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YVONE AMARAL PEREIRA - BIOGRAFIA

7 de out de 2010


Amigo Leitor, para dar início uma nova série de postagens sobre mediunidade, trouxemos a biografia de Yvone Amaral Pereira, uma médium notável, que desempenhou um grande papel nas lides mediunicas com Jesus.  Em breve começaremos a postar entrevistas onde Yvone Amaral Pereira, fala sobre sua mediunidade, sua vida e suas obras mediunicas.
Convido a todos para apreciarem a biografia dessa grande tarefeira da Seara Espírita.
Um bom final de semana a todos.
Luciano Dudu

BIOGRAFIA
Yvonne do Amaral Pereira
(Rio das Flores, RJ, 24 de dezembro de 1900 — Rio de Janeiro, 9 de março de 1984 foi uma médium brasileira, autora de diversos livros psicografados.

Dona Yvonne, conhecida pelos familiares e amigos como "Tuti", foi uma das mais respeitadas médiuns brasileiras, foi autora de romances psicografados bastante conhecidos, dedicou-se por muitos anos à desobsessão e ao receituário mediúnico homeopático.
Filha de Manuel José Pereira Filho, um pequeno comerciante, e de Elizabeth do Amaral, foi a primeira de seis filhos do casal. A mãe já havia tido um filho de seu primeiro casamento.
Recém-nascida, com apenas 29 dias, teve um acesso de tosse que a sufocou, deixando-a em estado de catalepsia, em que se manteve por seis horas, tendo o médico e o farmacêutico da localidade chegado a atestar o óbito por sufocação. A família preparou o corpo da bebê para o velório, colocando-lhe um vestido branco e azul, adornando-a com uma grinalda, enquanto aguardava o pequeno caixão branco da praxe. Nesse momento, a sua mãe, retirando-se para o interior da residência da família, endereçou uma fervorosa prece a Maria de Nazaré, solicitando-lhe a intervenção, uma vez que, no íntimo, não acreditava que a filha estivesse morta. Momentos depois, a bebê acordou, chorando. Décadas mais tarde, foi explicado que o fenômeno, vivido naquela idade, correspondera a um resgate da médium, suicida por afogamento em encarnação anterior.
Yvonne cresceu em lar espírita e modesto, visitado em diversas ocasiões pela pobreza. O pai, homem de bom coração, desinteressado dos bens materiais, conheceu a falência comercial por três vezes, por favorecer os fregueses em prejuízo próprio. Posteriormente viria a tornar-se modesto funcionário público, cargo que ocupou até sua desencarnação, em 1935. Era comum a família abrigar pessoas necessitadas, vivências que marcariam a vida futura da médium, que afirmaria mais tarde, que desde cedo se desprendeu das vaidades do mundo, vivenciando as dificuldades do próximo.
Com quatro anos de idade, a menina já via e ouvia espíritos, os quais, por falta de conhecimento e maturidade, considerava como pessoas normais, encarnadas. Duas entidades lhe eram particularmente caras:
o espírito Charles, a quem considerava o verdadeiro pai terreno, devido a vivas lembranças de uma encarnação passada, em que esta entidade fora o seu pai carnal. Este seria um seu orientador espiritual durante toda a sua vida e atividade mediúnica.
o espírito Roberto de Canalejas, um médico espanhol em meados do século XIX, entidade pela qual nutria profundo afeto e com a qual mantinha estreitas ligações espirituais, com dívidas a saldar.
Os fenômenos que percebia perturbavam a jovem Yvonne, acometida de imensa saudade do ambiente familiar que desfrutara na encarnação anterior, na Espanha, que recordava com vívida clareza. Considerava os seus atuais familiares, principalmente o pai e os irmãos, como pessoas estranhas, assim como estranhava a casa e a cidade onde morava. Para a criança, o pai verdadeiro era o espírito Charles e a casa real, a da Espanha. Esses sentimentos conflituosos, assim como o afloramento das faculdades mediúnicas, faziam com que Yvonne apresentasse um comportamento considerado anormal por seus familiares, razão pela qual, até aos dez anos de idade passou a maior parte do tempo na casa da avó paterna.
Aos oito anos de idade, a menina viveu novo episódio de catalepsia, associado a desprendimento parcial. Certa noite, em desdobramento espiritual, percebeu-se diante de uma imagem do Senhor dos Passos, existente na igreja freqüentada pela família, pedindo socorro, pois sofria muito. A imagem, então, animando-se, dirigiu-lhe as palavras: Vem comigo minha filha: será o único recurso que terás para suportar os sofrimentos que te esperam. A menina, aceitando a mão que lhe era estendida pela imagem, subiu os degraus do altar e não se lembrou de mais nada.
Nessa idade teve o primeiro contato com um livro espírita. Posteriormente, aos doze anos, ganhou de presente do pai O Evangelho segundo o Espiritismo e o Livro dos Espíritos, obras doutrinárias fundamentais que a acompanharam pelo resto da vida, atuando como um bálsamo nas muitas horas difíceis. Aos treze anos de idade começou a freqüentar sessões práticas de Espiritismo, o que lhe dava grande alegria, uma vez que conseguia visualizar os espíritos comunicantes.
Yvonne teve como estudos apenas o antigo curso primário (atual primeiro segmento do ensino fundamental). Devido às dificuldades financeiras da família não conseguiu prosseguir nos estudos, o que lhe representou enorme provação, uma vez que amava o estudo e a leitura. Para auxiliar a família, e o próprio sustento, dedicou-se à costura e ao bordado, e ao artesanato de rendas e flores. Afastada do mundo em função da educação patriarcal do interior do Brasil à época, se o recolhimento favoreceu o seu desenvolvimento mediúnico, transformando-a, entretanto, em uma criança excessivamente tímida e melancólica. Tendo cultivado desde a infância o estudo e a leitura, completou a sua formação como autodidata, pela leitura de livros e periódicos. Aos dezesseis anos já tinha lido obras clássicas de Goethe, Bernardo Guimarães, José de Alencar, Alexandre Herculano, Arthur Conan Doyle e outros.
A partir dessa idade, fase da adolescência, a mediunidade tornou-se um fenômeno comum para Yvonne, que recebia a maior parte dos informes de além-túmulo, crônicas e contos em desdobramento, no momento do sono noturno. A sua faculdade apresentava-se diversificada, tendo se dedicado à psicografia e ao receituário homeopático, à incorporação, à psicofonia e ao passe, e até mesmo, em algumas ocasiões, aos efeitos físicos de materialização. Dedicou-se à atividade de desobsessão, alimentando um particular carinho pelos suicidas: muitas das entidades que teve oportunidade de assistir tornaram-se suas amigas ao longo dos anos. Atuou em casas espíritas nas cidades de Lavras (MG), Barra do Piraí (RJ), Juiz de Fora (MG), Pedro Leopoldo (MG) e Rio de Janeiro (RJ), onde residiu sucessivamente.
Foi assistida por entidades de grande reputação como o Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, Bittencourt Sampaio, Camilo Castelo Branco, Frederic Chopin, Charles, Roberto de Canalejas e outras.
Um dos aspectos mais marcantes de sua atuação mediúnica foi a sua independência, que questionava com fundamento os entraves burocráticos que algumas casas espíritas impõem aos seus trabalhadores. Preferia seguir os preceitos da caridade evangélica, a qualquer hora e local em que fosse procurada pelos sofredores.
Esperantista atuante, trabalhou na sua propaganda e difusão, através de correspondência que mantinha com outros esperantistas, tanto no Brasil, quanto no exterior.

Homenagem
Quando dos dez anos de sua morte, a revista Reformador (março, 1994) publicou extensa matéria em memória da médium, de autoria de Augusto Marques de Freitas.
Ali, o articulista resumiu o sentimento que os espíritas dedicam-lhe: "A vida a a obra de Yvonne do Amaral Pereira ficarão gravadas para sempre no coração de todos nós e na História do Espiritismo."

Obra
A obra mediúnica de Yvonne Pereira monta a uma vintena de livros. Embora desde 1926 tenha recebido numerosas obras por meio da psicografia, somente decidiu publicá-las na década de 1950, após muita insistência dos mentores espirituais. Dentre as mais conhecidas destacam-se:
Memórias de um Suicida (Rio de Janeiro: FEB, 1955. 568p.) – ditado iniciado em 1926 pelo espírito Camilo Castelo Branco, completado posteriormente pelo espírito Léon Denis. Constitui-se num libelo contra o suicídio, descrevendo em sua primeira parte, os sofrimentos experimentados pelos que atentaram contra a própria vida. Na segunda e na terceira partes focaliza os trabalhos de assistência e de preparação para uma nova encarnação. Esta obra é considerada um marco na bibliografia mediúnica brasileira e o melhor exame sobre o suicídio sob o ponto de vista doutrinário espírita.

Nas Telas do Infinito – apresenta duas novelas: uma pelo espírito Bezerra de Menezes e outra pelo espírito Camilo Castelo Branco.

Amor e Ódio (Rio de Janeiro: FEB, 1956. 553p.) – ditado pelo espírito Charles, enfoca o drama de um ex-aluno francês do Prof. Rivail (Allan Kardec), o artista Gaston de Saint-Pierre acusado de um crime que não cometera. Após grandes padecimentos, recebe os esclarecimentos elucidativos por meio de um exemplar de O Livro dos Espíritos, à época em que este foi lançado pelo Codificador.

A Tragédia de Santa Maria (Rio de Janeiro: FEB, 1957. 267p.) – ditado pelo espírito Bezerra de Menezes, ambientado em uma fazenda de café em Vassouras (RJ).

Ressurreição e Vida (Rio de Janeiro: FEB, 1963. 314p.) – ditado pelo espírito Leon Tolstoi, compreende seis contos e dois mini-romances ambientados na Rússia dos czares.

Nas Voragens do Pecado (Rio de Janeiro: FEB, 1960. 317p.) - primeiro volume de uma trilogia ditada pelo espírito Charles, relata a trágica história do massacre dos huguenotes na Noite de São Bartolomeu (23 de Agosto de 1572), durante uma encarnação anterior da médium na personalidade de Ruth-Carolina de la Chapelle.

O Cavaleiro de Numiers (Rio de Janeiro: FEB, 1976. 216p.) - segundo volume da trilogia, mostra a encarnação da médium, ainda na França, na personalidade de Berth de Sourmeville.

O Drama da Bretanha (Rio de Janeiro: FEB, 1974. 206p.) – terceiro e último volume da trilogia, ilustra como a médium, agora como Andrea de Guzman, não consegue suportar os embates de sua expiação e se suicida por afogamento.

Dramas da Obsessão (Rio de Janeiro: FEB, 1964. 209p.) – ditada pelo espírito Bezerra de Menezes, compreende duas novelas abordando o tema obsessão.

Sublimação (Rio de Janeiro: FEB, 1974. 221p.) – apresenta dois contos ditados pelo espírito Charles (um ambientado na Pérsia e outro na Espanha) e três contos pelo espírito Leon Tolstoi (ambientados na Rússia).


Como escritora, publicou muitos artigos em jornais populares, produção atualmente desconhecida, que carece de um trabalho amplo de recuperação. São ainda da autora:
A Família Espírita
 
À Luz do Consolador (Rio de Janeiro: FEB, 1997. ) - coletânea de artigos da médium na revista Reformador, originalmente entre a década de 1960 e a de 1980.

Cânticos do Coração (Rio de Janeiro: Ed. CELD. 1994. 2 v. 246 p.) - coletânea de artigos publicados no jornal Obreiros do Bem.
 
Contos Amigos

Devassando o Invisível (Rio de Janeiro: FEB, 1963. 232p.) – a autora, sob a supervisão de instrutores espirituais, desenvolve uma dezena de estudos sobre temas doutrinários, com base em fatos por ela observados e vividos no mundo espiritual.
 
Evangelho aos Simples

O Livro de Eneida
 
Pontos Doutrinários – reúne crônicas publicadas na revista Reformador.
 
Recordações da Mediunidade (Rio de Janeiro: FEB, 1968. 212p.) – a autora discorre sobre reminiscências de vidas passadas, arquivos da alma, materializações, premonição e obsessão.  
A Lei de Deus 
Nos primeiros dias de março do ano de 1984, Yvonne afirmara que não valeria a pena o trabalho de colocação de um marcapasso. Contudo, submeteu-se à cirurgia de emergência, à qual não resistiu, desencarnando. Retornou assim, ao Mundo Espiritual, uma das mais respeitáveis médiuns do Movimento Espírita Brasileiro, Yvonne do Amaral Pereira, às 22 horas do dia 9 de março daquele ano, após um longo período de atividades na causa espírita.
Imagem - Google 

NUM SÉCULO DE ESPIRITISMO - Mensagem 04/01/1960

5 de out de 2010

 
Reunião pública de 4/1/60
Questão nº 1

 

Num século inteiro de atividades, temos visto a Ciência procurando apaixonadamente as realidades do Espírito.
Provas indiscutíveis não lhe foram regateadas. E tantas foram elas que Richet conseguiu articular, com êxito,as bases clássicas da Metapsíquica, usando recursos tão demonstrativos
e convincentes quanto aqueles empregados na exposição de qualquer problema de patologia ou botânica. Sábios distintos, entre os quais Wallace e Zöllner, Crookes e Lombroso, Myers e Lodge, mobilizando médiuns notáveis, efetuaram experiências de valor inconteste.Entretanto, se nos vinte lustros passados a mediunidade serviu para atender aos misteres brilhantes da observação científica, projetando inquirições do homem para a Esfera Espiritual, é justo satisfaça agora às necessidades morais da Terra, carreando avisos da Esfera Espiritual para o homem. Se o primeiro século de Doutrina Espírita viu realizações admiráveis, desde os cálculos profundos da física nuclear aos rudimentos da Astronáutica, surpreendeu, igualmente, calamidades terríveis, como sejam: as guerras de conquista e rapinagem, nas quais os campos de prisioneiros foram teatro para os mais hediondos espetáculos de barbárie e degradação, em nome do direit o; a técnica na destruição de cidades em massa; as inquisições políticas, à feição das antigas inquisições religiosas, amordaçando a liberdade de consciência; a proliferação das indústrias do aborto, às vezes com o amparo de autoridades respeitáveis; a onda crescente dos suicídios; o delírio dos entorpecentes; o abuso da hipnose; o lenocínio transformado em costume elegante da vida moderna; o aumento dos chamados crimes perfeitos, com manifesta perversão da inteligência, e a percentagem assustadora das moléstias mentais com alicerces na obsessão. Desse modo, não nos basta apenas um “espiritismo científico”
que despenda indefinida quota de tempo averiguando a sobrevivência do ser, além do sepulcro.Embora a elevação de propósitos dos pesquisadores eminentes,que tateiam os domínios da alma, não podemos esquecer a edificação do sentimento. É assim que, repetindo as lições do Cristo para o mundo atormentado, não nos achamos simplesmente diante de um “espiritismo social”, mas em pleno movimento de recuperação da dignidade humana, porquanto, em verdade, perante o materialismo irresponsável, a sombrear universidades e gabinetes, administrações e conselhos, laboratórios e templos, cenáculos e
multidões, o Evangelho de Jesus, para esclarecimento do povo, tem regime de urgência.

Fonte: Item 1, Livro Seara dos Médiuns - Francisco C .Xavier/ Emmanuel
Imagem: Google

SOLIDÃO - EMMANUEL




“O presidente, porém, disse: – mas, que mal fez ele? E eles mais clamavam, dizendo: – seja crucificado.” –(Mateus, 27:23.)


À medida que te elevas, monte acima, no desempenho do próprio dever, experimentas a solidão dos cimos e incomensurável tristeza te constringe a alma sensível.
Onde se encontram os que sorriram contigo no parque primaveril da primeira mocidade?
Onde pousam os corações que te buscavam o aconchego nas horas de fantasia? Onde se acolhem quantos te partilhavam o pão e o sonho, nas aventuras ridentes do início? Certo, ficaram...
Ficaram no vale, voejando em círculo estreito, à maneira das borboletas douradas, que se esfacelam ao primeiro contacto da menor chama de luz que se lhes descortine à frente. Em torno de ti, a claridade, mas também o silêncio... Dentro de ti, a felicidade de saber, mas igualmente a dor de não seres compreendido... Tua voz grita sem eco e o teu anseio se alonga em vão. Entretanto, se realmente sobes, que ouvidos te poderiam escutar a grande distância e que coração faminto de calor do vale se abalançaria a entender, de pronto, os teus ideais de altura? Choras, indagas e sofres... Contudo, que espécie de renascimento não será doloroso? A ave, para libertar-se, destrói o berço da casca em que se formou, e a semente, para produzir, sofre a dilaceração na cova desconhecida. A solidão com o serviço aos semelhantes gera a grandeza. A rocha que sustenta a planície costuma viver isolada e o Sol que alimenta o mundo inteiro brilha sozinho. Não te canses de aprender a ciência da elevação. Lembra-te do Senhor, que escalou o Calvário, de cruz aos ombros feridos. Ninguém o seguiu na morte afrontosa, à exceção de dois malfeitores, constrangidos à punição, em obediência à justiça. Recorda-te dele e segue... Não relaciones os bens que já espalhaste. Confia no Infinito Bem que te aguarda. Não esperes pelos outros, na marcha de sacrifício e engrandecimento. E não olvides que, pelo ministério da redenção que exerceu para todas as criaturas, o Divino Amigo dos homens não somente viveu, lutou e sofreu sozinho, mas também foi perseguido e crucificado.
Fonte: item 70, extraído do livro Fonte Viva- Médium Franciso C Xavier /Emmanuel, ed. FEB
Imagem: Google

O QUEIXOSO - DITADO POR IRMÃO X



Como tantos, o caso de Argemiro Zaqueu é o seguinte:
Ele embaratustou no templo espírita e se postou diante do diretor da casa, o velho
Epifânio Calístrato, choramingando...
– Ai de mim!... O senhor é o presidente da casa, não é?
E, antes que Calístrato respondesse, prosseguiu:
– Pois é... Pessoa que sofre como eu, o senhor nunca viu. Já não aguento mais. É uma penação sem fim, dia e noite... Já me tratei de muitos modos, remédio não dá conta...
Saio da cama, toda manhã, tremendo, tremendo... Vejo vultos rondando o aposento, ouço
vazes, procura saber quem é, não acho ninguém. É um enfaramento de tudo e de todos, que nem sei explicai... Quando olho para a coitada de minha mulher, noto a presença de outra pessoa nela...
Pessoa que os demais não enxergam... O senhor sabe como é... Fico atordoado, perco a cabeça, atormentado por vazes e mais vazes... Se bebo café ou se tomo qualquer refeição, desconfio àe veneno, como se alguém estivesse soprando idéias estranhas sobre o
meu pensamento... Não sei o que fazer de minha vida... Como devo agir, Seu Calístrato?
Epifânio tornava posição para responder e chegava a colocar a primeira palavra na
comissura dos lábios; entretanto, Zaqueu voltava à carga:
– Ah! esqueci-me de dizer... Se alguém chega em casa, alguém que não seja da família, sinto o coração batendo acelerado e corro a esconder-me... Tenho medo de qualquer novidade. Profissão, já larguei... Via tanta gente que ninguém via na repartição e conversava tanto, sozinho, que o melhor para mim foi licença... Sou um homem desprezado... Todos fogem de mim... Meus dois filhos perderam o respeito e gritam na minha cara... Minha mulher, por duas vezes, já me levou à internação em casa de saúde, mas não melhorei... Seu Calístrato, que posso fazer?
Epifânio debalde tentava dizer alguma coisa, porque Zaqueu lhe impunha silêncio, lastimanda:
– Ainda não contei o que passo na rua... Basta pôr o pé fora da porta e começa nova perturbação... É um pavor de tudo, que nada contém... Se um amigo me toca, de leve, penso que vou morrer. Carro, não consigo olhar de perto... Barulho de máquina, não suporto... Em toda esquina, tenho a impressão de que pessoas ocultas gargalham com sarcasmo, zombando de mim... Ajude-me, Seu Calístrato!...
O interlocutor empenhava esforço para dizer qualquer coisa; no entanto, Zaqueu avançava:
– Escute... Quero ainda falar sobre a noite... Anseio descansar, roas quem diz que eu
durmo? Tudo roda em meu quarto... Se passo por ligeira madorna, alta madrugada, é aflição em cima de aflição, pois vejo inimigos de carranca terrível, levantando punhais...
Grito, contorço-me desesperado, até que alguém me acorde... E quando me vejo desperto, as vazes me rodeiam, afrontando-me com injúrias... Daí, levanto-me sem saber se estou louco... Por amor de Deus, tenha dó de mim, Seu Calístrato!... O generoso amigo deu-se pressa em falar e ponderou:
– Bem, meu caro, tudo indica que seu caso é mediunidade, exigindo estudo... Venha à nossa reunião de amanhã e procurernos trabalhar juntos.
– Trabalhar? - indagou o visitante repentinamente desapontado.
– Sim, trabalhar no sentido de orar e estudar em equipe, conjugando as nossas próprias energias no objetivo de amparar aqueles que sofrem mais que nós mesmos. É preciso não esquecer que auxiliando a outros é que somos auxiliados...
– Então – observou o candidato ao socorro – é necessário trabalhar?
– Sim, sim... – acentuou o experiente orientador – venha amanhã e comecemos...
Para nós todos a lei determina a obrigação de nos apoiarmos reciprocamente. O queixoso, porém, ouvindo falar em responsabilidade e serviço, perdeu a loquacidade, passando a despedir-se. E, até hoje, decorridos seis anos, conquanto Epifânio ainda o espere, não mais voltou. 
Fonte: Extraído do livro Aulas da Vida - Médium Francisco C. Xavier - ditado por Espíritos Diversos.
Imagem : google

DEFESA CONTRA OBSESSÃO - DITADO POR IRMÃO X


  Doía ver o irmão Maurício Tessi, prostrado, na crise aguda de Atrite reumatóide.
Orava, sofria, esperava.A dor espraiava-se de um dos joelhos intumescido, assaltando o corpo. Acompanhando-lhe a mãezinha desencarnada, Dona Etelvina, que nos fora devotada amiga na Terra, partilhávamos a oração, enquanto a equipe de enfermeiros espirituais atuava com recursos curativos do nosso plano de ação. Finda a tarefa de auxílio, ergueu-se a velha amiga e perguntou, respeitosamente, ao dirigente da turma:
– Meu amigo, posso, na condição de mãe, saber por que motivo tanto demora a definitiva recuperação de meu filho?O interpelado disse apenas:
– Sem dúvida. Aqui está o registro das reações dele nos dias últimos...
E com a exatidão de um técnico, no setor de trabalho que lhe é próprio, sacou da pasta pequena folha de papel em que nos foi possível, de imediato, ler as seguintes indicações, simples e expressivas, que se interrompiam justamente no dia de nossa presença, no quarto humilde:

MAURÍCIO TESSI
36 anos no corpo físico.
DOENÇA – Providencial.
FASE – Experimentação.
MÉRITO INDIVIDUAL POR SERVIÇO À COMUNIDADE, ATÉ OS PRIMEIROS SINTOMAS DA MOLÉSTIA – Nenhum.
MOTIVO – Defesa contra obsessão e loucura.
AUXÍLIO A RECEBER – Socorro em bases de magnetismo curativo, somente para a sustentação de forças orgânicas e alívio controlado, até a melhora espiritual positiva.
HISTÓRICO – Os amigos e benfeitores do interessado, residentes nas Esferas Superiores, depois de lhe endossarem a presente reencarnação, observaram-lhe a tendência para estragar, de modo completo, a oportunidade recebida. Preocupados, solicitaram seja ele mantido em condições enfermiças, conforme os remanescentes das dívidas cármicas que ainda carrega no extrato corpóreo. Assim agiram para evitar-lhe a indesejável associação com Espíritos infelizes, procedentes de suas existências passadas, caídos, desde muito tempo, em processos de vampirização e criminalidade, com os quais o beneficiário vinha, a pouco e pouco, se acomodando.
ANOTAÇÕES DE 4 A 28 DE JANEIRO DE 1967

DATAS DE OBSERVAÇÃO ESTADO FÍSlCO CONDIÇÕES ESPIRITUAIS

4 Crise Fé, oração, humildade.
5 Melhora Tranquilidade, teimosia.
6 Grande melhora Agressividade, pensamentos escusas. Obsessores perto.
7 Crise Obediência, conformação, gentileza.
8 Crise aguda Elevação moral, prece.
9 Crise aguda Nobres promessas de serviço ao próximo, altura mental.
10 Melhor Bom humor, rebeldia.
11 Grande melhora Intolerância, idéias menos dignas, obsessores atraídos.
12 Grande melhora Desequilíbrio, obsessores no aposento.
13 Crise Serenidade.
14 Crise agravada Emoções superiores.
15 Crise aguda Fé comovente, simpatia, generosidade.
16 Melhora Calma, irritação.
17 Grande melhora Pensamentos inconfessáveis, obsessores próximos.
18 Grande melhora Obsessores dominando.
19 Crise Obsessores repelidos.
20 Crise aguda Confiança em Deus.
21 Crise Aguda Votos de trabalho santificante, planos de caridade.
22 Melhora Marasmo, azedume.
23 Grande melhora Idéias lastimáveis, obsessores interessados.
24 Grande melhora Obsessores na aura, caos intenrior.
25 Crise Brandura, confiança.
26 Crise aguda Afabilidade, benevolência.
27 Crise aguda Doçura, lucidez, piedade para com os outros.
28 Crise aguda Formosa renovação íntima. Raios de luz em momentos de prece.
A irmã Etelvina restituiu a folha de notas, entre serena e triste, agradecendo ao
prestimoso cooperador:
– Obrigada, amigo. Maurício é meu filho. Antes, contudo, tanto ele e eu, quanto vós, somos filhos de Deus. E a Lei do Senhor foi criada para o bem de nós todos. Em seguida, nosso grupo dispersou-se, mas permaneci longo tempo, junto aoenfermo, tentando meditar em minhas próprias necessidades e aproveitar a lição.

Fonte: Extraído do livro aulas da Vida. Ditado por Espiritos Diversos - Medium Francico C. Xavier.
Imagem ; Goolge

O MÉDIUM E A FÉ - (artigo ampliado)

28 de set de 2010

Amigo Leitor, depois de muito refletir sobre algumas questões referente à nossa rotina diária no campo terreno, e analisando também as tarefas dos medianeiros nas Casas Espíritas, detectamos algumas situações conflitantes que faz parte da maioria de nós encarnados. Daí eu pergunto, será que nós estamos conseguindo lidar com nossos problemas existências sem esmorecer? Será que estamos conseguindo realizar nossa auto ilunimação da forma proposta por Jesus? De que forma, nós na condição de seres em aprendizado da senda do Cristo, estamos lidando com as nossas vitórias ou fracassos das provas existenciais? Será que a maioria de nós estamos conseguindo, nesta existência, acertar mais e errar menos? Encontraremos nas obras codificadas por Allan Kardec as respostas para todas as indagações acima.
Recordando de uma passagem dita por Jesus há mais de dois mil anos atrás, 
retratado pelo evangelista Mateus, em seu evangelho no capitulo XVII, vv. 14 a 20. “Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível – Jesus.
Para nosso melhor entendimento desta passagem, postaremos logo abaixo a “Instrução dos Espíritos”, em o Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo XIX, que vem nos falar sobre a Fé Humana e na Fé Divina.

Analisando os dias atuais, percebemos claramente que grande parte das criaturas reencarnadas, tem um contato direto ou indireto, com notícias ou situações vivenciadas, de violências, criminalidade, maldades, e injustiça.
Dependendo do grau de evolução do encarnado, tais situações podem levar a criatura a desencadear diversos desajustes, seja no âmbito físico ou espiritual.
Isso se dá, pela facilidade de sintonizar com esse emaranhado de fluídos mal sãos, vícios e paixões, fazendo com que abaixe seu padrão vibratório, e conseqüentemente a falta de vigilância da criatura, pode causar enfermidades físicas e espirituais.
Eu os convido a refletirmos sobre, de que forma conseguiremos administrar todas essas questões negativas citadas acima, os conflitos e embates do cotidiano?
E tratando da questão de educação mediúnica, assunto que está sempre em pauta em meu blog, refletiremos em qual seria a forma mais eficaz para nos vigiarmos e conseguirmos desenvolver a mediunidade com serenidade e equilíbrio?

Citaremos nesse material, apenas um dos itens que consideramos determinante para o sucesso de nossa empreitada terrena e o burilamento de nossas faculdades mediúnicas.
Falaremos da Fé, que nos dá força para viver, que nos dá bom ânimo para continuarmos nos embates do dia-a-dia, e que nos norteia e encoraja para desenvolvermos nossas faculdades mediúnicas, a serviço de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Trouxemos esse assunto para estudo por consideramos que ela, a Fé, é força motora que nos rege, para conseguirmos passar sem esmorecer por todos os fatos citados acima. Seja a Fé humana ou Divina.
Destarte é a Fé que nos “alimenta”, e que nos dá coragem para conseguirmos atingir ideais nobres.
Veremos logo abaixo que a fé é um sentimento inato a todos os seres humanos, mas em graus diferentes, dependendo do estágio de consciência moral e espiritual de cada um. E também da forma que lida com a vontade de realizar atos e ações. Para que todo esse processo de realização ocorra é necessário à priori que o homem tenha fé em si próprio, e conseqüentemente na divindade. 

 
Tomamos a liberdade para transcrever um trecho de um artigo escrito por Ana Cristina Campos, publicado na Revista do Espiritismo de nº 40, julho/ setembro de 1998 onde ela diz: 

 
“Todos temos que acreditar nas nossas próprias forças para vencer as dificuldades, para mover as montanhas da indiferença, da angustia, da má vontade, da rotina, das paixões inferiores. A fé traz-nos paciência, calma e o discernimento necessário para enfrentar o futuro, por mais incerto que se apresente. Esta é a fé humana de que precisa toda criatura humana. Se a esta juntarmos a fé divina, que é a alavanca do progresso da humanidade, chegaremos à fé que realiza milagres.”
A fé humana e divina. Se todas as pessoas tivessem consciência da força que trazem em si mesmas e se estivessem dispostas a colocar a sua vontade ao serviço dessa força, seriam capazes de operar prodígios que mais não são que o desenvolvimento harmônico e equilibrado das faculdades humanas.
“Qualquer ser humano que esteja disposto a agir, trabalhando com vontade séria para o bem dos outros, será sempre secundado e ajudado pelos bons espíritos que se preocupam com o destino da humanidade”
Extraído do artigo de Ana Cristina Campos
 


Vamos refletir sobre que vem a ser a Fé.
Segundo o dicionário Priberam da Língua Portuguesa a palavra FÉ significa
fé (latim fides, -ei)
s. f.
1. Adesão absoluta do espírito a aquilo que se considera verdadeiro.
2. Fidelidade. 4. Prova. 5. Crença.
s. m.
6. Décima sétima letra do alfabeto hebraico. 7. Relig. Uma das virtudes teologais.
à fé: por certo, certamente. fazer fé: constituir prova merecer crédito.











Encontraremos no livro Estudos Espíritas, psicografado pelo médium Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joana de Angelis, o item 14 com o título de Fé, destacamos alguns pontos que achamos importantes. 


Conceito de Fé: 
 
" No sentindo comum a crença em algo constitui a fé. Normalmente inata, manifesta-se pelo seu caráter natural em aceitar as coisas e realidades conforme apresentam, sem mais amplas indagações. É inata em todos os homens, constituindo particularmente e especial manifestação do Ser. Ninguém esta isento de sua realidade, porquanto é parte integrante de cada vida.
...Realiza-se, porém, a fé, na sua plenitude, quando é conseqüência da razão...
... Quando honestamente elaborada é calma e fecunda, propiciando equilíbrio físico e psíquico que sustenta a vida humana.
... Psicologicamente exterioriza-se pela busca de fatos, mediante os processos de intuição e da dedução, através do consentimento do intelecto em decorrência de um testemunho.
... Todavia a fé que não produz é semelhante à lâmpada aparatosa que não esparze claridade: é inútil. Assim considerando, assevera Tiago que a fé sem obras é inoperante.
 

A Fé e o Espiritismo: 
Sendo a Doutrina Espírita a religião que estua no fato comprovado da imortalidade, faculta a fé os óleos mantenedores de sua flama, através da consistência dos seus postulados, decorrentes da observação, da confirmação, incontestável e dos conceitos relevantes que lhe constituem a linha ético filosófica de afirmação.
... Constitui força motriz para a caridade- a virtude por excelência-, em cujo labor o espírito se engrandece e alcança a plenitude.
Não foi por outra razão que Allan Kardec, o escolhido para embaixador do Espírito da Verdade, conceituou:
“Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente à razão, em todas as épocas da Humanidade."
Joana de Angelis




Encontraremos no livro ABC da mediunidade, psicografado pelo médium Carlos A. Baccelli, pelo Espírito Odillon Fernandes em outubro de 1994, o item 14 com o título de Fé.
Odillon Fernandes assevera que:

" A fé do medianeiro não deve reduzir-se à crença na imortalidade.
Que ele se prepare para os testemunhos a que inevitavelmente será chamado.
A fé que não age é simples questão de palavras, pois aquele que realmente crê di-lo através de suas atitudes.
A Fé que transporta montanhas é aquela que é capaz de transformar-se em alavanca.
No princípio, é natural que o médium vacile, no entanto não se esqueça de que acima de sua convicção no fenômeno deve estar a sua convicção no bem.
O médium que dúvida de seus propósitos na mediunidade é pior do que aquele que descrê de suas faculdades sensitivas.
Se a convicção sincera induz à ação, a ação sincera produz a convicção.
O médium que não creia em si, não permaneça na expectativa de que os outros creiam.
Não raro, faz parte do quadro provacional do médium ser instrumento de convicção para os que o rodeiam, permanecendo ele mesmo à mercê da dúvida que alimenta a respeito dos próprios recursos medianímicos.
Segundo Allan Kardec, em o Livro dos Médiuns, a fé não é sempre uma condição de rigor para quem deseje ocupar-se da mediunidade.
“Enquanto permaneça na expectativa de seu aprimoramento mediúnico, que o médium trabalhe, confiando nos espíritos que nele confiam".
Odillon Fernandes.


A FÉ HUMANA E A DIVINA


Um Espírito Protetor. (Paris,1863).


E. S. E

12. No homem, a fé é o sentimento inato de seus destinos futuros; é a consciência que ele tem das faculdades imensas depositadas em gérmen no seu íntimo, a princípio em estado latente, e que lhe cumpre fazer que desabrochem e cresçam pela ação da sua vontade. Até ao presente, a fé não foi compreendida senão pelo lado religioso, porque o Cristo a revelou como poderosa alavanca e porque o têm considerado apenas como chefe de uma religião. Entretanto, o Cristo, que operou milagres materiais, mostrou, por esses milagres mesmos, o que pode o homem, quando tem fé, isto é, a vontade de querer e a certeza de que essa vontade pode obter satisfação. Também os apóstolos não operaram milagres, seguindo-lhe o exemplo? Ora, que eram esses milagres, senão efeitos naturais, cujas causas os homens de então desconheciam, mas que, hoje em grande parte se explicam e que pelo estudo do Espiritismo e do Magnetismo se tornarão completamente compreensíveis?

A fé é humana ou divina, conforme o homem aplica suas faculdades à satisfação das necessidades terrenas, ou das suas aspirações celestiais e futuras. O homem de gênio, que se lança à realização de algum grande empreendimento, triunfa se tem fé, porque sente em si que pode e há de chegar ao fim colimado, certeza que lhe faculta imensa força. O homem de bem que, crente em seu futuro celeste, deseja encher de belas e nobres ações a sua existência, haure na sua fé, na certeza da felicidade que o espera, a força necessária, e ainda aí se operam milagres de caridade, de devotamento e de abnegação. Enfim, com a fé, não há maus pendores que se não chegue a vencer. O Magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé posta em ação. É pela fé que ele cura e produz esses fenômenos singulares, qualificados outrora de milagres. Repito: a fé é humana e divina. Se todos os encarnados se achassem bem persuadidos da força que em si trazem, e se quisessem pôr vontade a serviço dessa força, seriam capazes de realizar o que, até hoje, eles chamaram prodígios e que, no entanto, não passa de um desenvolvimento das faculdades humanas. – Um Espírito Protetor. (Paris, 1863.) 


 
Fonte: Kardec, Allan; 1804-1869

- O Evangelho Segundo o Espiritismo; Cap IXI, A Fé que transporta Montanhas, pag 248, item 12; Allan Kardec: tradução J. Herculano Pires 62ª edição; São Paulo- Lake, 2006
- Estudos espíritas, Fé, pág. 113, item 14, Joana de Angelis- Divaldo P. Franco, 6ª ed; Brasília DF- FEB 1982;
- ABC da Mediunidade - pág. 35, item 14, Odilon Fernandes- Carlos A. Baccelli; 1ª ed; Casa editora espírita "Pierre- Paul Didier Uberaba MG 1994.
-Revista do Espiritismo de nº 40, julho/setembro de 1998 - parte do artigo de Ana Cristina Vargas
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CHICO XAVIER FALA DO AUTISMO

25 de set de 2010


“Resumos de palestras pronunciadas pelo médium Chico Xavier, nos cultos de evangelho e assistência, aos sábados, em Uberaba, Minas, sob a inspiração e supervisão de Emmanuel.”

Num sábado de 1981
Baccelli:
A lição que passaremos hoje para o papel, não ocorreu propriamente à sombra do frondoso abacateiro onde, habitualmente, Chico Xavier realiza o culto evangélico, em pleno coração da Natureza.

O que iremos narrar, tão fielmente quanto possível, ouvimos num sábado à noite “Grupo Espírita da Prece”, logo após o contato fraterno com os irmãos que residem nas imediações da Mata do Carrinho, o novo local onde as nossas reuniões vespertinas estão sendo realizadas.
Um casal aproximou-se ao Chico, o pai sustentando uma criança de ano e meio nos braços, acompanhando por distinto medico espírita de Uberaba.
A mãe permaneceu a meia distância, em mutismo total, embora com alguma aflição no semblante.
O médico, adiantando-se, explicou o caso ao Chico: a criança, desde que nasceu, sofre sucessivas convulsões, tendo que ficar sob o controle de medicamento, permanecendo dormindo a maior parte do tempo, em consequência, mal consegue engatinhar e não fala.
Após dialogarem durante alguns minutos. O Chico perguntou ao nosso confrade a que diagnostico havia chegado.
- Para mim, trata-se de um caso de autismo – respondeu ele.
O Chico disse que o diagnostico lhe parecia bastante acertado, mas que convinha diminuir o anticonvulsivos mesmo que tal medida, a principio, intensificasse os ataques. Explicou, detalhadamente, as contra indicações do medicamento no organismo infantil. Recomendou passes.
- Vamos orar- concluiu.
O casal saiu visivelmente mais confortado, mas, segurando o braço do médico nosso confrade. Chico Explicou a todos que estavamos ali mais próximos:
- “o autismo”, é um caso muito sério, podendo ser considerado uma verdadeira calamidade. Tanto envolve crianças quanto adultos... Os médiuns também , por vezes, principalmente os solteiros sofrem desse mal, pois que vivem sintonizados com o mundo espiritual, desinteressando-se da Terra.
“É preciso que alguma coisa nos prenda no mundo, porque, senão, perdemos a vontade de permanecer no corpo...”.
E Chico exemplificou com ele mesmo:
-Vejam bem: o que é que me interessa na Terra? A não ser a tarefa mediúnica, nada mais. Dinheiro, eu só quero o necessário para sobreviver casa, eu não tenho o que fazer com mais de uma... Então, eu procuro me interessar pelos meus gatos e meus cachorros. Quando um adoece ou morre, eu choro muito, porque se eu não me ligar em alguma coisa eu deixo vocês...
Ele ainda considerou que, muitos casos de suicídios têm as suas raízes no “autismo”, porque a pessoa vai perdendo o interesse pela vida. Inconscientemente deseja retornar à Pátria Espiritual, e para se libertar do corpo, que considera uma verdadeira prisão, força as portas de saída...
E o Chico falou ao médico:
- È preciso que os pais dessa criança conversem muito com ela, principalmente a mãe. È necessário chamar o espírito para o corpo. Se não agirmos assim, muitos espíritos não permaneceram na carne, porque a reencarnação para eles é muito dolorosa.
Evidentemente que não conseguimos registrar tudo, mas a essência do assunto é o que está exposto aqui.
E ficamos a meditar na complexidade dos problemas humanos e na sabedoria de Chico Xavier.
Quando ele falava de si, ilustrando a questão do “autismo”, sentimo-lo como um pássaro de luz encarcerado numa gaiola de ferro, renunciando à paz da grande floresta para entoar canções de imortalidade aos que caíram, invigilantes, no visgo do orgulho ou no alçapão da perturbação.
Nesta noite, sem dúvida, compreendemos melhor Chico Xavier e o admiramos ainda mais.
De fato, pensando bem, o que é que pode interessar na Terra, a não ser o trabalho missionário em nome do Senhor, ao Espírito que já não pertence mais à sua faixa evolutiva?
O espírito daquela criança sacudia o corpo que convulsionava, na ânsia de libertar-se...
Sem dúvida, era preciso convencer o Espírito a ficar. Tentar dizer-lhe que a Terra não é cruel assim... Que precisamos trabalhar pela melhoria do homem.


Fonte:
Chico Xavier, à sombra do abacateiro/ Carlos Antonio Baccelli- São Paulo: Instituto Divulgação Editora André Luiz, 1986, pag. 8.
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O EVANGELHO E A MULHER

23 de set de 2010


O EVANGELHO E A MULHER

“Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.” Paulo. (EFÉSIOS, CAPÍTULO 5, VERSÍCULO 28.)

Muita vez, o apóstolo dos gentios tem sido acusado de excessiva severidade para com o elemento feminino. Em alguns trechos das cartas que dirigiu às igrejas, Paulo propôs medidas austeras que, de certo modo, chocaram inúmeros aprendizes. Poucos discípulos repararam, na energia das palavras dele, a mobilização dos recursos do Cristo, para que se fortalecesse a defesa da mulher e dos patrimônios de elevação que lhe dizem respeito.
Com Jesus, começou o legítimo feminismo. Não aquele que enche as mãos de suas expositoras com estandartes coloridos das ideologias políticas do mundo, mas que lhes traça nos corações diretrizes superiores e santificantes.
Nos ambientes mais rigoristas em matéria de fé religiosa, quais o do Judaísmo, antes do Mestre, a mulher não passava de mercadoria condenada ao cativeiro. Vultos eminentes, quais Davi e Salomão, não conseguiram fugir aos abusos de sua época, nesse particular.
O Evangelho, porém, inaugura nova era para as esperanças femininas. Nele vemos a consagração da Mãe Santíssima, a sublime conversão de Madalena, a dedicação das irmãs de Lázaro, o espírito abnegado das senhoras de Jerusalém que acompanham o Senhor até o instante extremo. Desde Jesus, observamos crescente respeito na Terra pela missão feminil. Paulo de Tarso foi o consolidador desse movimento regenerativo. Apesar da energia áspera que lhe assinala as palavras, procurava levantar a mulher da condição de aviltada, confiando-a ao homem, na qualidade de mãe, irmã, esposa ou filha, associada
aos seus destinos e, como criatura de Deus, igual a ele.

Fonte: Extraído do item 93 do livro Pão Nosso - Francisco C. Xavier/ Emmnauel
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ANSIEDADES


ANSIEDADES

“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” — (1ª EPÍSTOLA A PEDRO, CAPÍTULO 5, VERSÍCULO 7.)

As ansiedades armam muitos crimes e jamais edificam algo de útil na Terra.
Invariavelmente, o homem precipitado conta com todas as probabilidades contra si.
Opondo-se às inquietações angustiosas, falam as lições de paciência da Natureza, em todos os setores do caminho humano. Se o homem nascesse para andar ansioso, seria dizer que veio ao mundo, não na categoria de trabalhador em tarefa santificante, mas por desesperado sem remissão.
Se a criatura refletisse mais sensatamente reconheceria o conteúdo de serviço que os momentos de cada dia lhe podem oferecer e saberia vigiar, com acentuado valor, os patrimônios próprios. 
Indubitável que as paisagens se modificarão incessantemente, compelindonos a enfrentar surpresas desagradáveis, decorrentes de nossa atitude inadequada, na alegria ou na dor; contudo, representa impositivo da lei a nossa obrigação de prosseguir diariamente, na direção do bem. 
A ansiedade tentará violentar corações generosos, porque as estradas terrenas desdobram muitos ângulos obscuros e problemas de solução difícil; entretanto, não nos esqueçamos da receita de Pedro. Lança as inquietudes sobre as tuas esperanças em Nosso Pai Celestial,
porque o Divino Amor cogita do bem-estar de todos nós. Justo é desejar, firmemente, a vitória da luz, buscar a paz com perseverança, disciplinar-se para a união com os planos superiores, insistir por sintonizar-se com as esferas mais altas. Não olvides, porém, que a ansiedade precede sempre a ação de cair.

Fonte: Extraído do item 8 do livro Pão Nosso - Francisco C. Xavier/ Emmnauel 
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TRANSPLANTES SALVAM VIDAS

21 de set de 2010




Transplantes Salvam Vidas


Autor : José Lucas
Revista de Espiritismo nº. 34 - FEP

Doar órgãos após a morte física é uma atitude que salva vidas. São os transplantes que estão em foco. No entanto, pessoas há que exigem que os seus órgãos não sejam doados. Uma questão polêmica que ganhou atualidade com a nova legislação. Que pensa o espiritismo de tudo isto?
O decreto-lei nº 244794, de 26 de Setembro, que regula a doação de órgãos, põe em prática o regime de doadores potenciais, utilizando o método do consentimento presumido. Todos estão sujeitos a doar os órgãos após a morte do corpo, a não ser que declaremos expressamente que não queremos ser doadores.
Para esse efeito existe o RENNDA (Registro Nacional do Não Doador), em vigor desde 19 de Outubro de 1994, que agrega todos aqueles que não quiserem ser doadores de órgãos.
Em Portugal, há um ano, contavam-se cerca de 30.000 pessoas inscritas no RENNDA, uma média de 24 não dadores por 10.000 habitantes. Destes não-dadores, 55% são mulheres. Na globalidade, os nãos doadores são pessoas entre os 55 e os 74 anos, curiosamente, pessoas que à partida não reúnem condições para doar órgãos.
As prioridades em termos de doação de órgãos, em Portugal, são o rim, a córnea, o fígado e o coração. Presentemente existem cerca de 1.200 pessoas que estão à espera de um rim.
Nas Caldas da Rainha, apenas cerca de 70 pessoas se inscreveram no Centro de Saúde manifestando a sua indisponibilidade para doarem órgãos ou tecidos após a sua morte. No que respeita ao conceito de morte, para o Conselho Nacional de Ética o critério de morte só poderá ser o da morte cerebral.
Após estes dados, certamente muitas questões nos surgem, a maior parte delas do foro ético. Pessoas existem que defendem que a inscrição no regime de doadores deveria ser pela positiva e não pela negativa, isto é, quem quisesse doar inscrever-se-ia. Está mais que provado por toda a Europa que este regime não funciona, pois as pessoas mesmo que concordem com a doação de órgãos não se inscrevem, por negligência na maior parte dos casos. Como a maioria dos doadores são jovens falecidos em acidentes, é lógico é verificar que esses mesmos jovens não têm como perspectiva o desencarne, logo não se inscrevem. Geralmente as pessoas só se sensibilizam para estas questões quando passam por situações em que necessitam de um órgão.
E no caso de uma pessoa que é não doadora precisar repentinamente de um órgão? A resposta mais rápida seria que era "justo" que essa pessoa não recebesse o órgão. No entanto, o não doador, em caso de necessidade receberá sempre o órgão em causa, pois o RENNDA só é utilizado para colheita de órgãos e não para recepção dos mesmos.
Então o melhor é retribuir a oportunidade, ensejando a possibilidade dos seus órgãos serem úteis a alguém, salvando vidas, ao invés de se decomporem inutilmente numa campa de cemitério.
"O António esteve a comer cogumelos. Sentiu-se mal. Foi-lhe diagnosticada uma intoxicação por cogumelos venenosos. Necessitou de um transplante urgente do fígado, caso contrário desencarnaria (faleceria). Felizmente existiu alguém que não foi egoísta ao ponto de pedir para não doar órgãos. Havia um fígado disponível, foi transplantado e hoje leva uma vida normal". O António podia ser qualquer um de nós, uma situação que nos leva a meditar no valor da vida. Imaginemos agora que o António era de raça negra e o doador de raça branca, ou vice-versa. Já reparou que a doação de órgãos irá ajudar a valorizar a vida, desvalorizando os preconceitos rácicos e/ou sociais que porventura existissem?
Há quem advogue que não doa os seus órgãos ou não deixa que os retirem do seu familiar falecido, por uma questão de dignidade. Que importância tem um cadáver (que não é a pessoa, pois a pessoa, o espírito, desliga-se do cadáver quando se dá a morte do corpo físico, demandando outras paragens do plano espiritual) ir dissecada ou não para debaixo da terra? A dignidade e o respeito já nada têm a ver com esta situação. Tudo isto se insere no campo dos preconceitos muda-nos. Além disso, mesmo aquele que decidiu ser não doador para que o seu cadáver não seja retalhado após a morte, entra numa ilusão, pois mesmo que não lhe sejam retirados órgãos para doação ele será obrigatoriamente autopsiado, o que é praticamente a mesma coisa.
De duas uma: ou a vida continua após a morte do corpo físico ou não continua. Se continua, o desencarnado (falecido) sentir-se-á feliz no Além por saber que a sua última contribuição na Terra foi ajudar alguém a viver mais um pouco. Se a vida não continua, que importa à pessoa que morreu (que segundo o materialismo deixa de existir) que o seu cadáver seja dissecado ou não?
Precisamos despir-nos destes preconceitos, tendo em conta os parâmetros de maior generosidade, em termos espirituais.

Divaldo Franco opina
Que os transplantes salvam vidas, já todos sabemos. Que a doação de órgãos é um ato de altruísmo, também. Vamos ver o que pensa deste assunto uma personalidade do movimento espírita mundial, Divaldo Pereira Franco, conferencista de renome.
Tivemos com Divaldo Franco uma conversa sobre a doação de órgãos. Vejamos a sua opinião, nos horizontes que o espiritismo nos abre.

Pergunta JL- No que respeita à doação de órgãos, existe incompatibilidade perispiritual, isto é, entre o corpo espiritual do falecido e o daquele que recebe o órgão?

Divaldo Franco Responde - Na realidade não, porque o perispírito (corpo espiritual) receptor consegue adaptar as futuras células à sua própria organização. Muitas vezes, quando ocorre a rejeição, estamos diante da Lei do Carma, que funciona biologicamente, pois, se assim não fosse, a continuidade dos transplantes daria ao indivíduo a vida imortal na Terra, o que não é possível.

Pergunta J L - Então a rejeição que existe é apenas física?

Divaldo Franco Responde - Exatamente, é física, graças à necessidade da desencarnação (falecimento) do paciente, já que ninguém consegue ludibriar as leis divinas. O êxito, neste campo, invariavelmente, trata-se de uma moratória que a divindade permite seja dada ao receptor, a fim de prolongar a existência com finalidades nobres.
Pergunta JL- O espírito desencarnado (falecido) que ainda está ligado ao corpo sofre com a extracção dos órgãos, poderá ficar ressentido por fazerem isso ao "seu" corpo e envidar por uma perseguição? 
 
Divaldo Franco Responde: Na realidade não, porque aí entram as leis soberanas da misericórdia divina. Consideremos, no passado, os cadáveres de mendigos que eram levados para as faculdades de medicina, a fim de facultarem aos estudantes o conhecimento dos órgãos e as melhores técnicas cirúrgicas para o prolongamento da vida. Aqueles cadáveres eram de pessoas desconhecidas, invariavelmente, que se transformavam sem quererem, em benfeitores da humanidade. No caso da pessoa ser forçada a doar os órgãos, isto pode produzir-lhe um choque emocional, não contra quem vai receber, mas contra as leis, entrando inevitavelmente num bloqueio de consciência, e, pelo bem que vai fazer, mesmo sem o querer, recebe os frutos sempre que necessite desses benefícios que se transformam, para ele, em verdadeira graça de Deus. Só o facto de oferecer órgãos saudáveis a pessoas que estariam a encerrar a sua jornada terrena, já os faz dignos do amparo divino.
Quanto a sentir dores, a acompanhar o processo de sofrimento, é inevitável, tal como aconteceria também na inumação cadavérica, em que ficaria a acompanhar a disjunção molecular, ou na cremação, com o pavor, porque as sensações permanecem. É o que Kardec examina em "O Livro dos Espíritos" quando aborda a perturbação espiritual.

Pergunta JL - No caso das autópsias, o espírito também sofre? 

 
Divaldo Franco Responde - Muitos sofrem. Os sensualistas, os escravos dos prazeres terrestres, sentindo ainda os fluidos materiais, acompanham com horror as cenas, especialmente quando as autópsias são feitas num clima de ironia, de ridículo, de desrespeito pelo ser, por consequência, de desrespeito pelo cadáver. Os espíritos a eles vinculados agridem-se e agridem, desesperam-se e enlouquecem de dor, o que lhes aumenta por consequência o sofrimento.
Mais havia a dizer. Para uma melhor compreensão deste assunto remetemos o leitor para "O Livro dos Espíritos" e "O Céu e o Inferno", de Allan Kardec, que poderão encontrar nas principais livrarias do país.

Autor : José Lucas/Revista de Espiritismo» nº. 34 - FEP


Fonte: material extraído do site:
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/fep/transplantes-salvam.html
Imagem - Google 


Leia com atenção

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Nota de esclarecimento

As imagens contidas neste blog, são retiradas do banco de imagens da rede web.
Agradeço a todos que compartilham na rede tais imagens e até mesmo textos.
Caso haja algum problema de utilização em meu blog de algum material de sua autoria, entre em contato para que eu proceda a retirada.
Luciano Dudu