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SOCRATES NO PLANO ESPIRITUAL

12 de out de 2010


SÓCRATES

Mensagem recebida em 7 de janeiro de 1937


Foi no Instituto Celeste de Pitágoras (1) que vim encontrar, nestes últimos tempos, a figura veneranda de Sócrates, o ilustre filho de Sofronisco e Fenareta.
A reunião, nesse castelo luminoso dos planos erráticos, era, nesse dia, dedicada a todos os estudiosos vindos da Terra longínqua. A paisagem exterior, formada na base de substâncias imponderáveis para as ciências terrestres da atualidade recordava a antiga Hélade, cheia de aromas, sonoridades e melodias. Um solo de neblinas evanescentes evocava as terras suaves e encantadoras, onde as tribos jônias e eólias localizaram a sua habitação, organizando a pátria de Orfeu, cheia de deuses e de harmonias. Árvores bizarras e floridas enfeitavam o ambiente de surpresas cariciosas, lembrando os antigos bosques da Tessália, onde Pan se fazia ouvir com as cantilenas de sua flauta, protegendo os rebanhos junto das frondes vetustas, que eram as liras dos ventos brandos, cantando as melodias da Natureza.
O palácio consagrado a Pitágoras tinha aspecto de severa beleza, com suas colunas gregas à maneira das maravilhosas edificações da gloriosa Atenas do passado.
Lá dentro, agasalhava-se toda uma multidão de Espíritos ávidos da palavra esclarecida do grande mestre, que os cidadãos atenienses haviam condenado à morte, 399 anos antes de Jesus-Cristo.
Ali se reuniam vultos venerados pela filosofia e pela ciência de todas as épocas humanas, Terpandro, Tucídides, Lísis, Ésquines, Filolau, Timeu, Símias, Anaxágoras e muitas outras figuras respeitáveis da sabedoria dos homens.
Admirei-me, porém, de não encontrar ali nem os discípulos do sublime filósofo ateniense, nem os juízes que o condenaram à morte. A ausência de Platão, a esse conclave do Infinito, impressionava-me o pensamento, quando, na tribuna de claridades divinas, se materializou aos nossos olhos o vulto venerando da filosofia de todos os séculos. Da sua figura irradiavase uma onda de luz levemente azulada, enchendo o recinto de vibração desconhecida, de paz suave e branda. Grandes madeixas de cabelos alvos de neve molduravam-lhe o semblante jovial e tranqüilo, onde os olhos brilhavam infinitamente cheios de serenidade, alegria e doçura.
As palavras de Sócrates contornaram as teses mais sublimes, porém, inacessíveis ao entendimento das criaturas atuais, tal a transcendência dos seus profundos raciocínios. À maneira das suas lições nas praças públicas de Atenas, falou-nos da mais avançada sabedoria espiritual, através de inquirições que nos conduziam ao âmago dos assuntos; discorreu sobre a liberdade dos seres nos planos divinos que constituem a sua atual morada e sobre os grandes conhecimentos que esperam a Humanidade terrestre no seu futuro espiritual.
É verdade que não posso transmitir aos meus companheiros terrenos a expressão exata dos seus ensinamentos, estribados na mais elevada das justiças, levando-se em conta a grandeza dos seus conceitos, incompreensíveis para as ideologias das pátrias no mundo atual, mas, ansioso de oferecer uma palavra do grande mestre do passado aos meus irmãos, não mais pelas vísceras do corpo e sim pelos laços afetivos da alma, atrevi-me a abordá-lo:
- Mestre - disse eu - venho recentemente da Terra distante, para onde encontro possibilidade de mandar o vosso pensamento. Desejaríeis enviar para o mundo as vossas mensagens benevolentes e sábias?
- Seria inútil - respondeu-me bondosamente -, os homens da Terra ainda não se reconheceram a si mesmos. Ainda são cidadãos da pátria, sem serem irmãos entre si.
Marcham uns contra os outros, ao som de músicas guerreiras e sob a proteção de estandartes que os desunem, aniquilando-lhes os mais nobres sentimentos de humanidade.
- Mas. . . - retorqui - lá no mundo há uma elite de filósofos que se sentiriam orgulhosos de vos ouvir! ...
- Mesmo entre eles as nossas verdades não seriam reconhecidas. Quase todos estão com o pensamento cristalizado no ataúde das escolas. Para todos os espíritos, o progresso reside na experiência. A História não vos fala do suicídio orgulhoso de Empédocles de Agrigento, nas lavas do Etna, para proporcionar aos seus contemporâneos a falsa impressão de sua ascensão para os céus? Quase todos os estudiosos da Terra são assim; o mal de todos é o enfatuado convencimento de sabedoria. Nossas lições valem somente como roteiro de coragem para cada um, nos grandes momentos da experiência individual, quase sempre difícil e dolorosa.
Não crucificaram, por lá, o Filho de Deus, que lhes oferecia a própria vida para que conhecessem e praticassem a Verdade? O pórtico da pitonisa de Delfos está cheio de atualidade para o mundo. Nosso projeto de difundir a felicidade na Terra só terá realização quando os Espíritos aí encarnados deixarem de ser cidadãos para serem homens conscientes de si mesmos. Os Estados e as Leis são invenções puramente humanas, justificáveis, em virtude da heterogeneidade com respeito à posição evolutiva das criaturas; mas, enquanto existirem, sobrará a certeza de que o homem não se descobriu a si mesmo, para viver a existência espontânea e feliz, em comunhão com as disposições divinas da natureza espiritual. A Humanidade está muito longe de compreender essa fraternidade no campo sociológico.
Impressionado com essas respostas, continuei a interrogá-lo:
- Apesar dos milênios decorridos, tendes a exprimir alguma reflexão aos homens, quanto à reparação do erro que cometeram, condenando-vos à morte?
- De modo algum. Méletos e outros acusadores estavam no papel que lhes competia, e a ação que provocaram contra mim nos tribunais atenienses só podia valorizar os princípios da filosofia do bem e da liberdade que as vozes do Alto me inspiravam, para que eu fosse um dos colaboradores na obra de quantos precederam, no Planeta, o pensamento e o exemplo vivo de Jesus-Cristo. Se me condenaram à morte, os meus juízes estavam igualmente condenados pela Natureza; e, até hoje, enquanto a criatura humana não se descobrir a si mesma, os seus destinos e obras serão patrimônios da dor e da morte. .
- Poderíeis dizer algo sobre a obra dos vossos discípulos? .
- Perfeitamente - respondeu-me o sábio ilustre -, é de lamentar as observações malavisadas de Xenofonte, lamentando eu, igualmente, que Platão, não obstante a sua coragem e o seu heroísmo, não haja representado fielmente a minha palavra junto dos nossos contemporâneos e dos nossos pósteros. A História admirou na sua Apologia os discursos sábios e bem feitos, mas a minha palavra não entoaria ladainhas laudatórias aos políticos da época e nem se desviaria- para as afirmações dogmáticas no terreno metafísico. Vivi com a minha verdade para morrer com ela. Louvo, todavia, a Antístenes, que falou com mais imparcialidade a meu respeito, de minha personalidade que sempre se reconheceu insuficiente. Julgáveis então que me abalançasse, nos últimos instantes da vida, a recomendações no sentido de que se pagasse um galo a Esculápio? Semelhante expressão, a mim atribuída, constitui a mais incompreensível das ironias. - Mestre, e o mundo? - indaguei.
- O mundo atual é a semente do mundo paradisíaco do futuro. Não tenhais pressa. Mergulhando-me no labirinto da História, parece-me que as lutas de Atenas e Esparta, as glórias do Pártenon, os esplendores do século de Péricles, são acontecimentos de há poucos dias; entretanto, soldados espartanos e atenienses, censores, juízes, tribunais, monumentos políticos da cidade que foi minha pátria, estão hoje reduzidos a um punhado de cinzas!. . . A nossa única realidade é a vida do Espírito.
- Não vos tentaria alguma missão de amor na face do orbe terrestre, dentro dos grandes objetivos da regeneração humana?
- Nossa tarefa, para que os homens se persuadam com respeito à verdade, deve ser toda indireta. O homem terá de realizar-se interiormente pelo trabalho perseverante, sem o que todo o esforço dos mestres não Passará do terreno do puro verbalismo.
E, como se estivesse concentrado em si mesmo, o,grande filósofo sentenciou:
- As criaturas humanas ainda não estão preparadas para o amor e para a liberdade...
Durante muitos anos, ainda, todos os discípulos da Verdade terão de morrer muitas vezes!
 E enquanto o ilustre sábio ateniense se retirava do recinto, junto de Anaxágoras, dei por terminada a preciosa e rara entrevista.

(1) Nome convencional para figurar os centros de grandes reuniões espirituais no plano Invisível. - O Autor Espiritual.

Fonte: Extraído do livro Crônicas do além túmulo – Francisco C. Xavier / Humberto de Campos.
Imagem – Google.

TAREFA MEDIUNICA - EMMANUEL



Mediunidade não é instrumento de mágica, com que os Espíritos Superiores adormeçam a mente dos amigos encarnados, utilizando-os em espetáculos indébitos para a curiosidade humana.
Realmente observamos companheiros que se confiam a entidades não aperfeiçoadas, embora inteligentes, efetuando o fascínio provisório de muitos,no setor das gratificações sentimentais menos construtivas, entretanto, aí temos apenas o encantamento temporário e nada mais.
Tarefa mediúnica, no fundo, é consagração do trabalhador ao ministério do bem.
O fenômeno, dentro dela, surge em último lugar, porque, antes de tudo, representa caridade operante, fé ativa e devotamento ao próximo.
Quem busque orientação para empresas dessa ordem, procure a companhia do Cristo, que não vacilou em aceitar a cruz para servir, dentro do divino amor que lhe inflamava o coração.
Ser medianeiro das forças elevadas que governam a vida é sintonizar-se com a onda renovadora do Evangelho, que instituiu o “amemo-nos uns aos outros”, qual Jesus se dedicou a nós, em todos os dias da vida.
A prosperidade dos sentidos superiores da alma não reside no artificialismo dos fenômenos transitórios e sim na abnegação com que o discípulo da verdade se honra em peregrinar com o Mestre do perdão e da humildade, da renúncia e da vida eterna, auxiliando, sem exceção, aos viajores do escabroso caminho terrestre.
Se pretendes um título na mediunidade que manifesta no mundo as revelações do Senhor, não te fixes tão-só na técnica fenomênica; rejubila-te com as oportunidades de servir, exprimindo boa vontade no socorro a todos os necessitados da senda humana; e, renovando os sofredores e os ignorantes,os perturbados e os tristes, sob o estandarte vivo de teu coração aberto para a Humanidade, abraça-os por tua própria família!
Depois disso, guarda a certeza de que te movimentas para a frente e para o alto, porque Jesus, o Divino Mestre, virá ao teu encontro, inundando-te a jornada de esperança, alegria e luz.
Emmanuel

Fonte: Extraído do livro Mediunidade e Sintonia – Francisco Candido Xavier / Emmanuel
Imagem – Google

EM TORNO DA MEDIUNIDADE / EMMANUEL



Ser médium não é simplesmente fazer-se veículo de fenômenos que transcendem a alheia compreensão.
Acima de tudo, é indispensável entendamos na faculdade mediúnica a possibilidade de servir, compreendendo-se que semelhante faculdade é característica de todas as criaturas.
Acontece, porém, que o homem espera habitualmente pelas entidades protetoras em horas de prova e sofrimento, para arremessar-se ao estudo e ao trabalho quase sempre com extremas dificuldades de aproveitamento das lições que o visitam, quando o nosso dever mais simples é o de seguir, em paz,ao encontro da Espiritualidade Superior, movimentando a nossa própria iniciativa, no terreno firme do bem.
A própria natureza é pródiga de ensinamentos nesse particular.
A terra é médium da flor que se materializa, tanto quanto a flor é medianeira do perfume que embalsama a atmosfera.
O Sol é o médium da luz que sustenta o homem, tanto quanto o homem é o instrumento do progresso planetário.  
Todos os aprendizes da fé podem converter-se em médiuns da caridade através da qual opera o Espírito de Jesus, de mil modos diferentes, em cada setor de nossa marcha evolutiva.
Ampara aos teus semelhantes e encontrarás a melhor fórmula para o seguro desenvolvimento psíquico.
Na plantação da simpatia, por intermédio de uma simples palavra, estabelecemos, em torno de nós, renovadora corrente de auxílio.
Não aguardes o toque de inteligências estranhas à tua, para que te transformes no canal da alegria e da fraternidade, a benefício dos outros e de ti mesmo.
Podes traduzir a mensagem do Senhor, onde quer que te encontres, aprendendo, amando, construindo e servindo sempre, porque acima dos médiuns dessa ou daquela entidade espiritual, desse ou daquele fenômeno que muitas vezes espantam ou comovem, sem educar e sem edificar, permanecem a consciência e o coração devotados ao Supremo Bem, através dos quais o Senhor se manifesta, estendendo para nós todos a bênção da vida melhor.
Emmanuel 

Fonte: Extraído do livro Mediunidade e Sintonia – Francisco C. Xavier/ Emmanuel

Imagem : Google

ORAÇÃO AO CÉU DO BRASIL - DITADO PELO ESP. D. PEDRO DE ALCÂNTRA



Espírito: D. Pedro de Alcântra
Médium: Francisco C. Xavier


 

Céu do Brasil, da gloria em que te estrelas,   


Na mensagem de paz ao mundo inteiro,

Guarda os astros sublimes do Cruzeiro

Por nossas avançadas sentinelas.

Recebe as nossas suplicas singelas

E derrama no solo brasileiro

As bênçãos do Divino Timoneiro,

Das quais, ditoso e lindo, te constelas!

Faze da terra, que nos abençoa,

Florão de amor e rutila coroa

Para o trono do bem, puro e fecundo.

E faze-nos, no imenso campo humano,

Servidores do Cristo Soberano

No iluminado coração do Mundo.



Fonte: Extraído do livro Chico Xavier Pede licença – Por Francisco C. Xavier e J. Herculano Pires

DESENCARNAÇÕES COLETIVAS - EMMANUEL


“Sendo Deus a Bondade Infinita, por que permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas, como nos casos dos grandes incêndios?”
(Pergunta endereçada a Emmanuel por algumas dezenas de pessoas em reunião publica, na noite de 28-02-1972, em Uberaba, Minas Gerais.).



Resposta de Emmanuel


Realmente reconhecemos em Deus o Perfeito Amor aliado a Justiça Perfeita. E o homem, filho de Deus, crescendo em amor, traz consigo a justiça imanente, convertendo-se, em razão disso, em qualquer situação, no mais severo julgador de si próprio. Quando retornamos da Terra para o mundo espiritual, conscientizados nas responsabilidades próprias, operamos o levantamento dos nossos débitos passados e rogamos os meios precisos a fim de resgata-los devidamente. E assim que, muitas vezes, renascemos no Planeta em grupos.
Compromissados para a redenção múltipla.
Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na volúpia do saque, tornamos a Terra com encargos diferentes, mas em regime de encontro marcado para a desencarnação conjunta em acidentes Públicos. Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forcas em proveito pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias arrasadoras. Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do ouro e do poder, em nos Fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o plano físico a fim de sofrermos a.Morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos de sangue e lagrimas. Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidades na conquista de presas fáceis, em nos observando no Alem com os problemas da culpa, solicitamos o retorno a Terra para a desencarnação coletiva em olorosos incêndios, inexplicáveis sem a reencarnação.
Criamos a culpa e nos mesmos engenhamos os processos destinados a extinguir-lhe as consequências. E a Sabedoria Divina se vale dos nossos esforços e tarefas de resgate e reajuste a fim de induzir-nos a estudos e progressos sempre mais amplos no que diga respeito a nossa própria segurança. E por esse motivo que, de todas as calamidades terrestres, o homem se retira com mais experiência e mais luz no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar a vida.
Lamentemos sem desespero quantos se fizeram vitimas de desastres que nos confrangem a alma. A dor de todos eles e a nossa dor. Os problemas com que se defrontaram são igualmente nossos. Não nos esqueçamos, porem, de que nunca estamos sem a presença da Misericórdia Divina junto às ocorrências da Divina Justiça, que o sofrimento e invariavelmente reduzido ao mínimo para cada um de nos, que tudo se renova para o bem de todos e que Deus nos concede sempre o melhor.

Fonte: Extraído do livro Chico Xavier pedi licença – Por Francisco Candido Xavier e J. Herculano Pires
Imagem Google

FILÓSFOS MÉDIUNS - ARTIGO ESCRITO POR J. HERCULANO PIRES




Vários leitores perguntam-nos se a resposta de Chico Xavier, no “Pinga Fogo” do Canal 4, sobre a possibilidade de terem sido médiuns os filósofos citados pelo Prof. João de Scantimburgo, e valida.  
Basta lembrar, no caso, a mediunidade conhecido de Sócrates, que se confessava amparada pelo seu “daemon” ou Espírito, ao qual sempre consultava. Seu discípulo Platão era médium vidente e oferece-nos, na República, o mito espírita da Caverna. Na Revista Espírita, de Kardec, ha importantes mensagens psicográficas de Platão. Modernamente temos o caso de Rene Descartes e dos seus famosos sonhos, através dos quais recebeu do Espírito da Verdade a orientação filosófica que o tornou o pai do pensamento moderno. Chico Xavier não recebeu mensagens de grandes filósofos porque a sua missão e no plano evangélico, mas basta ler o seu livro Emmanuel para se encontrarem respostas filosóficas e cientificas a problemas que foram propostos ao médium. Na Itália, através da tiptologia, foi recebido, ha alguns anos, todo um livro de Schopenhauer.

Fonte: Extraído do livro Chico Xavier Pede Licença – por Francisco C. Xavier e J. Herculano Pires.
Imagem - Google

DIÁRIO DE UM MÉDIUM



Quando, por solicitação de amigos, penetramos o quarto de Alfredo Lúcio, para acudi-lo no processo de desencarnação, o diário que o tempo amarelecera estava aberto e podíamos ler, em trechos curtos, a história de sua experiência.

22 de Outubro – Nesta noite inesquecível de 22 de Outubro de 1928, faço. minha profissão de fé. Acompanhei reunião íntima no “Centro Espírita Vicente de Paulo”, na rua Tavares Guerra, 74, aqui no Rio, e pude ouvir a palavra de minha mãe que eu supunha morta. Ela mesma. Falava-me pelo médium, como se estivéssemos em nossa casa do Méier. Chorei muito. Estou transformado. Sou agora espírita. Peço a Deus me abençoe os votos solenes de trabalhar pela grande causa.

23 de Outubro – Tentei a mediunidade escrevente e consegui. Maravilhoso! A idéia me escorria da cabeça com a mesma rapidez com que a frase escrita me saía da mão. Recebi confortadora mensagem assinada por D. Amélia Hartley Antunes Maciel, a Baronesa de Três Serros, que foi companheira de infância de minha mãe. Aconselhou-me a aperfeiçoar a mediunidade, a fim de cooperar na evangelização do povo. Sim, sim, obedecerei...

24 de Outubro – Procurei o confrade Rr. Augusto Ramos, da Diretoria do "Vicente de Paulo”, na Ponta do Caju, e falei-lhe de meus planos. Encorajou-me. Foi para mim valioso entendimento espiritual. Quero servir, servir.

25 de Outubro – Congreguei vários irmãos no “Centro”, em animada conversação sobre os desastres morais. A imprensa está repleta de casos tristes. Suicídios, homicídios. Comentamos o imperativo da mediunidade apostólica. É muito sofrimento nascido da ignorância! Deus de Bondade Infinita, darei minha vida pelo esclarecimento doa meus irmãos em Humanidade!...

26 de Outubro – Avistei-me hoje com o Rr. Leopoldo, Cirne e sua estimada esposa, na residência deles próprios. Foram amigos de D. Amélia. Oramos. A baronesa comunicou-se, exortando-me ao cumprimento do dever. Convidou-me a estudos sérios. O Sr. Cirze falou-me, bondoso, quanto à necessidade do discernimento.

27 de Outubro – Continuo a trabalhar ativa-mente na psicografia...

10 de Novembro – O presidente de nossa casa espírita ponderou comigo que é importante não acelerar o desenvolvimento mediúnico. Entretanto, não concordei. A ignorância e a dor esperam por mensagens do Alto. Nas últimas seis noites, recebi páginas e página" do Espírito que se deu a conhecer como sendo Filon, de Atenas, desencarnado na Grécia antiga. Disse-me que tenho grande missão a cumprir...

2 de Dezembro – É tanta gente a falar-me sobre estudo, que deixei de freqüentar o “Centro”... Preciso trabalhar, trabalhar. Filon está escrevendo quatro horas diàriamente, por meu intermédio. Está preparando dois livros, através de minhas faculdades. Sim, ele tem razão. O mundo espera, ansioso, a evidência do Plano Espiritual!

1 de Janeiro – Entrei no Ano Novo psicografando...

29 de Janeiro – Apresentei ao Sr. Leopoldo Cirne os frutos de meu trabalho. Dois livros assinados pelo Espírito de Filon. Um romance e um manual de meditações evangélicas. O Sr. Cirne pediu-me procurá-lo na semana próxima.

5 de Fevereiro – Grande decepção! O Sr. Leopoldo Cirne falou-me francamente. Admite que eu esteja ludibriado. Reconhece as minhas qualidades mediúnicas, mas pede que eu estude, afirmando que os livros de Filou são fracos. Acha que é cedo para eu pensar em publicação de livros, que devo amadurecer em conhecimento e experiência para colaborar seriamente com os bons Espíritos. Despedi-me, desapontar...

6 de Fevereiro – Procurei o Dr. Guillon Ri-beiro, da Federação Espírita Brasileira, que me recebeu, cortês, em sua própria casa. Entreguei-1h os meus originais mediúnicos, rogando opinião.

20 de Fevereiro – Voltei ao Dr. Guillon Ri-beiro. Devolveu-me as mensagens, referindo-se, paternal, ao perigo das mistificações e à necessidade de critério, na apresentação de qualquer assunto espírita. Declarou que tenho promissora mediunidade, embora ainda muito verde, e asseverou que devo preparar-me à frente do futuro. Um rapaz, que se achava junto dele, falou em obsessão. Informou que um médium pode ser atacado, sem perceber, pela influência de Espíritos inferiores, assim como planta suscetível de ser assaltada por pragas silenciosas. Compreendi claramente que o moço me considerava obsidiado. Uma ofensa! Saí

revoltado. Começo a desiludir-me...

4 de Abril – Estou desolado. Ouvi hoje o Dr. Ignácio Bittencourt, pela quarta vez numa semana. Já tenho quatro novos livros do Espírito de Filon, mas o Sr. Bittencourt, que os leu, está do “contra”. Recomendou-me estudo. Deu-me conselhos. Parece que o homenzinho quer entrar em minha vida. Falou-me em reforma íntima, como se eu fosse um criminoso em regeneração...

6 de Abril – Conversei com D. Retília, médium experiente, em casa de D. Francisca de Souza, depois de reunião familiar. Parece que ela me viu na conta de uma pessoa irresponsável, pois ofereceu-me longa lista de instruções, explicando que preciso reajustar-me. E falou também na necessidade do estudo...

8 de Abril – Não agüento. Qualquer espírita que me encontra, ao invés de ajudar-me, só me fala em estudo e discernimento, em discernimento e estudo... Serei alguma criança? Arre com tanta ponderação!... Se mediunidade é serviço em que devamos atender as exigências de todo mundo, não nasci para ser cachorro de ninguém! Todos os espíritas se julgam com direito de me advertir e reprovar!... Sou um homem sensível... Não posso mais!... Via-se que o livro de notas fora abandonado por muitos anos. Entretanto, logo em seguida aos apontamentos mencionados, estava escrito em tinta fresca :

6 de Setembro de 1959 – O amado Jesus, quero abraçar agora a luz da mediunidade de que desertei, há mais de trinta anos! Quero cumprir a minha tarefa, Senhor! Perdoa-me o tempo perdido. Dá-me algum, tempo mais!... Preciso de mais tempo, Mestre! Socorre-me! Levanta-me as forças! Prometo servir à verdade durante o resto de minha vida!... Mas o veiculo orgânico de Alfredo Lúcio não conseguira esperar pela concessão, pois finda a nossa rápida leitura, mal tivemos tempo para ajudá-lo a sair do corpo, cujos olhos congestos se fecharam pesadamente para o sono da morte.

Fonte: Extraído do livro Contos desta e doutra vida - Francisco C. Xavier / Esp Irmão X
Imagem- Google.

YVONE A PEREIRA - FALA SOBRE PSICOGRAFIA

11 de out de 2010


Fiel leitor, é com uma enorme satisfação que começaremos a postar no blog, entrevistas concedidas pela médium Yvone Amaral Pereira.
São assuntos interessantes, que eu tenho certeza que irá nos auxilair na  compreensão de assuntos relacionados a  mediunidade.A primeira postagem ela irá falar sobre mediunidade de psicografia e  de suas obras psicografadas.  Apreciem as entrevistas  de Yvone Amaral Pereira
Boa Leitura e reflexão.
Luciano Dudu

Material extraído do livro Pelos Caminhos da Mediunidade Serena.

Apesar de Yvone do Amaral Pereira, ser conhecida no movimento espírita desde o ano de 1955, somente em 1972 a imprensa espírita publicaria uma entrevista sua. È que ela era arredia a qualquer publicidade. Não gostava de falar de si mesma, muito menos da sua mediunidade. Quando entrevistada pedia que as perguntas lhe fossem dadas com antecedência para evitar quaisquer exageros. A primeira que trazemos, aqui, é também a primeira entrevista concedida por ela. Publicada na Revista Internacional do Espiritismo, de maio de 1972, revela detalhes sobre a recepção dos livros mediúnicos, a interferência do médium nas comunicações e a relação existente entre parapsicologia, psicologia e espiritismo dentre outros assuntos.
 

RIE- Ao receber a mensagem do além, para seus livros você fica consciente do que escreve ou só reconhece ao terminar? 

Resposta de Yvone Pereira:
  
A obtenção de um livro mediúnico é trabalho árduo, que mobiliza todas as forças mentais e psíquicas do médium a serviço do agente comunicante, pois é transmissão de pensamento a pensamento. Nem todos os médiuns têm a mesma característica para a recepção desse gênero de trabalho. No que me diz respeito, sofro transe pronunciado, embora não completo. Tenho consciência de mim mesma, mas de qualquer rumor exterior me poderá perturbar. Por essa razão, só escrevo altas horas da noite. Vou lendo o que escrevo como se tratasse de um folhetim que me apresentam. O impulso do braço é atordoamento é ligeiro sem ser veloz. Às vezes, ouço o murmúrio do ditado, como se o espírito comunicante falasse aos meus ouvidos, o que facilita a recepção. Se a obra é de difícil captação, como Memória de um suicida e Nas voragens do Pecado, o impulso vibratório do braço é menos rápido. Perco a noção do que me rodeia, mas não de mim mesma; somente me apercebo da tarefa que executo, por isso necessito de silencio e tranquilidade. Às vezes, vejo as cenas que estou descrevendo, mas só me inteiro do conteúdo da obra, verdadeiramente, depois da sua publicação.
 

RIE- Quantas obras já publicou e quais os seus autores?  

Resposta de Yvone:

Publicados tenho apenas onze, mas possuo várias inéditas, esperando oportunidade para virem a lume. Os autores são os espíritos de Adolfo Bezerra de Menezes, Camilo Castelo Branco, Charles, cujo sobrenome ainda eu desconheço, e Léon Tolstoi. Nessas onze obras, estão incluídas as duas constantes do volume “Nas telas do Infinito” e as duas constantes do volume” Dramas da obsessão”.
 
Nota de esclarecimento:
Além de referir-se, aqui, às obras de que melhor será tratado mais a diante, Yvonne também se referia ao livro “Sublimação", contendo contos dos espíritos Charles e Léon Tolstoi, que seria publicado no ano de 1973, um ano depois, portando da presente entrevista. Nas telas do infinito – é composta de duas novelas: “Uma história triste”, de Bezerra de Menezes, e “O tesouro do castelo”, de Camilo Castelo Branco. O livro “Dramas da obsessão” ditado pelo espírito Bezerra de Menezes, divide-se em duas histórias Leonel e os Judeus e A severidade da Lei.
 

RIE- Como e quando começou a psicografar?
 
Resposta de Yvone Pereira:
 
Aos doze anos de idade  eu já escrevia impulsionada pelos espíritos, sem, contudo, ter verdadeira noção do fenômeno. Sou criada em ambiente espírita desde o berço e por isso o fato nunca me impressionou. Sentia indomável impulso no braço e atordoamento, sem, no entanto, se verificar o transe, e isso fora mesmo de sessões práticas. Desejava parar de escrever e não conseguia. O fenômeno parece que se processava pela psicografia mecânica. E via o espírito comunicante, que se nomeava Roberto, afirmando ter vivido na Espanha, pelo século XIX. Nunca procurei desenvolver a mediunidade ou a provoquei. Apresentou-me ela, naturalmente, desde a infância. Apenas procurei imprimir-lhe o rumo conveniente, educando-me na moral evangélica e nas disciplinas recomendadas pela doutrina espírita. E comecei a psicografar livros ainda em minha juventude, recebendo o primeiro convite ao trabalho e as necessárias instruções do espírito Camilo Castelo Branco, que desde minha infância se revelou um grande amigo espiritual. Qualquer entidade que conceda uma obra psicografada convida o médium (não ordena) e fornece instruções. Sem esse convite será difícil, senão impossível, conseguir-se alguma coisa autêntica. Pelo menos é o que acontece comigo.
 

Fonte: Pelos caminhos da Mediunidade Serena/ Yvone do Amaral Pereira – 1ª Ed., 1ª reimp. – São Paulo, SP: Lachâtre, 2007, pag.24-26. Imagem: Google

YVONE AMARAL PEREIRA - BIOGRAFIA

7 de out de 2010


Amigo Leitor, para dar início uma nova série de postagens sobre mediunidade, trouxemos a biografia de Yvone Amaral Pereira, uma médium notável, que desempenhou um grande papel nas lides mediunicas com Jesus.  Em breve começaremos a postar entrevistas onde Yvone Amaral Pereira, fala sobre sua mediunidade, sua vida e suas obras mediunicas.
Convido a todos para apreciarem a biografia dessa grande tarefeira da Seara Espírita.
Um bom final de semana a todos.
Luciano Dudu

BIOGRAFIA
Yvonne do Amaral Pereira
(Rio das Flores, RJ, 24 de dezembro de 1900 — Rio de Janeiro, 9 de março de 1984 foi uma médium brasileira, autora de diversos livros psicografados.

Dona Yvonne, conhecida pelos familiares e amigos como "Tuti", foi uma das mais respeitadas médiuns brasileiras, foi autora de romances psicografados bastante conhecidos, dedicou-se por muitos anos à desobsessão e ao receituário mediúnico homeopático.
Filha de Manuel José Pereira Filho, um pequeno comerciante, e de Elizabeth do Amaral, foi a primeira de seis filhos do casal. A mãe já havia tido um filho de seu primeiro casamento.
Recém-nascida, com apenas 29 dias, teve um acesso de tosse que a sufocou, deixando-a em estado de catalepsia, em que se manteve por seis horas, tendo o médico e o farmacêutico da localidade chegado a atestar o óbito por sufocação. A família preparou o corpo da bebê para o velório, colocando-lhe um vestido branco e azul, adornando-a com uma grinalda, enquanto aguardava o pequeno caixão branco da praxe. Nesse momento, a sua mãe, retirando-se para o interior da residência da família, endereçou uma fervorosa prece a Maria de Nazaré, solicitando-lhe a intervenção, uma vez que, no íntimo, não acreditava que a filha estivesse morta. Momentos depois, a bebê acordou, chorando. Décadas mais tarde, foi explicado que o fenômeno, vivido naquela idade, correspondera a um resgate da médium, suicida por afogamento em encarnação anterior.
Yvonne cresceu em lar espírita e modesto, visitado em diversas ocasiões pela pobreza. O pai, homem de bom coração, desinteressado dos bens materiais, conheceu a falência comercial por três vezes, por favorecer os fregueses em prejuízo próprio. Posteriormente viria a tornar-se modesto funcionário público, cargo que ocupou até sua desencarnação, em 1935. Era comum a família abrigar pessoas necessitadas, vivências que marcariam a vida futura da médium, que afirmaria mais tarde, que desde cedo se desprendeu das vaidades do mundo, vivenciando as dificuldades do próximo.
Com quatro anos de idade, a menina já via e ouvia espíritos, os quais, por falta de conhecimento e maturidade, considerava como pessoas normais, encarnadas. Duas entidades lhe eram particularmente caras:
o espírito Charles, a quem considerava o verdadeiro pai terreno, devido a vivas lembranças de uma encarnação passada, em que esta entidade fora o seu pai carnal. Este seria um seu orientador espiritual durante toda a sua vida e atividade mediúnica.
o espírito Roberto de Canalejas, um médico espanhol em meados do século XIX, entidade pela qual nutria profundo afeto e com a qual mantinha estreitas ligações espirituais, com dívidas a saldar.
Os fenômenos que percebia perturbavam a jovem Yvonne, acometida de imensa saudade do ambiente familiar que desfrutara na encarnação anterior, na Espanha, que recordava com vívida clareza. Considerava os seus atuais familiares, principalmente o pai e os irmãos, como pessoas estranhas, assim como estranhava a casa e a cidade onde morava. Para a criança, o pai verdadeiro era o espírito Charles e a casa real, a da Espanha. Esses sentimentos conflituosos, assim como o afloramento das faculdades mediúnicas, faziam com que Yvonne apresentasse um comportamento considerado anormal por seus familiares, razão pela qual, até aos dez anos de idade passou a maior parte do tempo na casa da avó paterna.
Aos oito anos de idade, a menina viveu novo episódio de catalepsia, associado a desprendimento parcial. Certa noite, em desdobramento espiritual, percebeu-se diante de uma imagem do Senhor dos Passos, existente na igreja freqüentada pela família, pedindo socorro, pois sofria muito. A imagem, então, animando-se, dirigiu-lhe as palavras: Vem comigo minha filha: será o único recurso que terás para suportar os sofrimentos que te esperam. A menina, aceitando a mão que lhe era estendida pela imagem, subiu os degraus do altar e não se lembrou de mais nada.
Nessa idade teve o primeiro contato com um livro espírita. Posteriormente, aos doze anos, ganhou de presente do pai O Evangelho segundo o Espiritismo e o Livro dos Espíritos, obras doutrinárias fundamentais que a acompanharam pelo resto da vida, atuando como um bálsamo nas muitas horas difíceis. Aos treze anos de idade começou a freqüentar sessões práticas de Espiritismo, o que lhe dava grande alegria, uma vez que conseguia visualizar os espíritos comunicantes.
Yvonne teve como estudos apenas o antigo curso primário (atual primeiro segmento do ensino fundamental). Devido às dificuldades financeiras da família não conseguiu prosseguir nos estudos, o que lhe representou enorme provação, uma vez que amava o estudo e a leitura. Para auxiliar a família, e o próprio sustento, dedicou-se à costura e ao bordado, e ao artesanato de rendas e flores. Afastada do mundo em função da educação patriarcal do interior do Brasil à época, se o recolhimento favoreceu o seu desenvolvimento mediúnico, transformando-a, entretanto, em uma criança excessivamente tímida e melancólica. Tendo cultivado desde a infância o estudo e a leitura, completou a sua formação como autodidata, pela leitura de livros e periódicos. Aos dezesseis anos já tinha lido obras clássicas de Goethe, Bernardo Guimarães, José de Alencar, Alexandre Herculano, Arthur Conan Doyle e outros.
A partir dessa idade, fase da adolescência, a mediunidade tornou-se um fenômeno comum para Yvonne, que recebia a maior parte dos informes de além-túmulo, crônicas e contos em desdobramento, no momento do sono noturno. A sua faculdade apresentava-se diversificada, tendo se dedicado à psicografia e ao receituário homeopático, à incorporação, à psicofonia e ao passe, e até mesmo, em algumas ocasiões, aos efeitos físicos de materialização. Dedicou-se à atividade de desobsessão, alimentando um particular carinho pelos suicidas: muitas das entidades que teve oportunidade de assistir tornaram-se suas amigas ao longo dos anos. Atuou em casas espíritas nas cidades de Lavras (MG), Barra do Piraí (RJ), Juiz de Fora (MG), Pedro Leopoldo (MG) e Rio de Janeiro (RJ), onde residiu sucessivamente.
Foi assistida por entidades de grande reputação como o Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, Bittencourt Sampaio, Camilo Castelo Branco, Frederic Chopin, Charles, Roberto de Canalejas e outras.
Um dos aspectos mais marcantes de sua atuação mediúnica foi a sua independência, que questionava com fundamento os entraves burocráticos que algumas casas espíritas impõem aos seus trabalhadores. Preferia seguir os preceitos da caridade evangélica, a qualquer hora e local em que fosse procurada pelos sofredores.
Esperantista atuante, trabalhou na sua propaganda e difusão, através de correspondência que mantinha com outros esperantistas, tanto no Brasil, quanto no exterior.

Homenagem
Quando dos dez anos de sua morte, a revista Reformador (março, 1994) publicou extensa matéria em memória da médium, de autoria de Augusto Marques de Freitas.
Ali, o articulista resumiu o sentimento que os espíritas dedicam-lhe: "A vida a a obra de Yvonne do Amaral Pereira ficarão gravadas para sempre no coração de todos nós e na História do Espiritismo."

Obra
A obra mediúnica de Yvonne Pereira monta a uma vintena de livros. Embora desde 1926 tenha recebido numerosas obras por meio da psicografia, somente decidiu publicá-las na década de 1950, após muita insistência dos mentores espirituais. Dentre as mais conhecidas destacam-se:
Memórias de um Suicida (Rio de Janeiro: FEB, 1955. 568p.) – ditado iniciado em 1926 pelo espírito Camilo Castelo Branco, completado posteriormente pelo espírito Léon Denis. Constitui-se num libelo contra o suicídio, descrevendo em sua primeira parte, os sofrimentos experimentados pelos que atentaram contra a própria vida. Na segunda e na terceira partes focaliza os trabalhos de assistência e de preparação para uma nova encarnação. Esta obra é considerada um marco na bibliografia mediúnica brasileira e o melhor exame sobre o suicídio sob o ponto de vista doutrinário espírita.

Nas Telas do Infinito – apresenta duas novelas: uma pelo espírito Bezerra de Menezes e outra pelo espírito Camilo Castelo Branco.

Amor e Ódio (Rio de Janeiro: FEB, 1956. 553p.) – ditado pelo espírito Charles, enfoca o drama de um ex-aluno francês do Prof. Rivail (Allan Kardec), o artista Gaston de Saint-Pierre acusado de um crime que não cometera. Após grandes padecimentos, recebe os esclarecimentos elucidativos por meio de um exemplar de O Livro dos Espíritos, à época em que este foi lançado pelo Codificador.

A Tragédia de Santa Maria (Rio de Janeiro: FEB, 1957. 267p.) – ditado pelo espírito Bezerra de Menezes, ambientado em uma fazenda de café em Vassouras (RJ).

Ressurreição e Vida (Rio de Janeiro: FEB, 1963. 314p.) – ditado pelo espírito Leon Tolstoi, compreende seis contos e dois mini-romances ambientados na Rússia dos czares.

Nas Voragens do Pecado (Rio de Janeiro: FEB, 1960. 317p.) - primeiro volume de uma trilogia ditada pelo espírito Charles, relata a trágica história do massacre dos huguenotes na Noite de São Bartolomeu (23 de Agosto de 1572), durante uma encarnação anterior da médium na personalidade de Ruth-Carolina de la Chapelle.

O Cavaleiro de Numiers (Rio de Janeiro: FEB, 1976. 216p.) - segundo volume da trilogia, mostra a encarnação da médium, ainda na França, na personalidade de Berth de Sourmeville.

O Drama da Bretanha (Rio de Janeiro: FEB, 1974. 206p.) – terceiro e último volume da trilogia, ilustra como a médium, agora como Andrea de Guzman, não consegue suportar os embates de sua expiação e se suicida por afogamento.

Dramas da Obsessão (Rio de Janeiro: FEB, 1964. 209p.) – ditada pelo espírito Bezerra de Menezes, compreende duas novelas abordando o tema obsessão.

Sublimação (Rio de Janeiro: FEB, 1974. 221p.) – apresenta dois contos ditados pelo espírito Charles (um ambientado na Pérsia e outro na Espanha) e três contos pelo espírito Leon Tolstoi (ambientados na Rússia).


Como escritora, publicou muitos artigos em jornais populares, produção atualmente desconhecida, que carece de um trabalho amplo de recuperação. São ainda da autora:
A Família Espírita
 
À Luz do Consolador (Rio de Janeiro: FEB, 1997. ) - coletânea de artigos da médium na revista Reformador, originalmente entre a década de 1960 e a de 1980.

Cânticos do Coração (Rio de Janeiro: Ed. CELD. 1994. 2 v. 246 p.) - coletânea de artigos publicados no jornal Obreiros do Bem.
 
Contos Amigos

Devassando o Invisível (Rio de Janeiro: FEB, 1963. 232p.) – a autora, sob a supervisão de instrutores espirituais, desenvolve uma dezena de estudos sobre temas doutrinários, com base em fatos por ela observados e vividos no mundo espiritual.
 
Evangelho aos Simples

O Livro de Eneida
 
Pontos Doutrinários – reúne crônicas publicadas na revista Reformador.
 
Recordações da Mediunidade (Rio de Janeiro: FEB, 1968. 212p.) – a autora discorre sobre reminiscências de vidas passadas, arquivos da alma, materializações, premonição e obsessão.  
A Lei de Deus 
Nos primeiros dias de março do ano de 1984, Yvonne afirmara que não valeria a pena o trabalho de colocação de um marcapasso. Contudo, submeteu-se à cirurgia de emergência, à qual não resistiu, desencarnando. Retornou assim, ao Mundo Espiritual, uma das mais respeitáveis médiuns do Movimento Espírita Brasileiro, Yvonne do Amaral Pereira, às 22 horas do dia 9 de março daquele ano, após um longo período de atividades na causa espírita.
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NUM SÉCULO DE ESPIRITISMO - Mensagem 04/01/1960

5 de out de 2010

 
Reunião pública de 4/1/60
Questão nº 1

 

Num século inteiro de atividades, temos visto a Ciência procurando apaixonadamente as realidades do Espírito.
Provas indiscutíveis não lhe foram regateadas. E tantas foram elas que Richet conseguiu articular, com êxito,as bases clássicas da Metapsíquica, usando recursos tão demonstrativos
e convincentes quanto aqueles empregados na exposição de qualquer problema de patologia ou botânica. Sábios distintos, entre os quais Wallace e Zöllner, Crookes e Lombroso, Myers e Lodge, mobilizando médiuns notáveis, efetuaram experiências de valor inconteste.Entretanto, se nos vinte lustros passados a mediunidade serviu para atender aos misteres brilhantes da observação científica, projetando inquirições do homem para a Esfera Espiritual, é justo satisfaça agora às necessidades morais da Terra, carreando avisos da Esfera Espiritual para o homem. Se o primeiro século de Doutrina Espírita viu realizações admiráveis, desde os cálculos profundos da física nuclear aos rudimentos da Astronáutica, surpreendeu, igualmente, calamidades terríveis, como sejam: as guerras de conquista e rapinagem, nas quais os campos de prisioneiros foram teatro para os mais hediondos espetáculos de barbárie e degradação, em nome do direit o; a técnica na destruição de cidades em massa; as inquisições políticas, à feição das antigas inquisições religiosas, amordaçando a liberdade de consciência; a proliferação das indústrias do aborto, às vezes com o amparo de autoridades respeitáveis; a onda crescente dos suicídios; o delírio dos entorpecentes; o abuso da hipnose; o lenocínio transformado em costume elegante da vida moderna; o aumento dos chamados crimes perfeitos, com manifesta perversão da inteligência, e a percentagem assustadora das moléstias mentais com alicerces na obsessão. Desse modo, não nos basta apenas um “espiritismo científico”
que despenda indefinida quota de tempo averiguando a sobrevivência do ser, além do sepulcro.Embora a elevação de propósitos dos pesquisadores eminentes,que tateiam os domínios da alma, não podemos esquecer a edificação do sentimento. É assim que, repetindo as lições do Cristo para o mundo atormentado, não nos achamos simplesmente diante de um “espiritismo social”, mas em pleno movimento de recuperação da dignidade humana, porquanto, em verdade, perante o materialismo irresponsável, a sombrear universidades e gabinetes, administrações e conselhos, laboratórios e templos, cenáculos e
multidões, o Evangelho de Jesus, para esclarecimento do povo, tem regime de urgência.

Fonte: Item 1, Livro Seara dos Médiuns - Francisco C .Xavier/ Emmanuel
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SOLIDÃO - EMMANUEL




“O presidente, porém, disse: – mas, que mal fez ele? E eles mais clamavam, dizendo: – seja crucificado.” –(Mateus, 27:23.)


À medida que te elevas, monte acima, no desempenho do próprio dever, experimentas a solidão dos cimos e incomensurável tristeza te constringe a alma sensível.
Onde se encontram os que sorriram contigo no parque primaveril da primeira mocidade?
Onde pousam os corações que te buscavam o aconchego nas horas de fantasia? Onde se acolhem quantos te partilhavam o pão e o sonho, nas aventuras ridentes do início? Certo, ficaram...
Ficaram no vale, voejando em círculo estreito, à maneira das borboletas douradas, que se esfacelam ao primeiro contacto da menor chama de luz que se lhes descortine à frente. Em torno de ti, a claridade, mas também o silêncio... Dentro de ti, a felicidade de saber, mas igualmente a dor de não seres compreendido... Tua voz grita sem eco e o teu anseio se alonga em vão. Entretanto, se realmente sobes, que ouvidos te poderiam escutar a grande distância e que coração faminto de calor do vale se abalançaria a entender, de pronto, os teus ideais de altura? Choras, indagas e sofres... Contudo, que espécie de renascimento não será doloroso? A ave, para libertar-se, destrói o berço da casca em que se formou, e a semente, para produzir, sofre a dilaceração na cova desconhecida. A solidão com o serviço aos semelhantes gera a grandeza. A rocha que sustenta a planície costuma viver isolada e o Sol que alimenta o mundo inteiro brilha sozinho. Não te canses de aprender a ciência da elevação. Lembra-te do Senhor, que escalou o Calvário, de cruz aos ombros feridos. Ninguém o seguiu na morte afrontosa, à exceção de dois malfeitores, constrangidos à punição, em obediência à justiça. Recorda-te dele e segue... Não relaciones os bens que já espalhaste. Confia no Infinito Bem que te aguarda. Não esperes pelos outros, na marcha de sacrifício e engrandecimento. E não olvides que, pelo ministério da redenção que exerceu para todas as criaturas, o Divino Amigo dos homens não somente viveu, lutou e sofreu sozinho, mas também foi perseguido e crucificado.
Fonte: item 70, extraído do livro Fonte Viva- Médium Franciso C Xavier /Emmanuel, ed. FEB
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O QUEIXOSO - DITADO POR IRMÃO X



Como tantos, o caso de Argemiro Zaqueu é o seguinte:
Ele embaratustou no templo espírita e se postou diante do diretor da casa, o velho
Epifânio Calístrato, choramingando...
– Ai de mim!... O senhor é o presidente da casa, não é?
E, antes que Calístrato respondesse, prosseguiu:
– Pois é... Pessoa que sofre como eu, o senhor nunca viu. Já não aguento mais. É uma penação sem fim, dia e noite... Já me tratei de muitos modos, remédio não dá conta...
Saio da cama, toda manhã, tremendo, tremendo... Vejo vultos rondando o aposento, ouço
vazes, procura saber quem é, não acho ninguém. É um enfaramento de tudo e de todos, que nem sei explicai... Quando olho para a coitada de minha mulher, noto a presença de outra pessoa nela...
Pessoa que os demais não enxergam... O senhor sabe como é... Fico atordoado, perco a cabeça, atormentado por vazes e mais vazes... Se bebo café ou se tomo qualquer refeição, desconfio àe veneno, como se alguém estivesse soprando idéias estranhas sobre o
meu pensamento... Não sei o que fazer de minha vida... Como devo agir, Seu Calístrato?
Epifânio tornava posição para responder e chegava a colocar a primeira palavra na
comissura dos lábios; entretanto, Zaqueu voltava à carga:
– Ah! esqueci-me de dizer... Se alguém chega em casa, alguém que não seja da família, sinto o coração batendo acelerado e corro a esconder-me... Tenho medo de qualquer novidade. Profissão, já larguei... Via tanta gente que ninguém via na repartição e conversava tanto, sozinho, que o melhor para mim foi licença... Sou um homem desprezado... Todos fogem de mim... Meus dois filhos perderam o respeito e gritam na minha cara... Minha mulher, por duas vezes, já me levou à internação em casa de saúde, mas não melhorei... Seu Calístrato, que posso fazer?
Epifânio debalde tentava dizer alguma coisa, porque Zaqueu lhe impunha silêncio, lastimanda:
– Ainda não contei o que passo na rua... Basta pôr o pé fora da porta e começa nova perturbação... É um pavor de tudo, que nada contém... Se um amigo me toca, de leve, penso que vou morrer. Carro, não consigo olhar de perto... Barulho de máquina, não suporto... Em toda esquina, tenho a impressão de que pessoas ocultas gargalham com sarcasmo, zombando de mim... Ajude-me, Seu Calístrato!...
O interlocutor empenhava esforço para dizer qualquer coisa; no entanto, Zaqueu avançava:
– Escute... Quero ainda falar sobre a noite... Anseio descansar, roas quem diz que eu
durmo? Tudo roda em meu quarto... Se passo por ligeira madorna, alta madrugada, é aflição em cima de aflição, pois vejo inimigos de carranca terrível, levantando punhais...
Grito, contorço-me desesperado, até que alguém me acorde... E quando me vejo desperto, as vazes me rodeiam, afrontando-me com injúrias... Daí, levanto-me sem saber se estou louco... Por amor de Deus, tenha dó de mim, Seu Calístrato!... O generoso amigo deu-se pressa em falar e ponderou:
– Bem, meu caro, tudo indica que seu caso é mediunidade, exigindo estudo... Venha à nossa reunião de amanhã e procurernos trabalhar juntos.
– Trabalhar? - indagou o visitante repentinamente desapontado.
– Sim, trabalhar no sentido de orar e estudar em equipe, conjugando as nossas próprias energias no objetivo de amparar aqueles que sofrem mais que nós mesmos. É preciso não esquecer que auxiliando a outros é que somos auxiliados...
– Então – observou o candidato ao socorro – é necessário trabalhar?
– Sim, sim... – acentuou o experiente orientador – venha amanhã e comecemos...
Para nós todos a lei determina a obrigação de nos apoiarmos reciprocamente. O queixoso, porém, ouvindo falar em responsabilidade e serviço, perdeu a loquacidade, passando a despedir-se. E, até hoje, decorridos seis anos, conquanto Epifânio ainda o espere, não mais voltou. 
Fonte: Extraído do livro Aulas da Vida - Médium Francisco C. Xavier - ditado por Espíritos Diversos.
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DEFESA CONTRA OBSESSÃO - DITADO POR IRMÃO X


  Doía ver o irmão Maurício Tessi, prostrado, na crise aguda de Atrite reumatóide.
Orava, sofria, esperava.A dor espraiava-se de um dos joelhos intumescido, assaltando o corpo. Acompanhando-lhe a mãezinha desencarnada, Dona Etelvina, que nos fora devotada amiga na Terra, partilhávamos a oração, enquanto a equipe de enfermeiros espirituais atuava com recursos curativos do nosso plano de ação. Finda a tarefa de auxílio, ergueu-se a velha amiga e perguntou, respeitosamente, ao dirigente da turma:
– Meu amigo, posso, na condição de mãe, saber por que motivo tanto demora a definitiva recuperação de meu filho?O interpelado disse apenas:
– Sem dúvida. Aqui está o registro das reações dele nos dias últimos...
E com a exatidão de um técnico, no setor de trabalho que lhe é próprio, sacou da pasta pequena folha de papel em que nos foi possível, de imediato, ler as seguintes indicações, simples e expressivas, que se interrompiam justamente no dia de nossa presença, no quarto humilde:

MAURÍCIO TESSI
36 anos no corpo físico.
DOENÇA – Providencial.
FASE – Experimentação.
MÉRITO INDIVIDUAL POR SERVIÇO À COMUNIDADE, ATÉ OS PRIMEIROS SINTOMAS DA MOLÉSTIA – Nenhum.
MOTIVO – Defesa contra obsessão e loucura.
AUXÍLIO A RECEBER – Socorro em bases de magnetismo curativo, somente para a sustentação de forças orgânicas e alívio controlado, até a melhora espiritual positiva.
HISTÓRICO – Os amigos e benfeitores do interessado, residentes nas Esferas Superiores, depois de lhe endossarem a presente reencarnação, observaram-lhe a tendência para estragar, de modo completo, a oportunidade recebida. Preocupados, solicitaram seja ele mantido em condições enfermiças, conforme os remanescentes das dívidas cármicas que ainda carrega no extrato corpóreo. Assim agiram para evitar-lhe a indesejável associação com Espíritos infelizes, procedentes de suas existências passadas, caídos, desde muito tempo, em processos de vampirização e criminalidade, com os quais o beneficiário vinha, a pouco e pouco, se acomodando.
ANOTAÇÕES DE 4 A 28 DE JANEIRO DE 1967

DATAS DE OBSERVAÇÃO ESTADO FÍSlCO CONDIÇÕES ESPIRITUAIS

4 Crise Fé, oração, humildade.
5 Melhora Tranquilidade, teimosia.
6 Grande melhora Agressividade, pensamentos escusas. Obsessores perto.
7 Crise Obediência, conformação, gentileza.
8 Crise aguda Elevação moral, prece.
9 Crise aguda Nobres promessas de serviço ao próximo, altura mental.
10 Melhor Bom humor, rebeldia.
11 Grande melhora Intolerância, idéias menos dignas, obsessores atraídos.
12 Grande melhora Desequilíbrio, obsessores no aposento.
13 Crise Serenidade.
14 Crise agravada Emoções superiores.
15 Crise aguda Fé comovente, simpatia, generosidade.
16 Melhora Calma, irritação.
17 Grande melhora Pensamentos inconfessáveis, obsessores próximos.
18 Grande melhora Obsessores dominando.
19 Crise Obsessores repelidos.
20 Crise aguda Confiança em Deus.
21 Crise Aguda Votos de trabalho santificante, planos de caridade.
22 Melhora Marasmo, azedume.
23 Grande melhora Idéias lastimáveis, obsessores interessados.
24 Grande melhora Obsessores na aura, caos intenrior.
25 Crise Brandura, confiança.
26 Crise aguda Afabilidade, benevolência.
27 Crise aguda Doçura, lucidez, piedade para com os outros.
28 Crise aguda Formosa renovação íntima. Raios de luz em momentos de prece.
A irmã Etelvina restituiu a folha de notas, entre serena e triste, agradecendo ao
prestimoso cooperador:
– Obrigada, amigo. Maurício é meu filho. Antes, contudo, tanto ele e eu, quanto vós, somos filhos de Deus. E a Lei do Senhor foi criada para o bem de nós todos. Em seguida, nosso grupo dispersou-se, mas permaneci longo tempo, junto aoenfermo, tentando meditar em minhas próprias necessidades e aproveitar a lição.

Fonte: Extraído do livro aulas da Vida. Ditado por Espiritos Diversos - Medium Francico C. Xavier.
Imagem ; Goolge

Leia com atenção

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Nota de esclarecimento

As imagens contidas neste blog, são retiradas do banco de imagens da rede web.
Agradeço a todos que compartilham na rede tais imagens e até mesmo textos.
Caso haja algum problema de utilização em meu blog de algum material de sua autoria, entre em contato para que eu proceda a retirada.
Luciano Dudu