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A VISÃO ESPIRITUAL DE ALLAN KARDEC

18 de set de 2011



Autor : Espírito Humberto de Campos
Psicografada em : 28 de setembro de 1936

Como as demais criaturas terrenas, o grande missionário de Lião, que se chamou Hippolyte Rivail, ou Allan Kardec, foi catalogado, em 3 de outubro de 1804, nas estatísticas humanas, retomando um organismo de carne para cumprimento de sua maravilhosa tarefa.
Cento e trinta e dois anos são passados sobre o acontecido e o apóstolo francês é lembrado, carinhosamente, na memória dos homens.
Professor dedicado ao seu grandioso ideal de edificar as almas, discípulo eminente de Pestalozzi, Allan Kardec trazia, desde o início de sua mocidade, a paixão pelas utilidades das coisas do espírito.
Suas obras didáticas estão cheias de amor a esse apostolado
Até depois de 50 anos, sua palavra confortadora e sábia dirigiu-se às escolas, seus fosfatos foram consumidos nos mais nobres labores do intelecto, em favor da formação da juventude; suas mãos de benfeitor edificaram o espírito da infância e da mocidade de sua pátria.
Sua vida de homem está repleta de grandes renúncias e sublimes dedicações. Nunca os insultos e as ações dos traidores lhe entibiaram o ânimo de soldado do bem.
Os espíritos das estradas do mundo não lhe trucidaram o coração temperado no aço da energia espiritual e no ouro das convicções sadias que lhe povoaram toda a existência.
Recordando a beleza perfeita dos planos intangíveis, que vinha de deixar para cumprir na Terra a mais elevada das obrigações de um missionário, sob as vistas amoráveis de Jesus, Allan Kardec fez da sua vida um edifício de exemplos enobrecedores, esperando sempre a ordem do Mestre Divino para que suas mãos intrépidas tomassem a charrua das ações construtoras e edificantes.
Só depois de 50 anos sua personalidade adquiriu a precisa preponderância e sua atividade, o desdobramento necessário, prestigiando-se a sua tarefa na codificação do Espiritismo, que vinha trazer à humanidade uma nova luz para a solução do amargo problema do destino e da dor.
Ninguém como ele compreendeu tanto a necessidade da intervenção das forças celestes para que as conquistas do pensamento humano, sintetizado no surto das civilizações, não se perdessem na noite dos materialismos dissolventes.
Ele sentiu, refletindo as poderosas vibrações do Alto, que os seus contemporâneos preparavam a extinção de toda a crença e de toda a esperança que deveriam fortalecer o espírito humano, nas
dolorosas transições do século XX.
As especulações filosóficas e científicas de Comte, Virchow, Büchner e Moleschot, aliadas ao sibaritismo dos religiosos, teriam eliminado fatalmente a fé da Humanidade no seu glorioso porvir espiritual, em todos os setores da
civilização do Ocidente, se o missionário de Lião não viesse trazer aos homens a cooperação da sua renúncia e dos seus abençoados sacrifícios.
Quando Jesus desceu um dia à Terra para oferecer às criaturas a dádiva da sua vida e do seu amor, seus passos foram precedidos pelos de João Batista, que aceitara a dolorosa
tarefa de precursor, experimentando todos os martírios no deserto.
O Consolador prometido à Terra pelo coração misericordioso do Divino Mestre, e que é o Espiritismo, teve o sacrifício de Allan Kardec – o precursor da sua gloriosa disseminação no peito atormentado das criaturas humanas.
Seu retiro não foi a terra brava e estéril da Judéia, mas o deserto de
sentimentos das cidades tumultuosas; no burburinho das atividades dos homens, no turbilhão das suas lutas, ele experimentou na alma, muitas vezes, o fel do apodo e do insulto dos malevolentes e dos ingratos.
Mas, sua obra aí ficou como o roteiro maravilhoso do país abençoado da redenção.
Espíritos eminentes foram ao mapa de suas atividades para conhecerem melhor o caminho.
Flammarion se embriaga no perfume ignorado dessas terras misteriosas do novo conhecimento, descobertas pela sua operosidade de instrumento do
Senhor, e apresenta ao mundo as suas novas teorias cosmológicas, enchendo a fria matemática astronômica de singular beleza e suave poesia. Sua obra – “Lês Forces Naturelles Inconnues” é um caminho aberto às indagações científicas que teriam mais tarde, com Reichet, amplos desenvolvimentos. Gabriel Delanne e Leon Denis se inflamam de entusiasmo diante das obras do mestre e ensaiam a filosofia espiritualista, inaugurando uma nova época para o pensamento religioso, alargando as perspectivas infinitas da ciência universal.
E, desde os meados do século que passou, a figura de Kardec se eleva cada vez mais no conceito dos homens.
O interesse do mundo pela sua obra pode ser conhecido pelo número de edições de seus livros, e, na hora que passa, cheia de nuvens nos horizontes da Terra e de amargas apreensões no seio de suas criaturas, nenhuma homenagem há, mais justa e mais merecida, do que essa que se prepara em todos os recantos onde a consoladora doutrina do Espiritismo plantou a sua bandeira, como preito de admiração ao ilustre e benemérito codificador.
O Brasil evangélico deve orgulhar-se das comemorações que levará a efeito, lembrando a personalidade inconfundível do grande missionário francês, porque a obra mais sublime de Allan Kardec foi a reedificação da esperança de todos os infortunados e de todos os infelizes do mundo, no amor de Jesus-Cristo.
Conta-se que logo após a sua desencarnação, quando o corpo ainda não havia baixado ao Père-Lachaise (1) para descansar à sombra do dólmen dos seus valorosos antepassados, uma multidão de Espíritos veio saldar o mestre no limiar do sepulcro.
Eram antigos homens do povo, seres infelizes que ele havia consolado e redimido com suas ações prestigiosas, e, quando se entregavam às mais santas expansões afetivas, uma lâmpada maravilhosa caiu do céu sobre a grande assembléia dos humildes, iluminando-a com uma luz que, por sua
vez, era formada de expressões do seu “Evangelho segundo o Espiritismo”, ao mesmo tempo em que uma voz poderosa e suave dizia do Infinito:
- “Kardec, regozija-te com a tua obra! A luz que acendeste com os teus sacrifícios na estrada escura das descrenças humanas vem felicitar-te nos pórticos misteriosos da Imortalidade...
O mel suave da esperança e da fé que derramaste nos corações sofredores da Terra, reconduzindo-os para a confiança da minha misericórdia, hoje se entorna em tua própria alma, fortificando-te para a claridade maravilhosa do futuro. No céu estão guardados todos os prantos que choraste e todos os sacrifícios que empreendeste...
Alegra-te no Senhor, pois teus labores não ficaram perdidos.
Tua palavra será uma bênção para os infelizes e desafortunados do mundo, e ao influxo de tuas obras a Terra conhecerá o Evangelho no seu novo dia!...”
Acrescenta-se, então, que grandes legiões de Espíritos eleitos entoaram na Imensidade um hino de hosanas ao homem que organizara as primícias do Consolador para o planeta terreno e que, escoltado pelas multidões de seres agradecidos e felizes, foi o mestre, em demanda das esferas luminosas, receber a nova palavra de Jesus.
***
Kardec! eu não te conheci e nem te poderia entender na minha condição de homem perverso da Terra, mas recebe, no dia em que o mundo lembra, comovido, a tua presença entre os homens, o preito da minha amizade e da minha admiração.

Nota:
(1) Pequeno engano do cronista, pois que o corpo foi sepultado primeiramente no Cemitério de Montmartre. A trasladação dos despojos para o dólmen do Père-Lechaise fez-se um ano
depois. (Nota da Editora – FEB).


Fonte: Extraído do livro Crônicas de além tumulo- Francisco C. Xavier/ Humberto de Campos – Editora FEB.


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O ENCONTRO DOS ESP. SIMAO PEDRO E HUMBERTO DE CAMPOS

                                      Pintura de Jesus com o apóstolo Simão Pedro.


Amigo Leitor, extraímos do livro Crônicas de Além túmulo, um encontro muito interessante entre o Espírito Humberto de Campos e o Venerando Espírito que estagiou como o apóstolo Simão Pedro.
Simão Pedro faz vários comentários acerca do movimento religioso cristão.
A entrevista de Humberto de Campos foi psicogrado em 25 de agosto de 1936, pelo saudoso Chico Xavier.

Aprecie e boa leitura.

Luciano Dudu



PEDRO O APÓSTOLO



Enquanto a Capital dos mineiros, dirigida pelos seus elementos eclesiásticos, se prepara, esperando as grandes manifestações de fé do segundo Congresso Eucarístico Nacional, chegam os turistas elegantes e os peregrinos invisíveis.
Também eu quis conhecer de perto as atividades religiosas dos conterrâneos de Augusto de Lima.
Na Praça Raul Soares, espaçosa e ornamentada, vi o monumento dos congressistas, elevando-se em forma de altar, onde os altos religiosos serão celebrados.
No topo, a custódia, rodeada de arcanjos petrificados, guardando o símbolo suave e branco da eucaristia, e, cá em baixo, nas linhas irregulares da terra, as acomodações largas e fartas, de onde o povo assistirá, comovido, às manifestações de Minas católica.
Foi nesse ambiente que a figura de um homem trajado à israelita, lembrando alguns tipos que em Jerusalém se dirigem, freqüentemente, para o lugar sagrado das lamentações, aguçou a minha curiosidade incorrigível de jornalista.
- Um judeu?!
– exclamei, aguardando as novidades de uma entrevista.
- Sim, fui judeu, há algumas centenas de anos – respondeu laconicamente o interpelado.
Sua réplica exaltou a minha bisbilhotice e procurei atrair a atenção da singular personagem.
- Vosso nome?
– continuei.
- Simão Pedro.
- O Apóstolo?
E a veneranda figura respondeu afirmativamente, colando ao peito os cabelos respeitáveis da barba encanecida.
Surpreso e sedento da sua palavra contemplei aquela figura hebraica, cheia de simplicidade e simpatia.
Ao meu cérebro afluíam centenas de perguntas, sem que pudesse coordená-las devidamente.
- Mestre – disse-lhe, por fim -, Vossa palavra tem para o mundo um valor inestimável.
A cristandade nunca vos julgou acessível na face da Terra, acreditando que vos conserváveis no Céu, de cujas portas resplandecentes guardáveis a chave maravilhosa.
Não teríeis algumas mensagens do Senhor para transmitir à Humanidade, neste momento angustioso que as criaturas estão vivendo?
E o Apóstolo venerável, dentro da sua expressão resignada e humilde, começou a falar:
- Ignoro a razão por que revestiram a minha figura, na Terra, de semelhantes honrarias.
Como homem, não fui mais que um obscuro pescador da Galiléia e, como discípulo do Divino Mestre, não tive a fé necessária nos momentos oportunos. O Senhor não poderia, portanto, conferir-me privilégios, quando amava todos os seus apóstolos com igual amor.
- É conhecida, na história das origens do Cristianismo, a vossa desinteligência com Paulo de Tarso. Tudo isso é verdadeiro?
- De alguma forma, tudo isso é verdade – declarou bondosamente o Apóstolo. – Mas, Paulo tinha razão. Sua palavra enérgica evitou que se criasse uma aristocracia injustificável, que, sem ele, teria que desenvolver-se fatalmente entre os amigos de Jesus, que se haviam retirado de Jerusalém para as regiões da Batanéia.
- Nada desejais dizer ao mundo sobre a autenticidade dos Evangelhos?
- Expressão autêntica da biografia e dos atos do Divino Mestre, não seria possível acrescentar qualquer coisa a esse livro sagrado.
Muita iniqüidade se tem verificado no mundo em nome do estatuto divino, quando todas as hipocrisias e injustiças estão nele sumariamente condenadas.
- E no capítulo dos milagres?
- Não é propriamente milagre o que caracterizou as ações práticas do Senhor. Todos os seus atos foram resultantes do seu imenso poder espiritual. Todas as obras a que se referem os Evangelistas são profundamente verdadeiras.
E, como quem retrocede no tempo, o Apóstolo monologou:
- Em Carfanaum, perto de Genesaré, e em Betsaida, muitas vezes acompanhei o Senhor nas suas abençoadas peregrinações.
Na Samaria, ao lado de Cesaréia de Felipe, vi suas mãos carinhosas dar vistas aos cegos e consolação aos desesperados.
Aquele sol claro e ardente da Galiléia ainda hoje ilumina toda a minha alma e, tantos séculos depois de minhas lutas no mundo, ao lado de alguns companheiros procuro reivindicar para os homens a vida perfeita do Cristianismo, com o advento do Reino de Deus, que Jesus desejou fundar, com o seu exemplo, em cada coração...
- Os filósofos terrenos são quase unânimes em afirmar que o Cristo não conhecia a evolução da ciência grega, naquela época, e que as suas parábolas fazem supor a sua ignorância acerca da organização política do Império Romano: seus apóstolos falam de reis e príncipes que não poderiam ter existido.
- A ação do Cristo – retrucou o Apóstolo – vai mais além que todas as atividades e investigações das filosofias humanas.
Cada século que passa imprime um brilho novo à sua figura e um novo fulgor ao seu ensinamento.
Ele não foi alheio aos trabalhos do pensamento dos seus contemporâneos. Naquele tempo, as teorias de Lucrécio, expandidas alguns anos antes da obra do Senhor, e as lições de Filon em Alexandria, eram muito inferiores às verdades celestes que Ele vinha trazer à Humanidade atormentada e sofredora...
E, quando a figura venerada de Simão parecia prestes a prosseguir na sua jornada, inquiri, abruptamente:
- Qual o vosso objetivo, atualmente, no Brasil?
- Venho visitar a obra do Evangelho aqui instituída por Ismael, filho de Abraão e de Agar, e dirigida dos espaços por abnegados apóstolos da fraternidade cristã.
- E estais igualmente associado às festas do segundo Congresso Eucarístico Nacional?
–perguntei.
Mas, o bondoso Apóstolo expressou uma atitude de profunda incompreensão, ao ouvir as minhas derradeiras palavras.
Foi quando, então, lhe mostrei o rico monumento festivo, as igrejas enfeitadas de ouro, os movimentos de recepção aos prelados, exclamando ele, afinal:
- Não, meu filho!... Esperam-me longe destas ostentações mentirosas os humildes e os desconsolados.
O Reino de Deus ainda é a promessa para todos os pobres e para todos os
aflitos da Terra.
A Igreja romana, cujo chefe se diz possuidor de um trono que me pertence,
está condenada no próprio Evangelho, com todas as suas grandezas bem tristes e bem miseráveis.
A cadeira de São Pedro é para mim uma ironia muito amarga...
Nestes templos faustosos não há lugares para Jesus, nem para os seus continuadores...
- E que sugeris, Mestre, para esclarecer a verdade?
Mas, nesse momento, o Apóstolo venerando enviou-me um gesto compassivo e piedoso, continuando o seu caminho, depois de amarrar, resignadamente, o cordão das sandálias.


Fonte: Extraído do livro Crônicas de além tumulo- Francisco C. Xavier/ Humberto de Campos – Editora FEB.


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O MÉDIUM EMMANUEL SWEDENBORG É PRECURSOR DO ESPIRITISMO?

18 de jul de 2011



Caro leitor, pedimos licença para o autor do blog autoresespirtasclassicos.com, para postar um artigo muito interessante escrito por ele sobre  a biografia de Emmanuel Swedenborg.
O autor do artigo  fala da importância do médium para os estudos dos fenômenos mediúnicos, e o posicionamento de vários escritores sobre o papel dele como precursor da Doutrina dos Espíritos.
 Futuramente traremos outro material exposto por um estudioso a Historia do Espiritismo sobre o assunto em pauta.
Boa Leitura

LUCIANO DUDU

Um dos precursores do Espiritismo, Swedenborg era um homem culto e de grande inteligência.
Suas visões do mundo espiritual geraram relatos que foram comprovados posteriormente pelos trabalhos de Allan Kardec e André Luiz.

De acordo com uma definição brilhante do Prof. José Herculano Pires no livro O Espírito e o Tempo, o Espiritismo se formou como uma estrela no seio de uma nebulosa e faz parte de uma verdadeira galáxia que se estende até o infinito, abrangendo desde os mundos inferiores até os mais elevados.
Os estudiosos se detiveram, então, na procura do foco de onde teria sido irradiada a elaboração da doutrina espírita propriamente dita e isso remeteu, segundo Sir Arthur Conan Doyle, a Emmanuel Swedenborg.

O célebre escritor inglês disse ainda que a elaboração da doutrina vinha sendo preparada cuidadosamente, mencionando "batedores" e "patrulhas de vanguarda" que prepararam o terreno para uma "invasão espiritual organizada" de nosso mundo. Como não poderia deixar de ser, Swedenborg pode e deve ser considerado o primeiro desses batedores, pois se lançou literalmente na elaboração de uma doutrina, alavancado por sua magnífica cultura e poderosa inteligência. Pode ser considerado como um dos precursores do Espiritismo.

Emmanuel Swedenborg nasceu em Estocolmo, na Suécia, em 1688, portanto, 169 anos antes do lançamento da primeira edição de O Livro dos Espíritos, em 18 de abril de 1857.
Em sua época, foi considerado na Europa como uma pessoa de grande cultura e inteligência. Atuava em várias especialidades, como engenharia de minas, zoologia, anatomia, metalurgia, física e astronomia, destacando-se ainda como homem versado em finanças e política.

Swedenborg foi um dos médiuns mais proeminentes na produção mediúnica e deu inúmeras informações sobre o mundo espiritual, confirmadas posteriormente através do consenso universal, quando foi feita a codificação do Espiritismo. Consta que ele costumava ter visões desde criança, fenômeno que ocorria esporadicamente e que foi se apagando ao atingir a puberdade e a juventude. Entretanto, em abril de 1744, quando estava em Londres, suas forças psíquicas desabrocharam súbita e impetuosamente, permanecendo nesse nível durante muitos anos, até seu desencarne, em 1772, aos 84 anos de idade.


Aparecimento da Mediunidade:

Conan Doyle o chamava de "pai do nosso novo conhecimento dos fenômenos sobrenaturais". Com relação ao desabrochar de sua mediunidade, Swedenborg costumava descrever como ocorria o fenômeno que o mantinha em contato permanente com o mundo espiritual, dizendo que, em uma certa noite, o mundo dos espíritos se abriu para ele, encontrando muitas pessoas de seu conhecimento e de todas as condições. "Desde então, diariamente o Senhor abria os olhos de meu espírito para que eu pudesse ver, perfeitamente desperto, o que se passava no outro mundo e conversar, em plena consciência, com anjos e espíritos", afirmava.

Sobre sua primeira visão espiritual, Swedenborg dizia que "uma espécie de vapor se exalava dos poros do corpo, era um vapor aquoso que caía sobre o tapete". Essa era uma perfeita descrição do ectoplasma, considerado a base dos fenômenos físicos produzidos pelos espíritos.
 Essa substância foi chamada também de ideoplasma, pois toma a forma que o espírito lhe dá instantaneamente.
 No caso do médium, conforme sua descrição, o ideoplasma se transformou em vermes, interpretando como um sinal de que seus guias espirituais lhe desaprovavam o regime alimentar, pois tal fenômeno era acompanhado por um aviso, pela clarividência, de que deveria ser mais cuidadoso a esse respeito.

Mas como Swedenborg interpretava os fenômenos mediúnicos, considerando-se que ainda não havia sido feita a codificação do Espiritismo, que explica cientificamente estes fatos?
 Ele considerava que seus poderes psíquicos se relacionavam com o sistema respiratório, raciocinando que, como o ar atmosférico e o éter nos envolvem, seria possível que algumas pessoas respirassem mais éter do que ar e, assim, alcançassem um estado psíquico mais etéreo.
 É bom lembrar que o sistema indiano do yoga repousa sobre essa mesma idéia.


A missão de Swedenborg:

Tudo indica que a tarefa atribuída a Emmanuel Swedenborg pelos dirigentes espirituais foi de divulgar os conhecimentos que adquirisse em contato com o mundo dos espíritos.
 No entanto, sua mente privilegiada em relação ao nível de inteligência e cultura foi prejudicial em certo sentido, adulterando os resultados do que lhe foi permitido observar nesse mundo além-túmulo e levando-o a querer criar uma teologia própria, não aceitando opiniões contrárias aos seus próprios pontos de vista.
Swedenborg tentou criar uma nova religião fundamentada em suas opiniões pessoais e, infelizmente, por não saber usar o bom senso que sua inteligência lhe proporcionava, fracassou no cumprimento da missão que teria sido confiada pelos espíritos superiores.

Para que fiquem mais claros os motivos que levaram Swedenborg a pretender criar uma teologia própria, vamos tentar explicar suas razões.
Ele conhecia profundamente a Bíblia e a aceitava como sendo a palavra e a verdade de Deus, mas, ao mesmo tempo, fazia uma ressalva, sustentando que o significado do que está escrito é inteiramente diferente de seu sentido evidente e que somente ele, Swedenborg, ajudado pelos anjos, era capaz de entender e transmitir o verdadeiro sentido do que está escrito.
 Entretanto, não devemos tratá-lo como um pretensioso, pois ele era inteligentíssimo e culto.
 Para julgá-lo, o que não devemos fazer de maneira alguma, seria necessário ter também uma mente privilegiada, pois ele seria considerado como um "fora de série".

Desconsiderando sua pretensão de ser o único capaz de interpretar a Bíblia, chega-se à conclusão de que Swedenborg falou a verdade quando disse que o significado do que está escrito é inteiramente diferente de seu sentido óbvio.
 No livro A Caminho da Luz, psicografado por Chico Xavier, Emmanuel, mentor espiritual do médium mineiro, esclarece que o Antigo Testamento é um repositório de conhecimentos secretos dos iniciados do povo judeu e que somente os grandes mestres da raça poderiam interpretá-los fielmente, nas épocas mais remotas.

Portanto, a primeira elaboração teórica de Swedenborg não foi filosófica nem científica, mas teológica.
Ele chegou a construir uma complicada interpretação da Bíblia por meio de um sistema de símbolos, dizendo-se o único detentor da verdade, à qual tinha acesso com o auxílio dos anjos.
 Essa pretensão o levou, naturalmente, à convicção da infalibilidade, ou seja, suas explicações deveriam ser aceitas sem discussões. Swedenborg via o mundo espiritual, conversava com os espíritos, recebia deles instruções diretas e, por isso, julgava-se capaz de explicar tudo, sem maiores preocupações. Tornou-se um místico, distanciando-se da experiência científica a que se dedicava anteriormente.

Essa curiosa posição de Swedenborg o transformou em um elo entre dois períodos da evolução espiritual humana.
 De um lado, temos o horizonte profético, carregado de misticismo, impondo-lhe o seu peso.
De outro, o horizonte civilizado, que abre suas perspectivas em direção ao cenário espiritual. Ele permaneceu no limite desses dois mundos.
Através de sua teologia, firmou-se no passado e com sua doutrina das esferas, que formularia logo a seguir, projetou-se ao futuro. Escrevia seus livros complicados em latim, mas, apesar disso, apresentava uma nova visão do problema espiritual.


Semelhança de Informações:

O que faz Emmanuel Swedenborg ser um precursor do Espiritismo é a sua posição diante do mundo espiritual, que ele considerava de maneira quase positiva.
 Segundo ele, após a morte, os homens vão para esse mundo e não são julgados por tribunais, mas por uma lei que determina as condições nas quais passarão a viver, ou seja, em planos superiores ou inferiores nas diferentes esferas da espiritualidade.
 Para Swedenborg, anjos e demônios nada mais eram do que seres humanos desencarnados em diferentes fases de evolução.

Suas descrições do mundo espiritual se assemelham bastante às que encontramos nas comunicações passadas a Allan Kardec ou recebidas atualmente por nossos médiuns.
 O inferno não é um lugar de castigo eterno, mas um plano inferior do qual os espíritos podem seguir para outros mais elevados, purificando-se.
É impressionante também como suas informações do mundo espiritual são absolutamente semelhantes às que André Luiz nos passou muito tempo depois em seus livros, descrevendo uma das cidades do mundo espiritual e seus habitantes. Swedenborg nos fala da arquitetura, do artesanato, das flores, dos frutos, da arte, da música, da literatura, da ciência, dos esportes etc.
Sustentava também que uma densa nuvem havia se formado ao redor da Terra devido à grosseria psíquica da humanidade e que, de tempos em tempos, ocorria um julgamento e uma limpeza.

Dessa forma, as atitudes proféticas de Swedenborg são indiscutíveis.
 Diante dos fenômenos observados por esse homem extraordinário, dotado de vastos conhecimentos em diversas áreas e interesse por outros ramos científicos, não se coloca posição de crítica, mas de passiva aceitação
. Ele se considerava eleito para uma missão espiritual, senhor de uma revelação pessoal e, portanto, incumbido de ensinar de forma dogmática o que lhe era revelado.
Neste ponto, diferenciava-se de Kardec, que não se julgava um profeta, mas um pesquisador, um observador dos fatos, dos quais deveria deduzir a necessária interpretação de forma racional.

No entanto, tiramos uma importante lição da vida e da obra de Emmanuel Swedenborg:
O Espiritismo está certo em condenar a formulação de teorias pessoais pelos videntes e encarecer a necessidade da metodologia científica para verificação da verdade espiritual.
Swedenborg foi o último dos reveladores pessoais e abriu perspectivas para a nova era, que deveria surgir com Kardec.
 O que vale em sua obra não é a interpretação pessoal dos fatos, mas estes em si, confirmados posteriormente pela observação e pela experimentação espírita, dando aos homens uma concepção nova da vida presente e futura.  



Conheça algumas das informações passadas por Emmanuel Swedenborg que descreu em suas visões do mundo espiritual.

* Somos julgados automaticamente por uma lei espiritual e o resultado é determinado pela soma dos nossos atos durante a vida, de forma que a absolvição ou o arrependimento no leito de morte tem pouco proveito.

* O mundo para onde vamos depois da morte consiste em várias esferas, representando outros tantos graus de luminosidade e felicidade. Cada um de nós irá para aquela que se adapte à nossa condição espiritual.

* Nessas esferas, o cenário e as condições de vida são idênticas às da Terra, assim como a estrutura da sociedade. Existem casas onde vivem famílias, templos onde se praticam cultos religiosos, auditórios onde se realizam reuniões para fins sociais, palácios onde parecem morar os chefes etc.

* A morte é suave, dada a presença de seres celestiais que ajudam os recém-chegados em sua nova existência. Estes passam imediatamente por um período de repouso e alguns reconquistam a consciência em poucos dias, segundo a nossa contagem de tempo.

* Há anjos e demônios, mas não são de ordem diversa da nossa. São seres humanos que tinham vivido na Terra e que são almas retardatárias, como demônios, ou altamente desenvolvidas, como anjos.

* O homem nada perde nem se modifica com a morte. Sob todos os pontos de vista, ainda é um homem, porém, mais perfeito do que quando na matéria. Leva consigo seus hábitos adquiridos, preocupações e preconceitos.

* Todas as crianças são recebidas igualmente, sejam batizadas ou não. Crescem no outro mundo. Jovens lhes servem de mães até chegarem às suas mães verdadeiras.

* Não há penas eternas. Os que se acham no inferno podem trabalhar para sua saída, desde que sintam vontade. Os que se acham no céu trabalham por uma posição mais elevada.

* Aqueles que saem da Terra velhos, decrépitos, doentes e deformados recuperam a juventude e o completo vigor. Os casais continuam juntos se os seus sentimentos recíprocos os atraem, caso contrário, a união fica desfeita.
  
Fonte: 
http://www.autoresespiritasclassicos.com/Autores%20Espiritas%20Classicos%20%20Diversos/Swedenborg/PEQUENA%20BIOGRAFIA%20SWEDENBORG.htm
 Imagem: Google

COMUNICAÇÃO DE UM GOVERNADOR EGIPICIO

9 de jul de 2011



Leitor amigo, trouxemos um material extraída de um dos volumes da Revista Espírita, que era dirigida por Allan Kardec. Trata-se da comunicação mediúnica recebida por um dos médiuns que auxiliava Kardec, tudo indica que era de Ermance .
O espírito identificou-se como Mehmet Ali, que foi vice Rei Egito em 1805 até 1848. Era o Governador do Império Otamano, é conhecida em árabe como  Muḩammad ‘Alī (محمد علي باشا).
Ele teve um grande papel no governo do Egito, muitos o consideram como um dos fundadores do Egito Moderno, realizando mudanças no país, e foi um grande diplomata, crescendo assim os laços do Egito com outros países.
Deixei em vermelho umas perguntas e repostas que achei mais relevantes, quando ele trata das antigas religiões e principalmente do Cristianismo.

Boa leitura,

Luciano Dudu

Méhémet-Ali, antigo paxá do Egito

Revista Espírita, abril de 1858

Comunicação mediunica recebida nas sessões dirigidas por Allan Kardec em 16 de março de 1858.

1. Que vos animou a atender o nosso apelo?

- R. Para vos instruir.

2. Estais contrariado por estar vindo entre nós, e responder às perguntas que desejamos vos endereçar?

- R. Não; as que tiverem por objetivo a vossa instrução, eu consinto.

3. Que prova podeis nos dar da vossa identidade, e como poderemos saber que não é um outro Espírito que toma vosso nome?

- R. De que isso serviria?

4. Sabemos por experiência que Espíritos inferiores, freqüentemente, ostentam nomes supostos, e foi por isso que fizemos esse pedido.

- R. Eles ostentam também as provas; mas o Espírito que toma uma máscara se revela, também ele mesmo, por suas palavras.

5. Sob qual forma e em qual lugar estais entre nós?

- R. Sob a que leva o nome de Méhémet- Ali, perto de Ermance.

6. Estaríeis satisfeito se vos cedêssemos um lugar especial?

- R. Sobre a cadeira vazia.

Nota. Havia, perto dali, uma cadeira vazia à qual não se havia prestado atenção.

7. Tendes uma lembrança precisa da vossa última existência corporal?

- R. Não a tenho ainda

precisa; a morte deixou-me a sua perturbação.

8. Sois feliz?

- R. Não; infeliz.

9. Sois errante ou reencarnado?

- R. Errante.

10. Lembrai-vos o que foste antes de vossa última existência?

- R. Era pobre na Terra; invejei as grandezas terrestres; subi para sofrer.

11. Se pudésseis renascer na Terra, que condições escolheríeis de preferência?

- R. Obscura; os deveres são menores.

12. Que pensais agora da posição que ocupastes em último lugar na Terra?

- R. Vaidade do nada! Quis conduzir homens; soubesse eu conduzir a mim mesmo!

13. Diz-se que a vossa razão esteve alterada, desde há algum tempo; isso é verdade?

- R. Não.

14. A opinião pública aprecia o que fizestes pela civilização do Egito, e vos coloca na posição dos maiores príncipes. Com isso, experimentais satisfação?

- R. Que me importa! A opinião dos homens é o vento do deserto que levanta a poeira.

15. Vedes com prazer vossos descendentes caminharem na mesma senda, e vos interessais por seus esforços?

- R. Sim, uma vez que têm por objetivo o bem comum.

16. Reprovam-se-vos, no entanto, atos de uma grande crueldade: deles vos arrependeis agora?

- R. Eu os expio.

17. Vedes aqueles que haveis feito massacrar?

- R. Sim.

18. Que sentimentos experimentam por vós?

- R. O ódio e a piedade.

19. Desde que haveis deixado esta vida, revistes o sultão Mahmoud?

- R. Sim; em vão fugimos um do outro.

20. Qual sentimento experimentais, um pelo outro, agora?

- R. A aversão.

21. Qual é a vossa posição atual sobre as penas e as recompensas que nos esperam depois da morte?

- R. A expiação é justa.

22. Qual foi o maior obstáculo que tivestes de combater para o cumprimento dos vossos objetivos progressistas?

- R. Eu reinava sobre escravos.

23. Pensais que se o povo que governastes fosse cristão, teria sido menos rebelde à civilização?

- R. Sim; a religião cristã eleva a alma; a religião muçulmana não fala senão à matéria.

24. Quando vivo, vossa fé na religião muçulmana era absoluta? -

- R. Não; eu acreditava num Deus maior.

25. Que pensais disso agora?

- R. Ela não faz os homens.

26. Maomé tinha, segundo vós, uma missão divina?

- R. Sim, mas que a prejudicou.

27. Em que a prejudicou?

- R. Quis reinar.

28. Que pensais de Jesus?

- R. Este veio de Deus.

29. Qual dos dois, Jesus ou Maomé, que, segundo vós, tem feito mais para a felicidade da Humanidade?

- R. Por que o perguntais? Que povo Maomé regenerou? A religião cristã saiu pura das mãos de Deus; a religião maometana é a obra de um homem.

30. Credes uma dessas duas religiões destinada a se apagar de sobre a Terra?

- R. O homem progride sempre; a melhor permanecerá.

31. Que pensais da poligamia, consagrada pela religião maometana?

- R. É um dos laços que retêm na barbárie os povos que a professam.

32. Credes que a submissão da mulher esteja segundo os objetivos de Deus?

- R. Não; a mulher é igual ao homem, uma vez que o Espírito não tem sexo.

33. Diz-se que o povo árabe não pode ser conduzido senão com rigor, não credes que os maus tratos o embrutecem mais do que o submetem?

- R. Sim; é o destino do homem; ele se avilta quando é escravo.

34. Poderíeis nos reportar aos tempos da antigüidade, quando o antigo Egito estava florescente, e nos dizer quais foram as causas da sua decadência moral?

- R. A corrupção dos costumes.

35. Parece que fazeis pouco caso dos monumentos históricos que cobrem o solo do Egito; não compreendemos essa indiferença da parte de um príncipe amigo do progresso.

- R. Que importa o passado! O presente não o substituiria.

36. Consentiríeis em vos explicar mais claramente?

- R. Sim; não seria preciso lembrar ao antigo Egito degradado um passado muito brilhante: não o teria compreendido. Desdenhei o

que me pareceu inútil; não poderia me enganar?

37. Os sacerdotes do antigo Egito tinham conhecimento da Doutrina Espírita? -

R. Era a deles.

38. Recebiam manifestações?

- R. Sim.

39. As manifestações que obtinham os sacerdotes egípcios tinham a mesma fonte das que Moisés obtinha?

- R. Sim, ele foi iniciado por aqueles.

40. Por que as manifestações de Moisés eram mais poderosas o que as dos sacerdotes egípcios?

- R. Moisés queria revelar; os sacerdotes egípcios não tendiam senão a ocultar.

41. Pensais que a doutrina dos sacerdotes Egípcios tinha qualquer relação com a dos Indianos?

- R. Sim; todas as religiões mães estão ligadas entre si por laços quase invisíveis; decorrem de uma mesma fonte.

42. Qual é, das duas religiões, a dos Egípcios e a dos Indianos,

que é a mãe da outra?

- R. Elas são irmãs.

43. Como ocorre que vós, em vossa vida tão pouco esclarecido sobre estas questões, possa respondê-las com tanta profundidade?

- R. Em outras existências as aprendi.

44. No estado errante, em que estais agora, tendes, pois, pleno conhecimento das vossas existências anteriores?

- R. Sim, salvo da última.

45. Haveis, pois, vivido no tempo dos Faraós?

- R. Sim; três vezes vivi sobre o solo egípcio: sacerdote, mendigo e príncipe.

46. Sob qual reinado fostes sacerdote?

- R. É tão antigo! O príncipe era vosso Sesostris.

47. Pareceria, segundo isso, que não progredistes, uma vez que

expiais, agora, os erros da vossa última existência?

- R. Sim, progredi lentamente; era eu perfeito para ser sacerdote?

48. Foi porque fostes sacerdote naquele tempo, que pudestes nos falar, com conhecimento de causa, da antiga religião dos Egípcios?

- R. Sim; mas não sou bastante perfeito para tudo saber; outros lêem no livro do passado como num livro aberto.

49. Poderíeis nos dar uma explicação sobre o motivo da construção das pirâmides?

- R. É muito tarde.

(nota - Eram quase onze horas da noite.)

50. Não vos faremos mais do que essa pergunta; consenti em respondê-la, eu vos peço.

- R. Não, é muito tarde, essa pergunta conduzirá a outras.

51. Teríeis a bondade de nos responder numa outra ocasião?

-R. Eu não me comprometo.

52. Nós vos agradecemos, nada obstante, pela complacência com a qual consentistes em responder às nossas perguntas.

- R. Bem! Eu voltarei.

Fonte: Allan Kardec, Reve Spirite,Journal D'ÉTUDES PSYCHOLOGIQUES-Tradução: SALVADOR GENTILE; Revisão: ELIAS BARBOSA; 1a edição - 1.000 exemplares – 1993 FEB

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Luciano Dudu