Vídeo de divulgação da História e o Espiritismo

.

.

Seja bem vindo

Seja bem vindo

Mapa

free counters

Total de visualizações de página

Seguidores

COMUNICAÇÃO DE UM GOVERNADOR EGIPICIO

9 de jul de 2011



Leitor amigo, trouxemos um material extraída de um dos volumes da Revista Espírita, que era dirigida por Allan Kardec. Trata-se da comunicação mediúnica recebida por um dos médiuns que auxiliava Kardec, tudo indica que era de Ermance .
O espírito identificou-se como Mehmet Ali, que foi vice Rei Egito em 1805 até 1848. Era o Governador do Império Otamano, é conhecida em árabe como  Muḩammad ‘Alī (محمد علي باشا).
Ele teve um grande papel no governo do Egito, muitos o consideram como um dos fundadores do Egito Moderno, realizando mudanças no país, e foi um grande diplomata, crescendo assim os laços do Egito com outros países.
Deixei em vermelho umas perguntas e repostas que achei mais relevantes, quando ele trata das antigas religiões e principalmente do Cristianismo.

Boa leitura,

Luciano Dudu

Méhémet-Ali, antigo paxá do Egito

Revista Espírita, abril de 1858

Comunicação mediunica recebida nas sessões dirigidas por Allan Kardec em 16 de março de 1858.

1. Que vos animou a atender o nosso apelo?

- R. Para vos instruir.

2. Estais contrariado por estar vindo entre nós, e responder às perguntas que desejamos vos endereçar?

- R. Não; as que tiverem por objetivo a vossa instrução, eu consinto.

3. Que prova podeis nos dar da vossa identidade, e como poderemos saber que não é um outro Espírito que toma vosso nome?

- R. De que isso serviria?

4. Sabemos por experiência que Espíritos inferiores, freqüentemente, ostentam nomes supostos, e foi por isso que fizemos esse pedido.

- R. Eles ostentam também as provas; mas o Espírito que toma uma máscara se revela, também ele mesmo, por suas palavras.

5. Sob qual forma e em qual lugar estais entre nós?

- R. Sob a que leva o nome de Méhémet- Ali, perto de Ermance.

6. Estaríeis satisfeito se vos cedêssemos um lugar especial?

- R. Sobre a cadeira vazia.

Nota. Havia, perto dali, uma cadeira vazia à qual não se havia prestado atenção.

7. Tendes uma lembrança precisa da vossa última existência corporal?

- R. Não a tenho ainda

precisa; a morte deixou-me a sua perturbação.

8. Sois feliz?

- R. Não; infeliz.

9. Sois errante ou reencarnado?

- R. Errante.

10. Lembrai-vos o que foste antes de vossa última existência?

- R. Era pobre na Terra; invejei as grandezas terrestres; subi para sofrer.

11. Se pudésseis renascer na Terra, que condições escolheríeis de preferência?

- R. Obscura; os deveres são menores.

12. Que pensais agora da posição que ocupastes em último lugar na Terra?

- R. Vaidade do nada! Quis conduzir homens; soubesse eu conduzir a mim mesmo!

13. Diz-se que a vossa razão esteve alterada, desde há algum tempo; isso é verdade?

- R. Não.

14. A opinião pública aprecia o que fizestes pela civilização do Egito, e vos coloca na posição dos maiores príncipes. Com isso, experimentais satisfação?

- R. Que me importa! A opinião dos homens é o vento do deserto que levanta a poeira.

15. Vedes com prazer vossos descendentes caminharem na mesma senda, e vos interessais por seus esforços?

- R. Sim, uma vez que têm por objetivo o bem comum.

16. Reprovam-se-vos, no entanto, atos de uma grande crueldade: deles vos arrependeis agora?

- R. Eu os expio.

17. Vedes aqueles que haveis feito massacrar?

- R. Sim.

18. Que sentimentos experimentam por vós?

- R. O ódio e a piedade.

19. Desde que haveis deixado esta vida, revistes o sultão Mahmoud?

- R. Sim; em vão fugimos um do outro.

20. Qual sentimento experimentais, um pelo outro, agora?

- R. A aversão.

21. Qual é a vossa posição atual sobre as penas e as recompensas que nos esperam depois da morte?

- R. A expiação é justa.

22. Qual foi o maior obstáculo que tivestes de combater para o cumprimento dos vossos objetivos progressistas?

- R. Eu reinava sobre escravos.

23. Pensais que se o povo que governastes fosse cristão, teria sido menos rebelde à civilização?

- R. Sim; a religião cristã eleva a alma; a religião muçulmana não fala senão à matéria.

24. Quando vivo, vossa fé na religião muçulmana era absoluta? -

- R. Não; eu acreditava num Deus maior.

25. Que pensais disso agora?

- R. Ela não faz os homens.

26. Maomé tinha, segundo vós, uma missão divina?

- R. Sim, mas que a prejudicou.

27. Em que a prejudicou?

- R. Quis reinar.

28. Que pensais de Jesus?

- R. Este veio de Deus.

29. Qual dos dois, Jesus ou Maomé, que, segundo vós, tem feito mais para a felicidade da Humanidade?

- R. Por que o perguntais? Que povo Maomé regenerou? A religião cristã saiu pura das mãos de Deus; a religião maometana é a obra de um homem.

30. Credes uma dessas duas religiões destinada a se apagar de sobre a Terra?

- R. O homem progride sempre; a melhor permanecerá.

31. Que pensais da poligamia, consagrada pela religião maometana?

- R. É um dos laços que retêm na barbárie os povos que a professam.

32. Credes que a submissão da mulher esteja segundo os objetivos de Deus?

- R. Não; a mulher é igual ao homem, uma vez que o Espírito não tem sexo.

33. Diz-se que o povo árabe não pode ser conduzido senão com rigor, não credes que os maus tratos o embrutecem mais do que o submetem?

- R. Sim; é o destino do homem; ele se avilta quando é escravo.

34. Poderíeis nos reportar aos tempos da antigüidade, quando o antigo Egito estava florescente, e nos dizer quais foram as causas da sua decadência moral?

- R. A corrupção dos costumes.

35. Parece que fazeis pouco caso dos monumentos históricos que cobrem o solo do Egito; não compreendemos essa indiferença da parte de um príncipe amigo do progresso.

- R. Que importa o passado! O presente não o substituiria.

36. Consentiríeis em vos explicar mais claramente?

- R. Sim; não seria preciso lembrar ao antigo Egito degradado um passado muito brilhante: não o teria compreendido. Desdenhei o

que me pareceu inútil; não poderia me enganar?

37. Os sacerdotes do antigo Egito tinham conhecimento da Doutrina Espírita? -

R. Era a deles.

38. Recebiam manifestações?

- R. Sim.

39. As manifestações que obtinham os sacerdotes egípcios tinham a mesma fonte das que Moisés obtinha?

- R. Sim, ele foi iniciado por aqueles.

40. Por que as manifestações de Moisés eram mais poderosas o que as dos sacerdotes egípcios?

- R. Moisés queria revelar; os sacerdotes egípcios não tendiam senão a ocultar.

41. Pensais que a doutrina dos sacerdotes Egípcios tinha qualquer relação com a dos Indianos?

- R. Sim; todas as religiões mães estão ligadas entre si por laços quase invisíveis; decorrem de uma mesma fonte.

42. Qual é, das duas religiões, a dos Egípcios e a dos Indianos,

que é a mãe da outra?

- R. Elas são irmãs.

43. Como ocorre que vós, em vossa vida tão pouco esclarecido sobre estas questões, possa respondê-las com tanta profundidade?

- R. Em outras existências as aprendi.

44. No estado errante, em que estais agora, tendes, pois, pleno conhecimento das vossas existências anteriores?

- R. Sim, salvo da última.

45. Haveis, pois, vivido no tempo dos Faraós?

- R. Sim; três vezes vivi sobre o solo egípcio: sacerdote, mendigo e príncipe.

46. Sob qual reinado fostes sacerdote?

- R. É tão antigo! O príncipe era vosso Sesostris.

47. Pareceria, segundo isso, que não progredistes, uma vez que

expiais, agora, os erros da vossa última existência?

- R. Sim, progredi lentamente; era eu perfeito para ser sacerdote?

48. Foi porque fostes sacerdote naquele tempo, que pudestes nos falar, com conhecimento de causa, da antiga religião dos Egípcios?

- R. Sim; mas não sou bastante perfeito para tudo saber; outros lêem no livro do passado como num livro aberto.

49. Poderíeis nos dar uma explicação sobre o motivo da construção das pirâmides?

- R. É muito tarde.

(nota - Eram quase onze horas da noite.)

50. Não vos faremos mais do que essa pergunta; consenti em respondê-la, eu vos peço.

- R. Não, é muito tarde, essa pergunta conduzirá a outras.

51. Teríeis a bondade de nos responder numa outra ocasião?

-R. Eu não me comprometo.

52. Nós vos agradecemos, nada obstante, pela complacência com a qual consentistes em responder às nossas perguntas.

- R. Bem! Eu voltarei.

Fonte: Allan Kardec, Reve Spirite,Journal D'ÉTUDES PSYCHOLOGIQUES-Tradução: SALVADOR GENTILE; Revisão: ELIAS BARBOSA; 1a edição - 1.000 exemplares – 1993 FEB

PROVAS EXPERIMENTAIS POR LEON DENIS

8 de jul de 2011


Fiel leitor, nesta coletânea de artigos do autor Leon Denis, traduzido por  Paulo A Ferreira e revisado por : Lucia F. Ferreira, contendo 18 paginas, sob o título de:  “O porquê da vida”, ele dá uma ênfase explicando assuntos interessantes como: solução racional dos problemas da existência, espírito e matéria, vidas sucessivas, justiça e progresso, o propósito supremo dentre outros temas importantes.
Resolvemos trazer para você meu amigo leitor, o Tema PROVAS EXPERIMENTAIS.
No material ele discorre sobre os problemas da vida, mostra como a Doutrina Espírita traz as explicações necessárias para entender o motivo de estarmos neste mundo, para onde iremos, e uma proposta a ser seguida de comportamento moral e explica sobre reencarnação, lei de causa e efeito, justiça Divina, explica o conceito de Espírito e Matéria.
No capítulo Provas experimentais ele recorda a parte histórica da humanidade na busca da espiritualização e mostra espíritos que transitaram neste Orbe com intuito de auxiliar no progresso da Humanidade na corrente do pensamento e da espiritualização da Humanidade. Ele aborda de uma forma convincente que a Doutrina dos Espíritos, vem trazer o norte que a humanidade precisava, e cita nome de grandes homens contemporâneos à sua época, que estudavam de forma metódica a proposta codificada pelo mestre Allan Kardec.
Fique agora com o autor Leon Denis, trazendo as explicações da Provas Experimentais.
Boa Leitura e reflexão

Luciano Dudu.




“A solução que acabamos de dar aos problemas da vida está baseada na mais rigorosa lógica.
 Está de acordo com as convicções dos grandes gênios da Antiguidade, com os ensinamentos de Sócrates, de Platão, de Orígenes, dos druidas, cujas profundas visões, hoje reconstituídas pela história, têm confundido o espírito humano há vinte séculos.
Ela forma o fundo das filosofias do Oriente. Tem inspirado obras e atos sublimes; nossos pais, os Gauleses, daí tiraram sua indomável coragem, seu desdém pela morte.
Nos tempos modernos, tem sido professada por Jean Reynaud, Henri Martin, Esquirros, Pierre Leroux, Victor Hugo, etc.
Todavia, malgrado seu caráter absolutamente racional, malgrado a autoridade das tradições sobre as quais repousam, essas concepções seriam qualificadas de puras hipóteses e relegadas ao domínio da imaginação, se não pudéssemos assentá-las sobre uma base inquebrantável, sobre experiências diretas e sensíveis, à disposição de todos.
Fatigado das teorias e dos sistemas, o espírito humano, ante toda nova afirmação, reclama hoje por provas. Essas provas da existência da alma, de sua imortalidade, o Espiritualismo experimental nos traz materiais, evidentes. Basta observá-las fria e seriamente, estudando com perseverança os fenômenos psíquicos, para se convencer de sua realidade e de sua importância e para sentir as vastas conseqüências que terão do ponto de vista das transformações sociais, por trazer uma base positiva, um sólido ponto de apoio às leis morais e ao ideal de justiça, sem os quais nenhuma civilização poderia crescer.
As almas dos mortos se revelam aos humanos.
Manifestam sua presença, conversam conosco, nos iniciam nos mistérios das reencarnações, nos esplendores desse porvir que será nosso.
Isto é um fato real, muito pouco conhecido e muito freqüentemente contestado. As Experiências Espíritas têm sido acolhidas com sarcasmo e todos que disso têm se ocupado, desde o início, têm sido achincalhados, ridicularizados, considerados como tolos.
Tal tem sido em todos os tempos o destino das novas idéias, o acolhimento reservado às grandes descobertas. Considera-se como trivial a utilização das mesas girantes; mas as maiores leis do universo, as mais poderosas forças da natureza, não foram reveladas de uma maneira mais imponente.
 Não é graças às experiências feitas com rãs que a eletricidade foi descoberta?
A queda de uma maçã demonstrou a atração universal, e a ebulição de uma marmita, a ação do vapor. Quanto a serem taxados de loucos, os espíritas compartilham nesse ponto a sorte de Salomão de Caus, (2) de Harvey, (3) de Galvani (4) e de tantos outros homens de gênio.
É digno de nota que: a maior parte dos que criticam apaixonadamente esses fenômenos não os têm nem observado nem estudado, ou o têm feito bem superficialmente; ora, entre o número dos que os conhecem e afirmam a sua existência, estão os maiores sábios da época.
 Entre esses estão, na Inglaterra: Sir W. Crookes, membro da Sociedade Real de Londres, físico eminente a quem se deve a descoberta da matéria radiante; Russel Wallace, o adversário de Darwin; Warley, engenheiro chefe dos telégrafos; F. Myers, presidente da Sociedade de Pesquisas Psíquicas; O. Lodge, reitor da
Universidade de Birmingham; na América, o jurisconsulto Edmonds, presidente do Senado; o professor Mappes, da Academia nacional; na Alemanha: o astrônomo Zoellner; na França: Camille Flammarion, o doutor Peul Gibier, aluno de Pasteur, Vacquerie, Eugène Nus, C. Fauvety, o Coronel de Rochas, o professor Charles Richet, membro do Instituto, o doutor Maxwell, procurador geral da Corte de apelação de Bordeaux.
Na Itália o célebre professor Lombroso, que após ter contestado por muito tempo a possibilidade dos fatos espíritas, os estudou e então reconheceu publicamente a realidade. Quanto tem sido dito sobre qual lado teria garantias de ter procedido a um exame sério e a uma madura reflexão! Galileu, àqueles que negavam o movimento da Terra respondia "E por si move!" Crook esse pronuncia assim no assunto dos fatos espíritas: "Eu não disse que isso poderia ser, disse que é”. A verdade, no início qualificada de utopia, acaba sempre por prevalecer.
Constatamos, entretanto que a atitude da imprensa a respeito desses fenômenos está sensivelmente modificada.
 Não se graceja e ridiculariza mais; entrevê-se aí que há qualquer coisa de seriedade.
Os grandes jornais de Paris, O Figaro, o Matin, o Eclair, o Journal, o Petit Parisien, etc., publicam freqüentemente sérios artigos sobre essas matérias.
 A doutrina do espiritualismo experimental se expande no mundo com uma rapidez prodigiosa.
Nos Estados-Unidos, seus adeptos se contam por milhões; na Europa ocidental ela está começando e até nos meios mais afastados, sociedades de investigação se fundam, numerosas publicações aparecem.
 Um instituto metafísico foi fundado em Paris, com o concurso do Estado, para o estudo experimental desses fatos.
O concurso de indivíduos particularmente dotados é indispensável para a obtenção dos fenômenos psíquicos.
Os Espíritos não podem agir sobre os corpos materiais, impressionando nossos sentidos, sem uma provisão de fluidos animais que tomam por empréstimo a indivíduos denominados médiuns.
 Todo o mundo possui rudimentos de mediunidade, que pode ser desenvolvida pelo trabalho e pelo exercício.
A alma, em sua existência de além-túmulo, não está desprovida de forma.
Possui um corpo fluídico, de matéria vaporosa, quintessenciada, chamada perispírito, que preexiste e sobrevive ao corpo material, do qual é ao mesmo tempo a matriz, o modelo e o motor.
 Esse perispírito ou corpo fluídico possui todo um organismo sutil, e é por sua ação, combinada com o fluido vital dos médiuns, que o Espírito se manifesta aos homens, fazendo-os ouvir golpes, deslocando objetos, correspondendo-se por sinais convencionados. Em certos casos, pode mesmo se tornar visível, tangível, produzir a escrita direta, mensagens, e até impressões e moldagens de seu envelope materializado.
Todos esses fatos têm sido observados milhares de vezes pelos sábios para isto designado e por pessoas de toda classe, de todas as idades e de todos os países.
Eles provam experimentalmente a existência, em torno de nós, de um mundo invisível, povoado de almas que deixaram a Terra, entre as quais se encontram as que tínhamos conhecido e amado, e a quem nos juntará um dia.
São elas que nos ensinam a filosofia consoladora e grandiosa da qual esboçamos acima os traços essenciais.
E que se repare bem que essas manifestações, consideradas, por tantos homens - sob o império dos prejulgamentos estreitos - como estranhas, anormais, impossíveis, sempre têm existido. Relacionamentos constantes têm unido o mundo dos Espíritos ao mundo dos vivos.
 A história o comprova. A aparição de Samuel a Saul, o gênio familiar de Sócrates, aqueles do Tasse (5) e de Jérôme Cardan (6), as vozes de Joana d'Arc e tantos outros fatos análogos, procedem das mesmas causas.
 Somente, que eram considerados outrora como sobrenaturais e miraculosos, apresentando-se hoje com um caráter racional, como um conjunto de fatos regidos por leis rigorosas, cujo estudo faz nascer em nós uma convicção profunda, esclarecida.
O mundo invisível não é em realidade senão o prolongamento do mundo visível.
Além dos limites traçados por nossos sentidos, há formas de matéria e de vida das quais a ciência cada vez mais admite a possibilidade, depois que a descoberta da matéria radiante, a aplicação dos raios X, os trabalhos de Hertz sobre a telegrafia sem fio, de Lockyer sobre as nebulosas, aqueles de Becquerel, Curie e de Lebon sobre a radioatividade dos corpos, lhe abriram todo um domínio ignorado da natureza.
Os fatos espíritas, como se vê, longe de serem desprezíveis, constituem umas das maiores revoluções intelectuais e morais que se tem produzido na história do globo.
Eles são o mais sério argumento que se pode opor ao materialismo. A certeza de viver do lado de lá do túmulo, na plenitude de nossas faculdades e de nossa consciência, faz perder o temor da morte.
O conhecimento das situações felizes ou penosas, vividas pelos Espíritos por suas boas ou más ações, tem uma poderosa ação moral. A perspectiva dos progressos infinitos, das conquistas intelectuais, que esperam todos os seres e os conduz para destinos comuns, pode, por si só, aproximar os homens, unindo por laços fraternais.
A doutrina do Espiritismo experimental é a única filosofia positiva que responde a todas as necessidades morais da humanidade”.

Leon Denis.

Fonte: Leon Denis; O Porquê da Vida,Provas Experimentais; traduzido por : Paulo A Ferreira e revisado por : Lucia F. Ferreira
Imagem: Googl

VISÃO DE PERGOLÈSE.


 

Amigo leitor, trouxemos um material retirada da Revista Espírita, relatando sobre fatos mediunicos interessantes sobre a vida de mais um artista.
Aprecie, boa leitura e reflexão
Luciano Dudu.

Tem sido freqüentemente contado, e todos conhecem o estranho relato da morte de Mozart, cujo Requiem tão célebre foi à última e a incontestável obra-prima.
Crê-se numa tradição napolitana, muito antiga e muito respeitável, muito tempo antes de Mozart, fatos, não menos misteriosos e não menos interessantes, teriam precedido, senão levado, a morte prematura de um grande mestre: Pergolèse.
Essa tradição, eu a recebi da própria boca de um velho camponês do campo de Nápoles, esse país das artes e das recordações; ele a teve de seus avôs e, em seu culto pelo ilustre senhor do qual falava, ele evitava com todo o cuidado nada mudar em seu relato.
Eu o imitarei e vos darei fielmente o que me contou.
"Vós conheceis, disse-me ele, a pequena cidade de Casaria, a alguns quilômetros de Nápoles, foi lá que, em 1704, Pergolèse recebeu a luz.
"Desde a mais tenra idade, o artista do futuro se revelou. Quando sua mãe como o faz todas as nossas, cantarolava junto dele as lendas rimadas de nossos pais, para dormir // bambino, ou, segundo a expressão ingênua das amas de leite napolitanas, a fim de chamarão redor do berço os pequenos anjos do sono (angelini dei sonno), a criança, diz-se, em lugar de fechar os olhos, os tinha bem abertos, fixos e brilhantes; suas pequenas mãos se agitavam e pareciam aplaudir; aos gritos alegres que escapavam de seu peito ofegante, dir-se-ia que essa alma, apenas eclodida, já estremecia aos primeiros ecos de uma arte que deveria um dia cativá-la inteiramente.
"Aos oito anos, Nápoles o admirava como um prodígio, e durante mais de vinte anos a Europa inteira aplaudiu o seu talento e as suas obras.
Ele fez dar à arte musical um passo imenso; lançou, por assim dizer, o germe de uma era nova que deveria logo dar nascimento aos mestres que se chamam Mozart, Méhul, Beethoven, Haydn e os outros; a glória, em uma palavra, cobria a sua fronte com a mais luminosa auréola.
"E, no entanto, sobre essa fronte, dir-se-ia que uma nuvem de melancolia passeava errante e o fazia pender para a terra.
 De tempos em tempos, o olhar profundo do artista se elevava para o céu, como para procurar ali alguma coisa, um pensamento, uma inspiração.
"Quando o questionavam, respondia que uma vaga aspiração enchia sua alma, que no fundo de si mesmo ouvia como os ecos incertos de um canto do céu, que o arrastava e o elevava, mas que não podia agarrar, e que, semelhante ao pássaro que as asas muito fracas não podem levá-lo à sua vontade no espaço, recaía sobre a terra sem ter podido seguir essa suave inspiração.
"Nesse combate, a alma pouco a pouco se esgotava; na mais bela idade da vida, porque ele não tinha então senão trinta e dois anos, Pergolèse parecia já ter sido tocado pelo dedo da morte.
Seu gênio fecundo parecia se tornar estéril desfalecia dia a dia; seus
amigos em vão lhe procuravam a causa e ele mesmo não podia descobri-la.
"Foi neste estado estranho e penoso que passou o inverno de 1735 a 1736.
"Sabeis com que piedade, celebramos aqui, em nossos dias ainda, malgrado o
enfraquecimento da fé, os tocantes aniversários da morte do Cristo; a semana em que a Igreja chama a seus filhos é bem realmente para nós uma semana santa.
Também, em vos reportando à época da fé onde vivia Pergolèse, podeis pensar com que fervor o povo corria em multidão às igrejas para ali meditar as cenas enternecedoras do drama sangrento do Calvário.
"Na sexta-feira santa Pergolèse seguiu a multidão. Em se aproximando do templo, pareceu-lhe que uma calma, há muito tempo desconhecida para ele, se fazia em sua alma, e, quando ultrapassou o portal, sentiu-se como envolvido numa nuvem ao mesmo tempo espessa e luminosa. Logo ele não viu mais nada; um silêncio profundo se fez ao seu redor; depois, diante de seus olhos espantados, e no meio da nuvem onde até agora lhe tinha aparecido ser transportado, ele viu se desenharem os traços puros e divinos de uma virgem inteiramente vestida de branco; ele a viu pousar seus dedos etéreos sobre as
teclas de um órgão, e ouviu como um concerto longínquo de voz melodiosa que insensivelmente se aproximava dele.
 O canto que essas vozes repetiam o enchia de encanto, mas lhe era desconhecido; parecia-lhe que esse canto não era outro senão aquele do qual não havia podido, tão freqüentemente, perceber senão os vagos ecos; essas vozes, eram bem aquelas que, há longos meses, lançavam a perturbação em sua alma e que agora ali traziam uma felicidade completa; sim, esse canto, essas vozes, era bem o sonho que tinha perseguido o pensamento, a inspiração que tinha por tanto tempo procurado inutilmente.
"Mas, enquanto sua alma, levada ao êxtase, bebia a grandes tragos as harmonias simples e celestes desse angélico concerto, sua mão, movida como por uma força misteriosa, se agitava no espaço e parecia traçar, com seu desconhecimento, notas que traduziam os sons que o ouvido escutava.
"Pouco a pouco as vozes se afastaram, a visão desapareceu, a nuvem se
desvaneceu e Pergolèse, abrindo os olhos, viu, escrito por sua mão, sobre o mármore do templo, o canto de uma simplicidade sublime, que deveria imortalizá-lo, o Stabat Mater, que desde esse dia o mundo cristão inteiro repete e admira.
"O artista se levantou, saiu do templo, calmo, feliz, e não mais inquieto e agitado.
Mas, nesse dia, uma nova aspiração se apoderou dessa alma de artista; ela tinha ouvido o canto dos anjos, o concerto dos céus; as vozes humanas e os concertos terrestres não lhe podiam mais bastar. “Essa sede ardente, impulso de um vasto gênio, acabou de esgotar o sopro de vida que lhe restava, e foi assim que, aos trinta e dois anos, na exaltação, na febre, ou antes, no amor sobrenatural de sua arte, Pergolèse encontrou a morte.”
Tal é a narração de meu Napolitano. Isto não sou eu o disse, senão uma tradição; não lhe defendo a autenticidade, e a história não a confirma talvez em todo ponto, mas é ela muito tocante para não se comprazer com o seu relato.

ERNESTLENORDEZ.
(Petit Monteur, 12 de dezembro de 1868.)

Fonte: Revista Espírita, Fevereiro de 1869- publicado sob a direção de Allan Kardec- Décimo Segundo Ano.
Imagem: Google.



Biografia de  Giovanni Battista Pergolesi 

Nascido em : 4 de Janeiro de 1710 – Pozzuoli, 16 de Março de 1736) foi um prolífico compositorviolinista e organista italiano do período Barroco, um dos mais importantes compositores da Opera Buffa.
 Pergolesi também escreveu música sacra e deixou uma das mais importantes versões do Stabat Mater (1736).
 Vários compositores escreveram arranjos no texto da sequência ordinária do Stabat Mater, mas a versão de Pergolesi é a mais usada de todas.
Pergolesi recebeu a encomenda da Confraternità dei Cavalieri di San Luigi di Palazzo (monges da irmandade de San Luigi di Palazzo) para alterar o seu repertório, que antes usava a versão do texto com música de Alessandro Scarlatti.
Nas óperas, Pergolesi começou por escrever intermezzi que seriam tocados nos intervalos de óperas sérias em dois atos, e recebeu apoio de amigos, como, por exemplo, Jean-Philippe Rameau. Também escreveu diversas árias italianas ao estilo canzone, de muito bom gosto lírico.
 
Obra
Estre seus trabalhos cómicos e dramáticos incluem-se:
§  La conversione e morte di San Guglielmo (1731), sua primeira ópera;
§  Lo frate 'nnammorato (O irmão apaixonado, 1732, com um texto Neapolitano )
§  La Serva Padrona (A senhorita servente, que estreou no dia 28 de Agosto de 1733).
§  L'Olimpiade (31 de Janeiro de 1735)
§  Il Flaminio (1735).
§  Querelle des Bouffons (a discussão dos comediantes)
§  Stabat Mater (1736)
§  Sallustia
§  Livieta e Traccolo
§  Adriano na Síria
Pergolesi publicou um catálago de suas óperas, cuja edição ainda se encontra à venda, hoje em dia. A maior parte de seu trabalho estreou em Nápoles, mas L'Olimpiade estreou em Roma. Os trabalhos restantes foram os mais publicados no século XVIII, e muitos foram usados por outros compositores, que fizeram arranjos sobre temas dele. Até Johann Sebastian Bach usou a base do seu Salmo , Tilge, Höchster, meine Sünden, BWV 1083. Outros gêneros de composições de Pergolesi incluem sonatas e concertos para violinos.
Imagem : google

Leia com atenção

Leia com atenção

Nota de esclarecimento

As imagens contidas neste blog, são retiradas do banco de imagens da rede web.
Agradeço a todos que compartilham na rede tais imagens e até mesmo textos.
Caso haja algum problema de utilização em meu blog de algum material de sua autoria, entre em contato para que eu proceda a retirada.
Luciano Dudu