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REI HENRIQUE III E O FENÔMENO MEDIUNICO

7 de jul de 2011



Amigo leitor, trouxemos em nosso blog essa matéria interessante que foi publica na Revista Espírita de 07 de Julho de 1865, onde trata sobre um fenômeno mediúnico que envolve o já desencarnado Rei Henrique III, e um instrumento musical denominado Espineta. 
Espineta é um instrumento musical de cordas beliscadas, dotado de teclado, da família dos cravos. As cordas são beliscadas com uma pena de ave. 
Seu uso foi muito difundido na Europa, paralelamente ao do cravo, desde o final do século XV até o século XVIII. Cravo e espineta eram praticamente sinônimos, na França. Na região de Flandres, no século XVII, um virginal era chamado "espineta". 

Agora, vamos conhecer um pouco da vida do Rei Henrique III da França. 


Henrique III de Valois (19 de Setembro de 1551 — 2 de Agosto de 1589), em francês Henri III de Valois, de nome de batismo Edouard Alexandre foi o quarto filho de Henrique II e Catarina de Médicis. 
Em 1578 fundou a Ordem do Espírito Santo, também conhecida como Ordem dos Cavaleiros do Espírito Santo que foi uma ordem de cavalaria subordinada à monarquia francesa. [1] 
Ele foi considerado o responsável por levar as finanças do reino à ruína. 
Em 1 de agosto de 1589, ele foi apunhalado por um fanático católico chamado Jacques Clément, logo após assassinar Henrique de Guise durante a Guerra dos 3 Henriques, e morre no dia seguinte. Quem lhe sucede é Henrique IV, seu primo. Procedido por Sigismundo II Rei da Polônia 1573-155 e sucedido por Estevão I e Procedido por Carlos IX, Rei da França 1574-589 sucedido por Henrique IV. 

Fonte: Wikipedia.org 
Imagem : Google 


Caro leitor amigo, vamos  apreciar agora o material retirado da Revista Espírita de 07 de julho de 1865, que deixa evidenciado um fenômeno de comunicação espiritual.
Boa leitura e reflexão.
LUCIANO DUDU



Revista Espírita, ANO NO. 7 JULHO 1865 


ÁRIA E PALAVRAS DO REI HENRI III 


O Grand Journal de 4 de junho de 1865 relata o fato seguinte: 

'Todos os editores e todos os amadores da música de Paris conhecem o Sr. N. G. Bach, aluno de Zimmermann, primeiro prêmio de piano do Conservatório, no concurso de 1819, um de nossos professores de piano mais estimados e mais honrados, bisneto do grande Sébastian Bach, de quem carrega dignamente o nome ilustre. 

"Informado por nosso amigo comum, Sr. Dollingen, administrador do Grand Journal, que o apartamento do Sr. N. G. Bach fora o teatro de um verdadeiro prodígio na noite de 5 de maio último, pedi a Dollingen para me conduzir à casa do Sr. Bach, e fui acolhido no 8 da rua Castellane com uma delicada cortesia. 
É inútil acrescentar, penso que foi depois de ter obtido a autorização expressa do herói desta história maravilhosa que me permito contá-la aos meus leitores. 
“No dia 4 de maio último, o Sr. Léon Bach, que é um curioso substituto de um artista, trouxe ao seu pai um cravo admiravelmente esculpido”. 
Depois de longas e minuciosas procuras, o Sr. Bach descobriu, sobre uma tábua interior, o estado civil do instrumento; ele data do mês de abril de 1564, e foi fabricado em Roma. 
“O Sr. Bach passa uma parte do dia na contemplação de seu precioso cravo”. Nele pensava ao se deitar; quando o sono veio fechar sua pálpebra, nele pensava ainda. 
"Não há, pois, que se espantar que tivesse tido o sonho seguinte: 
“No mais profundo de seu” sono, o Sr. Bach viu aparecer na cabeceira de seu leito um homem que tinha umas longas borlas, os sapatos arredondados na ponta, com grossas barbas em cima, um culote muito grande, uma roupa antiga com mangas colantes com abertura no alto, com pequena gola ao redor do pescoço, com a cabeça coberta com um chapéu pontudo de bordas grandes. 
"Esse personagem se abaixou para o Sr. Bach e lhe fez este discurso: 
“O cravo que possuis me pertenceu”. 
Frequentemente, serviu-me para distrair meu senhor o rei Henri III. Quando ele era muito jovem, compôs uma ária com palavras que gostava de cantar e que eu lhe toquei muitas vezes. 

Essa ária e essa palavra às compôs lembrando-se de uma mulher que encontrou numa partida de caça e da qual se tornou apaixonado. 
Afastaram-na dele; foi-lhe dito que ela foi envenenada, e o rei com. 
Isso teve uma grande dor. Cada vez que estava triste, cantarolava esse romance. Então, para distraí-lo eu tocava no meu cravo uma sarabanda de minha composição de que ele gostava muito. 
Também eu confundia sempre esses dois trechos e não deixava de tocá-los um depois do outro. “Vou fazer-te ouvi-los.” 

“Então o homem do sonho se aproximou do cravo, fez alguns acordes e cantou a ária com tanta expressão que o Sr. Bach despertou todo em lágrimas”. Acendeu uma vela, olhou a hora, e constatou que eram duas horas depois da meia-noite e não tardou a dormir de novo. 
“Está aqui o extraordinário começo”. “No dia seguinte pela manhã, em seu despertar, o Sr. Bach, não ficou mediocremente surpreso de encontrar, sobre sua cama, uma página de música coberta com uma escrita muito fina e notas microscópicas”. 
Foi com dificuldade, e com ajuda de um binóculo, que o Sr. Bach, que é muito míope, chegou a se reconhecer no meio desses rabiscos. 
"Logo em seguida, o bisneto de Sébastian sentou-se em seu piano e decifrou o trecho. 

O romance, as palavras e a sarabanda estavam exatamente conformes com. 
Aqueles que o homem do sonho lhe havia feito ouvir durante seu sonho! 
“Ora, o Sr. Bach não é sonâmbulo; ora, jamais escreveu um único verso em sua vida e as regras da prosódia lhe são completamente estranhas”. 
“Eis o refrão e as três canções tais como as copiamos no manuscrito”. Conservamos sua ortografia que, diga-se de passagem, não é de nenhum modo familiar ao Sr. Bach. 


Eu perdi aquela Por quem tinha tanto amor; 
Ela tão bela Tinha por mim cada dia
Carinho novo e novo desejo. 
Oh! Sim, sem ela, 
Me é preciso morrer! 
Um dia, durante uma caçada distante, 
Eu a vi pela primeira vez, 
E acreditei ver um anjo na planície 
Quando tornei-me o mais feliz dos reis! 
Eu daria, certamente, todo o meu reino 
Para revê-la ainda um único instante; 
Junto dela sentado debaixo de um humilde colmo 
Para sentir meu coração bater admirando-a. 
Triste e enclausurada, oh! minha pobre bela, 
Ficou longe de mim durante seus últimos dias. 
Ela não sente mais sua pena cruel; 
Neste mundo, ai de mim! eu sofro sempre


"Neste romance lamentoso, assim como na sarabanda alegre que segue, a ortografia musical não é menos arcaica do que a ortografia literária. 
As chaves são feitas de modo diferente do que se tem o hábito de indicá-las em nossos dias. 
O baixo é escrito num tom e o canto num outro. O Sr. Bach teve a cortesia de me fazer ouvir esses dois trechos, que são de uma melodia simples, ingênua e penetrante. 
De resto, nossos leitores não tardarão em poder julgá-las com conhecimento de causa. 
Elas estão nas mãos dos gravadores e aparecerão no correr da semana na casa do editor Legouix, boulevard Poissonnière, n- 27. 

"O jornal da Estoile nos informa que o rei Henri III teve uma grande paixão por Marie de Clèves, marquesa de Isles, morta na flor da idade numa abadia, em 15 de outubro de 1574. 
Não seria "a pobre bela triste e enclausurada", da qual faz menção em suas copias? 
O mesmo jornal nos informa também que um músico italiano, chamado Baltazarine, veio à França nessa época e que foi um dos favoritos do rei. O cravo pertenceu a Baltazarine? 
Foi o Espírito de Baltazarine quem escreveu o romance e a sarabanda? - Mistério que não ousamos aprofundar." 

ALBÉRIC SECOND


Fonte: Revista Espírita de 1865, publicada por Allan Kardec
Imagem: Google

A História, o Tempo e o Espírita

1 de mai de 2011


Amigo leitor,
É com muita alegria que compartilhamos com você, que no dia 19 de Abril de 2011, o blog História e Espiritismo, completou um ano de existência.

Queremos agradecer a você, que se tornou nosso fiel leitor, e que durante este tempo de vida do blog, vem acompanhando nossas postagens constantemente.
Nós buscamos de uma forma despretensiosa, trazer em nosso blog, um pouco da história da humanidade fazendo um link com a Doutrina dos Espíritos, codificada pelo Mestre Lionês Allan Kardec, temos o objetivo de tentar mostrar a importância da História na Revelação Espírita. 

Neste primeiro ano de existência de nosso blog, contamos com uma quantidade grande de visitantes e leitores, de várias nacionalidades diferentes.
Essas visitas proporciona um incentivo para que em nossa pequenez, continuemos a dar continuidade nesta empreitada de publicar sobre História aliado ao Espiritismo.
Mesmo diante de algumas dificuldades, aliado aos motivos de não sermos historiadores, e não termos formação acadêmica em História, buscamos realizar pesquisas sérias e nós primamos sempre pela pureza doutrinária de Kardec, e por fontes históricas confiáveis.

Tempus regit actum




È uma expressão jurídica latina que significa literalmente o tempo rege o ato, no sentido que as coisas jurídicas se regem pela lei da época em que ocorreram.
Você deve ficar refletindo por que abordamos assuntos históricos fazendo uma ligação com a Doutrina dos Espíritos.
Ao longo de nossos estudos, o trabalho foi amadurecendo e tomando forma especifica e peculiar sobre fatos históricos à luz da doutrina dos espíritos.
Durante estudos realizados ao longo do ano, encontramos materiais interessantes, nas obras básicas de Allan Kardec e de obras espíritas complementares, confiáveis que dão embasamento ao nosso projeto proposto.
Abordaremos a partir de agora “A contribuição da História na Humanidade, relacionado às religiões, as ciências combinadas e principalmente para o Espiritismo”.
Traremos a partir de agora para o conhecimento de nossos leitores, algumas citações de obras espíritas confiáveis:




No livro "Consolador" do Espírito Venerando Emmanuel que no capítulo sobre "ciências combinadas" na questão 80 e 81 diz:
“(...) As chamadas ciências combinadas são expressões do mesmo quadro de conhecimentos humanos, com igual convergência para a sabedoria integral, no plano infinito”. A História, como a conheceis, não é uma estatística dos acontecimentos do planeta através das palavras? Todas elas são processos evolutivos para os valores intelectuais do homem, a caminho das conquistas definitivas de sua personalidade imortal. (...) [1]

Questão de nº81 - Nos planos espirituais a história das civilizações terrestres é conhecida nas mesmas características em que a conhecemos através dos narradores humanos?
 
A descrição dos fatos é aproximadamente a mesma; todavia, os métodos de apreciação dos acontecimentos e das situações divergem de maneira quase absoluta. Muitas vezes os heróis nos livros da Terra são entidades misérrimas na esfera espiritual. Verifica-se, então, o contrário. Conhecemos Espíritos altíssimos que vieram do mundo cobertos de virtudes gloriosas, e que não constam de nenhuma lembrança da Humanidade. Os altares e as galerias patrióticas da Terra foram sempre comprometidos pela política rasteira das paixões. Poucos heróis do planeta fazem jus a esse título no mundo da verdade. É por essa razão que a história do orbe sendo exata, no concernente à descrição e à cronologia, é ilegítima no que se refere à justiça e à sinceridade (...) [1-a]


  
No livro “Pelos caminhos da Mediunidade Serena” entrevistas feitas com a médium Yvone Amaral. Pereira, ela diz: 
(...) O espírita precisa conhecer um pouco mais de História, a fim de poder dar expansão às inspirações que descerão do invisível, ajudando nos trabalhos que irá realizar para a divulgação de sua crença, pois em todas as civilizações deste mundo existiram o rastro da comunicação dos espíritos e princípios divinos. O doutor Bezerra de Menezes aconselha, constantemente, ser indispensável aos espíritas a leitura da história do cristianismo. Eu mesma tenho observado, às vezes, pessoas falando em público trechos do Evangelho que não estão certos. È preciso conhecê-lo e estudá-lo o mais possível. Ou nós aceitamos o Evangelho ou não. (...) [2]

Um dos grandes colaboradores espirituais da médium Yvone Amaral Pereira, na sua última existência foi, o Espírito Leon Denis, que em parceria mediúnica com a médium Yvone A Pereira, realizou a correção de sua primorosa obra mediúnica “Memórias de um suicida” ditado por Camilo Castelo Branco.
Yvone também foi uma leitora assídua das obras de Leon Denis escritas na época do mestre Allan Kardec.


Encontraremos no livro escrito por Leon Denis, sob o nome de “No invisível”, no capítulo XXVI - A mediunidade gloriosa, um fabuloso trecho que ele dá o aval do comentário feito por Yvone Amaral Pereira, na citação anterior de nº (2), sobre a necessidade de o Espírita conhecer sobre a história:

(...) A história geral é consoladora e grandiosa; reveste as modalidades e o caráter de um drama sacrossanto. Deus envia seu pensamento ao mundo por emissários que incessantemente descem os degraus da escada dos seres e vão levar aos homens a comunicação divina, como os astros enviam à Terra, através das profundezas, suas irradiações sutis. Assim tudo se liga no plano universal. As esferas superiores promovem a educação dos mundos inferiores.
Os Espíritos celestes se fazem instrutores das Humanidades atrasadas. A ascensão dos mundos de prova para os de regeneração é o mais belo espetáculo que pode ser oferecido à admiração do pensador. [3]


No livro “Nova História do Espiritismo”, o historiador Dalmo Duque dos Santos, autor da obra, escreve:
(...)“A pesquisa histórica”, é uma atividade essencialmente científica, mas a historiografia vai além dos instrumentos técnicos da coleta de informações e da organização de dados; ela é a síntese de conhecimento histórico e sua elaboração ocorre sob o efeito emocional da expressão literária. A pesquisa é o meio e a historiografia é o fim; a pesquisa é a técnica e o método de acesso seguro, pelos documentos, aos portais da memória; a historiografia é arte de narrar essas “REVELEÇÕES” do tempo passado (...). [4]

Resolvemos dar uma ênfase agora no assunto Revelação Espírita.
Estudando o capítulo I do livro “A Gênese, os milagres e as predições segundo o espiritismo”, Kardec retrata pontos importantes sobre “Os caracteres da revelação espírita”, ele traz a definição de revelação:

(...) Revelação, do latim “revel are”, cuja raiz é “Vilson, véu, significa literalmente “sair de sob o véu”, figuradamente, descobrir fazer conhecer uma coisa secreta ou desconhecida”. Definindo também no sentindo de qualquer coisa ignorada que é esclarecida, de qualquer ideia nova que nos põe a par daquilo que não sabíamos (...) [5]

(.) O caráter essencial de qualquer revelação deve ser a verdade. Revelar um segredo, é fazer conhecer um fato; se é falso, não é mais um fato e, por consequência, não há revelação. Toda revelação desmentida pelos fatos deixa de o ser; se é atribuída a Deus. Deus não podendo mentir nem enganar-se, ela não pode emanar Dele; deve ser considerado como um produto de concepção humana (...). [6]

(...) O papel de um professor é ensinar aquilo que os alunos não sabem o que não teriam tempo nem possibilidade de descobrir por si mesmo, porque a ciência é a obra coletiva dos séculos e de uma multidão de homens que trouxeram cada um, o seu contingente de observações, e das quais se aproveitam aqueles que vêm depois. O ensino é, assim, na realidade, a revelação de certas verdades científicas ou morais, físicas, metafísicas, feitas por homens que as conhecem a outros que as ignoram e que permaneceriam ignoradas se assim não fosse (...) [7]

Quando Allan Kardec no mesmo livro “A gênese” vai explicar no capitulo IV sobre “o papel da ciência na Gênese” ele cita no item 1:

(...) A história da origem de quase todos os povos antigos se confunde
Com a da religião deles, donde o terem sido religiosos os seus primeiros livros. E como todas as religiões se ligam ao princípio das coisas, que é também o da
Humanidade, elas deram, sobre a formação e o arranjo do Universo,
Explicações em concordância com o estado dos conhecimentos da época e de seus fundadores.
Daí resultou que os primeiros livros sagrados foram ao mesmo tempo os primeiros livros de ciência, como foram, durante largo período, o código único das leis civis (...) [8].

No mesmo capítulo mencionado acima no item 8, o mestre Rivail conhecido como Sr. Allan Kardec comenta: que o homem foi impotente para resolver o problema da criação, até que a ciência lhe deu a chave.
Ele continua enumerando e explicando importância de cada ciência como: a Astrologia, a Física, a Química, a Minerologia, a Botânica, a Zoologia, a Paleontologia, a Antropologia, e na ciência em questão que estudamos que é vinculada a História que é a Arqueologia, ele diz que o homem foi capaz através desta ciência de seguir os traços da humanidade através das idades. 

E que todas as ciências, numa palavra, se completam umas às outras, e assim lhe trazem seu contingente indispensável ao conhecimento da história do mundo, caso elas não existissem, o homem não teria por guia outra coisa senão suas primeiras hipóteses.
Desde que é impossível conceber a Gênese sem os dados fornecidos pela ciência, é lícito dizer-se de modo totalmente verdadeiro, que a ciência é convocada para constituir a verdadeira Gênese, conforme as leis da Natureza (...) [9]

Ainda tratando sobre Revelação Espírita e estudo da Historia da Humanidade, encontraremos nas preliminares do livro “O Espírito e o Tempo do saudoso e respeitável José Herculano Pires, comentários interessantes e uma reflexão sobre qual a forma mais apropriada de introduzir um iniciante nos estudos da Doutrina Espírita”.

Ele afirma que seria apropriado o iniciante dos estudos espíritas, conhecer sobre o histórico do desenvolvimento espiritual do homem.
Que o iniciante deverá, ter conhecimentos dos fatos históricos da mediunidade e da história do inicio do espiritismo; com intuito de se evitar grandes equívocos.

Tais estudos, sobre a evolução histórica da humanidade, no campo social, filosófico e religioso, ele irá aprender com os erros e com acertos de nossa história passada, ou seja, de tudo que nós espíritos seculares realizamos nesse orbe terrestre nas reencarnações anteriores. [10]


Leon Denis em seu livro “No invisível” no capítulo “a mediunidade gloriosa”, comprova a importância de estudar sobre o assunto: “O histórico do desenvolvimento espiritual do homem e do histórico da mediunidade”, citado no item anterior por J. Herculano Pires.

(...) Os médiuns do nosso tempo são muitas vezes tratados com ingratidão, desprezados, perseguidos. Se, entretanto, num golpe de vista abrangermos a vasta perspectiva da História, veremos que a mediunidade, em suas várias denominações, é o que há de mais importante no mundo. Quase todos os privilegiados - profetas, videntes, missionários, mensageiros de amor, de justiça e de verdade foram médiuns, no sentido de que se comunicavam com o invisível, com o infinito.
Bem se poderia, sob muitos pontos de vista, dizer que o gênio é uma das formas de mediunidade. Os homens de gênio são inspirados, na acepção fatídica e transcendental dessa palavra. São os intermediários e mensageiros do pensamento superior.
Sua missão é imperativa. E por eles que Deus conversa com o mundo; que incita e atrai a si a Humanidade. Suas obras são fanais que ele acende pela extensa rota dos séculos a fora (...). [11]

Devemos por isso considerá-los meros instrumentos, e não terão eles direito algum à nossa admiração?
Assim não o entendemos. O gênio é antes de tudo uma aquisição do passado, o resultado de pacientes estudos seculares, de lenta e penosa iniciação, que vieram a desenvolver no indivíduo aptidões imensas, uma profunda sensibilidade, que o predispõe às influências elevadas. Deus reserva a luz unicamente àquele que por muito tempo a procurou, pediu e com veemência a desejou. [12]

Grande parte da obra de Leon Denis “No invisível”, ele aborda a comunicação dos espíritos em toda história da humanidade.
(...) Em todas as épocas, tem o mundo invisível colaborado com o mundo dos mortais, nele transfundindo suas aspirações e socorros. Os milagres do passado são os fenômenos do presente; só os nomes mudam; os fatos espíritas são eternos. Assim, tudo se explica se esclarece e se compreende. Ante o imenso panorama do passado se inclina o pensador, empunhando o facho do novo Espiritualismo; e essa luz, na vastidão dos séculos, a poeira dos destroços, que a História registrou, brilha a seus olhos como auríferas centelhas. [13].

Continuando a importância da necessidade de estudo sobre a filosofia Espírita abordada por Jose Herculano Pires no livro O Espírito e o Tempo, encontramos uma abordagem sintetizada do autor:
(...) “Mas é evidente, que a introdução a qualquer ramo do conhecimento, como explica o filósofo Julián Marias, no caso particular da Introdução à Filosofia, exige sempre novas perspectivas, de acordo com o fluir do tempo. A introdução, diz Marias, é o "agora", o circunstancial, o ato de introduzir alguém em alguma coisa. Essa alguma coisa, seja a Filosofia, ou seja, o Espiritismo, é uma realidade histórica, uma coisa que existe de maneira concreta. ”(...) [14].

Sendo o Espiritismo uma realidade histórica, afirmada pelo codificador e seus sucessores, tem ele o seu passado e o seu presente, como terá o seu futuro. No tempo de Kardec, introduzir alguém no estudo do Espiritismo era introduzi-lo numa realidade nascente, numa verdadeira problemática em ebulição, num processo histórico em princípio de definição, e principalmente "numa nova ordem de ideias". Hoje, é introduzir esse alguém num processo já definido, e não apenas numa ordem de ideias, mas também no quadro histórico em que essa ordem surgiu. Dessa maneira, é introduzi-lo também na própria introdução de Kardec. (...) [15].

Leon Denis em seu livro “No Invisível”, evidência que a Doutrina Espírita foi um marco na Humanidade:

(...) O Espiritismo representa uma fase nova da evolução humana. A lei que, através dos séculos, tem conduzido as diferentes frações da Humanidade, longo tempo separadas, a gradualmente aproximar-se, começa a fazer sentir no Além os seus efeitos. Os modos de correspondência que entretêm na Terra os homens vão-se estendendo pouco a pouco aos habitantes do mundo invisível, enquanto não atingem, mediante novos processos, as famílias humanas que povoam as Terras do espaço. (16)



Fiel leitor, após estudarmos as citações de alguns confrades espíritas e por Espíritos Venerandos, nas postagens anteriores, nós podemos concluir que:
O estudo sobre a História servirá como ferramenta facilitadora para a compreensão da margem evolutiva da humanidade, seja no campo social, humanitário, religioso, espiritual e moral.

Esses conhecimentos sobre a história e evolução nos proporcionarão mais subsídios para CRERMOS que a Doutrina dos Espíritos é o Consolador Prometido, que nos disse Nosso Senhor Jesus Cristo:

“E eu regorei ao Pai, e Ele vos dará outro consolador, para que fique eternamente convosco, o Espírito da Verdade, a quem o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece. Mas vós o conhecereis por que ele ficará convosco e estará em vós. - Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (João XIV, 15 a 17; 26).

Conhecer um pouco sobre o Histórico da espiritualização do homem, as civilizações que existiram, suas culturas, conforme propõe Herculano Pires, Emmanuel, Yvone Amaral Pereira, e Allan Kardec nos itens anteriores, facilitará o entendimento das revelações propostas pelos Espíritos Venerandos nos estudos da obra kardequiana, onde citaremos apenas algumas delas como: As três revelações das Leis Divinas, a destinação da Terra, as causa de tais misérias humanas, as leis de causa e efeito, a ação e reação, as causas anteriores e atuais das aflições, os tormentos voluntários, as leis da Justiça Divina, o objetivo do monoteísmo, a reencarnação, à prática da mediunidade com Jesus, a busca da iluminação interior e a principalmente a maior proposta do Cristo “Amai-vos uns aos outros como vos amei”.

Quando estudamos a obra o Consolador, o benfeitor Emmanuel deixa claro que muitos heróis terrenos conhecidos pela história vivem atualmente ou em situações misérrimas nas esferas superiores ou conseguiram uma ascensão espiritual de acordo com seus estágios na Terra, e o que fizeram de suas missões designadas pelo Governador da Terra, no auxilio da evolução espiritual da humanidade.
E com base nos estudos históricos compreenderemos que a criatura humana continua a engatinhar na senda da evolução espiritual e “que um dia todos nós, estamos condenados à perfeição”.

Em grande parte das citações colocadas nas postagens acima, feita pelos autores: Yvone Amaral Pereira, José Herculano Pires, Emmanuel, Leon Denis, e Allan Kardec, os autores são categóricos em dizer que o estudo da história da humanidade, de sua espiritualização como criatura humana, em suas quedas em determinados momentos e ascensão em outras, descrevendo os seus conflitos e conquistas, nestes relatos históricos, nos facilita a percepção nas entrelinhas, como sempre foi e continua sendo, o amparo da providência Divina à humanidade contribuindo na marcha da evolução.

Tais aprendizados históricos, segundo Yvone A. Pereira,“facilitará ao Espírita para dar expansão às inspirações que descerão do invisível, ajudando nos trabalhos que irá realizar na proposta de divulgar a crença que professa”. Aproveito para complementar a bela colocação da médium com uma instrução dos Espíritos Superiores: “Espíritas, eis o primeiro mandamento, e ainda complementam: Ide e instruí-vos”.

Relembrando do conceito do Historiador Dalmo Duque dos Santos que “a história é arte de narrar a revelações do tempo passado”.

Com base na proposta de nosso blog que é estudar a “História e Espiritismo”, enfocaremos a questão da revelação com base nos postulados espíritas, onde Kardec propõe que a aliança da ciência com a religião é a única forma da criatura humana, conhecer um pouco mais de sua origem, e que a revelação espírita vem trazer a verdade conforme foi proposto por Nosso Senhor Jesus Cristo,” Eu sou o caminho a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai senão por mim”. (João 14/6).


Esta postagens acerca deste assunto tem um objetivo principal que é esclarecer a importância da história na revelação espírita.

Aproveitamos a oportunidade para evidenciar um novo marco de nosso projeto de divulgação espírita, onde iniciaremos um trabalho de apresentarmos em nosso blog, nas próximas postagens “A HISTORIA DO ESPIRITISMO”, para conhecermos a História de como veio a lume a Codificação Espírita.

Abordaremos assuntos como:

· Quem foi Hippolyte- Léon Denizar Rivail,

· Conheceremos um pouco da França em que viveu Hippolyte- Léon Denizar Rivail, dando abordagens nos campos: da arte, da filosofia, da religião, da educação e da política.

· Como ocorreu “A invasão organizadas dos espíritos”, e como o Sr. Rivail interessou-se em estudar os fenômenos mediúnicos.

· Quando o Sr. Rivail torna-se Allan Kardec, e sua missão.

· Quem foram os espíritos encarnados contemporâneos a Allan Kardec que contribuíram para a codificação da Doutrina Espírita e pela sua divulgação, e após seu desencarne outros trabalhadores que deram continuidade na Divulgação da Doutrina Espírita, na Europa, no Brasil e no Mundo.

· As lutas de Allan Kardec para implantar a Doutrina dos Espíritos.

· Qual foi a ordem cronológica do Pentateuco Kardequiano e quais razões desta ordem segundo estudiosos.

· Como foi a investigação de fenômenos mediúnicos na época, por ele.
Enfim, buscaremos fazer um estudo metódico sobre ”A História do Espiritismo”.



Fiel Leitor aprecie, conosco essa magnífica história que se inicia com a vida do mestre Lionês Rivail e encerra-se em Chico Xavier.

 
Boa leitura e reflexão
Luciano Dudu



Referências bibliográfica:

[1] Emmanuel (Espírito). O consolador/ Emmanuel; [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. - Brasília, DF: FEB, 1995, p.59-61.

[2] Pereira, Yvone Amaral. Pelos caminhos da mediunidade Serena. – São Paulo, SP: Ed Lachâtre, 2007, p.92.

[3] Denis, Leon. No invisível – Rio de Janeiro, RJ: Ed FEB, 2007, p.419-457.
[4] Santos,Dalmo Duque. Nova História do Espiritismo – Limeira, SP: Ed Conhecimento , 2010, p.9.

[5-7] Kardec, Allan. A Gênese: Os milagres e as predições Segundo o Espiritismo Allan Kardec – Limeira, SP: Ed LAKE, 1999, p.10-11.

[8-9] Kardec, Allan. A Gênese: Os milagres e as predições Segundo o Espiritismo Allan Kardec – Limeira, SP: Ed LAKE, 1999, p.71-72.

[10] Pires, José Herculano. O espírito e o tempo: introdução antropológica – São Paulo, SP: Ed EDICEL, 1979, p.6-7.

[11-13] Denis, Leon. No invisível – Rio de Janeiro, RJ: Ed FEB, 2007, p.419-457.

[14-15] Pires, José Herculano. O espírito e o tempo: introdução antropológica – São Paulo, SP: Ed EDICEL, 1979, p.6-7.

[16] Denis, Leon. No invisível – Rio de Janeiro, RJ: Ed FEB, 2007, p.419-457.
Fonte de imagens: Google

A RENASCENÇA DO MUNDO E O SEU APOGEU

20 de fev de 2011

O ESPIRITISMO E A ARTE

Capítulo 1



 A útlima Ceia/ Leonardo Da Vinci


-Nos albores do século XV, quando a idade medieval estava prestes a extinguir-se, grandes assembléias espirituais se reúnem nas proximidades do planeta, orientando os movimentos renovadores que, em virtude das determinações do Cristo, deveriam encaminhar o mundo para uma nova era. (1)

Todo esse esforço de regeneração efetuava-se sob o seu olhar misericordioso e compassivo, derramando sua luz em todos os corações. Mensageiros devotados reencarnam no orbe, para desempenho de missões carinhosas e redentoras. (2)

Antigos mestres de Atenas reencarnaram na Itália, espalhando nos departamentos da pintura e da escultura as mais belas jóias do gênio e do sentimento. A Inglaterra e a França preparam-se para a grande missão democrática que o Cristo lhes conferira. (3)

Essa renascença, iniciada do Alto, clareou a Terra em todas as direções. A invenção da imprensa facultava o mais alto progresso no mundo das idéias, criando as mais belas expressões de vida intelectual. (4)

A literatura apresenta uma vida nova e as artes atingem culminâncias que a posteridade não poderia alcançar. Numerosos artífices da Grécia antiga, reencarnados na Itália, deixam traços indeléveis da sua passagem, nos mármores preciosos. (5)

Há mesmo, em todos os departamentos das atividades artísticas, um pronunciado sabor da vida grega, anterior às disciplinas austeras do Catolicismo na idade medieval, cujas regras, aliás, atingiam rigorosamente apenas quem não fosse parte integrante do quadro das autoridades eclesiásticas.(6)


Pintura de Renoir


Fonte : 1-6 : A caminho da luz, Francisco C. Xavier/ Espírito Emmanuel
                   Imagens retiradas do Google

UMA NOVA ERA DA ARTE

O ESPIRITISMO E A ARTE 

Capítulo 2


Teto da Capela Cistina - Micheangelo 


No livro consolador, foi indagado ao benfeitor Emmanuel, na questão de nº 161: 
O Que é arte? 

Emmanuel responde : 

A arte pura é a mais elevada contemplação espiritual por parte das criaturas. 
Ela significa a mais profunda exteriorização do ideal, a divina manifestação desse “mais além” que polariza as esperanças da alma. 
O artista verdadeiro é sempre o “médium” das belezas eternas e o seu trabalho, em todos os tempos, foi tanger as cordas mais vibráteis do sentimento humano, alçando-o da Terra para o Infinito e abrindo, em todos os caminhos a ânsia dos corações para Deus, nas suas manifestações supremas de beleza, de sabedoria, de paz e de amor. (1)


Pintura de Leonardo Da vinci






Um breve histórico do Renascentismo 

Monalisa - Leonardo Da Vinci


Renascimento, Renascença ou Renascentismo são os termos usados para identificar o período da História da Europa aproximadamente entre fins do século XIII e meados do século XVII, 
Nesta época houve uma transformação em diversas áreas da vida humana, extinguindo assim a Idade Média e dando o inicio a uma nova Era. 
Ocorreu assim uma ruptura com as estruturas medievais, percebe-se grandes efeitos em alguns segmentos humanos como nas Artes, na Filosofia e nas Ciências. 
Chamou-se "Renascimento" em virtude da redescoberta e revalorização das referências culturais da antigüidade clássica, que nortearam as mudanças deste período em direção a um ideal humanista e naturalista. O termo foi registrado pela primeira vez por Giorgio Vasarijá no século XVI, mas a noção de Renascimento como hoje o entendemos surgiu a partir da publicação do livro de Jacob Burckhardt A cultura do Renascimento na Itália (1867), onde ele definia o período como uma época de "descoberta do mundo e do homem". (2)

LOCAL DO SURGIMENTO 


                                                       Batismo - Leonardo Da Vinci

                      
O Renascimento cultural manifestou-se primeiro na região italiana da Toscana, tendo como principais centros as cidades de Florença e Siena, de onde se difundiu para o resto da península Itálica e depois para praticamente todos os países da Europa Ocidental, impulsionado pelo desenvolvimento da imprensa por Johannes Gutenberg. A Itália permaneceu sempre como o local onde o movimento apresentou maior expressão, porém manifestações renascentistas de grande importância também ocorreram na Inglaterra,Alemanha, Países Baixos e, menos intensamente, em Portugal e Espanha, e em suas colônias americanas.


O Humanismo pode ser apontado como o principal valor cultivado no Renascimento.
O Humanismo, antes que um corpo filosófico, é um método de aprendizado que faz uso da razão individual e da evidência empírica para chegar às suas conclusões, paralelamente à consulta aos textos originais. 
O Humanismo afirma a dignidade do homem e o torna o investigador por excelência da natureza.
A história confirma que nesse período foram inventados diversos instrumentos científicos, e foram descobertas diversas leis naturais e objetos físicos antes desconhecidos.
A própria face do planeta se modificou nos mapas depois dos descobrimentos das grandes navegações, levando consigo a física, a matemática, a medicina, a astronomia, a filosofia, a engenharia, a filologia e vários outros ramos do saber a um nível de complexidade, eficiência e exatidão sem precedentes, cada qual contribuindo para um crescimento exponencial do conhecimento total, o que levou a se conceber a história da humanidade como uma expansão contínua e sempre para melhor.sentimentos de otimismo, abrindo positivamente o homem para o novo e incentivando seu espírito de pesquisa. (3)


Fonte: 1 :    Livro: Consolador , Francisco C. Xavier / Emmanuel  

           2-3 : http//pt.wikipedia.org/wiki/Renascimento
                   Imagens retiradas do Google


FASES DO RENASCENTISMO

A ARTE E O ESPIRITISMO

Capítulo 3
Pintura de Giotto 
Nota : Giotto: que traz para a pintura noções presentes na escultura, como luz, sombra e volume. É o grande representante do Trecento italiano. Sua arte é considerada ainda medieval.

Emmanuel no livro Consolador na questão de nº172 responde a seguinte pergunta :
Existem, de fato, uma arte antiga e uma arte moderna?

Resposta de Emmnauel:
-A arte envolve com os homens e, representando a contemplação espiritual de quantos a exteriorizam, será sempre a manifestação da beleza eterna, condicionada ao tempo e ao meio de seus expositores. A arte, pois, será sempre uma só, na sua riqueza de motivos, dentro da espiritualidade infinita.
Ponderemos, contudo, que, se existe hoje grande número de talentos com a preocupação excessiva de originalidade, dando curso às expressões mais extravagantes de primitivismo, esses são os cortejadores irrequietos da glória mundana que, mais distanciados da arte legítima, nada mais conseguem que refletir a perturbação dos tempos que passam, apoiando o domínio transitório da futilidade e da força. Eles, porém. Passarão como passam todas as situações incertas de um cataclismo, como zangões da sagrada colméia da beleza divina, que, em vez de espiritualizarem a Natureza, buscam deprimi-la com as suas
concepções extravagantes e doentias. (1)








O Renascentismo se divide em fases conhecidas como : 



· Trecento 



· Quattrocento 



· Alta renascença 



· O cinquecento e o Maneirismo Italiano 







Devido a História da Arte ser bem complexa, daremos uma abordagem maior a partir do período denominado “ Alta Renascença” (2)


Alta Renascença






Rafael: As núpcias da Virgem Maria, 1504.







Uma obra típica da Alta Renascença. Pinacoteca de Brera, Milão, Itália.
A Alta Renascença cronologicamente engloba os anos finais do Quattrocento e as primeiras décadas do Cinquecento, sendo delimitada aproximadamente pelas obras de maturidade de Leonardo da Vinci (a partir de c. 1480)
Foi a fase de culminação do Renascimento, que se dissipou mal foi atingida, mas seu reconhecimento é importante porque ali se cristalizaram ideais que caracterizam todo o movimento renascentista: o Humanismo, a noção de autonomia da arte, a emancipação do artista de sua condição de artesão e equiparação ao cientista e ao erudito, a busca pela fidelidade à natureza, e o conceito de gênio, tão perfeitamente encarnado em Da Vinci, Rafael, Michelangelo
Se a passagem da Idade Média para a Idade Moderna não estava ainda completa, pelo menos estava assegurada sem retorno possível.
Eventos como a descoberta da América e a Reforma Protestante, e técnicas como a imprensa de tipos móveis, transformaram a cultura e a visão de mundo dos europeus, ao mesmo tempo em que a atenção de toda a Europa se voltava para a Itália e seus progressos, com as grandes potências da França, Espanha e Alemanha desejando sua partilha e fazendo dela um campo de batalhas e pilhagens. Com as invasões a arte italiana espalhou sua influência por uma vasta região do continente . (3)






O Cinquecento e o Maneirismo italiano










 Micheangelo 

Nota: Teto da Capela Sistina, “A Sibila Cumana”, “A Sibila Pérsica”, a “Sagrada Família” (Galeria Uffizi – Florença), entre outras. A Capela Sistina foi construída por ordem de Sisto IV (retangular 40 × 13 × 20 altura).
Cinquecento (século XVI) é a derradeira fase da Renascença, quando o movimento se transforma, se expande para outras partes da Europa e Roma sobrepuja definitivamente Florença como centro cultural, especialmente a partir do pontificado de Júlio II. Roma até então não havia produzido grandes artistas renascentistas, e o classicismo havia sido plantado através da presença temporária de artistas de outras partes. Mas com a fixação na cidade de mestres do porte de Rafael, Michelangelo e Bramante formou-se uma escola local, tornando-a o mais rico repositório da arte da Alta Renascença e da sua continuação cinquecentesca, onde a política cultural do papado deu uma feição característica a toda esta fase. Boa parte dessa nova influência romana derivou do desejo de reconstituir a grandeza e a virtude cívica da Roma Antiga, o que se refletiu na intensificação do mecenato e na recriação de práticas sociais e simbólicas que imitavam as da Antiguidade, como os grandes cortejos de triunfo, as festas públicas suntuosas, as representações plásticas e teatrais grandiloquentes, cheias de figuras históricas, mitológicas e alegóricas. (4)


Fonte 1: Livro : Consolador : Francisco C. Xavier / Emmanuel
           2- 4 :      http//pt.wikipedia.org/wiki/Renascimento
                    Imagens retiradas do Google





















Leia com atenção

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Luciano Dudu