocá-lo em condições de assumir atitudes corretas e justas segundo a vontade de Deus.

D. Pedro atendendo à frase de seu pai, quando deixou o Brasil. "Pedro, se o BRASIL se separar de Portugal, antes seja para ti, que me respeitarás, do que para alguns desses aventureiros". — resolve iniciar a separação dos dois países, sem prever que Avilez, representante de Portugal tencionava criar barreiras a esse intento. Durante esse período negro vemos a presença de Ismael manipulando as preces e as vibrações das mães sofredoras e concentrando-as na mente e coração de Avilez, deixando o caminho livre a D. Pedro para a consolidação da liberdade.

A presença de Ismael, dos abnegados cooperadores do plano espiritual e principalmente, da figura de Tiradentes, em espírito, acompanhavam através de viagens e contatos com diversos líderes políticos em várias regiões do país, culminando com a famosa frase: "INDEPENDÊNCIA OU MORTE", a sete de setembro de mil oitocentos e vinte e dois. (Xavier, 1977, cap. XVI a XVIII)


Fonte :

Extraido do site :
http://www.ceismael.com.br/artigo/brasil-coracao-mundo.htm
Escrito por : Sérgio Biagi Gregório

Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho Parte VI




8. MAIORIDADE POLÍTICA BRASILEIRA (I)

Escrito por : Sérgio Biagi Gregório


O aumento das responsabilidades brasileiras deveria ser provido por alma nobre e valorosa. O plano espiritual estava atento e começou a dialogar com Longinus, a fim de cientificá-lo da grande missão que os mensageiros de Ismael estavam lhe propondo e se saísse vencedor não precisaria retornar neste planeta de expiação e provas. Reencarnaria, assim como D. Pedro II e se incumbiria de polarizar as atenções do povo a sua pessoa no que dizia respeito aos exemplos e virtudes, renúncia e sacrifícios abnegação e desprendimento.

Enquanto no outro plano da vida estes assuntos eram ventilados, aqui, D. Pedro I, depois de consolidada a Independência, tratava de dar continuidade ao processo de liberdade da Pátria do Evangelho, sempre assessorado pelas falanges de Ismael, que aproveitavam o minuto psicológico para auxiliá-lo nesta consolidação. Apesar de lutar pelos interesses do Brasil foi acusado injustamente de proteger os de Portugal, e por esta razão, inspirado pelos agentes do invisível, abdica na pessoa do filho, a sete de abril de mil oitocentos e trinta e um.

Após a abdicação de D. Pedro I o país sob o comando dos regentes interinos atravessou momentos de crise, notando-se o desenrolar da guerra civil ao Norte e o movimento republicano no Rio Grande do Sul. As falanges de Ismael eram obrigadas a aumentar os reforços intuindo os homens da regência a praticarem os mais sublimes atos de renúncia pelo bem coletivo a fim de que a luz do porvir na pátria não se transformasse em trevas e não paralisasse os interesses do Senhor para com a nossa terra natal.

D. Pedro II reencarna dentro dessa conjuntura e aos quinze anos de idade adquire o poder de governar o país. Para bem cumprir sua missão, abstraia-se dos textos legais e norteava suas decisões mais pela imprensa do que pelos seus ministros, desgostando os políticos da época. Conseguiu com seu caráter evolucionista um grande progresso de liberdade de opinião e a calma voltara ao Brasil. Por não seguir as inspirações do mundo invisível, interfere na liberdade do Uruguai, ocasionando com isto a guerra do Paraguai, pois este país se sentindo ameaçado na sua segurança declarou-se contra o Brasil, iniciando uma contenda que durou cinco anos de martírio e sofrimentos. (Xavier, 1977, cap. XX)


Fonte :

Extraido do site :
http://www.ceismael.com.br/artigo/brasil-coracao-mundo.htm
Escrito por : Sérgio Biagi Gregório.

Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho Parte VII





9.A MAIORIDADE POLÍTICA BRASILEIRA (II)

Escrito por : Sérgio Biagi Gregório

À medida que o tempo passava, as repercussões internacionais e a experiência dos políticos brasileiros clamava por uma mudança estrutural do nosso modelo de economia política, muito embora D. Pedro II fosse um exemplo de discórdia e benevolência. Os políticos da época pressionaram-no e nos primeiros meses de 1888, sob a influência dos mentores invisíveis da pátria, o imperador é afastado do trono, voltando a Regência à Princesa Isabel, promulgando a treze de maio de mil oitocentos e oitenta e oito a lei que extinguia o cativeiro no Brasil.
Ao se extinguir a servidão, o Brasil passava ao regime de maioridade política, isto é, os habitantes deste território receberiam doravante influências indiretas do plano espiritual, mas seriam responsáveis diretos pelos seus erros e acertos. Denominamos República à oficialização desse índice de maioridade, firmado a quinze de novembro de 1889 por Deodoro da Fonseca e uma plêiade de inteligências cultas e vigorosas.
É útil recordarmos o grau de evolução de Longinus, que deixou a coroa sem derramamento de sangue, repeliu todas as sugestões dos Espíritos apaixonados pelo poder, não aceitou dinheiro pelo seu exílio, porém levou consigo um punhado de terra brasileira que muito soubera amar.
O plano espiritual, afim de corroborar este grau de liberdade adquirido, delegava autoridade aos grandes médiuns, que seriam os portadores da luz do Cristo, com a função de concentrar as energias do povo, dirigindo-as para o alvo sagrado da evolução material e espiritual. Dentre eles citamos a personalidade de Bezerra de Menezes, aclamado na noite de julho de1895 diretor de todos os trabalhos de Ismael no Brasil. (Xavier, 1977, cap. XXI a XXX).

Fonte :
Extraido do site :http://www.ceismael.com.br/artigo/brasil-coracao-mundo.htm
Escrito por : Sérgio Biagi Gregório

Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho Parte VIII


10. CONCLUSÃO

Escrito por : Sérgio Biagi Gregório

Este estudo da História Econômica do Brasil, à luz da espiritualidade, deu-nos a oportunidade de aumentarmos os nossos conhecimentos a respeito do povo, do governo e dos agentes do mundo invisível
acompanhamos o desenrolar dos fatos históricos e percebemos que a maioridade política se desenvolve da mesma forma que o livre-arbítrio no campo individual; que as decisões que julgávamos individuais abrangem uma amplitude mais ampla, porque aquele que decide recebe influências dos ministros, da imprensa, da esposa, e muito mais do plano espiritual, que até a proclamação da república a ascendência espiritual era direta, passando depois a fazer por sugestões telepáticas; que ainda hoje estamos com a boa influência, embora o livro de Humberto de Campos só explica até o período republicano.
Vimos, por fim, que o poder é transitório, que as paixões inflamam os indivíduos, que pouco é o que sabemos e, por essa razão, devemos ter muita humildade, a fim de podermos trilhar o caminho da felicidade, o qual nos conduzirá ao Cristo e à caridade.
11. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
FURTADO, C. Formação Econômica do Brasil. 9 ed., São Paulo, Editora Nacional, 1969.
FURTADO, M. B. Síntese da Economia Brasileira. 2 ed., Rio de Janeiro, LTC, 1983.
XAVIER, F. C. Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho (pelo Espírito Humberto de Campos). 11. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1977.
São Paulo, agosto de 1984

Fonte :
Extraido do site :http://www.ceismael.com.br/artigo/brasil-coracao-mundo.htm
Escrito por : Sérgio Biagi Gregório


Dois milhões de "Espíritos Franceses" reencarnaram no Brasil.

Entrevistador - Divaldo, Deus te abençoe. É tão difícil entender que no Brasil, sendo a “Pátria do Evangelho”, ainda existam tantas pessoas que não amam o próximo. Por quê?

Divaldo responde : 
Porque não são Espíritos do Brasil. Vêm de outras pátrias, de outras raças. Não são almas brasileiras. Vêm para cá, porque, se ficassem nos seus países de origem, os sentimentos de rancor e ressentimentos torna-los-iam mais desventurados.
Após a Revolução Francesa de 1789, quando a França se libertou da Casa dos Bourbons, os grandes filósofos da libertação sonharam com os direitos do homem, direitos que foram inscritos nos códigos de justiça em 1791 e que, até hoje, ainda não são respeitados, embora em 1947, no mês de dezembro, a ONU voltasse a reconhecê-los.
Depois daquele movimento libertário, o que aconteceu com os franceses?
Os dois partidos engalfinharam-se nas paixões sórdidas e políticas e como conseqüência, os grandes filósofos cederam lugar aos grandes fanáticos, e a França experimentou os dias de terror, quando a guilhotina, arma criada por José Guilhotin, chegava a matar mais de mil pessoas por dia.
Esses Espíritos saíam desesperados do corpo e ficavam na psicosfera da França buscando vingança.
Começa o século XIX e é programada a chegada de Allan Kardec. O grande missionário vai reencarnar na França, porque a mensagem de que é portador deverá enfrentar o cepticismo das Academias na Cidade-Luz da Europa e do mundo e, naquele momento, Cristo havia designado que o Espiritismo nasceria na França, mas seria transplantado para um país onde não houvesse carmas coletivos, e esse país, por enquanto, seria o Brasil.
São Luis, o guia espiritual da França , cedeu que a terra gaulesa recebesse Allan Kardec, mas “negociou” com Ismael, o guia espiritual do Brasil: “Já que a mensagem de libertação vai ser levada para a Terra do Cruzeiro, a França pede que muitos Espíritos atribulados da Revolução reencarnem no Brasil, pois, se reencarnarem aqui impedirão o processo da paz”. E dois milhões de franceses vieram reencarnar no Brasil, para que, quando chegasse a mensagem espírita, culturalmente se identificassem com o chamado método cartesiano de Allan Kardec. (sem grifos)

Naturalmente, esses Espíritos eram atribulados, perturbados, com ressentimentos, com mágoas. Se nós considerarmos que os Espíritos brasileiros são os índios, que a maioria de nós é constituída por Espíritos comprometidos na Eurásia, e que estamos aqui de passagem, longe dos fenômenos cármicos para nos depurarmos, compreenderemos porque muitos brasileiros do momento ainda não amam esta grande nação. E o primeiro sentimento que têm quando, ao invés de investir em fortunas, honesta ou desonestamente amealhadas no solo brasileiro, eles as mandam para os países estrangeiros.
Não confiam no Brasil, porque são “de lá”. Mandam para lá porque, morrendo aqui, o dinheiro fica lá para poderem “pagar” o carma negativo que lá deixaram. Os chamados “paraísos fiscais” são também lugares de alguns de nós que aqui nos encontramos, mas apesar de ainda não termos o sentimento do amor, já temos alguma luz.
Viajando pelo mundo, onde tenho encontrado brasileiros espíritas, descubro uma célula espírita. Começa-se com um estudo do Evangelho no lar, depois chama-se os amigos, os vizinhos, forma-se um grupo e, hoje, na Europa, 90% dos grupos espíritas são criados por brasileiros.
Com exceção de Portugal. Espanha e um pouquinho da França, o movimento é todo de brasileiros e latinos acendendo as labaredas do Evangelho de Jesus. Não há pouco tempo, brasileiros na Holanda encontraram as obras de Kardec traduzidas para o holandês, brasileiros na Suíça revisaram O Evangelho Segundo o Espiritismo e se está tentando publicar as obras de Kardec, agora em alemão. Brasileiros na América do Norte retraduziram O Livro dos Espíritos e O Evangelho, que o foi por um protestante, que substituiu a palavra reencarnação por ressurreição. Brasileiros em Londres, com alguns ingleses, já formam oito grupos espíritas e seria fastidioso se fosse enumerando na Ásia, na África...
Certa feita, recebi um telefonema de uma cidade asiática. Tratava-se de uma consulesa do Brasil que me dizia o seguinte:
“Eu estou no outro lado do mundo, sou espírita, tenho três filhos rapazes – um de 10, um de 14 e outro de 18 anos. Tenho-lhes ensinado o Espiritismo, mas o meu filho mais velho está na Universidade e me faz perguntas muito embaraçosas; aqui eu não tenho acesso a maiores instruções. Queria convidá-lo a vir aqui dar umas aulas de Espiritismo ao meu filho. Você viria?”
Eu respondi-lhe: - Sim, senhora, com a condição de conseguir-se espaço para eu falar em auditório publico sobre o Espiritismo: - O marido era o representante dos negócios do Brasil no país. – Se a senhora aceitar a condição, ficaria alguns dias para debater com os seus meninos. Como não falo inglês, seu filho será o meu intérprete.
E assim, fiz a longa viagem de 36 horas com escalas e lá, naturalmente, ela me disse: “Mas, Divaldo, onde vamos ter esse encontro?”
Eu lhe respondi: “Tive uma entrevista com o Baghavan Swami Sai Baba, e sei que essa é uma cidade em que há um grande movimento Babista e, se a senhora conseguir um grupo Sai Baba eu me prontifico a fazer uma conferência ali”.
Encontramos o representante de Sai Baba para a Ásia e ele ficou muito feliz porque Swami havia-me recebido. Ele reuniu mil pessoas para que eu falasse sobre o Espiritismo. Fiquei até com pena dele! E pensei: “Vou arrastar toda a turma de Sai Baba para o Sr. Allan Kardec” (risos...)
Então, fiz a palestra, falei sobre Allan Kardec, sobre as comunicações, ele ficou tão sensibilizado, que me perguntou se eu teria coragem de ir a Cingapura para fazer a mesma coisa. Eu lhe respondi: - O senhor me mandando até o CingaInferno eu irei para falar sobre o Espiritismo. Fui a Cingapura e fiz uma viagem pela Ásia e, onde havia brasileiros, lá estavam eles...
A missão do Brasil, “Pátria do Evangelho e Coração do Mundo” não é a de sermos todos ricos, maravilhosamente ricos; é a de sermos maravilhosamente espiritualizados, sem nenhum demérito para os outros países, que são todos amados por Deus e por Jesus em igualdade de condição.
Aqui entra o nacionalismo, para ver se a gente ama um pouquinho mais este país que está passando uma fase de grande desprestígio. Deus só tem ajudado no esporte! Que Ele tenha compaixão de nós e nos ajude também não só no Futebol como noutra coisa qualquer! (risos...)
 Nós somos as cartas vivas do Evangelho. Jesus escreveu em nossa alma a Sua mensagem. Onde quer que vamos, que brilhe a nossa luz; mas, para que ela brilhe, é necessário que a acendamos, e o combustível dessa luz é a fraternidade. Assim, todos saberão que estamos ligados a Ele, graças à presença dos bons Espíritos, que aqui estão conosco, e sempre se encontram a qualquer hora. Como disse kardec, com muita propriedade, todos têm seu Guia espiritual que os inspira; dessa forma, todos são médiuns, estão sintonizados com esses Concluirei com uma pequena narrativa, talvez alguns já a conheçam, sobre um homem que era muito ignorante, muito modesto, muito pobre. Todo dia ele entrava na igreja, próximo ao horário de fechar as portas; ajoelhava-se diante do altar-mor, ficava dois minutos e saía. O sacerdote, que cuidava da igreja, ficou muito intrigado, e achou que
ele estava observando algo para furtar ou para roubar, passando a ficar mais vigilante. Mas, ele chegava, ajoelhava-se, dobrava-se, balbuciava algo e ia-se embora. Um dia, o sacerdote não suportou mais e perguntou: “O que é que você vem fazer aqui, um miserável como é? Por que não vem à missa? Só vem na hora em que a igreja vai ser fechada?”
Ele respondeu: “É porque eu sou muito pobre.” O sacerdote continuou: - “E por que vai ao altar-mor. Como se atreve?” Ele respondeu: - “Pois é, quando a igreja vai fechar, eu entro correndo e digo: Jesus, eu estou aqui. Se precisar, é só chamar! E vou embora”. O sacerdote achou aquilo intrigante.
Anos depois, aquele mendigo adoeceu e foi levado para uma casa de emergência, de caridade. Quando, um dia, a enfermeira foi colocar o seu alimento sobre uma cadeira, ao lado da cama, ele pediu: - “Oh, por favor, não bote aí!” A jovem perguntou: - “Por que não?” E o homem respondeu: - “Porque essa cadeira de vez em quando, fica ocupada.” Ele deveria estar delirando, a enfermeira pensou, e respeitou-o.
Começou a notas que todo dia, um pouco antes das 18 horas, o rosto dele se iluminava! Ele sorria e dizia: - “Muito obrigado! Muito obrigado!” Ela achava que era delírio mas, como ele era perfeitamente saudável da mente, num desses dias, quando terminou de agradecer, ela indagou: - “Não repare, mas o que você está agradecendo?” Ele esclareceu: - “É a uma visita que chega todo dia cinco para as seis.” Ela continuou: - “Que visita é essa?” - É Jesus.
Ele sempre vem e diz-me: - “Olhe, estou aqui. Se precisar de mim é só chamar!...”
Fonte:
Texto Extraído do livro: APRENDENDO COM DIVALDO. Entrevistas/ Divaldo Pereira Franco: São Gonçalo, RJ: Organizado pelaSEJA, Editora e Distribuidora de Livros Espíritas, 2002, p. 69-74. 

POR QUE HISTÓRIA E ESPIRITISMO ?

15 de jun de 2010


 Tempus regit actum

È uma expressão jurídica latina que significa literalmente o tempo rege o ato, no sentido que as coisas jurídicas se regem pela lei da época em que ocorreram.

Estimado Leitor, você deve ficar refletindo por que abordo assuntos históricos fazendo uma ligação com religião, mais especificamente com a Doutrina dos Espíritos.Extrai do Livro "Consolador" ditado por Emmanuel para o saudoso Chico Xavier, parte de um capítulo que chama Ciências combinadas. Com base nas perguntas respondidas logo abaixo pelo Benfeitor, acredito que ficará claro o motivo que uso história e espiritismo conjuntamente. Espero que esteja gostando da forma que estou abordando. Conto com sua colaboração deixando comentários sobre os assuntos  postados. Os comentários servirão de análise para os temas postados caso necessite de revisão e até mesmo para futuros assuntos a serem tratados. Agora fiquem com as falas do Espírito Venerando Emannuel, boa noite.  

Luciano Dudu


CIÊNCIAS COMBINADAS

Do Livro Consolador :
Questão de nº 80 - As chamadas ciências combinadas, entre as quais a História, a Geologia e a Geografia, surgiram no mundo tão só pelo esforço dos Espíritos aqui encarnados?
Resposta de Emmanuel:
Indiretamente, as criaturas humanas têm recebido, em todas as épocas, a cooperação do plano espiritual para a edificação dos seus valores mais legítimos.
As chamadas ciências combinadas são expressões do mesmo quadro de conhecimentos humanos, com igual convergência para a sabedoria integral, no plano infinito. A História, como a conheceis, não é uma estatística dos acontecimentos do planeta através das palavras? Todas elas são processos evolutivos para os valores intelectuais do homem, a caminho das conquistas definitivas de sua personalidade imortal.
 

   




Questão de nº81 - Nos planos espirituais a história das civilizações terrestres é conhecida nas mesmas características em que a conhecemos através dos narradores humanos?
Resposta de Emmanuel:
A descrição dos fatos é aproximadamente a mesma; todavia, os métodos de apreciação dos acontecimentos e das situações divergem de maneira quase absoluta. Muitas vezes os heróis nos livros da Terra são entidades misérrimas na esfera espiritual. Verifica-se, então, o contrário. Conhecemos Espíritos altíssimos que vieram do mundo cobertos de virtudes gloriosas, e que não constam de nenhuma lembrança da Humanidade. Os altares e as galerias patrióticas da
Terra foram sempre comprometidos pela política rasteira das paixões. Poucos heróis do planeta fazem jus a esse título no mundo da verdade. É por essa razão que a história do orbe sendo exata, no concernente à descrição e à cronologia, é ilegítima no que se refere à justiça e à sinceridade.


 





Questão de nº 82 – Os falsos julgamentos da História agravam a situação dos que se desprendem do mundo, na qualidade de heróis, sem que o sejam?

Resposta de Emmanuel:
As exéquias solenes, os necrológios brilhantes, os pomposos adjetivos que se concedem aos "mortos", em troca do ouro da posição convencional que deixaram, afligem os que partiram pela morte, de maneira intraduzível. Penosa
Situação de angústia se estabelece para esses Espíritos sofredores e perturbados, que se envergonham de si mesmos, experimentando a mais funda repugnância pelas homenagens recebidas. Cessada essa fase do julgamento insincero do mundo, frequentemente se poderá observar a incoerência dos homens. O "antigo herói" volta ao orbe com as vestes do mendigo ou do proletário rude, aprendendo nas lágrimas silenciosas a compor os cânticos do dever e do trabalho santificantes; todavia, ninguém o vê, porque, na história do mundo, em todos os tempos, o homem sempre incensou a tirania e raramente fixou o olhar inquieto na flor carinhosa e humilde da virtude.
Fonte:

Material extraído do Livro "Consolador – Emmanuel/ F.C.Xavier

ESTUDO DA REVOLUÇÃO FRANCESA A LUZ DA DOUTRINA ESPÍRITA

9 de jun de 2010




A Bandeira Nacional da França  " a tricolor"
Tricolor em três faixas veritcais ( azul, branca e vermelha), simboliza a Revolução Francesa (1789).
Sendo que o azul representa o poder legislativo, o branco o poder executivo, e o vermelho o povo.
Os três "dividindo", igual o poder. Lembrando o lema francês, as cores representam também Liberdade( Liberté), Igualdade,(Égalité) e Fraternidade ( Fraternité).

Conheça um pouco da Revolução Francesa, e o marco que ela foi para a humanidade.
Leia os post abaixos e bons estudos

Luciano Oliveira

A Nova Era - Fénelon

8 de jun de 2010

Estimado Leitor, tomamos a liberdade de postar uma instrução do espírito Fénelon, ditado em Paris em 1861 e publicado no Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo I intitulado "Não vim destruir a lei" item 10.

Gostaria que lessem esta instrução e refletissem a cerca do que  irei escrever na próxima postagem.
Tenho como objetivo comentar sobre esta mensagem de bom ânimo do espírito a todos nós e principalmente para os Franceses da época do "Período pós-revolução francesa".
Boa Leitura .



Instrução dos espíritos 

10. "Um dia, Deus, em sua inesgotável caridade, permitiu que o homem visse a verdade varar as trevas. Esse dia foi o do advento do Cristo. Depois da luz viva, voltaram as trevas.
Após alternativas de verdade e obscuridade, o mundo novamente se perdia. Então, semelhantemente aos profetas do Antigo Testamento, os Espíritos se puseram a falar e a vos advertir. O mundo está abalado em seus fundamentos; reboará o trovão. Sede firmes! O Espiritismo é de ordem divina, pois que se assenta nas próprias leis da Natureza, e estai certos de que tudo o que é de ordem divina tem grande e útil objetivo.
O vosso mundo se perdia; a Ciência, desenvolvida à custa do que é de ordem moral, mas conduzindo-vos ao bem-estar material, redundava em proveito do espírito das trevas. Como sabeis, cristãos, o coração e o amor têm de caminhar unidos à Ciência. O reino do Cristo, ah! passados que são dezoito séculos e apesar do sangue de tantos mártires, ainda não veio. Cristãos, voltai para o Mestre, que vos quer salvar. Tudo é fácil àquele que crê e ama; o amor o enche de inefável alegria. Sim, meus filhos, o mundo está abalado; os bons Espíritos vo-lo dizem sobejamente; dobrai vos à rajada que anuncia a tempestade, a fim de não serdes derribados, isto é, preparai-vos e não imiteis as virgens loucas, que foram apanhadas desprevenidas à chegada do esposo. A revolução que se apresta é antes moral do que material. Os grandes Espíritos, mensageiros divinos, sopram a fé, para que todos vós, obreiros esclarecidos e ardorosos, façais ouvir a vossa voz humilde, porquanto sois o grão de areia; mas, sem grãos de areia, não existiriam as montanhas. Assim, pois, que estas palavras - "Somos pequenos" - careçam para vós de significação. A cada um a sua missão, a cada um o seu trabalho. Não constrói a formiga o edifício de sua república e imperceptíveis animálculos não elevam continentes?Começou a nova cruzada. Apóstolos da paz universal, que não de uma guerra, modernos São Bernardos , olhai e marchai para frente; a lei dos mundos é a do progresso".


Fénelon. (Poitiers,1861 .)

O início da Revolução Francesa


Revolução Francesa capítulo -1/8
"Questão de nº 55 do livro Consolador.
A desigualdade verificada entre as classes sociais, no universo dos bens terrenos, perdurará nas épocas do porvir?
Resposta o Benfeitor Emanuel:
A desigualdade social é o mais elevado testemunho da verdade da reencarnação, mediante a qual cada espírito tem sua posição definida de regeneração e resgate. Nesse caso, consideramos que a pobreza, a miséria, a guerra, a ignorância, como outras calamidades coletivas, são enfermidades do organismo social, devido à situação de prova da quase generalidade dos seus membros. Cessada a causa patogênica com a iluminação espiritual de todos em Jesus Cristo; a moléstia coletiva estará eliminada dos ambientes humanos."

Comentários de Luciano:
O espírito Fénelon, que ditou a instrução dos espíritos intitulada "Nova Era", foi em sua última existência François Fénelon, que desencarnou em 1715. François foi um teólogo católico que sempre se preocupou com as questões sociais e religiosas do mundo.
Ele começa sua instrução mostrando que Jesus trouxe os ensinos da máxima "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao Próximo como a ti mesmo", e que depois da partida do Cristo a humanidade teve dificuldade de colocar seus ensinamentos em prática de forma absoluta, caindo nas trevas da consciência e dos vícios morais e materiais. E que com o passar dos séculos o homem comprometeu-se cada vez mais dizendo que era em prol de um ideal.
Eu convido aos irmãos para refletirem sobre essa instrução que Fénelon ditou na cidade francesa de Poitiers em 1861 tem como um de seus objetivos levar uma mensagem de bom ânimo para as pessoas da época, principalmente os franceses; Essa mensagem além de ser muito profunda, dá para fazermos uma analise com relação a visão histórica da época. Essa mensagem ocorreu em período de : Ascensão e Quedas da França no século anterior, posto que no período de 05 de Maio de 1789 até 09 de novembro de 1799 houve uma grande alteração no quadro político, social e espiritual da França, marcando os anais históricos como uma Era de muito sangue, carnificina, manchando a memória da Europa, espalhando o Terror e o medo para o Mundo.
Essa mensagem de bom ânimo complementa outras passagens do Evangelho Segundo Espiritismo, onde os Espíritos Venerandos explicam que Jesus disse: "Eu não vim destruir a lei, mas cumpri-la"... E, em outro momento, quando ele trata do consolador prometido e diz: "e eu rogarei a meu Pai e ele vos enviará outro Consolador, a fim de que fique eternamente convosco".
Fazendo uma analise apenas nos fatos da época  os franceses estavam sequiosos de fé, esperança para uma vida mais pacífica, e precisavam de um consolo para libertar sua memória do medo e do Terror que a revolução Francesa trouxe.

Além de que essa mensagem é muito atual também serve de consolo para todos nós que vivemos em busca de uma condição espiritual mais serena e tranquila,ela nos dá bom animo e esperança.
Sobre os dados históricos da época eu farei uma explanação sobre o que foi a Revolução Francesa".
Iniciou-se com a revolução a Idade Contemporânea que tinha como meta abolir a servidão e os direitos feudais, foram promulgados, então, os princípios universais de Liberdade, Igualdade, Fraternidade (Liberté, Egalité, Fraternité), frase criada por Rousseau.
Para conseguir tais mudanças a França passou por um período fatídico, ela passou por várias repúblicas, um período ditatorial, uma monarquia constitucional e dois impérios que, conseqüentemente, foi cercada de Guerras entre nações e até guerras civis.
No livro "A Caminho da Luz", o espírito Emmanuel nos diz que:
"A independência americana acendera o mais vivo entusiasmo no ânimo dos franceses, humilhados pelas mais prementes dificuldades, depois do extravagante reinado de Luis XV".
"O fluxo desenfreado e os abusos do clero e da nobreza, em proporções espantosas, haviam ambientado todas as idéias livres e nobres dos enciclopedistas e dos filósofos, no coração torturado do povo. A situação das classes proletárias e dos lavradores caracterizava-se pela mais hedionda miséria".
A França do século XIX atravessava sérios problemas sociais, econômicos e religiosos, evidenciando que tudo não passou de grandes provas coletivas que se acentuavam a cada dia da revolução.
A população burguesa (comerciantes e trabalhadores) estava cansada de ser avassalada por altos impostos, começava, então, a surgir líderes do povo que fundariam, na época de Luis XVI, o terceiro Partido.
Na postagem de numero 2/8 iremos numerar enumerar os mais importantes líderes da revolução francesa
Desça com a barra de rolagem que você encontrará a continuação R.F. 2/8

Autor: Luciano Oliveira

O revolucionário Danton – Um dos responsáveis pela Constituinte

Revolução Francesa 2/8
"Questão de nº 65 do livro Consolador
O homem que guarda responsabilidade nos cargos públicos da Terra responde, no plano espiritual, pelas ordens que cumpre e faz cumprir?
Resposta do Benfeitor Emanuel:
A responsabilidade de um cargo público, pelas suas características morais, é sempre mais importante que a concedida por Deus sobre um patrimônio material. Daí a verdade que, na vida espiritual, o depositário do bem público responderá sempre pelas ordens expedidas pela sua autoridade, nas tarefas da Terra."

Comentários de Luciano:
Georges Jacques Danton, advogado francês, foi um dos Pais da Revolução, no meu ponto de vista; foi um francês de grandes valores, tornou-se um líder das massas populares, apesar de ter desvirtuado um pouco de seus ideais no auge da revolução, acabou tomando ciência da necessidade de resgatar seus antigos valores iluministas com muita bravura até seus últimos dias de existência terrena.
Tornou-se membro da sociedade dos amigos da Constituição, um dos fundadores do Partido Jacobino que representava os menos favorecidos.
Fez parte na promulgação da Assembléia Constituinte de 1789, fez parte da proclamação da República contra o reinado de Luis XVI e de Maria Antonieta, que não tinham grandes preocupações com a população miserável. Naquela época, o valor da moeda era a farinha com que se confeccionava o pão que matava a fome da população. Foram tempos difíceis e inflacionários onde o preço da farinha chegou a ser assustador, fazendo com que a população pobre não pudesse nem confeccionar seu pobre pão, existe até uma fala de Maria Antonieta que diz: "Se o povo não tem pão, que eles comam bolo", isso fez com que a população criasse mais animosidade contra a rainha de um casamento arranjando para fortalecer a aliança entre a Prússia e a França, ela jamais teve preocupação com o povo francês.
Como a criatura humana traz em seu íntimo instintos primitivos, os líderes republicanos, para dar mostra de seu poder, tomaram medidas grotescas: para oficializar a Proclamação da República, seria necessário guilhotinar o rei Luis XVI e Maria Antonieta. O intuito era deixar claro para o povo que o poder opressor e injusto da monarquia estaria extinto com a morte de ambos.
Pouco tempo depois, o revolucionário jacobino Danton acabou sendo substituído por outro revolucionário, o Dr. Robespierre, escolhido por seu partido.
A substituição deu-se porque Danton defendia posições mais moderadas, como a "reação dos burgueses contra a Lei do Preço Máximo". A partir de então, Danton se tornou personagem coadjuvante da revolução e retornou para sua terra natal.
Danton voltou a ter um papel importante na Revolução quando se sentiu no dever de defender as verdadeiras idéias revolucionárias que foram deturpadas pelos jacobinos pós-governo Danton.
Sua volta triunfal como líder dos opressores deu-se no período do governo de Robespierre, ele voltou à França na condição de cidadão, mas como um líder partidário, e começou a confabular contra o governo tirano da época. Seu objetivo era defender os ideais da revolução contra a opressão da "Era do Terror" implantado pelo seu sucessor Robespierre.
Danton também era um grande formador de opinião e voltou a ter o favoritismo da classe opressora que continuava na miséria mesmo depois da queda de Luis XVI. As promessas dos jacobinos à população foram meias-verdades, pois a miséria permanecia.
Danton tentou convencer o povo de que os ideais da revolução foram adulterados, com isso Robespierre sentiu-se obrigado a confabular uma falsa conspiração, deixando Danton como um desertor ativista; o objetivo do verdugo era colocar fim à vida dele.
Após muitos dias de julgamento e rebeliões em Paris, Danton acabou condenado à morte por conspiração e, assim, morreu guilhotinado juntamente com mais 14 revolucionários que lutavam contra as idéias de Robespierre que espalhara o Terror e morte a mais de 40.000 franceses que foram considerados "personas non gratas e contra revolucionários".
Antes de morrer, Danton pediu para que sua cabeça fosse exposta ao povo para que todos guardassem em sua memória aquela cena de injustiça e falsidade, antes de ser decapitado lamentou morrer antes de Robespierre.
Mediante fatos históricos, dá para perceber com clareza que Danton, apesar de ter participado do processo da extinção da monarquia, foi comparsa em muitas mortes, mas quando a Era do Terror espalhou-se, notamos que a voz de Deus clamou em sua consciência e fez com que ele sentisse necessidade de se redimir. Ele acabou dando sua vida na condição de espírito abnegado para colocar fim às insanidades da Era do Terror. Sua morte serviria para mostrar ao povo que a Era do Terror foi além dos limites da revolução, que estava ceifando a vida até de seus fundadores.
Desça com a barra de rolagem que você encontrará a continuação R.F. 3/8.
 
Autor: Luciano Oliveira

 

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