PROVAS EXPERIMENTAIS POR LEON DENIS
Fiel leitor, nesta coletânea de artigos do autor Leon Denis, traduzido por Paulo A Ferreira e revisado por : Lucia F. Ferreira, contendo 18 paginas, sob o título de: “O porquê da vida”, ele dá uma ênfase explicando assuntos interessantes como: solução racional dos problemas da existência, espírito e matéria, vidas sucessivas, justiça e progresso, o propósito supremo dentre outros temas importantes.
Resolvemos trazer para você meu amigo leitor, o Tema PROVAS EXPERIMENTAIS.
No material ele discorre sobre os problemas da vida, mostra como a Doutrina Espírita traz as explicações necessárias para entender o motivo de estarmos neste mundo, para onde iremos, e uma proposta a ser seguida de comportamento moral e explica sobre reencarnação, lei de causa e efeito, justiça Divina, explica o conceito de Espírito e Matéria.
No capítulo Provas experimentais ele recorda a parte histórica da humanidade na busca da espiritualização e mostra espíritos que transitaram neste Orbe com intuito de auxiliar no progresso da Humanidade na corrente do pensamento e da espiritualização da Humanidade. Ele aborda de uma forma convincente que a Doutrina dos Espíritos, vem trazer o norte que a humanidade precisava, e cita nome de grandes homens contemporâneos à sua época, que estudavam de forma metódica a proposta codificada pelo mestre Allan Kardec.
Fique agora com o autor Leon Denis, trazendo as explicações da Provas Experimentais.
Boa Leitura e reflexão
Luciano Dudu.
“A solução que acabamos de dar aos problemas da vida está baseada na mais rigorosa lógica.
Está de acordo com as convicções dos grandes gênios da Antiguidade, com os ensinamentos de Sócrates, de Platão, de Orígenes, dos druidas, cujas profundas visões, hoje reconstituídas pela história, têm confundido o espírito humano há vinte séculos.
Ela forma o fundo das filosofias do Oriente. Tem inspirado obras e atos sublimes; nossos pais, os Gauleses, daí tiraram sua indomável coragem, seu desdém pela morte.
Nos tempos modernos, tem sido professada por Jean Reynaud, Henri Martin, Esquirros, Pierre Leroux, Victor Hugo, etc.
Todavia, malgrado seu caráter absolutamente racional, malgrado a autoridade das tradições sobre as quais repousam, essas concepções seriam qualificadas de puras hipóteses e relegadas ao domínio da imaginação, se não pudéssemos assentá-las sobre uma base inquebrantável, sobre experiências diretas e sensíveis, à disposição de todos.
Fatigado das teorias e dos sistemas, o espírito humano, ante toda nova afirmação, reclama hoje por provas. Essas provas da existência da alma, de sua imortalidade, o Espiritualismo experimental nos traz materiais, evidentes. Basta observá-las fria e seriamente, estudando com perseverança os fenômenos psíquicos, para se convencer de sua realidade e de sua importância e para sentir as vastas conseqüências que terão do ponto de vista das transformações sociais, por trazer uma base positiva, um sólido ponto de apoio às leis morais e ao ideal de justiça, sem os quais nenhuma civilização poderia crescer.
As almas dos mortos se revelam aos humanos.
Manifestam sua presença, conversam conosco, nos iniciam nos mistérios das reencarnações, nos esplendores desse porvir que será nosso.
Isto é um fato real, muito pouco conhecido e muito freqüentemente contestado. As Experiências Espíritas têm sido acolhidas com sarcasmo e todos que disso têm se ocupado, desde o início, têm sido achincalhados, ridicularizados, considerados como tolos.
Tal tem sido em todos os tempos o destino das novas idéias, o acolhimento reservado às grandes descobertas. Considera-se como trivial a utilização das mesas girantes; mas as maiores leis do universo, as mais poderosas forças da natureza, não foram reveladas de uma maneira mais imponente.
Não é graças às experiências feitas com rãs que a eletricidade foi descoberta?
A queda de uma maçã demonstrou a atração universal, e a ebulição de uma marmita, a ação do vapor. Quanto a serem taxados de loucos, os espíritas compartilham nesse ponto a sorte de Salomão de Caus, (2) de Harvey, (3) de Galvani (4) e de tantos outros homens de gênio.
É digno de nota que: a maior parte dos que criticam apaixonadamente esses fenômenos não os têm nem observado nem estudado, ou o têm feito bem superficialmente; ora, entre o número dos que os conhecem e afirmam a sua existência, estão os maiores sábios da época.
Entre esses estão, na Inglaterra: Sir W. Crookes, membro da Sociedade Real de Londres, físico eminente a quem se deve a descoberta da matéria radiante; Russel Wallace, o adversário de Darwin; Warley, engenheiro chefe dos telégrafos; F. Myers, presidente da Sociedade de Pesquisas Psíquicas; O. Lodge, reitor da
Universidade de Birmingham; na América, o jurisconsulto Edmonds, presidente do Senado; o professor Mappes, da Academia nacional; na Alemanha: o astrônomo Zoellner; na França: Camille Flammarion, o doutor Peul Gibier, aluno de Pasteur, Vacquerie, Eugène Nus, C. Fauvety, o Coronel de Rochas, o professor Charles Richet, membro do Instituto, o doutor Maxwell, procurador geral da Corte de apelação de Bordeaux.
Na Itália o célebre professor Lombroso, que após ter contestado por muito tempo a possibilidade dos fatos espíritas, os estudou e então reconheceu publicamente a realidade. Quanto tem sido dito sobre qual lado teria garantias de ter procedido a um exame sério e a uma madura reflexão! Galileu, àqueles que negavam o movimento da Terra respondia "E por si move!" Crook esse pronuncia assim no assunto dos fatos espíritas: "Eu não disse que isso poderia ser, disse que é”. A verdade, no início qualificada de utopia, acaba sempre por prevalecer.
Constatamos, entretanto que a atitude da imprensa a respeito desses fenômenos está sensivelmente modificada.
Não se graceja e ridiculariza mais; entrevê-se aí que há qualquer coisa de seriedade.
Os grandes jornais de Paris, O Figaro, o Matin, o Eclair, o Journal, o Petit Parisien, etc., publicam freqüentemente sérios artigos sobre essas matérias.
A doutrina do espiritualismo experimental se expande no mundo com uma rapidez prodigiosa.
Nos Estados-Unidos, seus adeptos se contam por milhões; na Europa ocidental ela está começando e até nos meios mais afastados, sociedades de investigação se fundam, numerosas publicações aparecem.
Um instituto metafísico foi fundado em Paris, com o concurso do Estado, para o estudo experimental desses fatos.
O concurso de indivíduos particularmente dotados é indispensável para a obtenção dos fenômenos psíquicos.
Os Espíritos não podem agir sobre os corpos materiais, impressionando nossos sentidos, sem uma provisão de fluidos animais que tomam por empréstimo a indivíduos denominados médiuns.
Todo o mundo possui rudimentos de mediunidade, que pode ser desenvolvida pelo trabalho e pelo exercício.
A alma, em sua existência de além-túmulo, não está desprovida de forma.
Possui um corpo fluídico, de matéria vaporosa, quintessenciada, chamada perispírito, que preexiste e sobrevive ao corpo material, do qual é ao mesmo tempo a matriz, o modelo e o motor.
Esse perispírito ou corpo fluídico possui todo um organismo sutil, e é por sua ação, combinada com o fluido vital dos médiuns, que o Espírito se manifesta aos homens, fazendo-os ouvir golpes, deslocando objetos, correspondendo-se por sinais convencionados. Em certos casos, pode mesmo se tornar visível, tangível, produzir a escrita direta, mensagens, e até impressões e moldagens de seu envelope materializado.
Todos esses fatos têm sido observados milhares de vezes pelos sábios para isto designado e por pessoas de toda classe, de todas as idades e de todos os países.
Eles provam experimentalmente a existência, em torno de nós, de um mundo invisível, povoado de almas que deixaram a Terra, entre as quais se encontram as que tínhamos conhecido e amado, e a quem nos juntará um dia.
São elas que nos ensinam a filosofia consoladora e grandiosa da qual esboçamos acima os traços essenciais.
E que se repare bem que essas manifestações, consideradas, por tantos homens - sob o império dos prejulgamentos estreitos - como estranhas, anormais, impossíveis, sempre têm existido. Relacionamentos constantes têm unido o mundo dos Espíritos ao mundo dos vivos.
A história o comprova. A aparição de Samuel a Saul, o gênio familiar de Sócrates, aqueles do Tasse (5) e de Jérôme Cardan (6), as vozes de Joana d'Arc e tantos outros fatos análogos, procedem das mesmas causas.
Somente, que eram considerados outrora como sobrenaturais e miraculosos, apresentando-se hoje com um caráter racional, como um conjunto de fatos regidos por leis rigorosas, cujo estudo faz nascer em nós uma convicção profunda, esclarecida.
O mundo invisível não é em realidade senão o prolongamento do mundo visível.
Além dos limites traçados por nossos sentidos, há formas de matéria e de vida das quais a ciência cada vez mais admite a possibilidade, depois que a descoberta da matéria radiante, a aplicação dos raios X, os trabalhos de Hertz sobre a telegrafia sem fio, de Lockyer sobre as nebulosas, aqueles de Becquerel, Curie e de Lebon sobre a radioatividade dos corpos, lhe abriram todo um domínio ignorado da natureza.
Os fatos espíritas, como se vê, longe de serem desprezíveis, constituem umas das maiores revoluções intelectuais e morais que se tem produzido na história do globo.
Eles são o mais sério argumento que se pode opor ao materialismo. A certeza de viver do lado de lá do túmulo, na plenitude de nossas faculdades e de nossa consciência, faz perder o temor da morte.
O conhecimento das situações felizes ou penosas, vividas pelos Espíritos por suas boas ou más ações, tem uma poderosa ação moral. A perspectiva dos progressos infinitos, das conquistas intelectuais, que esperam todos os seres e os conduz para destinos comuns, pode, por si só, aproximar os homens, unindo por laços fraternais.
A doutrina do Espiritismo experimental é a única filosofia positiva que responde a todas as necessidades morais da humanidade”.
Leon Denis.
Fonte: Leon Denis; O Porquê da Vida,Provas Experimentais; traduzido por : Paulo A Ferreira e revisado por : Lucia F. Ferreira
Imagem: Googl
VISÃO DE PERGOLÈSE.
Amigo leitor, trouxemos um material retirada da Revista Espírita, relatando sobre fatos mediunicos interessantes sobre a vida de mais um artista.
Aprecie, boa leitura e reflexão
Luciano Dudu.
Tem sido freqüentemente contado, e todos conhecem o estranho relato da morte de Mozart, cujo Requiem tão célebre foi à última e a incontestável obra-prima.
Crê-se numa tradição napolitana, muito antiga e muito respeitável, muito tempo antes de Mozart, fatos, não menos misteriosos e não menos interessantes, teriam precedido, senão levado, a morte prematura de um grande mestre: Pergolèse.
Essa tradição, eu a recebi da própria boca de um velho camponês do campo de Nápoles, esse país das artes e das recordações; ele a teve de seus avôs e, em seu culto pelo ilustre senhor do qual falava, ele evitava com todo o cuidado nada mudar em seu relato.
Eu o imitarei e vos darei fielmente o que me contou.
"Vós conheceis, disse-me ele, a pequena cidade de Casaria, a alguns quilômetros de Nápoles, foi lá que, em 1704, Pergolèse recebeu a luz.
"Desde a mais tenra idade, o artista do futuro se revelou. Quando sua mãe como o faz todas as nossas, cantarolava junto dele as lendas rimadas de nossos pais, para dormir // bambino, ou, segundo a expressão ingênua das amas de leite napolitanas, a fim de chamarão redor do berço os pequenos anjos do sono (angelini dei sonno), a criança, diz-se, em lugar de fechar os olhos, os tinha bem abertos, fixos e brilhantes; suas pequenas mãos se agitavam e pareciam aplaudir; aos gritos alegres que escapavam de seu peito ofegante, dir-se-ia que essa alma, apenas eclodida, já estremecia aos primeiros ecos de uma arte que deveria um dia cativá-la inteiramente.
"Aos oito anos, Nápoles o admirava como um prodígio, e durante mais de vinte anos a Europa inteira aplaudiu o seu talento e as suas obras.
Ele fez dar à arte musical um passo imenso; lançou, por assim dizer, o germe de uma era nova que deveria logo dar nascimento aos mestres que se chamam Mozart, Méhul, Beethoven, Haydn e os outros; a glória, em uma palavra, cobria a sua fronte com a mais luminosa auréola.
"E, no entanto, sobre essa fronte, dir-se-ia que uma nuvem de melancolia passeava errante e o fazia pender para a terra.
De tempos em tempos, o olhar profundo do artista se elevava para o céu, como para procurar ali alguma coisa, um pensamento, uma inspiração.
"Quando o questionavam, respondia que uma vaga aspiração enchia sua alma, que no fundo de si mesmo ouvia como os ecos incertos de um canto do céu, que o arrastava e o elevava, mas que não podia agarrar, e que, semelhante ao pássaro que as asas muito fracas não podem levá-lo à sua vontade no espaço, recaía sobre a terra sem ter podido seguir essa suave inspiração.
"Nesse combate, a alma pouco a pouco se esgotava; na mais bela idade da vida, porque ele não tinha então senão trinta e dois anos, Pergolèse parecia já ter sido tocado pelo dedo da morte.
Seu gênio fecundo parecia se tornar estéril desfalecia dia a dia; seus
amigos em vão lhe procuravam a causa e ele mesmo não podia descobri-la.
"Foi neste estado estranho e penoso que passou o inverno de 1735 a 1736.
"Sabeis com que piedade, celebramos aqui, em nossos dias ainda, malgrado o
enfraquecimento da fé, os tocantes aniversários da morte do Cristo; a semana em que a Igreja chama a seus filhos é bem realmente para nós uma semana santa.
Também, em vos reportando à época da fé onde vivia Pergolèse, podeis pensar com que fervor o povo corria em multidão às igrejas para ali meditar as cenas enternecedoras do drama sangrento do Calvário.
"Na sexta-feira santa Pergolèse seguiu a multidão. Em se aproximando do templo, pareceu-lhe que uma calma, há muito tempo desconhecida para ele, se fazia em sua alma, e, quando ultrapassou o portal, sentiu-se como envolvido numa nuvem ao mesmo tempo espessa e luminosa. Logo ele não viu mais nada; um silêncio profundo se fez ao seu redor; depois, diante de seus olhos espantados, e no meio da nuvem onde até agora lhe tinha aparecido ser transportado, ele viu se desenharem os traços puros e divinos de uma virgem inteiramente vestida de branco; ele a viu pousar seus dedos etéreos sobre as
teclas de um órgão, e ouviu como um concerto longínquo de voz melodiosa que insensivelmente se aproximava dele.
O canto que essas vozes repetiam o enchia de encanto, mas lhe era desconhecido; parecia-lhe que esse canto não era outro senão aquele do qual não havia podido, tão freqüentemente, perceber senão os vagos ecos; essas vozes, eram bem aquelas que, há longos meses, lançavam a perturbação em sua alma e que agora ali traziam uma felicidade completa; sim, esse canto, essas vozes, era bem o sonho que tinha perseguido o pensamento, a inspiração que tinha por tanto tempo procurado inutilmente.
"Mas, enquanto sua alma, levada ao êxtase, bebia a grandes tragos as harmonias simples e celestes desse angélico concerto, sua mão, movida como por uma força misteriosa, se agitava no espaço e parecia traçar, com seu desconhecimento, notas que traduziam os sons que o ouvido escutava.
"Pouco a pouco as vozes se afastaram, a visão desapareceu, a nuvem se
desvaneceu e Pergolèse, abrindo os olhos, viu, escrito por sua mão, sobre o mármore do templo, o canto de uma simplicidade sublime, que deveria imortalizá-lo, o Stabat Mater, que desde esse dia o mundo cristão inteiro repete e admira.
"O artista se levantou, saiu do templo, calmo, feliz, e não mais inquieto e agitado.
Mas, nesse dia, uma nova aspiração se apoderou dessa alma de artista; ela tinha ouvido o canto dos anjos, o concerto dos céus; as vozes humanas e os concertos terrestres não lhe podiam mais bastar. “Essa sede ardente, impulso de um vasto gênio, acabou de esgotar o sopro de vida que lhe restava, e foi assim que, aos trinta e dois anos, na exaltação, na febre, ou antes, no amor sobrenatural de sua arte, Pergolèse encontrou a morte.”
Tal é a narração de meu Napolitano. Isto não sou eu o disse, senão uma tradição; não lhe defendo a autenticidade, e a história não a confirma talvez em todo ponto, mas é ela muito tocante para não se comprazer com o seu relato.
ERNESTLENORDEZ.
(Petit Monteur, 12 de dezembro de 1868.)
Fonte: Revista Espírita, Fevereiro de 1869- publicado sob a direção de Allan Kardec- Décimo Segundo Ano.
Imagem: Google.
Biografia de Giovanni Battista Pergolesi
Nascido em : 4 de Janeiro de 1710 – Pozzuoli, 16 de Março de 1736) foi um prolífico compositor, violinista e organista italiano do período Barroco, um dos mais importantes compositores da Opera Buffa.
Pergolesi também escreveu música sacra e deixou uma das mais importantes versões do Stabat Mater (1736).
Vários compositores escreveram arranjos no texto da sequência ordinária do Stabat Mater, mas a versão de Pergolesi é a mais usada de todas.
Pergolesi recebeu a encomenda da Confraternità dei Cavalieri di San Luigi di Palazzo (monges da irmandade de San Luigi di Palazzo) para alterar o seu repertório, que antes usava a versão do texto com música de Alessandro Scarlatti.
Nas óperas, Pergolesi começou por escrever intermezzi que seriam tocados nos intervalos de óperas sérias em dois atos, e recebeu apoio de amigos, como, por exemplo, Jean-Philippe Rameau. Também escreveu diversas árias italianas ao estilo canzone, de muito bom gosto lírico.
Obra
Estre seus trabalhos cómicos e dramáticos incluem-se:
§ La conversione e morte di San Guglielmo (1731), sua primeira ópera;
§ Lo frate 'nnammorato (O irmão apaixonado, 1732, com um texto Neapolitano )
§ La Serva Padrona (A senhorita servente, que estreou no dia 28 de Agosto de 1733).
§ L'Olimpiade (31 de Janeiro de 1735)
§ Il Flaminio (1735).
§ Querelle des Bouffons (a discussão dos comediantes)
§ Stabat Mater (1736)
§ Sallustia
§ Livieta e Traccolo
§ Adriano na Síria
Pergolesi publicou um catálago de suas óperas, cuja edição ainda se encontra à venda, hoje em dia. A maior parte de seu trabalho estreou em Nápoles, mas L'Olimpiade estreou em Roma. Os trabalhos restantes foram os mais publicados no século XVIII, e muitos foram usados por outros compositores, que fizeram arranjos sobre temas dele. Até Johann Sebastian Bach usou a base do seu Salmo , Tilge, Höchster, meine Sünden, BWV 1083. Outros gêneros de composições de Pergolesi incluem sonatas e concertos para violinos.
Imagem : google
REI HENRIQUE III E O FENÔMENO MEDIUNICO
7 de jul de 2011
Amigo leitor, trouxemos em nosso blog essa matéria interessante que foi publica na Revista Espírita de 07 de Julho de 1865, onde trata sobre um fenômeno mediúnico que envolve o já desencarnado Rei Henrique III, e um instrumento musical denominado Espineta.
Espineta é um instrumento musical de cordas beliscadas, dotado de teclado, da família dos cravos. As cordas são beliscadas com uma pena de ave.
Seu uso foi muito difundido na Europa, paralelamente ao do cravo, desde o final do século XV até o século XVIII. Cravo e espineta eram praticamente sinônimos, na França. Na região de Flandres, no século XVII, um virginal era chamado "espineta".
Agora, vamos conhecer um pouco da vida do Rei Henrique III da França.
Henrique III de Valois (19 de Setembro de 1551 — 2 de Agosto de 1589), em francês Henri III de Valois, de nome de batismo Edouard Alexandre foi o quarto filho de Henrique II e Catarina de Médicis.
Em 1578 fundou a Ordem do Espírito Santo, também conhecida como Ordem dos Cavaleiros do Espírito Santo que foi uma ordem de cavalaria subordinada à monarquia francesa. [1]
Ele foi considerado o responsável por levar as finanças do reino à ruína.
Em 1 de agosto de 1589, ele foi apunhalado por um fanático católico chamado Jacques Clément, logo após assassinar Henrique de Guise durante a Guerra dos 3 Henriques, e morre no dia seguinte. Quem lhe sucede é Henrique IV, seu primo. Procedido por Sigismundo II Rei da Polônia 1573-155 e sucedido por Estevão I e Procedido por Carlos IX, Rei da França 1574-589 sucedido por Henrique IV.
Fonte: Wikipedia.org
Imagem : Google
Caro leitor amigo, vamos apreciar agora o material retirado da Revista Espírita de 07 de julho de 1865, que deixa evidenciado um fenômeno de comunicação espiritual.
Boa leitura e reflexão.
LUCIANO DUDU
Revista Espírita, ANO NO. 7 JULHO 1865
ÁRIA E PALAVRAS DO REI HENRI III
O Grand Journal de 4 de junho de 1865 relata o fato seguinte:
'Todos os editores e todos os amadores da música de Paris conhecem o Sr. N. G. Bach, aluno de Zimmermann, primeiro prêmio de piano do Conservatório, no concurso de 1819, um de nossos professores de piano mais estimados e mais honrados, bisneto do grande Sébastian Bach, de quem carrega dignamente o nome ilustre.
"Informado por nosso amigo comum, Sr. Dollingen, administrador do Grand Journal, que o apartamento do Sr. N. G. Bach fora o teatro de um verdadeiro prodígio na noite de 5 de maio último, pedi a Dollingen para me conduzir à casa do Sr. Bach, e fui acolhido no 8 da rua Castellane com uma delicada cortesia.
É inútil acrescentar, penso que foi depois de ter obtido a autorização expressa do herói desta história maravilhosa que me permito contá-la aos meus leitores.
“No dia 4 de maio último, o Sr. Léon Bach, que é um curioso substituto de um artista, trouxe ao seu pai um cravo admiravelmente esculpido”.
Depois de longas e minuciosas procuras, o Sr. Bach descobriu, sobre uma tábua interior, o estado civil do instrumento; ele data do mês de abril de 1564, e foi fabricado em Roma.
“O Sr. Bach passa uma parte do dia na contemplação de seu precioso cravo”. Nele pensava ao se deitar; quando o sono veio fechar sua pálpebra, nele pensava ainda.
"Não há, pois, que se espantar que tivesse tido o sonho seguinte:
“No mais profundo de seu” sono, o Sr. Bach viu aparecer na cabeceira de seu leito um homem que tinha umas longas borlas, os sapatos arredondados na ponta, com grossas barbas em cima, um culote muito grande, uma roupa antiga com mangas colantes com abertura no alto, com pequena gola ao redor do pescoço, com a cabeça coberta com um chapéu pontudo de bordas grandes.
"Esse personagem se abaixou para o Sr. Bach e lhe fez este discurso:
“O cravo que possuis me pertenceu”.
Frequentemente, serviu-me para distrair meu senhor o rei Henri III. Quando ele era muito jovem, compôs uma ária com palavras que gostava de cantar e que eu lhe toquei muitas vezes.
Essa ária e essa palavra às compôs lembrando-se de uma mulher que encontrou numa partida de caça e da qual se tornou apaixonado.
Afastaram-na dele; foi-lhe dito que ela foi envenenada, e o rei com.
Isso teve uma grande dor. Cada vez que estava triste, cantarolava esse romance. Então, para distraí-lo eu tocava no meu cravo uma sarabanda de minha composição de que ele gostava muito.
Também eu confundia sempre esses dois trechos e não deixava de tocá-los um depois do outro. “Vou fazer-te ouvi-los.”
“Então o homem do sonho se aproximou do cravo, fez alguns acordes e cantou a ária com tanta expressão que o Sr. Bach despertou todo em lágrimas”. Acendeu uma vela, olhou a hora, e constatou que eram duas horas depois da meia-noite e não tardou a dormir de novo.
“Está aqui o extraordinário começo”. “No dia seguinte pela manhã, em seu despertar, o Sr. Bach, não ficou mediocremente surpreso de encontrar, sobre sua cama, uma página de música coberta com uma escrita muito fina e notas microscópicas”.
Foi com dificuldade, e com ajuda de um binóculo, que o Sr. Bach, que é muito míope, chegou a se reconhecer no meio desses rabiscos.
"Logo em seguida, o bisneto de Sébastian sentou-se em seu piano e decifrou o trecho.
O romance, as palavras e a sarabanda estavam exatamente conformes com.
Aqueles que o homem do sonho lhe havia feito ouvir durante seu sonho!
“Ora, o Sr. Bach não é sonâmbulo; ora, jamais escreveu um único verso em sua vida e as regras da prosódia lhe são completamente estranhas”.
“Eis o refrão e as três canções tais como as copiamos no manuscrito”. Conservamos sua ortografia que, diga-se de passagem, não é de nenhum modo familiar ao Sr. Bach.
Eu perdi aquela Por quem tinha tanto amor;
Ela tão bela Tinha por mim cada dia
Carinho novo e novo desejo.
Oh! Sim, sem ela,
Me é preciso morrer!
Um dia, durante uma caçada distante,
Eu a vi pela primeira vez,
E acreditei ver um anjo na planície
Quando tornei-me o mais feliz dos reis!
Eu daria, certamente, todo o meu reino
Para revê-la ainda um único instante;
Junto dela sentado debaixo de um humilde colmo
Para sentir meu coração bater admirando-a.
Triste e enclausurada, oh! minha pobre bela,
Ficou longe de mim durante seus últimos dias.
Ela não sente mais sua pena cruel;
Neste mundo, ai de mim! eu sofro sempre.
"Neste romance lamentoso, assim como na sarabanda alegre que segue, a ortografia musical não é menos arcaica do que a ortografia literária.
As chaves são feitas de modo diferente do que se tem o hábito de indicá-las em nossos dias.
O baixo é escrito num tom e o canto num outro. O Sr. Bach teve a cortesia de me fazer ouvir esses dois trechos, que são de uma melodia simples, ingênua e penetrante.
De resto, nossos leitores não tardarão em poder julgá-las com conhecimento de causa.
Elas estão nas mãos dos gravadores e aparecerão no correr da semana na casa do editor Legouix, boulevard Poissonnière, n- 27.
"O jornal da Estoile nos informa que o rei Henri III teve uma grande paixão por Marie de Clèves, marquesa de Isles, morta na flor da idade numa abadia, em 15 de outubro de 1574.
Não seria "a pobre bela triste e enclausurada", da qual faz menção em suas copias?
O mesmo jornal nos informa também que um músico italiano, chamado Baltazarine, veio à França nessa época e que foi um dos favoritos do rei. O cravo pertenceu a Baltazarine?
Foi o Espírito de Baltazarine quem escreveu o romance e a sarabanda? - Mistério que não ousamos aprofundar."
ALBÉRIC SECOND
Fonte: Revista Espírita de 1865, publicada por Allan Kardec
Imagem: Google
A História, o Tempo e o Espírita
1 de mai de 2011
Amigo leitor,
É com muita alegria que compartilhamos com você, que no dia 19 de Abril de 2011, o blog História e Espiritismo, completou um ano de existência.
Queremos agradecer a você, que se tornou nosso fiel leitor, e que durante este tempo de vida do blog, vem acompanhando nossas postagens constantemente.
Nós buscamos de uma forma despretensiosa, trazer em nosso blog, um pouco da história da humanidade fazendo um link com a Doutrina dos Espíritos, codificada pelo Mestre Lionês Allan Kardec, temos o objetivo de tentar mostrar a importância da História na Revelação Espírita.
Neste primeiro ano de existência de nosso blog, contamos com uma quantidade grande de visitantes e leitores, de várias nacionalidades diferentes.
Essas visitas proporciona um incentivo para que em nossa pequenez, continuemos a dar continuidade nesta empreitada de publicar sobre História aliado ao Espiritismo.
Mesmo diante de algumas dificuldades, aliado aos motivos de não sermos historiadores, e não termos formação acadêmica em História, buscamos realizar pesquisas sérias e nós primamos sempre pela pureza doutrinária de Kardec, e por fontes históricas confiáveis.
Tempus regit actum
È uma expressão jurídica latina que significa literalmente o tempo rege o ato, no sentido que as coisas jurídicas se regem pela lei da época em que ocorreram.
Você deve ficar refletindo por que abordamos assuntos históricos fazendo uma ligação com a Doutrina dos Espíritos.
Ao longo de nossos estudos, o trabalho foi amadurecendo e tomando forma especifica e peculiar sobre fatos históricos à luz da doutrina dos espíritos.
Durante estudos realizados ao longo do ano, encontramos materiais interessantes, nas obras básicas de Allan Kardec e de obras espíritas complementares, confiáveis que dão embasamento ao nosso projeto proposto.
Abordaremos a partir de agora “A contribuição da História na Humanidade, relacionado às religiões, as ciências combinadas e principalmente para o Espiritismo”.
Traremos a partir de agora para o conhecimento de nossos leitores, algumas citações de obras espíritas confiáveis:
No livro "Consolador" do Espírito Venerando Emmanuel que no capítulo sobre "ciências combinadas" na questão 80 e 81 diz:
“(...) As chamadas ciências combinadas são expressões do mesmo quadro de conhecimentos humanos, com igual convergência para a sabedoria integral, no plano infinito”. A História, como a conheceis, não é uma estatística dos acontecimentos do planeta através das palavras? Todas elas são processos evolutivos para os valores intelectuais do homem, a caminho das conquistas definitivas de sua personalidade imortal. (...) [1]
Questão de nº81 - Nos planos espirituais a história das civilizações terrestres é conhecida nas mesmas características em que a conhecemos através dos narradores humanos?
A descrição dos fatos é aproximadamente a mesma; todavia, os métodos de apreciação dos acontecimentos e das situações divergem de maneira quase absoluta. Muitas vezes os heróis nos livros da Terra são entidades misérrimas na esfera espiritual. Verifica-se, então, o contrário. Conhecemos Espíritos altíssimos que vieram do mundo cobertos de virtudes gloriosas, e que não constam de nenhuma lembrança da Humanidade. Os altares e as galerias patrióticas da Terra foram sempre comprometidos pela política rasteira das paixões. Poucos heróis do planeta fazem jus a esse título no mundo da verdade. É por essa razão que a história do orbe sendo exata, no concernente à descrição e à cronologia, é ilegítima no que se refere à justiça e à sinceridade (...) [1-a]
No livro “Pelos caminhos da Mediunidade Serena” entrevistas feitas com a médium Yvone Amaral. Pereira, ela diz:
(...) O espírita precisa conhecer um pouco mais de História, a fim de poder dar expansão às inspirações que descerão do invisível, ajudando nos trabalhos que irá realizar para a divulgação de sua crença, pois em todas as civilizações deste mundo existiram o rastro da comunicação dos espíritos e princípios divinos. O doutor Bezerra de Menezes aconselha, constantemente, ser indispensável aos espíritas a leitura da história do cristianismo. Eu mesma tenho observado, às vezes, pessoas falando em público trechos do Evangelho que não estão certos. È preciso conhecê-lo e estudá-lo o mais possível. Ou nós aceitamos o Evangelho ou não. (...) [2]
Um dos grandes colaboradores espirituais da médium Yvone Amaral Pereira, na sua última existência foi, o Espírito Leon Denis, que em parceria mediúnica com a médium Yvone A Pereira, realizou a correção de sua primorosa obra mediúnica “Memórias de um suicida” ditado por Camilo Castelo Branco.
Yvone também foi uma leitora assídua das obras de Leon Denis escritas na época do mestre Allan Kardec.
Encontraremos no livro escrito por Leon Denis, sob o nome de “No invisível”, no capítulo XXVI - A mediunidade gloriosa, um fabuloso trecho que ele dá o aval do comentário feito por Yvone Amaral Pereira, na citação anterior de nº (2), sobre a necessidade de o Espírita conhecer sobre a história:
(...) A história geral é consoladora e grandiosa; reveste as modalidades e o caráter de um drama sacrossanto. Deus envia seu pensamento ao mundo por emissários que incessantemente descem os degraus da escada dos seres e vão levar aos homens a comunicação divina, como os astros enviam à Terra, através das profundezas, suas irradiações sutis. Assim tudo se liga no plano universal. As esferas superiores promovem a educação dos mundos inferiores.
Os Espíritos celestes se fazem instrutores das Humanidades atrasadas. A ascensão dos mundos de prova para os de regeneração é o mais belo espetáculo que pode ser oferecido à admiração do pensador. [3]
No livro “Nova História do Espiritismo”, o historiador Dalmo Duque dos Santos, autor da obra, escreve:
(...)“A pesquisa histórica”, é uma atividade essencialmente científica, mas a historiografia vai além dos instrumentos técnicos da coleta de informações e da organização de dados; ela é a síntese de conhecimento histórico e sua elaboração ocorre sob o efeito emocional da expressão literária. A pesquisa é o meio e a historiografia é o fim; a pesquisa é a técnica e o método de acesso seguro, pelos documentos, aos portais da memória; a historiografia é arte de narrar essas “REVELEÇÕES” do tempo passado (...). [4]
Resolvemos dar uma ênfase agora no assunto Revelação Espírita.
Estudando o capítulo I do livro “A Gênese, os milagres e as predições segundo o espiritismo”, Kardec retrata pontos importantes sobre “Os caracteres da revelação espírita”, ele traz a definição de revelação:
(...) Revelação, do latim “revel are”, cuja raiz é “Vilson, véu, significa literalmente “sair de sob o véu”, figuradamente, descobrir fazer conhecer uma coisa secreta ou desconhecida”. Definindo também no sentindo de qualquer coisa ignorada que é esclarecida, de qualquer ideia nova que nos põe a par daquilo que não sabíamos (...) [5]
(.) O caráter essencial de qualquer revelação deve ser a verdade. Revelar um segredo, é fazer conhecer um fato; se é falso, não é mais um fato e, por consequência, não há revelação. Toda revelação desmentida pelos fatos deixa de o ser; se é atribuída a Deus. Deus não podendo mentir nem enganar-se, ela não pode emanar Dele; deve ser considerado como um produto de concepção humana (...). [6]
(...) O papel de um professor é ensinar aquilo que os alunos não sabem o que não teriam tempo nem possibilidade de descobrir por si mesmo, porque a ciência é a obra coletiva dos séculos e de uma multidão de homens que trouxeram cada um, o seu contingente de observações, e das quais se aproveitam aqueles que vêm depois. O ensino é, assim, na realidade, a revelação de certas verdades científicas ou morais, físicas, metafísicas, feitas por homens que as conhecem a outros que as ignoram e que permaneceriam ignoradas se assim não fosse (...) [7]
Quando Allan Kardec no mesmo livro “A gênese” vai explicar no capitulo IV sobre “o papel da ciência na Gênese” ele cita no item 1:
(...) A história da origem de quase todos os povos antigos se confunde
Com a da religião deles, donde o terem sido religiosos os seus primeiros livros. E como todas as religiões se ligam ao princípio das coisas, que é também o da
Humanidade, elas deram, sobre a formação e o arranjo do Universo,
Explicações em concordância com o estado dos conhecimentos da época e de seus fundadores.
Daí resultou que os primeiros livros sagrados foram ao mesmo tempo os primeiros livros de ciência, como foram, durante largo período, o código único das leis civis (...) [8].
No mesmo capítulo mencionado acima no item 8, o mestre Rivail conhecido como Sr. Allan Kardec comenta: que o homem foi impotente para resolver o problema da criação, até que a ciência lhe deu a chave.
Ele continua enumerando e explicando importância de cada ciência como: a Astrologia, a Física, a Química, a Minerologia, a Botânica, a Zoologia, a Paleontologia, a Antropologia, e na ciência em questão que estudamos que é vinculada a História que é a Arqueologia, ele diz que o homem foi capaz através desta ciência de seguir os traços da humanidade através das idades.
E que todas as ciências, numa palavra, se completam umas às outras, e assim lhe trazem seu contingente indispensável ao conhecimento da história do mundo, caso elas não existissem, o homem não teria por guia outra coisa senão suas primeiras hipóteses.
E que todas as ciências, numa palavra, se completam umas às outras, e assim lhe trazem seu contingente indispensável ao conhecimento da história do mundo, caso elas não existissem, o homem não teria por guia outra coisa senão suas primeiras hipóteses.
Desde que é impossível conceber a Gênese sem os dados fornecidos pela ciência, é lícito dizer-se de modo totalmente verdadeiro, que a ciência é convocada para constituir a verdadeira Gênese, conforme as leis da Natureza (...) [9]
Ainda tratando sobre Revelação Espírita e estudo da Historia da Humanidade, encontraremos nas preliminares do livro “O Espírito e o Tempo do saudoso e respeitável José Herculano Pires, comentários interessantes e uma reflexão sobre qual a forma mais apropriada de introduzir um iniciante nos estudos da Doutrina Espírita”.
Ele afirma que seria apropriado o iniciante dos estudos espíritas, conhecer sobre o histórico do desenvolvimento espiritual do homem.
Que o iniciante deverá, ter conhecimentos dos fatos históricos da mediunidade e da história do inicio do espiritismo; com intuito de se evitar grandes equívocos.
Tais estudos, sobre a evolução histórica da humanidade, no campo social, filosófico e religioso, ele irá aprender com os erros e com acertos de nossa história passada, ou seja, de tudo que nós espíritos seculares realizamos nesse orbe terrestre nas reencarnações anteriores. [10]
Leon Denis em seu livro “No invisível” no capítulo “a mediunidade gloriosa”, comprova a importância de estudar sobre o assunto: “O histórico do desenvolvimento espiritual do homem e do histórico da mediunidade”, citado no item anterior por J. Herculano Pires.
(...) Os médiuns do nosso tempo são muitas vezes tratados com ingratidão, desprezados, perseguidos. Se, entretanto, num golpe de vista abrangermos a vasta perspectiva da História, veremos que a mediunidade, em suas várias denominações, é o que há de mais importante no mundo. Quase todos os privilegiados - profetas, videntes, missionários, mensageiros de amor, de justiça e de verdade foram médiuns, no sentido de que se comunicavam com o invisível, com o infinito.
Bem se poderia, sob muitos pontos de vista, dizer que o gênio é uma das formas de mediunidade. Os homens de gênio são inspirados, na acepção fatídica e transcendental dessa palavra. São os intermediários e mensageiros do pensamento superior.
Sua missão é imperativa. E por eles que Deus conversa com o mundo; que incita e atrai a si a Humanidade. Suas obras são fanais que ele acende pela extensa rota dos séculos a fora (...). [11]
Sua missão é imperativa. E por eles que Deus conversa com o mundo; que incita e atrai a si a Humanidade. Suas obras são fanais que ele acende pela extensa rota dos séculos a fora (...). [11]
Devemos por isso considerá-los meros instrumentos, e não terão eles direito algum à nossa admiração?
Assim não o entendemos. O gênio é antes de tudo uma aquisição do passado, o resultado de pacientes estudos seculares, de lenta e penosa iniciação, que vieram a desenvolver no indivíduo aptidões imensas, uma profunda sensibilidade, que o predispõe às influências elevadas. Deus reserva a luz unicamente àquele que por muito tempo a procurou, pediu e com veemência a desejou. [12]
Assim não o entendemos. O gênio é antes de tudo uma aquisição do passado, o resultado de pacientes estudos seculares, de lenta e penosa iniciação, que vieram a desenvolver no indivíduo aptidões imensas, uma profunda sensibilidade, que o predispõe às influências elevadas. Deus reserva a luz unicamente àquele que por muito tempo a procurou, pediu e com veemência a desejou. [12]
Grande parte da obra de Leon Denis “No invisível”, ele aborda a comunicação dos espíritos em toda história da humanidade.
(...) Em todas as épocas, tem o mundo invisível colaborado com o mundo dos mortais, nele transfundindo suas aspirações e socorros. Os milagres do passado são os fenômenos do presente; só os nomes mudam; os fatos espíritas são eternos. Assim, tudo se explica se esclarece e se compreende. Ante o imenso panorama do passado se inclina o pensador, empunhando o facho do novo Espiritualismo; e essa luz, na vastidão dos séculos, a poeira dos destroços, que a História registrou, brilha a seus olhos como auríferas centelhas. [13].
Continuando a importância da necessidade de estudo sobre a filosofia Espírita abordada por Jose Herculano Pires no livro O Espírito e o Tempo, encontramos uma abordagem sintetizada do autor:
(...) “Mas é evidente, que a introdução a qualquer ramo do conhecimento, como explica o filósofo Julián Marias, no caso particular da Introdução à Filosofia, exige sempre novas perspectivas, de acordo com o fluir do tempo. A introdução, diz Marias, é o "agora", o circunstancial, o ato de introduzir alguém em alguma coisa. Essa alguma coisa, seja a Filosofia, ou seja, o Espiritismo, é uma realidade histórica, uma coisa que existe de maneira concreta. ”(...) [14].
Sendo o Espiritismo uma realidade histórica, afirmada pelo codificador e seus sucessores, tem ele o seu passado e o seu presente, como terá o seu futuro. No tempo de Kardec, introduzir alguém no estudo do Espiritismo era introduzi-lo numa realidade nascente, numa verdadeira problemática em ebulição, num processo histórico em princípio de definição, e principalmente "numa nova ordem de ideias". Hoje, é introduzir esse alguém num processo já definido, e não apenas numa ordem de ideias, mas também no quadro histórico em que essa ordem surgiu. Dessa maneira, é introduzi-lo também na própria introdução de Kardec. (...) [15].
Leon Denis em seu livro “No Invisível”, evidência que a Doutrina Espírita foi um marco na Humanidade:
(...) O Espiritismo representa uma fase nova da evolução humana. A lei que, através dos séculos, tem conduzido as diferentes frações da Humanidade, longo tempo separadas, a gradualmente aproximar-se, começa a fazer sentir no Além os seus efeitos. Os modos de correspondência que entretêm na Terra os homens vão-se estendendo pouco a pouco aos habitantes do mundo invisível, enquanto não atingem, mediante novos processos, as famílias humanas que povoam as Terras do espaço. (16)
Fiel leitor, após estudarmos as citações de alguns confrades espíritas e por Espíritos Venerandos, nas postagens anteriores, nós podemos concluir que:
O estudo sobre a História servirá como ferramenta facilitadora para a compreensão da margem evolutiva da humanidade, seja no campo social, humanitário, religioso, espiritual e moral.
Esses conhecimentos sobre a história e evolução nos proporcionarão mais subsídios para CRERMOS que a Doutrina dos Espíritos é o Consolador Prometido, que nos disse Nosso Senhor Jesus Cristo:
“E eu regorei ao Pai, e Ele vos dará outro consolador, para que fique eternamente convosco, o Espírito da Verdade, a quem o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece. Mas vós o conhecereis por que ele ficará convosco e estará em vós. - Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (João XIV, 15 a 17; 26).
Conhecer um pouco sobre o Histórico da espiritualização do homem, as civilizações que existiram, suas culturas, conforme propõe Herculano Pires, Emmanuel, Yvone Amaral Pereira, e Allan Kardec nos itens anteriores, facilitará o entendimento das revelações propostas pelos Espíritos Venerandos nos estudos da obra kardequiana, onde citaremos apenas algumas delas como: As três revelações das Leis Divinas, a destinação da Terra, as causa de tais misérias humanas, as leis de causa e efeito, a ação e reação, as causas anteriores e atuais das aflições, os tormentos voluntários, as leis da Justiça Divina, o objetivo do monoteísmo, a reencarnação, à prática da mediunidade com Jesus, a busca da iluminação interior e a principalmente a maior proposta do Cristo “Amai-vos uns aos outros como vos amei”.
Quando estudamos a obra o Consolador, o benfeitor Emmanuel deixa claro que muitos heróis terrenos conhecidos pela história vivem atualmente ou em situações misérrimas nas esferas superiores ou conseguiram uma ascensão espiritual de acordo com seus estágios na Terra, e o que fizeram de suas missões designadas pelo Governador da Terra, no auxilio da evolução espiritual da humanidade.
E com base nos estudos históricos compreenderemos que a criatura humana continua a engatinhar na senda da evolução espiritual e “que um dia todos nós, estamos condenados à perfeição”.
Em grande parte das citações colocadas nas postagens acima, feita pelos autores: Yvone Amaral Pereira, José Herculano Pires, Emmanuel, Leon Denis, e Allan Kardec, os autores são categóricos em dizer que o estudo da história da humanidade, de sua espiritualização como criatura humana, em suas quedas em determinados momentos e ascensão em outras, descrevendo os seus conflitos e conquistas, nestes relatos históricos, nos facilita a percepção nas entrelinhas, como sempre foi e continua sendo, o amparo da providência Divina à humanidade contribuindo na marcha da evolução.
Tais aprendizados históricos, segundo Yvone A. Pereira,“facilitará ao Espírita para dar expansão às inspirações que descerão do invisível, ajudando nos trabalhos que irá realizar na proposta de divulgar a crença que professa”. Aproveito para complementar a bela colocação da médium com uma instrução dos Espíritos Superiores: “Espíritas, eis o primeiro mandamento, e ainda complementam: Ide e instruí-vos”.
Relembrando do conceito do Historiador Dalmo Duque dos Santos que “a história é arte de narrar a revelações do tempo passado”.
Com base na proposta de nosso blog que é estudar a “História e Espiritismo”, enfocaremos a questão da revelação com base nos postulados espíritas, onde Kardec propõe que a aliança da ciência com a religião é a única forma da criatura humana, conhecer um pouco mais de sua origem, e que a revelação espírita vem trazer a verdade conforme foi proposto por Nosso Senhor Jesus Cristo,” Eu sou o caminho a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai senão por mim”. (João 14/6).
Esta postagens acerca deste assunto tem um objetivo principal que é esclarecer a importância da história na revelação espírita.
Aproveitamos a oportunidade para evidenciar um novo marco de nosso projeto de divulgação espírita, onde iniciaremos um trabalho de apresentarmos em nosso blog, nas próximas postagens “A HISTORIA DO ESPIRITISMO”, para conhecermos a História de como veio a lume a Codificação Espírita.
Abordaremos assuntos como:
· Quem foi Hippolyte- Léon Denizar Rivail,
· Conheceremos um pouco da França em que viveu Hippolyte- Léon Denizar Rivail, dando abordagens nos campos: da arte, da filosofia, da religião, da educação e da política.
· Como ocorreu “A invasão organizadas dos espíritos”, e como o Sr. Rivail interessou-se em estudar os fenômenos mediúnicos.
· Quando o Sr. Rivail torna-se Allan Kardec, e sua missão.
· Quem foram os espíritos encarnados contemporâneos a Allan Kardec que contribuíram para a codificação da Doutrina Espírita e pela sua divulgação, e após seu desencarne outros trabalhadores que deram continuidade na Divulgação da Doutrina Espírita, na Europa, no Brasil e no Mundo.
· As lutas de Allan Kardec para implantar a Doutrina dos Espíritos.
· Qual foi a ordem cronológica do Pentateuco Kardequiano e quais razões desta ordem segundo estudiosos.
· Como foi a investigação de fenômenos mediúnicos na época, por ele.
Enfim, buscaremos fazer um estudo metódico sobre ”A História do Espiritismo”.
Fiel Leitor aprecie, conosco essa magnífica história que se inicia com a vida do mestre Lionês Rivail e encerra-se em Chico Xavier.
Luciano Dudu
Referências bibliográfica:
[1] Emmanuel (Espírito). O consolador/ Emmanuel; [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. - Brasília, DF: FEB, 1995, p.59-61.
[2] Pereira, Yvone Amaral. Pelos caminhos da mediunidade Serena. – São Paulo, SP: Ed Lachâtre, 2007, p.92.
[3] Denis, Leon. No invisível – Rio de Janeiro, RJ: Ed FEB, 2007, p.419-457.
[4] Santos,Dalmo Duque. Nova História do Espiritismo – Limeira, SP: Ed Conhecimento , 2010, p.9.
[5-7] Kardec, Allan. A Gênese: Os milagres e as predições Segundo o Espiritismo Allan Kardec – Limeira, SP: Ed LAKE, 1999, p.10-11.
[8-9] Kardec, Allan. A Gênese: Os milagres e as predições Segundo o Espiritismo Allan Kardec – Limeira, SP: Ed LAKE, 1999, p.71-72.
[10] Pires, José Herculano. O espírito e o tempo: introdução antropológica – São Paulo, SP: Ed EDICEL, 1979, p.6-7.
[11-13] Denis, Leon. No invisível – Rio de Janeiro, RJ: Ed FEB, 2007, p.419-457.
[14-15] Pires, José Herculano. O espírito e o tempo: introdução antropológica – São Paulo, SP: Ed EDICEL, 1979, p.6-7.
[16] Denis, Leon. No invisível – Rio de Janeiro, RJ: Ed FEB, 2007, p.419-457.
Nota de esclarecimento
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Agradeço a todos que compartilham na rede tais imagens e até mesmo textos.
Caso haja algum problema de utilização em meu blog de algum material de sua autoria, entre em contato para que eu proceda a retirada.
Luciano Dudu
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