Vídeo de divulgação da História e o Espiritismo

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O HOMEM DE BEM - BEZERRA DE MENEZES

14 de ago de 2010


BEZERRA DE MENEZES - BIOGRAFIA  
Nome: Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti. 
Natural: Riacho do Sangue - CE 
Nascimento: 29 de agosto de 1831 
Desencarne: 11de abril de 1900 
Profissão: Médico, Redator e político (vereador, prefeito, deputado e senador) 
Família: 1ª esposa - Maria Cândida de Lacerda (desencarnou em 24 de março de 1863) com quem teve dois filhos; 2ª esposa - Cândida Augusta de Lacerda Machado com quem teve sete filhos.
Obras literárias: A casa assombrada; A loucura sob novo prisma; A Doutrina Espírita como filosofia teogônica (Uma carta de Bezerra de Menezes); Casamento e mortalha; Pérola Negra; Evangelho do Futuro. Também traduziu o livro Obras Póstumas de Allan Kardec.
Descendente de família antiga no Ceará ligada à política e ao militarismo, foi educado segundo padrões rígidos e princípios da religião católica. Aos sete anos de idade entrou para a escola pública da Vila Frade, aprendendo os primeiros passos da educação elementar. Em 1842 sua família muda-se para o Rio Grande do Norte, em conseqüência de perseguição política. Matriculou-se na aula pública de latinidade na antiga vila de Maioridade. Em dois anos preparou-se naquela língua de modo a substituir o professor.
Em 1846, a família novamente se muda para o Ceará, fixando residência na capital. Entrou para o Liceu, ali existente, e completou seus estudos preparatórios como o primeiro aluno do Liceu. No ano de 1851, o mesmo da morte de seu pai, mudou-se para o Rio de Janeiro, ingressando no ano seguinte, como praticante interno no Hospital da Santa Casa de Misericórdia. Para poder estudar, dava aulas de Filosofia e Matemáticas. Doutorou-se em 1856 pela Faculdade de Medicina, defendendo a tese: "Diagnóstico do cancro". Candidatou-se ao quadro de membros titulares da Academia Imperial de Medicina com a memória "Algumas considerações sobre o cancro, encarado pelo lado do seu tratamento", sendo empossado em 1º de junho de 1857. Em 1858 foi nomeado "cirurgião-tenente". Também sendo, no período de 1859-61, redator dos "Anais Brasilienses de Medicina" da Academia Imperial de Medicina.
Casou-se com Maria Cândida de Lacerda, em 6 de novembro de 1858, que faleceu a 24 de março de 1863, deixando-lhe 2 filhos.
Em 1861 inicia sua carreira política, foi eleito vereador da cidade do Rio de Janeiro, tendo que demitir-se do Corpo de Saúde do Exército. Na Câmara Municipal da Corte desenvolveu grande trabalho em favor do "Município Neutro", na defesa dos humildes e necessitados. Foi reeleito para o período de 1864-1868. Retornou à política no período de 1873 à 1881, ocupando várias vezes as funções de presidente interino da Câmara Municipal da Corte, efetivando-se em julho de 1878, cargo que corresponderia ao de prefeito nos dias atuais, nunca obtendo favores do governo para as suas candidaturas. Foi eleito deputado geral do Rio de Janeiro de 1867, no entanto a Câmara foi dissolvida no ano seguinte e o Dr. Bezerra só exerceria o papel de deputado no período de 1878 à 1885, sem jamais ter contra ele qualquer ato que desabonasse sua vida pública.
Criou a Companhia de Estradas de Ferro Macaé a Campos, e construiu aquela ferrovia vencendo inúmeras dificuldades. Empenhou-se na construção da via férrea de Santo Antônio de Pádua, foi diretor da Companhia Arquitetônica e presidente da Carris Urbanos de São Cristóvão. Ao longo da vida acumulou inúmeros títulos de cidadania.
Durante a campanha abolicionista com espírito prudente e ponderado escreveu "A escravidão no Brasil e as medidas que convém tomar para extinguí-la sem danos para a Nação". Expôs os problemas de sua terra, no estudo "Breves considerações sobre as secas do Norte". Escreveu ainda biografias sobre homens célebres. Foi redator de "A Reforma" órgão liberal na Corte, e redator do jornal "Sentinela da Liberdade", concluindo sua carreira política no ano 1885.
Conheceu o Espiritismo no ano 1875, através de um exemplar de O Livro dos Espíritos, oferecido pelo seu tradutor, Dr. Joaquim Carlos Travassos. Lançado em 883 o "Reformador", tornou-se seu colaborador escrevendo comentários judiciosos sobre o Catolicismo. No dia 16 de agosto de 1886, ante um auditório de pessoas da "melhor sociedade", proclamava solenemente a sua adesão ao Espiritismo, tendo inclusive direito à uma nota publicada pelo jornal "O Paiz" em tons elogiosos.
Passou então a escrever livros que se tornariam célebres no meio espírita. Em 1889, como presidente da FEB, iniciou o estudo metódico de "O Livro dos Espíritos". Traduziu o livro "Obras póstumas". Durante um período conturbado do movimento espírita manteve-se afastado do meio tendo hábito somente a freqüência ao Grupo Ismael no qual eram estudadas obras de Kardec e Roustaing., enquanto a FEB declinava por problemas financeiros. Foi convidado a assumir a presidência FEB, cuja conseqüência foi a vinculação da Federação ao Grupo Ismael e a Assistência aos Necessitados. Nesta ocasião foi redator-chefe do Reformador. Defendeu o direitos e a liberdade dos espíritas contra certos artigos do Código Penal. Presidiu outras instituições espíritas e terminou esta existência no dia 11 de abril de 1900, recebendo na primeira página de "O Paiz" um longo necrológico, chamando-lhe de "eminente brasileiro", e honras da Câmara Municipal da Corte pela conduta e pelos serviços dignos.


                 
              O HOMEM DE BEM
 
3. O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo
perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa
dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.
Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua permissão nada acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas.
Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.
Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.
Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte,
e sacrifica sempre seus interesses à justiça. Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa. O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus.
Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam. Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu
desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo
e não merece a clemência do Senhor. Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado. É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta
sentença do Cristo: “Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado.”
Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal.
Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera. Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros. Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado. Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões. Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são
seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição
subalterna em que se encontram. O subordinado, de sua parte, compreende os deveres
da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente. (Cap. XVII, nº 9.)
Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus. Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce Sem título por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se
acha que a todas as demais conduz.
Fonte : ESE Capitulo XVII - Sedes Perfeito

Mensagem de Bezerra de Menezes

Fidelidade a Jesus e a Kardec

Estes são dias semelhantes àqueles, quando esteve na Terra, desenvolvendo o seu ministério, o afável mestre Galileu.
Roma assenhoreava-se do mundo e a águia dominadora sobrevoava o cadáver das nações vencidas, nutrindo-se das suas vísceras em decomposição.
Vem Jesus e instaura o poder do amor, superando as contingências transitórias do poder da força. A sua mensagem penetra o sentimento humano e arrebanha milhões de vidas, que se oferecem em holocausto, desde Nero a Diocleciano, durante as dez mais perversas perseguições, demonstrando que o amor supera todas as outras expressões de governança do mundo.
A partir de Constantino, com a oficialização do pensamento cristão junto ao poder temporal que, mais tarde, seria transformada em doutrina do Estado, a mensagem de Jesus empalidece, perdendo o seu brilho e significado para entorpecerse numa trágica organização político-econômica, que distenderá o caos e o infortúnio sobre a Terra por vários séculos.
A partir do concílio de Clermont, em 1095, o papa Urbano II, intoxicado pela volúpia do poder, pretende a governança do Oriente e proclama a Cruzada Popular, logo depois esmagada em um rio de sangue.
De imediato, tocados no seu orgulho e espicaçados pelo ódio, os turcos conquistam Jerusalém em 1096, provocando na Europa a reação que se alargará por 177 anos, através das oito Cruzadas que disseminarão o ódio, o horror, deixando seqüelas que chegaram aos nossos dias, em vitórias e prejuízos para a defesa da sepultura vazia de Jesus. Deverão essas Cruzadas encerrar-se com a conquista de Antioquia em 1270, provocando a reação da Europa que manda a sua última Expedição sob o comando de São Luís, rei de França, que logo depois desencarna no campo de batalha, fazendo com que os exércitos franceses retornem esgotados, abrindo espaço para que o príncipe Eduardo, da Inglaterra, em 1272, firme o término da intolerância de ambos os lados, estabelecendo um armistício.
A noite medieval abre novos fronts de lutas cruéis e injustificáveis em nome do Pastor da docilidade, da energia e do amor, através dos seus tribunais que matam mais do que as guerras anteriormente travadas entre persas e gregos. Até que veio o momento da abnegação com Jan Huss, Jerônimo de Praga, Martinho Lutero, e uma nova era se instaura na Terra, em tentativas continuadas de trazer Jesus definitivamente ao coração humano... E o protestantismo, logo depois, experimenta lutas intestinas, a partir de João Calvino, desintegrando-se e deixando a criatura humana sem segurança para rumar ao reino dos céus. A ciência empírica ensaia os seus passos, as leis da natureza começam a ser penetradas e, logo depois, o pensamento filosófico irrompe triunfante, deixando-se perturbar pela sede de sangue dos abomináveis dias do Terror na França, amante dos ideais da Liberdade, da Igualdade, da Fraternidade, sendo coagidos por esses tormentosos dias com a chegada do Corso que propõe uma nova era e traz Deus de volta à cultura francesa, mediante uma concordata firmada com o Vaticano em 1802. Fascinado pelo poder temporal, Napoleão Bonaparte começa a conquistar a Europa no desequilíbrio de erguer novos Estados, quando se reencarna Allan Kardec, com a missão de restaurar, na sua plenitude, o Evangelho de Jesus e trazer a mensagem pulcra conforme pregada em vida pelo incomparável Rabi e pelos Seus E primeiros apóstolos. Paris é cidade luz, intelectual, e será aí que o sol do Espiritismo irá brilhar, restaurando a ética moral do Evangelho e suportando os camartelos da Ciência autodenominada materialista, da Filosofia cínica e pessimista, conseguindo superálos e abrindo espaço para que o amor pudesse vicejar no coração das criaturas humanas. O século vinte, porém, pertencerá à Ciência e à Tecnologia. Nele, o Espiritismo poderá oferecer os instrumentos hábeis para confirmar a sobrevivência do Espírito à disjunção molecular da carne, para oferecer uma filosofia otimista capaz de tornar feliz a criatura humana, centrada na lei de causa e efeito e, ao mesmo tempo, abrir o Evangelho para cantar a sinfonia incomum das bem-aventuranças,
ensejando, aos excluídos, a luz mirífica do amor e a oportunidade da dignificação. Mas o planeta terrestre é de provas e de expiações porque aqueles que à sua volta se encontram ou que nele estão reencarnados, ainda somos Espíritos inferiores inevitavelmente conduzidos pela lei do progresso e rumamos na direção da plenitude, erguendo a nossa Terra-Mãe à condição de mundo de regeneração. E quando as expectativas se apresentam próprias para que se opere a grande transformação ocorre a chegada de um novo caos, o que não nos constitui surpresa, fazendo desmoronar alguns pilares do materialismo e mostrando a fragilidade das construções temporais sem o selo da Divindade. A grande crise que se abate sobre a Terra de hoje é a mesma crise que dominava a mentalidade daqueles dias quando Jesus cantou a Boa-Nova. É crise de valores morais que somente podem ser modificados quando o Evangelho aquecer os sentimentos e orientar o pensamento das criaturas humanas. Graças ao Espiritismo que é o retorno de Jesus, desenha-se uma Era Nova que se levantará dos escombros dessa geração cúpida e ambiciosa, para fazer reinar na Terra a verdadeira Fraternidade.
...
Nestes dias discutistes em torno dos mecanismos que podem ser aplicados em favor da coletividade sofrida; elaborastes projetos de programas de ação que possam sensibilizar as autoridades que governam o nosso país, estivestes preocupados com a marcha do Movimento Espírita nas terras do cruzeiro do sul; delineastes técnicas e atividades para a ação correta em favor dos dias porvindouros. Não nos esqueçamos, porém, desse trabalho extraordinário junto à criatura humana em si mesma. Pensemos no ser coletivo que é a sociedade, mas não olvidemos os pequenos gestos de amor, de beneficiência, de perdão, de caridade para com aqueles que vivem conosco na intimidade do nosso lar, aqueles com
quem nos relacionamos no trabalho que dá dignidade, no grupo social, onde todos cá e aí estejamos situados para evoluir. Que nos vossos trabalhos respeitáveis e laborados com empenho e abnegação o ser humano em si tenha regime de urgência; que nos voltemos todos para a criatura humana, insegura, aturdida, que segue sem qualquer segurança e sem o norte para onde encaminhar-se.
Meus filhos, necessitamos voltar a Jesus, não nos esqueçamos, em momento algum, de que a adesão à proposta espírita é compromisso de auto-iluminação. Não estranhemos as provas, não relacionemos as dificuldades, não reclamemos a chuva de calhaus ou os espículos do solo que nos ferem os pés. Sem qualquer masoquismo, aquele que elege Jesus compreende que é no sacrifício, filho dileto do amor, que encontrará a sua plenitude. Não temos outro roteiro a seguir senão aquele que foi percorrido pelo incomparável Benfeitor de todos nós. Uni-vos cada vez mais. Que as vossas discussões permaneçam no campo ideológico, respeitando- vos uns aos outros mesmo quando litigantes, e aceitando o resultado da opinião majoritária.
Fidelidade a Jesus e a Allan Kardec é a proposta de sempre nestes 144 anos de divulgação da abençoada Doutrina Espírita. Fiéis aos postulados da Codificação, demos direito aos outros de se movimentarem nos níveis de consciência em que se encontram sem nos perturbarmos com qualquer expressão aguerrida de combate ou de destruição.
O Senhor não deseja a morte do pecador mas o desaparecimento do pecado. Vós – como nós outros – que amais a Jesus, esculpi-O em vosso Espírito, avançando com segurança para os dias de amanhã e apreendendo com as experiências do cotidiano e não repetir equívocos e, quando esses ocorram, a vos levantardes seguindo confiantes porque se o hoje é o nosso dia, amanhã é o momento da nossa paz. Na grande crise moral que se apresenta com as terríveis conseqüências da hecatombe momentânea e de outras que por certo virão, sede vós aqueles que permanecereis em paz, amando a todos, a todos ajudando e tornando-vos, hoje melhor do que ontem, amanhã melhor do que hoje, em luta contínua contra as más inclinações.
Os companheiros Espíritos--Espíritas que mourejaram nesta Casa e outros que vos acompanharam de vossas cidades aqui estão conosco repetindo como nos dias gloriosos do martirológio:
– Ave Cristo! Aqueles que aqui desejamos servir-Te oferecemos as nossas vidas e o nosso amor.
Muita Paz meus filhos, que o Senhor nos prodigalize bênçãos, são os votos do servidor humílimo e paternal, de sempre,
Bezerra
Muita Paz!

(Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo P. Franco, no encerramento
da Reunião Ordinária do Conselho Federativo Nacional, na Sede da Federação
Espírita Brasileira, no dia 11 de novembro de 2001, em Brasília, DF.)
Nota: Texto revisto e título dado pelo Autor espiritual. l
Fonte: Reformador - Ano 119 / Dezembro, 2001 / Nº 2.073

MOZART - CONVERSA ALEM TÚMULO

5 de ago de 2010


Texto extraído da Revista Espirita de Maio 1858 

Um dos nossos assinantes nos comunica as duas conversas seguintes que ocorreram com o Espírito de Mozart. Não sabemos nem onde e nem quando essas conversas tiveram lugar; não conhecemos nem os interrogadores, nem o médium; nelas somos, pois, completamente estranhos. Apesar disso, notar-se-á a concordância perfeita que existe entre as respostas obtidas e as que foram dadas por outros Espíritos, sobre diversos pontos capitais da Doutrina, em circunstâncias diferentes, seja a nós, seja a outras pessoas, e que narramos em nossos fascículos precedentes, e em O Livro dos Espíritos. Chamamos, sobre essa semelhança, toda a atenção dos nossos leitores, que dela tirarão a conclusão que julgarem a propósito. Aqueles, pois, que poderiam ainda pensar que as respostas às nossas perguntas podem ter o reflexo de nossa opinião pessoal, verão por aí se, nessa ocasião, pudemos exercer uma influência qualquer. Felicitamos as pessoas que fizeram essas entrevistas pela maneira com que as perguntas estão postas. Apesar de certas faltas que decorrem da inexperiência dos interlocutores, em geral, estão formuladas com ordem, clareza e precisão, e não se afastam da linha séria: é uma condição essencial para se obter boas comunicações. Os Espíritos elevados vão às pessoas sérias que querem se esclarecer de boa-fé; os Espíritos levianos se divertem com as pessoas frívolas.

PRIMEIRA CONVERSA

1. Em nome de Deus, Espírito de Mozart, estás aqui?
R. Sim.

2. Por que antes Mozart do que um outro Espírito?
R. Foi a mim que haveis evocado: eu vim.
 
3. O que é um médium?
R. O agente que une o meu Espírito ao teu.

4. Quais são as modificações, tanto fisiológicas quanto anímicas, que, sem o saber, o médium sofre quando entra em ação intermediária?

R. Seu corpo não sente nada, mas seu Espírito, em parte desligado da matéria, está em comunicação com o meu e me une a vós.

5. O que se passa nele, nesse momento?

R. Nada para o corpo; mas uma parte do seu Espírito é atraída para mim; faço sua mão agir pelo poder que meu Espírito exerce sobre ele.

6. Assim, o indivíduo médium entra, então, em comunicação com uma individualidade espiritual outra que a sua?

R. Certamente; também tu, sem seres médium, estás em relação comigo.
 
7. Quais são os elementos que concorrem para a produção desse fenômeno?
R. Atração dos Espíritos para instruírem os homens; leis de eletricidade física.

8. Quais são as condições indispensáveis?

R. É uma faculdade concedida por Deus.

9. Qual é o princípio determinante?

R. Não posso dize-lo.

10. Poderias dele nos revelar as leis?

R. Não, não, não no presente; mais tarde sabereis tudo.

11. Em quais termos positivos poder-se-ia enunciar a fórmula sintética desse maravilhoso fenômeno?

R. Leis desconhecidas, que não poderiam ser compreendidas por vós.
 
12. O médium poderia se pôr em relação com a alma de um vivo, e em que condições?
R - Facilmente, se o vivente dorme (1- (1) Se uma pessoa viva for evocada no estado de vigília, pode adormecer no momento da evocação, ou pelo menos experimentar um entorpecimento e uma suspensão das faculdades sensitivas; mas, muito freqüentemente, a evocação não dá resultado, sobretudo se não for feita com uma intenção séria e benevolente.).
 
13. Que entendes pela palavra alma?
R. A centelha divina.

14. E por Espírito?

R. O Espírito e a alma são uma mesma coisa.

15. A alma, enquanto Espírito imortal, tem consciência do ato da morte, e consciência dela mesma, ou do eu, imediatamente depois da morte?

R. A alma nada sabe do passado e não conhece o futuro senão depois da morte do corpo; então vê sua vida passada e suas últimas provas; escolhe a sua nova expiação, por uma vida nova, e a prova que vai suportar; também não deve se lamentar do que se sofre na Terra, e deve suportá-la com coragem.
 
16. A alma se encontra, depois da morte, desligada de todo elemento, de todo laço terrestre?
R. De todo elemento, não; ela tem ainda um fluido que lhe é próprio, que haure na atmosfera do seu planeta, e que representa a aparência da sua última encarnação; os laços terrestres não lhe são mais nada.
 
17. Ela sabe de onde vem e para onde vai?
R. A questão décima-quinta responde a isso.

18. Não leva nada com ela deste mundo?
R. Nada senão a lembrança de suas boas ações, o arrependimento de suas faltas, e o desejo de ir para um mundo melhor.

19. Ela abarca, de um golpe de vista retrospectivo, o conjunto da sua vida passada?
- R. Sim, para servir à sua vida futura.

20. Ela entrevê o objetivo da vida terrestre e a significação, o sentido dessa vida, assim como o curso que lhe fornecemos com respeito à vida futura?

R. Sim; ela compreende a necessidade de depuração para chegar ao infinito; quer se purificar para alcançar mundos bem-aventurados.
Sou feliz; mas não estou eu já nos mundos onde se goza da visão de Deus!


21. Existe na vida futura uma hierarquia de Espíritos, e qual é sua lei? 
R. Sim: é o grau de depuração que a define; a bondade, as virtudes são os títulos de glória.

22. É a inteligência, enquanto força progressiva, que lhe determina a marcha ascendente?

R- Sobretudo as virtudes: o amor ao próximo acima de tudo.

23. Uma hierarquia de Espíritos fará supor uma outra de residência; esta última existe e de que forma?

R. A inteligência, dom de Deus, é sempre a recompensa das virtudes: caridade, amor ao próximo. Os Espíritos habitam diferentes planetas, segundo o seu grau de perfeição: neles gozam de mais ou menos felicidade.

24. O que é preciso entender por Espíritos superiores?

R. Os Espíritos purificados.

25. Nosso globo terrestre é o primeiro de seus degraus, o ponto de partida, ou viemos de mais baixo?

R. Há dois globos antes do vosso, que é um dos menos perfeitos.

26. Qual é o mundo que habitas? És feliz?
 R. Júpiter. Nele gozo de uma grande calma; amo todos aqueles que me cercam; não temos mais ódio.

27. Se tens lembrança da vida terrestre, deves lembrar dos esposos A..., de Viena; haveis revisto todos os dois depois da morte, em qual mundo e em quais condições?
R. Não sei onde estão; não posso dizer-te. Um é mais feliz do que o outro. Por que me falas deles?
 
28. Podes, por uma única palavra indicativa de um fato capital da vida, que não podes haver esquecido, fornecer-me uma prova certa dessa lembrança. Eu te suplico dizer essa palavra
R.Amor; reconhecimento.

Fonte: Revista Espírita, maio de 1858 


Desenho mediúnico da  Casa de Mozart em Jupiter

A NOITE DE SÃO BARTOLOMEU

31 de jul de 2010

Caro leitor, estamos preparando vários materiais para serem postados no blog. Um dos assuntos que será abordado é “A Noite de São Bartolomeu”, uma Chacina que deixou grandes marcas no reinado de Catarina de Médicis.

Conforme trecho extraído do livro “O espinho da insatisfação”, de Newton Boechat da pagina 33 a 47, editora FEB diz que:
“A noite de São Bartolomeu” foi um movimento fanático, imediatista, cruel que em nome de Deus, se cometeram as mais inomináveis barbaridades, desencadeando causas que se prologaram em séculos de provações para Espíritos que, na calada da noite, interferiram brutalmente no destino de milhares de protestantes huguenotes, aprisionando-os, primeiramente, numa cilada, usando como isca de atração o casamento de Henrique de Navarra (Protestante) com Margarida de Valois (Católica filha da rainha Catarina de Médicis conhecida também como Margot, a Rainha Mãe que determinava energicamente sobre seu filho frágil Carlos IX.).
A corte francesa não se conformava com a hegemonia espanhola, que se plasmava cada vez mais, evidenciando-se no Vaticano, e promovendo-se por toda Europa.
De há muito, discreta coletividade de nobres e conselheiros de Catarina e ela mesma elaboravam planos sinistros para eliminar do solo Francês o que chamavam de “A PESTE”. Avolumou-se a corrente evangélica não somente em Paris, mas na França toda, alentada pela figura austera e firme do Almirante Gaspar de Coligny , que era conselheiro e amigo de Carlos IX”

Eu acredito que esse trecho do livro deva ter despertado a curiosidade no fiel leitor sobre essa fantástica e tenebrosa história.
Eu comprometo-me futuramente a contar sobre ela de uma forma detalhada. Enquanto isso, apreciem um material extraído da Revista Espírita, setembro de 1858, material de  Allan Kardec, de fatos espirituais  acontecidos posterior a chacina da noite de 23 e 24 de agosto de 1572.

Boa Leitura e reflexão
 Luciano Dudu.

REVISTA ESPIRITA 1858
 OS GRITOS DE SÃO BARTOLOMEU

De Saint-Foy, em sua História da ordem do Espírito Santo (edição de 1778), cita a passagem seguinte tirada de uma coletânea escrita pelo marquês Cristophe Juvenal dês Ursins, tenentegeneral de Paris, pelo fim do ano de 1572, e impresso em 1601.

“Em 31 de agosto (1572), oito dias depois do massacre da São Bartolomeu, eu havia jantado no Louvre, na casa da senhora de Fiesques”. O calor foi muito grande durante todo o dia.
Fomos nos sentar sob a pequena parreira do lado do rio para respirar o fresco; de repente, ouvimos no ar um ruído horrível de vozes tumultuosas e gemidos misturados com gritos de raiva e furor; permanecemos imóveis tomados de medo, nos olhando de tempo em tempo, sem força para falar. Esse barulho durou, creio quase uma meia hora. O certo é que o rei (Charles IX) o ouviu, ficou apavorado, não dormiu mais durante o resto da noite; entretanto, dele não falou no dia seguinte, mas notava-se que ele parecia sombrio, pensativo e desvairado.

“Se algum prodígio deve não achar incrédulos, é este, atestado por Henri IV”. Esse Príncipe, disse d'Aubigné, livro l, cap. VI p. 561, nos contou várias vezes, entre seus mais familiares e particulares cortesãos (e tenho várias testemunhas vivas de que não nos contou nunca sem se sentir ainda tomado de pavor), que oito horas depois do massacre de São Bartolomeu, viu uma grande quantidade de corvos empoleirar-se e grasnar sobre o pavilhão do Louvre; e que na mesma noite, Charles IX, duas horas depois de se ter deitado, saltou de sua cama, fez levantarem-se os do seu quarto, e os mandou procurar, por ouvir no ar um grande barulho de vozes gementes, em tudo semelhante à que se ouviu na noite dos massacres; que todos.
Esses diferentes gritos eram tão surpreendentes, tão marcados e tão distintamente articulados, que Charles IX, crendo que os inimigos de Montmorency e de seus partidários os surpreenderam e os atacavam, enviou um destacamento de seus guardas, para impedir esse.
Novo massacre; esses guardas narraram que Paris estava tranquila, e que todo esse barulho que se ouvia estava no ar.”.

Nota. - O fato narrado por de Saint-Foy e Juvenal dês Ursins tem muita analogia com a história do fantasma da senhorita Clairon, relatado em nosso número do mês de janeiro, com a diferença de que neste, um único Espírito se manifestou durante dois anos e meio, ao passo que depois da São Bartolomeu parecia haver deles uma quantidade inumerável que fez ressoar o ar durante alguns instantes somente. De resto, esses dois fenômenos têm, evidentemente, o mesmo princípio que os outros fatos contemporâneos da mesma natureza que reportamos, e deles não difere senão pelo detalhe da forma. Vários Espíritos interrogados sobre a causa dessa manifestação, responderam que era punição de Deus, coisa fácil de se conceber.

Fonte: Revista Espírita de 1858, Allan Kardec.


COMUNICAÇÃO MEDIÙNICA : VOLTAIRE E FRÉDÉRIC

17 de jul de 2010

                                                                                           foto de Voltaire
  1. Conversas familiares de além túmulo- Voltaire e Frédéric
Revista Espírita, agosto de 1859

 
Diálogo obtido por intermédio de dois médiuns servindo de intérpretes à cada um desses dois Espíritos, na sessão da Sociedade de 18 de março de 1859.
Questões preliminares endereçadas a Voltaire.

1. Em que situação estais como Espírito?
R. Errante, mas arrependido.

2. Quais são as vossas ocupações como Espírito?
R. Eu rasgo o véu do erro que, em minha vida, acreditava ser a luz da verdade.

3. Que pensais de vossos escritos em geral?
R. Meu Espírito estava dominado pelo orgulho; depois, eu tinha uma missão de arrojo a dar a um povo na infância; minhas obras são dela as conseqüências.

4. Que direis, em particular, de vossa Jeanne D'Arc?
R. Esta foi uma diatribe; fiz mais ruim que isso.

5. Quando vivo, que pensáveis de vosso futuro depois da morte?
R. Eu não acreditava senão na matéria, vós bem o sabeis, e ela morre.

6. Éreis ateu no verdadeiro sentido da palavra?
R. Eu era orgulhoso; eu negava a divindade por orgulho, é do que sofro e do que me arrependo.

7. Gostaríeis de conversar com Frédéric, que também consentiu em responder ao nosso apelo. Essa conversa seria instrutiva para nós. –
R. Se Frédéric o quer, eu estou pronto.

Voltaire. - Vedes, meu caro monarca, que reconheço meus erros e que estou longe de falar como nas minhas obras; outrora dávamos o espetáculo de nossas torpezas; agora somos
obrigados a dar o de nosso arrependimento e do nosso desejo de conhecer a grande e pura verdade.

Frédéric. - Eu vos acreditava menos bom do que não o sois realmente.

Voltaire. - Uma força que somos obrigados a adorar, e reconhecer toda soberana, força nossa alma a proclamar para aqueles que talvez abusamos, uma doutrina toda oposta àquela que professamos.

Frédéric. - É verdade, meu caro Arouet, mas não finjamos mais, é inútil, todos os véus caíram.
Fonte: http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/re/1859/08e-conversas-familiares.html (1 of 4)7/4/2004 09:11:13




                                                        Foto do Rei Frédéric II da Prussia

  2- COMUNICAÇÃO MEDIÚNICA DE VOLTAIRE
Titulo : Os dois Voltaire
(Sociedade Espírita de Paris; grupo Fauchorand. - Médium,Sr. E. Vézy.)

Sou bem eu, mas não mais aquele Espírito zombador e cáustico de outrora; o pequeno reizinho do século dezoito, que comandava, pelo pensamento e o gênio, a tantos grandes soberanos, hoje não tem mais sobre os lábios aquele sorriso mordaz que fazia tremer inimigos, e mesmo amigos! Meu cinismo desapareceu diante da revelação das grandes coisas que eu queria tocar e que não as soube senão no além-túmulo!
Pobres cérebros tão estreitos para conterem tanta maravilha! Humanos, calai-vos, humilhai-vos, diante do poder supremo; admirai e contemplai, eis o que podeis fazer. Como quereis aprofundar Deus e seu grande trabalho? Apesar de todos esses recursos, vossa razão não se choca diante do átomo e o grão de areia que ela não pode definir?
Usei minha vida, eu, a procurar e a conhecer Deus e seu princípio, minha razão nisso se enfraqueceu, e cheguei, não a negar Deus, mas sua glória, seu poder e sua grandeza. Eu
me explicava esse desenvolvimento no tempo. Uma intuição celeste me dizia para rejeitar esse erro, mas não a escutava, e me fiz apóstolo de uma doutrina mentirosa... Sabeis por
quê? Porque no tumulto e no fracasso de meus pensamentos, que se entrechocavam sem cessar, não via senão uma coisa: meu nome gravado no frontão do templo de memória das
nações! Não via senão a glória que me prometia essa juventude universal que me cercava e parecia provar com suavidade e delícias o suco da doutrina que eu lhe ensinava. No entanto, impelido por não sabia quais remorsos de minha consciência, quis parar, mas era muito tarde; como uma utopia, todo o sistema que abraça vos arrasta; a torrente segue
primeiro, depois vos leva e vos quebra, tanto sua queda é, às vezes, violenta e rápida. Crede-me, vós que estais aqui à procura da verdade, encontrá-la-eis quando tiverdes
destacado de vosso coração o amor às lantejoulas, que fazem brilhar, aos vossos olhos, um tolo amor-próprio e um tolo orgulho. Não temais, no novo caminho que caminhais,
combater o erro e abatê-lo quando se levantar diante de vós. Não é uma monstruosidade enaltecer uma mentira contra a qual não se ousa se defender, porque se fez discípulos que vos precederam em vossas crenças?
Vós o vedes, meus amigos, o Voltaire de hoje não é mais aquele do século dezoito; sou mais cristão, porque venho aqui para vos fazer esquecer minha glória e vos lembrar o que
eu era durante minha juventude, e o que eu amava durante minha infância. Oh! Quanto gostava de me perder no mundo do pensamento! Minha imaginação, ardente e viva, corria os vales da Ásia em conseqüência daquele a quem chamais Redentor... Gostava de correr nos caminhos que ele percorrera; e como me parecia grande e sublime esse Cristo no meio da multidão! Acreditava ouvir sua voz poderosa, instruindo os povos da Galiléia, mas margens do lago de Tiberíades e da JudéiaL. Mais tarde, nas minhas noites de insônia, quantas vezes me levantei para abrir uma velha Bíblia e dela retirar as santas páginas! Então, minha cabeça se inclinava diante da cruz, esse sinal eterno da redenção que une a Terra ao céu, a criatura ao Criador!... Quantas vezes admirei esse poder de Deus, se subdividindo, por assim dizer, e do qual uma centelha se encarna para se fazer pequeno, vindo dar sua alma no Calvário para a expiação!... Vítima augusta, da qual neguei a divindade, e que me fiz dizer dela, no entanto:Teu Deus que traíste, teu Deus que blasfemas, Por ti, pelo universo, está morto nesses próprios lugares!
Sofro, mas expio a resistência que opus a Deus. Tinha por missão instruir e esclarecer; primeiro o fiz, mas a minha luz se extinguiu em minhas mãos na hora marcada para a luz!...
Felizes filhos dos séculos dezoito e dezenove, é a vós que está dado ver luzir a luz da verdade; fazei que vossos olhos vejam bem sua luz, porque para vós ela terá raios celestes
e sua claridade será divina!

VOLTAIRE.

 
Filhos, deixei falar em meu lugar um dos vossos grandes filósofos, principal chefe do erro; quis que viesse vos dizer onde está a luz; que vos pareceu ele? Todos virão repetir-vos:
Não há sabedoria sem amor nem caridade; e dizei-me, que doutrina mais suave para ensiná-lo que o Espiritismo? Não saberia muito vo-lo repetir: o amor e a caridade são as
duas virtudes supremas que unem, como o disse Voltaire, a criatura ao Criador. Oh! Que mistério e que lugar sublime! minhoquinha, verme da terra que pode se tornar de tal modo
poderoso, que sua glória tocará o trono do Eterno!...

SANTO AGOSTINHO.

ALLAN KARDEC

Fonte : Revista Espírita , Allan Kardec
  

3- BIOGRAFIA DE VOLTAIRE
 
François-Marie Arouet em sua reencarnação como Frances por volta de 21/11 de 1694 ate seu desencarnio em 30 de maio de 1778, foi um grande homem, foi um grande escritor, tinha um grande conhecimento da filosofia iluminista francesa , Defendia a liberdade religiosa e livre comercio.. Foi conhecido com pseudonome de Voltaire,um grande escritor , produziu milhares de cartas , aproximadamente dói mil livros e panfletso, peças de teatros , poemas, Um homem com senso de justiça ,era adepto da reforma social na época, apesar que tais defensores não eram bem vistos , quem emaculasse a censura era considerado Persona não grata.
Acabou usando de suas obras literárias para fazer crítica a Santa Madre Igreja e outras instituições daquele país. Ele influenciou através de suas escritas , o meio político sócio econômico da época, pois foi considerado um dos grandes pensadores do iluminismo , que posteriormente influenciou alguns pensadores da Revolução Francesa. Ele não tolerava injustiça de qualquer espécie, principalmente as religiosas e políticas. Devido a seu temperamento e comportamento acabara exilado da França. Foi um dos grandes adeptos da Liberdade de Expressão. Sua corrente de pensamento acabou criando tendências como o Liberalismo, fez com que ele tornasse conselheiro de Monarcas.. Ele tinha uma grande preocupação com a polução. Destacou-se como conselheiro de Fredercio II da Prússia que era um líder esclarecido. Entrou para a vida social como Maçom, que teve apoio de Benjamin Franklin . Voltaire defendia pena justos a acusados, que independente de qualquer pena cometida, o réu deveria ter um julgamento justo,e que a pena deveria ser igualitária independente da classe social Defendia convicções de que todo governo deveria ser racional, lógico e dirigir uma nação com leis igualitárias para seus súditos. Voltaire transformou-se num perseguidor ferrenho dos dogmas, da igreja católica, deixando evidente a todos que talvez poderia ter mudado de comportamento com relação a fé cristã que possuía.

Citaremos uma famosa citação de Voltaire publicada em uma renomada revista francesa , em abril de 1778, páginas 87-88, , ele diz o seguinte:
"Eu, o que escreve, declaro que havendo sofrido um vômito de sangue faz quatro dias, na idade de oitenta e quatro anos e não havendo podido ir à igreja, o pároco de São Suplício quis de bom grado me enviar a M. Gautier, sacerdote. Eu me confessei com ele, se Deus me perdoava, morro na santa religião católica em que nasci esperando a misericórdia divina que se dignará a perdoar todas minhas faltas, e que se tenho escandalizado a Igreja, peço perdão a Deus e a ela. Assinado: Voltaire, 2 de março de 1778 na casa do marqués de Villete, na presença do senhor abade Mignot, meu sobrinho e do senhor marqués de Villevielle. Meu amigo."

  Seu desencarnio foi em 30 de Maio de 1778, na época de sua morte ele recebeu varias homenagens de revistas principalmente desta, onde enumerava suas qualidades morais, de justiça e igualdade. Ele citado pela revista francesa da seguinte forma :
 "o maior, o mais ilustre e talvez o único monumento desta época gloriosa em que todos os talentos, todas as artes do espírito humano pareciam haver se elevado ao mais alto grau de sua perfeição".
Voltarie foi sepultado na abadia de Scellieres. Em 2 de junho, mesmo tendo sido perseguido alguns dogmas da Igreja católica, posteriormente seus restos mortais foram transferidos para o Panteão de Paris, lugar onde era levado os restos mortais de figuras ilustres da época. Sua cripta , é de frente ao seu inimigo Rousseau e possui os seguintes dizeres:
"Aos louros de Voltaire. A Assembléia Nacional decretou em 30 de maio de 1791 que havia merecido as honras dadas aos grandes homens".
Voltaire foi um grande homem, teve um grande compromisso com o povo Francês, conseguiu levar grandes mudanças como a liberdade de imprensa , reformas no sistema político econômico Frances, revisão da justiça criminal da França, revisão tributaria junto ao clero e nobreza.

 
Frase de Voltaire:

Devemos julgar um homem mais pelas suas perguntas que pelas respostas.
Encontra-se oportunidade para fazer o mal cem vezes por dia e para fazer o bem uma vez por ano.
Os infinitamente pequenos têm um orgulho infinitamente grande.
Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.
Que Deus me proteja dos meus amigos. Dos inimigos, cuido eu.
Uma coletânea de pensamentos é uma farmácia moral onde se encontram remédios para todos os males.
Só se servem do pensamento para autorizar as suas injustiças e só empregam as palavras para disfarçar os pensamentos.

A alma é uma fogueira que convém alimentar, e que se apaga dado que não se aumente.

Há muito poucas repúblicas no mundo, e mesmo assim elas devem a liberdade aos seus rochedos ou ao mar que as defende. Os homens só raramente são os dignos de se governar a si mesmos.

Leia com atenção

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Nota de esclarecimento

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Agradeço a todos que compartilham na rede tais imagens e até mesmo textos.
Caso haja algum problema de utilização em meu blog de algum material de sua autoria, entre em contato para que eu proceda a retirada.
Luciano Dudu